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No B.O. n.º 1, deste 2.º semestre do ano, é publicado, no dia 7 de Julho de 1923, o seguinte edital da Administração do Concelho de Macau: ”Faço saber que, a partir da data da publicação deste edital no Boletim Oficial da Província, será proibido aos vigias chineses tocarem nas vias públicas e casas de vigia os bambus e tambores que é costume usarem para anunciar as horas ao público, sob a pena de desobediência aos mandados de autoridade”. Trata-se de um velho costume da China, mencionado de visu por Fernão Mendes Pinto e por Fr. Gaspar da Cruz, entre outros. SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 135

Por decreto de 5 de Julho de 1865, passaram os procuradores da cidade que desde 1853 eram eleitos pelo povo, a ser de nomeação régia, sob proposta do Governador feita de entre os elegíveis para vereadores (1) (2) (3)

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.

(2) “5-07-1865 – Decretada a desvinculação total e definitiva da Procuratura em relação ao Senado. Por decreto desta data o Procurador foi desligado do Senado. O Procurador dos Negócios Sínicos de Macau desempenha, em conformidade com o Decreto desta data, as funções de Administrador do Concelho de Macau, acumulando-as ainda com as de membro da Junta da Justiça e Vereador da Câmara Municipal. Procuradores do Senado de Macau : 1865 -1866 – José Bernardo Goularte. SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 174; Volume IV, 2015, p. 62.

(3) Almanach Luso Chinez para o anno de 1866, p. 43

Almanach Luso Chinez para o anno de 1866, p. 43

Aconselho leitura de ARESTA, António – Os estudos sínicos no panorama da história da educação em Portugal. In: Administração: revista de administração pública de Macau. – Volume X, nº 38 (Dezembro 1997), p. 1045-1070. https://www.safp.gov.mo/safppt/magazines/WCM_003513

JULHO de 1880 – O advogado Albino Pacheco Jorge deu por incompetente o Tribunal da Procuratura para julgar uma causa crime entre dois chineses da Ilha de D. João, alegando que a Ilha não pertence ao governo português. A Procuratura deu-se por incompetente e não julgou a causa. Mas em Maio de 1881 dá-se um caso de dois chineses que pagaram – e provam- à Fazenda Pública de Macau as suas licenças anuais para pesca nas baías de Hác Sá Van e Choc Van, em Coloane. No entanto, o encarregado do pagode Hum Seng Vong da aldeia Vong Cam – Ilha da Montanha – afirma que essas baías do Sul de Coloane são da sua jurisdição e que não recebe as rendas desde 1879! Se assim se provar, deverá o dinheiro ser devolvido ao pagode. O Administrador Correia de Lemos pede à Secretaria do Governo que tome conta da ocorrência e a dê a conhecer ao Governador mas vai dizendo que “questões semelhantes resolvidas assim vão dando azo a muitas reclamações contra a Fazenda Nacional, e o governo irá a pouco a pouco perdendo a sua força moral”. (1) (2)

(1) “16 de Abril de 1881 – O advogado e procurador interino António Joaquim Basto Jr., em conversa havida com o Administrador da Taipa, sobre o assunto do tributo de pesca nas baías sul de Coloane, disse que o china encarregue do pagode da Ilha da Montanha mostrara realmente em Tribunal um documento “muito legal” do Governo de “Iong San” (Heung-San), no qual a autoridade chinesa declarava em sentença que “as duas baías de Coloane pertenciam ao pagode, o que dava a este o direito de cobrar direitos”! O Procurador mostrou-se ávido de conhecer detalhes que lhe permitissem vir a actuar, porque julgava o caso muito “melindroso”.

O Administrador do Concelho das Ilhas respondeu-lhe simplesmente que a autoridade portuguesa tinha completa jurisdição sobre Coloane, onde ficavam as baías de Hac Sa e Choc Van e que as embarcações de guerra até ficavam sujeitas à fiscalização portuguesa do posto, sem que as autoridades chineses fizessem a mínima reclamação. Sendo as águas portuguesas, só lhe devem ser aplicadas as leis civis compiladas no Código Português, em especial no artigo 395.º. Além disso não há lei nenhuma que confira a particulares qualquer privilégio em lugares públicos sujeitos a regulamentos administrativos.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 238)

(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 236,

Extraído de «BPMT», XX-27 de 4 de Julho de 1874, p. 110

NOTA – Algumas notas referentes ao Capitão Elias José da Silva:

“4-06-1874 – O tenente José dos Santos Vaquinhas foi nomeado no dia 4 de Junho de 1874 o 2º Comandante do Posto Militar da Taipa e Coloane, mas foi substituído pelo Capitão Elias José da Silva a 30 de Junho do mesmo ano.” (1)

“30-06-1874 – A portaria n.º 68 nomeia o Capitão Elias José da Silva para o cargo de Comandante Militar de Taipa e Coloane, que então se encontrava vago. Parece ter havido algum problema com o Tenente Vaquinhas (Cfr Portaria n.º 26 de 1874, visto ser necessário ordenar-lhe, por despacho de 30 de Outubro (cerca de 5 meses depois da publicação da presente Portaria n.º 68) que entregasse o Comando Militar da Taipa e Coloane ao Capitão Elias da Silva.” (1)

Extraído de «BPMT», XX-27 de 4 de Julho de 1874, p. 105

“2-12-1874 – O capitão Elias prendeu um mandarim «por querer exercer autoridade chinesa em terra portuguesa”. (1)

“5-12-1874 – Foi nomeado comandante provisório o 1.º sargento Joaquim Pereira Lusitano em 5 de Dezembro de 1874”. (1)

“10-12-1874 – O Comando Militar da Taipa e Coloane continua a ter problemas, que levam à exoneração, agora do Capitão Elias José da Silva e à nomeação interina, na mesma data do tenente José Procópio Martins Madeira para o referido lugar”. (1)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 211, 215 e Volume IV, 2015, pp. 66-67.

Em 28 de Junho de 1966, o Observatório Meteorológico de Macau (1) instalou-se -se na Fortaleza do Monte que nesse dia abriu as portas ao público/turistas. O anterior observatório de dimensões reduzidas esteve desde 1901 no morro do Bispo, depois ao lado do Hospital Central Conde de S. Januário no antigo forte de S Jerónimo. (2) (3)

POSTAL – 18 cm x 12,3 cm – Serviço Meteorológico
Fotografia de Ho Kuok Man (4)

(1) Em 1976, a Fortaleza do Monte foi desmilitarizada e em Abril de 1995, neste sítio, teve início o planeamento do museu de Macau. A construção do Museu iniciou-se em Setembro de 1996 e foi inaugurado a 18 de abril de 1998.

(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. III, 2015, pp. 63, 229 e 357. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/16/leitura-o-servico-meteoro-logico-de-macau/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/observatorio-meteorologicoservicos-meteorologicos-e-geofisicos/

(3) 1912 – Mapa de Macau editado pelo Leal Senado nesta data assinala o Observatório Meteorológico no local do antigo Fortim de S. Jerónimo, o qual ali começou a funcionar em 1905 (2.º suplemento do B. O. n.º 28 de 1910) (2)

1931 – Faz 50 anos o serviço de observação meteorológica de Macau, tão necessário em terra de tufões. Foi instalado nos finais do séc. XIX, quando este ramo de saber se desenvolveu graças a Verrier, director do Observatório de Paris; para tanto contribuíram os Padres Dechevrens, Faura, Froc e Algué, o observatório de Manila, em geral, e o de Zicawei. Antes disto, as observações meteorológicas socorriam-se em Macau, apenas, de um barómetro da Capitania dos Portos. (2)

(4) Da colecção “Macau Life Postcards” – fotografias de Ho Kuok Man. Edição: Mercearia Tin Fu, Rua de Mercadores 5, Macau. Impresso em Macau, 1994.

O macaense Carlos Humberto da Silva (1) pronunciou no Leal Senado uma conferência integrada na Semana do Ultramar intitulada «Alguns Aspectos Antropológicos das Influências Portuguesa e Chinesa em Macau”

Distinguiu dois tipos de macaenses: o «pioneiro» e o «recente».

Disse ele que o primeiro, também conhecido por «português oriundo de Macau» é sob o ponto de vista, um ocidental completamente português no pensar, no sentir, nos hábitos, nos costumes e até tem o que vulgarmente se chamam os «defeitos da raça». Quanto ao segundo tipo, disse que, «a partir da segunda metade do século passado, quebradas as barreiras artificiais do afastamento entre os portugueses e chineses, uns e outros entraram em franco contacto de onde resultou um entendimento que fez desabrochar uma atracção mútua que se diria existir em estado latente de ambos os lados.

Como é natural essa aproximação não tem cessado, de então para cá, bem antes pelo contrário. Nestas três ou quatro décadas pode-se dizer que o número de cruzamentos em relação à população portuguesa de Macau, atinge cifras importantes. O ritmo crescente de casamentos e cruzamentos dá a impressão duma avalanche pela sofreguidão com que parecem querer reaver o tempo perdido.

Não devemos estar longe da verdade se dissermos que este novo elemento da vida macaense é hoje o elemento mais numeroso da sua população portuguesa, porque, evidentemente, este «macaense recente» está posto em pé de igualdade, como é natural, com todos os outros portugueses. É igualmente evidente que a influência chinesa na sua vida é decisiva, para o que, bastaria o facto de geralmente a mãe ser chinesa ou de, em muitos casos, ambos os pais terem ascendência chinesa próxima também. “ (2)

(1) Carlos Humberto da Silva (1908-1990), diplomado pelo Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, foi secretário do Leal Senado da Câmara de Macau, do qual também foi presidente (2-01-1965 a 9-03-1965, por motivos de saúde, substituído pelo Vereador Francisco de Paula Barros e pelo Vice Presidente José dos Santos Maneiras). (3) Bibliotecário do Centro de Estudos de Antropologia Cultural e do Museu de Etnologia de Lisboa. Co-fundador do Grande Prémio de Macau. Agraciado com a Medalha de Mérito Desportivo do Governo de Macau. Casado com Beatriz Emília Nolasco da Silva.

FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, vol. III, 1996, p.720. Veja-se https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/carlos-humberto-da-silva/

(2) TEIXEIRA, Pe. Manuel – A Medicina em Macau, Volumes III-IV, 1998, pp. 182-183.

(3) SILVA, Beatriz Basto – Cronologia da História de Macau, Vol. IV, 2015, p. 64

Morre em Macau pouco depois de receber o barrete cardinalício, o Legado Pontifício D. Carlos Tomás Maillard de Tournon.(1)

Charles.Thomas Maillard de Tournon (1668-1710), cardeal e legado papal, oriundo de uma família nobre da Sabóia, em Itália, nasceu em 21 de Dezembro de 1668 e morreu em “prisão domiciliária” em Macau, a de Junho de 1710.

Nomeado legado a latere para a Índia e China em 7 de Dezembro de 1701 pelo Papa Clemente XI, tendo sido consagrado bispo com o título de Patriarca de Antioquia, na Basílica de S. Pedro no Vaticano. Os objectvos fundamentais da legatura eram os de estabelecer concórdia entre os missionários\ europeus em trabalho nas regiões asiáticas, encontrar meios de socorrer às necessidades missionárias dessas extensas regiões, informar a Santa Sé acerca da condição e funcionamento das missões e , finalmente, impor a decisão da Santa Sé contra os chamados ritos chineses entre os naturais da China.

Tournon demonstrou muito pouca prudência e comportamento intransigente  nas suas decisões quer na Índia quer na China. Chegou a Macau a 2 de Abril de 1703 (incompatilizou-se em conflito aberto com o bispo de Macau, D. João de Casal) e chegou a Pequim a 4 de Dezembro de 1705. Recebido pelo Imperador Kangxi, foi expulso da China, bem como todos os missionários que manifestassem os ritos chineses. (1) (2)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume I, 2015, p. 218.

(2) TRS – DITEMA, Dicionário Temático de Macau, Volume IV, 2011, Universidade de Macau, pp. 1448-1450

Por ocasião do Duplo Centenário da Independência e da Restauração de Portugal foi o velho edifício do Leal Senado (1) completamente restaurado e inaugurado a 2 de Junho de 1940. Reaberta e benzida a capela dedicada a Santa Catarina de Sena que, noutros tempos, era destinada ao serviço divino, antes de cada sessão. (2) O restauro deveu-se ao Engº Valente de Carvalho. (3)

Padre Teixeira refere a propósito deste data (4): “Data em que foi benzida a Capela da sua Padroeira, N. Sra. da Conceição; está, ainda nessa Capela, a estátua de S. João Baptista, que também é padroeiro da Cidade.”

George Smirnoff – Vestíbulo do Leal Senado, aguarela, 1945

(1)  “1784 – Neste ano, constrói-se o Leal Senado, sendo o projecto da autoria do Pe. Fr. Patrício de S. José e custando a obra 80 000 taéis. Ljungstedt descreve este edifício:

“O edifício público, em que o governo tem as suas sessões, é designado pelo nome de Casa do Senado; tem dois andares; a base é de granito e o resto de cal e tijolo, bem como os pilares. Nestes apenas se vêem caracteres chineses, significando a solene cessão do lugar pelo Imperador da China, ou seja, ou seja a concessão de Macau aos portugueses. O entabelamento assenta sobre colunas e a cornija é ornamentada vasos de porcelana vidrada. Por cima das portas, as Armas de Portugal e no arco a legenda: “Cidade do Nome de Deus”, etc.

No Salão Nobre, há a capelinha de N. Sra. Da Conceição, onde os senadores ouviam missa antes das sessões. O tufão de 1874 danificou muito o edifício; na reconstrução que se fez em 1876 são de notar «não só os melhoramentos de materiais empregados, mas a simplicidade e o bom gosto da architectura moderna, que na fachada principal representa». No Duplo centenário da Independência e Restauração de Portugal foi restaurado todo o edifício e inaugurado a 2-6-1940”. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. I, 2015, p. 309).

(2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.p.104

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. III, 2015, p. 264, 

(4) TEIXEIRA; P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, pp.62-63

Veja-se: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/29/leitura-o-leal-senado-da-camara-de-macau/

MAIO de 1719 – Chegou nova carta de Pequim do Padre João Mourão, reiterando a grande estima que o Imperador fizera do mimo que o Senado lhe ofereceu, mandando-lhe em recompensa 8 peças de óptima seda, e várias curiosidades de esmalte fabricadas por sua direcção, e outras mais de fino ouro; as de esmalte, por muito notáveis, foram mandada pelo Senado para Portugal de presente a El-rei, (o que depois soube o Imperador, e o estimou), tendo primeiro o Suntó feito aviso ao Senado para que fosse à cidade onde residia, para receber este precioso mimo, e uma chapa com expressão de elevada honra, que o Imperador lhe mandava; tudo veria a ser recebido com grande fausto (em 28 de Junho de 1719) (1)

Cumprimentando o Suntó com magnificência, e estando os nossos gravemente assistidos, entregou-se com muitas cerimónias o presente, entre duas fileiras de soldados e músicos; o presente foi conduzido pelos chinas em dois andores até à barca, vindo coberto com panos de seda amarela os caixões. Na ida levou o Senado um presente que ofereceu por mimo ao Suntó, que o agradeceu, correspondendo-lhe com outro de três balças de louça, um cesto de chá pelouro, carneiros e porcos que lhe mandou também à barca. (2)

NOTA: O Imperador da China era Kangxi (Seng Chou em cantonense) – 1662-1723 https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/imperador-kangxi-%E5%BA%B7%E7%86%99%E5%B8%9D-1654-1722/

(1) “28-06-1719 – Manuel Vicente Rosa, Pascoal da Rosa e Manuel Leite Pereira foram recebidos em Siu-Heng pelo Prefeito que lhes entregou os presentes do Imperador destinados ao Senado. Não receberam chapa, como esperavam, limitando-se o Prefeito a informar que o Imperador mandava dizer que vivessem os portugueses de Macau quietos e sossegados). (2)

(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume I, 2015, pp. 233-234)

O Boletim Oficial (B.O.G.P.M.T.) n.º 20 de 14 de Maio de 1898 publica o Programa dos festejos de gala para celebração do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia. (1)

 (1) O Programa que foi formulado em 1897, é autorizado pelo Governo. Salienta-se que há uma certa uniformização nos festejos em todo o território nacional, nas Embaixadas, Legações e Consulados Portugueses. (2) O dia 20 é de completo feriado – o ponto alto das comemorações começa a 17 de Maio. É nesta ocasião, em Macau, celebrado Te Deum na Sé Catedral, aberta solenemente a Avenida Vasco da Gama e feito o lançamento da 1.ª pedra para o seu monumento no Jardim do mesmo nome. Também se realça a publicação de um jornal ilustrado que toma o nome de Jornal Único e é hoje uma raridade bibliográfica. (3) (4) (5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/05/20/noticia-de-20-de-maio-de-1898-comemora-cao-do-iv-centenario-do-descobri-mento-do-caminho-maritimo-para-a-india/

(2) O livro lançado recentemente (Abril de 2022) “ Os Retornados de Xangai. Histórias de Portugueses do Oriente”, o autor António Caeiro descreve nas pp. 47-48: “A Primeira festa Portuguesa”, os festejos que se realizaram em Xangai a propósito desta celebração. Aconselho a leitura deste livro.

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 324-325

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/20/noticia-de-20-de-maio-de-1898-iv-centenario-do-descobri-mento-do-caminho-maritimo-para-a-india-1498-1898-e-o-jornal-unico/

(5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-vasco-da-gama/