Archives for posts with tag: Boletim do Governo da Província de Macau Timor Solor

Violento temporal de nordeste (classificado pelos chineses como tufão pequeno), no dia 22 de Julho de 1855, causou vários estragos à cidade e a morte do marinheiro Francisco dos Santos, por alcunha o Caparica, da corveta D. João I, que caiu ao mar, na ocasião emque,com mais alguns, tentava desembaraçar a corveta de uma embarcação chinesa que estava encostada à proa.

Extraído de «BGPMTS», I-41 de 28 de Julho de 1855, p. 162
Extraído de «B.G.P.M.T.e S.», Vol. 6, n.º 24, 3 de Maio de 1851, p. 70.

NOTA: “02-03-1851 – Os navios mercantes de longo curso que existiam nesta data na praça de Macau eram constituídas por 3 barcas, 2 brigues e 3 escunas, além de 60 lorchas de pequena cabotagem, com 560 portugueses e 525 chineses de tripulação, sendo algumas destas com mais de 100 toneladas de arqueação.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, 2015, p. 125.

Aviso de 1 de Dezembro de 1854, em português e chinês, de uma nova carreira de vapores entre Macau, Hong Kong, Vampú e Cantão, pela “Companhia Peninsular e Oriental de navegação a vapor”.(1) O vapor de Cantão para Hong Kong era aos sábados e fazia escala em Macau bem como o vapor de Hong Kong para Cantão, às terças feiras. (2) (3)

Extraído de «BGPMTS», I-8 de 9 de Dezembro de 1854, p. 32.

1 – “Peninsular and Oriental Steam Navigation Company” (Companhia Peninsular & Oriental de Navegação a Vapor) – uma das maiores companhias de navegação transoceânica a vapor em 1858 – de bandeira Britânica fundada em 1836  com 39 embarcações e toneladas: 49,416 (em 1891: 199 911 toneladas; em 1901: 313 343 toneladas). Sir Thomas Sutherland era o presidente e o maior acionista da Companhia. (MANTUANO, Thiago – A Revolução dos Vapores na Navegação Marítima Mantuano em: http://www.abphe.org.br/uploads/ABPHE%202017/3%20A%20Revolu%C3%A7%C3%A3o%20dos%20Vapores%20na%20Navega%C3%A7%C3%A3o%20Mar%C3%ADtima.pdf

(2) Extraído de «BGPMTS», I-8 de 9 de Dezembro de 1854, p. 32.

(3) “27-11-1858 – O Boletim do Governo n.º 5, desta data, publica o Regulamento dos preços de embarcação que levam passageiros, e de carga e descarga, da Praia Grande para bordo dos vapores, etc. fundeados em frente de Macau e das lorchas portuguesas entre Macau e Hong Kong, Macau-Vampú ou Cantão. O regulamento é assinado pelo procurador Lourenço Marques (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 151)

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/companhia-peninsular-e-oriental/

Na edição de 28 de Setembro de 1843, do jornal “Friend of China”, noticiava a compra do Hotel Albion (1) no dia 1 de Setembro de 1843 pelo Capitão A. H. Fryer. Mais informava que a loja do Sr John Smith (2) e a sala de leilões mantinham-se no hotel. O capitão de navios A.H. Fryer que tinha residência em Macau, além de ser dono do Hotel, era sócio, em 1846, da firma “Bowra, Humphreys & Co” Em 1848 o capitão Fryer iniciou sozinho a sua firma “A.H. Fryer & Co” (3)

Extraído de «BGPMTS», VI-20 de 5 de Abril de 1851, p. 56

Anteriores referências

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-albion/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-smith/

Exemplares de ANÚNCIOS /AVISOS de JNO: SMITH publicados em 1851-1852

Extraído de «BGPMTS» , VII. 5 de 31 de Janeiro de 1852, p. 20

Outro aviso, acerca do falecimento (será o mesmo John Smith?) de 1854          

Extraído do «BGPMTS», IX-4 de 1 de Julho de 1854, p. 131

Esta fortaleza foi construída nos princípios de 1851.(1) O encarregado da sua construção foi o major de engenheiros António de Azevedo e Cunha. Tem uma só peça de artilheria de rodisio de calibre 18. Um cabo e três soldados do batalhão de Macau constituem a sua guarnição, sendo o cabo o comandante da fortaleza” (2)

Este forte está localizado no cume da colina de D. Maria II, com uma altitude de 47 metros, a dominar (no passado) a baía/praia de Cacilhas e o Istmo da Península de Macau

Forte de D. Maria II (aguarela sobre papel; Marciano Baptista c. 1875-80; Martyn Gregory Gallery

No quadro – O forte localizado no cume da colina de D. Maria II, com uma altitude de 47 metros, a dominar (no passado) a baía/praia de Cacilhas e o Istmo da Península de Macau. No canto inferior esquerdo, a primitiva estrada de Solidão (posterior Estrada de Cacilhas)

(1) Concluído o fortim novo, a 10 de Fevereiro de 1852, sobranceiro à Praia de Cacilhas, tomou este o nome de D. Maria II, segundo a «Ordem à Força Armada n.º 9» que, por este motivo, ordenou o desmantelamento do Forte de Mong Há, por se encontrar em ruínas e desnecessário, em virtude da construção do novo fortim. O forte de Mong Há foi reconstruído e reactivado mais tarde. (3)

Extraído do «BGPMTS», VII- 8 de 21 de Fevereiro de 1852

(2) «Almanach Luso Chinez de Macau para o anno de 1866», p. 43

(*) Capitão José Joaquim da Silveira Xavier pertence ao exército de Portugal, onde deve regressar, finda que seja a sua comissão de seis meses. (2)

(+) Este oficial, (major Vicente Nicolau de Mesquita), em 25 de Agosto de 1849, atacou com trinta e seis soldados o forte de Passaleão além das portas do Cerco, que estava guarnecido com alguns milhares de chinas; e, tendo a felicidade de o tomar, foi por tão distinto feito premiado por sua magestade com o posto imediato ao de 2.º tenente que então tinha, e mereceu que os seus patrícios em Hong Kong lhe oferecessem uma espada com uma legenda alusiva ao feito. Esta espada foi feita na cidade do Porto, e entregue ao sr. Mesquita em o 1.º de Setembro de 1850. (2)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 133.

Anteriores referências a este forte em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fortaleza-de-d-maria-ii/

Extraído de «BGPMTS», VI-34 de 12 de Julho de 1851 p. 110

O governador de Macau era Francisco António Gonsalves Cardoso (3-02-1851 a 19-11-1851) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-a-g-cardoso/

Esta notícia do falecimento em Macau a 17 de Junho de 1856 do médico José Severo da Silva Telles, filho de António Gomes Teles e de Teresa de Jesus da Silva (nascido em Lisboa), devido a lesão orgânica do coração, foi anteriormente postado neste blogue – VER em (1)

Entretando encontrei a notícia deste mesmo acontecimento publicado no «BGPMTS», de 1856 na coluna “NECROLOGIA” (assinado por J.J.B.) onde traz uma nota biográfica do falecido com outras informações.

Veio para Macau em 1815 e aqui casou a 25 de Janeiro de 1817 com Ana Joaquina do Rego. Teve de Ana Joaquina, 7 filhos.

Obteve a carta de cirurgião a 2-08-1814; admitido como cirurgião do Partido em 15-02-1817 (com o ordenado de 400 taéis anuais); em 1817 nomeado Cirurgião mor do Batalhão Príncipe Regente; em 1824 alferes do Batalhão do Príncipe Regente; em 1825, tenente graduado; em 1830 capitão graduado; em 1846, nomeado Director do Hospital Militar e desde essa época até 1853, serviu interinamente de Cirurgião-mor da Província.

Também serviu como primeiro cirurgião dos Hospitais de S. Rafael e de S. Lázaro. Em 1849 foi encarregado da chefia dos Serviços da Saúde. De 1827 a 1835 foi vereador do Leal Senado. Reformou-se em Janeiro de 1855. Armado Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (3 de Fevereiro de 1848) (2)

Extraído de «BGPMTS», II-43 de 16 de Agosto de 1856, p. 172

NOTA: O 2.º filho, Joaquim Cândido da Silva Teles, nascido a 27-08-1819, também foi médico-cirurgião em Macau. Em 1842 nomeado ajudante do Batalhão do Príncipe Regente e em 1857, nomeado cirurgião ajudante graduado do mesmo Batalhão. Em 1863, foi cirurgião-mor deste Batalhão e em 1878 cirurgião-mor do Corpo da Polícia, e na ausência do Dr. Lúcio da Silva (em Sião) foi nomeado chefe interino dos Serviços de Saúde. Reformado em 1877 com a graduação de major. (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/06/17/noticia-de-17-de-junho-de-1856-jose-severo-da-silva-teles/

(2) Dados biográficos retirados de TEIXEIRA, Pe. Manuel – A Medicina em Macau, Volumes III-IV,1998, pp.98 a 105

Extraído de «BGM», VI-27 de 9 de Junho de 1860,p. 106.

O mesmo acidente foi publicado nas “Ephemerides” de 4 de Junho de 1860 (1)

NOTA: “La Reine des Clippers” foi um navio fretado pelo governo francês (integrado na “La Flotte de Napoléon III”), para transporte de militares e materil de guerra para a China e afundou-se, em 1860, perto da Ilha da Taipa, conforme a presente notícia. http://www.dossiersmarine.fr/p1.htm

(1) Ephemerides da semana in «BGPMT», XIII-23 de 10 de Junho de 1867, p. 134

Extraído de «B.G.P.M.T.S.», 1 de Julho de 1854, p. 130

“Que de hoje em diante o signal de alarme geral ou rebate passará a ser de três tiros de peça disparada pelo Forte de S. Pedro com intervalo de 10 segundos, e repetido pela Fortaleza do Monte, em lugar de um tiro e um foguete, como estava determinado em o & 4.º da ordem do dia N.º 17 de 15 de Maio de 1851”

Extraído de «BGPMTS», I-30 de 12 de Maio de 1855, p. 118

A «Sociedade Philarmonica Macaense» foi constituída no dia 14 de Dezembro de 1844, com a primeira reunião da mesa da Assembleia Geral no dia 22 de Dezembro na Feitoria de Francisco António Pereira Thovar, para apresentação e discussão do projecto dos Estatutos da Sociedade. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/08/noticia-de-8-de-outubro-de-1851-representacao-teatral-na-sociedade-philarmonica-macaense/