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Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I-12 de 10 Dezembro de 1872, p. 2

Aspecto da assistência no Salão Nobre do Leal Senado

Depois de um ano intenso de comemorações do «IV Centenário da Publicação de “Os Lusíadas”, tiveram estas o seu remate no dia 7 de Dezembro de 1972, no salão Nobre do Leal Senado, sob a presidência do Governador da Província, tendo existido as mais destacadas individualidades e cidadãos de todos os escalões sociais

O Dr. Túlio Lopes Tomás fez a apresentação da oradora

Foi oradora, a Dra. Graciette Batalha, professora do Liceu Nacional Infante D. Henrique, que subordinou a sua conferência ao tema «CAMÕES SATÍRICO»

O Senhor Governador encerrou a sessão com um discurso em que pôs em evidência o valor imortal de «Os Lusíadas»

Após a conferência, seguiu-se a inauguração da Exposição Bibliográfica na Biblioteca Nacional, englobando várias edições de «Os Lusíadas» obras alusivas aos mesmos e a Camões.


O Dr. Henrique de Sena Fernandes, director da Biblioteca Nacional, esclareceu os visitantes sobre a natureza e âmbito da Exposição

Um aspecto da Exposição Bibliográfica alusiva a Camões e à sua Obra

Fotos e texto extraídos de «MBIT», VIII-9/10 de NOV/DEZ, 1972, pp. 26 a 28.

Realizaram-se de 4 a 6 de Dezembro de 1995, no auditório da Escola Técnica dos Serviços de Saúde de Macau no Centro Hospitalar Conde de S. Januário (C.H.C.S.J), em Macau, as “1.ªs Jornadas Internacionais de Anestesiologia e Cuidados Intensivos de Macau” e o “XVIII Curso Internacional de Anestesiologia e Cuidados Intensivos do Hospital Geral de St.º António-Porto”, organizados em conjunto pelos Serviços de Anestesiologia do C.H.C.S.J. e do Hospital Geral de St. António-Porto.

Programa capa+contracapa

Páginas interiores

Comissões organizadora  e de honra; Patrocínio

Programas social e científico (dia 4)

Programa científico (dias 5 e 6)

Assalto à mão armada no dia 3 de Dezembro de 1955. Foram louvados pelo Governo da Província o seguinte  pessoal de Corpo de Polícia de Segurança Pública desta província: o subchefe de esquadra Jaime Aiala de Guerra Junqueiro Madeira; os guardas portugueses de 1.ª, 2.ª e 3.ª classe, respetivamente, Alexandre José Airosa, Luís Henriques Almeida de Carvalho, Laurindo dos Santos e Gustavo Alberto Ritchie; e o guarda estrangeiro de 3.ª classe Vong Veng pelas qualidades evidenciadas na perseguição de criminosos, a quando do assalto à mão armada no dia 3 de Dezembro do ano findo. (1)

(1) B.O. n.º 5 de 04-02-1956, p. 86

«O Correio de Macau», Vol I, n.º 13 de 7 de Janeiro de 1883, p. 51

Muito possivelmente, o anúncio será do Dr. Francisco da Silva Magalhães nascido em Tomar (Portugal) e formado em medicina na Universidade de Coimbra que chegou a Macau a 18 de Agosto de 1870, vindo como facultativo de 2.ª classe e professor do Seminário de S. José. Foi ele o primeiro médico que em Macau usou o clorofórmio nas operações. Em Macau fundou o jornal “O Oriente” em que, segundo Padre Teixeira (1):

eivado de preconceitos anti-religiosos, atacava os jesuítas, (2)  pondo a ridículo o ensino por eles ministrados no Seminário; atacou o projecto da fundação da Escola Comercial, insinuando que a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses «não tinha por fim a instrução dos macaenses, mas um motivo meramente político» e censurou o Governador Visconde de S. Januário por ter readmitido em Macau as Irmãs de Caridade Francesas.

Metido em Conselho de investigação, foi preso por na sua qualidade de facultativo militar ter censurado a autoridade governativa, sendo desterrado para Timor Foi exonerado, a seu pedido, por decreto de 7-9-1874. Em Timor, o Dr. Magalhães foi delegado da Junta de Saúde.

Regressou de Timor a Macau: daqui passou a Manila, onde exerceu clínica durante sete anos. Regressou a Macau em finais de 1882. No ano lectivo de 1883-84 foi professor do Seminário de S. José, voltando a Portugal, faleceu em Tomar a 8 de Março de 1886.

(1) TEIXEIRA, Pe. Manuel – A Medicina em Macau, Volumes III-IV, 1998, pp. 162-163.

(2) Em defesa dos jesuítas e da causa da instrução dos macaenses, publicaram-se dois opúsculos: “Um brado pela Verdade ou a questão dos Professores jesuítas e a “Instrução dos Macaenses em Macau” de Leôncio Ferreira, Macau, 1872, e “A verdade Reivindicada ou a Questão dos Jesuítas,” por E. J. de Couto, Shanghae, 1872. a

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I-11 de 3 de Dezembro de 1872, p. 4

Extraído de «BPMT», XIV-49 de 7 de Dezembro de 1868, p, 228

Aviso publicado em «O Correio Macaense», Vol. V, n.º 218 de 25-11-1887, p. 4

O dia 8 de Dezembro é reservado pela Igreja Católica para celebrar a imagem da Imaculada Conceição, que é uma referência à Virgem Maria.

Nos dias 27 e 28 de Novembro, realizaram-se no auditório da Escola Técnica dos Serviços de Saúde de Macau, as «3.ªs Jornadas do Médico Interno», reunião científica organizada pela Direcção dos Internatos Médicos (DIM) dos Serviços de Saúde de Macau, com um jantar de encerramento no dia 29 de Novembro.

Programa (30 cm x 21 cm) dobrável em 3 partes

È dada a estampa em Macau a obra de Diego Caldeira do Rego, Breve Relação do Estado da Cidade do Nome de Deos Reino da China do seu princípio até o anno de 1623. (Cfr. BARRETO, L. F., Macau: Poder e Saber … , p. 294). Data da “Breve Relação….” , escrita em Macau:

|Os portugueses| “|estiveram e contrataram com os chinas dezoito anos na ilha de Sanchoão, e doze em Lampacau, descobriram este porto de Amacao aonde por acharem mais comodidades, e melhores para seu trato e mercancia se foram deixando ficar esquecer nela ora uns, ora outros fazendo suas casas ao princípio de palha, e depois de taipa …”(In REGO, Diogo Caldeira do, Breve Relação do Estado da Cidade do Nome de Deos Reino da China do seu princípio até o anno de 1623, p. 606.)

Foi nesse ano de 1623 que o Imperador da China concede “privilégio de naturais da China” aos estrangeiros de Macau. Como chineses, deveriam pautar-se pelo código da etnia Han. Este “presente envenenado”, como lhe chama Jorge Flores em Os Jurubaças …,  não deixa dúvidas sobre o sentido da concessão da terra aos portugueses. Os línguas – Jurubaças – da embaixada de Tomé Pires à China foram executados e as mulheres vendidas como escravas. Não era conveniente manter vivos esses letrados conhecedores da burocracia chinesa e entretanto “aportuguesados” pelo convívio com os portugueses. A China evitou sempre que pôde a assimilação que resultava, para os seus naturais, da actividade de intérpretes. (Cfr. FLORES, Jorge M. , Actas …, p.109) (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia de História de Macau, Volume I, 2015, pp. 129, 130.)

27-11-1623 – O escrivão do Leal Senado, Diogo Caldeira do Rego informava: «Em número de oradores (Macau) he hoje hua das principais deste Oriente avendo nella mais de 400 portugueses casados entre os quais alguns fidalgos» (TEIXEIRA. Manuel – Os Macaenses, p.22)