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Decorreu em Macau de 26 de Junho a 4 de Julho de 1982, a «Semana do Património Cultural», organizada pela Comissão de Defesa do Património Urbanístico, Paisagístico e Cultural de Macau.(1)  No dia 26 de Junho, início dessa Semana, o Governador Almeida e Costa presidiu à inauguração da mostra de desenhos, cartazes, fotografias e maquetas sobre o património arquitectónico de Macau.
(1) Creio que a Comissão de Defesa do Património Urbanístico, Paisagístico e Cultural de Macau nesse ano de 1982 (resultante do Despacho n.º 24/81) era constituído por:
Engenheiro João Rodrigues Calvão, presidente;
Dra. Gabriela Pombas Cabelo, dos Serviços de Educação e Cultura;
Arquitecto Francisco Figueira, dos Serviços de Planeamento e Coordenação de Empreendimentos;
Arquitecta Maria Filomena Pires, dos Serviços de Obras Públicas e Transportes;
Dr. Jorge Coelho Pote, em regime de contrato de prestação de serviço na Repartição do Gabinete, para todo o apoio jurídico.

Um dos empreendimentos de grande envergadura a que o Exmo. Sr. Director dos Correios e Telégrafos, António de Magalhães Coutinho, dedicou todo o seu interesse, foi a construção dum bairro económico para os empregados inferiores da sua repartição, sendo neste mês de Junho de 1951, iniciada a segunda fase da construção dos novos blocos deste bairro.
O encarregado do Governo Dr. Aires Pinto Ribeiro tendo à direita a Esposa e à esquerda a Esposa do Capitão Almor Baptista, Chefe do Gabinete e António de Magalhães Coutinho, Director dos CTT, na visita que fizeram ao Bairro Económico dos Correios.
A Sra. D. Lígia Pinto Ribeiro, esposa do Encarregado do Governo, no acto de lançamento da primeira colherada de argamassa para a construção dos novos blocos do Bairro Económico dos Correios.
Fotos e artigo retirados de «MOSAICO» VOL II – 10, 1951.

BAIRRO ECONÓMICO DOS CORREIOS – FOTO DE 1955

O Bairro Económico dos C.T.T. representou, em Macau, uma obra de vincado sentido corporativo, e marcou uma orientação firme alicerçada nos princípios orientadores do estado Novo
De: MBI III-56, 1956.

“À apresentação do «Hercules Jet», novo «jetcat» da Companhia «Hong Kong- Macau Hydrofoil» (na véspera de iniciar as suas carreiras regulares entre os dois territórios) assiste o Governador Almeida e Costa.
O «Hercules Jet» tem 215 lugares, custou 23 milhões de patacas e é o segundo de uma série de quatro já encomendados ou em funcionamento.
As próximas unidades são aguardadas em Macau, respectivamente até fins do corrente ano e na Primavera de 1983, aumentando, assim,  para 13, o número de embarcações da «Hong Kong-Macau Hydrofoil» que, actualmente, com dois «jetcat» e nove hidroplanadores tenciona realizar um total de 37 viagens de ida e volta por dia.”(1)
(1) Notícia do  Gabinete de Comunicação Social, macau 82 jornal do ano, Primeiro Semestre.

Extraído de BGU XLV- 528, 1969.
NOTA 1 :  A Casa de Macau em Lisboa foi fundada a 11 de Junho de 1966, tendo a sede num edifício arrendado. Em 1969 foi inaugurada a sede na Praça do Principie Real. Após a invasão da sede no período revolucionário de 25 de Abril, em 1974 e fecho das instalações, seria reaberto em 1979. Em 1988, foi declarada com o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública. (2) Em 1999 foi inaugurada a actual sede-social na Av. Almirante Gago Coutinho n.º 142 em Lisboa.
A propriedade da antiga sede da Casa de Macau, na Praça do Príncipe Real (1) é actualmente da Fundação Casa de Macau (sede e Centro de Documentação), nascida a 26 de Julho de 1996.
NOTA 2: O presidente do Leal Senado era Joaquim Morais Alves (e não como consta no texto, erradamente, “Dr. Moura Alves”.
(1) Praça do Príncipe Real, 25 1º  1250-184  LISBOA
(2) Diário da República –II Série n.º 22 – 27-1-1988, p. 761 

Aspecto da procissão de S. João (1)
O andor de S. João entrando na Sé Catedral

Todos os anos, em cumprimento da promessa de proclamar S. João Baptista como Patrono de Macau, o dia de 24 de Junho, dia de S. João Baptista era condignamente festejado, com cerimónias religiosas. Assim foi, também no dia 23 de Junho de 1954. Pelas 18.00 horas, Iniciaram-se na Sé Catedral as festividades religiosas em honra de S. João Baptista, Padroeiro da cidade.
O Administrador Apostólico de Diocese presidiu às cerimónias que constaram de Vésperas solenes e de sermão proferido pelo Chantre Morais Sarmento, aludindo ao significado histórico e religioso da data. Foi também lembrada a vitória que os portugueses alcançaram sobre os holandeses nesse inolvidável dia 24 de Junho de 1622.
A procissão saiu cerca das 19.00 horas percorrendo o itinerário do costume. Os rapazes do Orfanato de Imaculada Conceição e do Colégio D. Bosco abriram alas à frente destacando-se os guiões e estandartes dos Padres Salesianos.
O andor do santo Padroeiro completa e artisticamente enfeitado com flores naturais, era conduzido pelos fiscais municipais, ladeado por uma deputação de bombeiros municipais, vendo-se à frente algumas crianças vestidas de anjos. Seguia após o elemento eclesiástico, onde se viam os alunos do Seminário de S. José, membro do clero secular e regular e o Cabido Diocesano. O Prelado da Diocese levava, sob o pálio, o Santo Lenho seguindo atrás as entidades oficiais. Um grande acompanhamento de fiéis fechava o cortejo sendo de notar, a par da grande multidão de civis, uma larga representação  elemento militar.  Banda dos Salesianos tocou durante o percurso.
No dia 24, às 10.30 horas foi celebrada Missa Solene na Sé Catedral com a presença da Vereação Municipal e de entidades civis e militares.
Na noite do mesmo dia, em continuação dos festejos em honra dos Santos Populares, promovidos pelo Leal Senado e patrocinados pela Esposa do Governador, D. Laurinda Marques Esparteiro, houve arraial à portuguesa no amplo terraço do mercado de S. Domingos. A festa dessa noite, como nos anteriores iniciadas pelo Santo António e as dedicadas depois a S. Pedro teve carácter beneficente, sendo as receitas inteiramente destinadas às obras de assistência.
Além da música de «pick up», o recinto foi abrilhantado por música de «jazz», pelos Grupos «Esperança» e «Negro-Rubro», música instrumental pela banda da Polícia e por fados, guitarradas e canções portuguesas em que alguns elementos dos soldados expedicionários se revelaram amadores competentes. (2)
(1) Foto de BGU XXX- 35, 1954.
2) Reportagem e fotos (infelizmente mal impressas) retirados de «MACAU B. I.» I-22, 1954.

O Almirante Joaquim Marques Esparteiro (1895-1976) foi nomeado Governador de Macau a 12 de Setembro de 1951 tendo tomado de posse no Ministério do Ultramar no 8 de Outubro do mesmo ano. Toma posse efectiva do cargo em Macau em 23 de Novembro de 1951. (1)

O Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro passando revista à guarda de honra
O Governador e o Encarregado do Governo assistem ao desfile da guarda de honra

Em 16-06-1956 foi nomeado encarregado de Governo na ausência do Governador Marques Esparteiro, o brigadeiro João Carlos Guedes Quinhones de Portugal Silveira (B. O. N.º 24 de 16 de Junho). Tomou posse no dia 22 de Junho de 1956.
O novo Governador Pedro Correia de Barros chegou no dia 7 de Março de 1957 no aeroporto «Kai Tak», em Hong Kong e seguiu para Macau no dia seguinte a bordo do «Gonçalves Zarco» e tomou posse a 8 de Março de 1957. (2)

O Governador e Esposa despediram-se, uma a uma, de todas as pessoas que enchiam a ponte-cais.
O Governador dá o abraço de despedida ao Dr. Pedro José Lobo.
O Governador e esposa recebem da amarada os cumprimentos de despedida.
(1) Informações e fotos retirados de  «MACAU B. I. III-70, 1956.
(2) BGU XXXIII-381, Março de 1957.

O Director dos Serviços de Finanças, recomenda a utilização de cheques no pagamento de impostos e contribuições nesta época de cobrança dos principais impostos, a fim de se evitar grande afluência de pessoas nos departamentos próprios da Fazenda.
Não disponde ainda as Finanças de instalações adequadas ao normal atendimento do público – recorda – tal medida poderá reduzir os inconvenientes e incómodos decorrentes da afluência dos contribuintes.
A autorização do pagamento de contribuições e impostos devidos ao estado por cheques sobre instituições de crédito estabelecidas em Macau consta no Decreto-Lei n.º 3/82/M de 23 de Janeiro.
Os cheques poderão, para maior comodidade dos contribuintes, ser enviados ao respectivo recebedor através dos correios, conjuntamente com o aviso de pagamento.” (1)
Anúncio publicado nos jornais nesse mês publicitando a utilização de cheques.

Porquê sujeitar-se a isto ?
PAGUE OS IMPOSTOS COM CHEQUE
E envie o cheque pelo correio
TERÁ RECIBO E, ACIMA DE TUDO, NÃO SE TERÁ CANSADO NEM ABORRECIDO

(1) Notícias do Gabinete de Comunicação Social, macau 82, jornal do ano, primeiro semestre.