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TCHÜ IÀU PÁU猪 油 飽 (1) – Bolos de banha de porco

São os bolos feitos com uma massa de farinha branca recheados com carne e passados com banha de porco, sendo por este motivo muito lustrosos Esses bolos são servidos nos tch´á lâu 茶樓   (2) (casas de chá) constituindo uma verdadeira tentação para os glutões nativos. É por este motivo que tal termo é empregado para se referir às exageradas saliências do peito das raparigas que, no verão, andam pelas ruas , envergando apenas uma fina e lustrosa cabaia preta.

TCHÜ NÁ MEI猪 乸 尾 (3) – Rabo de porco

Existe na cozinha chinesa um petisco feito com rabo de porco e amendoim. Este termo é, porém, empregado para se referir a um indivíduo que anda sempre apegado à mulher.

TCHÜ T´AU KUÂT猪 頭 頭 (4) – Ossos da cabeça de porco

Roer os ossos duma cabeça de porco é frase que os chineses empregam para dizer que um indivíduo, não obstante o pequeno salário que recebe, é obrigado a trabalhar que nem um escravo.

TCHÜ TCHÔI猪 咀 (5) – Focinho de porco

Este termo é empregado para se referir, depreciativamente, aos lábios mal conformados e afilados de um indivíduo.

(1) 猪油飽 mandarim pīnyīn: zhū yóu bǎo; cantonense jyutping: zyu1 jau4 baau2

(2) mandarim pīnyīn: chá lóu; cantonense jyutping: caa4 lau4

(3) 猪乸尾 mandarim pīnyīn: zhū nǎ wěi; cantonense jyutping: zyu1 naa2 mei5

(4) 猪頭頭 mandarim pīnyīn: zhū tóu gǔ,; cantonense jyutping: zyu1 tau4 gwat1

(5) 猪咀 – mandarim pīnyīn: zhū jǔ; cantonense jyutping: zyu1 zeoi2

Retirado de GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», V-27/28 de Novembro/Dezembro de 1952, p. 145

Alfredo Pinto Lelo, (1864 (?) – ?) – advogado e tabelião público de notas, advogado privativo da Filial do Banco Nacional Ultramarino, foi Secretário-geral em Macau e Encarregado da Legação.(1) Foi eleito, em 25-09-1918 deputado pelo círculo de Macau (2)

(1) Apesar da sugestão e insistência de Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa, nada foi feito e o Boletim Oficial continuou a ser impresso na Mercantil, até que uma desavença entre o Dr. Alfredo Pinto Lelo (Secretário Geral em Macau e Encarregado da Legação) e Jorge Fernandes levou avante a ideia de Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa.

– Uma das suas últimas providências legislativas do governador Álvaro de Melo Machado até ao dia 14 de Julho de 1912- foi a Portaria de 21 de Fevereiro de 1912, que nomeia uma comissão composta por Alfredo Pinto Lelo, Carlos Melo Leitão, Manuel da Silva Mendes, José Maria de Carvalho e Rêgo e Luís Gonzaga Nolasco da Silva para estudar e dar parecer sobre a possível adaptação do decreto acerca da liberdade de imprensa e, ainda, saber se convirá que “o editor de qualquer periódico possa ser indivíduo de nacionalidade estrangeira”. A República precisava de saber com quem tinha de lidar. (Anuário de Macau 1921, p. 100)

(2) “25-09 -1918 – O Dr. Alfredo Pinto Lelo é eleito deputado pelo círculo de Macau. Viaja para Lisboa. É feita a entrega do cartório de tabelionato ao ajudante, Damião Rodrigues, nomeado por Decreto de 13-07-1918. (A. H. M. – F- A. C. P. n.º 552 –S-P)  (SILVA , Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 112)

João Mariano Gracias (1861-1942 (faleceu na sua casa na Rua Central n.º 1), proprietário e advogado provisionário. Gomes da Costa nas sua Memórias, diz que brincou com ele e que ele era «um verdadeiro diabo». Casou em 1889, com Carolina Ana Pereira Colaço

Filho de Vicente Miguel José Gracias (1819-1887), proprietário e vereador do Leal Senado e de Eufrosina Esmeralda dos Reis  (? – 1900) e pai de Vicente José Gracias (1893-1954),  interprete tradutor da Repartição do Expediente Sínico. FERRAZ, Jorge – Famílias Macaenses, II Volume, p. 135

Anuário de Macau 1921, pp II –III- IV