Archives for posts with tag: Polícia de Segurança Pública
Extraído de «BPMT»,  XIV- 32 de 10 de Agosto de 1868, p. 152

Mato Mofino – chamava-se ao mato onde hoje se ergue o grandioso edifício do Seminário de S. José; ainda nos meados do século XVIII, se chamava Rua do Mato Mofino, à actual Rua do Seminário (começa na Rua da Alfândega, ao cimo da Calçada de Franciso António, e termina na Rua de S. José, à porta do Seminário de S. José), Jorge Miguel (ou José Miguel), grego ou arménio católico, falecido antes de 25-02-1633, doou aos jesuítas as suas casas sitas no mato Mofino; para elas se transferiram, a 23-2-1728, alguns jesuítas de S. Paulo, fundando a nova residência da Companhia, chamada de S. José.

«Hoje 23 de Fevrº de 1728 se passarão de S. Paulo os Pes. Da Vice-Província (da China) p.a esta nova casa de S. José p.r ordem do Rdo. Pe. V. Provincial João de Sá – Luiz de Sequeira Procurador da V. Província»

TEIXEIRA, Padre Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, pp. 95-96.

Continuação da leitura o número especial dedicado ao ultramar português do “Diário Popular” em 1961 (1), (2) nomeadamente nos artigos com referência mais específica a Macau que estão nas páginas 5 a 21 da sessão “Índia, Macau e Timor “ (total 4 páginas).

Páginas 10-11 (IMT): “A assistência pública está a realizar uma obra de largo alcance social e profunda repercussão política dentro do espírito cristão.

Página 12 (IMT): “O Progresso dos C.T.T.  demonstra que a Administração Portuguesa no Extremo-Oriente é inspirada por um superior critério. Um serviço de notável eficiência e uma organização de técnica modelar”.

Página 15 (IMT): “A Polícia de Segurança Pública é uma corporação modelar com alto grau de eficiência técnica.” (continuação do mesmo artigo da página 9)

As dedicadas e importantes funções da Polícia Política

(1) Ver anteriores referências em https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/diario-popular/

(2) http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/RaridadesBibliograficas/DiarioPopularDedicadoaoUltramarPortugues/DiarioPopularDedicadoaoUltramarPortugues_master/DiarioPopular_dedicadoaoUltramar.pdf

Extraído de «O Independente», I – 12 de 20 de Novembro de 1868, p. 104

Continuação da leitura do número especial do “Diário Popular” dedicado ao Ultramar Português, em 1961 (1)

Os artigos com referência mais específica a Macau estão nas páginas 5 a 21 na sessão “Índia, Macau e Timor” IMT.

Página 5 (IMT): uma pequena coluna sobre o governador Comandante Marques Esparteiro e dois artigos:

– “Uma Província que atesta em terras do extremo oriente”

– “O Comercio e a indústria tem excepcional importância e deles vive a população da cidade”

Na página 6 (IMT):

– “A Santa Casa da Misericórdia tem nobres tradições de intensa obra assistencial”

– “A pesca e a cultura do arroz constituem as principais actividades dos habitantes das ilhas da Taipa e de Coloane”

– “Comércio intenso com os territórios limítrofes”

Na página 7 (IMT):

– Usos e costumes da cidade do Santo Nome de Deus onde se conserva o que a China possui de mais típico

 – Macau terra de sonho

Nas páginas 8/9 (IMT)

– “A Polícia de Segurança Pública admiravelmente organizada vela pela população e desempenha um importante papel no equilíbrio político e no bem-estar da província”

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/20/noticia-de-20-de-outubro-de-1961-diario-popular-dedicado-ao-ultramar-portugues-i/

Camisola de algodão (100%), “Large”, de cor branca, com manga curta que desdobrada tem a forma de T (vulgarmente conhecida por “Tshirt”) para a prática desportiva (e não só), oferecida (já não me lembro bem), talvez pelos Serviços de Trânsito da PSP de Macau), na década de 90 (século XX) (1), com mensagens em português e chinês acerca do “Código de estrada – Código da vida”

FRENTE DA CAMISOLA

CÓDIGO DA ESTRADA ———————– CÓDIGO DE VIDA

SINAIS DE FUMO – SINAIS SONOROS – SINAIS DE FORÇA – SINAIS DE AMIZADE – SINAIS DE RIQUEZA – SINAIS DE POBREZA – SINAIS DE TEMPESTADE – SINAIS DE AMOR

SINAIS DE VIDA

POSTERIOR DA CAMISOLA

(1) Creio ter sido depois de 1993, com a publicação do Decreto-Lei n.º 17/93/M (B.O.  N.º 17/1993), em que se aprovou o novo Código de Estrada. Este diploma foi depois revogado por “Lei n.º 3/2007”

No dia 28 de Janeiro de 1956, foi lançado à água a lancha «28 de Janeiro», (1) totalmente construída nos estaleiros das Oficinas Navais de Macau e destinada ao serviço da Comissão do Plano de Fomento.
“Escolhendo o dia 28 de Janeiro para a sua inauguração e baptizando a lancha com essa data, quis a Comissão prestar uma singela mas significativa homenagem ao Primeiro Magistrado desta Província e grande impulsionador do seu Fomento.
À cerimónia assistiram o Governador e Esposa acompanhados do chefe de gabinete oficial às ordens, a Comissão da Plano de Fomento, o Capitão dos Portos, o Director das Oficinas Navais, o Comandante da Polícia Marítima e Fiscal, o Chefe de Secção da Administração e Contabilidade da Marinha Privativa, o Comandante da P. S. P., o representante da casa fornecedora do motor da lancha, jornalistas portugueses e chineses e outras individualidades.
Todos os convidados foram recebidos pelo Director das Oficinas Navais, Primeiro-tenente eng-maq-naval Fernando da Silva Nunes e esposa.
A Senhora Dra. D. Laurinda Marques Esparteiro lançou sobre a quilha da lancha uma taça de espumoso português, deslizando a lancha na rampa, em direcção à água.
Na primeira viagem, sobre as águas do porto, a lancha, conduzida pelo maquinista naval Luís Nunes, levou como passageiros o Governador e sua Esposa, algumas senhoras e individualidades presentes.
Foi servida a todos os presentes, o gabinete do Director das Oficinas Navais, uma taça de espumante, acompanhada de aperitivos.
O capitão dos Portos, Comandante Coutinho Garrido, na qualidade de superintendente daqueles serviços , em breve palavras, agradeceu a Sua Ex.ª o Governador e Sua Esposa a honra que davam, assistindo àquela cerimónia, e ao Presidente da Comissão do Plano de Fomento, Dr. Pedro Lobo, a confiança que a comissão depositava nas Oficina Navais, confiando-lhes a construção da embarcação… (…)
O Governador, Almirante Marques Esparteiro, afirmou que todos estavam, por certo, , de acordo, em felicitar as Oficina Navais por aquela obra… (…)”
Extraído de «MBI», III-60 de 31 de Janeiro de 1956, p. 11.
(1) Lancha «28 de Janeiro», completamente construída nas Oficinas Navais, em 32 dias, tinha de comprimento 16,5 pés de boca máxima, e o calado de 2 pés e duas polegadas, sendo a velocidade de cruzeiro de 16 nós.
Deslocava 2 437 toneladas e tinha uma lotação para 12 pessoas com bom tempo e 8 com mau tempo. Era toda em teca com uma espessura de 12 milímetros, forrada a plástico, a cabina com estofos de plástico de cor verde claro, almofadada, e os cortinados da mesma cor. A propulsão era feita por motor «Diesel», da marca «Perking», com a força de 100 B.H.P a 2000 rotações p. m. A construção foi superiormente dirigida pelo Primeiro-tenente engenheiro naval Fernando da Silva Nunes, coadjuvado por Luís Nunes, construtor naval , diplomado pelo «British Institute of Engineering Technology» de Londres, com sede em Hong Kong.

Ceia de Natal dos polícias de MacauO Governador de Macau, Albano de Oliveira procedendo à distribuição do bodo às famílias dos bombeiros falecidos
Festas desportivas nas escolas realizadas no dia de Natal
Distribuição de merenda e prendas às crianças no Jardim de Camões
Extraído de «BGC», XXVI-296, Fevereiro de 1950.

Extraído de «BGC» XIV-153, Março de 1938.

Durante o mês de Setembro de 1955, num lugar aprazível ao Jardim de S. Francisco, a Banda da Polícia sob a batuta do seu mestre Hyndman, deu regularmente, aos domingos, concertos de música variada, atraindo ao local numerosas pessoas amantes da música. A foto mostra os componentes da Banda rodeados de ouvintes (1)
O mestre Hyndman referido na notícia, será Luís Schellas Hyndman (1891-1956), da família Hyndman cujo primeiro nome referenciado por Jorge Forjaz (2) é Henry Hyndman, natural da Escócia, general do exército britânico e que viveu algum tempo em Macau cerca de 1787.
Luís Schellas Hyndman foi oficial da Marinha Mercante Portuguesa e terá sido o 1.º instrutor da Banda da Polícia de Segurança Pública de Macau. O seu único filho, António Maria José Hyndman (1926- ?) nascido em Shanghai foi funcionário da « Jardine, Matheson & Co», em Hong Kong e depois guarda da P. S. P. em Macau (2)
(1) Extraído de «MBI» III-51, 15SET1955, p. 16
(2) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. II, 1996, p. 229 – 240

Em consequência das circunstâncias que nessa altura afligiam a China, numerosos mendigos e vadios procedentes das diversas partes da China vieram a Macau. Para os albergar (todos os indivíduos maiores de 16 anos, sem meios de subsistência, que não tenham modo de vida ou residência na província e se entreguem à prática de mendicidade ou à vadiagem nas vias e lugares públicos) foi criado um centro de apoio e abrigo de mendigos e vadios, a título experimental e provisório na Ilha da Taipa, onde lhes foram fornecidos agasalho, alimentação, assistência médica e possibilidades de trabalho (1)

Abrigo de mendigos e vadios na Vila da Taipa
Os três barracões do referido abrigo

A Portaria na.º 4:998 de 8 de Setembro de 1951 foi substituída em 20 de Fevereiro de 1954, pela Portaria n.º 5:529  (B. O. n.º 8) (2)
Este mesmo «Abrigo de Mendigos e Vadios» passa a ser, em 20 de Maio de 1961, o «Centro de Recuperação Social» sob a responsabilidade do Corpo de Policia de Segurança Pública de Macau (Boletim Oficial n.º 20) (3)
(1) Extraído de «Mosaico», III-14 de Outubro de 1951.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/02/20/noticia-de-20-de-fevereiro-de-1954-abrigo-de-mendigos-e-vadios-ilha-da-taipa/
(3)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-de-recuperacao-social-da-taipa/