Macau sã divera têm su chiste;
Têm ora, quele bom pandegá,
Têm ora, vêm co estória triste,
Fazê nôs cucús, sentá churá.

Gente bom co grándi coraçam,
Sã nosso Macau têm quelê tanto;
Nhum mau, capaz rasteja na chám
Ramendá cobra, tamêm têm quánto.

Cobra virá ficá camaliám
Sã têm, pa mal di nosso pecado;
Quelóra nôs andá, vizá chám,
Cobra na arvre ta pindurado.

Desenho de Leonel Barros

Má-língu co má-língu juntá,
Sã língu co língu ta dá nó;
Tagaláng qui ilôtro cortá,
Lô cai fino-fino, fica pó.

Têm gente bom, têm cachorro-china,
Atirá pedra, iscondê mám …
Quelóra nôs ta dobrá esquina,
Cachôro fuzí, rabo na chám.

Têm nhum campiám pa fazê intriga,
Más capaz qui nhónha aringuéra;
Botá mascra, vendê su cantiga,
Balí bêço, papiá babuzéra.
…………………………………………..…………continua.

José dos Santos Ferreira
Qui-Nova Chencho, 1973 (1)

(1) Ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/12/13/lingu-maquista-dos-filo-filo-di-macau/

Desembarque do Governador de Macau no regresso de Hong Kong

Extraído de «BGC»  XXVI-297, 1950.

Anúncio de 1924 da Firma F. Rodrigues (Gerente: Fernando Rodrigues; sede: Avenida Almeida Ribeiro n.º 10) – únicos agentes do Sul da China da Fiat.
Semelhante anúncio de 1922, já publicado em (1), que apresentava à venda (com entrega imediata) dos mesmos modelos da Fiat indicados no anúncio.
O Fiat modelo 501 foi um automóvel fabricado pela empresa italiana FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino) desde 1919 até 1926. Foi o primeiro modelo da Fiat (4 cilindros em linha com 1460 cc) produzido depois da I Guerra Mundial. Produziram-se 65 000 unidade em diversos estilos e carrocerias.
Em 1921 foi lançado o modelo 501 S com três tipos de carroceria: Sportiva Torpedo, Spider e Sportiva Spyder (SS) Este modelo possuía maior potência, tendo sido produzidos 2 600 unidades. Seguiu-se o modelo Fiat 502, com quase 70 000 unidades produzidas.
O Fiat modelo 505 foi produzido entre 1919 e 1925, baseado no mesmo desenho com 4 cilindros do Fiat 501 mas com uma maior dimensão exterior. Conseguia-se atingir a velocidade máxima de 80 Km/h. Produziram-se 30 000 exemplares.
Informações recolhidas de
https://es.wikipedia.org/wiki/Fiat_501
(1) Anterior anúncio da mesma empresa de 1922
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/05/31/anuncio-fiat-touring-car-505-de-1922/

Três fotos (infelizmente com fraca impressão) publicados na imprensa escrita em 1921

Edifício do Leal Senado da Câmara de Macau
Teatro D. Pedro V e Club de Macau
Pagode da Barra (Má – Kóc – Miu)

 A nova «Escola do Santíssimo Rosário / :聖玫瑰學校»  situado na Rua de S. Paulo (1), foi inaugurado no dia 14 de Janeiro de 1973.
O moderno edifício escolar destinado ao ensino infantil e primário, substitui um casarão velho e em ruínas que já não oferecia nenhumas condições de funcionamento. Este edifício tem 18 salas, amplas, bem arejadas e iluminadas. No dia 2 de Janeiro de 1973 começaram a funcionar as aulas já no novo edifício.
Nesse ano lectivo estava matriculados 400 alunos, de ambos os sexos. O seu director era o Padre Elias Marçal Periquito, S.J., há longos anos em Macau.(2)
Presidiu à inauguração o Bispo de Macau, D. Paulo José Tavares, tendo assistido representantes de ordens religiosas, masculinas e femininas que exerciam o apostado em Macau.

Paulo José Tavares, Bispo de Macau, procede à bênção das instalações da nova escola.
Na foto (esq para dir): ????, Pe. Joaquim Guerra, Bispo Paulo Tavares, Pe. Elias Periquito , Pe João Guterres, ????

A Diocese de Macau que exercia (e ainda exerce) um papel muito importante no ensino em Macau particularmente no sector da população chinesa tinha no ano de 1973 cerca de 22 250 alunos sendo 10 925 rapazes e 11 325 raparigas, distribuídos por 37 edifícios escolares, neles funcionando 87 escolas, assim discriminadas: 29 escolas infantis; 35 escola primárias; 17 escolas secundárias-liceais; 1 escola normal; 1 escola de enfermagem (Escola de Enfermagem das Franciscanas Missionárias de Maria desde 1958); 2 escolas profissionais; 1 academia de música e 2 seminário menor. Pertenciam ao quadro de professores 808 elementos leigos.

Um grupo de pequenos que se exibiu no dia da inauguração
Recreio no largo terraço da escola

(1) No princípio de 1954, o Padre Joaquim Guerra, S.J. que foi expulso da China em 1952, fundou o Centro de Nossa Senhora do Rosário. Destinava-se a dispensário e catecumenato. Presidiu à inauguração o Bispo D. João de Deus Ramalho. Era um rés-do-chão dum prédio na Rua de Estalagens n.º 5. Devido a dificuldades económicas, em Setembro deste ano, o dispensário deixou de existir, passando a funcionar ali uma pequena escola para os pobres do bairro. Mas no segundo semestre, os alunos eram já uns cem pelo que em 7 de Outubro de 1954 transferiu-se para o n.º 37 da mesma rua, um prédio de três andares. No ano escolar de 1955/56 contava com 200 alunos e 4 professores. Em Março de 1958, a Escola do Rosário estabeleceu-se definitivamente na Rua de S. Paulo, ocupando três casas contíguas, de igual construção, os n.ºs 39, 41 e 43.

http://www.oclarim.com.mo/en/2016/06/17/escola-do-santissimo-rosario-to-close-in-2017/

Após o ensino de 62 anos, o estabelecimento escolar fechou as portas a 1 de Setembro de 2017, após a conclusão do ano lectivo de 2016/2017. Aquando do fecho possuía educação secundária, primária e um jardim de infância, com 25 professores e um total de 80 alunos (nas décadas de 70 e 80 devido à «onda migratória» chegaram a ter cerca de mil alunos) e a razão  apontada pela Diocese foi a diminuição progressiva do número de alunos. Também terá contribuído para o fecho o alegado uso abusivo, não autorizado pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) do método pedagógico “Montesson” (Taiwan) (3)
(3) «Jornal Tribuna de Macau» 10 de Junho de 2016 – Escola do Santíssimo Rosário tem os dias contados
http://jtm.com.mo/local/escola-santissimo-rosario-tem-os-dias-contados/
(2) O Padre Elias Marçal Periquito, S.J., ficou encarregado da Escola desde Março de 1959, porque o anterior, o Padre António Tam ficou encarregado da Escola Estrela do Mar.
Informações e fotos (preto e branco) extraídos de:
TEIXEIRA , Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982.
«Macau, B. I. T.» VIII-11/12, 1973.

Estes pequenos magnetos, chamados vulgarmente ímanes personalizados para frigorífico, e vendidos como lembranças “turísticas” são hoje, objectos de colecção.
Os dois mais antigos que possuo,  com a denominação” MACAU”,  são de matéria plástica, flexíveis.

Plastificado flexível, quadrado 6 cm x 6 cm, (creio ter sido emitido pela Direcção dos do Serviços de Turismo), da década de 80 (século XX)
Plastificado flexível, rectangular,  7 cm x 5 cm, da década de 80 (século XX)

Saco comercial do Hotel Beverly Plaza, de plástico, de cor branca, 36,5 m(sem a alça ou asa) x 28  cm de dimensões.
O mesmo “design” nos dois lados.
Ver anteriores referências a este Hotel em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-beverly-plaza/