Archives for category: Saúde e Assistência Social

Uma lembrança, oferta do Centro de Transfusões de Sangue de Macau, na década de 90, século XX, uma pequena toalha de 45 cm x 27 cm, de cor acastanhada. Muito utilizada e lavada, com desaparecimento parcial do monograma do Centro.

Frente
Frente – pormenor monograma
Verso
Verso – pormenor monograma

Convite da Associação de Apoio aos Deficientes Mentais de Macau para participar no Jantar Comemorativo do seu décimo quarto aniversário da sua fundação, no dia 22 de Setembro de 2000 pelas 19,30 horas no restaurante Federal (Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, nº 19-21 A, 5.º andar).

Capa + contracapa
Capa: 14,8 cm x 21 cm
Contracapa: 14,8 cm x 21 c
Folha (cor de rosa) interior dobrável: total 29,5 cm x 20,9 cm
Envelope: 22,7 cm x 16,4 cm

Faleceu em Macau a 29 de Julho de 1870, sexta-feira, à 1 h. p. m., o médico Leocádio Justino da Costa , notícia já referida numa postagem anterior.  (1)

No Boletim da Província n.º 32 de 1870, (2) aparece o seu necrológico.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/leocadio-justino-da-costa/ (2) «BPMT»,  XVI-32 de 8 de Agosto de 1870, p. 138

Extraído de «BOM» n.º 14 de 4 de Abril de 1953, p. 278
Extraído de «BOM»,n.º 14 de 4 de Abril de 1953, p. 278

Mais outro trabalho científico do Dr. Manuel J. Campos Magalhães, (1) médico dermatologista dos Serviços de Saúde de Macau, intitulado “Micoses de Macau – flora dermatofítica de Macau (uma 1.ª contribuição) ” apresentado em capa grossa cartolinada (dimensões: 30,5 cm x 21,5 cm) e no seu interior 21 folhas dactilografadas.

CAPA

O autor reporta aos anos de 1985 e 1986, os seus primeiros estudos das micoses cutâneas do território de Macau.

Resumo: Através da análise de 114 culturas positivas de dermatófitos, obtidas no Serviço de Dermatologia do Hospital Central Conde de S. Januário de Macau, nos anos de 1985 e 1986, verificou-se a nítida preponderância de Trichophyton rubrum (com 76 casos)

Página 1 – RESUMO

(1) Ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-j-campos-magalhaes/

Continuação da divulgação da colecção de 12 postais (dimensão do postal: 15 cm x 10,4 cm), intitulada “Património Arquitectónico de Macau / 澳門建築文物 / Architectural Heritage of Macau” contendo desenhos de Ung Vai Meng (do ano de 1983), editado pelo Instituto Cultural de Macau – Departamento do Património Cultural. Impresso: Tipografia Welfare. (1)

Colégio Ricci – Ricci´s College
Ung Vai Meng 5/5/1983

“O Colégio Ricci foi fundado em 1955 pelo P. Germano Alonso, S. J. no prédio n.º 21 da Rua da Praia do Bom Parto, cedido por D. Policarpo da Costa Vaz, Bispo de Macau (1954-1960). O eu objectivo era educar os filhos das famílias pobres e necessitadas. A escola primária teve os seus primeiros alunos da escola média inferior em 1957; em 1964 acrescentaram-se os alunos da escola média superior, de maneira que desde este ano teve todos os cursos dum colégio secundário chinês. O Colégio Ricci é dirigido pelo P.P. Jesuítas, antigos missionários da China, que se refugiaram em Macau em 1950 e se instalaram na Casa Ricci, no Largo de S. Domingos. O nome Ricci é em memória do famoso P. Mateus Ricci que abriu a China à envangelização em 1583 e faleceu em Pequim em 1610. Os superiores desta Casa são os directores do Colégio, tendo sido o P. Alonso o fundador e primeiro director do mesmo” (2)

Palacete na Guia – Stately House in Guia
Ung Vai Meng 1983

Dr. Manuel da Silva Mendes (1876-1931) formado em Direito, nomeado professor no Liceu de Macau em 1901, tendo lecionado neste liceu durante 25 anos. Além de professor foi substituto do juiz de Direito e de Delegado do Procurador da República, presidente do Leal Senado, administrador do Concelho, membro de várias comissões exercendo também a profissão de advogado e jornalista.

Situado entre a Calçada do Paiol e a Estrada de Cacilhas, em frente da Estrada dos Parses, foi utilizado como instalações dos Serviços de Saúde, nomeadamente maternidade, escola técnica de enfermagem, unidade de tuberculose, etc. e é hoje, sede do Instituto Internacional de Tecnologia do Software da Universidade das Nações Unidas desde 1991. (3)

Convento do Precioso Sangue – Convent of the Precious Blood
Ung Vai Meng 1983

Luís Gonzaga Nolasco da Silva, 7.º filho de Pedro Nolasco da Silva e de D. Edith Maria Angier (1881-1954), bacharel em Direito, notário e advogado em Macau, em 1917 comprou a Manuel Ferreira da Rocha um terreno na encruzilhada da Estrada dos Parses (n.º 3) com a Calçada do Gaio e a Calçada do Paiol, onde construiu uma grande casa para sua residência, conhecida como a «Casa Branca», com projecto assinado por John Lemm, arquitecto de Hong Kong. A casa foi vendida em 1960 à Ordem das Irmãzinhas do Precioso Sangue, que aí instalou o seu convento de Macau.” Hoje (desde 1996, comprada pelo governo) e após remodelação, alberga a Autoridade Monetária de Macau. (4)

“Trata‐se de um grande palacete implantado num extenso jardim, feito ao gosto eclético e revivalista romântico e integrando sinais de exotismo oriental. Com dois pisos, apresenta uma mistura de estilos e referências, articulados numa concepção espacial de grande elegância e beleza arquitetónica. O jardim contribui para valorizar a beleza natural do lugar, formando um conjunto imponente.” (5)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/ung-vai-meng/

(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, D.S.E.e C,1982, pp. 352-253.

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-da-silva-mendes/

(4) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. II, 1996, p.794.

(5) TOSTÕES, ANA – Convento do Precioso Sangue (Atual Sede da Autoridade Monetária) https://hpip.org/pt/heritage/details/483

Para realizar estudos sobre a lepra em Macau chegou a ao Território , no dia 8 de Março de 1982, um consultor do Organização Mundial de Saúde, o médico espanhol L Lopez Bravo. O especialista que permaneceu cerca de duas semanas com patrocínio da OMS, orientou cursos para médicos e enfermeiros sobre a doença de Hansen.(1) Na Gafaria de Ká Hó existiam nessa altura 140 internados que padeciam de lepra, embora o número de doentes em Macau fosse maior. Com efeito a gafaria encontravam-se internados apenas os doentes que ofereciam risco de contágio. Os pacientes que apresentavam casos menos graves, e à semelhança do que acontecia na generalidade dos países, não são internados, sendo tratados em regime de consulta externa (“Macau82 jornal do ano“, GCS, 1982, p. 55)

(1) Lepra, doença de Hansen ou hanseníase é uma infeção crónica causada pelas bactérias Mycobacterium leprae ou Mycobacterium lepromatosis. Atinge, de forma majoritária, a pele e alguns nervos periféricos, fazendo com que o paciente perca, por exemplo, a força muscular e a sensibilidade táctil e à dor.

Anterior referência a esta doença: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/12/28/leitura-macau-1982-retrato-da-hanseniase/

Continuação da leitura da revista anteriormente postada (1) sobre a visita oficial a Macau do Presidente do Dr. Mário Soares a Macau do dia 28 de Fevereiro a 3 de Março de 1989. O programa para o dia 2 de Março incluía na parte da manhã, as visitas à Câmara Municipal das Ilhas, sessão solene na Universidade de Ásia Oriental, e na parte da tarde, visita ao local de construção do futuro aeroporto internacional de Macau, visita ao Bairro de S. Lázaro, visita ao Bairro Social de Mong Há (inauguração de um jardim de infância e da estação postal de Mong Há), visita ao Hospital Conde de S. Januário e pelas 21H00 as cerimónias no fórum de Macau (dança do leão, visita à exposição sobre a história e o futuro de Macau e concerto pela Orquestra Chinesa de Macau).

Três fotos da visita ao novo Hospital Central Conde de S.. Januário

A primeira fase ficou concluída em 1989. Este empreendimento dispunha de 433 camas e avançados equipamentos de diagnóstico e terapia
Nas instalações cumprimentado o corpo de enfermagem
No terraço do novo hospital

«O Macaista Imparcial e Registo Mercantil» n.º 138 (Vol 2.º. n.º 33) de 14 de Fevereiro de 1838, p. 135

O Macaista Imparcial e Registo Mercantil» n.º 138 (Vol 2.º. n.º 33) de 14 de Fevereiro de 1838, p. 13
Retrato de Peter Parker feito por Lam Qua (1)
Dr. Peter Parker, fotografia de Mathew Brady (entre 1860 e 1865) https://archive.org/details/b21452064/mode/2up

Peter Parker (1804 – 1888) médico americano e missionário, introdutor das técnicas médicas ocidentais na China (dinastia Qing) nomeadamente a anestesia da medicina ocidental. Em Fevereiro de 1834, Parker viajou para Cantão para assumir a sua missão missionária na China sendo o 1.º a tempo inteiro nesta função. Em 1835, a “Sociedade Missionária Médica da China” (2) com o Dr.Parker inaugurou um Hospital de Oftalmologia de Cantão (futuro Hospital Guangzhou/Cantão), onde tratava as doenças dos olhos (incluindo cataratas) e também as doenças cancerígenas (tumores). Dr. Parker trabalhou no Hospital de Oftalmologia de Macau durante uns meses, de 5 de Julho a 1 de Outubro de 1838. (3) O Hospital de Cantão, em 1840, devido às hostilidades entre Inglaterra e China, foi fechada, e Parker regressou aos Estados Unidos (2) Nos E. U. A. casou com Harriet Colby Webster. Voltou à China com a mulher em 1842, e reabriu o Hospital. Foi presidente da “Sociedade Missionária Médica da China” sucedendo ao seu mentor Thomas Richardson Colledge. (https://en.wikipedia.org/wiki/Medical_Missionary_Society_of_China)

Anteriores referências ao Dr. Peter Parker em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/peter-parker/

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/02/22/leitura-pintores-chineses-lamqua/ https://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Parker_(physician)

(2) Report of the Medical Missionary Society, containing an abstract of its history and prospects; and the Report of the Hospital at Macao, for 1841-2; together with Dr. Parker’s statement of his proceedings in England and the United States in behalf of the Society . Publisher Macao : Press of S. Wells Williams, 1843

p. 13
p. 14
p. 15

(3) The first report of the Medical Missionary Society’s hospital at Macao :

Author/first author: Parker, Peter; Medical Missionary Society in China; Harvey Cushing/John Hay Whitney Medical Library. Publisher: Printed at the office of the Chinese repository
p.3
Do «DIRECTÓRIO DE MACAU», 1937, pp. 418-419
Do «ANUÁRIO DE MACAU», 1938, pp. 414-415