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Não terá sido uma estreia pois o filme é de 1936, por isso, uma reposição no Teatro Capitol para o dia 10 de Abril de 1957, um espectáculo para maiores de 18 anos de idade. Sessões às 14.30, 20.00 e 22.00 horas com a apresentação prévia dos habituais documentários (este da M.G.M.) e reclamos de próximos filmes.

Folheto de cor esverdeada, composto e impresso na Tipografia”San Chong Trading & Co” – 10 de Abril de 1957 – 1000 EX.

“San Francisco” é uma drama – musical de 1936, da M- G-M., dirigido por Woody S. van Dyke (com uma colaboração do director D. W. Griffith) e argumento de Robert E. Hopkins e Anita Loos (e ainda a colaboração de Eric von Stroheim), baseado no terramoto da cidade de S. Francisco em 18 de Abril de 1906. O êxito financeiro do filme (2) baseou-se na trilogia dos actores contratados, Clark Gable, Jeanette MacDonald, (3) e  Spencer Tracy e as canções popularizadas (4) por  Jeanette MacDonald,  

(1) Durante 2 semanas entre 27 de Março e 11 de Abril de 1957, o Teatro Capitol apresentou, ás quartas e quintas-feiras,  reposições de filmes  por isso os folhetos de cinema desse período apresentam na frente e no verso, o argumento de dois filmes.

No verso deste folheto, anunciava a próxima reposição em 17 de Abril de 1957 do filme “O Médico e o Monstro” (“Dr. Jekyll and Mr. Hyde” versão de 194) que apresentei na  postagem de 17-04-2018. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/17/noticia-de-17-de-abril-de-1957-folheto-de-cinema-teatro-capitol-xxxviii-o-medico-e-o-monstro/

 (2) As últimas imagens do filme, as ruínas fumegantes após o terramoto, são uma montagem da cidade de S. Francisco mas da década de 30. Nomeado para 5 “Óscar” – somente obteve um: “Melhor Gravação de Som” para Douglas Shearer.

Jeanette Anna MacDonald (1903 – 1965), em 1934

(3) Jeanette MacDonald teve outro grande filme nesse mesmo ano de 1936 “Rose Marie”, também, dirigido pelo mesmo realizador W.S. van Dyke, contracenando com o actor/cantor Nelson Eddy

(4) A canção título do filme “San Francisco” (música de Bronisław Kaper e Walter Jurmann, letras de Gus Kahn) que é cantada no filme seis vezes por Jeanette MacDonald, tornou-se um dos hinos da cidade.

Trailers do filme:

Convite à População do Governador da Província de Macau, Manuel Firmino de Almeida Maia Gonçalves, de 3 de Abril de 1926,  (1) para a comemoração militar do oitavo aniversário da Batalha do Lys “data fixada para a comemoração do esforço de Portugal na Grande Guerra e para a prestação de homenagem àqueles que, ao serviço da Pátria, perderam as vidas”.
A cerimónia militar realizou-se de tarde pelas 15H00 no Campo Desportivo de Tap Seac com a presença das Unidades da Guarnição em parada (700 homens) e um minuto de silêncio, marcado por dois tiros que foram dados pela Fortaleza do Monte, além das alocações proferidas pelo Governador e o Bispo de Macau, D. José da Costa Nunes. Terminou o acto com uma salva de 21 tiros.
De manhã houve missa cantada na Sé Catedral. Sobre este mesmo acontecimento, ver ainda relato do Padre Teixeira, postado em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/09/historia-9-de-abril-de-1926/
Manuel Firmino de Almeida Maia Gonçalves, (2) oficial do estado maior, governador de 18-10-1925 a 22-07-1926, demitido do cargo pela ditadura militar Foi o último Governador da 1.ª república. Devido à revolução militar de 28 de Maio de 1926, com implantação da ditadura de Marechal Gomes da Costa, ficou o governo interino de 1-08-1926 a 8-12-1926 a cargo do Vice-Almirante e engenheiro hidrógrafo  Hugo Carvalho de Lacerda Castelo Branco, (3) até à nomeação do governador Artur Tamagnini de Sousa Barbosa (apoiante entusiasta do golpe), pela 2.ª vez,  em 8-12.1926.
Maia Magalhães era um democrata, esteve contra a “Monarquia do Norte”, tendo-se distinguido na defesa de Chaves contra as tropas de Paiva Couceiro e mais tarde esteve no “Corpo Expedicionário Português” que combateu em França na “Primeira Grande Guerra Mundial”. Participou, em 1931, na fracassada “revolta da Madeira” contra a ditadura, sendo então preso. Morreria no ano seguinte. (4)
(1) Publicado no «BOGPM» n.º 14 de 3 de Abril de 1926.
(2) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-maia-magalhaes/
(3) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hugo-lacerda-castelo-branco/
(4) Sobre essa época, aconselho leitura do artigo de João Guedes, no seu blogue «Tempos do Oriente» em:
https://temposdoriente.wordpress.com/2010/07/

Estreia no dia 7 de Abril de 1969 e repetida nos dias 8 e 9, no Teatro D. Pedro V, a comédia “Qui Nova Chencho” da autoria de José dos Santos Ferreira. O texto base da comédia foi posteriormente publicada em 1974, na IV Parte do livro de dialecto macaense de José dos Santos Ferreira com o mesmo título “Qui-Nova Chencho” (1)

A peça teatral compunha-se de 4 quadros:

I QUADRO – Apresentação da Comédia (p. 165), feita por uma “moça moderna, bem apresentada, vem de mini-saia, calçando botas, com boné na cabeça”. Um pequeno enxerto desta apresentação:

“Qui-nova, Chencho

Vôs ta bem, Chencho,

Iou qui tanto tempo nunca olá pa vôs …

Qui-nova, nho-nhónha! Qui-nova, nhu-nhúm, co tudo títi-títi, máno-máno! Qui-nova, iou-sua Chencho! Únde têm estunga demónio!

Divéra sabroso olá nosso Clubo assi inchido di gente! Qui tanto tiro-grándi já vêm hoze … Vosôtro sabe qui-cusa sã tiro-grándi? Ilôtro no Ongcông falá sã «big shot”

Na Macau, tánto tiro grándi-grándi busca vânda di Chunambéro co Pénha pa ficá. Iou-sua avô-công, quelóra já tocá Pacapio, azinha-azinha mudá vai Pénha ficá. Non-pôde achá casa bem-fêto, já virá nós tudo fica na vacaria. Avô falá, masqui-seza vacaria, tamêm sã Pênha, bairo do tiro-grándi, j´olá? … Iou nunca triste … Qui-foi? Quelóra iou passá rua, andá, torcê qui torcê, hóme-hóme seguí trás do iou, falá: «Mas qui tiro!» Iou sã logo virá respondê: «Tiro-grándi, istopôr!»… (…)”

Más unchinho ora, comédia ta começa-ia.

Lôgo têm russo-russo cantá pa vosôtro uví. Nunca~sã russo-mentira! Sã divera russo di Muscôvo, chomá Cussacu di Dom …

Têm unga mestre-china ui-di capaz vendê su mizinha di cobre … Êle falá mizinha sã mizinha-sánto , pôde curá tudo ancusa… Língu di gente má-língu tamêm pôde fica curado. Sômente ruça unchinho pomada, língu logo virá fica dóci qui dóci…”

Vôs ta bem, Chencho,

Iou qui tanto tempo nunca alá pa vôs …

Qui-nova, nho-nhónha! Qui-nova, nhu-nhúm, co tudo títi-títi, máno-máno! Qui-nova, iou-sua Chencho! Únde têm estunga demónio!

Divéra sabroso olá nosso Clubo assi inchido di gente! Qui tanto tiro-grándi já vêm hoze … Vosôtro sabe qui-cusa sã tiro-grándi? Ilôtro no Ongcông falá sã «big shot”

Na Macau, tánto tiro grándi-grándi busca vânda di Chunambéro co Pénha pa ficá. Iou-sua avô-công, quelóra já tocá Pacapio, azinha-azinha mudá vai Pénha ficá. Non-pôde achá casa bem-fêto, já virá nós tudo fica na vacaria. Avô falá, masqui-seza vacaria, tamêm sã Pênha, bairo do tiro-grándi, j´olá? … Iou nunca triste … Qui-foi? Quelóra iou passá rua, andá, torcê qui torcê, hóme-hóme seguí trás do iou, falá: «Mas qui tiro!» Iou sã logo virá respondê: «Tiro-grándi, istopôr!»… (…)”

Más unchinho ora, comédia ta começa-ia.

Lôgo têm russo-russo cantá pa vosôtro uví. Nunca~sã russo-mentira! Sã divera russo di Muscôvo, chomá Cussacu di Dom …

Têm unga mestre-china ui-di capaz vendê su mizinha di cobre … Êle falá mizinha sã mizinha-sánto , pôde curá tudo ancusa… Língu di gente má-língu tamêm pôde fica curado. Sômente ruça unchinho pomada, língu logo virá fica dóci qui dóci…”

II QUADRO – comédia em 1 acto – Chico vai escola (p. 171)

III QUADRO – Opereta em 1 acto – Romeu co Juléta (p. 179)

“Romeu co Juléta tamém logo têm. Shakespia si têm vida logo morê ímpido quelóra uvi falá qui Romeu co Juleta sã gente di Macau, ta vivo na Bica de Lilau … (…) “

IV QUADRO – comédia em 2 actos – César co Cleópatra (p. 189)

Extraído da revista “MacaU” – II série, n.º 25, Maio de 1994, p.27

“Cavá, vosôtro logo olá comédia di César co Cleopatra. Estunga Cleopatra sã más chistosa que Isabel Alfaiate di animatógrafo, … (…)

NOTA: A comédia foi apresentada à comunidade macaense, em Hong Kong, no Colégio «Wah Yan», no dia 19 de Abril de 1969.

(1) FERREIRA, José dos Santos – Qui-Nova Chencho. Composto e impresso na Tipografia da Missão do Padroado, Macau 1973 (na última página refere” Acabou de se imprimir este livro aos 24 de Junho de 1974”), 208 p. , 21,3 cm x15, 4 cm x 1 cm.
ÍNDICE:
I parte – Poesia
II parte – Canções
III parte – Contos em Prosa
IV parte – Comédia Qui-Nova Chencho

Publicado no Boletim Oficial do dia 5 de Abril de 1884, um aviso do Correio de Macau, datado de 4 de Abril.

Extraído de «BPMT», XXX, n.º 14 de 5 de Abril de 1884
Tradução do aviso pelo 1.º interprete Pedro Nolasco da Silva

Ricardo de Sousa, primeiro director do Correio de Macau, aos 34 anos de idade (1867) (1)

No dia 27 de Fevereiro de 1884, foram publicadas Instruções provisórias para o Serviço do Correio de Macau, atendendo a que, como colónia portuguesa, fazia parte da União Postal Universal, conforme Declaração assinada em Paris a 1 de Junho de 1878, mas também devido a que, 5 anos decorridos, Macau ainda não entrara de facto na União por não haver estabelecido convenientemente a respectiva Repartição Postal. (1)

 A correspondência do serviço de Correio entre Macau e a Taipa/Coloane, passaria a ser transportada diariamente excepto em dias santificados, na lancha da carreira, numa caixa com duas chaves, uma na mão do Director dos Correios de Macau, outra na do Administrador da Taipa. O serviço dos Correios ficava no edifício inicialmente destinado a Hospital, que servia de Quartel na Taipa. (1) (2) (3)

(1) “1-03-1884 – Com um Director (Ricardo de Sousa) e três carteiros, foi o Correio Marítimo transformado, nesta data, em Repartição do Correio que viria a ser instalada, pouco depois em edifício próprio, à Praia Grande. Os selos que se encontravam em Macau desde 1878, entraram agora em circulação e passaram a ser obliterados pelo carimbo pré-adesivo” SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995  

(2) Ver anterior referência neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/01/%EF%BB%BFnoticia-de-1-de-marco-de-1884-correios-de-macau/

(3) Disponível para leitura, uma postagem de Luís Frazão: “Cronologia das emissões tipo “Coroa” de Macau” em http://www.cfportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=120%3Acronologia-das-emissoes-tipo-qcoroaq-de-macau&catid=23%3Aboletim-no-407&Itemid=3

Anualmente, no dia 23.º dia da 2.ª lua, celebra.se um pouco por todo o mundo chinês o festival de Cheng Meng (Pura Claridade).

Este culto ancestral está ligado à chegada da Primavera. Antigamente, nas grandes cidades da China, a florida estação do ano era celebrada com um ricamente cortejo pelas ruas em que se destacava a imagem de um boi, em barro, ricamente enfeitado com flores e ramos de salgueiro. Durante o cortejo as mulheres e crianças traziam nas mãos um pequeno ramo de salgueiro com a finalidade de não serem vítimas de picadas de insectos nocivos, como o mosquito, a centopeia, o escorpião, etc. Acreditava-se que, se tal precaução não fosse tomada, as pessoas estavam sujeitas a reencarnar num animal quadrúpede., como é o caso do boi, por ocasião da transmigração das almas.

A tradição do ramo de salgueiro vem do tempo do Imperador Kao Sung, (1)da dinastia Tang, que reinou de 650 a 683 A. C. Os chineses do antigamente tinham também o costume de prender, na véspera desta festividade, um ramo de pessegueiro no umbral da porta principal das suas habitações, com o propósito de se protegerem de todos os males.

É durante a celebração de Cheng Meng que as famílias chinesas vão depositar pivetes e velas aromáticas em frente das campas dos seus antepassados, onde são colocadas também pequenas malgas de arroz e pratinhos com guloseimas várias. Sobre o túmulo dos defuntos queimam-se diversos objectos de papel, incluindo o tradicional “Dinheiro do Inferno”

Em vésperas da data do ritual as famílias retiram das sepulturas as ervas daninhas que crescem durante o ano e mandam pintar de novo as inscrições que nelas figuram. No final das cerimónias em honra dos mortos, os familiares realizam uma espécie de piquenique em pleno cemitério, junto à campa dos seus entes desaparecidos, regressando a casa ao final da tarde.

Manda ainda esta tradição que, durante o período em que decorre o festival, as mulheres são utilizem agulhas de costura nem lavem os cabelos”

Retirado de BARROS, Leonel – Templos e Lendas e Rituais – Macau. APIM, 2003.

Ver anteriores referências a esta festividade em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/cheng-mengqingming/

(1) O Imperador Gaozong (唐高宗 – pinyin: Táng Gāozōng;cantonense jyutping: gou1 zung1) (628—683, nascido Li Zhi – 李治), foi o terceiro imperador da Dinastia Tang (618 a 906, considerado o período dourado para as artes e cultura  na China).

Gaozong governou entre 649/650 e 683. embora incapacitado em 665, por ter tido em um acidente vascular cerebral,  o governo ficou praticamente entregue  à  sua segunda esposa, a imperatriz Wu Zetian (武則天 – pinyin: Wǔ Zétiān;cantonense jyutping: mou5 zak1 tin1) (624- 705) e que fora anteriormente uma das concubinas do pai de Gaozong, o imperador  Taizong.

Gaozong faleceu em 683 e embora tivesse dois filhos, Wu Zétian manteve o controle do governo e em 690. proclamou-se Imperatriz (a única mulher na história da China que ocupou o trono imperial) e iniciou uma nova dinastia, Zhōu – 周 – que somente durou até 705., ano em que foi restaurada a dinastia Tang.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Imperador_Gaozong_de_Tang https://pt.wikipedia.org/wiki/Wu_Zetian

Extraído de “O Independente” I- 31, de 2 de Abril de 1869

Extraído de «BGC», XV-168. Junho 1939,
Boletim Oficial suplemento de n.º 13 de 1 de Abril de 1939

NOTA 1: no dia 2 de abril de 1939, tomou posse como Encarregado do Governo o capitão José Carlos Rodrigues Coelho Jr, devido à ausência do Governador A. Tamagnini Barbosa tendo em 9 de Agosto reassumido as funções (BO nº 13-S de 3 de Abril e B.O. n.º 31 de 8 de Agosto)

Boletim Oficial suplemento ao n.º 13 de 3 de Abril de 1939
Boletim Oficial, Suplemento do n.º 31 de 8 de Agosto de 1939

 NOTA 2: O tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Portugal e o Sião foi assinado no dia 2 de Julho de 1938, dando por fim a extraterritorialidade portuguesa no Sião. A partir de 1939, o Sião passou a chamar-se Tailândia.