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Notícia de 5 de Abril de 1838, o chinês Kuo-si-ping, apanhado m flagrante delito de venda de ópio, “é enforcado em Macau por ordem dos mandarins …”

Extraído de« BPMT», XIII-14 de 8 de Abril de 1867, p. 78

O jornal «The Canton Register» de 1939, sobre os acontecimentos ocorridos em 1838, relata o mesmo episódio mas datando-o de 7 de Abril

Extraído de «BPMT», XIII-n.º 10 de 11 de Março de 1867, p. 52

Anúncio datado de 1 de Março de 1867, publicado no Boletim da Província,  da “Paderia Nacional”, (1) que a 20 de Agosto de 1866 mudou para “as cazas n.º 2, pertencentes às recolhidas de Santa Roza de Lima”, (2) no “Bêcco do Senado”(3) , n.º 2,.

Extraído de «BPMT», XIII- 10 de 11 de Março de 1867, p. 54

“Biscoutinho adocicado de soda, a 8 libras por pataca, (em 20 de Novembro de 1866, os “biscoutinhos adocicados vendiam-se a “15 avos ou 140 sapecas por cate), (4) além de pão branco salobre de quatro differentes feitios e pezo, a 12 libras por pataca, sempre de genuina farinha de trigo d´America, tudo trabalhado com maior aceio e esmero possível e levedado com ingredientes não deletérios à saúde, como se levedão em todas as paderias europêas. “Havendo contrato por um ou mais anos certos, pôde-se também fornecer pão de igual maneira trabalhado e levedado, de genuína farinha somênos de trigo d´America, a 22 libras por pataca; e biscouto de marinheiro, de igual farinha trabalhado à maquina, a 3,5 (?) avos de pataca por libra. “

 (1) Há referências da sua existência, nesta morada, desde 1 de Agosto de 1865. Não encontrei informação da data de encerramento. Houve, no entanto, com o mesmo nome, “Paderia Nacional”, em 1857, noutra morada – ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/06/anuncio-de-6-de-abril-de-1868-paderia-nacional/

.(2)

Extraído de «BGM», XII- n.º 35 de 27 de Agosto de 1866, p. 142.

(3) Beco do Senado – pequena ruela estreita e curta, à direita do edifício, antigo “Leal Senado” que vai do parque de estacionamento conhecido antigamente pelo Auto-Silo do Leal Senado (edifício Pak Lane) à Avenida Almeida Ribeiro.

No cimo desta rua, á esquerda havia uma porta que dava acesso, após umas escadas, ao gabinete de projecção de cinema do Teatro Apollo (Peng On), cuja entrada principal era onde está (na foto) a loja “ESPRIT”. O Teatro Apollo ocupava uma estrutura de quatro pisos, estucada a verde, situada na Avenida Almeida Ribeiro, mesmo à frente do edificio dos Serviços de Correios. Inaugurado em 1935, tinha uma capacidade de 1038 lugares e nele projectavam-se filmes americanos e chineses sobre a guerra sino-japonesa. Foi também palco de reputados espectáculos de ópera cantonense e era ali que decorriam as celebrações anuais a assinalar o nascimento da nova china. Quando o teatro encerrou, em 1 de Fevereiro de 1993, o piso térreo foi transformado em espaço comercial e o piso superior passou a albergar a sede da Associação de Empregados da Indústria Hoteleira de Macau e a Associação de Juventude de Macau (“As Ruas Antigas de Macau”, p. 30/31)

(4)

Extraído de «BGM», XII-n.º 49 de 3 de Dezembro de 1866, p. 200.

Extraído de «BPMT»,  XIV-2 de 13 de Janeiro de 1868, p. 6

NOTA: Bernardino de Senna Fernandes era, nessa data, major e inspector de incêndios

Extraído de «BPMT»,  XIV-2 de 13 de Janeiro de 1868, p. 6
Extraído de «BPMT», XIV-2 de 13 de Janeiro p. 8

Os emigrantes chineses que deveriam seguir para Havana, na galera francesa Orixa (460 toneladas, Capitão J. Vincent), surta na rada, amotinaram-se, no dia 30 de Novembro de 1867, à hora do rancho da tarde, e atacaram os tripulantes com facas, achas de lenha e bandejas do rancho. A tripulação viu-se obrigada a fazer uso das suas espadas e, em consequência da revolta, morreram cinco dos amotinados e ficaram feridos alguns marinheiros. (1)

Extraído de «Boletim da Província de Macau e Timor», XIII-48 de 2 de Dezembro de 1867, p. 273

(1) GOMES, Luís G – Efemérides da História de Macau, 1954

Extraído de «O Correio Macaense», V, n.º 218, de 25-11-1887

A Associação de Beneficência denominada “Instituto Humanitário Firmino da Costa” (1) foi fundada em Outubro de 1887, com a finalidade, altamente humanitária e caritativa, destinada a socorrer indivíduos e famílias desprovidas de recursos. Teve a 1.ª Assembleia Geral no dia 8 de Outubro,

Extraído de «BPMT», XXXIII, n.º 40 de 6 de Outubro de 1887, p. 343.

A 1 ª Direcção do Instituto era constituída por:

Presidente: Bernardino de Senna Fernandes (2)

Vice-presidente: Cónego Francisco António de Almeida

Primeiro Secretário: Câncio Jorge (3) e depois em 20-10-1887 (2.ª acta) Arthur Tamagnini Barbosa (4)

Segundo secretário: António Talone da Costa e Silva

Tesoureiro: Francisco Volney Sanches

Os Estatutos da Associação de Beneficência denominada “Instituto Humanitário Firmino da Costa” foram publicados no «BPMT», XXXIII n.º 40 de 6 de Outubro de 1887, p. p. 336-337

BPMT XXXIII n.º 40 de 6 de Outubro de 1887, p. p. 336-337

No final do ano de 1887, a Associação de Beneficência denominada “Instituto Humanitário Firmino da Costa” já contava com 266 sócios e já apoiava com subsídios a 16 famílias carenciadas. (BPMT», XXXIII-49 de 8 de Dezembro de 1887, p. 407)

(1) Firmino José da Costa (1843 – 1898), coronel de engenharia, comendador da ordem militar de S. Bento de Aviz foi governador da Província de Macau e Timor (chegou a Macau no dia 6 de Agosto de 1886 e tomou posse do governo no dia seguinte – até 1888), e enviado extraordinário e Ministro Plenipotenciário de Sua Magestade nas Côrtes da China, Japão  e Sião. Durante o seu mandato foi assinado o tratado luso-chinês de 1887, com a presença de Tomás de Sousa Rosa em Pequim, na qualidade de ministro plenipotenciário português.

Ver referências anteriores em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firmino-jose-da-costa/

(2) Ver anteriores referências a Bernardino de Senna Fernandes em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/bernardino-de-senna-fernandes/

(3) Câncio José Jorge, nascido em 4 de Dezembro de 1849. Formado como Interprete–tradutor, Câncio Jorge, foi administrador do Concelho de Macau, vereador, vice-presidente e presidente do Leal Senado Em 27 de Outubro de 1883 foi nomeado cônsul interino de Portugal no Sião e nos estabelecimentos britânicos dos estreitos de Singapura, Malaca e suas dependências. Foi o 1.º secretário do Instituto Humanitário Firmino da Costa (por pouco tempo dado que foi nomeado, em 28-10-1887, vogal, secretário da Comissão Administrativa da Santa Casa da Misericórdia). Câncio José Jorge faleceu em São Lourenço em 22 Dezembro de 1900.

(4) Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa chegou a Macau pela 1.ª vez em 9 de Dezembro de 1877 como 2.º oficial da administração de fazenda militar fazendo parte do 3.º Batalhão do regimento de Infantaria do Ultramar, onde exercia as funções de quartel-mestre. Pela ordem à força armada n.º 8 de 22-01-1879 foi nomeado contador interino da junta da fazenda de Macau e Timor, servindo até 23 de Maio de 1880, data em que regressou ao reino. Chegou de novo pela 2.ª vez a Macau em 22 de Janeiro de 1882, como quartel mestre do 1.º batalhão do dito Regimento da Infantaria. Por Portaria Régia n.º 24 de 11-04-1883 foi nomeado de novo contador interino da junta e promovido definitivamente nesse cargo por Decreto de 28-08-1884, sendo mais tarde nomeado inspector da fazenda provincial, em cujo lugar foi confirmado por Decreto de 07-08-1891. Esteve em Timor em comissão de serviço de 18-10-1885 a 16-11-1885 e de 12-08-1894 a 8 -10-1894.

Em 06-03-1888 foi ao reino com licença da junta da saúde, regressando a Macau a 04-01-1890. Deixou de exercer as funções de inspector a 11-09-1895 por ter sido transferido para a Fazenda da Índia. Seguiu por isso para o reino em 1-10-1893. Mas voltou a Macau em 22-05-1897 por ter ficado sem efeito a sua transferência. Nomeado em 14-04-1900 (P. n.º 36) interinamente secretário geral do governo e em 14-04-1900, expediente da Legação de Portugal na China, Japão e Sião. A 21-04-1900 o governador Eduardo Augusto Rodrigues Galhardo foi nomeado pra governador geral da Índia, fez a entrega do governo ao Conselho Governativo composto do bispo D, José Manuel de Carvalho, juiz Albano de Magalhães, tenente coronel Cirilo Leopoldo da Costa e Andrade e o Conselheiro Tamagnini, secretário geral interino. Por Decreto de 22-03-1900 foi nomeado secretário geral do governador Alfredo Pinto Lelo que tomou posse a 21-05-1900. Em 30-07-1900 seguiu para o reino, um ano de licença, não tendo voltado a Macau. (informações de FORJAZ, Jorge- Famílias Macaenses, Volume III); TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume II, 1997)

No dia 6 de Agosto de 1882, regressou do Japão o Governador e Ministro Plenipotenciário junto à corte da China, Japão e Sião, Joaquim José da Graça. O «Boletim da Província de Macau e Timor» de 5 de Agosto de 1882 (suplemento ao n.º 30) publicou o programa de recepção.

Extraído do «BPMT», Suplemento ao n.º 30 de 5 de Agosto de 1882

Joaquim José da Graça (1825 -1889), governador de Macau, então major de infantaria, nomeado a 04-09-1879 (1) com tomada de posse em 28-11-1879 até 23-04-1883 (data de posse de Thomaz de Sousa Roza). Foi exonerado a 24-03-1883. (2)

 “A principal questão que tem pela frente é ainda e sempre ligada com as alfândegas chinesas, em torno de Macau. Como os dois antecessores também este governador visitou o Vice Rei dos dois Kuangs, de Cantão (regressou a 17-01-1881) mas, se isso é possível, a situação final foi ainda menos favorável. As indefinições eram muitas: que alfândegas, que que linhas marítimas de separação, que assinatura s de quem… realmente a conseguir-se algo consistente tinha que ser entre as primeiras autoridades de Portugal e da China. “  (3)

(1) “21-08-1879 – Data dos Decretos de exoneração de Governador do Visconde de Paço d´Arcos; e nomeação para Governador do Coronel do estado Maior Filippe Joaquim de Sousa Quintella; este último Decreto foi anulado e foi nomeado o Major de Infantaria Joaquim José da Graça em 04-08-1879.”(3)

(2) “24-03-1883 – O conselheiro Joaquim José da Graça , exonerado por Decreto de 29 de Dezembro de 1882, entregou o governo ao Conselho Governativo, para regressar ao reino em 27 de Março de 1883.” (3)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015 pp. 244, 299, 233 e 246.

Anteriores referências neste blogue a este governador: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joaquim-jose-da-graca/

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Hoje, 152 anos atrás, neste preciso dia de 11 de Junho, dia do Corpo e Sangue de Cristo – DIA DE CORPO DE DEUS – , realizou-se a habitual procissão que saiu da Sé Catedral pelas 17h30.

Extraído de «BPMT». XIV-22 de 30 de Maio de 1868, p. 161-162

Relato sumário das acções realizadas pela Canhoneira “Tejo” desde a saída de Macau no dia 21 de Maio até voltar a 27 de Maio de 1876, período em que esteve, no dia 24 de Maio, em Hong Kong, nos festejos do aniversário natalício da Majestade Britânica (1)

Extraído de «BPMT», XXII – 23 de 3 de Junho de 1876

O primeiro tenente Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, (2) foi nomeado comandante da Canhoneira “Tejo” (3) em despacho de El-Rei de 4 de Março de 1876, em substituição do primeiro tenente da armada Fernando Augusto da Costa Cabral (4)

Extraído de «BPMT», XXII – 24 de 10 de Junho de 1876,

(1) Rainha Vitória (24 de Maio de 1819 – 22 de Janeiro de 1901) do Reino Unido de 1837 até à sua morte

(2) Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, (1844 -1923) (reformado com o posto de Almirante), filho do Governador João Maria Ferreira do Amaral, Tinha 5 anos quando o pai foi assassinado, assentou praça na marinha aos 12 anos de idade; em 1855 era aspirante; e em 1861 completou o curso sendo promovido a guarda marinha em Agosto de 1866 e a primeiro-tenente em 1874. Nesse meio tempo, comandou os seguintes navios: «Penha Firme», o couraçado «Vasco da Gama, em que foi à inauguração do canal de Kiel na Alemanha; imediato da corveta «Mindelo», da fragata «D. Fernando» e comandante da corveta «Duque da Palmela». Como comandante do vapor «Tete» participou na expedição à África Oriental, tomando parte em três combates. Governou S. Tomé e Moçâmedes em 1878 e 1879. Em 1882 nomeado governador de Angola e em 1886 governador da Índia. Ministro da Marinha em 1892 e ministro interino dos Negócios estrangeiros em 1898.

Foi comandante da Estação Naval de Macau de 1876 a 1878. Em 1878 levou a Bangkok na canhoneira «Tejo», o Governador de Macau Carlos Eugénio Correia da Silva, que lá foi em missão diplomática. Esta missão regressou a Macau a 20 de Março de 1878. Ferreira do Amaral que não se dava bem com o governador Correia da Silva, (episódio que relatarei em próxima postagem) recusou receber o mandarim da Província de Cantão que vinha a Macau, em Julho de 1878, pois não podia suportar a afronta à memória do pai. Na véspera entregou o Comando da canhoneira ao oficial imediato e foi para o Hong Kong. O governador vingou-se, pedindo a sua exoneração a El Rei, e Ferreira do Amaral foi exonerado do comando com regresso imediato ao reino. (TEIXEIRA, Mons. Manuel – Marinheiros Ilustres Relacionados com Macau, 1988, pp. 117-118.)

(3) Ver anteriores referências à Canhoneira «Tejo» em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canhoneira-tejo/

Na Revista “O Occidente”, XIII- n.º 418 de 1 de Agosto de 1890, na página 171 aparece um apontamento quanto à duração da estadia em Macau da canhoneira, na nota de rodapé do artigo “Apontamentos sobre a Marinha de Guerra dos Diversos Países – Marinha de Guerra Portuguesa”::

(4) Fernando Augusto de Costa Cabral (1839-1901), filho de António Bernardo da Costa Cabral, 1.º conde de Tomar e 1.º marquês de Tomar, instaurou o “Cabralismo” em Portugal) )   irmão de António Bernardo da Costa Cabral, 2.º conde de Tomar, foi oficial na marinha, contra-almirante, condecorado com a medalha da Crimeia e cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, e foi ajudante de campo do rei D. Carlos. O pai adoeceu gravemente em Nápoles, , em princípios de Setembro de 1885, sendo trzido para Portugal a bordo da corveta Estefânia, então sob o comando do seu filho Fernando Augusto da Costa Cabral. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Bernardo_da_Costa_Cabrall

Extraído de «BPMT»,  XIV – 21 de 23 de Maio de 1868, p. 97

Anteriores referências a Jerónimo Pereira Leite (1812-1882) que foi ajudante de campo de Governador Ferreira do Amaral e que nesta data era comandante do Corpo da Polícia de Macau. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jeronimo-pereira-leite/

NOTA: No sítio “GeneallFamília Pereira Leite”, encontrei: “Luís Pereira Leite de Elvas casou em Lisboa com Petronilha Rosa e foram pais, em 1812, do que viria a ser general Jerónimo Pereira Leite, o qual casou com Firmina Smith Gonçalves Serva. Fez a sua carreira militar nos Açores, Goa e finalmente Macau onde foi ajudante às ordens do governador Ferreira do Amaral e Comandante da Polícia de Macau. Foi condecorado com a Ordem da Torre Espada por feitos numa das batalhas do cerco do Porto em 1832, onde foi ferido gravemente. Morreu em Lisboa em 1882. ” .https://geneall.net/pt/forum/46185/familia-pereira-leite-elvas/#a410362