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Na sessão solene comemorativa do V Centenário da Morte do Infante e do I da fundação da Congregação Salesiana, no dia 23 de Maio de 1960, inaugurou-se no Colégio D. Bosco, uma Exposição Didático-Profissional, a primeira que se realizou neste Colégio D. Bosco.

“A exposição obedeceu a normas da pedagogia salesiana, aliadas às exigências do ensino técnico-profissional. Os temas literários e muitos dos desenhos e ilustrações da Exposição referiam-se à figura e obra do Infante D- Henrique atingindo ela assim um conjunto harmónico destinado a alcançar a sua múltipla finalidade: comemoração de duas datas, aproveitamento dos alunos, elucidação do público acerca da vida, actividades e objectivos do Colégio D. Bosco.

A Exposição foi fruto do trabalho do ano escolar, circunstâncias esta que nos vem explicar eu os alunos não ficaram sobrecarregados de trabalho num período de tempo relativamente curto e que a exposição foi realmente uma demonstração do ensino que gradualmente se foi ministrando durante o ano. Assim a exposição não foi uma mera exibição de habilidades, mas um documentário dos ideais que presidem à pedagogia salesiana, à vida escolar salesiana, aos programas salesianos em harmonia com os programas oficiais: cultura geral, cultura profissional, prática, desenho.

10 painéis  foram expostos com os seguintes temas:

1º painel – Português

2.º painel – Ciências Geográfico-Naturais.

3.º, 4.º, 5.º, 6.º e 7.º painéis – Tecnologia Mecânica.

8.º e 9.º painéis – Desenhos Decorativos.

 10.º painel – Documentação Fotográfica

O palco do salão de actos do Colégio foi reservado à secção religiosa da Exposição. Uma linda imagem de Nossa Senhora de Fátima dominava o ambiente, que nos falava do apostolado salesiano através da boa Imprensa.

Átrio de Exposição Didáctico-Profissional
Sua Exa. Revma. D. Policarpo da Costa Vaz cortando a fita simbólica
A Escola Profissional é dirigida por um mestre salesiano

NOTA – “Em Dezembro de 1958 inauguraram-se no Colégio D. Bosco oito novas máquinas da sua oficina de mecânica, um campo de basquetebol, um centro dos antigos alunos salesianos e a sala de jantar “De. Pedro José Lobo”. Desde 1960 até 1976, este Colégio formou 111 mecânicos, não se incluindo neste número os alunos que se prepararam na mesma especialidade antes de entrar em vigor a oficialização do Colégio.” (TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, p. 379.

(1) Informações retiradas de “Comemorações, em Macau, do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique”, pp. 217-218. Ver em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/16/leitura-comemora-coes-em-macau-do-v-centenario-da-morte-do-infante-d-henrique-ii/

Duas imagens da actividade cultural com legendas, provavelmente do mês de Maio de 1957,   publicadas no «BGU», XXXIII- 304, Junho de 1957, pp. 301-305.

O encarregado do Governo, brigadeiro Portugal da Silveira, no uso da palavra
O Dr. Pedro José Lobo discursando
O Sr. Ho In, presidente da Associação Comercial de Macau, ao receber os agradecimentos do Dr. Pedro José Lobo pela manifestação a que aquela corporação se associou.
Extraído de «BGU», XXXIII- 380, Fevereiro 1957, pp. 312-320
Extraído de «BGC», XXI-244, OUT1945 pp. 133 -138

De Hong Kong vieram para Macau, durante a Guerra do Pacífico, milhares de refugiados portugueses. Os rapazes ficaram privados das suas escolas; quanto à crianças e às raparigas, fácil lhes foi matricular-se nas escolas de Macau, tais como os Colégios de S. Rosa de Lima, do Sagrado Coração, de N. Sra. De Fátima, etc. Os rapazes, porém, não tinham nenhuma escola secundária, onde pudessem continuar os estudos violentamente interrompidos. Foi então que um dos mais categorizados refugiados, Porfírio Maria Nolasco da Silva, sugeriu que se solicitasse a vinda dos jesuítas irlandeses de Hong Kong para abrirem aqui um Colégio Inglês para esses rapazes.

A 27 de Outubro de 1942, chegaram a Macau os PP. Henry O´Brien e Brian Kelly; a 3 de Dezembro de 1942, chegaram os PP. Jeremias McCarthy e Thomas Cooney para com os primeiros iniciarem a escola. McCarthy e Coney instalaram-se na Residência dos Jesuítas da Vila Flor; O´Brien e Kelly no Seminário. A 1 de Janeiro de 1943 passaram os quatro para um edifício que o Governo pôs à sua disposição na Rua de S. Lourenço, (1) ficando superior o Padre O´Brien. A 4 de Janeiro desse ano, inauguraram nesse edifício o Colégio de S. Luís Gonzaga, (2) tendo no dia 18 celebrado, na Igreja de S. Lourenço, a missa do Espirito Santo, acompanhada a cânticos por um grupo de refugiados portugueses de Hong Kong.

Depressa se descobriu que o edifício da Rua Central era inadequado para acomodar o número de alunos que requeriam a matrícula e assim o Dr. Pedro Lobo assegurou muito obsequiosamente um outro edifício para o Colégio da Praia Grande.” (3)

Terminada a guerra em 1945, os refugiados regressaram a Hong Kong assim como os professores e alunos. Os jesuítas também foram para reabrir as suas escolas, encerradas durante a ocupação japonesa (1941-1945)

(1) O Padre Teixeira refere mais adiante que o edifício estava na Rua Central. (3)

S. Luis Gonzaga por Francisco Goya cerca de 1798

(2) Luís Gonzaga S.J (1568 — 1591), jesuíta italiano, Santo da Igreja Católica e patrono da juventude da igreja católica. Em 1729, o Papa Bento XIII declarou Luís de Gonzaga como o santo padroeiro dos jovens estudantes. Em 1926, ele foi nomeado padroeiro de toda a juventude cristã pelo Papa Pio XI. Devido à maneira de sua morte, ele foi considerado um santo padroeiro das vítimas da peste. Por sua compaixão e coragem diante de uma doença incurável, Luís Gonzaga tornou-se o patrono de pacientes com SIDA e de seus cuidadores. https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_de_Gonzaga

 (3) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982, p. 350

Extraído de «MBI», IV-75 de 15 de Setembro de 1956, p. 13-14
O Comandante do «João de Lisboa» e o Bispo de Macau trocando amistosos brindes
Aviso de 2.ª classe “João de Lisboa” – Desenho publicado no “Blogue dos navios e do marhttp://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2016/03/nrp-joao-de-lisboa.html

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviso-joao-lisboa/

O jornal “ O Século” publicou em Lisboa, em Junho de 1940, com o número comemorativo dos Centenários (1140-1640-1940), um suplemento de 80 páginas dedicado ao Império Colonial Português e às comemorações nas Províncias Ultramarinas dos Centenários da Fundação e da Restauração de Portugal (1)

Capa de “ O Século”, número comemorativo dos Centenários (1140-1640-1940)

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O Império Português na sua Máxima Expressão , pp. 2-3
Governadores coloniais: governador de Macau, p. 4 – Comandante Gabriel Maurício Teixeira
Macau é uma colónia em plena prosperidade, p. 60
Portugal Ultramarino 1940- MACAU – Rua de 5 de Outubro «, p. 53 –

(1) Disponível em: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/RaridadesBibliograficas/OSeculo_Imperio/OSeculo_Imperio_item1/index.html

Foi inaugurado, no dia 19 de Setembro de 1954, o novo aparelho transmissor de 3000 «watts» de potência, na Emissora Vila Verde. Este apreciável melhoramento veio alargar o raio de acção da estação e representou mais uma contribuição dos proprietários da Emissora nas actividades radiodifusoras de Macau.

Fotografia com má impressão em «MBI» (1)

Edificada em 1950, por Pedro José Lobo, a estação da Emissora Vila Verde iniciou-se com uma potência de 250 «watts» – uma estação puramente local – mas com o apoio e entusiasmo dos radiouvintes, para intensificar as suas actividades, nos princípios de 1954, a potência foi elevada par 1000 «watts». Neste mesmo ano, formou-se a sociedade «Rádio Oriental , Limitada» que passou a superintender as actividades da Emissora. Assim por proposta de um dos directores, George Ho, a Emissora tratou da aquisição de um novo transmissor de 3000 «watts», tendo, por outro lado, providenciado para que o programa das transmissões se tornasse mais amplo e extensivo a todo o mundo. A estação da Emissora Vila Verde passou a ser ouvida dentro dum raio de 800 milhas.

A fim de comemorar este melhoramento deslocaram-se de Hong Kong a Macau, entre directores da Emissora, jornalistas e outras individualidades, cerca de 50 pessoas que forma obsequiadas, juntamente com os representantes da imprensa em Macau, com um almoço e um jantar no Hotel «Kuoc Chai» (Grande Hotel/Grand Hotel) oferecidos, respetivamente, pelos Srs. Ho Yin e W. C. Liang e Emissora Vila Verde, e com um «Cocktail» oferecido por Pedro José Lobo na sua residência. (1)

(1) Artigo não assinado em «MBI», II-28 de 30 de Setembro de 1954, p. 11

Envelope (22 cm x 15,5 cm)
Envelope – verso

Dentro do envelope (22 cm x 15,5 cm), um postal (19,7cm x 15 cm) e um marcador de livro (19,7 cm 6 cm) com a mesma temática: quadro – aguarela sobre papel (9“ x 11“) – retrato de Cecília Yvanovich, pintado por George Smirnoff, em Macau, 1945. Emissão do Instituto Internacional de Macau em 2010.

Postal (19,7cm x 15 cm)
Postal – verso

Cecilia Yvanovich pintura de George Smirnoff
Exílios diferentes provocaram o encontro entre George Smirnoff e Cecilia Yvanovich, em 1945, em Macau. Desse acaso, e das mãos do pintor, saiu um dos poucos retratos produzidos poe ele, mais conhecido pelas aguarelas de cenas e paisagens de Macau. Retrato que a jovem modelo oferece, 66 anos depois a Macau, para que possa juntar às outras obras do mestre, no Território” (português, chinês e inglês)

Marcador (19,7 cm 6 cm)
Marcador -verso

(1) Nascido em Vladisvostock (Rússia) a 27 de Outubro de 1903, devido à revolução russa, vai com a mãe e uma tia, aos 12 anos, para Harbin (Manchúria) onde se forma, e trabalha como arquitecto-engenheiro, e onde projecta cerca de 200 casas e uma grande igreja. Continuava a pintar sendo autodidata e consegue sobreviver vendendo alguns quadros. Casamento em 1934 e em 1937, vai com a família para Tsingtao (Qingdao) norte de Shanghai, e em 1939, devido à ocupação japonesa, foge com a família para Hong Kong, onde retoma a sua profissão sobrevivendo com a pintura e fotografia. Em Dezembro de 1941 devido à invasão japonesa a Hong Kong, consegue em 1944 refugiar-se em Macau e aqui sobrevive dedicando-se à pintura, quer em aguarelas quer em desenhos de cenários para peças de teatrais, e ao ensino.

Grémio Militar e Quartel-General de S. Francisco, aguarela, 1945
http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30026/1863

O Governo de Macau através de Pedro José Lobo encomenda-lhe uma série de 63 aguarelas de cenas e paisagens de Macau. Fez a primeira exposição em Macau em Dezembro de 1945 no Colégio de S. Luís na Rua da Praia Grande, juntamente com os seus alunos. Após a guerra, regressou a Hong Kong onde se suicidou, por precipitação, em 1947. Está sepultado no Cemitério de Happy Valley. (2)
(2) Informações retiradas de SMIRNOFF, Irene – Biografia no Catálogo de Exposição “George Vitalievich Smirnoff”, edição do Leal Senado de Macau em Junho de 1985.

No dia 28 de Janeiro de 1956, foi lançado à água a lancha «28 de Janeiro», (1) totalmente construída nos estaleiros das Oficinas Navais de Macau e destinada ao serviço da Comissão do Plano de Fomento.
“Escolhendo o dia 28 de Janeiro para a sua inauguração e baptizando a lancha com essa data, quis a Comissão prestar uma singela mas significativa homenagem ao Primeiro Magistrado desta Província e grande impulsionador do seu Fomento.
À cerimónia assistiram o Governador e Esposa acompanhados do chefe de gabinete oficial às ordens, a Comissão da Plano de Fomento, o Capitão dos Portos, o Director das Oficinas Navais, o Comandante da Polícia Marítima e Fiscal, o Chefe de Secção da Administração e Contabilidade da Marinha Privativa, o Comandante da P. S. P., o representante da casa fornecedora do motor da lancha, jornalistas portugueses e chineses e outras individualidades.
Todos os convidados foram recebidos pelo Director das Oficinas Navais, Primeiro-tenente eng-maq-naval Fernando da Silva Nunes e esposa.
A Senhora Dra. D. Laurinda Marques Esparteiro lançou sobre a quilha da lancha uma taça de espumoso português, deslizando a lancha na rampa, em direcção à água.
Na primeira viagem, sobre as águas do porto, a lancha, conduzida pelo maquinista naval Luís Nunes, levou como passageiros o Governador e sua Esposa, algumas senhoras e individualidades presentes.
Foi servida a todos os presentes, o gabinete do Director das Oficinas Navais, uma taça de espumante, acompanhada de aperitivos.
O capitão dos Portos, Comandante Coutinho Garrido, na qualidade de superintendente daqueles serviços , em breve palavras, agradeceu a Sua Ex.ª o Governador e Sua Esposa a honra que davam, assistindo àquela cerimónia, e ao Presidente da Comissão do Plano de Fomento, Dr. Pedro Lobo, a confiança que a comissão depositava nas Oficina Navais, confiando-lhes a construção da embarcação… (…)
O Governador, Almirante Marques Esparteiro, afirmou que todos estavam, por certo, , de acordo, em felicitar as Oficina Navais por aquela obra… (…)”
Extraído de «MBI», III-60 de 31 de Janeiro de 1956, p. 11.
(1) Lancha «28 de Janeiro», completamente construída nas Oficinas Navais, em 32 dias, tinha de comprimento 16,5 pés de boca máxima, e o calado de 2 pés e duas polegadas, sendo a velocidade de cruzeiro de 16 nós.
Deslocava 2 437 toneladas e tinha uma lotação para 12 pessoas com bom tempo e 8 com mau tempo. Era toda em teca com uma espessura de 12 milímetros, forrada a plástico, a cabina com estofos de plástico de cor verde claro, almofadada, e os cortinados da mesma cor. A propulsão era feita por motor «Diesel», da marca «Perking», com a força de 100 B.H.P a 2000 rotações p. m. A construção foi superiormente dirigida pelo Primeiro-tenente engenheiro naval Fernando da Silva Nunes, coadjuvado por Luís Nunes, construtor naval , diplomado pelo «British Institute of Engineering Technology» de Londres, com sede em Hong Kong.

Na continuação da postagem de 12-02-2018, festejos do ano novo chinês que nesse ano de 1956 foi a 12 de Fevereiro (1), retiro do «Boletim Geral do Ultramar» (2), uma crónica macaense sobre as festas escolares realizadas nas Escolas Primárias Oficiais Luso-Chinesas Sir Robert Ho Tung
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/02/12/noticia-de-12-de-fevereiro-de-1956-dia-de-ano-novo-lunar/
(2) Extraído de «BGU», XXXII – 369,Março de 1956 pp. 166-168 e