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Artigo publicado no Boletim Geral das Colónias, em 1953 (1)

O sr. Governador Joaquim Marques Esparteiro chegando às Escolas Primárias Oficiais sendo recebido pelos Directores da Escola Primária Oficial “Pedro Nolasco da Silva” do sexo masculino, Dr. António Maria da Conceição,  e do sexo feminino, Áurea Maria Salvado.
Ouvindo a leitura de um trecho de português
O sr. Governador interrogando uma aluna
O sr. Governador presenciando a resolução de um problema de aritmética

(1) «BGC» XXIX – 341/342, Nov/Dez 1953.

Uma notícia intitulada «UMA RÉCITA DE AMADORES» (acompanhado por duas fotos) na imprensa escrita portuguesa, “Boletim Geral das Colónias” (1) sobre a opereta «Cruel Separação» (argumento e música de Pedro José Lobo; representada por amadores pela primeira vez, no jardim da sua residência «Vila Verde» em 1949) que foi de novo posto em cena, desta vez no Teatro D. Pedro V. nos dias 15 e 17 de Outubro de 1953. Para mais informações ver anterior referência neste blogue (2)

(1) «BGC» XXIX – 341/342 Nov/Dez, 1953.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/10/15/noticia-de-15-de-outubro-de-1953-opereta-cruel-separacao/

A Junta da Justiça era composta por:
F. Pinto – Juiz de Direito Dr. João Ferreira Pinto, que foi o relator deste processo.
Amaral, governador – General de Brigada José Rodrigues Coelho do Amaral, governador de Macau (22-06-1863 a 25-10-1866) No dia 15-10-1866, o governador Coelho do Amaral foi homenageado com um baile no Teatro D. Pedro V, pelos habitantes de Macau. Partiu no dia 30-10-1866, na canhoneira a vapor Camões para Hong Kong.
Mendes – terá sido João Ferreira Mendes, coronel em 1857, depois graduado em brigadeiro.
Marques– poderá ter sido José Martinho Marques intérprete e sinólogo macaense, falecido em 4 -07-1867.
J. J. Braga – não consegui informações.
A. da Silva -não consegui informações.
Marques Pereira – António Feliciano Marques Pereira procurador dos negócios sínico da colónia.
Extraído de «Boletim do Governo de Macau» XII-43, 22 de Outubro de 1866.

Na noite de 11 de Outubro de 1950, no Teatro D. Pedro V, incluído no Ciclo de Concertos da cantora macaense Maria Margarida Gomes, (1) o Círculo Cultural de Macau (C. C. M.) organizou o segundo recital, (2) este dedicado a Schubert. (3) Colaborou neste concerto a pianista Maria Amália de Carvalho e Rego (4) que, pela primeira vez tomou parte de um programa do Círculo Cultural de Macau.
O programa foi dividido em 4 grupos de 3 “lieder”, sendo estes escolhidos com a intenção de mostrar a evolução sentimental do Autor, desde a época das ingénuas composições de sabor lírico até ao tempo das obras dramáticas, revelando as suas desilusões e o seu sentido da proximidade do fim.
No intervalo de cada um dos grupos de “lieder”, Luís Gonzaga Gomes, chefe da secção musical do C. C. M. proferiu alguns comentários técnicos e biográficos sobre Schubert e a sua obra, que revelaram profundos conhecimentos de musicista e uma facilidade de expressão digna de relevo.” (5)
Este acontecimento cultural foi também noticiado no «Boletim Geral das Colónias» (6) acompanhado com duas fotos.
(1) Maria Margarida de Alacqoque Gomes, irmã de Luis Gonzaga Gomes, estudou canto e piano no «Trinity College» de Londres e é autora do livro «A Cozinha Macaense» (7)
(2) O primeiro recital foi realizado no dia 16 de Setembro de 1950 aquando da primeira apresentação pública do Circulo Cultural de Macau (após a tomada de posse no dia 1 de Setembro dos Corpos Gerentes dos fundadores do Círculo Cultural). Nesta apresentação também realizada no Teatro D. Pedro V, constava de uma conferência de Hernâni Anjos sob o tema: “Afinidades Transitórias: do simbolismo português – Camilo Pessanha – ao Romantismo alemão – Henrique Heine (estudo retrospectivo” e de um recital dedicado a “Schumann” cantada por Maria Gomes.
(3) Franz Schubert por Wilhelm August Rieder,
Óleo pintura, após aguarela em 1875.
Franz Peter Schuber (1797-1828) , compositor austríaco do fim da era clássica, escreveu cerca de seiscentas canções (o “lied” alemão) bem como óperas, sinfonias, e sonatas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Schubert
(4)Maria Amália de Carvalho e Rego, “pianista sobejamente conhecida e apreciada pelo público de Macau e Hong Kong, onde tem actuado várias vezes, sempre com geral agrado “ (segundo a mesma revista) (5), é filha de Francisco Ernesto Palmeira de Carvalho e Rego, já citado em anteriores postagens (8)
(5) Extraído de «Mosaico», I-3, 1950.
(6) Extraído de «BGC» XXVI–306, 1950.
(7) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maria-margarida-gomes/
(8) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-de-carvalho-e-rego/

Sobrescrito do 1.º dia (16,2 cm x 11,4 cm) com quatro selos

No dia 9 de Outubro de 1990, emissão do sobrescrito de 1.º dia de circulação pelo “Correio de Macau”, com o motivo:
ROSA DOS VENTOS DAS ANTIGAS CARTAS NÁUTICAS PORTUGUESAS
e de 4 selos no valor de 50 avos, 1 pataca, 3, 50 patacas e 6,5 patacas. O “design”é de Luiz Duran.
Nesse dia também lançado o Bloco Filatélico com o mesmo motivo e um selo de 5 patacas

Bloco filatélico- sobrescrito do 1.º dia (22,9 cm x 16,3 cm)

Capa da pagela n.º 51, em língua portuguesa, inglesa e chinesa.

ROSA DOS VENTOS DAS ANTIGAS CARTAS NÁUTUICAS PORTUGUESAS
Desde o princípio da era cristã que na China e na Europa se conheciam as propries dades da «pedra de cevar » ou pedra-íman». Na China aparece à s vezes designada por «pedra do amor».
O passo seguinte terá sido magnetizar uma agulha de ferro e verificar que se orientava sempre a direcção norte-sul magnético.
A primeira notícia de ter sido utilizada uma agulha magnética a bordo é de 1086 D. C. Na Europa terá sido um século mais tarde, a partir de 1900 D.C., e os árabes uns 30 a 40 anos mais tarde.
Em Portugal desde o tempo do Infante D. Henrique que se utilizavam rosas de 32 ventos ou rumos, a cada divisão chamando-se «quarta».
A partir do século XVI, os nossos cartógrafos e navegadores utilizaram rosas dos ventos de grande beleza. Cada cartógrafo escolhia as suas, uma ou mais, que eram uma espécie da sua assinatura.
Nesta emissão são utilizadas cinco rosas diferentes, pertencentes a quatro cartógrafos e apresenta-se una pequena biografia de cada um deles, elaborada com os dados que são geralmente mais aceites” …

     ……. continua
Manuel Vilarinho
Contra-almirante

Dados Técnicos

1.º dia de circulação da emissão pelos Correios e Telecomunicação de Macau, do bloco filatélico com o tema:  “FORTALEZAS DE MACAU”, no dia 3 de Outubro de 1986. Os quatro selos são do mesmo valor (2 patacas) com desenhos de quatro fortalezas (de S. Paulo do Monte, da Taipa, de S. Francisco e de Nossa Senhora da Guia) de Luís Duran.
Apresento a pagela/brochura N.º 23 , em português, chinês e inglês, com os dados técnicos.


10.º Aniversário das Forças de Segurança de Macau – FORTALEZAS
As Forças de Segurança de Macau (FSM) foram criadas em 1 de Janeiro de 1976, por Decreto-Lei do extinto Conselho da Revolução na fase de reorganização das forças militares e militarizadas e de outros órgãos de Segurança de Macau, visando uma maior eficiência na salvaguarda dos bens colectivos e privados, na garantia de segurança pública de defesa civil contra calamidades e na contribuição para o progresso e desenvolvimento social e económico da população de Macau.
As FSM compreendem além do Comando e Quartel General, as seguintes Corporações: Polícia de Segurança Pública, Polícia Marítima e Fiscal, Corpo de Bombeiros e Polícia Municipal. Dispõem ainda de um Centro de Instrução Conjunto.
As FSM herdaram as tradições históricas das Instituições Militares Portuguesas, as quais, estiveram nos finais do século XVI na origem da construção das primeiras fortificações permanentes em Macau destinadas à protecção das populares e do comércio local em especial das acções da pirataria marítima.
“ No início do século XVII, os ataques desencadeados pelos holandeses levaram à construção do primeiro sistema de defesa para a cidade que incluía fortalezas, fortes, outros recintos abaluartados e muralhas que abrangiam toda a orla marítima e que visava especialmente a detenção dos ataques provenientes do mar.
O conceito de defesa mantem-se inalterável até meados do século XIX, altura em que o esforço defensivo foi orientado para as acções ofensivas provenientes de terra, sendo então construídos os fortes dos locais dominantes de interior da cidade. É ainda deste período a construção das fortalezas nas ilhas.
Finalmente, já no século XX o sistema de defesa incluiu a construção de galerias, de instalações subterrâneas de comando, observação e controlo de tiro e paióis e ainda de novas posições, nos pontos dominantes da cidade, tendo em vista a defesa em todas as direcções.”

Coronel José Eduardo C. de Paiva Morão
2.º Comandante das Forças de Segurança de Macau

No dia 29 de Setembro de 1725, desembarcou em Macau António de Albuquerque Coelho (1682-1745) (1) (2) vindo de Timor, por ter acabado o seu Governo. (3) Foi residir no Convento de S. Francisco, e mandou realizar, no dia 23 de novembro, um ofício solene pela alma da sua mulher, D. Maria de Moura, que desposara nesta cidade, na Igreja de Santo António, em 22 de Agosto de 1710 e aqui falecera, em 31 de Julho de 1714, das sequelas do parto (20 de Julho) (1) No fim do ofício, houve salva na Fortaleza do Monte e dobraram os sinos em todas as igrejas. (4) António de Albuquerque Coelho ficou ainda alguns meses em Macau, regressando a Goa no início de 1726. Chegou no mês de Abril e foi preso por causa do anterior conflito em Timor, com o bispo de Malaca, tendo depois sido solto após defender-se das acusações. António de Albuquerque Coelho ainda seria nomeado em capitão-Geral da ilha de Pate (ilha ao norte de Mombaça, na costa oriental de África) após um tratado celebrado em 24 de Agosto de 1728, entre o sultão da ilha e uma embaixada de Goa  no qual permitia a construção de uma fortaleza guarnecida com 150 homens. Viria a ser novamente preso em Setembro em 1729 (acusado de “deserção da fortaleza de Pate” pelo Vice-Rei D. João Saldanha da Gama) após desembarque em Goa mas viria a ser novamente absolvido da sentença.
Extraído de PEREIRA, A. Marques – Ephemerides Commemorativas da Historia de Macau …, 1868
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maria-de-moura/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-albuquerque-coelho/
(2) Foi governador de Macau de 1718 (tomou posse em Macau a 30 de Maio de 1718 embora nomeado em Maio de 1717) a 9 de Setembro de 1719. Segundo Jack M. Braga “ um anno, quatro mezes e 18 dias”.
(3) Nomeado em 1721 governador de Timor e Solor, partiu de Goa via Macau tendo chegado a Lifau (Timor) em 1722. A sua governação foi curta e com grandes problemas; conflito com o bispo de Malaca, D. Frei Manuel de Santo António (embarcado para Goa por ordem do governador) e revolta/rebelião de alguns povos de Timor. Em  1725 foi substituído por António Moniz de Macedo.
(4) BRAGA, Jack M. – A Voz do Passado, 1987.