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Realizou-se em Macau, no Hospital Conde de S. Januário de 6 a 11 de Setembro de 1981, o “SYMPOSIUM ON TRANSCULTURAL PSYCHIATRY”, uma extensão asiática do “The VIII World Congress of Social Psychiatry”, com o alto patrocínio do Governador de Macau.
A Comissão Organizadora era constituída por médicos de Lisboa (A. G. Ferreira, H. Rodrigues da Silva, J. M. Machado Nunes e J. M. Caldas de Almeida) e uma Comissão Local formada por José da Paz Santos, Deolinda Martins e Jorge Alberto Hagedorn Rangel.
A Sessão de Abertura realizou-se no Domingo, dia 6 de Setembro, no Leal Senado às 18 horas.
As Sessões Plenárias, workshops, comunicações livres e Sessão de Encerramento realizaram-se no Hospital Conde de S. Januário.
As línguas oficiais do Simpósio foram o Português e o Inglês, com tradução simultânea na sala principal.

CAPA (21 cm x 15 cm) + CONTRACAPA

Um dos workshops «O MACAENSE E A SUA IDENTIDADE; A sua cultura subjectiva» realizou-se no Museu Luís de Camões , em três sessões, nos dias 8, 10 e 11., tendo como presidente da mesa Nuno Afonso Ribeiro. Intervieram, Charles R Boxer (GB), Carlos Estorninho (P), J. M. Machado Nunes (P), António Conceição Jr (P) , Maria Cecília Magalhães (P) e Silva Rego (P).
Os participantes e acompanhantes ficaram instalados nos Hotéis Lisboa, Sintra e Metrópole.
O jantar de encerramento foi no dia 11 pelas 20.00 a convite do Governador de Macau.
Foram oferecidas aos Congressistas pelo Secretário-Adjunto do Governo de Macau para o Turismo, Ensino e Cultura uma medalha do simpósio na forma de uma «sapeca», moeda chinesa que durante muito tempo circulou em Macau. O seu valor fiduciário é de 1/10 do avo e tem a particularidade de ter um orifício central de forma quadrada.
Os Correios de Macau emitiram um envelope e 6 selos comemorativos deste simpósio, com os seguintes valores: 15 avos, 40 avos, 50 avos, 60 avos, 1 pataca e 2,20 patacas. A autoria do desenho é de António Conceição Jr.

O tema proposto – Simpósio de Psiquiatria Transcultural – foi abordado pelo Artista segundo a perspectiva religiosa, marcante como símbolo de duas culturas. Tendo escolhido um formato vertical, aproveitou a escultura de uma divindade budista em «papier machée», que foi tratada em conotação com o fundo. Assim, à imagem serena do Arhat associa-se a sombra de uma cruz que se projecta sobre a parte central da escultura e que se completa pelo fundo.” (retirado do Programa)
No primeiro dia de emissão, 6 de Setembro, foi também oposto em toda a correspondência um carimbo comemorativo, tenho para isso funcionado um posto de correios no “hall” de entrada do Hospital Conde de S. Januário.
O Programa Social além das visitas aos locais de interesse turístico (incluindo o Museu «Luís de Camões») e às Instituições Assistenciais de Macau, os acompanhantes dos participantes tiveram um almoço “Iam Chá” oferecido pela esposa do Director dos Serviços de Saúde (dia 8), um passeio à região de Zhonshan (oferta do Banco do Oriente) (dia 9) e assistência às corridas de cavalos no Hipódromo da Ilha da Taipa (dia 10).
Durante os dias do simpósio, esteve uma exposição de artesanato de Macau no Hospital Conde de S. Januário, e outra, exposição colectiva de arte gráfica portuguesa contemporânea (organizada pela Galeria 111 de Lisboa), no «Museu Luís de Camões» onde estavam representados Bartolomeu Cid, René Bertholo, Carlos Botelho, Manuel Cargaleiro, Lourdes Castro, Costa Pinheiro, David de Almeida, Eduardo Luís, Victor Fortes, José de Guimarães, Maluda, Jorge Martins, Menez, Nadir Afonso, Eduardo Nery, Nikias, Palolo, Pomar e Vieira da Silva.

Em 1934, o Comissário da Polícia de Macau era o Administrador do Concelho, Capitão de Artilharia Alexandre dos Santos Majer que esteve no cargo de 1-03-1931 a 22-01-1937.

O comandante da Polícia de Segurança, em 1934, era o Tenente de Infantaria Rodrigo Brandão Guedes Pinto.
Em 1937, por razões de sobrecarga de trabalho do administrador e comissário da polícia, foi publicado em Boletim Oficial n.º 29 de 7 de Julho de 1937, a portaria n.º 533 que determinava sobre o cargo de Comandante da Polícia de Segurança Pública de Macau era independente e distinto do de Administrador do Concelho de Macau, e que o Comandante da Polícia seria um capitão ou tenente do exército metropolitano com o curso da arma, e dependente da Repartição Central dos Serviços de Administração Civil da Colónia; bem como também determinava sobre a constituição do quadro de pessoal da PSP, que passou para um efectivo de 631 homens.
A partir de 1937, Comandante do Corpo de Polícia de Segurança de Macau foi o Capitão de Artilharia Carlos de Sousa Gorgulho. (de 5-03-1937 a 31-07-1939)
http://www.fsm.gov.mo/psp/por/psp_org_2.html  
Sobre este comandante da P.S.P. ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/19/cotisacao-para-o-asilo-de-mendicidade/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/19/cotisacao-para-o-asilo-de-mendicidade/

Do diário de Harriet LOW   (1)
“6 de Agosto de 1830:
Desejaria dar-te a mais pequena ideia duma procissão que passou aqui esta tarde. Parece que estão a dedicar uma nova igreja ou pagode e fazem grande alarido na cidade. Mas, ainda que enchesse muitas páginas, receio que não te poderia dar uma boa ideia dela.
Em primeiro lugar, não se pode calcular o seu comprimento e a variedade de objectos, vestidos, música, etc. …
Muitos dos vestidos eram esplêndidos, com cores e materiais que podes imaginar, mas num estilo que não pode agradar aos olhos de qualquer pessoa dotada de bom gosto.
Havia mulheres esplendidamente adornadas, montadas em cavalos, indo escarranchadas; rapazinhos ataviados com os chapéus e vestidos mais grotescos, empunhando bandeiras trabalhadas com todo o esplendor e de todas as cores.
Iam crianças suspensas no ar e até parecia que se não apoiavam em coisa nenhuma, tal a forma engenhosa como havia sido aquilo disposto.
Havia ainda uma pequena Vénus, saindo da sua concha, e milhões de outras coisas de que não me posso lembrar.
E então a música! Música, disse eu? Ó céus! Se sons tão dissonantes se podem chamar música, aquilo deve ser o supra-sumo da perfeição, pois não podia haver maior ruído; os gongos batiam horrivelmente de sorte que não se podia ouvir de pessoa alguma, ainda que estivesse perto. Oh! Não devo esquecer-me dos porcos tão interessantes! Pobres porcos assassinados, assados e besuntados para essa ocasião, e levados nos carros.
Havia um cordeiro, pobre animalzinho, todo tosquiado, e colocado num carro como se ainda estivesse vivo.
Seguia-se um porco pronto para ser cortado, outro assado e outro besuntado.
Olha que em todas as procissões de casamento, nos funerais, e não sei que mais, são sacrificados os pobres e inocentes porcos.
Seguiam-se carros cheios de fruta – presentes aos deuses como suponho.”

Macau. 1832.
Gravura de W. Floyd  dum desenho de  W. Purser. Colorido à mão. (2)

(1)  Segundo Padre Teixeira (1) esta procissão seria a “festa anual de T´in Hau” (天后/Mazu/A Má), Imperatriz do Céu Deusa dos Mares/Pescadores, protectora dos pescadores e dos navegantes que ainda hoje em Hong Kong se celebra em Agosto, assistindo até o governador”. (TEIXEIRA, Padre Manuel – Macau no Séc. XIX visto por uma jovem americana, 1981, p. 38/39.
A Procissão/Festival em honra a T´in Hau – 天后, em Hong Kong, desde 1963, celebra-se no 23.º dia do 3.ª mês lunar do ano (entre finais de Março e Maio dependendo do calendário lunar).
T´in Hau é a protectora do Pagode Da Barra e de grande devoção dos pescadores de Macau.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/templo-tin-hau-coloane/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/templo-tin-hau-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/templo-tin-hau-taipa/
(2) Esta mesma pintura já foi apresentada em anterior postagem com a indicação de “Macau, 1935”
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/04/06/quadros-19th-century-macau-prints-iv-pintura-de-auguste-borget-e-robert-elliot/
Esta indicação “Macao, 1832” retirei-a de:
http://www.antique-prints.de/shop/catalog.php?list=KAT08&seg=2 

Continuação da publicação dos postais constantes da Colecção intitulada “澳門老照片 / Fotografias Antigas de Macau / Old Photographs of Macao”, emitida em Setembro de 2009 pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau/Museu de Macau (1)

Portal da Igreja de S. José
Aguarela em papel (sem data; 1833-38)
George Chinnery

(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/postais/  
Sobre o Seminário de S. José ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/seminario-de-s-jose/ 

Continuação da publicação dos postais constantes da Colecção intitulada “澳門老照片 / Fotografias Antigas de Macau / Old Photographs of Macao”, emitida em Setembro de 2009 pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau/Museu de Macau (1)
“Ali (Praia Grande) se erguiam as elegantes mansões dos condes de Senna Fernandes, de Carlos Pais de Assunção, Luís Aires da Silva, major Aurélio Xavier, General António Joaquim Garcia, José Ribeiro, Simplício de Almeida, Dr. João Jaques Floriano Alves, Constâncio José da Silva, Alexandrino Gonzaga de Melo, Maria do Carmo Piter, família Eça, capitão João de Sousa Canavarro, etc. Também algumas de famílias chinesas ricas tinham ali prédios de estilo tipicamente chinês: lam-Lim, Chou Lim Ip, Li Kiang Chin, Chan Fong, etc.
Sangra-nos o coração ao ver que hoje pouco ou nada resta das solarengas casas apalaçadas da Praia Grande…(TEIXEIRA, P. Manuel Teixeira – Toponímia de Macau, Volume I, pp. 73/74.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/postais/

Continuação da publicação dos postais constantes da Colecção intitulada “澳門老照片 / Fotografias Antigas de Macau / Old Photographs of Macao”, emitida em Setembro de 2009 pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau/Museu de Macau (1) 
Este palácio denominado Palácio do Cercal, (2) mandado construir em 1849 pelo /Barão do Cercal /Visconde (a partir de 1865) ao arquitecto macaense José Tomás de Aquino, foi  arrendado em 1 de Junho de 1875 pelo Governo por um ano (renovado se não houvesse qualquer aviso) pela renda inicial: $2 400 patacas. Depois o palácio foi penhorado e posto em arrematação em 1881 sendo comprado pelo Governo (sendo governador Joaquim José da Graça) por $20. 080 patacas. A partir de 1884, foi residência dos governadores sendo o primeiro, Tomás de Sousa Rosa (1883 a 1886) até 1926, quando o governador Tamagnini Barbosa (2.º mandato) escolheu Santa Sancha para sua residência permanente. Desde esta data, o Palácio da Praia Grande ou o Palácio do Governo ficou a servir apenas de sede de governo (nele funcionava também a Assembleia Legislativa e o Conselho Consultivo do Governador), até 1999 e após essa data, sede oficial do Chefe do Executivo de Macau e do seu Governo.
(1) Ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/postais/
(2) Era o prédio n.º 27 da Rua da Praia Grande
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/06/08/noticia-de-8-de-junho-de-1875-arrendamento-do-palacio-da-praia-grande-do-visconde-do-cercal/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/barao-do-cercal/

Desenho de autor desconhecido publicado no Boletim da “S. L. A. do Rio de Janeiro” de 1932.
Sobre a Avenida Almeida Ribeiro ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-almeida-ribeiro/