Archives for posts with tag: Fortaleza de S. Paulo do Monte
Extraído do «BOGPM», n.º 8 de 20 de Fevereiro de 1926

Já em anterior postagem de 18-04-2012, fiz referência a estes sinais feitos na Fortaleza do Monte para se conhecer a localização dos incêndios. A diferença maior na sinalização neste intervalo de tempo de 40 anos (1926-1966) está na ausência do disparo de dois tiros de peça antes da colocação dos sinais.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/18/sinais-de-incendio-na-fortaleza-do-monte/

Extraído de «O Correio de Macau», Vol I n.º 15 de 21 de Janeiro de 1883.

NOTA: Embora, segundo o Padre Teixeira, (1)  a Calçada e o Beco do Poço deixassem de existir por efeito do “camartelo municipal” , a  Calçada do Poço mantém-se na toponímia actual de Macau: começa na Rua de S. Miguel e acaba na Rua do Volong, na freguesia de S. Lázaro.
(1) “O camartelo municipal nem sequer deixou em paz as Calçadas, pois as botas ferradas dos vândalos modernos partiram as Calçadas do Marfim, do Poço e da Fundição, desaparecendo assim a memória da Fundição de Manuel Tavares Bocarro, a melhor de todo o Oriente” (Toponímia de Macau, Vol. I, 1997)

Panorâmica de Macau c. 1950 – Hospital Militar Sam Januário em primeiro plano à esquerda

O Hospital Militar Sam Januário antes da demolição

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», II-15 de 30 de Dezembro de 1873.

Baía da Praia Grande c. 1854, guache de pintor chinês desconhecido
Macau: Praia Grande vista do norte; a baía, a colina da Penha ao longe (à esquerda)

Baía da Praia Grande c. 1855, guache de pintor chinês desconhecido
Macau: Praia Grande vista do sul; a baía, a colina/fortaleza do Monte ao longe (centro) e a colina/fortaleza da Guia ao longe (à direita)
Baía da Praia Grande c. 1870, guache de pintor chinês desconhecido
Macau: Praia Grande vista do norte; a baía, com um barco a vapor com rodas de pás a entrar,  a colina da Penha ao longe (à esquerda) e as árvores da fortaleza de S- Francisco (á direita)

“A Praia Grande” s/ d 1825-1852
George Chinnery (em Macau de 1825-1852)
A baía da Praia Grande com o Fortim de S. Pedro à direita e ao longe, a colina da Penha com a ermida.
“A Praia Grande vista do norte c. 1830
Litografia dum quadro de George Chinnery (em Macau de 1825-1852)
A baía da Praia Grande vista do norte, com o Fortim de S. Pedro à direita e ao longe, a colina da Penha com a ermida.
“A Praia Grande vista do sul” c. 1830
Litografia dum quadro de George Chinnery (em Macau de 1825-1852)
A baía da Praia Grande vista a sul, com o Forte do Monte (ao longe a esquerda), a Igreja e a fortaleza de S. Francisco (à direita)

NOTA: George Chinnery (1774-1852) – nasceu em 1774 em Tipperay, Londres, e faleceu em Macau em 1852. Célebre como pintor de retratos, viveu cerca de 50 anos na Ásia -Índia e Macau (1825-1852). Trabalhou em redor da região do rio da Pérola entre Macau e Cantão (Guangzhou). Até morrer manteve um atelier com muitos aprendizes. Foi mestre do grande retratista chinês Lam Qua. (1) A maior parte dos seus trabalhos eram encomendas destinadas a satisfazer ricos comerciantes. .Foi em Macau que executou um grande número de esboços, desenhos e aguarelas relativos à paisagem e vida quotidiana naquele território.
Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-chinnery/
Quadros/desenhos com este tema “Praia Grande” do pintor George Chinnery já postados anteriormente:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/25/noticia-25-de-novembro-de-1974-1-o-dia-de-circulacao-bi-centenario-do-nascimento-de-george-chinnery-1774-1974/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/25/noticia-25-de-novembro-de-1974-1-o-dia-de-circulacao-bi-centenario-do-nascimento-de-george-chinnery-1774-1974/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/03/noticia-de-2-de-janeiro-de-1851-translada-cao-dos-restos-mortais-do-conselhei-ro-amaral/
(1) Sobre Lam Qua-林官; (1801-c. 1860) (Guan Qiaochang ou Kwan Kiu Cheong 關 喬 昌),ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/lam-qua-%E6%9E%97%E5%AE%98-guan-qiaochang-1801-c-1860/

O suplemento Ilustrado do jornal «Notícias de Macau», de 23 de Dezembro de 1972, documenta a homenagem promovida no dia 18 de Novembro, no jardim da Flora, em memória de Alfredo Augusto d’Almeida, (1) cidadão macaense que, sempre comum perfil modesto, tanto pugnou pela preservação do património histórico, cultural da sua terra, com especial carinho pela flora e aspectos paisagísticos. Foi descerrado um busto deste dedicado funcionário do Leal Senado, esculpido por Oseo Acconci.” (2)
O busto colocado no corredor central do Jardim da Flora, moldado em gesso em 1971, tem uma inscrição em português e chinês

A
ALFREDO AUGUSTO DE ALMEIDA QUE EM VIDA
TANTO AMOR DEDICOU A ESTE JARDIM
1898-1971

(1) Alfredo Augusto de Almeida (21 de Janeiro de 1898 – 13 de Novembro de 1971) –Autodidacta,naturalista e botanista amador, funcionário municipal e público por muitos anos, trabalhou no Serviço de  Obras Públicas e ao serviço do Leal Senado, renovou e transformou o espaço verde do Jardim da Flora, introduzindo novas espécies de flores, árvores de fruto e até uma pequena fauna.
Foi devido ao seu interesse e entusiasmo pelas plantas e jardins que planeou muitos espaços públicos de Macau. Preservou e recuperou muitas pedras que tinham alguma ligação histórica à cidade que estavam para destruição mormente aqueles que foram sujeitos ao vandalismo no período «1-2-3» de 1966, preservadas nas paredes do Leal Senado e na Fortaleza do Monte.
Era Tetraneto do Primeiro Barão de Porto Alegre, Januário Agostinho de Almeida (1759 -1825), um dos comerciantes de ópio mais ricos de Macau nos inícios do século XIX.
Segundo o que refere Jorge Forjaz (3) «Alfredo Augusto de Almeida não herdou a fortuna dos seus antepassados e, por isso, foi toda a vida um humilde funcionário público e municipal. Mas herdou as suas virtudes, a sua grandeza de alma e um nobre coração.
Filho de Macau, da mais ilustre aristocracia macaense, este homem foi sempre leal e honesto, nobre e respeitador no trato social e amigo da sua terra como poucos. Os jardins de Macau devem-lhe muito e o da Flora deve-lhe quase tudo, inclusivamente a classificação científica de todas as plantas e animais que lá existiam.
O Museu Arqueológico da Fortaleza do Monte foi ele que o salvou, foi ele que o colocou ali.
Era um self made man, lia e consultava as autoridades em botânica e na arqueologia; por isso o Prof. Williams, de St. Francis Xavier College, perito em botânica, nunca vinha a Macau que não fosse a sua casa; o mesmo fez sempre o brigadeiro e historiador Sir Lindsay Ride, que tinha por ele o maior apreço; o então Governador Jaime Silvério Marques (1959-1962) correspondia-se frequentemente com este funcionário, a quem tanto apreciara e elogiara durante o seu Governo de Macau.
Em 1935, ele reconstruiu o jardim da Igreja de S. Lourenço, sob as indicações da Srª D. Laura Lobato.
Oseo Acconci, que tanto o estimava, moldou o seu busto, um mês antes da sua morte.». (3)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 5, 1998
(3) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses , Volume I, 1996
Outra bibliografia consultada:
RIDE, Lindsay; RIDE, May; WORDIE, Jason –  The Voices of Macao Stones,1999.
ARAÚJO, Amadeu Gomes de – Diálogos em Bronze, Memórias de Macau, 2001-

Extraído de «TSYK» I-4 de 29 de Outubro de 1863

A galera «Deslumbrante» (1) partiu de Lisboa, em 10-05-1863 e a bordo trazia um contingente militar, composto de 3 alferes e 188 praças de pré, sob o comando do alferes António Baptista Tassara, (2) para reforçar o Batalhão desta cidade. Chegou a Macau em 04-09-1863, com avarias devido a um tufão no Mar da China no dia 29 de Agosto de 1863, que danificou a galera quando esta já navegava a pequena distância de Macau (3) (4)
(1) Galera portuguesa «Deslumbrante» 1863-1865
https://ccm.marinha.pt/pt/biblioteca_web/arquivohistorico_web/fundoscolecoes_web/Documents/%C3%8DNDICE%2032%20-%20Documenta%C3%A7%C3%A3o%20Avulsa%20at%C3%A9%201910%20%282014%29.pdf

Ex-voto (5) – Promessa offerecida ao Senhor dos Passos da Graça no dia 29 d’Agosto de 1863 pela tripulação da galera portugueza, «Deslumbrante», na occasião do tufão no mar da China, na Latt. N. 18º,,54′,,57′ e Long. E. de Gre. 115º,,07′,,56′.
Do Blogue “Senhor dos Passos da Graça”
https://senhorpassosgraca.blogs.sapo.pt/1908.html

(2) O Alferes António Baptista Tassara tomou posse, em 4-11-1863, (6) (7) do comando do Posto da Taipa e Coloane (até 3-06-1874), substituindo o capitão Vicente Nicolau de Mesquita que foi promovido a Major e colocado no comando da Fortaleza do Monte.
1863 – O Capitão é promovido a Major sendo louvado o seu zelo no Comando do Porto da Taipa, que então abandona, para tomar o Comando da Fortaleza do Monte, a cidadela de Macau. Em substituição fica o alferes António Baptista Tassara, também Comandante de Coloane. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995)
(3) “10-05-1863 – Partiu de Lisboa, a bordo da galera «Deslumbrante», um contingente militar, composto de 3 alferes e 188 praças de pré, sob o comando do alferes António Baptista Tassara, para reforçar o Batalhão desta cidade  “
“04-09-1863 – Chegou a galera Deslumbrante com um contingente de tropas, sob comando do Alferes António Baptista Tassara tendo saído de Lisboa, em 10 de Maio.” (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
(4) Notícia publicada no «TSYK», I-1, 8 de Outubro de 1863.
AVISO de 14 de Outubro de 1863, anunciando a partida, no dia 12 de Novembro, da galera «Deslumbrante» de 1.ª classe com o comando do capitão Manoel Francisco de Souza, publicado no «TSYK», I- 3 de 23 de Outubro de 1863.
(5) Ex-voto = consequência de um voto; quadro, figura ou objecto qualquer, suspenso em uma Igreja ou em qualquer lugar venerado, para o cumprimento de um voto ou em memória de uma graça obtida.
(6) Padre Manuel Teixeira in “Taipa e Coloane”, p. 13, aponta a data de 13-7-1864. pois indica Vicente Nicolau de Mesquita como comandante da Taipa entre 09-06-1851 e 13-07-1964 e depois desta data, o Alferes Tassara como comandante da Taipa e Coloane
(7) O jornal «TSYK» traz a seguinte notícia, indicando a data de 30-04-1864.

Extraído do TSYK I-41 de 14 de Julho de 1864.