Continuação da leitura do folheto informativo “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, já postados anteriormente, (1) (2), com fotos e textos explicativos dos diversos sinais que na altura estavam em vigor. Hoje, apresento o sinal 8 com quatro divisões.

(1) Folheto informativo (em português e chinês) “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, de 15 páginas (21 cm x 15 cm), emitido pela Protecção Civil das Forças de Segurança de Macau, sem indicação da data de emissão. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/02/18/leitura-tempestades-tropicais-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/09/25/leitura-tempestades-tropicais-ii-codigo-dos-sinais-de-tempestades-i/

“27-09-1712 – O ouvidor Gaspar Franco da Silva (1) recebeu um recado do capitão-de-mar-e-guerra da fragata para soltar um marinheiro insolvente. Depois, o ouvidor e seus subalternos receberam vários agravos da gente da fragata, que o levaram a fazer um auto contra Gamboa (2) e remetê-lo à Relação de Goa. (3)

(1) Gaspar Francisco (Franco) da Silva – Procurador do Senado em 1707 (4), embarcou para Portugal no dia 14 de Janeiro de 1708, na nau N.ª Sr.ª de Mazagão conseguindo obter 26 privilégios da cidade de Macau, (4) cujos alvarás, de D. João V, se guardaram no Arquivo do Senado. (5)

“21-11-1707 – Decidiu-se dar ao Procurador Gaspar Francisco da Silva que ia para o Reino, 300 taeis e 10 peças de damasco para seus gastos; este partiu a 14 de Janeiro de 1708 e regressou a Macau a 16 de Julho de 1710 (4)

“16-07-1710 – Gaspar Francisco da Silva que fora a Lisboa, em 1708, como delegado do Senado, regressou na fragata Nossa Senhora da Visitação, tendo conseguido a confirmação dos privilégios da cidade (4)

Anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/03/04/noticia-de-4-de-marco-de-1717-partida-dos-ministros-do-senado/

(2) Trata-se do capitão-de mar-e-guerra José de Andrade e Gamboa que partiu de Macau para Goa na fragata N. Sra. da Nazaré, em 14-01-1712

(3) PIRES, Benjamim Videira – A Vida Marítima de Macau no Século XVIII, pp. 27 e 31.

(4) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume I, 2015, pp. 60, 212, 218

(5) “16-10-1710 – Fragata Bom Jesus (ou N. S.) de Marzagão, que, aos 14-01-1708, levou a Lisboa o procurador do Senado, Gaspar Franco da Silva, trouxe este, a 16-07-1710, na fragata da Europa N.ª Sr.ª da Visitação, a confirmação, por D. João V, de 26 privilégios do mesmo Senado de Macau” (2)

Para o dia 26 de Setembro de 1957 (um só dia) no Teatro Capitol, o filme “LIZZIE”, espectáculo para maiores de 18 anos. Folheto de cinema só impresso o argumento na frente.

Filme da «MGM Studios»,de 1957, drama (film noir) dirigido por Hugo Haas, baseado na novela de 1954 “The Bird’s Nest” de Shirley Jackson. A actriz Eleanor Parker interpreta uma mulher com três personalidades e o actor Richard Boone como psiquiatra. Outros actores: Joan Blondell, Hugo Haas, Ric Roman, e pela primeira vez no ecrã o cantor Johnny Mathis (interpretando um cantor ao piano). A segunda canção que canta no filme, “It’s Not for Me to Say,” (1) foi um sucesso de vendas. https://en.wikipedia.org/wiki/Lizzie_(1957_film)

(1) “It’s Not for Me to Say” da autoria de Robert Allen e Al Stillman, composta para o filme «Lizzie» (bem como a primeira canção do filme “,Warm and Tender” cantadas por Johnny Mathis no filme), foi um dos discos da «Columbia Records» de maior venda nesse ano de 1957 e depois incluída no 5.º álbum do cantor “Johnny’s Greatest Hits”. https://www.youtube.com/watch?v=b7xyAM7uF6I

Nas páginas 9-15 do folheto informativo “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, já postado anteriormente, (1) estão apresentados com fotos e texto explicativo, os diversos sinais que na altura estavam em vigor. Hoje , apresento os sinais 1 e 3.

(1) Folheto informativo (em português e chinês) “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, de 15 páginas (21 cm x 15 cm), (1) emitido pela Protecção Civil das Forças de Segurança de Macau, sem indicação da data de emissão. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/02/18/leitura-tempestades-tropicais-i/

POSTAL de 1992 da colecção do fotógrafo Wong Wai Hong (1) – Guia Lighthouse
Anuário de Macau 1924, p. 69.

1864 – Início da construção do Farol da Guia, concebido pelo macaense Carlos Vicente da Rocha. As obras foram pessoalmente dirigidas pelo governador Coelho do Amaral (2)

“24-09-1865 – Acendeu-se, pela primeira vez, o Farol da Guia, oferecido ao Governador José Rodrigues do Amaral pela comunidade estrangeira de Macau chefiada por H. D. Margesson, sendo o primeiro que se acendeu na costa da China Este farol foi construído pelo hábil macaense Carlos Vicente da Rocha, sob a direcção pessoal do Governador e encontra-se situado na latitude de 21º 11` N. e na longitude de 113º 33`a Leste de Greenwich. (2)

Verso do POSTAL de 1992 – Farol da Guia e sua verdura – Guia Lighthouse: the lighthouse was designed by a localborn Portuguese Carlos Vicent de Rocha. Completed on 24 September 1865 1865 it is the oldest lighthouse in the Far East and has never ceased to be operational since built.

Bol. Gov. Macau, XII-39, 24 de Setembro de 1866, p. 57

(1) Ver referências anteriores em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/wong-wai-hong/ (2) (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 168,175.

Uma lembrança, oferta do Centro de Transfusões de Sangue de Macau, na década de 90, século XX, uma pequena toalha de 45 cm x 27 cm, de cor acastanhada. Muito utilizada e lavada, com desaparecimento parcial do monograma do Centro.

Frente
Frente – pormenor monograma
Verso
Verso – pormenor monograma

Convite da Associação de Apoio aos Deficientes Mentais de Macau para participar no Jantar Comemorativo do seu décimo quarto aniversário da sua fundação, no dia 22 de Setembro de 2000 pelas 19,30 horas no restaurante Federal (Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, nº 19-21 A, 5.º andar).

Capa + contracapa
Capa: 14,8 cm x 21 cm
Contracapa: 14,8 cm x 21 c
Folha (cor de rosa) interior dobrável: total 29,5 cm x 20,9 cm
Envelope: 22,7 cm x 16,4 cm

Foi concedida, em 21 de Setembro de 1924, pelo Governo da Província ao aviador inglês A. H. Rowe para aterrar em Macau e voar sobre esta cidade. (SILVA – Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 164.)

Ver anteriores postagens referentes aos transportes aéreos.

“20-09-1921- Apresentou-se na Secretaria Militar o Tenente de Engenharia Eugénio Sanches da Gama, (1) em serviço na Direcção das Obras dos Portos, assumindo na mesma data o cargo de chefe dos Serviços Telegráficos da província e, cumulativamente, o comandante de uma Secção de Sapadores, constituída por imperiosas necessidades de serviço. Em 4 de Outubro deixou de exercer os cargos. Esta referência tem a ver com a anterior e com a seguinte. A Companhia de Metralhadoras (criada em 1 de Março), (2) cuja dissolução chegou a estar anunciada para o dia 16 de Setembro, manteve-se operacional em virtude da gravíssima situação que a colónia atravessou na 2.ª quinzena de Setembro e só foi extinta em Fevereiro de 1922.” (3)

(1) Por despacho de 22 de Fevereiro de 1922 foi constituída uma Secção de Engenharia Militar, sob o comando do Tenente Engenheiro Eugénio Sanches da Gama, directamente subordinada a Secretaria Militar. O Tenente Sanches da Gama foi exonerado do cargo em 30 de Janeiro de 1923, data em que deixou de prestar serviço (Cfr. CAÇÃO, Armando) (2) in (3)

(2) Em 1 de Março de 1921, a Companhia de Metralhadoras entrou em execução com a Portaria 26, pela OS do QG n.º 8 de 28 de Fevereiro de 1921. Foi dissolvida em 16 de Setembro de 1921. (PP 267 e OFA9) mas devida à gravíssima situação que a colónia atravessava na 2.ª quinzena se Setembro, foi anulada a dissolução (PP 292 e OFA10). A Companhia de Metralhadoras criada pela PP n.º 26 de 27 de Janeiro de 1921 devendo o acto de dissolução ser referido ao dia 16 de Fevereiro. O pessoal passou à Companhia Europeia de Infantaria (OFA2). (CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, pp.97-98)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, pp. 140-141, 144

SETEMBRO de 1631– Vindo de Canará, onde servia como Capitão-Mor da Armada, encontra.se desde Setembro em Macau, o novo Capitão-Mor, Manuel da Câmara de Noronha que exerce o cargo por 6 anos. (1) (2) No seu tempo teve que lidar com as ordens de Goa, a reacção do Senado de Macau, agitação quase a chegar ao motim … mas conseguiu, até 1637 (fim do seu mandato) a prosperidade do comércio entre o entreposto que governava e Nagasaqui, (3)

(1) 1630 – Depois de curto período de vagatura, entra como Capitão-Geral de Macau D. Jerónimo da Silveira que teve embora na curta duração do seu mandato, boas relações com a população. Foi no seu tempo uma representação do Rei de Portugal para, no Japão, tentar melhorar as relações, que estavam tensas. (4) A meio deste ano, D. Jerónimo delegaria o cargo no irmão, D. Gonçalo. (5) Em 1631, o Vice-Rei da Índia, cedendo a pressão de intrigas, substitui o capitão geral de Macau e nomeou o seu parente D. Manuel da Câmara de Noronha. D. Jerónimo da Silveira não sobreviveria a um ataque holandês no regresso de Macau a Goa, por alturas do Estreito de Singapura. (3)

(2) 11-11-1630 – Manuel da Câmara Noronha que governou depois Macau de 1621-1636 atacou valorosamente com a sua galé e incendiou uma nau dinamarquesa, armada com 20 peças grossas, na costa de Cochim. Durante o seu governo, chegou a Macau, em 1635, a primeira nau inglesa London, fretada pelo Vice-Rei da Índia, a qual regressou a Goa, carregada de artilharia da fundição do célebre Manuel Tavares Bocarro. (3)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia de História de Macau, Volume I, 2015, pp. 145-146 – 147-148-149)

(4) 1631 – Partem de Macau para Nagasaqui cinco galeotas mas duas perdem a viagem. (3)

1632-Uma galeota, a Nossa Senhora do Rosário, perde a viagem ao Japão. (3)

1633- Grande colapso financeiro dos mercadores portugueses de Nagasaqui. Uma das galeotas de Lopo de Sarmento afunda-se durante a viagem. (3)

1634- Partiram 5 galeotas mas uma foi capturada pelos piratas chineses  e 3 forçadas a regressara Macau. Manuel Ramos foi enviado para Macau para administrar as viagens do Japão como representante do Tesouro Real. Fim do contrato de Lopo Sarmento. Concedida audiência a D. Gonçalo da Silveira. (3)

(5) 20-07-1630 – D. Jerónimo da Silveira propôs, na casa da Câmara o seu irmão D. Gonçalo da Silveira para o substituir no posto da Capitão-Geral, proposta esta que foi aceite por unanimidade. (GOMES, L.G. -Efemérides da História de Macau, 1954).

01-12-1630 – Posse do capitão-geral D. Gonçalo da Silveira (3)

01-12-1632 – D. Gonçalo da Silveira fez a entrega da capitania-geral de Macau a Manuel da Câmara de Noronha (3)