Notícia do redator da »Gazeta de Macau» (1)

“Somos sensivelmente pesarosos de annunciar, que no dia 1.° do corrente mez houve hum incêndio no Vazar, o qual começou ás 10 h. da manhãa, acabando a maior violência das chamas pelas 3 h. da tarde. Deu causa a este desastre hum desafio pueril de duas crianças Chinesas cm acender c atirar mutuamente grandes amarrados de Panchões, como fogo proprio em toda a China da actual época de anno novo, cujo 2.° dia era o de tão infeliz accontecimento. A união das Boticas, ou Lojas Chinesas de venda, os differentes artigos combustíveis, que de ordinário encerrão, e a estreitesa das ruas, ou becos, derão lugar a que o fogo tivesse maior progressão, apesar dos soccorros que não faltarão por parte dos Senhores Governadores Interinos, conjunctamentc com os Mandarins.

He innegavel que tanto a Officialidade como a Soldadesca, os voluntários Paisanos, e alguns estrangeiros se destinguirào no trabalho de derribar os telheiros para obstar o progresso da conflagração, mas não podemos occullar que isto só foi obtido dos Mandarins, (pela sua natural repugnância, e dos Chinas que supersticiosamente o não consentem) pela presença do Illustríssimo Conselheiro e Membro do Governo Sr. Miguel d’Arriaga, á cuja ordem o Mandarim com as lagrimas nos olhos via obrar tudo que ao mesmo parecia convir para a extinção do incêndio. Nós não podemos dar huma idéia mais completa, do modo por que o fogo se estendeo, e a primeira direcçâo que tomou, pela pouca exactidào, que encontramos nas diversas informações recebidas dos Chinas; podendo sómente dizer que elle se dividio em 3 lugares differentes. O numero das Boticas queimadas, huns dizem, que chegaria a 100, outros, a 60, afora 14 ou 16 lançadas abaixo. Aperca avalia-se diversamente, mas suppoem-se como certo, que entre os prédios e effeitos existentes nas I/ojas, passaria de 60, ou de 80 mil patacas. “

(1) Extraída de «Gazeta de Macau», n.º VI de 7 de Fevereiro de 1824, p. 321

Notícia extraída de «The Chinese Repository, Vol 8, May 1839 – April 1840, pp. 551-552»

“31-01-1840 – Entrevista entre o Procurador José Vicente Jorge e o Tou-T´oi, pelas 15.30 horas, no Hopu de Macau. O Tou T´oi veio com o fim de exigir a expulsão do Capitão Elliot e dos ingleses residentes em Macau, apoiado com mil homens que, a pedido dos Mandarins, ficaram retidos na Casa Branca dizendo que tal tropa se destinava a proteger os portugueses. Ofereceu-se, porém, para prorrogar a publicação do Edital dos Suntós dos dois Kuongs e de Cantão, que ordenava a ele, Tou Tói, que viesse, à testa da tropa, prender os ingleses, e ao ajudante-geral Kuam-Chon-Hiac que seguisse com mais mil homens para se juntarem aos mil de Tou T´oi, a fim de promover o encerramento das alfândegas, a suspensão do comércio português e o isolamento de Macau, bem como a retirada de todos os chineses, dentro de cinco dias, pois a cidade seria invadida. O Procurador não cedeu ante a intimidação dom enviado chinês.” (1)

“01-02-1840 – Proclamação imperial onde se procura sossegar as comunidades chinesa e estrangeiras em Macau afirmando que se pretendia apenas cercar e prender os ingleses.” (1)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da Historia de Macau, Volume II, 2015, p. 90)

Os típicos paralelepípedos importados de Portugal chegaram a Macau no início dos anos 90, dando origem a vistosos tapetes de argila, rendilhados pelas mãos de experientes calceteiros portugueses e chineses. Verdadeiros cartões de visita, apreciados pela população residente e turistas.” (1)

(1) Texto e fotos extraídos das páginas 25 (foto de Lei Tak Seng) e 54 (foto de António Falcão) do livro de CUNHA, Luís (Direcção Editorial e Texto) “Leal Senado, Uma Experiência Municipal (1989-1997) ”, edição do Leal Senado de Macau, 1997, 89 p. 

Em 22 de Janeiro de 1867, realizou-se o contrato feito com o china Aloc na Junta de Fazenda para a venda da carne de porco. (1)

(1) Boletim do Governo de Macau, XIII-5 de 4 de Fevereiro de 1867, p. 22

Continuação da entrevista dada pelo tenente de engenharia Raul Esteves ao «Diario Illustrado» (1) (2) cujos excertos publiquei em 22 de Janeiro de 2017 e 26 de Janeiro de 2019. Hoje a terceira parte, intitulada “A questão das dependências e águas do porto interior” (3)

(1) «Diário Illustrado» 22JAN1909 https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/22/noticia-de-22-de-janeiro-de-1909-a-defeza-de-macau/

(2) «Diario Illustrado» 26JAN1909 https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/01/26/noticia-de-26-de-janeiro-de-1909-macau-ii-a-questao-do-dominio-portuguez-informacoes-de-um-alto-funcionario/

(3) «Diário Illustrado» 28JAN1909

Um envelope aberto (15,7 cm x 12 cm) do Leal Senado de Macau, da década de 90 (séc. XX)  

26-01-1824 – Nasceu José Maria da Silva, que aos 16 anos foi estudar Gramática Portuguesa no Seminário de S. José e que fundou o jornal «O Independente, em 1867, (1) (2) falecendo em 24-07-1898. (3)

28-05-1847 – A Portaria n.º 20 desta data permite a Ana Faustina dos Santos Freitas conservar a farmácia que foi de seu marido, fornecendo medicamentos ao público por somente um ano, debaixo da direcção de José Maria da Silva e sujeita à vigilância e inspecção do cirurgião –mor de Macau. Depois disso deverá ser mandada fechar, se não for confiada a pessoa legalmente habilitada. (3)

18-06-1869 – Foi suspenso por ordem do Governador, almirante António Sérgio de Sousa, o quinzenário político e noticioso «O Independente» fundado por José da Silva. Este periódico reapareceu e foi suspenso várias vezes, tenho o seu redactor José da Silva sido mais de uma vez agredido, multado e preso pelos seus virulentos artigos de crítica contra a administração pública e ataques pessoais.(3)

(1) José Maria da Silva, redactor, proprietário e responsável de «O Independente» que se auto-intitulava jornal político e noticioso n.º 1 em 04-09-1868 até ao n.º 46 de 20-07-1869. Reaparece a 15-05.1873 (quinzenário inicialmente até 30-04-1874; a  partir do n.º seguinte passa a semanário), e suspende a publicação em (?)  Julho de 1880. Reaparece a 20-11-1882 até 24-07-1898.

(2) A 17-01-1889, por motivos de saúde, José da Silva passa o jornal a seu filho, Constâncio José da Silva. A 18 de Julho de 1891, José da Silva volta a aparecer como redactor principal.

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 41. 110 e 188.

(4) Por ter sido suspenso, com o mesmo título foi publicado e impresso em Hong Kong, VOL I n.º 1 de 18-09-1869

Como referi na postagem anterior do dia 17 de Janeiro, começou neste dia de 25 de Janeiro de 1969, a exibir no écran do teatro Vitória, o filme ”Where Angels Go … Trouble Follows”, espectáculo para maiores de 6 anos.

Where Angels Go …  Trouble Follows”, comédia de 1968 dirigido por James Neilson com as actrizes, Rosalind Russell, Stella Stevens e Binnie Barnes, (1) tem argumento de Blanche Hanalis, baseado numa história de Jane Trahey acerca duma viagem de freiras do colégio de St. Francis.

https://en.wikipedia.org/wiki/Where_Angels_Go,_Trouble_Follows

(1) O filme é uma sequela do anterior filme de 1966, “ The Trouble with Angels”, com as mesmas actrizes representando as mesmas personagens e foi dirigido por Ida Lupino.

No Campo da Caixa Escolar, com a honrosa assistência do Governador da Província, Almirante Joaquim Marques Esparteiro, realizou-se, no dia 24 de Janeiro de 1955, o encontro do XV «Interport» de hóquei em campo, entre as selecções representativas de Macau e Hong Kong, o qual terminou pela vitória dos jogadores macaenses, por 1 a 0. Uma numerosa assistência presenciou o encontro que, dada a forma correcta e entusiástica como foi disputado, agradou.

O tento que deu a vitória à selecção local derivou duma grande penalidade sancionada contra Hong Kong pelo árbitro Gonçalves, da vizinha cidade, que revelou imparcial e desportista cem por centro.Muitos foram os ataques perigosos efectuados pelos avançados de Macau contra os adversários, mas frente a uma defesa visitante em tarde feliz, pouco mais conseguiram do que uns remates um tanto incertos e de fácil defesa. Macau jogou mais à base de esforços individuais do que em conjunto, salientando-se neste capítulo os elementos mais velozes da equipa Marques e Almeida. A linha média da selecção local não deu o rendimento que dela esperava, sendo Rocha o único que fez algode proveitoso durante a partida. O par de defesas de Macau formado por Basto e José Vítor, constitui o melhor sector da selecção, principalmente Basto, que foi um dos melhores elementos do «Interport».Estreante no seu posto, Cristóvão revelou-se-nos, ainda assim, seguro e digno da confiança nele depositado.

Findo o encontro, o capitão da equipa local, Herculano da Rocha, recebeu das mãos do Governador da Província a taça «Spalding», troféu que vem sendo disputado nestes intercâmbios desde 1950.

À noite, no salão do Clube de Macau homenageou os desportistas visitantes com um jantar, a que assistiu grande número de pessoas, de entre hoquistas, árbitros, dirigentes, representantes da Imprensa e outros convidados. Usaram da palavra o presidente de Hóquei Clube de Macau, Pedro Hyndman Lobo e o da Associação de Hóquei de Hong Kong, Alfredo Lopes Néry.

NOTA: Antes do encontro de XV «Interport», as selecções «B» de Macau e Hong Kong disputaram o seu 5-ºjogo, também de «Interport», tendo saído vitoriosa a selecção visitante, que ganhou por 1 a 0.

Artigo não assinado publicado em «MACAU, Boletim Informativo», ANO II, n.º 36, 31 de Janeiro de 1955, pp. 13-14)

Nos dias 22 e 23 de Janeiro de 1992, no Teatro Alegria, o Grupo Artístico de Chen Ai Lian efectuou dois espectáculos de dança clássica (angariação de receitas) a favor da participação dos atletas da Associação Recreativa dos Deficientes de Macau no 3.º Torneio Nacional Desportivo para Deficientes da China. Os espectáculos organizados pela Associação Recreativa dos Deficientes de Macau tiveram o patrocínio da Sociedade de Turismo de Diversões de Macau.

Informações e fotos extraídos do panfleto/programa (25,5 cm x 18 cm), 4 páginas.

Grupo Artístico de Chen Ai Lian

CHEN AI LIAN

Programa em português

Programa em chinês

Contra capa – ANÚNCIO – S. T. D. M.