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Poesia de F. M. Bordalo, (1) de 20 de Novembro de 1845, intitulada “IMPROVISO” publicada originalmente na «Revista Universal Lisbonense, Jornal dos Interesses Phisicos, Moraes e Intellectuaes» (2) e posteriormente em 1851, aquando da estadia de Francisdo Maria Bordalo em Macau, no  «Boletim do Governo». (3)
.O “Improviso” foi composto a bordo da corveta D. João I, onde o poeta estava a caminho do Brasil em comissão de serviço, no momento em que a corveta se encontrava encalhada no banco de Ortis, no Rio da Prata (separação do Uruguai com a Argentina)
(1) Francisco Maria Bordalo (1821-1861), oficial da armada (promovido a capitão-tenente da armada em 1859), escritor, romancista, dramaturgo,folhetinista e colaborador em várias revistas portuguesas da época, Esteve em Macau de 1849 a 1852 quando era tenente, exercendo o cargo de secretário do governo de Macau.
Irmão do tenente Luís Maria Bordalo, falecido em 29 de Outubro de 1850, na explosão da fragata D. Maria II e a quem dedicou o romance “Sansão na vingança“(4)
É também autor de “Trinta anos de peregrinação -1821 a 1851 que foi publicado em fascículos por vários números no «Boletim de Governo» de 1851.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Maria_Bordalo
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-maria-bordalo/er
(2) «Revista Universal Lisbonense, Jornal dos Interesses Phisicos, Moraes e Intellectuaes», redigido por José Maria da Silva Real , Tomo VI, Anno de 1846-1847, pp. 202-203.
(3) Extraído do «Boletim do Governo da Província de Macao, Timor e Solor», Vol 6, n.º 50  de 1 de Novembro de 1851
(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/08/leitura-sansao-na-vinganca/

No dia 19 de Novembro de 1864, foi entusiasticamente recebido e com grandes festejos o Corpo do Voluntários Artilheiros de Hong Kong, (1) armados e com artilharia, (fizeram exercício no campo de S. Francisco) sob o Comando do Coronel Lindesay Brine. (2) Durante os três dias de permanência (chegou a 19 e partiu a 21) fizeram-se em Macau grandes festas, reinando a melhor camaradagem e cordialidade entre portugueses e ingleses. (3) (4)

“Visit of the Hong-Kong Volunteer Corps to Macao, the Parade in Front of the Pavilion” (4)

Após esta visita, o Corpo de Voluntários de Hong Kong, no dia 24 de Junho de 1866, ofereceu em Macau uma espada ao Governador José Rodrigues Coelho do Amaral como sinal de reconhecimento, pela cordial recepção que teve nesta cidade nessa visita. (5) (6)
Esta mesma visita mereceu também uma referência na “Carta da Tia Pancha a Nhim Miquela” escrita em «3 de janero de 1865» (7):
Outro dia Voluntario inglez d´Hong Kong já vem Macáo! Qui lai di bonito! eu já vai olá também. Macáo parece França, tudo gente fallá. Tem tifin (8), revista di tropa, salva de vinte un há tiro, balsa (9) à note qui bonito, gastá cô tudo aquelle flamancia três mil fóra pataca. Algum gente qui nunca gostá assilai cuza, (10) já vai olá cova de Sam Francisco Xavier (11) eu tamêm muito querê pra santo, mas nunca vai“
(1) O Regimento de Hong Kong, também conhecido como “Os Voluntários”(“The Royal Hong Kong Regiment (The Volunteers) –  皇家香港軍團(義勇軍”), foi formado em Maio de 1854 aquando da redução militar da guarnição inglesa em Hong Kong devido à Guerra da Crimeia. Devido aos frequentes ataques dos piratas na costa da China, para manutenção da ordem, foram chamados voluntários para incorporação num regimento. No total de 99 europeus foram recrutados, a maioria de nacionalidade britânica, mas também portugueses, escandinavos e alemães. O regimento foi desmobilizado e reactivado conforme as necessidades até que em 1878 definitivamente se institui uma força militar denominada “Hong Kong Artillery and Rifle Volunteer Corps” e depois em 1917 como “Hong Kong Defence Corps”- a única força militar existente em Hong Kong durante a I Grande Guerra.
https://en.wikipedia.org/wiki/Royal_Hong_Kong_Regiment
http://www.rhkr.org/history/
(2) Almirante Lindesay Brine (1834-1906) oficial da Armada Real Britânica. Tenente em 1854, “Commander” em 1862, “Captain” em 1868, Vice Almirante em 189. Retirado em 1894. Foi depois nomeado Almirante em 1897. Nomeado comandante da canhoneira “Opossum” que estava em serviço nas águas da Índias Orientais e China, em 1 de Maio de 1860 e depois colocado em Hong Kong, no Corpo de Voluntários. Em 27 de Maio de 1865 nomeado comandante do  “HMS Racer” estacionado no Mediterrâneo.
É autor do livro “The Taeping Rebellion In China; A Narrative Of Its Rise And Progress, Based Upon Original Documents And Information Obtained In China
(3) GOMES, Luís G – Efemérides da História de Macau, 1954)
(4) Ver anterior postagem sobre esta mesma visita “Notícia da visita a Macau do dia 19 a 21 de Novembro de 1864 do Corpo de Voluntários de Hong Kong”, publicada no suplemento do dia 21 de Janeiro de 1865 do jornal «The Illustrated London News»”, em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/19/noticias-de-19-a-21-de-janeiro-de-1865-visita-do-corpo-de-voluntarios-de-hong-kong-a-macau/
(5) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.
(6) Ver anterior postagem em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/24/noticia-de-24-de-junho-de-1866-oferta-duma-espada-ao-governador-coelho-do-amaral/
(7) Ta-Ssi-Yang –Kuo  Tomo I. p. 324.
(8) Tifin – o mesmo que “lunch”
(9) Balsa – fogo de artifício chinês, muito comum em Macau até à década de 20 (séc. XX) depois caiu em desuso. Este fogo de artifício era chamado porque os foguetes eram colocados em balsas ou baldes Construía-se uma armação em bambu, espécie de torre de dois ou três andares, e em cada andar punha-se uma balsa de foguetes. Acendia-se a primeira, esta ao explodir pegava fogo à segunda e assim sucessivamente. (BATALHA, Graciete Nogueira – Glossário do DIalecto Macaense. Coimbra, 1977).
(10) Assilai cuza – duma tal coisa.
(11) Cova de Sam Francisco Xavier – refere-se à antiga sepultura do Santo na Ilha de Sanchoão e à peregrinação que os macaenses fizeram a essa ilha em Novembro de 1864.
Ver anterior postagem em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/12/03/noticia-de-3-de-dezembro-de-1866-a-cruz-dos-macaenses-na-ilha-de-sanchoao

A barca Vénus que partiu de Macau no dia 8 de Novembro de 1878, levando o regimento de Infantaria do Ultramar 3.º Batalhão para Timor sob o comando do capitão do batalhão João Augusto Soares, naufragou devido a um temporal no dia 12, pelas seis horas e meia da tarde, tendo os passageiros e tripulantes sido salvos para a ilha de Callaoray.
O relatório muito pormenorizado do acidente foi entregue a 22 de Janeiro de 1879 e o mesmo foi publicado no «Boletim da Província de Macau e Timor» em vários nºs. do 24 ao 28.
A primeira parte do relatório foi publicado no suplemento ao n.º 24 de 18 de Junho de 1879, pp.135-136.
……………………………………………….continua

NOTA: No 2.º parágrafo do artigo, há um erro de datação: Deveria ser: “ A 22 de Outubro de 1872, ele teve conhecimento….”.
Este artigo foi escrito pelo Padre Manuel Teixeira, em “A Polícia de Macau” (1) e reproduzida em (2) donde extraí este relato.
(1) TEIXEIRA, Manuel – A Polícia de Macau – 2ª ed. rev. e aum. – Macau : Imprensa Oficial, 1991. – 248 p.
(2) Extraído de https://www.fsm.gov.mo/psp/cht/revista%20da%20psp/pdf/09.pdf

No dia 7 de Outubro de 1954, em substituição do Sr. Coronel António Cirne Rodrigues Pacheco, (1) assumiu, o Comando Militar da Guarnição de Macau, o Coronel Rui Pereira da Cunha (2) que desembarcou nesta Província no dia 5 de Outubro de 1954. Exerceu o cargo até 16 de Maio de 1956 (3)
O Governador Almirante Joaquim Marques Esparteiro esteve no dia 8 de Outubro, no Quartel General, a fim de retribuir os cumprimentos da véspera (o novo comandante militar esteve no Palácio do Governo, acompanhado do seu ajudante, tenente Mendonça, onde apresentou cumprimentos ao governador) tendo ali sido recebido com todas as honras militares. Passou revista à guarda de honra, +restada pelo Esquadrão Motorizado.
(1) O Coronel António Cirne Rodrigues Pacheco, que exerceu o cargo de Comandante Militar desde 14 de Maio de  1952,  regressou a Portugal no dia 7 de Outubro para frequentar o curso de Altos Comandos. Os oficiais da guarnição militar ofereceram no dia 2 de Outubro, ao Comandante cessante, no Clube Militar um almoço de despedida. No dia 4 de Outubro, o Coronel Cirne Pacheco despediu-se de todos os oficiais do Quartel General.
Ver anteriores referências  em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-cirne-pacheco/
(2) Ver anteriores referências  em
https//nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rui-pereira-da-cunha/
(3) «M. B. I.» II-29, 1954.

Comemorando o 1.º aniversário da sua chegada a Macau, (1) o Destacamento Expedicionário realizou em 13 de Setembro de 1950 um festival no antigo hipódromo (2) sob o lema: “Nós todos não somos demais para defender Portugal”
As fotos (com as legendas retiradas da origem) foram tiradas por Chun Kwong (3)

Um exercício de ginástica com traves
Rebentamento de fornilhos (4) de trotil
A Classe Europeia de ginástica desfilando
Uma demonstração com soldados indígenas de Angola

(1) O Destacamento Mixto Expedicionário formado em Lisboa, em 1949, a fim de seguir para Macau, embarcou em 15 de Julho de 1949. Chegou a Macau em 24 de Agosto de 1949. O Comandante era o coronel Laurénio Cotta Morais dos Reis que no dia 27 de Agosto desse ano assumiria as funções de Comandante Militar da colónia de Macau.
CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999.
Ver anteriores postagens em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/09/13/noticia-de-13-de-setembro-de-1950-festival-militar/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/laurenio-cotta-morais-do
(2) O antigo hipódromo que, parte dele, foi depois campo de treinos militares do quartel de Mong Há, ficava num terreno junto à Porta do Cerco.
”09-06-1925 – Pedido de Lou Lim Ioc, Presidente da Companhia «Clube Internacional de Recreio e Corridas de Macau, Limitada» para que lhe seja arrendado um terreno junto à Porta do Cerco” (A.H.M. – F. A.C. P. n.º 134 -S-C).AGOSTO
(3) Publicadas em «MOSAICO», I-2, 1950.
(4) Cavidade enchida com explosivo, em obra ou local que se quer fazer explodir.

Em 1934, o Comissário da Polícia de Macau era o Administrador do Concelho, Capitão de Artilharia Alexandre dos Santos Majer que esteve no cargo de 1-03-1931 a 22-01-1937.

O comandante da Polícia de Segurança, em 1934, era o Tenente de Infantaria Rodrigo Brandão Guedes Pinto.
Em 1937, por razões de sobrecarga de trabalho do administrador e comissário da polícia, foi publicado em Boletim Oficial n.º 29 de 7 de Julho de 1937, a portaria n.º 533 que determinava sobre o cargo de Comandante da Polícia de Segurança Pública de Macau era independente e distinto do de Administrador do Concelho de Macau, e que o Comandante da Polícia seria um capitão ou tenente do exército metropolitano com o curso da arma, e dependente da Repartição Central dos Serviços de Administração Civil da Colónia; bem como também determinava sobre a constituição do quadro de pessoal da PSP, que passou para um efectivo de 631 homens.
A partir de 1937, Comandante do Corpo de Polícia de Segurança de Macau foi o Capitão de Artilharia Carlos de Sousa Gorgulho. (de 5-03-1937 a 31-07-1939)
http://www.fsm.gov.mo/psp/por/psp_org_2.html  
Sobre este comandante da P.S.P. ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/19/cotisacao-para-o-asilo-de-mendicidade/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/19/cotisacao-para-o-asilo-de-mendicidade/