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 O Batalhão de Infantaria de Macau (força militar de 1.ª linha de Macau) criado em 28 de Fevereiro de 1857, por decreto desta data, ficou composta em 1 de Julho de 1857, por uma unidade denominada BATALHÃO DE MACAU, com estado maior e menor, uma companhia de artilharia e três de infantaria, no total de 440 homens (e 3 cavalos). O pessoal utilizava uniforme igual ao de infantaria do exército de Portugal, sendo a gola, canhão, e vivos encarnados, e tendo a Companhia de Artilharia uma granada na gola. (1)

Nesta data teve execução a Portaria Régia de 28 de Fevereiro, conforme OFA n.º 6, de 17 de Junho, publicada no «BGM», n.º 35, p. 137

…….continua

Assinado pelo Visconde de Sá de Bandeira, Par do Reino, e Secretário d´Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar em 28 de Fevereiro de 1857.

Nesse ano, em 30 de Agosto de 1857, chegou um contingente de 300 soldados portugueses na barca Adamastor («BGM» III-47 de 12 de Setembro de 1857, p 185)

Mapa de receitas e despesas de 2-04-1845 a 1879 in BPMT Supl. 40 de 8 de Outubro de 1879, p. 244

A 1 de Julho de 1873, foi inaugurado, na Fortaleza do Monte, o quartel de artilharia. Esta fortaleza encontrava-se artilhada com 51 peças dos quais 7 eram de bronze. (2) Tratava-se da inauguração, nesse dia, das novas instalações do quartel, na Fortaleza do Monte onde estava o Batalhão (de Infantaria) de Macau (3), para uma bataria construídas pelo Governador Visconde S. Januário (1)

O Tenente- Coronel Vicente Nicolau Mesquita (o herói de Passaleão) era o comandante da Fortaleza do Monte, depois de o ter sido da Fortaleza de S. Tiago e a 27 de Novembro de 1873, foi reformado no posto de Coronel por contar mais de 35 anos de serviço (2)

OFA n. º 7 (art. 4. º) de 17-06-1857, BGM», n. º 35, p. 138

 (1) Informações retiradas de CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, pp. 33-34, 40-41

(2) GOMES, L.G. – Efemérides da História de Macau, 1954

(3) O Batalhão de Artilharia de 1.ª linha substituiu o Batalhão Principal Regente em 13 de Novembro de 1845 e passou a 1.ª Companhia de Artilharia do Batalhão de Macau em 1 de Julho de 1857, por execução do Decreto Régio de 28 de Fevereiro

Notícia assinada por “R” e publicada no «BPMT»,  XVI-26 de 27 de Junho de 1870, (p. 113), acerca do lançamento da primeira pedra do alicerce  sobre o qual iria erguer-se o padrão comemorativo na Praça da Vitória, no dia 23 de Junho de 1870 pelas 6 horas da manhã.

Monumento Comemorativo da Vitória cerca de 1910

Anteriores referências a este monumento: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-da-vitoria/

Notícia curiosa surgida no jornal «O Independente» (1)  em que se anuncia o aparecimento pela primeira vez de «dois carrinhos» velocípedes  que percorreram rapidamente a Praia Grande e estradas do campo.

(1) «O Independente» I- 38 de 21 de Maio de 1869, p. 330

O mesmo acontecimento foi relatado pelo «BPMT» (2) de 17 de Maio.

(2) «BPMT», XV-20 de 17 de Maio de 1869

Dado que em ambos os periódicos, um de 17  e outro de 21 de Maio, referem “…esta semana …” pressuponho que o mesmo episódio tenha sido entre 14 a 16 de Maio de 1869

Extraído de «BPMT», XIII-20 de 20 de Maio de 1867, p.114

Entre a tripulação da corveta «Sá da Bandeira» (1), vieram 8 chineses de Macau que regressavam, há dois anos, de Havana (Cuba) para a China num navio que naufragou na costa do Brasil. Os náufragos aportaram em Pernambuco e daqui foram depois enviados para Lisboa pelo cônsul português dessa cidade, que os tinha acolhido e protegido.

Extraído de «BPMT», XIII-20 de 20 de Maio de 1867, p.114
A corveta Sá da Bandeira a entrar a barra de Lisboa, com mar encapelado.
Pintura de João Pedroso Gomes da Silva, (2) em 1863. Quadro localizado no Palácio Nacional da Ajuda (Direitos: DGPC/ADF) https://artsandculture.google.com/asset/corveta-s%C3%A1-da-bondeira-joao-pedroso-gomes-da-silva/IQEzZVIVFAPojA?hl=pt-PT

(1) A construção da corveta «Sá da Bandeira», que foi construída pelo construtor naval Conde de Linhares, principiou em Junho de 1859 e foi lançada à água em Janeiro de 1862. A corveta era considerada excelente como navio a vapor e má como navio de vela. As suas principais características eram: comprimento – 16.65 m; boca – 3.23 m; pontal – 2.27 m; armamento em 1873 – 10 peças; lotação em 1863 – 221 homens.

Em 1866 partiu de Lisboa para Gibraltar e para a Estação Naval de Macau. No ano seguinte, participou no combate contra os piratas chineses e desempenhou comissão ao Sião e Timor. Em 1868 esteve em Hong-Kong, para reparações e conserto. Em Maio desse ano saiu de Hong-Kong para o Japão, levando a reboque o transporte ” Príncipe D. Carlos”. A missão da corveta era dar protecção aos súbditos portugueses. Em 1869, partiu em socorro de Timor e navegou de Dili para Batugadé, por duas vezes, em serviço de transporte de tropas e mantimentos. No ano seguinte, zarpou para Macau. Em 1871 regressou à metrópole.

Em 1879, a corveta que vinha de Luanda, estava atacada de formiga branca pelo que foi desmantelada. O casco foi aproveitado para uma experiência de torpedos, que ocorreu no dia 12 de Agosto de 1884. https://arquivohistorico.marinha.pt/details?id=296

(2) João Pedroso Gomes da Silva (1823-1890) foi um pintor, gravador e desenhista português, especializado na retratação de navios. Suas obras podem ser encontradas, hoje, no Museu de Marinha, em Santa Maria de Belém, e no Palácio Nacional da Ajuda, bem como em coleções particulares

Anúncio do Grémio Militar publicado no «BPMT» de 10 de Maio, publicitando a conferência de Francisco Augusto da Fonseca Regala, (1) no dia 14 de Maio de 1873, sob o tema: “Algumas Considerações sobre a História Pátria”. Assinado pelo Secretário do Grémio, Júlio Pereira de Sampaio, 1,º tenente da armada (em 1879) Directório de 1879) que foi Capitão do Porto (interino).

Extraído de «BPMT», XIX -19 de 10 de Maio de 1873, p 78

(1) Francisco Augusto da Fonseca Regala (Aveiro 1848-1927), oficial da armada (segundo tenente da armada, em Macau), era um dos 17 filhos de Luís dos Santos Regala (advogado) e de Leopoldina Ferreira de Lemos. A par da sua carreira militar, como oficial da Armada, Francisco Augusto da Fonseca Regala desenvolveu uma relevante actividade cívica em Aveiro. Por sua iniciativa, no ano de 1882, foi fundado o Grémio Moderno, uma associação que visava “concorrer para o progresso material e moral” da cidade e do distrito de Aveiro. No dia 2 de Novembro de 1895, e apesar de não ser docente, Francisco Regala foi empossado reitor do Liceu de Aveiro, cargo que desempenhou até à implantação da República, em 1910. No dia 3 de Setembro de 1902, Francisco Regala foi nomeado Governador Civil de Aveiro e desempenhou esse cargo até 26 de Outubro de 1904. Primeiro-tenente em 1912.

Informação biográfica, extraída de: https://diocese-aveiro.pt/cultura/aveirenses-ilustres-francisco-augusto-da-fonseca-regala-tio-e-sobrinho/

Extraído de «BPMT», XIII-19 de 13 de Maio de 1867, p. 108
Extraído de «BPMT», XIII -20  de 20 de Maio de 1867, p 114

Notícia de 5 de Abril de 1838, o chinês Kuo-si-ping, apanhado m flagrante delito de venda de ópio, “é enforcado em Macau por ordem dos mandarins …”

Extraído de« BPMT», XIII-14 de 8 de Abril de 1867, p. 78

O jornal «The Canton Register» de 1939, sobre os acontecimentos ocorridos em 1838, relata o mesmo episódio mas datando-o de 7 de Abril

Extraído de «BPMT», XIII-n.º 10 de 11 de Março de 1867, p. 52

Anúncio datado de 1 de Março de 1867, publicado no Boletim da Província,  da “Paderia Nacional”, (1) que a 20 de Agosto de 1866 mudou para “as cazas n.º 2, pertencentes às recolhidas de Santa Roza de Lima”, (2) no “Bêcco do Senado”(3) , n.º 2,.

Extraído de «BPMT», XIII- 10 de 11 de Março de 1867, p. 54

“Biscoutinho adocicado de soda, a 8 libras por pataca, (em 20 de Novembro de 1866, os “biscoutinhos adocicados vendiam-se a “15 avos ou 140 sapecas por cate), (4) além de pão branco salobre de quatro differentes feitios e pezo, a 12 libras por pataca, sempre de genuina farinha de trigo d´America, tudo trabalhado com maior aceio e esmero possível e levedado com ingredientes não deletérios à saúde, como se levedão em todas as paderias europêas. “Havendo contrato por um ou mais anos certos, pôde-se também fornecer pão de igual maneira trabalhado e levedado, de genuína farinha somênos de trigo d´America, a 22 libras por pataca; e biscouto de marinheiro, de igual farinha trabalhado à maquina, a 3,5 (?) avos de pataca por libra. “

 (1) Há referências da sua existência, nesta morada, desde 1 de Agosto de 1865. Não encontrei informação da data de encerramento. Houve, no entanto, com o mesmo nome, “Paderia Nacional”, em 1857, noutra morada – ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/06/anuncio-de-6-de-abril-de-1868-paderia-nacional/

.(2)

Extraído de «BGM», XII- n.º 35 de 27 de Agosto de 1866, p. 142.

(3) Beco do Senado – pequena ruela estreita e curta, à direita do edifício, antigo “Leal Senado” que vai do parque de estacionamento conhecido antigamente pelo Auto-Silo do Leal Senado (edifício Pak Lane) à Avenida Almeida Ribeiro.

No cimo desta rua, á esquerda havia uma porta que dava acesso, após umas escadas, ao gabinete de projecção de cinema do Teatro Apollo (Peng On), cuja entrada principal era onde está (na foto) a loja “ESPRIT”. O Teatro Apollo ocupava uma estrutura de quatro pisos, estucada a verde, situada na Avenida Almeida Ribeiro, mesmo à frente do edificio dos Serviços de Correios. Inaugurado em 1935, tinha uma capacidade de 1038 lugares e nele projectavam-se filmes americanos e chineses sobre a guerra sino-japonesa. Foi também palco de reputados espectáculos de ópera cantonense e era ali que decorriam as celebrações anuais a assinalar o nascimento da nova china. Quando o teatro encerrou, em 1 de Fevereiro de 1993, o piso térreo foi transformado em espaço comercial e o piso superior passou a albergar a sede da Associação de Empregados da Indústria Hoteleira de Macau e a Associação de Juventude de Macau (“As Ruas Antigas de Macau”, p. 30/31)

(4)

Extraído de «BGM», XII-n.º 49 de 3 de Dezembro de 1866, p. 200.

Extraído de «BPMT»,  XIV-2 de 13 de Janeiro de 1868, p. 6

NOTA: Bernardino de Senna Fernandes era, nessa data, major e inspector de incêndios

Extraído de «BPMT»,  XIV-2 de 13 de Janeiro de 1868, p. 6
Extraído de «BPMT», XIV-2 de 13 de Janeiro p. 8