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Pequena notícia publicada no Anuário de Macau de 1922, em português, francês e inglês,  retirada do «Bulletin Commercial d´Extrême-Orient»,  acerca do comércio do ópio. Informava que sete oitavas partes do ópio importado na China traziam etiquetas provando que o ponto de partida e da produção é Osaka e não Macau, como tinha sido injustamente atacado, nomeadamente a nível da «Association International contre l´Opium»
Recorda-se que Portugal esteve presente, em Dezembro de 1920, na constituição da chamada a «Comissão do Ópio» abreviatura da internacional «Comissão Consultora do Tráfico do Ópio e Outras Drogas perigosas». Dali resultaram duas conferências em 1924  onde não se chegaram a uma conclusão sobre a maneira de suprimir a produção ilegal do ópio. Só em 1927 foi concluída o “Regulamento do tráfego do ópio e seus derivados”). A situação económica de Macau estava muita boa no período de 1918 a 1921 devido sobretudo ao rendimento do exclusivo do ópio e a aplicação do regime sobre o regulamento de 1927 foi aplicado em Macau em Julho desse ano. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4)

Comemorando os 30 anos de actividade, o “Ténis Civil” convidou as outras duas associações de ténis do território, o “Ténis Militar-Naval” e o “Clube Chinês de Ténis” para um “Torneio da Liga de Ténis”, no seu campo, na Avenida da República n.º 16.

Extraído de «MBI» IV-74, 31AGO1956, pp. 14-15

O «Ténis Civil” fundado em Agosto de 1926 (sede: Avenida da República n.º 16), nesse ano de 1956, além, do ténis, tinha outras duas actividades: tiro e golf, com um total de 124 sócios (81 ordinários e extraordinários e 43 estudantes)
A Direcção era constituída por:
Presidente – Adm. Alberto Eduardo da Silva.
Secretário – Alfredo José da Silva
Tesoureiro – Horácio da Conceição.
A direcção do “Ténis Militar–Naval” cuja sede ficava ao lado do Ténis Civil , era constituída por:
Presidente – Capitão Luís de Azevedo Machado
Secretário – Tenente Luís Maria Coelho Casquilho
Tesoureiro – Tenente Baltazar de Morais Barroco
O “Clube Chinês de Ténis” (sede: Estrada da Areia Preta) tinha como direcção:
Presidente – Lee Po Tin
Secretário – Dr. Lam Tin Kwan
Tesoureiro – Chan Lam
Vogais – Fong Ki Tak e Allen Brook
(dados recolhidos do Anuário de Macau 1956/57 pp. 257-258)

“Inauguração em Macau, no dia 18 de Abril de 1971, da «POP», primeira «Discoteca» instalada no Restaurante Esplanada. O novo local de concentração da juventude de Macau foi decorado por António Conceição Jr. macaense recentemente chegado de Portugal, onde cursou Pintura” (1)
Sobre a localização deste Restaurante, será talvez a Esplanada «Waltzing Matilda» na Avenida Infante D. Henrique 20-22 (em frente ao Hotel Lisboa) (está referenciada no Anuário de Macau de 1971 até Anuário de Macau 1973)
Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/restaurante-esplanada-waltzing-matilda/
(1) SILVA, Beatriz Basto da Silva – Cronologia de História de Macau, Vol. 5, 1998

Rua do Auto Novo (Teatro Chinês)

Extraído do “Anuário de Macau 1921”.
A foto vem legendada com indicação de Rua do Auto Novo (Teatro Chinês)
Trata-se no entanto da Travessa do Auto Novo.
Começa entre as Ruas da Caldeira e da Felicidade e termina na Travessa das Virtudes. Foi-lhe dado este nome por se representarem ali os autos chinas. Em chinês cama-se Cheng Peng Hong ou Ch´eng Sán Kai ou Ch´eng P´eng Chek Kai; tem este nome por lá existir o Cineteatro Cheng Peng que é o prédio n.º 23 dessa Travessa, construído um pouco antes de 1907. (1)
O Padre Teixeira, parece não ter razão quanto à data de início (“um pouco antes de 1907”) pois há indicações do Teatro/Auto China ter iniciado em 1875, construído por Vong Lok, um destacado comerciante de Macau (um dos fundadores do Hospital Kiang Wu) (2) e ainda uma outra referência a este teatro, de 1872, aquando da visita do Príncipe Alexis a Macau (3) pois embora não venha mencionado o nome do teatro, a menção do empresário “Eloc” muito possivelmente será o mesmo do apelido “Lok”
O Cine-Teatro Cheng Peng, no início, a maior parte dos espectáculos eram sessões de ópera chinesa (cantonense e de Beijing) mas a partir da década de 20 do século XX, com a popularidade do cinema, passava já filmes (4) predominantemente filmes chineses embora continuasse a apresentar ópera chinesa e outros tipos de espectáculos: circenses, musicais como por exemplo a do artista Xavier Cugat em 1953 (5), o “Trio Odemira” na década de 60, os chamados “pop concert” com artistas e agrupamentos de Hong Kong na década de 60s, etc. Recordo neste cine-teatro, os dois festivais de música de 1963 e 1964, concurso para eleger o melhor conjunto “ié ié” de Macau. Renovado em 1970 voltou a passar filmes (mais chineses) mas reposições e os chamados filmes “B”. Fechou no dia 21 de Agosto de 1992 quando o sistema de ar condicionado se avariou.
Foi o Cineteatro que mais tempo esteve em actividade em Macau 1875 a 1992 (117 anos).
(1) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau Volume 1,1997, p. 493
(2) https://macaostreets.iacm.gov.mo/p/route/detail.aspx?gid=4&id=0bc7aeda-ee3d-47b8-95f7-493cdc1fc971
Anteriores referências a este Cine Teatro
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/cine-teatro-oriental/
(3) “29-09-1872 – No domingo, dia 29 de Setembro, após o almoço, a que assistiram também vários funcionários, o Príncipe Alexis visitou o Leal Senado e a Gruta de Camões. De tarde recebeu cumprimentos dos funcionários e, à noite, novo jantar de gala, após o qual assistiu num teatro a um auto-china. Não se esqueceu de galardoar o empresário do teatro, chamado Eloc, com um alfinete cravejado dum pérola e brilhantes…. “ (TEIXEIRA, Padre Manuel – Residência dos Governadores do Macau, p. 13)
(4) Em 1925, projectou-se neste teatro o célebre filme de Lilian Gish “The White Sister” –  filme mudo americano (drama; filmado em Itália) de 1923 com Lillian Gish e Ronald Colman, dirigido por Henry King para a “Metro Pictures”.
https://www.youtube.com/watch?v=0Hh3ZcAEHPY
(5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/29/noticia-de-29-de-novembro-de-1953-xavier-cugat-em-macau/

Capa do Anuário de Macau de 1925 (1) com a imagem da Torre de Belém e seguinte inscrição:

“1524 -1924
A “Torre de Belém” em
Macau nas festas cente-
nárias de Vasco da Gama “

(1) Impresso na Escola de Artes e Oficios, em Macau, 1925, 171-vi pp. De 21 cm x 14 cm.
A Escola de Artes e Ofícios funcionava no Orfanato da Imaculada Conceição e ministrava-se neste estabelecimento, um ensino intelectual (puramente elementar em vigor nas escolas primárias chinesas) e profissional (segundo programas exclusivamente europeus) a alunos chineses. Entre as várias oficinas que o estabelecimento possuía, a tipografia, era a mais conceituada (com secções de composição, impressão e encadernação) e donde, na década de 20 (século XX), se imprimia muitos dos livros publicados em Macau.

Anúncios em Português, Inglês e Chinês da companhia de electricidade MELCO ( The Macao Electric Lighting Co, Ltd) de 1938.

Retirado do Anuário de Macau 1938