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The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits, 1904Do mesmo Directório, transcrevo:
“Owing to its being open to the south-west breezes and the quietude always prevailing . Macao has become a frequent retreat of invalids and business men from Hong Kong and other neighbouring ports. There are two well conducted hotels: the Boa Vista and the Macao Hotel. While neighbouring centres of population have in recent years been visited by plague or other epidemies Macao has continued to enjoy absolute immunity.”

Retirado (disponível na net) em:
The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits … , 1904, p. 492

Retirado (disponível na net) de
The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits ..., 1904, p. 492.
Sobre este hotel, depois «Hotel Bela Vista», ver anteriores referências em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-bela-vista-boa-vista/

Retirado (disponível na net) de:
The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits …, 1904,p. 491

Nasceu em Macau, no dia 17 de Maio de 1863, João Feliciano Marques Pereira, filho de António Feliciano Marques Pereira, (1839-1881) (1) nascido em Lisboa, e de Belarmina Inocência de Miranda, natural de Macau.
Muito cedo partiu para Lisboa onde começou a sua educação e os seus estudos. Estudou os preparatórios  no antigo Colégio Luso-Brasileiro, frequentando depois o Curso Superior de Letras onde foi discípulo de Adolfo Coelho e onde se doutorou com distinção.
Ocupou em seguida vários cargos públicos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, ingressando depois no  Ministério da Marinha e Ultramar (1888) chegando em pouco tempo a Secretário particular da Conselheiro Barros Gomes, então Ministro da Marinha (1897).
TA-SSI-YANG-KUO CAPA SÉRIE I -VOL I e IIEm 1899, fundou a revista ” Ta-Ssi-Yang-Kuo, archivos e annaes do Extremo-Oriente Português”, (2) que durou até 1903 e cujo título foi inspirado no “seminário de interesses públicos locaes, litterario e noticioso” fundado pelo seu pai, em 1863, ano do seu nascimento. (3)

AMP - Ephemerides Commemorativas - 1863 quatro palavrasRetirado da A. Marques Pereira  “Ephemerides Commemorativas da História de Macau e das Relações da China com os Povos Christãos“, 1868.

Escreveu para inúmeras publicações de que era redactor e de algumas director, sob os mais variados assuntos e crónicas ultramarinas, sob o pseudónimo de Fernão Lopes no Jornal do Comércio e como  colaborador efectivo da Revista Colonial e Marítima.
Por Portaria de 17 de Outubro de 1904, foi nomeado para fazer parte da comissão encarregada de estudar o regime de monopólios e de impostos em Macau.
Quando se criou a Escola Colonial, (1906) foi nomeado professor efectivo de Legislação e Administração Ultramarinas.
TA-SSI-YANG-KUO DedicatóriaRepresentou o círculo de Macau como Deputado no Parlamento, pertencendo ao grupo do Conselheiro Ferreira do Amaral, filho do Governador do mesmo nome.
Foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem de S. Tiago de mérito científico, literário e artístico; foi eleito membro honorário da Real Sociedade Asiática de Paris; Vogal da Secção de Arqueologia da Real Associação de Arquitectos e Arqueólogos Portugueses; Sócio correspondente do Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano.
João Feliciano Marques Pereira faleceu a  7 de Junho de 1909, ano em ainda era deputado às Cortes eleito pelo círculo de Macau.(4)
TA-SSI-YANG-KUO CAPA SÉRIE II-VOL III e IVNOTA – Dados biográficos retirados de artigo não assinado em «MACAU Bol. Inf. 1954»
(1) Ver anteriores referências a António Feliciano Marques Pereira em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-feliciano-marques-pereira/
(2) Há uma edição da Direcção dos Serviços de Educação e Cultura/Arquivo Histórico de Macau de Dezembro de 1984 do conteúdo desta publicação, em reprodução fiel do original., em dois volumes.
TA-SSI-YANG-KUO – Archivos e annaes do Extremo-Oriente português 1899 -1900Colligidos, coordenados e anotados por J. F. Marques Pereira.  Série I- Vols I e II e Série II, Vol. III e IV.
(3) Ver trabalho de GARMES, Hélder – A Cultura Sino-Portuguesa no Século XIX e o TA-SSi-YANG-KUO em
http://www.revistas.usp.br/viaatlantica/article/viewFile/49743/53855
(4) “João Feliciano Marques Pereira (1863-1909), apesar de ser um defensor do colonialismo e dos direitos legítimos de Portugal em Macau, foi também um investigador e divulgador dedicado sobre a história dos portugueses na China. Considerado o primeiro sinólogo português moderno, vai fundar, em 1899, a revista Ta-Ssi-yang-kuo, archivos e annaes do Extremo-Oriente Português, onde pretendia divulgar a cultura, civilização e actualidades da China, assim como o historial da presença portuguesa no Oriente. A publicação transformou-se progressivamente num órgão de propaganda da linha ideológica defendida por Marques Pereira para a política externa portuguesa relativamente ao império chinês e à chamada “Questão de Macau”.
COUTO, Marcos Miguel Oliveira – Representações do Oriente em “O Mundo Português”  (1934-1947)
http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/60899/2/TESEMESMARCOSCOUTO000150583.pdf
“Mas o dialecto (patois) teve ainda um intérprete apaixonado no orientalista João Feliciano Marques Pereira.(…)  Embora não tenha editado os seus trabalhos literários em Macau, toda a sua actividade está ligada ao território que o podemos considerar como um verdadeiro escritor macaense. (…)”
AZEVEDO, Rafael Ávila de  – A Influência da Cultura Portuguesa em Macau
file:///C:/Users/ASUS/Downloads/bb095.pdf

Recorte do jornal “Ultramar” (1), órgão oficial da I Exposição Colonial (Dir. Henrique Galvão), de 1934
ULTRAMAR 1934 n.º 6 -adamastor IO Cruzador “Adamastor” construído nos Estaleiros Navais de Livorno, lançado à água em 12 de Julho de 1896, comprado pelas receitas provenientes de uma subscrição pública organizada como resposta portuguesa ao ultimato britânico de 1890, entrou pela primeira vez a barra do Tejo em 7 de Agosto de 1897.

DIARIO ILLUSTRADO 7-8-1897 Adamastor IO “Diario Illustrado” de 7 de Agosto de 1897  dando a notícia da chegada do “Adamastor”, na sua primeira página (2)

DIARIO ILLUSTRADO 7-8-1897 Adamastor II Ferreira do AmaralO seu primeiro comandante foi o Conselheiro, capitão de mar-e-guerra Ferreira do Amaral. (3)
Com um comprimento (entre perpendiculares) de 73.81  metros  81 cm (comprimento de fora a fora) e velocidade máxima de 18 nós (uma propulsão de 4000 cv – 2 máquinas a vapor com 4 caldeiras alimentadas a carvão), o “Adamastor” tinha uma capacidade (inicial) composta de 215 elementos (16 oficiais, 36 sargentos e 163 praças (4). Em matéria de armamento (há várias versões) (5):
2 peças Krupp de 150mm/ 30 Calibres – Mod.1895 (Calibre: 150mm/Alcance: 14Km)
4  peças  Krupp 105mm/4.0GR Mod. 1895 (Calibre: 105mm/Alcance: 9Km)
4 peças Hotchkiss 65/46
2 peças Hotchkiss 37/42
2 metralhadoras Nordenfelt 6,5 mm e 3 tubos lança-torpedos
DIARIO ILLUSTRADO 7-8-1897 Adamastor IIIEm relação à estadia do “Adamastor” em Macau  e Extremo Oriente:
1.ª comissão ao Ultramar em Outubro de 1899 repartida pela Divisão Naval do Índico e pela Estação Naval de Macau. Regressa em Junho de 1901.
2.ª comissão, em Novembro de 1903 parte para o Extremo Oriente. Chega a Macau em Março de 1904. Desde Agosto desse ano até Março de 1905 permanece em Xangai a fim de proteger os interesses da colónia portuguesa residente, missão que se repetiria mais tarde. Em Agosto chega a Lisboa.
3.ª comissão, larga em Junho de 1907. Parte de Luanda em Maio de 1908 com destino a Timor, onde esteve de 6 de Julho a 24 de Agosto de 1908. Regressa a Lisboa em Julho de 1909.
No ano de 1910 foi montado no navio um aparelho T.S.F. e toma parte na implantação da República, marcando o seu início com 3 tiros como sinal. (6)
Em Outubro de 1912 inicia a sua 4.º comissão. Além de Macau escala Xangai e outros portos da China e chega a Lisboa em Outubro de 1913.
Foi durante esta comissão que o cruzador sofreu um acidente, no dia 11 de Maio de 1913, ao sair do porto de Hong Kong, tendo sido assistido pela canhoneira “Pátria” e o contra-torpedeiro inglês “Otter”. (7) Na sequência do acidente, o “Adamastor” deu entrada na doca de Whampoa, em Kowloon, para ser submetido a reparações. Daí seguiu para o Brasil (Rio de Janeiro e Santos) para participar no lançamento nas festividades da primeira pedra para a construção de um monumento em memória do marechal Deodoro da Fonseca, primeiro Presidente da Primeira República Brasileira, terminando esta missão em Dezembro.
Em meados de 1913, o então capitão de fragata, João de Canto e Castro (1862 -1934) (futuro Presidente da República, que sucede a Sidónio Pais) recebe a missão de se deslocar a Macau para aí assumir o comando do cruzador português Adamastor. (8)
De Agosto de 1919 a 18 de Julho de 1925 sofre grandes restauros, em Lisboa.
Em 1926 a 1928, nova comissão de serviço em Macau. Destacado para outras missões, em Julho de 1926 chega a Xangai  a fim de defender as concessões internacionais e render ao mesmo tempo o cruzador “República”, (9) tendo desembarcado uma força de 30 praças sob o comando de um 2.º tenente. Larga de Xangai em Março de 1928 e entra no Tejo em Abril.
Em Setembro de 1929 rumo novamente para o Extremo-Oriente, escala Macau e parte no dia 8 de Fevereiro de 1932, com destino a Xangai e dali parte em viagem diplomática para Japão. Volta a Xangai para protecção da comunidade portuguesa em virtude do início da guerra sino-nipónica.
Em 15 de Outubro de 1931, parte para Lisboa, em serviço, levando o  Governador de Macau, capitão de Fragata Joaquim Anselmo da Matta e Oliveira (9)
Em 18 de Junho de 1932 está fundeado em Macau, reclassificado como aviso de 2,.ª classe, em péssimo estado geral nomeadamente do seu aparelho propulsor e da sua guarnição reduzida, pelo que é decidido que seja abatido em Lisboa. Larga de Macau em Março de 1933 chega a Lisboa em Julho (depois de uma atribulada viagem em que é obrigado a diversas paragens por sucessivas avarias).
Após 36 anos de serviço, foi o “Adamastor” abatido ao “Efectivo dos Navios da Armada” em 16 de Novembro de 1933.
Esta notícia do jornal de 15 de Abril de 1934, encerra a “vida” do “Adamastor” – foi arrematado o casco, vendido à Firma F. A. Ramos & Cª., pelo preço de 60.850$00 (10)
Cruzador ADAMASTOR(1) Ultramar n.º 6, 15 de Abril de 1934 , p. 8 .
(2) http://purl.pt/14328/1/j-1244-g_1897-08-07/j-1244-g_1897-08-07_item2/j-1244-g_1897-08-07_PDF/j-1244-g_1897-08-07_PDF_24-C-R0150/j-1244-g_1897-08-07_0000_1-4_t24-C-R0150.pdf
Francisco Joaquim Ferreira do Amaral(3) Francisco Joaquim Ferreira do Amaral (1844 —1923), mais conhecido por Francisco Ferreira do Amaral ou apenas por Ferreira do Amaral, foi um militar (almirante) português, administrador colonial (Governador de S. Tomé e Príncipe, Governador-Geral de Angola, Governador da Índia Portuguesa)  e político da última fase da monarquia constitucional portuguesa (Presidente do Conselho de Ministros) Era o único filho de Maria Helena de Albuquerque (1.ª baronesa de Oliveira Lima)  e do governador de Macau João Maria Ferreira do Amaral.
Mais informações em
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Ferreira_do_Amaral
(4) Em Macau tinha uma tripulação de 206  (14 oficiais, 23 sargentos e 169 praças.)
BARROS, Leonel – Memórias Náuticas, 2003, p. 67
(5) http://www.portugalgrandeguerra.defesa.pt/Documents/Cruzador%20Adamastor.pdf
(6) “Para além de Machado dos Santos ( comissário naval), a Marinha teve um papel destacado na revolução, através do “Adamastor” e do “S. Gabriel”, e dos oficiais, sargentos e marinheiros que participaram em acções no Quartel de Alcântara, na abordagem ao D. Carlos….” (VENTURA, António – A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria, 2013, pp. 25.
(7) 11-05-1913 – O cruzador «Adamastor» foi de encontro a uma rocha perto de Hong Kong ( SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4)
Ver referência a este episódio em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/cruzador-adamastor/
(8) “Em meados de 1913, recebe a missão de se deslocar a Macau para aí assumir o comando do cruzador português Adamastor. Esta será uma viagem inesquecível. Além de conhecer outras paragens (passa pela Alemanha, Rússia e China), contacta duas figuras políticas com que se cruzará mais tarde e em circunstâncias bem diversas: Sidónio Pais, que encontra em Berlim quando ruma a Macau, e Bernardino Machado, que recebe, na qualidade de embaixador de Portugal no Rio de Janeiro, a bordo do cruzador na sua passagem pelo Brasil.”
http://www.museu.presidencia.pt/presidentes_bio.php?id=27
(9) 6-03-1927 – Ida do cruzador «República» para Xangai.
15-10-1931- Parte para Lisboa, em serviço, o Governador de Macau, capitão de Fragata Joaquim Anselmo da Matta e Oliveira no Cruzador “Adamastor” que  sai da Ponte Nova do Porto Exterior (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4)
(10) https://pt.wikipedia.org/wiki/NRP_Adamastor.

AZULEJOS 1984 Quartel S. FranciscoQuadro com azulejos reproduzindo a muralha e o Quartel de S. Francisco, como recordação do “DIA DO EXÉRCITO EM MACAU – 1984”.
O Exército Português comemora o seu dia festivo a 24 de Outubro, data em que se celebra a tomada de Lisboa, em 1147, pelas tropas de D. Afonso Henriques, Patrono do Exército. Por isso em Macau como em anos anteriores, nesse ano de 1984,  a “Forças de Segurança de Macau” (1) institui no período de 24 a 28 de Outubro um conjunto de actividades comemorativas.  Foi nesse ano que foi inaugurado o Museu Militar no hall de entrada do quartel de S. Francisco. Em 2004 este Museu passou a denominar-se Museu das Forças de Segurança de Macau.
AZULEJOS 1984 Soldados de InfantariaAlém do quadro superior , outros dois com reprodução do fardamento dos soldados de Infantaria, nos anos de 1903 e 1904.
Do ano 1903:
AZULEJOS 1984 Soldado de Infantaria 1903E do ano 1904:
AZULEJOS 1984 Soldado de Infantaria 1904(1) A partir de 1976, as instalações do Quartel de São Francisco passaram a ser a sede administrativa das Forças de Segurança de Macau, uma força de segurança militarizada.