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Continuação da publicação de “ Description of a View of Macao in China, now Exhibiting at the Panorama, Leicester Square”, (1)

Hoje, o segundo desenho – a vista das águas do Porto Interior, com os diversos barcos ancorados.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/15/leitura-desenhos-de-macau-1840-description-of-a-view-of-macao-in-china-i/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/16/leitura-desenhos-de-macau-1840-description-of-a-view-of-macao-in-china-ii/

Continuação da anterior postagem, com a publicação da terceira parte do primeiro desenho referido em (1)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/15/leitura-desenhos-de-macau-1840-description-of-a-view-of-macao-in-china-i/

A publicação “ Description of a View of Macao in China, now Exhibiting at the Panorama, Leicester Square”, de 1840, (1) apresenta dois desenhos de Robert Burford, (2) do Porto Interior de Macau.
O primeiro – uma vista do Porto Interior (da Penha à Guia), assinalando com uma numeração os principais pontos de interesse (salientando as residências dos britânicos) acompanhados depois no texto com uma pequena descrição de alguns destes pontos;
o segundo – a mesma vista mas dos barcos ancorados nas águas do Porto Interior.
Reproduzo o primeiro destes desenhos, decompondo-o em três partes, acompanhado dos textos:
………………………………………………………………………….continua
(1) “Description of a view of Macao in China now exhibiting at panorama , Leicester Square, painted by the proprietor Robert Buford, London, 1840″, 12 p. Digitalizado por “Internet Archive”/ “Google” de “The Getty Research Institute” / Cornell University
https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?d=gri.ark:/13960/t6938b464&view=1up&seq=7
https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=coo.31924023217676&view=1up&seq=16
(2) Robert Burford, 1791-1861. Artista conhecido pela série de “Panoramas” dos muitos sítios que visitou e que foi publicando de 1827 a 1846 – disponível na net.

Mais duas fotografias publicadas no Anuário de Macau de 1922 (1) (infelizmente sem grande nitidez) com o ´titulo de “MACAU ARTÍSTICO”

Vista parcial da cidade: à esquerda a Praia Grande, à direita a ilha Verde e parte do pôrto interior; no fundo a ilha da Lapa
Rada de Macau:à direita vê-se a Praia Grande; ao centro o Chunambeiro e a colina da Penha, à esquerda a ilha da Lapa e entrada do pôrto interior

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/07/09/macau-em-1922-fotografias/

Duas fotografias publicadas no Anuário de Macau de 1922 (as mesmas fotos estão reproduzidas em outras publicações dessa época com maior nitidez) com os títulos de “MACAU ARTÍSTICO” e “MACAU RENASCENTE”

MACAU ARTÍSTICO
Vista parcial da cidade; à direita vê-se o porto exterior da Rada de Macau; à esquerda o porto interior
MACAU RENASCENTE
Vista parcial da cidade: à esquerda o Bairro de Patane; à direita a Ilha Verde e a antiga estrada de comunicação entre a cidade e aquela ilha. Ao norte e sul da estrada vêem-se os aterros feitos nessa época pela Direcção das Obras dos Portos com o produto das dragagens e as docas em construção e o varadouro do Patane. Ao fundo avista-se a ilha da Lapa-

Últimos dois desenhos / gravuras inseridos no semanário «A Illustração Popular” (1) com a temática “China / Povo chinês”, sempre acompanhados de um pequeno trecho explicativo
IX – A AGRICULTURA NA CHINA (2)
X – PORTO DE SHANGHAI (3)
(1) Ver anteriores referências em :
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/05/desenhos-gravuras-de-1884-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/18/desenhos-gravuras-de-1884-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/06/08/desenhos-gravuras-de-1884-iii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/06/17/desenhos-gravuras-de-1884-iv/ 
(2) “Illustração Popular”, I -15 de 9 de Outubro de 1884.
(3) “Illustração Popular”, I-15 de 9 de Outubro de 1884.

Este livro “Exposição do Mundo Português: Secção Colonial”, inaugurada a 23 de Junho de 1940, (1) serviu de catálogo da área colonial da “Exposição do Mundo Português” cujo director da secção colonial foi o Capitão Henrique Galvão (2)
Henrique Galvão afirma no Prefácio: “Uma vez que a Secção Colonial se instalava no Jardim Colonial, onde já se encontram numerosos espécimens da flora ultramarina e que fica situada junto de gloriosas e impressionantes recordações da nossa epopeia Além-Mar como são os Jerónimos e a Torre de Belém – isto é: uma vez que a Exposição se situava em quadro próprio, bastava assegurar a duração das construções e orientar de certa forma a realização para ficarmos automaticamente com o Museu Popular as Colónias que nos faltava e assegurarmos à cidade mais uma grande atracção de carácter permanente. Demais seria êste um museu originalíssimo – único do género na Europa.”
A capa apresenta foto de um quadro de Fausto Sampaio intitulado “Macau – Rua 5 de Outubro“. (3) Deste autor, estiveram expostos na Sala Fausto Sampaio, na área “Rua de Macau, 39 quadros com a temática: Macau e inserido neste livro, estão ainda fotos e outros 4 quadros de Macau, nomeadamente: “Velha rua com chuva”, “Leong-Soi Teng –O Curandeiro” , “Um Retrato”  e “Tancareiras” (4).
Do pintor Chiu Shiu Ngon estiveram presentes 22 quadros
O livro está dividido em duas partes A primeira apresenta os dados referentes às colónias nomeadamente: informação geográfica; informação económica; vias de comunicação; indústria; Comércio; situação financeira; informação etnológica e etnográfica;
Referente a Macau (pp.131 a 164) constam os seguintes dados: informação geográfica; informação económica; principais centros de população e colonização; produtos; vias de comunicação; comércio; indústria; pesca; informação etnológica e etnográfica sobre a população; vida material; vida intelectual – linguagem; arte e faculdades intelectuais; vida social, religião e família e acção civilizadora.
A 2.ª parte apresenta os catálogos, mapas, fotografias e esquemas dos pavilhões das colónias na secção colonial da Exposição. Está dividida em 5 secções:
Secção I – Pavilhões das províncias ultramarinas.
De Macau (pp. 276- 278) apresenta a “Rua de Macau” (composição dos cenógrafos Saúl de Almeida e Raúl Campos, sobre documentação fornecida pelo Director da Secção) composta por uma rua típica de Macau, com a sua côr, o seu movimento, o seu pitoresco e os mais importantes elementos de carácter.
Legenda:
1 – Carta da Colónia
2 – Diuramas
3 – Quadros

Entrada do pavilhão de Macau, (Eduardo Portugal) (5) para a Rua de Macau

Uma recriação da “Rua da felicidade”
Diário da Manhã, número especial da Exposição do Mundo Português em 1-12-1940

Fazem parte da rua, o Pavilhão de Macau com o seu material de documentação, vários estabelecimentos comerciais, a casa das lotarias, o Fan-Tan, um templo (pagode) e as moradias dos naturais da colónia que vieram à Exposição. Numa oficina típica, artífices de Macau realizavam os seus trabalhos em cedro e cânfora. Na rua, circulava os típicos riquechós conduzindo passageiros. Em edifício especial, ao lado do Pavilhão, no primeiro andar estava a «Sala Fausto Sampaio».
Secção II – Pavilhões diversos e instalações de documentação
Secção III – Aldeias e habitações dos povos indígenas
Secção IV – Monumentos, construções de utilidade pública, diversos
Entre eles, o Pavilhão do Chá Português (concepção: José Bastos e Decoração: Lino António)
Secção V – Pavilhões e mostruários particulares.
Secção VI – Expositores oficiais de arte.
Secção VII – Catálogos
(1) Exposição do mundo português: secção colonial / pref. Henrique Galvão. – s.n., 1940 (Lisboa: Neogravura. – [7] f., 299 p., XCVI pp (anúncios). il. ; 22 cm x 16,5 cm.
Incorporado na lombada (superior) um marcador (18 cm x 5,5 cm) com anúncio (idênticos dos dois lados) da marca “Graham” – (tecidos de Algodão crús, branqueados, estampados e tintos, etc)
(2) A Exposição do Mundo Português (exposição histórico-cultural) realizou-se de 23 de Junho a 2 de Dezembro de 1940, em Lisboa, e teve o propósito de comemorar simultaneamente as datas da Fundação do Estado Português (1140) e da Restauração da Independência (1640) mas, também (e esse seria o objectivo primordial), de celebrar o Estado Novo, então em fase de consolidação. Foi a maior exposição do seu género realizada no país até à Expo 98 (1998).
Incluía pavilhões temáticos relacionados com a história de Portugal e tinha uma Secção Colonial onde representava o império português no seu todo, incluíndo as colónias: S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné Portuguesa (Guiné-Bissau), Angola, Moçambique, São João Baptista de Ajudá (um enclave) e pelas colónias orientais de Macau, Timor Português (Timor-Leste) e Índia Portuguesa (Diu, Damão, Goa e Dadrá e Nagar Haveli).
(3) Já publicado em postagem anterior em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/21/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-iv/
(4) Também já reproduzidos em anteriores postagens:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/12/28/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-vii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/01/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/11/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/27/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-v/
(5) Hoje este pórtico encontra-se no Jardim Botânico Tropical (JBT) (outrora chamada Jardim Colonial ou Jardim do Ultramar),
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/09/macau-no-exterior-macau-e-o-jardim-oriental-em-lisboa-i/