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Extraído de «BPMT»,  XIII-27 de 8 de Julho de 1867, pp. 157-158

“09-07-1867 – O Brigadeiro João Ferreira Mendes entrega o comando do Batalhão de Infantaria de Macau ao Major Francisco Maria da Cunha”. (1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-maria-da-cunha/

O Governador era Joze Maria da Ponte e Horta (26-10-1866 a 1868) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-maria-da-ponte-e-horta/

Ver anteriores referências da galera “D. Maria Pia” https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/galera-d-maria-pia/

(1) CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, p. 40

 O Batalhão de Infantaria de Macau (força militar de 1.ª linha de Macau) criado em 28 de Fevereiro de 1857, por decreto desta data, ficou composta em 1 de Julho de 1857, por uma unidade denominada BATALHÃO DE MACAU, com estado maior e menor, uma companhia de artilharia e três de infantaria, no total de 440 homens (e 3 cavalos). O pessoal utilizava uniforme igual ao de infantaria do exército de Portugal, sendo a gola, canhão, e vivos encarnados, e tendo a Companhia de Artilharia uma granada na gola. (1)

Nesta data teve execução a Portaria Régia de 28 de Fevereiro, conforme OFA n.º 6, de 17 de Junho, publicada no «BGM», n.º 35, p. 137

…….continua

Assinado pelo Visconde de Sá de Bandeira, Par do Reino, e Secretário d´Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar em 28 de Fevereiro de 1857.

Nesse ano, em 30 de Agosto de 1857, chegou um contingente de 300 soldados portugueses na barca Adamastor («BGM» III-47 de 12 de Setembro de 1857, p 185)

Mapa de receitas e despesas de 2-04-1845 a 1879 in BPMT Supl. 40 de 8 de Outubro de 1879, p. 244

A 1 de Julho de 1873, foi inaugurado, na Fortaleza do Monte, o quartel de artilharia. Esta fortaleza encontrava-se artilhada com 51 peças dos quais 7 eram de bronze. (2) Tratava-se da inauguração, nesse dia, das novas instalações do quartel, na Fortaleza do Monte onde estava o Batalhão (de Infantaria) de Macau (3), para uma bataria construídas pelo Governador Visconde S. Januário (1)

O Tenente- Coronel Vicente Nicolau Mesquita (o herói de Passaleão) era o comandante da Fortaleza do Monte, depois de o ter sido da Fortaleza de S. Tiago e a 27 de Novembro de 1873, foi reformado no posto de Coronel por contar mais de 35 anos de serviço (2)

OFA n. º 7 (art. 4. º) de 17-06-1857, BGM», n. º 35, p. 138

 (1) Informações retiradas de CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, pp. 33-34, 40-41

(2) GOMES, L.G. – Efemérides da História de Macau, 1954

(3) O Batalhão de Artilharia de 1.ª linha substituiu o Batalhão Principal Regente em 13 de Novembro de 1845 e passou a 1.ª Companhia de Artilharia do Batalhão de Macau em 1 de Julho de 1857, por execução do Decreto Régio de 28 de Fevereiro

Era véspera de Natal de 1929 e muitas pessoas abandonavam a cidade na espectativa de os revoltosos cumprirem as suas ameaças de bombardeamento indiscriminado de ruas e casas. (1)

Foi rapidamente sufocada a tresloucada insubordinação dumas 50 praças de artilharia recentemente chegadas que, chefiadas pelo 2.º sargento Manuel dos Santos Guerra, exigiram um aumento de vencimentos a que se julgavam com direito e que o Governo não podia conceder, por falta de disposição legal. Os tresloucados que se insubordinaram na Fortaleza do Monte, onde se encontrava o Quartel de Artilharia de Guarnição, ameaçaram bombardear a cidade. Esgotados todos os meios suasórios e, após um cerco de 26 horas, pela polícia e outros elementos da guarnição desta província e de os subordinados terem sido intimados a renderem-se por intermédio de ordem lançadas pelos aviões da Aviação Naval, (2) dentro de 10 minutos, foram disparados uns tiros de peça, acompanhados de algumas rajadas de metralhadoras, (3) o que bastou para obrigar os insubordinados a entregarem-se às autoridades. (4) |Respeitada a linguagem da época no resumo apresentado|. (5) (6)

(1) , Luís Andrade de – Aviação em Macau, um século de aventuras, 1990, pp. 59-60

(2) “1-05-1928 – Foi criado o Centro de Aviação Naval, dependente dos Serviços de Marinha (DL 22 de 14Jun28) CAÇÃO, Armando António Azenha – Unidades Militares de Macau. 1999, p. 24. Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviacao-naval/

(3) “O tenente José Cabral, comandante da Aviação Naval de Macau, sugeriu que o ataque fosse feito com metralhadoras por não existirem bombas próprias contra tropas mas apenas destinadas a destruir fortificações e navios de guerra. Os chefes militares decidiram intervir e ficou assente que a Aviação Naval despejaria não bombas nem balas mas sim panfletos sobre o Monte e a Guia. Às 8 horas e 45 minutos dessa manhã, o “Farey 20”, tripulado pelo tenente Cabral e pelo sargento mecânico Francisco José Júnior, voou sobre as duas fortalezas à altura de 1000 a 1200 metros, fora do alcance de tiro. Com o ruído do motor foi impossível ouvir o fogo de terra, mas um tal major Andrade, das forças fiéis, garantiria mais tarde que foram disparados tiros contra o avião. Horas depois o sargento Guerra ordenaria aos seus homens que se rendessem incondicionalmente.” (1)

(4) Julgamento em Abril de 1930, no hangar da Taipa: “No ano de 1930 não começara da melhor maneira para a Aviação Naval de Macau cujo hangar servia em Abril de 1930, de sala de julgamento de militares implicados numa rebelião armada. Os réus eram vinte e sete praças de artilharia e um sargento Manuel dos Santos Guerra, que, no Natal de 1929, tinham posto Macau em estado de sítio” (1)

(5) Extraído de SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 222

(6) Embora as fontes citadas apontam o acontecimento na véspera de Natal de 1929 (dia 24), uma notícia do dia 23 do correspondente da “Reuter”,  foi publicada num jornal de Singapura no dia 24 com o título de “INSUBORDINATE MACAO GARRISON. Exaggerated Report of Mutiny. (Reuter´s Far Eastern Service). Macao, Dec. 23.

“An exaggerated report is being circulated of a mutiny of the garrison here. The facts are that between 60 and 70 artillerymen, headed by a sergeant, stationed at Monte Fort, became insubordinate, demanding higher pay. The resto of the garrison was loyal, and the Government compelled the disaffected men to surrender without a shot being fired. All is quiet in the city and business is as usual”. The Singapore Free Press and Mercantile Advertiser, 24 December 1929, p. 11. ” https://eresources.nlb.gov.sg/newspapers/digitised/issue/singfreepressb19291224-1

“Plan de la ville et des environs de Macao” – 1846
MAPA de Paul François Dupont (1796-1879)
Bibliothèque Nationale de France (1)

No istmo que liga Macau à ilha de Heong Shan havia um destacamento português no Forte de Passaleão, (2) que o Governador Carlos Eugénio Correia da Silva (governo de 1875 a 1879) ali colocara para evitar as malfeitorias praticadas pelos chinas, mas em princípios de Janeiro de 1879, o vice-rei de Cantão exigiu que os soldados fossem retirados desse posto de COSAC (fora das Portas de Cerco), o que o governador cumpriu em 18 de Janeiro de 1879 (2)

Pormenor do mapa anterior – Istmo da Porta do Cerco

No Relatório de 31 de Agosto de 1908, o Governador Pedro Azevedo Coutinho (governo de 1907 a 1908) (3) refere que «o destacamento militar durante muitos anos, a partir de 1849, ocupava o forte de Passaleão, que algum tempo depois foi abandonada por o terreno compreendido entre esse forte e a Porta do Cerco considerado como zona neutra»
Oficialmente, “ O Destacamento em Cosac retira em consequência da “insalubridade do logar (4)
(1) http://lunamap.must.edu.mo/luna/servlet/detail/MUST~2~2~1121~1376:Plan-de-la-ville-et-des-environs-de?embedded=true&widgetType=detail&widgetFormat=javascript  

(2) TEIXEIRA, Pe. Manuel – Macau e a sua Diocese I, 1940.
(3) CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999
(4) Ordem n.º 2 do Quartel General no Governo da Província de Macau e Timor de 18 de Janeiro de 1879 – Ordem à Força Armada publicado no “Boletim da Província de Macau e Timor” XXV-n.º 3.

Comemorando o 1.º aniversário da sua chegada a Macau, (1) o Destacamento Expedicionário realizou em 13 de Setembro de 1950 um festival no antigo hipódromo (2) sob o lema: “Nós todos não somos demais para defender Portugal”
As fotos (com as legendas retiradas da origem) foram tiradas por Chun Kwong (3)

Um exercício de ginástica com traves
Rebentamento de fornilhos (4) de trotil
A Classe Europeia de ginástica desfilando
Uma demonstração com soldados indígenas de Angola

(1) O Destacamento Mixto Expedicionário formado em Lisboa, em 1949, a fim de seguir para Macau, embarcou em 15 de Julho de 1949. Chegou a Macau em 24 de Agosto de 1949. O Comandante era o coronel Laurénio Cotta Morais dos Reis que no dia 27 de Agosto desse ano assumiria as funções de Comandante Militar da colónia de Macau.
CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999.
Ver anteriores postagens em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/09/13/noticia-de-13-de-setembro-de-1950-festival-militar/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/laurenio-cotta-morais-do
(2) O antigo hipódromo que, parte dele, foi depois campo de treinos militares do quartel de Mong Há, ficava num terreno junto à Porta do Cerco.
”09-06-1925 – Pedido de Lou Lim Ioc, Presidente da Companhia «Clube Internacional de Recreio e Corridas de Macau, Limitada» para que lhe seja arrendado um terreno junto à Porta do Cerco” (A.H.M. – F. A.C. P. n.º 134 -S-C).AGOSTO
(3) Publicadas em «MOSAICO», I-2, 1950.
(4) Cavidade enchida com explosivo, em obra ou local que se quer fazer explodir.

O Esquadrão Motorizado foi criado em 22 de Setembro de 1951, por transformação da Companhia de Metralhadoras tendo nesse mesmo dia chegado o pessoal para o esquadrão sob o comando do Capitão Cavalaria José Carlos Sirgado Maia. Em Janeiro de 1953 passou a designar-se Esquadrão de Cavalaria Motorizado e estava sediado no Quartel de S, Francisco. (1)
No Anuário de Macau 1953-1955 consta como comandante ,o Capitão de Cavalaria Luís Maria Coelho Casquilho e  no Anuário de Macau de 1956-1957, o capitão Mário Abrantes da Silva.
Extraído de «BGU»  XXIX – 344 Fevereiro de 1954.
(1) CAÇÃO, Armando António Azenha – Unidades Militares de Macau,1999.

Dois acontecimentos tiveram notícias neste dia de 12 de Agosto de 1900.
José Maria de Sousa Horta e Costa, (1) nomeado pelo Partido Regenerador, toma posse do cargo de Governador (segundo mandato) e de Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário de Sua Majestade Fidelíssima nas Cortes da China, Japão e Siam (2)
E nesse mesmo dia, em 12 de Agosto de 1900, chega a Macau um Corpo Expedicionário para proteger a cidade da situação que se vive na China, (3) na força de 14 oficiais e 368 praças de pré, constituído por uma companhia de caçadores 3, uma bataria de artilharia, 2 elementos do serviço de saúde e administrativos. (4)
NAM VAN 25 1986 - JOSÉ HORTA E COSTA(1) José Maria de Sousa Horta e Costa (1858-1927), assentou praça na arma de Engenharia em 1878, cursou a Escola do Exército, e esteve já antes em Macau (em 1886) como Director das Obras Públicas (era então tenente de Engenharia, com 28 anos de idade) e onde casou, na Sé  desta cidade a 2 de Abril de 1886 com Carolina Adelaide Pinheiro Silvano, de 16 anos de idade).
Em 1888, foi deputado por Macau na Câmara em Lisboa. Foi depois nomeado governador de Macau tomando posse a 24 de Março de 1894 mas  demitiu-se, em 1896, devido a mudança ministerial em Portugal. (5) Nomeado em 1900 cumpriu o mandato até 17-12-1902, tendo-lhe sucedido o Conselheiro Arnaldo Nogueira de Novais Guedes Rebelo  (coronel de engenharia). Foi nomeado em 1907, governador da Índia.
Foi proclamado cidadão benemérito de Macau na sessão do Leal Senado de 8 de Junho de 1896.
«A ele se deve o grande impulso havido para o saneamento da cidade, tendo sido para esse fim expropriados dois bairros inteiros, como o de Volong e o de Tap Seac, que eram antes verdadeiros poços de infecção.»
Muitas outras decisões importantes para o progresso de Macau «medidas preventivas em 1894 face a peste bubónica; instituição do Lyceu Nacional de Macau; reconhecimento oficial da Escola Central do sexo masculino; a criação da Escola Central do sexo feminino, remoção das campas de Sakong para construção de um bairro de operários; saneamento e reconstrução do bairro de S. Paulo; expropriações nas várzeas de Mong Há  para construção de avenidas e largos; melhoramentos e saneamentos de muitas ruas da cidade». (Acta do Leal Senado)
Muitas das ruas ainda estavam construídas de terra batida , raras vezes misturada com um apequena quantidade de cal d´ostra. Esta terra com as chuvas é arrastada às valetas, tapa muitas vezes as sargetas, e vai entupir os canos, e mais tarde assoriar o porto e a Praia Grande. (relatório de 1-07-1886 da Direcção das Obras Públicas” (6)
TOPONÍMIA - Avenida de Horta e CostaMacau tem com o nome deste Governador, uma Avenida de Horta e Costa (começa na Avenida de Sidónio Pais , entre os prédios n.º 29 e 31 e termina na Avenida do Almirante Lacerda, ao lado do mercado «Almirante Lacerda», uma Rua e um Pátio. (5)
Anteriores referências a este Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-maria-horta-e-costa/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-horta-e-costa/
(2)SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Vol. 4, 1997.
(3) “13-06-1900 – A Revolta dos Boxers, apoiada numa sociedade secreta, rebenta no Norte da China. Dirige-se contra os estrangeiros e influências estrangeiras, sobretudo contra os missionários e chineses convertidos. Os revoltosos deixaram rasto de destruição de casas e igrejas e mataram centenas de pessoas antes de serem detidos em Pequim por tropas de oito países que se conjugaram para o efeito A criação dos bandos armados das sociedades secretas a mais conhecida a dos «Punhos da Justa Concórdia» mais conhecida como boxers  pelos estrangeiros (os seus adeptos costumavam aparecer nas feiras como lutadores e acrobatas). Da revolta dos Boxers resultou o massacre de 5 bispos, 40 missionários (sendo 12 católicos e os restantes protestantes) e 18 000 fiéis (sendo 53 crianças)”. (2)
(4) “Na sequência das guerras do ópio e da ocupação dos principais portos, os  chineses revoltam-se contra os estrangeiros, com o apoio aberto da imperatriz Viúva (conhecida como a «Buda Velha») na primavera de 1900 (revolta dos Boxers – Yi Ho Tuen). (7) Em junho, o governo chinês declarou guerra e cercou o bairro das embaixada , em Pequim, o qual resistiu (os 55 dias de Pequim) e foi libertado por reforços enviados.  A cidade foi saqueada  e passou a ficar na completa dependência das potências “imperalistas”. Quando foram conhecidos os primeiros ataques a europeus, o governo português determinou a organização de um Corpo Expedicionário.”
CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999.
(5) “Lá se vae o Horta e Costa, esse homem nefasto para o clero de Macau.É verdade que quasi sempre tratou bem o clero de Seminário, mas ainda n´isso havia manhas infernais (carta do Bispo D. António Joaquim de Medeiros dirigida ao Padre José Joaquim Baptista, datada de 30 de Abril de 1896. (6)
(6) TEIXEIRA, P. Manuel  –  Toponímia de Macau Vol II, 1997.
(7) Revolta dos Boxers –  義和團運動
義和團運動 – mandarim pīnyīn: yì  hé tuán yùn dòng; cantonense jyutping: ji6 wo4 tyun4 wan6 dung6

Realizou-se, no dia 7 de Julho de 1951, um animado arraial, promovido por uma comissão da presidência da senhora D. Lígia Pinto Ribeiro, esposa do Encarregado do Governo, no Ténis Militar e Naval, (1) em benefício do Colégio D. Bosco de Artes e Ofícios.
Esta festa popular esteve muito animada e foi muito concorrida (2)

MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar IO Encarregado do Governo, Dr. Aires Pinto Ribeiro, (3) o General Pinto Monteiro, (4)  o Brigadeiro Benard Guedes (5) e esposa, o Capitão Álvaro Salgado (6) junto a uma mesa interessantemente ornamentada
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar IIA barraca do “pão com chouriço”
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar IIIDanças regionais
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar IVO Grupo Musical Esperança que animou a festa
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar VA barraca da comida chinesa
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar VIA barraca da comida indiana

(1) O Ténis Militar e Naval de Macau foi constituído em 1932 (estatutos aprovados a 13 de Abril de 1932)  pela fusão dos antigos “Ténis Militar” e “Ténis Naval”, que foram extintos a partir dessa data (CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999).
(2) Informações e fotos de «MOSAICO», 1951.
(3) O governador Comandante Albano Rodrigues de Oliveira (governo entre 1947-1951) regressou a Lisboa no dia 18 de Abril de 1951, ficando encarregado do Governo o Dr. Aires Pinto Ribeiro, até 23 de Novembro de 1951, data da tomada de posse de Joaquim Marques Esparteiro.  Ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aires-pinto-ribeiro/
(4) O General Joaquim Pinto Monteiro, Inspector Militar às forças portuguesas do Extremo-Oriente, esteve em  Macau de 2 de Julho a 4 de Agosto de 1951, tendo partido neste dia para Timor.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/07/02/noticia-de-2-de-julho-de-1951-inspeccao-as-tropas-portugue-sas-em-macau/
(5) O Brigadeiro Paulo Bénard Guedes (1892 – 1960) foi Comandante Militar de Macau de 15 de Novembro de 1950 a Junho de 1952. Foi depois  promovido a General e governador-geral da Índia entre 1952 e 1958.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/07/02/noticia-de-2-de-julho-de-1951-inspeccao-as-tropas-portugue-sas-em-macau/
(6) O Capitão de Infantaria  Álvaro Marques de Andrade Salgado era o comandante da Companhia de engenhos expedicionária que desembarcou em 9 de Abril de 1949  e extinta em 1 de Agosto de 1951 (ver NOTA POSTERIOR do post de 22-04-2013) (7). Foi preso pelas autoridades chinesas (segundo estas,  encontrava-se em água territoriais chinesas) em 1952 quando velejava em Coloane e levado para Cantão. onde esteve cativeiro durante 31 meses. Somente foi libertado em 19 de Dezembro de 1954.
O Relatório sobre a sua situação do Comando Militar de Macau, tratava-o como desertor.
Anteriormente já tinha estado em Macau como tenente durante a guerra do Pacífico e  depois como capitão, Comandante do Corpo de Polícia de Segurança de Macau de 27 de Junho de 1946 a 1 de Janeiro de 1948.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/19/noticia-de-19-de-agosto-de-1943-episodio-relatado-por-um-militar-no-quartel-da-guia-aquando-do-assalto-ao-vapor-sai-on-ii/
(7)https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/04/22/noticia-da-chegada-das-tropas-expedicionarias-em-1949/
NOTA: sobre o Colégio D. Bosco ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-d-bosco/

No dia 6 de Janeiro de 1952, efectuou-se na Igreja de Sto António, o baptismo de 41 praças indígenas do Batalhão de Caçadores N.º 1, sendo a função litúrgica presidida por S. Exa. Revdma. o Prelado Diocesano, D. João de Deus Ramalho, S. J., com a assistência de S. Exa. o Comandante Militar, Brigadeiro Paulo Benard Guedes e esposa e  outros oficiais da guarnição. (1)

MOSAICO III-17-18 1952 -Baptismo dos Praças Africanos IS. Exa. Revma. o Bispo de Macau, com as suas vestes pontificais, à porta do templo onde se realizou a cerimónia do baptismo”

O Batalhão de Moçambique desembarcou no dia 27 de Junho de 1951, à noite, passando a pertencer-lhe o Asilo de Mong Há e a enfermaria temporária do Hipódromo. Chegaram 7 oficiais, 4 sargentos, 7 cabos e 671 praças indígenas. Passou a ser comandado pelo Tenente Coronel Júlio César da Costa Chaby. Passou a Batalhão de Caçadores n.º 1 em 22 de Setembro de 1951. (2)
Pertencia à 2.ª Companhia deste Batalhão o soldado Jacinto Mundau (3) que foi ferido (e viria a falecer) no dia 25 de Julho de 1952 na disputa de uma barricada, nos confrontos fronteiriços entre a guarnição portuguesa e o Exercito Popular de Libertação da China, junto à Porta do Cerco.
A título póstumo foi condecorado com a Medalha de cobre de Valor Militar – Portaria de 6 de Maio de 1953 (Ordem do Exército nº 9 / II Série / 1953)
Condecorado com a Medalha de cobre de Valor Militar, a título póstumo, nos termos do § 2° do artigo 8° do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por satisfazer às condições expressas no § 1° do artigo 7° do mesmo regulamento, o Soldado Indí­gena de Moçambique, Jacinto Mundau, nº 50/A/335, da 2ª Companhia do Batalhão de Caçadores nº 1, da guarnição militar da Província de Macau, porque, quando se procedia ao encerramento da fronteira na tarde de 25 de Julho do ano findo, foi atingido grave­mente com tiros, disparados por militares chineses, que lhe causaram a morte, quando, desarmado, lutava corpo a corpo, a fim de libertar e trazer para território na­cional um seu camarada, que, apanhado de surpresa, era arrastado para território chinês, demonstrando valentia, coragem e dedicação patriótica.”  (4)

MOSAICO III-17-18 1952 -Baptismo dos Praças Africanos IIAs praças em formatura recebendo o sacramento do baptismo

(1) Fotos e reportagem retirados de «MOSAICO», 1952.
(2) CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, p. 35
(3) Muito possivelmente terá sido baptizado neste dia 6 de Janeiro de 1952 , já que o seu funeral foi católico.
(4) http://www.acd-faleristica.com/archives/308

O Corpo de Bombeiros de Macau que tinha sido organizado em 26 de Abril de 1919 (Portaria n.º 8, Boletim Oficial n.º 17) por extinção da anterior “Inspecção de Incêndios”, volta no dia 1 de Novembro de 1923, para o Governo da Província (estava desde 2 de Novembro de 1919 sob a alçada do Leal Senado) e passa a denominar-se Corpo de Salvação Pública (1)

ANUÁRIO de 1927 - Corpo de Salvação PúblicaCorpo de Salvação Pública – Estação Central em 1927 (2)

… A maioria das ruas da cidade era constituída por estreitíssimas vielas, ladeadas de velhas casas que porfiavam a sair do seu alinhamento e que decerto se desmoronariam à menor trepidação dum Thornicroft, (3) se é que fosse possível fazer circular por entre elas um monstro desses.
Nessa época, cada rua tinha de concorrer para a manutenção dum grupo de bombeiros que guardavam em suas casas uns metrozinhos de mangueira, uma agulheta e uma bomba de incêndio, que consistia em uma caixa que se movia sobre duas rodas, tendo num dos lados um rudimentar maquinismo que servia para comprimir a Água.
Quando fosse preciso fazer trabalho esse preciosos engenho ia-se buscar a água , aos baldes, nos poços ou no mar e, uma vez lançada para dentro da caixa-reservatório, o líquido extintor era comprimido pela maquinismo, que era por sua vez accionado à força dos músculos de vigorosos mocetões.
Ora, embora os jactos de água não atingissem mais que uns metros de altura, nem por isso esse maquinismo deixava de ser eficiente quando se dava qualquer incêndio, porquanto, nessa altura, ainda não existiam risca-céus, não sendo  também, portanto, necessário o uso das complicadas escadas Magyrus.
Como nem todas as ruas podiam dar-se ao luxo de possuir uma bomba, quando ocorria um incêndio os bombeiros da rua sinistrada tinham de se entreter  a atacar a conflagração com baldes de água até à chegada das bombas das outras ruas. Mesmo assim, punham às vezes tal empenho em atacar as terríveis labaredas e tal era a profusão de água que o entusiasmo dos seus esforços os levavam a lançar para cima das flamejantes áscuas (4), que era raro o incêndio capaz de resistir à sua improvisada táctica e à sua espontânea estratégia.
Nessa tempo, existia uma combinação táctica entre os bombeiros e a população da cidade. E assim, logo que fosse dado o rebate saíam todos os bombeiros dos seus alojamentos e o grupo que chegasse primeiro, através do dédalo das ruelas da velha cidade, recebia como recompensa dos seus esforços um magnífico leitão assado e dois almudes da melhor aguardente chinesa, custeados entre os moradores da rua vitimada pelo sinistro… ” (5)
(1) CAÇÃO, Armando – Unidades Militares de Macau, 1999 e SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.
(2) Em 1927, o comandante do Corpo de Salvação Pública era o tenente Gaudêncio da Conceição e o Ajudante, Leocádio Justino da Conceição.
(3) Célebre marca de veículos (camiões/camionetas ) dos bombeiros
(4) Áscua – brasa, carvão ardente
(5) GOMES, Luís Gonzaga – Os Primitivos Bombeiros de Macau in  Curiosidades de Macau Antiga. Instituto Cultural de Macau, 1996,, 2.ª edição, 184 p. ISBN -972-35-0220-8