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Da leitura das crónicas de Henrique de Senna Fernandes, extraí o seguinte apontamento sobre o desporto no ano de 1928 nomeadamente das corridas de bicicletas, esta corrida referente ao dia 5 de Outubro de 1928.

“O culto do desporto, altíssimo nessa época, revelou-se em outras actividades. É o apogeu das corridas de bicicleta, iniciadas talvez na segunda metade dos anos 20, salvo erro de apontamento, sob o impulso do Núcleo Desportivo “Pátria”, constituído principalmente pelo pessoal dos Serviços de Marinha. A grande alma do ciclismo macaense foi Júlio A. Bento, popularmente conhecido por “Pau Preto”, o campeão incontestável da época.

A maior realização dos anais do ciclismo macaense foi a Corrida de 100 Quilómetros Macau-Tong Ká-Macau. Essa prova duríssima fez-se, em comemoração do Dia da República, 5 de Outubro, partindo os doze ciclistas inscritos do Palácio da Praia Grande. Do “Jornal de Macau” conhecemos os nomes de alguns dos corredores: Júlio Bento, Pietro Colombo (italiano), Carlos Borges Delgado, filho do então reitor do Liceu, Manuel Rodrigues e Manuel Dias Correia, ambos da Guarnição Militar, Samal Khan (polícia mouro) e Francisco Pinto.

Júlio Bento, o campeão, foi perseguido pelo azar, logo de início. Na curva do Jardim de S. Francisco, teve a primeira queda. Atrasado a consertar a bicicleta e a tratar-se de escoriações, voltou a correr, fazendo uma recuperação espantosa, chegando a Tong Ká, a poucos minutos de distância do primeiro. No caminho do regresso, teve a segunda queda em A-Chac, prosseguiu depois com o mesmo afinco e estava já a um minuto e tal do que ia à frente, quando à saída de Ku-Oc teve a terceira queda que lhe espatifou a bicicleta, desistindo da corrida.”

FERNANDES, Henrique de Senna – O Cinema de Macau II in  http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30018/1706

Após oito anos, a “Malaysian Hockey Federation “ (1) organizou de novo o torneio dos veteranos de hóquei em campo, o chamado “PACIFIC RIM MASTERS -VETERAN HOCKEY TOURNAMENT”, o 18.º, na cidade de Kuala Lumpur (Malásia) de 23 de Setembro a 1 de Outubro de 1998. O torneio englobou ainda duas outras provas: “Senior Masters” e “Ladies Tournament”. Os jogos decorreram no “Pantai Hockey Stadium”.

CAPA do programa (29,5 cm x 21 cm)
Contracapa da programa

Notas do representante dos Veteranos de Macau, na reunião dos delegados das selecções.

Apresentação dos participantes macaenses
“OFFICIAL DINNER” 30-09-1998

NOTA: a delegação de Hong Kong apresentou-se pela primeira vez neste torneio com a denominação Hong Kong/China, após a transferência da soberania a 1 de Julho de 1997

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/09/19/noticias-de-17-a-23-de-setembro-de-1990-torneio-internacional-de-hoquei-em-campo-veteranos-pacific-rim-international-masters/https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/09/24/lembranca-do-torneio-internacional-de-hoquei-em-campo-veteranos-pacific-rim-international-masters-ii/

Continuação da leitura do artigo “Resenha Histórica do Hóquei Clube de Macau”, que José dos Santos Ferreira (Adé) publicou em 1972, na revista «MACAU, Boletim de Informação e Turismo» (1) (2)

“… O primeiro «interport» contra Hong Kong efectuou-se em 1934, tendo terminado com um empate 1-1. A série dos «interports» anuais entre as selecções de Macau e Hong Kong prosseguiu, ininterruptamente até 1941, ano em que romperam as hostilidades no Pacífico. Entretanto, em 1939, o tenente Filipe O´Costa havia regressado à Metrópole. Porém, em Macau, ficaram bem vincados, entre os adeptos de várias modalidades desportivas, e quiçá para sempre, o seu nome e a sua obra, aliados à noção mais viva dos princípios do desportivismo, amor e dedicação ao desporto. É que Filipe O´Costa pugnou sempre, não apenas pela modalidade e clube que aqui havia criado, mas também pelo desenvolvimento de outras actividades desportivas nomeadamente o ténis e o atletismo.

Por ironia das circunstâncias, nunca o desporto em Macau teve tantos adeptos e tão vasta actividade como nos anos cruciantes da guerra no Pacífico. O hóquei, como não podia deixar de ser, teve o seu grande quinhão de benefício. Longe de se manter inerte, bem pelo contrário a actividade que se desenvolveu no seu único campo – o da Caixa Escolar – foi extraordinariamente intensa e profícua. Toda a promoção em prol do hóquei foi possível na medida em que os numerosos hoquistas de Hong Kong aqui refugiados quiseram e bem souberam cooperar com os elementos locais no prosseguimento da prática e tradição da modalidade.

Disputaram-se, então, torneios e campeonatos, uns após outros com a participação de dez grupos, no mínimo, de homens, e de outros tantos de meninas e de estudantes. A febre do hóquei só abrandou quando terminada a guerra, os milhares de refugiados regressaram às suas terras.

O Hóquei Clube de Macau adquiriu personalidade jurídica em 1944, com a publicação dos seus estatutos, aprovados pela Portaria n.º 3: 658 de 21 de Outubro desse mesmo ano. A série dos «interports» com Hong Kong retomou o seu prosseguimento em 1949, com a realização do 9.º encontro anual e não mais sofreu interrupção até ao ano presente (1972), em que os seleccionados de Macau, tendo-se deslocado a Hong Kong, dali regressaram com a vitória de 1 a 0. “.

A representação do País em certamente internacional foi, desde há muito, «sonho doirado» do Hóquei Clube de Macau. O clube macaense tudo fizera para estar presente nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e de 1956, em representação de Portugal. Mas circunstâncias adversas impediram que tão grande aspiração e honrosa representação se transformassem em realidade.” (1)

(1) FERREIRA, José dos Santos – «MBIT», VIII-3/4 de Maio/Junho de 1972, pp.2-3

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/09/11/leitura-resenha-historica-do-hoquei-clube-de-macau-i/

Ainda referente ao torneio Internacional de hóquei em campo, o chamado “PACIFIC RIM MASTERS -VETERAN HOCKEY TOURNAMENT” realizado em Kuala Lumpur (Malásia) de 17 a 23 de Setembro de 1990, (postagem anterior) (1) apresento uma recordação desse torneio – camisola desportiva oferecida pela organização.

FOTO DO AUTOR
Pormenor da camisola no bolso (FOTO DO AUTOR)
Pormenor da camisola na manga direita (FOTO DO AUTOR)

 (1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/09/19/noticias-de-17-a-23-de-setembro-de-1990-torneio-internacional-de-hoquei-em-campo-veteranos-pacific-rim-international-masters/

Em anterior postagem (1) publiquei o envelope grande (formato C5) e a pagela, referente à emissão pelo «Correios e Telecomunicações de Macau/ CTT »  do sobrescrito do 1.º dia de circulação (selos e carimbo) dos XI Jogos Asiáticos de 1990 que se realizaram em Beijing, no período de 22 de Setembro a 7 de Outubro de 1990.

Sobrescrito – formato C6 – frente e verso (com o logótipo dos C.T.T.)

Hoje apresento o envelope pequeno – C6 (114 x 162 mm) – sobrescrito de 1.º dia de circulação com o motivo e obliteração de 1.º dia – com os selos: 80 Avos – ciclismo; 1 Pataca – natação; 3 Patacas – judo; 4,20 Patacas – tiro e os seis selos sem carimbo.

Os desenhos são de Ng Wai Kim

Seis Selos – sem carimbo (9,5 cm x14 c ) – 15 ptcs – n.º 33483

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1990-jogos-asiaticos-1990/  

O torneio Internacional de hóquei em campo, o chamado “PACIFIC RIM MASTERS -VETERAN HOCKEY TOURNAMENT” (realizado anualmente), este de 1990, o nono encontro, realizou-se em Kuala Lumpur (Malásia) de 17 a 23 de Setembro de 1990, organizado pela “Malaysian Hockey Federation” no Estádio “Tun Razak”.

Capa do Programa Oficial (30 cm x 21 cm)
A delegação dos Veteranos da Associação de Hóquei em Campo de Macau

NOTA: Por motivos vários, nem todos os elementos previamente inscritos puderam seguir viagem para Kuala Lumpur pelo que foram substituídos.

Um anexo com os resultados oficiais de todos os encontros
Lista dos melhores marcadores

Duas fotos da cerimónia oficial da abertura do torneio com o desfile das equipas participantes no dia 17 de Setembro de 1990, com a presença do Ministro da Juventude e Desporto, da Malásia

FOTO DO AUTOR
FOTO DO AUTOR
Quadro dos resultados dos jogos exposto no estádio FOTO DO AUTOR

NOTA: hoje dia 19 de Setembro, faz precisamente 31 anos em que os veteranos de Macau jogaram o 3.º encontro deste torneio, precisamente com a equipa que ganharia o torneio, a Australia, equipa de veteranos quase todos eles de participações anteriores nos jogos olímpicos (Australia 3 – Macau 0)

“Resenha Histórica do Hóquei Clube de Macau”, escrita por José dos Santos Ferreira (Adé) e publicada em 1972, na revista «MACAU, Boletim de Informação e Turismo » (1) 

 “Naquela tarde de Outono de 1926, um jovem oficial do Exército, meses antes chegado à Província, reunia à sua volta no campo desportivo da Caixa Escolar cerca de uma dúzia de atletas, uns ainda rapazes e outros homens já feitos, a quem falou animadamente do hóquei em campo, em todos incutindo o gosto e o interesse pela modalidade. Desportista em toda a acepção do termo e entusiasta de hóquei como nunca houve outro igual, Filipe Augusto O´Costa – assim se chama o jovem tenente de Infantaria – acabava, naquela tarde, de lançar a semente que viria a produzir tantos e tão benéficos frutos em proveito do desporto português nestas paragens do Oriente, Filipe O´Costa tinha feito escola de hóquei na Alemanha e Inglaterra. Ali aprendera a jogar a li colhera sãos ensinamentos sobre o desportivismo, o espírito de «fair play» e a essência do amadorismo no desporto, única forma em que o hóquei em campo é aceitável.

O primeiro grupo de hóquei de Macau formou-se umas semanas após aquela reunião, dele fazendo parte estudantes, militares e cadetes ingleses. Filipe O`Costa era médio-centro, o capitão, o chefe, mestre, treinador e a alma do grupo. Mercê de muita tenacidade e valiosos ensinamentos, sem mais tardar, viu os seus discípulos e companheiros da equipa predicados que bem valiam ser aproveitados, a par dum entusiasmo e dedicação a toda a prova. Aos primeiros elementos, outros se juntaram e no ano seguinte já mais de duas dezenas d adeptos sabiam manejar o «stick», revelando, porém, sem grande surpresa para o mestre, decidida inclinação para a modalidade.

Naquele tempo, em Hong Kong, dada a existência de muitos esportistas britânicos e ainda por influência da Índia, já o nível do hóquei se situava em escala bastante elevada. Vários eram os agrupamentos e centenas os jogadores de diferentes nacionalidades que praticavam com regularidade este desporto. Era, pois, imperioso promover contactos. Não hesitou o tenente Filipe O´Costa em proporcionar aos seus discípulos o gosto de participar em pugnas, convidando para Macau quantas equipas quisessem aqui vir a disputar encontros amigáveis com o primeiro e o único grupo de hóquei de Macau.

Os primeiros resultados foram inteiramente desfavoráveis; derrotas após derrotas, algumas delas copiosas, assinalaram as duas épocas iniciais do hóquei de Macau. Tais resultados, se foram desastrosos, não chegaram, com certeza, a ser desmoralizadores. Bem antes pelo contrário, constituíram, de certo modo para estímulo e levaram os nossos hoquistas a encher-se de brio, convencendo-se de que era preciso trabalhar mais e aprender melhor. Assim, de facto, aconteceu, e os resultados positivos do seu trabalho aturado, persistência e redobrada dedicação não se fizeram esperara partir d terceira época, já muitos encontros terminavam a favor de Macau. Não mais de havia registado outra derrota pesada. A turma macaense havia crescido e já se sabia impor aos grupos de Hong Kong, muito jogados e experientes. O nome do Hóquei Clube de Macau estava feito.

Durante cerca de uma década, vitórias após vitórias marcaram o período áureo do clube macaense, já então cognominado o «invencível» pela massa desportiva e Imprensa de Macau e Hong Kong. Os adversários já não eram apenas os modestos clubes de hóquei de Hong Kong, com também agrupamentos mistos e seleções da colónia britânica, grupos e selecções de Singapura, universitários do Japão e ainda uma selecção de Cantão, formada, na sua maioria, por elementos da comunidade alemã estabelecida em Shameen.

Identificação dos jogadores (data ?; local ?)
1.ª plano (sentados): Henrique Nolasco da Silva; Fernando Marques; Lourenço Ritchie; Alexandre Airosa(?) ; Albertino Almeida
2.º plano (de joelhos): Herculano da Rocha (Josico); ???; Humberto Rodrigues.
3.º plano (de pé): João do Santos Ferreira; José dos Santos Ferreira; César Capitulé (guarda redes) ; Armando Basto.

CAPA em português

Revista “DESPORTO 96”, editada pelo Instituto dos Desportos de Macau (IDM), publicação caracterizadora da actividade desportiva ocorrida ao longo do ano de 1996, em Macau, realçando os principais acontecimentos desportivos internos e internacionais em que o Território esteve envolvido.

CONTRACAPA , em chinês

Revista (29, 5 cm x 21 cm x 1cm; com 70 páginas em português e 70 páginas em chinês) distribuída em 1997, oferta do IDM, com os cumprimentos do presidente, Manuel Silvério que tomou posse neste cargo em Setembro de 1996 (anteriormente já desempenhava as funções de vice-presidente). A nova sede do IDM foi construída no complexo do Forum de Macau, o lançamento da primeira pedra ocorreu em fins de Outubro de 1996 e em meados de 1997 ficaria concluída.

1.ª página

Na Capa, destaco uma das modalidades desportivas mais representativas dos macaenses, o Hóquei em Campo, aqui representada pelo autor, guarda-redes duma das equipas (Hóquei Clube de Macau) que participaram em 1996 no campeonato interno (campo do Tap Seac).

O numeroso público que se deslocou, nos dias 8 e 9 de Setembro de 1951, ao campo desportivo da Praia Grande, teve oportunidade de assistir a dois bons desafios de futebol em miniatura, que foram renhidamente disputados, empatando, no primeiro, as selecções de Macau e Hong Kong por 2 a 2 e saindo vencedora do segundo, a selecção militar de Mcau, que derrotou a selecção de Hong Kong, por 2 a 0.

As selecções de Hong Kong e de Macau com os seus dirigentes.
A selecção militar de Macau e a equipa de Hong Kong

Extraído de «Mosaico», III- 14 de OUT de 1951

No ano de 1972, o Comissariado Provincial da Mocidade Portuguesa organizou mais uma vez um acampamento para os seus filiados. (…) Instalado num dos mais belos e aprazíveis sítios da ilha de Coloane, nos terrenos da colónia balnear da Polícia de Segurança Pública, com uma bela Praia. (…)

Com início no dia 4 de Setembro e terminou no dia 8 com o levantamento das barracas e o regresso a Macau. Sob a direcção do Revdo. Padre José Maria Fonseca, S.D.B., assistente eclesiástico da Organização, tendo como instrutores o professor José Ricardo Neves e sargento Francisco Marcelo Burgos, a vida do acampamento decorreu na melhor ordem possível, num ambiente sempre de grande animação, com um programa bem pensado e melhor executado. 

 Ao graduado José Rodrigues, do Centro n.º 4 (Colégio Dom Bosco) esteve cometido o Comando do Acampamento com cerca de 70 filiados dos diversos Centros da Província que integraram o referido acampamento, durante cinco dias.

O local onde foi implantado o acampamento da Mocidade Portuguesa, junto à bela praia de Hac-Sá.

No dia 7 de Setembro, o Senhor Encarregado do Governo, coronel Ferreira Machado fez uma visita ao Acampamento, acompanhado do seu secretário, Sr. Rogério Artur dos Santos, do Comissário Provincial da M. P., capitão Fernando dos Santos Maia, Adjunto do Comissário, Dr. Marinho de Bastos, e ainda o Director do Centro n.º 1, Dr. António Maria da Conceição. Texto e fotos extraídos de «MBIT», VIII, n.º7/8 de Set/Out, 1972, pp. 14-17.

O Comandante do Acampamento José Rodrigues durante a saudação que dirigiu ao S. Encarregado do Governo, coronel Ferreira Machado, no dia da sua visita.
O Sr. Encarregado do Governo faz a entrega de prémios aos vencedores das diversas provas de atletismo constantes da competição desportiva.