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Alfredo Pinto Lelo, (1864 (?) – ?) – advogado e tabelião público de notas, advogado privativo da Filial do Banco Nacional Ultramarino, foi Secretário-geral em Macau e Encarregado da Legação.(1) Foi eleito, em 25-09-1918 deputado pelo círculo de Macau (2)

(1) Apesar da sugestão e insistência de Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa, nada foi feito e o Boletim Oficial continuou a ser impresso na Mercantil, até que uma desavença entre o Dr. Alfredo Pinto Lelo (Secretário Geral em Macau e Encarregado da Legação) e Jorge Fernandes levou avante a ideia de Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa.

– Uma das suas últimas providências legislativas do governador Álvaro de Melo Machado até ao dia 14 de Julho de 1912- foi a Portaria de 21 de Fevereiro de 1912, que nomeia uma comissão composta por Alfredo Pinto Lelo, Carlos Melo Leitão, Manuel da Silva Mendes, José Maria de Carvalho e Rêgo e Luís Gonzaga Nolasco da Silva para estudar e dar parecer sobre a possível adaptação do decreto acerca da liberdade de imprensa e, ainda, saber se convirá que “o editor de qualquer periódico possa ser indivíduo de nacionalidade estrangeira”. A República precisava de saber com quem tinha de lidar. (Anuário de Macau 1921, p. 100)

(2) “25-09 -1918 – O Dr. Alfredo Pinto Lelo é eleito deputado pelo círculo de Macau. Viaja para Lisboa. É feita a entrega do cartório de tabelionato ao ajudante, Damião Rodrigues, nomeado por Decreto de 13-07-1918. (A. H. M. – F- A. C. P. n.º 552 –S-P)  (SILVA , Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 112)

João Mariano Gracias (1861-1942 (faleceu na sua casa na Rua Central n.º 1), proprietário e advogado provisionário. Gomes da Costa nas sua Memórias, diz que brincou com ele e que ele era «um verdadeiro diabo». Casou em 1889, com Carolina Ana Pereira Colaço

Filho de Vicente Miguel José Gracias (1819-1887), proprietário e vereador do Leal Senado e de Eufrosina Esmeralda dos Reis  (? – 1900) e pai de Vicente José Gracias (1893-1954),  interprete tradutor da Repartição do Expediente Sínico. FERRAZ, Jorge – Famílias Macaenses, II Volume, p. 135

Anuário de Macau 1921, pp II –III- IV
Extraído de «O Occidente» XXXIV-1186, de 10 de Dezembro de 1911, p.271
NOTA: a foto com canto inferior direito não é do biografado

Adolfo Ferreira Loureiro (1836-1911), militar, engenheiro, escritor, poeta e político, bacharel em Matemática em 1856 na Universidade de Coimbra e em Engenharia Civil em 1859. Entrou na escola do Exército, em 1858, onde seguiu carreira militar. Em 1883, foi em Comissão à Índia Britânica, a Ceilão, Singapura, China e Macau.

Veio para Macau, em 1883, como Capitão de Engenharia e Major do Estado Maior, no cumprimento da missão de assorear o porto de Macau, tendo elaborado o grande projecto dos aterros do porto interior (posteriormente o projecto foi alterado por diversas vezes). O trabalho desenvolvido em Macau foi elogiado, recebendo do Leal Senado (1884) a honra de ter o seu nome num arruamento executado entre 1882 e 1883 (1) (2)

Em Macau, desenvolveu interessantes apontamentos acerca da cultura e sociedade chinesa. Acresce que contactou e privou com várias personalidades da época, nomeadamente com Demétrio Cinatti, Capitão do Porto de Macau e, com Eduardo Marques, reputado sinólogo e intérprete da Procuratura dos Negócios Sínicos de Macau. Apoiado pelo Partido Progressista, foi eleito Deputado para Legislatura de 1890, pelo 1.° Círculo Eleitoral de Macau, de que prestou juramento a 15 de Janeiro de 1890, e, na Legislatura de 1890-1892, representou o referido Círculo Eleitoral como Deputado da Legislatura anterior, até ao dia 27 de Maio de 1890.

Foi autor de mais de duas dezenas de publicações de carácter literário e profissional, mas destacou-se com o seu diário de viagem, «No Oriente – De Nápoles à China (diário de viagem). Lisboa, 1896-1897: Imprensa Nacional, 1896. – 2 v.

Com referência a Macau, publicou: 1 – Porto de Macau. Ante-projecto para o seu melhoramento. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1884. – 286 p. 2 – Estudos sobre alguns portos commerciaes da Europa, Ásia, Africa e Oceania. Coimbra, 1885, 2 vol. 3 – Macau e o seu porto. Conferência na Sociedade de Geographia de Lisboa. Lisboa, 1896.

PLANTA da bacia geral dos rios Si-Kiang, Peh-Kiang e Han-Kiang ou rios do Oeste, Norte e de Este, desde a sua origem até desembocarem no mar da China pelos estuários de Cantão e do Broadway [Material cartográfico]: Nº 1 / Extrahida da planta da Província de Cantão, levantada por I. G. Lörcher e completada pelas cartas da China de I. Perthes e de Williams; Assumpção lith.  [Coimbra: Imprensa da Universidade, 1884]  – 1 mapa LOUREIRO, Adolfo Ferreira de, 1836-1911; ASSUNÇÃO, António José Saldanha, 1850-1900, litog. http://rnod.bnportugal.gov.pt/rnod/winlibsrch.aspx?

Loureiro demonstrou ainda envergar uma postura crítica relativamente à posição política de Portugal em Macau por altura do incidente subjacente à notícia da revolta de Cantão em Setembro de 1883, sem contudo deixar de mencionar que o seu próprio país, por falta de tratado com a China, não tinha ali cônsul para proteger o macaísta envolvido. Manifestou-se face ao sistema do mandarinato revelando e reforçando a ideia da própria singularidade de Macau. A abordagem à corrupção e ao suborno é inevitável e também o sistema judicial e penal mereceu acutilantes apontamentos críticos. A questão da pirataria mereceu-lhe uma especial atenção já que a estes marginais se referiu com frequência, fazendo referência ao episódio do White Cloud, embarcação que garantia a viagem Macau – Hong Kong – Macau.” (3)

Planta da PENÍNSULA E PORTO DE MACAU com as sondagens levantadas em 1884 e com o projecto do caes interior, molhe da Taipa, docas da ilha Verde e Praia Grande, dique da Taipa e revestimento marginal entre a Ilha Verde e Pac-Siac [Material cartográfico] / [Adolfo Ferreira de Loureiro]; gr. Samora. – [Coimbra: Imprensa da Universidade, 1884]. – 1 Planta, 5 folhas com informação hidrográfica, 1 folha com perfis e alçados. LOUREIRO, Adolfo Ferreira de, 1836-1911; SAMORA, Júlio César Júdice, 1845-post. 1913, litog. http://purl.pt/17239/service/media/pdf

(1) ”Macau deu o nome de Adolfo Loureiro a uma via pública. O projecto de Loureiro ficou apenas no papel, apesar das instâncias de Macau junto do Governo Central . Assim em 1891 subiu ao Terreiro do Paço um requerimento de 951 habitantes de Macau para se executarem as Obras; mas só 6 anos mais tarde é que de lá se pensou nisso; em 08-08-1903, o Capitão de Cavalaria Carlos Alexandre Botelho de Vasconcelos foi incumbido de sondagens no porto. Então o Governo dispôs-se a executar o plano de Loureiro, mas nada feito.” TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997, p. 408

(2) 羅利老馬路 – Estrada de Adolfo Loureiro: começa na Avenida Sidónio Pais e termina no cruzamento da Estrada de Coelho do Amaral com a Rua da Restauração. Executada em 1882/1883. CAÇÃO, Armando Azenha – Sankiu in http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30035/2019

(3) https://orientalistasdelinguaportuguesa.wordpress.com/adolfo-loureiro/

Ver Anteriores referências neste blogue de Adolfo Loureiro em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/adolfo-loureiro/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/estrada-adolfo-loureiro/

NOTA: Uma nota biográfica muito completa, em http://www.pianc.pt/pdfs/F2.pdf

Poesia de J. M. da Fonseca datada de Novembro de 1854 e publicada no «Boletim do Governo da Província de Macau, Timor e Solor», de Dezembro desse ano (1) com o título “A AMASONA” (lorcha de guerra «Amazona») e dedicado ao 1.º Tenente J. E. Scarnichia (2) que em 10 de Novembro de 1854, passou a comandar já no posto de 2.º tenente, a lorcha de guerra Amazona.(1) Extraído de «BGPMTS» I-7 de 2 de Dezembro de 1854, p. 27
(2) João Eduardo Scarnichia (1832- 1888) guarda marinha em 1841, colocado na corveta D. João I em 1853 e em 10 de Novembro de 1854, passou a comandar no posto de 2.º tenente, a lorcha de guerra Amazona. Por esta brilhante acção de 12 de Novembro de 1854, foi promovido por distinção em 12-11-1854, a 1.º Tenente. Do comando da Amazona passou a desempenhar o cargo de Capitão do Porto de 1861 a 1876. Depois foi comandante da Polícia Marítima durante 8 anos (1868-1876) e posteriormente em 1877 foi eleito deputado pelo círculo de Macau. Reeleito, exerceu o cargo de deputado até à morte. (TEIXEIRA, Mons. Manuel – Marinheiros Ilustres Relacionados com Macau)
Anteriores referências em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-eduardo-scarnichia/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/lorcha-amazona/

Ordem à Força Armada n.º 19 de 1 de Julho de 1871 publicada no «Boletim da Provincia de Macau e Timor», XVII- n.º 27 de 3 de Julho de 1871 em que a junta da justiça (1) condena António Dias, soldado n.º 307 da 2.ª companhia do batalhão de linha de Macau na pena 30 dias de prisão no calabouço, por na noite de 10 para 11 de Novembro do ano 1757, no posto de sentinela, se deixou dormir e roubar a sua arma, devendo ainda pagar à fazenda por meio de desconto a arma, que deixou roubar.
(1) Junta de justiça composta por:
António Sérgio de Sousa (vice almirante) Governador (2)
Vicente Nicolau de Mesquita, tenente-coronel (3)
José António da Costa, tenente-coronel (4)
J.P. Leite tenente coronel (5)
Lourenço  Marques (6)
Júlio Ferreira Pinto Basto (7)
Francisco de Assis e Fernandes.
(2) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/
(3) O tenente-coronel Vicente Nicolau Mesquita reformou-se em 1873 (27-11-1873) no posto de coronel estando nessa altura como comandante da Fortaleza do Monte (inaugurada a 01-07-1873). Vicente Nicolau Mesquita tinha sido comandante da Fortaleza da Taipa, e depois comandante da Fortaleza de S. Tiago (Barra).
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/vicente-nicolau-de-mesquita/
(4) O então tenente Vicente Nicolau de Mesquita foi substituído no comando da Taipa em 24-09-1849 pelo alferes Caetano Gomes da Silva, mas este morreu pouco depois, afogado pelo que foi substituído pelo então tenente José António da Costa em Outubro de 1850.
(5) Jerónimo Pereira Leite tenente coronel foi  ajudante de campo do governador Ferreira do Amaral , depois nomeado  comandante da Polícia.
(6) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/comendador-lourenco-marques/
(7) Dr Júlio Ferreira Pinto Basto foi Procurador dos Negócios Sínicos a partir de 1872 tendo depois sido eleito Deputado pelo círculo de Macau. Em 1880, nomeado Cônsul Geral de Portugal em Shanghai.

Aviso publicado no «Boletim do Governo de Macau e Timor,» XVIII – n.º 20 de 11 de Maio de 1872
Escaler – Pequena embarcação de quilha ordinariamente de remos ou vela, para serviço de um navio ou de uma repartição ou estação marítima. pública.
João Eduardo Scarnichia (1832 – 1888) -斯卡尼西亚capitão-de-mar-e-guerra da Marinha
Aos treze anos, assentou praça na Armada, iniciando-se muito cedo na vida do mar. Após frequência da escola Politécnica, foi promovido a guarda marinha em 1841 e embarca neste posto no vapor Mindelo.

Annaes Maritimos e Coloniaes, 1846
http://library.umac.mo/ebooks/b31365243f.pdf

Em Fevereiro de 1848 completa o curso da Escola Naval sendo promovido a guarda-marinha efectivo. Envolve-se nas lutas liberais que deflagraram em 1846 sendo deportado. É integrado no Exército de operações em Janeiro até Agosto do mesmo ano, voltando a embarcar no Mindelo. E nesse mesmo ano é-lhe concedido o grau de cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada.
Em 3 de Setembro de 1853, passou à corveta D. João I que largou de Lisboa a 6-10-1853 chegando a Macau em 1854 sob o comando do capitão-de-fragata Carlos Craveiro Lopes, levando na viagem 6 meses e vinte e tantos dias (passando pelo cabo de Boa Esperança e Timor).
Em 1854 passou a comandar, no posto de 2.º tenente, a lorcha de guerra Amazona Promovido por distinção (várias expedições contra a pirataria nos mares da China) em 12-11-1854, a 1.º tenente.
Casou em Macau a 15-07-1856 na Sé Catedral com Maria Kikol Goularte (nascida em Macau)
Nomeado Capitão do Porto de 1861 a 1876, sendo nesse tempo promovido a capitão-tenente e capitão-de-fragata e
Comandante da Polícia Marítima de 1868 a 1876. Em 16-08-1876 foi promovido a Capitão-de-mar-e-guerra, Regressou a Portugal em 1877.
Em 1877, (1) foi eleito deputado pelo círculo de Macau cargo que exerceu até à sua morte, em 26 de Fevereiro de 1888 (no posto de contra-almirante) vítima de congestão cerebral.
Informações de TEIXEIRA, Mons. Manuel – Marinheiros Ilustres Relacionados com  Macau, 1988.
Anteriores referências a João Eduardo Scarnichia em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-eduardo-scarnichia/
(1) Foi João Eduardo Scarnichia que, como deputado, teve uma intervenção no parlamento em 1880 chamando a atenção da decadência e incúria do jardim de Camões e da necessidade de aquisição do espaço por parte do Governo. Esta aquisição sé seria concretizada em 1885 com a intervenção do Governador Tomás Roa e do comendador Lourenço Marques
Ver
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/comendador-lourenco-marques/page/3/ 
卡尼西 mandarin pīnyī: sī qiǎ ní xī yà; cantonense jyutping: si1 kaa1 nei4 sai1 ngaa3
Do «Diário Illustrado» de 26 de Setembro de 1878 (n.º 1972) na coluna  “High Life” extraí esta nota social:

Dois acontecimentos tiveram notícias neste dia de 12 de Agosto de 1900.
José Maria de Sousa Horta e Costa, (1) nomeado pelo Partido Regenerador, toma posse do cargo de Governador (segundo mandato) e de Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário de Sua Majestade Fidelíssima nas Cortes da China, Japão e Siam (2)
E nesse mesmo dia, em 12 de Agosto de 1900, chega a Macau um Corpo Expedicionário para proteger a cidade da situação que se vive na China, (3) na força de 14 oficiais e 368 praças de pré, constituído por uma companhia de caçadores 3, uma bataria de artilharia, 2 elementos do serviço de saúde e administrativos. (4)
NAM VAN 25 1986 - JOSÉ HORTA E COSTA(1) José Maria de Sousa Horta e Costa (1858-1927), assentou praça na arma de Engenharia em 1878, cursou a Escola do Exército, e esteve já antes em Macau (em 1886) como Director das Obras Públicas (era então tenente de Engenharia, com 28 anos de idade) e onde casou, na Sé  desta cidade a 2 de Abril de 1886 com Carolina Adelaide Pinheiro Silvano, de 16 anos de idade).
Em 1888, foi deputado por Macau na Câmara em Lisboa. Foi depois nomeado governador de Macau tomando posse a 24 de Março de 1894 mas  demitiu-se, em 1896, devido a mudança ministerial em Portugal. (5) Nomeado em 1900 cumpriu o mandato até 17-12-1902, tendo-lhe sucedido o Conselheiro Arnaldo Nogueira de Novais Guedes Rebelo  (coronel de engenharia). Foi nomeado em 1907, governador da Índia.
Foi proclamado cidadão benemérito de Macau na sessão do Leal Senado de 8 de Junho de 1896.
«A ele se deve o grande impulso havido para o saneamento da cidade, tendo sido para esse fim expropriados dois bairros inteiros, como o de Volong e o de Tap Seac, que eram antes verdadeiros poços de infecção.»
Muitas outras decisões importantes para o progresso de Macau «medidas preventivas em 1894 face a peste bubónica; instituição do Lyceu Nacional de Macau; reconhecimento oficial da Escola Central do sexo masculino; a criação da Escola Central do sexo feminino, remoção das campas de Sakong para construção de um bairro de operários; saneamento e reconstrução do bairro de S. Paulo; expropriações nas várzeas de Mong Há  para construção de avenidas e largos; melhoramentos e saneamentos de muitas ruas da cidade». (Acta do Leal Senado)
Muitas das ruas ainda estavam construídas de terra batida , raras vezes misturada com um apequena quantidade de cal d´ostra. Esta terra com as chuvas é arrastada às valetas, tapa muitas vezes as sargetas, e vai entupir os canos, e mais tarde assoriar o porto e a Praia Grande. (relatório de 1-07-1886 da Direcção das Obras Públicas” (6)
TOPONÍMIA - Avenida de Horta e CostaMacau tem com o nome deste Governador, uma Avenida de Horta e Costa (começa na Avenida de Sidónio Pais , entre os prédios n.º 29 e 31 e termina na Avenida do Almirante Lacerda, ao lado do mercado «Almirante Lacerda», uma Rua e um Pátio. (5)
Anteriores referências a este Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-maria-horta-e-costa/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-horta-e-costa/
(2)SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Vol. 4, 1997.
(3) “13-06-1900 – A Revolta dos Boxers, apoiada numa sociedade secreta, rebenta no Norte da China. Dirige-se contra os estrangeiros e influências estrangeiras, sobretudo contra os missionários e chineses convertidos. Os revoltosos deixaram rasto de destruição de casas e igrejas e mataram centenas de pessoas antes de serem detidos em Pequim por tropas de oito países que se conjugaram para o efeito A criação dos bandos armados das sociedades secretas a mais conhecida a dos «Punhos da Justa Concórdia» mais conhecida como boxers  pelos estrangeiros (os seus adeptos costumavam aparecer nas feiras como lutadores e acrobatas). Da revolta dos Boxers resultou o massacre de 5 bispos, 40 missionários (sendo 12 católicos e os restantes protestantes) e 18 000 fiéis (sendo 53 crianças)”. (2)
(4) “Na sequência das guerras do ópio e da ocupação dos principais portos, os  chineses revoltam-se contra os estrangeiros, com o apoio aberto da imperatriz Viúva (conhecida como a «Buda Velha») na primavera de 1900 (revolta dos Boxers – Yi Ho Tuen). (7) Em junho, o governo chinês declarou guerra e cercou o bairro das embaixada , em Pequim, o qual resistiu (os 55 dias de Pequim) e foi libertado por reforços enviados.  A cidade foi saqueada  e passou a ficar na completa dependência das potências “imperalistas”. Quando foram conhecidos os primeiros ataques a europeus, o governo português determinou a organização de um Corpo Expedicionário.”
CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999.
(5) “Lá se vae o Horta e Costa, esse homem nefasto para o clero de Macau.É verdade que quasi sempre tratou bem o clero de Seminário, mas ainda n´isso havia manhas infernais (carta do Bispo D. António Joaquim de Medeiros dirigida ao Padre José Joaquim Baptista, datada de 30 de Abril de 1896. (6)
(6) TEIXEIRA, P. Manuel  –  Toponímia de Macau Vol II, 1997.
(7) Revolta dos Boxers –  義和團運動
義和團運動 – mandarim pīnyīn: yì  hé tuán yùn dòng; cantonense jyutping: ji6 wo4 tyun4 wan6 dung6

Nasceu em Macau, no dia 17 de Maio de 1863, João Feliciano Marques Pereira, filho de António Feliciano Marques Pereira, (1839-1881) (1) nascido em Lisboa, e de Belarmina Inocência de Miranda, natural de Macau.
Muito cedo partiu para Lisboa onde começou a sua educação e os seus estudos. Estudou os preparatórios  no antigo Colégio Luso-Brasileiro, frequentando depois o Curso Superior de Letras onde foi discípulo de Adolfo Coelho e onde se doutorou com distinção.
Ocupou em seguida vários cargos públicos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, ingressando depois no  Ministério da Marinha e Ultramar (1888) chegando em pouco tempo a Secretário particular da Conselheiro Barros Gomes, então Ministro da Marinha (1897).
TA-SSI-YANG-KUO CAPA SÉRIE I -VOL I e IIEm 1899, fundou a revista ” Ta-Ssi-Yang-Kuo, archivos e annaes do Extremo-Oriente Português”, (2) que durou até 1903 e cujo título foi inspirado no “seminário de interesses públicos locaes, litterario e noticioso” fundado pelo seu pai, em 1863, ano do seu nascimento. (3)

AMP - Ephemerides Commemorativas - 1863 quatro palavrasRetirado da A. Marques Pereira  “Ephemerides Commemorativas da História de Macau e das Relações da China com os Povos Christãos“, 1868.

Escreveu para inúmeras publicações de que era redactor e de algumas director, sob os mais variados assuntos e crónicas ultramarinas, sob o pseudónimo de Fernão Lopes no Jornal do Comércio e como  colaborador efectivo da Revista Colonial e Marítima.
Por Portaria de 17 de Outubro de 1904, foi nomeado para fazer parte da comissão encarregada de estudar o regime de monopólios e de impostos em Macau.
Quando se criou a Escola Colonial, (1906) foi nomeado professor efectivo de Legislação e Administração Ultramarinas.
TA-SSI-YANG-KUO DedicatóriaRepresentou o círculo de Macau como Deputado no Parlamento, pertencendo ao grupo do Conselheiro Ferreira do Amaral, filho do Governador do mesmo nome.
Foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem de S. Tiago de mérito científico, literário e artístico; foi eleito membro honorário da Real Sociedade Asiática de Paris; Vogal da Secção de Arqueologia da Real Associação de Arquitectos e Arqueólogos Portugueses; Sócio correspondente do Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano.
João Feliciano Marques Pereira faleceu a  7 de Junho de 1909, ano em ainda era deputado às Cortes eleito pelo círculo de Macau.(4)
TA-SSI-YANG-KUO CAPA SÉRIE II-VOL III e IVNOTA – Dados biográficos retirados de artigo não assinado em «MACAU Bol. Inf. 1954»
(1) Ver anteriores referências a António Feliciano Marques Pereira em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-feliciano-marques-pereira/
(2) Há uma edição da Direcção dos Serviços de Educação e Cultura/Arquivo Histórico de Macau de Dezembro de 1984 do conteúdo desta publicação, em reprodução fiel do original., em dois volumes.
TA-SSI-YANG-KUO – Archivos e annaes do Extremo-Oriente português 1899 -1900Colligidos, coordenados e anotados por J. F. Marques Pereira.  Série I- Vols I e II e Série II, Vol. III e IV.
(3) Ver trabalho de GARMES, Hélder – A Cultura Sino-Portuguesa no Século XIX e o TA-SSi-YANG-KUO em
http://www.revistas.usp.br/viaatlantica/article/viewFile/49743/53855
(4) “João Feliciano Marques Pereira (1863-1909), apesar de ser um defensor do colonialismo e dos direitos legítimos de Portugal em Macau, foi também um investigador e divulgador dedicado sobre a história dos portugueses na China. Considerado o primeiro sinólogo português moderno, vai fundar, em 1899, a revista Ta-Ssi-yang-kuo, archivos e annaes do Extremo-Oriente Português, onde pretendia divulgar a cultura, civilização e actualidades da China, assim como o historial da presença portuguesa no Oriente. A publicação transformou-se progressivamente num órgão de propaganda da linha ideológica defendida por Marques Pereira para a política externa portuguesa relativamente ao império chinês e à chamada “Questão de Macau”.
COUTO, Marcos Miguel Oliveira – Representações do Oriente em “O Mundo Português”  (1934-1947)
http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/60899/2/TESEMESMARCOSCOUTO000150583.pdf
“Mas o dialecto (patois) teve ainda um intérprete apaixonado no orientalista João Feliciano Marques Pereira.(…)  Embora não tenha editado os seus trabalhos literários em Macau, toda a sua actividade está ligada ao território que o podemos considerar como um verdadeiro escritor macaense. (…)”
AZEVEDO, Rafael Ávila de  – A Influência da Cultura Portuguesa em Macau
file:///C:/Users/ASUS/Downloads/bb095.pdf

O 2.º tenente João Eduardo Scarnichia (1) da guarnição da corveta D. João I, (2) foi nomeado, em 10 deste mês, comandante da lorcha Amazona que fez de vela, às 11.30 horas em direitura a Coulan, onde avistou na baía muitas embarcações de piratas, tendo uma delas disparado um tiro que foi imediatamente respondido. A Amazona foi fundear próximo do «Canton», onde estava o comandante do «Encounter», que lhe comunicou tencionar bloquear o porto durante a noite, para atacar os piratas na manhã seguinte. À vista encontravam-se mais cinco barcos a vapor, o «Barracuda», o «Encounter», o «Styx» e o «Charles Forbes», todos ingleses, e o americano «Queen». Pouco depois das 9.00 horas, a Amazona recebeu ordens para romper fogo, batendo as fortificações que os piratas tinham construído à beira mar, a fim de proteger o desembarque das forças anglo-americanas. Uma hora depois, efectuado o desembarque, a Amazona cessou o fogo e Scarnichia desembarcou com 11 soldados da Naval e 16 praças da marinhagem, com os guarda-marinhas J. J. d´Almeida e Álvaro A. M. da Silva, a fim de se juntar às forças anglo-americanas. Os piratas fugiram para as montanhas. Foram capturadas nesta acção 22 peças, sendo o maior calibre 12, queimaram-se 60 embarcações de diversos tamanhos e destruíram-se quatro povoações abandonadas. Perderam-se apenas 2 homens da força americana. (3)
Sobre esta importante acção naval conjunta, o Comandante-Chefe das Forças Navais Inglesas, Contra-Almirante J. Sterling enviou ao Governador de Macau um honroso ofício, em que se exalta a actuação da Lorcha de Guerra «Amazona» e o brilhante comportamento do seu jovem Comandante, nos seguintes termos: (4)
«Bordo do navio Winchester, de S. M. B., surto em Hongkong, 21 de Novembro de 1854.
Ex.ª J. Guimarães, Governador de Macao.
Ex. mo Sr.–A expedição contra a grande força dos piratas, reunidos na ilha de Tylo, tendo cumprido satisfactoriamente o seu objectivo, como V. Ex.ª melhor verá pela cópia inclusa da exposição feita pelo Capitão O´Colloghan; tenho a honra de expressar a V. Ex.ª a minha gratidão pelas informações tão francamente dadas por V. Ex.ª préviamente áquelle serviço, e pelo auxilio prestado á expedição com a cooperação da Amazona. V. Ex.ª conhecerá pelo offido do Capitão O´Colloghan a honrosa menção que elle faz, do brilhante, e habil comportamento do Sr. João Eduardo Scarnichia, commandante da Amazona, e permitta-me V. Ex.ª que eu lhe rogue se sirva tarnsmittir áquelle official o meu respeitoso reconhecimento pelos seus serviços. V. Ex.ª conhecendo desde ha muito tempo a minha pessoal inclinação para com a nação a que pertence o Sr. Scarnichia, facilmente compreenderá o grande prazer que eu tenho em ver-me habilitado a fallar por tal modo da conducta da Amazona. Tenho a honra de ser de V. Ex.ª muito obediente e humilde criado–J. Stirling, Contra-Almirante e Commandante em chefe.”

(1) João Eduardo Scarnichia (1832- 1888) guarda marinha em 1841, colocado na corveta D. João I em 1853, chega a Macau em 1854. Casou na Sé de Macau com Maria Nikol Goularte em 1856. Em 10 de Novembro de 1854, passou a comandar no posto de 2.º tenente, a lorcha de guerra Amazona. Por esta brilhante acção de 12 de Novembro de 1854, foi promovido por distinção em 12-11-1854, a 1.º Tenente. Do comando da Amazona passou a desempenhar o cargo de Capitão do Porto de 1861 a 1876. Depois foi comandante da Polícia Marítima durante 8 anos (1868-1876) e posteriormente em 1877 foi eleito deputado pelo círculo de Macau. Reeleito, exerceu o cargo de deputado até à morte. (TEIXEIRA, Mons. Manuel – Marinheiros Ilustres Relacionados com Macau)
(2) A corveta D. João I largou de Lisboa a 6-10-1853, chegando a Macau em 1854 sob o comando do capitão-de-fragata Carlos Craveiro Lopes, com escala pelo Cabo da Boa Esperança e Timor, levando na viagem 6 meses e vinte e tantos anos.
(3) GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau.
(4) http://www.library.gov.mo/macreturn/DATA/PP159/PP1592071.HTM
NOTA: pode-se ler o relatório que o Tenente Scarnichia dirigiu ao Governo, pelo Ofício de 13NOV1854 em:
http://www.library.gov.mo/macreturn/DATA/PP159/PP1592071.HTM

João Eduardo Scarnichia AlmanaqueDo “Almanach Luso-Chinez de Macau para o Anno de 1866”

Anterior referência a João Eduardo Scarnichia em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/09/24/noticia-24-de-setembro-de-1865-farol-da-guia/

Conferência pronunciada, no Salão Nobre do Leal Senado, no dia 28 de Fevereiro de 1948, por António Maria da Silva, chefe de Repartição Técnica do Expediente Sínico aposentado, e advogado (1)
Canonização S. João Brito“Como V. Exas, devem ser conhecimento, todas as representações das nossas possessões ultramarinas, na peregrinação a Roma, ao regressarem às suas terras, testemunharam publicamente o seu profundo reconhecimento pela forma cativante como foram recebidas  não só  pelos seus irmãos metropolitanos, mas também pelos supremos dirigentes do nosso grande País… (…)… Faziam parte da Delegação de Macau alguns católicos de pura raça chinesa. estes foram recebidos na Metrópole com igual entusiasmo e tratados com o mesmo carinho e afecto….(…)…  Saímos de Hong Kong pelas 8 horas, do dia 3 de Junho de 1947, e, no dia 7, o “Skymaster” norueguês, que nos levou, descia no aeroporto de Lisboa, pelas 13  horas. Se não tivéssemos passado a primeira noite em Bangkok, a segunda em Karachi e a terceira na encantadora cidade do Cairo, onde nos demorámos 27 horas, o mesmo avião ter-nos-ia transportado de Hong Kong a Lisboa em 18 horas!
Admirável progresso da ciência moderna !!
No aeródromo de Portela aguardavam-nos o Sr. Dr. Braga Paixão, representando a Comissão Organizadora da grandiosa peregrinação, o Deputado por Macau, Sr. Tenente-coronel Fontoura da Costa, um representante do Governo, outro do Patriarcado, alguns amigos, jornalistas e fotógrafos. No dia seguinte, a Delegação de Macu foi recebida por S. exa., o Sr. Ministro das Colónias…(…)… Esta deputação de portugueses de 4 continentes do mundo, incluindo o Rei do Congo, D. Pedro VII, com sua esposa e os príncipes, ali se reuniu em Lisboa, donde se seguiu para a Cidade Santa, para render homenagem a um insigne compatriota, morto ao serviço da Religião e da Pátria.  Às 2 horas da da tarde, realizou-se uma solene recepção, concedida por S- Exa. o Presidente da República, Sr. Marechal Carmona, no Palácio de Belém…..(…)…  Ao cair da tarde, entre palmas e aclamações, o paquete Mouzinho largava o porto de Lisboa. Com uma esplêndida viagem, chegámos 5 dias depois a Civitá Vecchia, donde fomos transportados para a Cidade Santa em dezenas de auto-ónibus… (…)… Depois de mais alguns dias em Roma, seguimos de comboio para Assis, percorrendo os lugares santos do Poverello e dali para Florença e Génova, atravessando a maravilhosa Riviera italiana. Em Génova embarcámos novamente no Mouzinho e 5 dias depois desembarcávamos em Lisboa…”
Canonização S. João Brito IIEste exemplar está assinado pelo autor na 1.ª página. Tem a seguinte dedicatória: “Ao  “meu” (?) caro Dr. Fernando Pacheco. Com um abraço do melhor amigo, António Maria da Silva”
NOTA 1: As cerimónias da canonização de S. João de Brito realizaram-se no dia 22 de Julho de 1947, na Basílica de S. Pedro. Estiveram presentes 2500 portugueses que entraram na Basílica, em procissão, cantando o hino em honra de S. João de Brito. Sua Santidade (Papa Pio XII), para distinguir os peregrinos portugueses do Ultramar, recebeu-os numa audiência especial, entregando, ele próprio, e pela sua própria mão, a cada um uma medalha, tendo numa das faces a sua efígie e na outra representada a Sagrada Família. Nas mesmas cerimónias, foram canonizados também os italianos “Santos Confessores” Bernardino Realino e José Cafasso.
João Heitor de Brito (Lisboa, 1 de Março de 1647 — Oriur, Índia, 4 de Fevereiro de 1693) foi um missionário jesuíta português e mártir, frequentemente chamado de “O Francisco Xavier Português”. No ano que sobe ao trono D. Afonso VI, 1662, a 17 de Dezembro, entra no noviciado da Companhia de Jesus em Lisboa. Faz estudos em Évora e Coimbra, será professor no Colégio de Santo Antão, em Lisboa, mas o sonho dele é a Índia. No ano de 1668, pede ao Superior Geral que o deixe ser missionário. Entretanto, passam os anos, consolida-se a vocação, ordenado sacerdote (1673) e recebe com alegria o mandato de partir as missões da Índia, não obstante a intervenção do núncio apostólico, solicitado por influências da Corte movidas a rogos de sua mãe. Partiu a 25 de Março de 1673 numa expedição em que vão 27 jesuítas (16 portugueses, 1 romeno, 1 italiano, 1 siciliano, 1 de Trento, 1 saboiano, 1 inglês, 2 belgas e 1 bávaro), sendo capitão-mór Rodrigo da Costa. Uns destinam-se à China, outros como João à India. (2). No ano de 1674, desembarca em Goa, a grande capital do Oriente. Logo vai fazer visita ao túmulo de S. Francisco Xavier.  A missionação na Índia como é sabido pode caracterizar-se em várias fases. A 1ª (de 1498 a 1542) é marcada pela actividade dos franciscanos e dominicanos. A 2ª. corresponde à estadia de S. Francisco Xavier, durante uns 6 a 7 anos, antes de partir para o Japão. Xavier limitou-se à costa marítima, passando ao lado da civilização hindú. A 3ª. fase é marcada pela chegada de novas Ordens e congregações religiosas, mas em que pouco se altera  a postura anterior. A 4ª fase, os missionários, como João de Brito, adoptam um modo de viver, vestir e de comer dos “pandarás-suamis”, género de penitentes aceites por todas as castas da Índia. Com este novo método os missionários aumentam a sua aceitação.(3) . Foi canonizado em 22 de Junho de 1947, pelo Papa Pio XII.
Emblema Escola S. João BritoNOTA 2: Em Macau, existe a Escola S. João de Brito (Rua de Pedro Coutinho n.º 118), dirigida pelas Caritas Macau (Fundação Casa de Macau/ São João de Brito)
(1) SILVA, António Maria da – Canonização de S. João de Brito. Macau – Imprensa Nacional, 1949, 20 p., 21,5 cm x 14,5 cm (com dedicatória, assinada pelo autor).
(2) http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_de_Brito
(3) http://alvalade.no.sapo.pt/sjoaobrito.htm