Mais dois ”slides” digitalizados da colecção “MACAU COLOR SLIDES – KODAK EASTMAN COLOR)”comprado na década de 60 (século XX), se não me engano, na Foto PRINCESA (1)
Estes dois são referentes ao Templo da Barra – Á Má.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/decada-de-60-seculo-xx/

No dia 27 de Março de 1973, a convite do Comando Territorial Independente de Macau, a imprensa portuguesa e chinesa, a que se associou uma equipa de reportagem da C.I.T., o Aquartelamento de Coloane onde se encontra instalada uma Companhia de Caçadores (constituída na sua grande maioria, por rapazes da Madeira, que chegaram a Macau nos princípios do mês de Janeiro de 1973 e onde decorre a Escola de Recrutas de 1973.

Grupo fotográfico dos jornalistas com os oficiais que os acompanharam na visita, na entrada da messe.

Acompanharam os representantes dos órgãos de informação pública locais, o Major do CEM Rui Lobato de Faria Ravara, Chefe do Estado Maior do CTIM, e o Capitão Elísio Rolando Bastos Bandeira, a que se juntaram, no cais da Taipa, onde se fez o desembarque, o Major Helder Reis de Oliveira, director da Instrução e o Capitão Henrique Dias, comandante da referida Companhia de Caçadores.

Na carreira de tiro da Taipa, um grupo de recrutas em exercício.

Transportados em «jeeps», os visitantes dirigiram-se à Carreira de Tiro da Taipa, onde se encontrava um grupo de recrutas em instrução. Explicou o Major Ravara que esta dependência dos Serviços Militares seria, em breve, transferida para outro local das Ilhas – melhor situada e com instalações apropriadas e funcionais. – por interferir com os planos do Governo no aproveitamento desta zona para fins industriais e outros de grande interesse para o progresso do território insular.

Os recrutas aprendem a conhecer as armas

Referindo-se à finalidade da visita, acentuou que a mesma se destinava a mostrar os melhoramentos realizados nas instalações do aquartelamento de Coloane, que reentrava ao serviço no ano passado (1972) , depois de cerca de 14 anos praticamente sem serventia e a verificar como se preparavam os jovens recrutas.
Novamente nos veículos, os jornalistas e as individualidades que os acompanhavam romperam caminho por estreitas picadas, até entrarem na estrada que os levou a Coloane, depois de atravessarem a faixa de ligação entre as duas ilhas.
Num terreiro, a meio da encosta, um pelotão da Escola de recrutas fazia exercícios físicos, que já contavam quase três meses de treinos . Outro pelotão faziam exercícios de marcha e manejo de armas , como parte da instrução que lhes cabia no programa desse dia.” (1)
Continua…
(1) Fotos e reportagem in «MACAU B.I.T.», 1973.

Mais dois ”slides” digitalizados da colecção “MACAU COLOR SLIDES – KODAK EASTMAN COLOR ”comprados na década de 60 (século XX), se não me engano, na Foto PRINCESA (1)

Sé Catedral
Igreja de S. Domingos

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/decada-de-60-seculo-xx/

Artigo publicado no «Notícias de Macau» por Luís G. Gomes (1)
(1) Reproduzida depois no «Boletim Geral das Colónias», Ano XXIV, Maio de 1948, n.º 275 pp. 216-218.

Uma fotografia publicada no dia 25 de Março de 1916, na «Revista Colonial» (Portugal) mas referente ao ano de 1910 (?) com a legenda:
“Aspecto geral do Porto de Macau (Porto Interior) no dia de ano novo China (10-2-1910) – caes de vapores e carreira (Hong Kong, Cantão e Rio d´Oeste)
 

25-03-1708 – Neste dia se fes a Procissão do Sr. Crus as Costas pelas Ordinarios por ordem do Sr. Bispo, visto estarem os Padres de St.º Agostinho impedidos no seu convento por cauza de controvercias que tem havido a respeito do Patriarcha – Os Irmãos que acompanhavão o Sr. ião com Capa branca e murça rôxa. A Procissão foi athé S.m Domingos onde ficou ali. (BRAGA, Jack M.- A Voz do Passado, 1987).
PEREIRA, A. Marques – Ephemerides commemorativas da historia de Macau e das relações da China com os povos Christãos, 1868.

Por ordem do Bispo D. João do Casal, a procissão de Nosso Senhor dos Passos (ou da Cruz) foi feita pelos Ordinários, pelo facto dos padres agostinhos se encontrarem retidos no seu convento, em consequências do conflito entre eles e o patriarca da Antióquia, o Cardeal Carlos Mailard de Tournon.
A nomeação de D. Carlos Mailard de Tournon pela Santa Sé em 1702 para negociar com o imperador da China uma condenação formal dos ritos que se concluiu a 20 de Novembro de 1704, foi um pretexto da Santa Sé para neutralizar a influência dos jesuítas na corte de Pequim e enfraquecer assim o direito do padroado português sobre as dioceses chinesas. Aliás, o rei D. Pedro II de Portugal não aceitou em 1902 a indigitação do Cardeal. Talvez,por isso, no dia 2 de Abril de 1705 quando o Patriarca na sua rota para Pequim passou por Macau recusou entrar na cidade ficando hospedado por uma noite na Ilha Verde onde recebeu o Bispo D. João da Casal e o Governador da cidade. A missão de Tournon na China foi desastrosa, acabando por ser expulso, sob custódia para Macau onde chegou em 30 de Junho de 1707. A sua permanência em Macau agravou mais esse conflito entre Bispo D. João do Casal, na defesa do padroado português e os prelados que apoiavam o Patriarca da Antioquia, nomeadamente os Agostinos e os Dominicanos. Os Agostinhos  sofreram um interdito logo em 1707 (os dominicanos em 1709) acabando depois pelo encerramento do convento em 1712 (já depois da morte do patriarca) e os religiosos enviados para Goa.
A seguir, continuação da publicação das fotografias da Procissão do Senhor dos Passos de 1974.
Ver anterior artigo e fotos em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/04/noticias-de-4-e-5-de-marco-de-2017-tradicoes-que-se-continuam-a-procissao-do-senhor-dos-passos-i-fotos-de-1974/

Faleceu em Hong Kong no dia 24 de Março de 1993, José Santos Ferreira (Adé). (1)
José Inocêncio dos Santos Ferreira, nasceu a 28-07-1919. Foi com a idade de 7 anos que começou a aprender as primeiras letras. Matriculou-se em 1931 no Liceu mas devido a falta de dinheiro para as propinas escolares frequentou até ao 5.º ano. O seu primeiro emprego foi na Repartição das Obras Públicas como amunuense recebendo apenas algumas dezenas de patacas. Cumpriu o serviço militar obrigatório de 1939 a 1940 mas devido à Guerra Sino-nipónica e à Guerra do Pacífico foi forçado a prestar o serviço militar mais alguns meses. Foi chefe de secretaria do Liceu. Trabalhou na Sociedade de Turismo e Diversões de Macau apór reformado.
Quando trabalhou no Liceu colaborava com jornais de Macau como por exemplo: “Notícias de Macau”, o “Clarim”, “Gazeta Macaense”. Foi um grande desportista praticando várias modalidades em especial o hóquei no Campo de Tap-Seac. Além disso tomava parte nas representações no Teatro D. Pedro com diálogo em patuá. Foi Mesário da “Santa Casa da Misericórdia de Macau”, director do “Club de Macau”, presidente do “Rotaty Club de Macau”. Condecorado com a medalha de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique em 1979” (2)

JARDIM ABENÇOADO
Nôsso Macau, terá sánto
Sã unga jardim bendito
Co fula di más bonito,
Semeado na tudo cánto
 
Tudo fula são abençoado,
Pôs Dios j´ajudá semeá
Gente antigo regá
Co lágri adocicado.
 
Coraçám, triste, chorá,
Almá fica margurado
Si têm gente mal-prestado
Dessá fula cai, muchá.

Macau sã casa cristám
Qui Portugal já ergui;
Tudo gente vivo aqui
Têm fé na su coraçam.
 
Olá fé co amor juntado,
Sã cuza Dios más querê …
Vôs ne-bom disparecê,
Macau, jardim abençoado
José dos Santos Ferreira (3)

(1) Ver anteriores referências a este grande promotor das récitas em Patuá, além de praticante e dirigente desportivo em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-dos-santos-ferreira/
(2) BARROS, LeonelHomens Ilustres e Benfeitores de Macau, 2007, pp. 103-105.
(3) Poesia em dialecto macaense, primeiro poema do livro “Macau Jardim Abençoado” com poesia e prosa em “língu maquista”, publicado em 1988, pelo Instituto Cultural de Macau. Capa de Ung Vai Meng. O livro está dividido em duas partes. A 1.ª parte, os textos são no dialecto macaense e a 2.ª parte,  os textos são em português.
FERREIRA, José dos Santos – Macau Jardim Abençoado. Instituto Cultural de Macau, 1988, 181 p.

“MACAU. JARDIM ABENÇOADO é um livrinho simples e despretensioso, como o são, afinal, a terra de sonhos e o bom povo de quem fala. Tudo que há nele, página a página, de verso em verso, foi ditado pelo coração, escrito com o amor que Macau nos inspira em todos os momentos e actos da nossa vida.
         Macau cristã
         Minha única riqueza,
         Meu tudo na vida…
O maior bocado deste volume é apresentado na doce “língu maquista”, esse aliciante dialecto antigo criado pelos nossos maiores e que constitui, sem dúvida, uma das mais características tradições desta terra repassada de glórias e sentimentos cristãos, bem orgulhosa da Pátria que jurou amar para todo o sempre…” (“Aos leitores” na pág. 9) (3)