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Duas fotografias publicadas no Anuário de Macau de 1922 (as mesmas fotos estão reproduzidas em outras publicações dessa época com maior nitidez) com os títulos de “MACAU ARTÍSTICO” e “MACAU RENASCENTE”

MACAU ARTÍSTICO
Vista parcial da cidade; à direita vê-se o porto exterior da Rada de Macau; à esquerda o porto interior
MACAU RENASCENTE
Vista parcial da cidade: à esquerda o Bairro de Patane; à direita a Ilha Verde e a antiga estrada de comunicação entre a cidade e aquela ilha. Ao norte e sul da estrada vêem-se os aterros feitos nessa época pela Direcção das Obras dos Portos com o produto das dragagens e as docas em construção e o varadouro do Patane. Ao fundo avista-se a ilha da Lapa-

Últimos dois desenhos / gravuras inseridos no semanário «A Illustração Popular” (1) com a temática “China / Povo chinês”, sempre acompanhados de um pequeno trecho explicativo
IX – A AGRICULTURA NA CHINA (2)
X – PORTO DE SHANGHAI (3)
(1) Ver anteriores referências em :
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/05/desenhos-gravuras-de-1884-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/18/desenhos-gravuras-de-1884-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/06/08/desenhos-gravuras-de-1884-iii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/06/17/desenhos-gravuras-de-1884-iv/ 
(2) “Illustração Popular”, I -15 de 9 de Outubro de 1884.
(3) “Illustração Popular”, I-15 de 9 de Outubro de 1884.

Este livro “Exposição do Mundo Português: Secção Colonial”, inaugurada a 23 de Junho de 1940, (1) serviu de catálogo da área colonial da “Exposição do Mundo Português” cujo director da secção colonial foi o Capitão Henrique Galvão (2)
Henrique Galvão afirma no Prefácio: “Uma vez que a Secção Colonial se instalava no Jardim Colonial, onde já se encontram numerosos espécimens da flora ultramarina e que fica situada junto de gloriosas e impressionantes recordações da nossa epopeia Além-Mar como são os Jerónimos e a Torre de Belém – isto é: uma vez que a Exposição se situava em quadro próprio, bastava assegurar a duração das construções e orientar de certa forma a realização para ficarmos automaticamente com o Museu Popular as Colónias que nos faltava e assegurarmos à cidade mais uma grande atracção de carácter permanente. Demais seria êste um museu originalíssimo – único do género na Europa.”
A capa apresenta foto de um quadro de Fausto Sampaio intitulado “Macau – Rua 5 de Outubro“. (3) Deste autor, estiveram expostos na Sala Fausto Sampaio, na área “Rua de Macau, 39 quadros com a temática: Macau e inserido neste livro, estão ainda fotos e outros 4 quadros de Macau, nomeadamente: “Velha rua com chuva”, “Leong-Soi Teng –O Curandeiro” , “Um Retrato”  e “Tancareiras” (4).
Do pintor Chiu Shiu Ngon estiveram presentes 22 quadros
O livro está dividido em duas partes A primeira apresenta os dados referentes às colónias nomeadamente: informação geográfica; informação económica; vias de comunicação; indústria; Comércio; situação financeira; informação etnológica e etnográfica;
Referente a Macau (pp.131 a 164) constam os seguintes dados: informação geográfica; informação económica; principais centros de população e colonização; produtos; vias de comunicação; comércio; indústria; pesca; informação etnológica e etnográfica sobre a população; vida material; vida intelectual – linguagem; arte e faculdades intelectuais; vida social, religião e família e acção civilizadora.
A 2.ª parte apresenta os catálogos, mapas, fotografias e esquemas dos pavilhões das colónias na secção colonial da Exposição. Está dividida em 5 secções:
Secção I – Pavilhões das províncias ultramarinas.
De Macau (pp. 276- 278) apresenta a “Rua de Macau” (composição dos cenógrafos Saúl de Almeida e Raúl Campos, sobre documentação fornecida pelo Director da Secção) composta por uma rua típica de Macau, com a sua côr, o seu movimento, o seu pitoresco e os mais importantes elementos de carácter.
Legenda:
1 – Carta da Colónia
2 – Diuramas
3 – Quadros

Entrada do pavilhão de Macau, (Eduardo Portugal) (5) para a Rua de Macau

Uma recriação da “Rua da felicidade”
Diário da Manhã, número especial da Exposição do Mundo Português em 1-12-1940

Fazem parte da rua, o Pavilhão de Macau com o seu material de documentação, vários estabelecimentos comerciais, a casa das lotarias, o Fan-Tan, um templo (pagode) e as moradias dos naturais da colónia que vieram à Exposição. Numa oficina típica, artífices de Macau realizavam os seus trabalhos em cedro e cânfora. Na rua, circulava os típicos riquechós conduzindo passageiros. Em edifício especial, ao lado do Pavilhão, no primeiro andar estava a «Sala Fausto Sampaio».
Secção II – Pavilhões diversos e instalações de documentação
Secção III – Aldeias e habitações dos povos indígenas
Secção IV – Monumentos, construções de utilidade pública, diversos
Entre eles, o Pavilhão do Chá Português (concepção: José Bastos e Decoração: Lino António)
Secção V – Pavilhões e mostruários particulares.
Secção VI – Expositores oficiais de arte.
Secção VII – Catálogos
(1) Exposição do mundo português: secção colonial / pref. Henrique Galvão. – s.n., 1940 (Lisboa: Neogravura. – [7] f., 299 p., XCVI pp (anúncios). il. ; 22 cm x 16,5 cm.
Incorporado na lombada (superior) um marcador (18 cm x 5,5 cm) com anúncio (idênticos dos dois lados) da marca “Graham” – (tecidos de Algodão crús, branqueados, estampados e tintos, etc)
(2) A Exposição do Mundo Português (exposição histórico-cultural) realizou-se de 23 de Junho a 2 de Dezembro de 1940, em Lisboa, e teve o propósito de comemorar simultaneamente as datas da Fundação do Estado Português (1140) e da Restauração da Independência (1640) mas, também (e esse seria o objectivo primordial), de celebrar o Estado Novo, então em fase de consolidação. Foi a maior exposição do seu género realizada no país até à Expo 98 (1998).
Incluía pavilhões temáticos relacionados com a história de Portugal e tinha uma Secção Colonial onde representava o império português no seu todo, incluíndo as colónias: S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné Portuguesa (Guiné-Bissau), Angola, Moçambique, São João Baptista de Ajudá (um enclave) e pelas colónias orientais de Macau, Timor Português (Timor-Leste) e Índia Portuguesa (Diu, Damão, Goa e Dadrá e Nagar Haveli).
(3) Já publicado em postagem anterior em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/21/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-iv/
(4) Também já reproduzidos em anteriores postagens:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/12/28/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-vii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/01/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/11/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/27/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-v/
(5) Hoje este pórtico encontra-se no Jardim Botânico Tropical (JBT) (outrora chamada Jardim Colonial ou Jardim do Ultramar),
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/09/macau-no-exterior-macau-e-o-jardim-oriental-em-lisboa-i/

No dia 20 de Junho de 1959, no 4.º e último concerto da temporada de 1958/59 promovido pela Delegação de Macau do Círculo de Cultura Musical, apresentou-se no Teatro D. Pedro V,  o afamado pianista austríaco Walter Hautzing.  Nesse ano o pianista fez uma digressão ao Oriente tendo actuado nos seguintes países: Japão, Formosa, Hong Kong, Macau, Filipinas Tailândia e Índia.
Walter Hautzing (1921-2017) pianista americano de origem austríaca (formada na Academia de Musica de Viena) deixou Áustria após a subida do poder do Nazismo na Alemanha, foi para Jerusalém e estudou na Conservatória de Música. Em 1939 foi para os E.U.A. para continuar seus estudos musicais no Instituto de Música Curtis em Filadélfia. Iniciou a sua apresentação pública no «Town Hall de Nova Iorque em 1943.
Leitura da sua biografia em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Hautzig
https://www.lib.umd.edu/ipam/collections/walter-hautzig
Alguns vídeos disponíveis:
https://www.youtube.com/watch?v=TWiMmIV5Mjo
https://www.youtube.com/watch?v=o0AUzSUBbU0
https://www.youtube.com/watch?v=rb7ultg1Lko

Continuação da publicação dos desenhos / gravuras inseridos no semanário «A Illustração Popular” (1) com a temática “China / Povo chinês”, sempre acompanhados de um pequeno trecho explicativo
VII – UM TRIBUNAL CHINEZ (2)
VIII – MESTRE ESCOLA CHINEZ (3)
(1) Ver anterior referência em :
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/05/desenhos-gravuras-de-1884-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/18/desenhos-gravuras-de-1884-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/06/08/desenhos-gravuras-de-1884-iii/
(2) “Illustração Popular”, I-21, 20 Novembro de 1884.
(3) “Illustração Popular”, I-15 de 9 Outubro de 1884.

Continuação da publicação dos desenhos / gravuras inseridos no semanário «A Illustração Popular” (1) com a temática “China / Povo chinês”, sempre acompanhados de um pequeno trecho explicativo
V – A PESCA EM UM RIO NA CHINA (2)
VI – O THEATRO NA CHINA (3)
(1)  Ver anteriores referências em :
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/05/desenhos-gravuras-de-1884-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/18/desenhos-gravuras-de-1884-ii/
(2) “Illustração Popular”, I-23, 4DEZ1884.
(3) “Illustração Popular”, I-21,20NOV1884.

Emissão / 1.º dia de circulação dos selos dos Correios de Macau / CTT MACAU, referentes à “Literatura e Personagens Literárias – Li Sao”, no dia 28 de Maio de 2004. Os desenhos são da autoria de Poon Kam Ling.
São seis selos (3 cm x 4 cm)  todos com o valor de 1.50 patacas.

CIMA (da esquerda para a direita): 1 – Orientação; 2 – Cultivo 3 – Aconselhamento pela irmã
BAIXO (da esquerda para a direita): 4 – Transmissão de esperança pela fénix; 5 – Viagens e reflexões; 6 – Local da vida eterna.

Também foi lançado um Bloco Filatélico (13,8 cm x 9 cm)  (este exemplar: n.º 146617) contendo um selo (4 cm x 3 cm) de 8.00 patacas.

文學與人物離騷mandarim pīnyīn: wén xué yǔ rén wù – lí sāo; cantonense jyutping: man4 hok6 jyu4 jan4 mat6 – lei4 sou1
離騷 – “Li Sao” (Encontro da Tristeza) é um poema chinês que data do período dos Reinos Combatentes da China antiga. O “Li Sao” é o poema principal de um aristocrata do Reino de Chu, que morreu por volta de 278 a.C., chamado Qu Yuan 屈原
O “Li Sao” começa com a introdução do poeta de si mesmo, sua ancestralidade e algumas referências à sua situação atual e, em seguida, passa a narrar a fantástica viagem física e espiritual do poeta pelas paisagens da China antiga, real e mitológica. “Li Sao” é um trabalho seminal na grande tradição chinesa de paisagem e literatura de viagens-
https://en.wikipedia.org/wiki/Li_Sao