Archives for category: Artes

Dois desenhos de Ung Vai Meng (1) extraídos do livro “Leal Senado, Uma Experiência Municipal (1989-1997) ” (2) (infelizmente com fraca digitalização)

Ung Vai Meng. Casa da Misericórdia (Largo do Senado), lápis sobre papel, 1990, p. 29
Ung Vai Meng. Rua do Almirante Sérgio, lápis sobre papel, 1994, p.75

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/ung-vai-meng/

(2) CUNHA, Luís (Direcção Editorial e Texto) “Leal Senado, Uma Experiência Municipal (1989-1997) ”, edição do Leal Senado de Macau, 1997, 89 p.  

Notícia da récita no Teatro D. Pedro V, em benefício dos pobres de Macau no dia 29 de Outubro de 1877, sob a protecção da Viscondessa de Cercal. (1)

Extraído do «BPMT», XXIII- 43 de 27 de Outubro de 1877, p. 172

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/barao-visconde-do-cercal/

A 27 de Outubro de 1903, em Vladivostok, nasce o pintor russo George Vitalievich Smirnoff que entre 1943 (emigrante, via Harbin, Tsingtao/Qingdao e Hong Kong) se radicou em Macau, (até 1945) onde, por encomenda do governo local, executou uma preciosa série de aguarelas sobre a cidade. Morre em 1947, em Hong Kong. Está sepultado no cemitério de Happy Valley 

1985 – O Museu Luís de Camões que reabriu em 1984 após um período de encerramento comemorou os seus 25 anos, com várias iniciativas. A propósito, a galeria do Leal Senado, local privilegiado de tantas exposições que ilustravam a paisagem cultural de Macau, abriu portas por mais uma, em que foi exibido o espólio do artista George Smirnoff tendo publicado catálogo. (1) As suas aguarelas, muitas feitas de memória, à noite, porque o dia era para lutar pela sobrevivência, são o testemunho da cidade em toda a sua poesia natural e recantos que o urbanismo levou para sempre.

George V. Smirnoff – Landscape by Moonlight, 1944

2003 – A obra de Smirnoff é de novo exposta, desta vez no Museu de Arte de Macau, já RAEM, e a ocasião é o centenário do seu nascimento, a 27 de Outubro, em Vladisvostok (Cfr. CONCEIÇÃO Jr, António – Paz em Tempo de Guerra. In RC Int Ed, 8 RAEM, October 2003, pp 140-153) (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 454)

CAPA DO CATÁLOGO

(1) Catálogo George Vitalievich Smirnoff – MACAU – ANOS 40. Edição do Leal Senado de Macau. Produzido pelo Museu Luís de Camões. Orientação da Exposição – António Conceição Júnior. Organização da Exposição: César Guillen-Nunez. Desenho Gráfico – Henry K. K. Ma. Imprimido em Junho de 1985 na Gráfica de Macau. (28 cm x 28cm x 0,5 cm)

FICHA TÉCNICA

Anteriores referências a este pintor em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-smirnoff/

Continuação das postagens anteriores (1) (2)

Em pose, o grupo «Orientais» apresenta-se nos trajes típicos do folclore português que fizeram a glória da sua actuação em terras de Hong Kong, em 15 de Outubro. As referências feitas na imprensa, por essa ocasião, foram justas e de apreço.

O grupo da Escola de S. Paulo, de Macau, num intervalo das danças, deixou-se fotografar, encenando uma das posições apresentadas na sua actuação.

Manuel Araújo canta uma melodia portuguesa para a assistência que ali ocorreu.

Todos os componentes da caravana, para celebrar o sucesso, reuniram-se no restaurante chinês «Ruby», onde lhes foi servido um jantar. (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/14/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/15/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-ii/

(3) Fotos e reportagem extraídas do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14

Continuação da postagem anterior (1)

“Numa sequência fluente, sucederam-se os números da Tuna, tendo D. Marília Tavares da Silva cantado «Uma Casa Portuguesa», a abrir a série, a que se seguiram duas danças folclóricas portuguesas para dar lugar ao Sr. Manuel Araújo que fez vibrar a sua voz na «Lisboa Antiga» … (…)

Manuel Araújo canta um dos números em que a Tuna Macaense o acompanhou, na sessão de folclore.

Chegou a vez de Araújo voltar à cena, agora em «Coimbra» que fez brotar a espontânea apreciação de Mrs Helga Burger, gerente dos programas do Arts Centre, em português, «gostei muito de recordar estas canções», Referia-se não só às cantadas por Araújo, mas também às de D. Marília Tavares da Silva que lhe recordaram a sua passagem por Portugal. Após nova actuação dos «Orientais», ouvimos a Sra. De Tavares da Silva em «Sempre que Lisboa Canta» e João Trabuco em «Lisboa Gaiata» que encerraram o programa de Macau” (2)

No terreiro, o grupo «Orientais» numa dança folclórica

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/14/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-i/

(2) Fotos e reportagem extraídas do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14

A inauguração do novo edifício do «Hong Kong Arts Centre» revestiu-se duma série de acontecimentos e espectáculos, cada um com a sua categoria e nível cultural.

A actuação de Macau enquadrou-se num programa ao ar livre, onde se previa uma assistência abundante, mas que se cifrou na multidão anónima que se aglomerou nos passeios e redondezas, frente à fachada principal do edifício. O largo da via pública foi o teatro dos espectáculos.

Na noite do dia 14, das 19 às 20 horas, o programa foi televisionado pela CTV, mas pouca gente terá aproveitado, uma vez que não ouve publicidade nesse sentido. Nessa noite para além de danças folclóricas apresentadas por várias escolas, danças do leão e da parada da «Pipes and Drums of the Queen`s Gurka Engineers», actuou o grupo folclórico do «Portas do Sol» de Macau, em danças portuguesas, patrocinado pelo Centro de Informação e Turismo, a encerrar o espectáculo.

A sessão do dia 15 preencheu o tempo das 16,00 às 18,00, numa variedade de folclore, em danças e música. Logo após uma pequena dança por alunas do Colégio de S. Paulo, de Hong Kong, iniciou-se o programa de Macau, patrocinado pelo C. I. T., em que actuaram a Tuna Macaense, o grupo folclórico «Orientais» e as alunas da Escola de S. Paulo, de Macau. Foram solistas, em acompanhamento da Tuna Macaense, a Senhora Marília Tavares da Silva, o Sr. Manuel Araújo e o Sr. João Trabuco… (continua ) (1)

D. Marília Tavares da Silva numa das interpretações de canto, acompanhada pela Tuna Macaense
No terreiro, a dança chinesa das crianças da Escola de S. Paulo, de Macau.

(1) Fotos e reportagem extraídos do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14.

No dia 11 de Outubro de 1977, Macau esteve na inauguração do “II FESTIVAL DE ARTES ASIÁTICAS 1977”, em Hong Kong, estando presentes dois alunos da Escola Comercial e uma monitora da mesma Escola (Ana Cristina dos Santos Silva e Gregório do Espírito Santo, e D. Judite Guerreiro) que foram convidados pelo Hong Kong Urban Council para ali representarem Macau, na sessão inaugural, que se realizou às 17,30 horas desse dia. Foram acompanhados dum funcionário do Centro de Informação e Turismo que ali providenciou sobre os arranjos necessários para a sua apresentação em trajos regionais portugueses, nas sessões a que assistiram.

Aquele dois alunos juntaram-se a outras crianças de vários países da Ásia que também estiveram presentes na abertura do referido festival, envergando trajes dos respectivos países.

O par que foi de Macau, nos trajos folclóricos portugueses, marcou bem a sua presença ao lado do colorido de outros regionais desta área geográfica. Aqui os vemos com crianças indianas, que pediram para serem fotografadas com o par de Macau, quando terminou a sua participação naquele acto inaugural. (1)

(1) Extraído de «MBIT», XII, 7/8 Setembro/Outubro de 1977, pp. 12 a 14.

Extraído de «BPMT», XIII-38 de 23 de Setembro d 1867, p. 226

“O Governador Coelho do Amaral (1863-1866), ilustre engenheiro militar (Tenente Coronel graduado em Coronel e depois Coronel do Corpo de Engenheiros e General) deu condições de salubridade, fez a demolição de parte da muralha, abriu estradas e pavimentou ruas, construiu o primeiro farol a costa da China, plantou árvores da Praia Grande e jardins, mandou construir o quartel para o batalhão de 1.ª linha no lugar do antigo convento e igreja de S. Francisco, desenvolveu e ampliou a cidade. Novos contingentes militares chegaram para renderem ou reforçarem o Batalhão (em 1863, em 1866,em 1868 e em 1874) e, em 1864, foi organizada a Companhia de Enfermeiros. Em 1869 são reorganizadas as forças do Ultramar.” (CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, p. 21

Extraído de «BPMT», XIII-31 de 5 de Agosto de 1867, p. 180

I – Peça teatral “O mano Aniceto e o mano Gaspar”, farsa em um acto de Francisco Palha (1827-1890) publicado em Lisboa pela Livraria Popular de Francisco Franco.

Francisco José Pereira Palha de Faria e Lacerda, mais conhecido por Francisco Palha  (Lisboa, 15 de janeiro de 1827 — Lisboa, 11 de janeiro de 1890) foi um escritor, dramaturgo, jornalista, poeta, filantropo e empresário teatral português do século XIX.Gravura de Francisco Palha (autoria de Francisco Pastor, publicada no Diário Illustrado, edição de 12 de janeiro de 1890. https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Palha

II – Aa comédias «O Anjo da Paz» (1856), de José Carlos Santos, e «A República das Letras», de Francisco Palha – eram obras de sucesso, representadas no ano anterior ao da sua impressão, aquelas no teatro de D. Fernando, e esta no Ginásio.

Retrato de José Carlos dos Santos em 1879 (Ilustração Portuguesa, 28 de maio de 1906). José Carlos dos Santos, mais conhecido por Actor Santos Pitorra, ou apenas Actor Santos (1834 — 1886), foi um ator, encenador, dramaturgo, professor e empresário português do século XIX. https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Carlos_dos_Santos_(ator)

III – Após a morte de D. João VI, a 10 de março de 1826, D. Pedro, legítimo herdeiro do trono de Portugal, sendo detentor da Coroa imperial brasileira, era considerado um estrangeiro, o que, pelas leis então vigentes quanto à sucessão do trono, o tornava inelegível para o trono português. A regência, nomeada em 6 de março de 1826, apenas quatro dias antes da morte do rei, na pessoa da infanta D. Isabel Maria, declara D. Pedro Rei de Portugal. A situação, porém, não agradava nem a portugueses nem a brasileiros. Em Portugal, muitos defendiam a legitimidade do trono para D. Miguel, irmão de Pedro. D. Pedro procurou uma solução conciliadora. Assim, após outorgar a Carta Constitucional a Portugal (29 de abril de 1826), abdicou em favor da sua filha D. Maria da Glória, na dupla condição de esta desposar o seu tio D. Miguel e de este jurar a Carta. https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$carta-constitucional

No dia 25 de Julho de 1954, o «Circulo Cultural de Macau» (CCM) realizou na noite, no Teatro D. Pedro V, um concerto de música europeia por artistas chineses de Hong Kong. “Esta iniciativa do Presidente do C. C. M., Dr. Pedro José Lobo, conhecido compositor e incansável animador de todas as manifestações de carácter cultural e artístico, foi extraordinariamente interessante, porquanto veio revelar ao público de Macau a existência dum apreciável grupo de chineses que, na vizinha colónia, cultivam a sério e com êxito a música europeia.

De entre este grupo destaca-se a mezzo-soprano Esther Chou, cantora de boa escola e possuidora duma voz bem colocada e com bom timbre. No conhecido cantabileMon coeur s´ouvre à ta voix» da ópera «Sansão e Dalila» de Saint-Saens, mostrou ser senhora não só de uma boa dicção como dos segredos de difícil arte de cantar. (…) Esta artista foi bisada, na canção chinesa «Os Três Desejos a uma Rosa» de Wang Tze, um lied de escrita europeia mas caracteristicamente oriental, no desenvolvimento da sua linha melódica.

Esther Chou interpretou, igualmente, com muito agrado, a conhecida e inspirada «Ave Maria» do Dr. Pedro José Lobo. Evidenciou-se também, neste concerto, o violinista Raymond Huang diplomado pelo Royal Conservatory of Music e Trinty College of Music de Londres. Este artista revelou possuir bom comando do arco, interpretando com sobriedade, rigorosa afinação e boa compreensão musical as peças que executou, acompanhado pelo professor Harry Ore sendo de salientar o mimo e a elegância que tão bem soube imprimir à deliciosa peça «Lindo Sorriso» do Dr. Pedro José Lobo, bem conhecida de todos os apreciadores de boa música, por se encontrar gravada, na magnífica interpretação de Silva Pereira-Varella Cid. Prestaram também o seu concurso a este concerto o barítono Chow Wai Sun, possuidor duma voz boa voz mas sem grande colorido; a soprano Elizabeth Leigh que mostrou ter um órgão vocal bastante cultivado; o violoncelista Ricardo Chan, senhor duma técnica segura e bem trabalhada; a pianista Ruby Woo, aluna do professor Lazarev que, por sua vez, foi discípulo de Rachmaninoff; e o tenor John Sun, que cantou de forma a agradar. Além do Professor Harry Ore acompanharam os artistas as pianistas Ruth Chow e Winnie Ling”. (1)

(1) Extraído de um artigo não assinado, publicado no «Macau Boletim Informativo», Ano I, n.º 24 de 31 de Julho de 1954, pp. 6-7)