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Extraído do BGM, XII , n.º 17 ,1866

O governador de Macau nesta data era José Maria Ponte e Horta (1)
O 6.º Governador de Hong Kong Sir Richard Graves MacDonell麥當奴 (1814-1881) que era licenciado em direito, juiz de carreira e depois administrador colonial (Gambia, Sul da Austrália, Nova Escócia, Hong Kong) fazia a primeira visita ao território após a sua tomada de posse a 11 de Março de 1866 (terminou a 11 de Abril de 1872 (2)
Tem uma placa toponímia em Hong Kong “MacDonell Road
https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Graves_MacDonnell
O navio HMS Coromandel era um navio da “Royal Navy” envolvido em várias batalhas navais entre elas a chamada “Arrow War de 1856 a 1860” na China (ocupação de Cantão) e as batalhas de “Fatshan CreeK” (1857) e “Taku Forts (1860).Vendido em Hong Kong a 17 de Agosto de 1866 (posteriormente navegou com o nome “Naruto” e afundou-se em 1876)
HMS Coromandel in 1860 (3)
O comandante em chefe da “British Royal Navy” na China de 1865 a 1867, era o Vice Almirante Sir George King (1809-1891) (4)
(1) Ver anteriores referências em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-maria-da-ponte-e-horta/
(2) O anterior era Sir Hercules Robinson 羅士敏 (1824-1897) que governou Hong Kong de 9 de Setembro de 1859 a 11 de Março de 1865.
Ficou encarregado do governo enquanto se aguardava novo governador, o secretário colonial William Thomas Mercer 孖沙 (1821–1879) de 15 de Março de 1865 a 11 de Março de 1866.
https://en.wikipedia.org/wiki/Governor_of_Hong_Kong
(3) https://en.wikipedia.org/wiki/HMS_Coromandel_(1855)”>https://en.wikipedia.org/wiki/HMS_Coromandel_(1855)
(4) https://en.wikipedia.org/wiki/George_King_(Royal_Navy_officer)

“Inauguração em Macau, no dia 18 de Abril de 1971, da «POP», primeira «Discoteca» instalada no Restaurante Esplanada. O novo local de concentração da juventude de Macau foi decorado por António Conceição Jr. macaense recentemente chegado de Portugal, onde cursou Pintura” (1)
Sobre a localização deste Restaurante, será talvez a Esplanada «Waltzing Matilda» na Avenida Infante D. Henrique 20-22 (em frente ao Hotel Lisboa) (está referenciada no Anuário de Macau de 1971 até Anuário de Macau 1973)
Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/restaurante-esplanada-waltzing-matilda/
(1) SILVA, Beatriz Basto da Silva – Cronologia de História de Macau, Vol. 5, 1998

Mais um assalto de piratas, no dia 18 de Abril de 1917, ao «Fantan» Uai Vó, de Macau. Pedido feito pelo Comissário de Polícia para, pelo Governo de Macau, ser solicitada ao de Cantão a extradição de um dos implicados naquele assalto, o chinês Chiang Loi Choi, também conhecido pelo nome de Chiang Foi Loi e que se encontrava preso em Heong San. Pedido que não pode ser atendido, por não haver precedentes e por não existir, no tratado entre Portugal e a China, disposições que permitam fazer cumprir tal pedido.
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.
Sobre pirataria no mar da Sul da China, aconselho leitura dum artigo recente publicado on line em Fevereiro de 2018, no «Journal Asian Affairs» Volume 49, 2018 – Issue 1
PURBRICK, Martin – Pirates of the South China Seas, pp.11-26
https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/03068374.2018.1416010?scroll=top&needAccess=true

A começar nesta data, 17 de Abril de 1957 o Teatro Capitol,  “o grandioso filme”

O MÉDICO E O MONSTRO
DR. JEKYLL AND MR. HYDE

É uma versão (1) de 1941 (portanto não seria uma estreia em Macau, mas uma reposição para os dias 17 e 18 de Abril de 1957) dirigida por Victor Fleming para a “MGM” do célebre livro de Robert Louis Stevenson, a sua obra-prima – “The Strange Case of. Jekyll e Mr. Hyde” (tradução em português – O Médico e o Monstro), publicado em 1886.
Esta versão tem como protagonistas Spencer Tracy, Ingrid Bergman, Lana Turner e Donald Crisp.
Indicado para o Oscar 1942 em 3 categorias, não ganhou nenhum: melhor montagem ( para o filme “Sergeant York”), melhor trilha sonora – drama (para o filme “All the Money Can Buy”  e melhor fotografia – preto e branco (para o filme ” Rebecca”).
(1) Ao longo da história do cinema, esta novela deu origem a um maior número de adaptações desde as mais fiéis até às mais livres. (muitas delas adaptações medíocres).
Logo após ter sido editada, em 1886, no ano seguinte aparece uma adaptação teatral da mesma e a carreira cinematográfica deste famoso livro inicia-se mal o cinema é inventado. Terá sido em 1908 a primeira versão por Sidney Olcott nos EUA e nesse mesmo ano aparece outro com a realização de Ottis Turner.
Esta versão de 1941 é uma das melhores adaptações juntamente com a versão anterior de 1920 com o actor John Barrymore (uma interpretação esplêndida) e uma outra de 1931 dirigida por Rouben Mamoulian com actor Frederic March (melhor actor no Óscar de 1932)
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=X5RS6eIlYlU
https://www.youtube.com/watch?v=XXJZwfutNl4
http://www.tcm.com/mediaroom/video/236850/Dr-Jekyll-and-Mr-Hyde-Movie-Clip-The-Moment-Is-Mine-.html

Artigo de Jaime do Inso publicado no «Jornal de Macau» do dia 16 de Abril de 1931 e republicado no Boletim Geral das Colónias, acerca da possibilidade de se instalar em Lisboa, o pavilhão de Macau (fachada: templo da Barra – Á Má) que esteve presente na Exposição Ibero-americana de Sevilha (1929)
Ver anterior referência a este pavilhão
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/20/leitura-macau-na-exposicao-ibero-americana-de-sevilha-1929/

Eu procurador & faço saber ao Snr M- Cso-tam, que aos onze da prezente Lua , entrou hum ladrão em casa de Francisco Soares, e encontrando o moço deste a porta aberta, examinando o gudão, achou o dito ladrão, que lhe envio com esta – Soares diz, que o dito China lhe furtou quatro camisas, duas pantalonas, dous lenços, quatro pedaços de roupa velha, huma colcha, e huma gaiola de pássaros; e que o furto fôra depositado na botica Man-san, sita na travessa da Sé; e assim espero, eu o Snr M. examine, e castigue o ladrão, fazendo cobrar os furtos para serem restituídos a seu dono. Macao 13 de Abril de 1832 Castro

No dia 10 de Abril de 1987, o “Correios e Telecomunicações de Macau” (1) lançou uma emissão extraordinária filatélica sob o tema

PATRIMÓNIO ARTÍSTICO – MUSEU LUÍS DE CAMÕES – CERÂMICA DE SHEK WAN

um  sobrescrito (16 cm x 11,5 cm) e quatro selos com o design da autoria de António da Conceição Jr.
Os selos representam cada um deles:
CHOI SAN – Deus da fortuna
YI – deus do sol
CHUNG KUEI – Caçados de demónios
WÁ Tó – o médico.
Todos os quatro selos com o valor de $ 2.20 patacas cada.

Uma série de 16 selos da Litografia Maia –Porto n.º série 23408

PATRIMÓNIO ARTÍSTICO – MUSEU LUÍS DE CAMÕES – CERÂMICA DE SHEK WAN
A cerâmica de Shek Wan tem uma longa história.
Situada a cerca 20 Km a Sudoeste da cidade de Cantão, Shek Wan é banhada por um afluente do rio das Pérolas.Com o rio pela frente e as montanhas por detrás, a população dedicou-se ao comércio e ao artesanato pela inexistência de terras de cultivo.
A cerâmica de Shek Wan remonta ao Neolítico chinês, e é feita com matéria – prima local misturada com barro de Dong Guan. O barro de Shek Wan é muito rico em óxidos de ferro, prestando-se a cozeduras a baixa temperatura.
A nível de escultura em barro, é de referir que o advogado Manuel da Silva Mendes foi o primeiro europeu a considerar os escultores de Shek Wan como artistas que ultrapassaram o estatuto de populares. Uma das características que Silva Mendes apontou, na sua conferência no Grémio Militar sobre a cerâmica de Shek Wan, era o detalhe delicado do barro em detrimento do vidrado das esculturas em porcelana.
Com efeito, as obras de Shek Wan caracterizam-se precisamente por, pelo menos nas áreas correspondentes à pele das figuras, o barro estar à vista sem qualquer cobertura vidrada. O vestuário, esse caracteriza-se por um vidrado colorido, sendo contudo a coloração pouco exuberante.
É importante referir que o Museu Luís de Camões possui da cerâmica de Shek Wan a melhor colecção do mundo. A tradição e a mitologia desempenham um papel determinante na escultura de Shek Wan.
Estamos confrontados com uma expressão que bebe directamente da longa História Chinesa e que é, no barro, a transcrição de uma estética global.

António Conceição Júnior
Conservador do Museu Luís de Camões (2)

Pajela n.º 26 (tiragem 7.500 ex.) do “Correios e Telecomunicações de Macau” com informações em português, chinês e inglês
Dados Técnicos

(1) Portaria n.º 34/87/M: Emite e põe em circulação selos postais alusivos ao Património Artístico do Museu Luís de Camões – Cerâmica de Shek Wan.
(2) António Conceição Jr foi conservador do Museu de 1978 – 1997.
Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-conceicao-junior/
NOTA: O Museu Luís de Camões instalado na Casa do Jardim da Gruta de Camões, chamada “ Casa Garden.” (hoje sede da Fundação Oriente) desde 1937, tinha “bronzes, objectos de barro tumulares, barros vidrados de Seák-Ván (Shiwan, em Foshan, algumas peças de celadão, uma ou outra peça em esmalte, uns poucos exemplares de jade, havendo numerosas aguarelas chinesas, mais de uma dezena de retratos de mandarins a óleo, sendo, contudo, raríssimas as peças em porcelana” (segundo refere Luís Gonzaga Gomes), comprados pelo Museu aos herdeiros de Manuel da Silva Mendes
Anteriores referências ao Museu Luís de Camões em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/museu-luis-de-camoes/