Archives for posts with tag: Militares

Extraído de «TSYK» I-4 de 29 de Outubro de 1863

A galera «Deslumbrante» (1) partiu de Lisboa, em 10-05-1863 e a bordo trazia um contingente militar, composto de 3 alferes e 188 praças de pré, sob o comando do alferes António Baptista Tassara, (2) para reforçar o Batalhão desta cidade. Chegou a Macau em 04-09-1863, com avarias devido a um tufão no Mar da China no dia 29 de Agosto de 1863, que danificou a galera quando esta já navegava a pequena distância de Macau (3) (4)
(1) Galera portuguesa «Deslumbrante» 1863-1865
https://ccm.marinha.pt/pt/biblioteca_web/arquivohistorico_web/fundoscolecoes_web/Documents/%C3%8DNDICE%2032%20-%20Documenta%C3%A7%C3%A3o%20Avulsa%20at%C3%A9%201910%20%282014%29.pdf

Ex-voto (5) – Promessa offerecida ao Senhor dos Passos da Graça no dia 29 d’Agosto de 1863 pela tripulação da galera portugueza, «Deslumbrante», na occasião do tufão no mar da China, na Latt. N. 18º,,54′,,57′ e Long. E. de Gre. 115º,,07′,,56′.
Do Blogue “Senhor dos Passos da Graça”
https://senhorpassosgraca.blogs.sapo.pt/1908.html

(2) O Alferes António Baptista Tassara tomou posse, em 4-11-1863, (6) (7) do comando do Posto da Taipa e Coloane (até 3-06-1874), substituindo o capitão Vicente Nicolau de Mesquita que foi promovido a Major e colocado no comando da Fortaleza do Monte.
1863 – O Capitão é promovido a Major sendo louvado o seu zelo no Comando do Porto da Taipa, que então abandona, para tomar o Comando da Fortaleza do Monte, a cidadela de Macau. Em substituição fica o alferes António Baptista Tassara, também Comandante de Coloane. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995)
(3) “10-05-1863 – Partiu de Lisboa, a bordo da galera «Deslumbrante», um contingente militar, composto de 3 alferes e 188 praças de pré, sob o comando do alferes António Baptista Tassara, para reforçar o Batalhão desta cidade  “
“04-09-1863 – Chegou a galera Deslumbrante com um contingente de tropas, sob comando do Alferes António Baptista Tassara tendo saído de Lisboa, em 10 de Maio.” (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
(4) Notícia publicada no «TSYK», I-1, 8 de Outubro de 1863.
AVISO de 14 de Outubro de 1863, anunciando a partida, no dia 12 de Novembro, da galera «Deslumbrante» de 1.ª classe com o comando do capitão Manoel Francisco de Souza, publicado no «TSYK», I- 3 de 23 de Outubro de 1863.
(5) Ex-voto = consequência de um voto; quadro, figura ou objecto qualquer, suspenso em uma Igreja ou em qualquer lugar venerado, para o cumprimento de um voto ou em memória de uma graça obtida.
(6) Padre Manuel Teixeira in “Taipa e Coloane”, p. 13, aponta a data de 13-7-1864. pois indica Vicente Nicolau de Mesquita como comandante da Taipa entre 09-06-1851 e 13-07-1964 e depois desta data, o Alferes Tassara como comandante da Taipa e Coloane
(7) O jornal «TSYK» traz a seguinte notícia, indicando a data de 30-04-1864.

Extraído do TSYK I-41 de 14 de Julho de 1864.

Comemorando o 1.º aniversário da sua chegada a Macau, (1) o Destacamento Expedicionário realizou em 13 de Setembro de 1950 um festival no antigo hipódromo (2) sob o lema: “Nós todos não somos demais para defender Portugal”
As fotos (com as legendas retiradas da origem) foram tiradas por Chun Kwong (3)

Um exercício de ginástica com traves
Rebentamento de fornilhos (4) de trotil
A Classe Europeia de ginástica desfilando
Uma demonstração com soldados indígenas de Angola

(1) O Destacamento Mixto Expedicionário formado em Lisboa, em 1949, a fim de seguir para Macau, embarcou em 15 de Julho de 1949. Chegou a Macau em 24 de Agosto de 1949. O Comandante era o coronel Laurénio Cotta Morais dos Reis que no dia 27 de Agosto desse ano assumiria as funções de Comandante Militar da colónia de Macau.
CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999.
Ver anteriores postagens em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/09/13/noticia-de-13-de-setembro-de-1950-festival-militar/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/laurenio-cotta-morais-do
(2) O antigo hipódromo que, parte dele, foi depois campo de treinos militares do quartel de Mong Há, ficava num terreno junto à Porta do Cerco.
”09-06-1925 – Pedido de Lou Lim Ioc, Presidente da Companhia «Clube Internacional de Recreio e Corridas de Macau, Limitada» para que lhe seja arrendado um terreno junto à Porta do Cerco” (A.H.M. – F. A.C. P. n.º 134 -S-C).AGOSTO
(3) Publicadas em «MOSAICO», I-2, 1950.
(4) Cavidade enchida com explosivo, em obra ou local que se quer fazer explodir.

Os Correios de Macau (CTT) comemorou o Dia do Exército no dia 25 de Julho de 1983 com o lançamento de um envelope com o brasão do exército e carimbo evocativo.

BRASÂO DO EXÉRCITO PORTUGUÊS
https://www.exercito.pt/pt/quem-somos/contactos

Dois envelopes de 16, 5 cm x 11, 5 cm , o primeiro simples, somente com o brasão do exército português .
O segundo envelope com dois carimbos comemorativos do dia – DIA DO EXÉRCITO 25-JUL-83 – : um no canto superior esquerdo e outro sobre o selo.
Este selo de 40 avos é de 1982, da colecção (emissão ordinária) “Edifício e Monumentos Públicos de Macau “- FAROL DA GUIA (1)
(1) Portaria n.º 85/82/M: Emite e põe em circulação neste território, no dia 10 de Junho de 1982, selos postais alusivos a “Edifícios e Monumentos de Macau”.

No dia 28 de Maio de 1950, em comemoração do dia 28 de Maio, houve uma parada das forças militarizadas no Largo Senado . Anuário de Macau de 1950 p. 236/237
A Tribuna de honra estava instaladas à frente da Estátua do Coronel mesquita, virada para o edifício do Leal Senado e as forças em parada desfilaram ao longo da Avenida Almeida Ribeiro. O Governador era Albano Rodrigues de Oliveira (1)

Desfile dos militares
Desfile dos Bombeiros

(1) Ver anteriores referências a este governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/albano-rodrigues-de-oliveira/

Ceia de Natal dos polícias de Macau
O Governador de Macau procedendo à distribuição do bodo (distribuição de alimentos, dinheiro e vestuário aos pobres, em dias festivos) às famílias dos bombeiros falecidos.
Festas desportivas nas escolas, realizadas no dia de Natal
Distribuição de merenda e prendas às crianças no Jardim de Camões
Aspecto da festa militar desportiva no dia de Natal

Extraído de «BGC» XXVI-296, 1950.

O Esquadrão Motorizado foi criado em 22 de Setembro de 1951, por transformação da Companhia de Metralhadoras tendo nesse mesmo dia chegado o pessoal para o esquadrão sob o comando do Capitão Cavalaria José Carlos Sirgado Maia. Em Janeiro de 1953 passou a designar-se Esquadrão de Cavalaria Motorizado e estava sediado no Quartel de S, Francisco. (1)
No Anuário de Macau 1953-1955 consta como comandante ,o Capitão de Cavalaria Luís Maria Coelho Casquilho e  no Anuário de Macau de 1956-1957, o capitão Mário Abrantes da Silva.
Extraído de «BGU»  XXIX – 344 Fevereiro de 1954.
(1) CAÇÃO, Armando António Azenha – Unidades Militares de Macau,1999.

Comemorações da padroeira de Portugal no dia 8 de Dezembro de 1949 relatado pelo Boletim Geral das Colónias (1)
(1) «BGC» XXVI-296, Fevereiro de 1950.

A bordo do novo paquete “Índia” da Companhia Nacional de Navegação, chegou no dia 22 de Setembro de 1951, um contingente composto de 527 homens, sob o comando do Tenente-coronel Acácio Vidigal das Neves e Castro, que vieram render os seus camaradas cuja comissão de serviço foi dada por finda.

O Comandante Militar de Macau, Coronel de Infantaria Tirocinado (depois Brigadeiro) Paulo Bénard Guedes (1) tenho à direita o Coronel A. Cabrita e à esquerda o  Tenente -coronel  Acácio das Neves Castro.
Após o desembarque, os novos soldados formados para seguirem para os seus quartéis. (2)

Nesta data, 22 de Setembro de 1951, procedeu-se a uma remodelação dos nomes das companhias estacionadas em Macau terminando a designação de «Expedicionário»(3)
Assim:
1 – O 1.º Batalhão de Caçadores de Moçambique que desembarcou em Macau a 28 de Junho de 1951 e  ocupava nessa data os aquartelamentos da Porta do Cerco, Ilha Verde, Mong Há (Fortaleza e Asilo) e Ramal dos Mouros, passou a designar-se Batalhão de Caçadores n.º 1 (3) Comandante: Major de infantaria Mário da Costa Santos Anino (4)
2 – O 2.º Batalhão de Caçadores de Moçambique que desembarcou em Macau a 28 de Junho de 1951 e estava aquartelada em Coloane, passou a designar-se Batalhão de Caçadores n.º 2.  (3) (5) Comandante: Major de infantaria Mário Gustavo A. Barata da Cruz.(4)
3 – A Bataria Independente de Artilharia Anti-Aérea 4cm Expedicionária que estava em Mong Há, transformou-se em Bataria de Artilharia Anti-Aérea 4 cm. (3) Comandante: Capitão de artilharia Gastão M. de Lemos Lobato Faria.(4)
4 -A Bataria Independente de Artilharia Anti-Aérea Expedicionária de 7, 5 cm que estava na Flora desde o desembarque em 1949, e estava aquartelada nessa data no aquartelamento das Barracas Metálicas de Mong Há, desde Julho de 1951, transformou-se em Bataria de Artilharia Anti-Aérea de 7,5 cm. (3) Comandante: Capitão de artilharia Maurício Martins Lopes. (4)
5 – A 1.ª Bataria de Artilharia Ligeira de Moçambique transformou-se em Bataria de Artilharia Ligeira de 8.8 n.º1. (3) Comandante: Capitão de artilharia Eduardo Afonso Rodrigues Salavisa.(4)
6 – A 2.ª Bataria de Artilharia Ligeira de Moçambique transformou-se em Bataria de Artilharia Ligeira de 8,8 n.º 2.  Ficou administrativamente adida à Bataria de Artilharia Ligeira 8,8 n.º 1.  (3) Comandante: Capitão de artilharia Adriano Vitor Hugo L.  Cadima. (4)
O agrupamento de Batarias de artilharia estava sob o comando do Tenente-coronel de artilharia Acácio Vidigal das Neves e Castro.(4)
7- A Companhia de Engenharia Expedicionária, que em 1949 foi para o aquartelamento da Fábrica de Panchões (junto à Porta do Cerco), foi transferida para o aquartelamento da Flora (barracas metálicas) e passou nesta data a designar-se Companhia de Engenharia. (3) Comandante: Capitão de engenharia Henrique Pedro Daniel D. Silva P. Aranda.(4)
8 – A Companhia de Metralhadoras (no quartel de S. Francisco) foi transformada em esquadrão Motorizado sob o comando do capitão Cavalaria José Carlos Sirgado Maia. (3)
(1) Ver anteriores referencias em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/paulo-benard-guedes/
(2) Fotos de «Mosaico» III-14, 1951.
(3) CAÇÃO, Armando António Azenha – Unidades Militares de Macau. Gabinete das Forças de Segurança de Macau, 1999.
(4) Anuário de Macau 1951-1952.
(5) Os batalhões de Moçambique que vieram substituir os de Angola saíram de Macau em Setembro de 1953 no navio «Niassa», na sequência dos incidentes na Porta do Cerco que culminaram em 25 de Julho de 1952 com a morte do soldado africano Joaquim Mundau (6) e consequente início da redução dos efectivos militares, deixando de haver mais soldados africanos em Macau.
(6) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/25/noticia-de-25-de-julho-de-1952-falecimento-de-jacinto-mundau/

 

Festival militar comemorativo do 1.º aniversário da chegada (13-09-1949) da expedição a Macau. A foto (campo de treinos militares do quartel de Mong Há) mostra o rebentar de fornilhas de trotil durante o exercício de uma patrulha de contacto que em entraram em acção canhões anti-carros e trens.

Retirado de «BGC» XXVI-305, 1950.

Extraído de «BGC XXVI-302-303,1950»
12-07-1910 – O Governador Eduardo Marques ordenou por portaria, a suspensão de garantias constitucionais, em todos os territórios do Concelho de Taipa e Coloane, sendo enviadas, pelas 4.00 horas de madrugada, duas forças uma de 45 praças de infantaria, comandada pelo Tenente Aguiar e outra do destacamento da Taipa e Coloane, sob o comando do tenente Albino Ribas da Silva, para desalojarem os piratas da quadrilha de Leong Tai Tchan e Leong Ngi Uá, que tinham o seu covil, nas furnas da ilha de Coloane. Devido à resistência oferecida pelos piratas foi enviada uma força de artilharia e, pelas 11.30 horas, a lancha canhoneira Macau, chefiada pelo primeiro-tenente Joaquim Anselmo Mata e Oliveira À tarde, seguiu novo reforço de 105 homens do Corpo da Polícia e infantaria, sob o comando do Capitão de infantaria Eduardo Azambuja Martins, indo assumir o comando geral das forças o major Alfredo Artur de Magalhães, comandante da Polícia de Macau O combate iniciou-se no dia seguinte e a rendição dos piratas foi no dia 14 embora as operações “de limpeza” tenham prolongado até 29 do mesmo mês.Desta acção resultou o completo extermínio dos piratas que tinham o seu quartel-general nessa ilha de Coloane, com a libertação de 18 crianças, mulheres e velhos e aprisionados 21 piratas reconhecidos, 39 indivíduos suspeitos, 11 mulheres de piratas num total de 89 pessoas. (1) Morreram 3 portugueses, segundo algumas fontes (2) mas somente é referido nos relatórios oficiosos, a morte do cabo António Maria d´Oliveira Leite, no dia 12 de Julho.

Militares portugueses, durante os combates em Coloane contra os piratas, em 1910

NOVEMBRO de 1910 – Julgamento dos piratas sequestradores de Coloane no Quartel de S. Francisco. Condenados 8 piratas a 28 anos de prisão, com degredo em Moçambique. Sete piratas foram absolvidos por faltas de provas dos crimes imputados.
O Júri do Conselho de Guerra: (1)
Presidente: Major António Joaquim Garcia
Vogais: Capitão Manuel das Neves e Alferes Mendes
Auditor: Camilo de Almeida Pessanha
Promotor: Tenente Rosa
Defensor oficioso: Alferes Rebelo
04-02-1911 – É escolhido o feriado municipal – 13 de Julho – do Concelho das Ilhas, e apresentada a justificação no B. O. n.º 5, desta data. Trata-se de sublinhar na memória de todos, em cada ano, a data do «combate de Coloane», contra os piratas, no ano anterior. (3)
(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954; TEIXEIRA, Pe. Manuel – Os piratas em Coloane em 1920, 1960
(2)  «MBI, III-71, 1956.»
(3) SILVA , Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.