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O encarregado do Governo, brigadeiro Portugal da Silveira, no uso da palavra
O Dr. Pedro José Lobo discursando
O Sr. Ho In, presidente da Associação Comercial de Macau, ao receber os agradecimentos do Dr. Pedro José Lobo pela manifestação a que aquela corporação se associou.
Extraído de «BGU», XXXIII- 380, Fevereiro 1957, pp. 312-320
Extraído de «BGM», IX-6 de 10 de Janeiro de 1863, p.22
Extraído de «BPMT»,  XX-2 de 10 de Janeiro de 1874, p. 6

O discurso do governador encontra-se disponível para leitura em: https://www.archives.gov.mo/pt/bo/1874/01 (pp.6-7)

Os discursos do chefe de serviço de saúde, Dr. Lúcio Augusto da Silva, bem como do presidente/procurador do Leal Senado, Júlio Ferreira Pinto Basto e do secretário-geral do governo, bacharel Henrique de Castro) encontram-se disponíveis em: https://www.archives.gov.mo/pt/bo/1874/01 (pp. 7-8))

Extraído de «BPMT»,  XX-2 de 10 de Janeiro de 1874, pp. 7-8

Mais uma crónica de Henrique de Sena Fernandes, este referente aos jogos de hóquei em campo , da equipa de Hóquei Clube de Macau no período do dia 29 de Dezembro de 1934, a 4 de Janeiro de 1935. (1)

“Em Dezembro, as atenções de Macau desviam-se para a visita a Malaia do Macau Hóquei Clube, para uma série de jogos. Aparecem de toda a parte boas vontades para ajudar os “rapazes”. O Governo e o Leal Senado subsidiam, o mesmo procedendo entidades particulares, como Júlio Eugénio da Silva e António Maria da Silva. A Academia de Amadores do Teatro e Música leva a efeito a peça “As Alegrias do Lar”, entregando todo o produto da receita àquele clube desportivo. Na venda dos bilhetes distinguem-se Celeste Vidigal, Celsa Rodrigues e Guidinha Nolasco, que mereceu um agradecimento público do referido clube. Em 24 de Dezembro, os representantes do hóquei partiram de Hong-Kong no “Tilawa”, a caminho de Singapura. Macau ficou aguardando, com grandes expectativas, o triunfo deles. Foram quatro os jogos entre 29 de Dezembro e 4 de Janeiro de 1935. O primeiro jogo realizou-se entre Macau e a selecção de europeus de Singapura, com o resultado a nosso favor de 2-1. O segundo desafio, no último dia do ano, com resto de Singapura, isto é, uma selecção de jogadores não europeus, em que perdemos por 4-2. Para Macau foi um banho de água fria. No dia 2 de Janeiro de 1935, realizou-se em Kuala Lumpur o jogo principal: Macau-Malaia. A nossa linha era a mesma que no ano anterior enfrentara a Malaia:

Almada; Pinto Cardoso e Jacinto Rodrigues; Lino Ferreira, João dos Santos Ferreira e Alexandre Airosa; Frederico Nolasco da Silva, Laertes da Costa, Fernando Ramalho, Rui Hugo do Rosário e Amílcar Ângelo. Reservas – Pedro Ângelo Jr., João Nolasco da Silva e Leonel de Oliveira Rodrigues.

Era o jogo principal. O resultado foi duro para nós: perdemos por 3 bolas a zero; os goals metidos no primeiro quarto de hora da primeira parte. Ouçamos Filipe O’Costa: Antes do jogo, chuva. E assistimos novamente ao descalçar dos sapatos, como em Singapura. Mas houve pior. No primeiro quarto de hora, o nosso grupo, por nervosismo, por cansaço ou pelas duas causas reunidas, jogou mal como raras vezes o tenho visto jogar e os goals vieram, inexoravelmente. Eu, a arbitrar, quási que arranquei os cabelos. Mas honra lhes seja, não desanimaram e começaram a mostrar o que sabem; daí por diante o jogo foi igual e até com notável domínio nosso no final da segunda parte.Passado esse quarto de hora negro, todos jogaram bem, especialmente Ferreira, Rosário e Jacinto, embora o último não tivesse sido tão brilhante como em Singapura”. O último jogo, em 4 de Janeiro, realizou-se em Malaca, em que Macau venceu por 2-0, num “jogo agradável e regular” com “grande assistência, a maior, segundo nos disseram, que ainda presenciou um desafio de hóquei em Malaca”.

O telegrama recebido no dia 3 de Janeiro, anunciando a derrota com a Malaia, causou enorme consternação. A cidade portuguesa pareceu enlutada. No entanto, a actuação do nosso grupo em todos os desafios mereceu grandes encómios da imprensa de Singapura e de Kuala Lumpur. Macau Hóquei Clube não saiu desprestigiado e foi considerado um dos melhores grupos da Ásia. À chegada, o grupo foi recebido por uma grande massa de aficionados. A Sociedade da União Recreativa deu em honra dele, no dia 13 de Janeiro, uma “soirée dançante”, que decorreu muito animada até alta madrugada, interrompida apenas para um fino “copo de água” e para o discurso entusiástico do Presidente da Agremiação, António F. Batalha.(1)

(1) FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-1936). Revista de Cultura, N.º 23 (II Série), Abril/ Junho 1995. Instituto Cultural de Macau, pp. 133-170. http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30018/1706

O Sr. Governador e esposa inaugurando o novo emissor de 15 kWs
Membros da comunidade chinesa cumprimentando o Sr. Almirante Esparteiro

Artigo e fotos extraídos de «BGU», XXIX-341-342, Novembro/Dezembro de 1953, pp.187-195

Em 18 de Dezembro de 1582, as autoridades de Macau reconheceram oficialmente Felipe II de Espanha, como seu soberano, (Filipe I de Portugal) com a condição desta cidade servir de intermediária obrigatória das Filipinas nas suas relações com a China e que nada traísse aos olhos dos chineses da sua comunidade de soberano. Os mandarins perceberam, porém, bem depressa a mudança de regime (1)

Extraído de «Ephemerides da semana» in Bol. Gov. Macau», XIII-2, 14 de Janeiro de 1867, p. 8.

Em 1583, (2) foi criado o (Leal) Senado de Macau pelos bons ofícios de D. Belchior Carneiro. D. Leonardo de Sá viria a presidir às primeiras eleições do Senado (D. Belchior morreu pouco depois). Na origem desta importante instituição estava o facto de os portugueses residentes em Macau, receosos de se tornarem simples súbditos espanhóis (união ibérica -1580), terem deliberado em reunião presidida pelo Bispo D. Belchior Carneiro, criar uma forma de administração que lhes desse alguma independência. Nasce assim o Senado (foi autorizada a continuação do uso da bandeira portuguesa, com a aprovação do Vice-Rei da Índia, D. Francisco de Mascarenhas. Três anos depois, 10 de Abril de 1586, o Vice-Rei Duarte de Menezes concedeu ao mesmo Senado o estatuto e privilégios de Cochim (Évora e Coimbra), passando Macau s ser considerada como cidade portuguesa com o nome de Cidade do Nome de Deus do Porto de Macau na China. Com o Governo Municipal nasceu o cargo de Procurador, especificamente, em Macau, um dos mais importantes da hierarquia do senado. Tinha, entre outras funções, a de gerir as relações com a China; foi criada também uma guarda de segurança e muda-se o nome de “povoação” para “cidade” (3)

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.

(2) 1583 – Fundação do Leal Senado – O Senado foi fundado pouco depois de 18 de Dezembro de 1582. (TEIXEIRA; Pe. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997, pp. 48-49.)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume I, 2015, p. 84

Extraído do «Anuário de Macau», 1922, p. 36)
Retrato de D. João VI, Rei de Portugal. Retrato por Albertus Jacob Frans Gregorius

D. João VI (nome completo: João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança) (Lisboa, 13 de maio de 1767 — Lisboa, 10 de março de 1826), cognominado O Clemente, foi rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves de 1816 a 1822 (quando da independência do Brasil – que redundou na extinção do Reino Unido até então existente). De 1822 em diante foi rei de Portugal e Algarves até à sua morte, em 1826. Pelo Tratado do Rio de Janeiro de 1825, que reconhecia a independência do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, também foi o imperador titular do Brasil, embora tenha sido o seu filho D. Pedro o imperador do Brasil de facto

Não esperara vir a ser rei, só tendo ascendido à posição de herdeiro da Coroa pela morte do seu irmão mais velho, D. José. Assumiu a regência quando a sua mãe, a rainha D. Maia I de Portugal, foi declarada mentalmente incapaz.  Regente de 15-07-1799 a 20-03-1816; Rei de 20-03-1816 a 10-03-1826. https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_VI_de_Portugal

Lucas José de Alvarenga, (nascido em Minas Gerais, tira em Coimbra o Curso de Direito e exerce com Procurador da Coroa), em 27-08-1807, viaja para a Índia e é nomeado como Governador de Macau. Fica em Goa algum tempo à espera de monção.

“15-09-1808 – Chegou o novo Governador Lucas José Alvarenga vindo desde Bombaim no «Comboio Inglês»; posse marcada para 26-XII-1808. (1) Um governo turbulento: os ingleses e a sua tropa saem de Macau mas os ataques da pirataria continuam; assiste ao conflito entre o Senado e o Ouvidor Arriaga; os mandarins mandam tropas para Macau, tendo as mesmas acampado perto do Forte de S. Francisco. Alvarenga investigou sobre as finanças a cargo do Senado, de que era presidente. Vigiou de perto a tradução das chapas sínicas acabadas de verter em Português pelo Procurador, enfim, Alvarenga chegou a acusar o Ouvidor e o Senado de se passarem para o lado dos mandarins em vez de protegerem a soberania portuguesa. Em contrapartida, as elites locais acusavam-no de anglófilo!. Ainda no seu tempo, assiste-se à luta contra Cam Pao Sai, que acabou por se render, depois de negociações conduzidas por Arriaga. O mandato de Alvarenga acaba em 19 de Julho de 1810, data em que lhe sucederia Bernardo Aleixo de Lemos e Faria. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p.15)

(1) “01-01-1809-O Governador Lucas José Alvarenga só neste dia tomou posse, “por moléstia que lhe sobreveio inesperamente” na tarde de 26 de Dezembro anterior.” (SILVA, Beatriz Basto da –  Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p.16)

Programa da “Sessão Solene que Assinala a Transferência da Soberania do Território de Macau” realizada no Palácio de S. Bento (Lisboa) no dia 14 de Dezembro de 1999, promovida pela Assembleia da República  (Portugal).

Capa (29,8 cm x 21 cm x 0,5 cm)

Editor: Assembleia da República / Garepi

Iniciativa: Gabinete de Relações Públicas e Internacionais

Capa + Contracapa
Lombada (0,5 cm)

Folha interior da capa – Planta de Macau da autoria de Pedro Barreto de Resende , reproduzido no Livro de António Bocarro, de 1635 denominado “Plantas de todas as Fortalezas, Cidades e Povoações doestado da Índia Oriental”.

Capa – Baía da Praia Grande, Macau.
Escola Chinesa, Séc. XIX – Autor desconhecido
.
Macau – Ruínas da Igreja de S. Paulo.
Escola Chinesa Séc. XX (2.ª metade)

Macau – Ruínas da Igreja de S. Paulo.
Desenho de Lui Shou-Kwan (1919-1975), aguarela 74 cm x 53,5 cm

Além do programa da cerimónia, contém as intervenções dos representantes dos partidos representados na Assembleia, do primeiro-ministro, Engenheiro António Guterres, do Presidente da Assembleia, Dr. António de Almeida Santos e do Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

A Calçada de S. Francisco Xavier (1) recorda-nos os tempos em que todo Macau em peso com o governador e o Senado acorria à festa e procissão de S. Francisco Xavier, um dos padreiros da cidade, que se celebrava em S. Paulo no dia 10 de Dezembro, visto no dia 3 desse mês (3-12-1552 – data do falecimento do Santo em Sanchoão) se estar celebrando na Igreja de Nossa Senhora dos Anjos do Convento de S. Francisco a novena da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal. 

O Padre José Montanha, S.J. (2) escrevia de Macau em 1742 sobre esta festa nomeadamente na Ordem da Procissão:

«Faz-se nesta Cidade em dez de Dezembro hindo na Procissaõ o Gouv.ºr e atraz do Palio com afua vella na maõ ; e entaõ o Prefeito da Congregaçaõ vay atraz da cherola do braço do Santo, e naõ hindo o G.ºr vay entaõ atraz do Palio cõ sua vella de cera na maõ.

Diante de toda a Procissaõ  vaya Cruz grande que leva hum Irmaõ da Congregacam.

O Primeiro Guiaõ de Saõ Francisco Xavier Peregrino, e a cherolla de Saõ Joaõ Francisco Regis.

O Terceiro Guiaõ, e cherolla de Saõ Luis Gonzaga.

O Quarto Guiaõ, e cherolla de Santo Estanslao Kostka.

O Quinto Guiaõ, e cherolla dos Santos Martires de Jappam.

O Sexto Guiaõ, e cherolla de Saõ Francisco Borja.

O Septimo Guiaõ, e cherolla de Nosso Padre Santo Ignacio de Loyolla, Fundador da Companhia.

O Oitavo Guiaõ, e cherollas das Santas Onze mil Virgens.

O Nono Guiaõ, e cherollas de Saõ Miguel Arcanjo.

O Decimo Guiaõ, e cherolla de JESUS, segue-se a sua Cruz, e confraria, e os Irmaons em ordem com as suas capas brancas, e tochas nas maons, e o Perfeito com a fua vara de prata na maõ, esta confraria lhe pafsou a Bulla o Papa Sixto Quinto.

O Undecimo Guiaõ, e cherolla da Senhora da Annunciada com a fua Cruz, e os Irmaons estudantes com suas vellas nas maons.

O Duodecimo Guiaõ de Sam Francisco Xavier, e cherolla com fua Reliquia do braço do santo, que levão quatro Religiozos da Companhia naõ Sacerdotes.

Ultimamente se segue a Commonidade com a sua Cruz. Depois o Palio.

E atraz huma Companhia de soldados formados com seus oficiais»

(1) A calçada de S. Francisco Xavier começa na Rua de S. Paulo, entre o Pátio do Sol e o prédio n.º 35 desta rua, e termina junto do muro da vedação das ruínas de São Paulo, ao cimo da Rua da Ressurreição e junto da entrada para o Pátio do Espinho.

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-jose-montanha/

TEIXEIRA, Padre Manuel – Toponímia de Macau, Volume II, pp. 13-14

Os participantes e acompanhantes da “Reunião Internacional de Gastroenterologia /Internacional Meeting on Gastroenterology” cujo início se realizaria de 6 a 10 de Dezembro de 1985 (Ver postagem a ser publicada amanhã) foram recebidos pelo Presidente do Leal Senado, major Carlos José de A. Algéos Ayres e vereadores, no salão nobre do Leal Senado para um cocktail de boas vindas, no dia 5 de Dezembro, pelas 19.30.

O Presidente do Leal Senado oferecendo uma lembrança ao Professor Dr. José Manuel Carrilho Ribeiro (major general médico 1933-2007) em nome da Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia.

O Presidente do Leal Senado oferecendo uma lembrança ao Professor Dr. David Todd, do Departamento de Medicina da Universidade de Hong Kong.

NOTA – fotos do autor