Caixa de fósforo com a publicidade “Turismo Macau” nos dois lados, com as cores da bandeira portuguesa (verde por cima; vermelha, por baixo e as letras em amarelo). Possivelmente da década de 60 mas mais provável de 70 (século XX).
Dimensões : 5,5 cm x 2,5 cm x 0,8 cm.
Os telefones da sede em Macau n.º 5164 e as agências em Hong Kong: do lado de Hong Kong n.º 430118 e Kowloon 661265
Os fósforos de que tenho somente 4 exemplares têm a “cabeça” vermelha.

É criada no dia 29 de Junho de 1977, a «Companhia de Corridas de Cavalos a Trote com Atrelado, S. A. R. L.»/ «Macao Trotting Club» que ficou sediada na Ilha da Taipa num terreno (aterros) de cerca 230 mil metros quadrados.

Aterros e início da construção da pista das Corridas de Cavalos A Trote com Atrelado da Taipa

O contrato de concessão foi assinado em Agosto de 1978, tendo como limite temporal o ano 2000 (1). No entanto, o negócio foi ruinoso devido à falta de potenciais apostadores e teve por isso vida efémera, terminando em 1988. (2)

O Governador Garcia Leandro esclarecendo os presentes dos pontos de vista da Administração sobre a importância do investimento e das vias de acesso ao local das corridas.

O Governador Garcia Leandro, acompanhado pelo Secretário-Adjunto para as Obras Públicas e Comunicações e ainda outros elementos da Administração, esteve na Ilha da Taipa no local onde estão a decorrer os trabalhos do aterro do futuro hipódromo, para corridas de cavalos a trote com atrelado.
Sobre o empreendimento usaram da palavra um técnico da administração local, para abordar os projectos que existem para a zona no tocante a estradas, e, posteriormente, o arquitecto Chan, da Sociedade de Corridas de Cavalos a Trote com Atrelado, que pormenorizou, quais são os projectos da empresa e revelou que, neste momento, já se encontra aterrada cerca metade da área e que em termos de volume de terra (3)

A comitiva percorrendo os vários pontos da área em aterro.

Numa prova da confiança no desenvolvimento das ilhas da Taipa e Coloane, um consórcio com capitais locais e estrangeiros iniciou já os trabalhos de construção de uma pista de corridas de cavalo a trote com atrelado, empreendimento orçado em mais de seiscentos milhões de escudos. O empreendimento que ocupa uma área de 230 mil metros quadrados, deverá estar em funcionamento ainda antes do fim do próximo ano” (4)
(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 5, 1998.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/02/24/anuncio-macau-trotting-club/
(3) Notícia publicada em «MACAU B. I. T.  XII, N.ºs 7 e 8,  1977.
(4) Notícia publicada « MACAU B. I.T. XII  n.ºs 9 e  10, 1977.
Anteriores referências às corridas de cavalo a trote
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/22/anuncio-corridas-de-cavalo-a-trote/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/macau-trotting-club/

A Casa de Chá Tong Teng situada na Avenida Almeida Ribeiro n.º 5, 2.º andar iniciou a sua actividade nesse ano de 1922 (a 27 de Fevereiro). Não tenho informações sobre quanto tempo esteve aberto ao público.

O navio «Morosa» junto à ponte-cais n.º 5
A descarga
Outro aspecto da descarga do arroz para o armazém n.º 5, propriedade de “Tai Heng C.ª Ltd”, na Rua das Lorchas, inaugurado em 1943 (?)

Extraído de BGC,  XXVI-299, 1950.

Certificado de vacinação dos Serviços de Saúde de Macau, com o n.º 320802

Vacinação Anticolérica no dia 03/06/1954. Nessa época a vacinação anticolérica era obrigatória nos anos em que a cólera era frequente, principalmente nos meses de maior calor e a vacina era válida para três meses. Ainda me lembro já na década de 60 (século XX) a vacinação na via pública – a polícia “fechava” uma vida pública e todos aqueles que não estavam vacinados ou não apresentavam o Certificado de Vacinação válido, eram logo aí vacinados por uma equipa de enfermeiros dos serviços de saúde.
Muito obrigado à minha amiga Leonor que me cedeu uma digitalização deste certificado.

Um artigo publicado em 1866 no “The Illustrated London News” (1) intitulado

EXTERIOR AND INTERIOR OF THE THEATRE AT MACAO”

Baseado em duas pinturas de Eduard Hildebrandt (de 1842), (2) o redactor do artigo tece considerações sobre o funcionamento dum teatro chinês (será mais um “AUTOCHINA”) (3) com palco armado ao que parece na Barra à frente do templo de Á Má.

“THE THEATRE AT MACAO” por  E. HILDEBRANDT (4)

“INSIDE OF THE THEATRE AT MACAO” por E. HILDEBRANDT

(1) «The Illustrated London News», 1866, 17 MARCH 1866, p.264
(2) Ver anteriores referências a este pintor alemão Eduard Hildebrandt  (1818-1869):
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/04/noticia-de-4-de-fevereiro-de-1865-baile-e-ceia-no-teatro-d-pedro-v/

“A-Ma Temple, Macao” gravação duma pintura de Eduard Hildebrandt (1818-1869)

(3) “Chama-se em Macau auto china ao tradicional teatro chinês em que se representam cenas da história antiga e da mitologia do país. Consta de canto e palavras rítmicas, com acompanhamento de instrumentos e tantãs típicos “(BATALHA, Graciete Nogueira – Glossário do Dialecto Macaense, 1977)
(4) A mesma pintura em diversas publicações está referenciada como

“Macao, Theater Sing Song”

Barbearia é a loja de barbeiro ou o sítio onde se corta ou rapa os pelos da cara mas esta barbearia chamada BARBEARIA FILIPINA na Rua Central, n.º 71 em Macau, no ano de 1922, vendia cigarros e charutos a preços mais moderados do que em qualquer outro estabelecimento.