Archives for category: Artes

Mais uma colecção com 10 postais, intitulada “MACAU ANTIGA, ETERNA ”  – fotografias da primeira década do século XX – com legendas em três línguas, publicada pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. M / Arquivo Histórico de Macau, em 2015 (preço de venda, na altura, MOP 50.00)

Muitas das fotografias já foram publicadas neste blogue, de outras origens, e encontram-se difundidas na net.

INVÓLUCRO EXTERIOR DOBRÁVEL – cada lado: 21,8 cm x 15,3 cm x 0,4 cm
INVÓLUCRO EXTERIOR DOBRÁVEL – parte interna

Macau – Antiga, Eterna – “Na vária visão dos fotógrafos das primeiras décadas do século XX, os “ex-libris” e lugares míticos de Macau: a Baía da Praia Grande, as Ruínas de S. Paulo, o templo de A-Má, as portas do Cerco, a rua da Felicidade. Na voragem dos séculos a mesma vocação de intemporalidade, já agora consagrada património mundial. Na permanência o espírito dos lugares ontem como hoje, as gentes no culto da deusa A-Má, como o Largo do Senado centro cívico e sala de visitas de Macau.”

Todos os postais têm as seguintes dimensões: 20 cm x 14 cm. Os 10 postais datam dos anos: 1902 (4 postais); 1908 (2 postais); 1910 (1 postal); 1925 (1 postal); 1926 (1 postal) e 1927 (1 postal).

Em próximas postagens apresentarei dois postais de cada vez, dos mais antigos aos mais recentes.

Dois postais (18 cm x 12 cm) da colecção do Museu de Arte de Macau (MAM) (Avenida Xian Xing Hai, Macau)

Mansão da Rua de S. José – Ng Wai Kin – Aguarela sobre papel- 1981
Verso do postal

Sobre este pintor, ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/ng-wai-kin/

Avenida de Almeida Ribeiro – Kam Cheong Leng (1911-1991) – Aguarela sobre papel – 1982
Verso do postal

Sobre este pintor ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/04/noticias-de-2-5-de-fevereiro-de-1973-exposicao-de-pintura-no-ginasio-da-escola-comercial/

Organizado pelo Instituto dos Desportos de Macau e Associação Amadora de Voleibol de Macau, realizou-se o “Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino em Macau”(1) no Forum de Macau.

A cerimónia protocolar de abertura foi no dia 13 de Setembro, pelas 17.30 horas, iniciando-se com a tradicional dança do dragão pela Associação Desportiva “Ló Leong” e depois um “bailado” pelo grupo coreográfico do “Macau Children Arts Troupe”.

Nesta ronda por Macau (as outras com datas diferentes entre 30-08-96 a 29-09-96, realizaram-se em Beijing-China; Sendai-Japão; Hong Kong; Jakarta-Indonesia; Shanghai-China; Osaka-Japãp; Taipei-Taiwan; Honolulu-Hawai) participaram as selecções do Brasil, China, Coreia do Sul e Rússia.

Foi distribuído um programa com 54 páginas com todas as informações e programas dos jogos deste evento (30 cm x 21 cm)

(1) Ver anterior postagem em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/12/noticia-de-12-de-setembro-de-1996-convite-exposicao-fotografica-do-grande-premio-mundial-de-voleibol-feminino-em-macau-i/

Um aviso ao público de 18 de Agosto de 1856, publicado no Boletim do Governo (1), anunciando a apresentação em Macau, em Setembro de 1856, da Companhia Italiana do célebre funambulo, acrobático e mímico Luis Feroni (Fumoni ?)  para a realização de uma série de variadas, e escolhidas  representações de ginástica,  na Feitoria de Paiva na Rua da Prainha n.º 17 . (2)

«BGPMTS», II-44 de 22 de Agosto de 1856, p. 176

Rua da Prainha principia na Calçada de Francisco António, (1) do lado da numeração ímpar, e no Pátio de Francisco António, (2) do lado da numeração par, e termina na Calçada da Feitoria, (3) junto da Travessa do Cais.

(1) O homem que deu o nome à Calçada e ao Pátio foi o Dr. Francisco António de Seabra, natural do Brasil, o qual chegou a Macau em 1819 a bordo do navio Diana da praça do Rio de Janeiro. Possuía ali uma feitoria, na Calçada da Feitoria, (3) onde eram consertados os navios que ali entravam com fácil acesso pelo cais da Prainha. (4) Casou com Regina Seabra Joannes.

A 14 de Abril de 1830, o mandarim Tso-tang, de apelido Ien, publicou um edital, dizendo «que o carpinteiro Acão e outros ocultamente estavam concertando uma embarcação europeia do português (António) Martins, dentro da Feitoria de Francisco António, usurpando desta sorte o seu direito; e que, visto que pretendem fazer alguma obra, deverão dar parte». O Tso-tang proibiu que o carpinteiro continuasse a obra. (4)

(2) O Pátio de Francisco António (após o «Cadastro das Vias Públicas de 1874) era conhecido anteriormente por Armação de Francisco António ou Pátio do Esteio que começa na Rua do Almirante Sérgio e acaba na da Prainha (4)

(3) Calçada da Feitoria começa na Rua de S. José, junto da Rua do Barão, e termina na Travessa do cais, junto do Pátio de Chan Loc, de um lado, e junto da Rua da Prainha, do outro.

(4) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, ICM, 1997, pp. 34 e 427/428.

CONVITE

Convite (20 cm x 10 cm) da Comissão Organizadora (Instituto dos Desportos de Macau e Associação Amadora de Voleibol de Macau) do “Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino em Macau” para estar presente na inauguração da exposição fotográfica sob o tema “O Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino em Macau”, no dia 12 de Setembro de 1996, pelas 17H45, no Largo do Leal Senado, na qual estiveram presentes as jogadoras das quatro equipas participantes nesta ronda (3.ª – Grupo F em Macau): Brasil, China, Coreia do Sul e Rússia.

AUTOCOLANTE

Foram também distribuídos um autocolante (15 cm x 10 cm) com o logotipo desta 3.ª edição do Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino.

O Grande Prémio decorreu nos dias 13 a 15 de Setembro de 1996, no Forum de Macau.

BOLETIM

No dia anterior, 11 de Setembro, foi divulgado o boletim “Daily Bulletin”, Vol. 1 , (folhas agrafadas; 29,5 cm x 21 cm) com as informações sobre o calendário dos jogos e indicações pormenorizadas das selecções participantes bem como das jogadoras.

A Companhia Filarmónica das “Sociedades Ministreis do Christy”, (1) deu um grande concerto no Teatro D. Pedro V no dia 3 de Setembro de 1864, espectáculo marcado para às 20h30 e ao preço de entrada de $1 (1 pataca)

Extraído de «TSYK», I-48 de 1 de Setembro de 1864, p.197
Extraído de «TSYK», I-48 de 1 de Setembro de 1864, p.199
Extraído de «TSYK», I-49 de 8 de Setembro de 1864, p. 202

Uma opinião/crítica em forma de “COMMUNICADO” surgiu, assinado «J. S.» , no «Boletim Governo de Macao»

Extraído do BGM X-36 de 5 de Setembro de 1864, p. 142
Capa da partitura dos menestréis de Christy Fonte:  Folha da partitura dos menestréis de Edwin Pearce Christy, capa de 1847. https://pt.qwe.wiki/wiki/Hokum

(1) “Minstrel show” (espetáculo de menestréis) (2) ou “minstrelsy” (cantoria) é nome pelo qual ficou conhecido um tipo de espetáculo teatral popular tipicamente americano e notavelmente baseado em ideais racistas perpetuados nos Estados Unidos e no mundo, que reunia quadros cômicos, variedades, dança e música, inicialmente com artistas brancos maquiados como negros com o rosto maquiado de preto (blackfaces), principalmente depois da Guerra Civil. No início dos anos 1830, o espetáculo consistia em breves quadros “entre-actos” cômicos burlescos. Na década seguinte, era um show completo. Em 1848, o jogral das “cara-pretas” se tornou uma arte nacional da época, com um formato como de uma ópera mas que se utilizava de temas populares para plateias em geral. Edwin Pearce Christy (3) fundou o “Christy’s Minstrels”, combinando canções refinadas dos “Ethiopian Serenaders” (trabalho do compositor de Christy, Stephen Foster) com a irreverência da “Virginia Minstrels”. A companhia Christy estabilizou as apresentações em três actos, estrutura que permaneceria nas décadas seguintes. Isso trouxe a respeitabilidade dos proprietários de teatro que se esforçavam para tornarem as casas de espetáculos mais calmas e quietas. https://pt.wikipedia.org/wiki/Minstrel_Show

(2) Menestrel: poeta, cantor e músico ambulante na idade média; depois artista, poeta ou músico que recita ou declama poemas ou canta. Nos espectáculos dos menestréis, citados anteriormente, eram cantores / declamadores brancos que se “pintavam” de negro.

 (3) Edwin Pearce Christy (1815 – 1862) foi um compositor, cantor, actor e produtor americano. Mais conhecido como EP Christy, foi o fundador do grupo menestrel de “Christy Minstrels”, cerca de 1836. Devido a reveses financeiros durante a Guerra Civil Americana, Christy atirou-se de uma  janela em sua casa em Nova York no dia 20 de Maio de 1862. Morreu no dia seguinte. O nome do grupo original, “Christy Minstrels”, foi registado para uso de uma nova companhia. https://en.wikipedia.org/wiki/Edwin_Pearce_Christy

 “A mesma Primavera (1934) trouxe também outro acontecimento, este, de grande importância para a vida cultural e artística de Macau – a aprovação dos estatutos da Academia dos Amadores de Teatro e Música. Daí por diante Macau tinha uma agremiação destinada especificamente para a arte musical e cénica. A Grande Tournée Teatral às Colónias, que partira em 1932, deixara raízes e havia grande entusiasmo entre certos amadores para a arte de representar. Isto, principalmente, porque ficara entre nós um dos actores, José de Arede Soveral, agora funcionário público, depois que bebera a “água do Lilau”.

1-09-1934 – Quanto à vida artística, preparava-se para a estreia das actividades da Academia de Amadores de Teatro e Música. Durante o verão, porque a agremiação ainda não possuía instalação própria, os ensaios realizavam-se na casa de Bernardino de Senna Fernandes, à Praia Grande. Em dias marcados da semana, enchiam-se as salas de sócios, em serões onde o sério se misturava com o bom humor e vontade de cumprir. Chamou-se sarau à estreia da Academia, que teve lugar no dia 1 de Setembro. Foi uma noite admirável e inesquecível de arte, contribuindo todos os participantes com o melhor do seu esforço para o êxito da empresa. Eram cerca de cinquenta os amadores. Houve uma parte cénica e outra musical. Na parte teatral apresentaram-se duas peças de um acto cada. Quanto à parte musical, houve solos de violino, canto e violoncelo, conjuntos corais e de orquestra, um trio que tocou o “Trio Opus 49” de Mendelssolm. Os amadores que se responsabilizaram pela parte cénica foram: Lucília de Campos Néry, Maria Helena de Menezes Ribeiro, José de Arede e Soveral, D. João de Vila Franca, Mário de Campos Néry, os irmãos José e Francisco de Carvalho e Rego, Henrique Teixeira Machado e Henrique de Serpa Pimentel.

A orquestra teve a seguinte composição: Regência – Bernardino de Senna Fernandes; piano – Maria de Natividade de Senna Fernandes; violinos – Joseph Pasquier, Luís Baptista, Alberto Barros Pereira, Francisco Freire Garcia, Carlos de Mello e Jorge Estorninho; violoncelos – Cipriano Bernardo e Evaristo Carvalho; flauta – Edmundo de Senna Fernandes; saxofone – Emídio Tavares; cornetins -Alberto Ângelo e Pedro Coelho; trombone – Jacinto Azinheira; contra-baixo – Lúcio Carion e bateria – Fernando de Albuquerque.

Os coros eram formados por: Arcádia Borges, Arminda Borges, Amália Rodrigues, Eduarda Amaral, Maria Helena de Menezes Ribeiro, Júlia Maria Garcia, Lília Mello, Lucília de Campos Néry, Maria Amália de Carvalho e Rego, Maria José Amaral e Renée de Senna Fernandes, Amadeu Borges, Cláudio Vaz, Eduardo da Silva, Francisco de Carvalho e Rego, José Freire Garcia, Henrique Teixeira Machado, Henrique de Serpa Pimentel, José de Arede e Soveral, José de Carvalho e Rego, D. João de Vila Franca, Luís Gonzaga Gomes, Mário de Campos Néry e Pedro Ângelo Jr.

Um dos números mais aclamados pela sensibilidade dos artistas foi o trio que tocou a obra de Mendelssolm. Esse trio era composto por Maria Amália de Carvalho e Rego (piano), Bernardino de Senna Fernandes (violino) e Cipriano Bernardo. O êxito foi um impulso para que os amadores continuassem na sua obra artística e educadora. Daí que, imediatamente, se prepararam para levar à cena, a primeira peça de fôlego do seu programa “O Poço do Bispo.”

FERNANDES, Henrique de Senna  – Cinema em Macau (1932-1936). Revista de Cultura N.º 23 (II Série) Abril/ Junho 1995. Instituto Cultural de Macau, pp. 133-170.

Livro de referência, em português, sobre arte chinesa, onde apresenta a colecção (parte dela) de José Vicente Jorge (1872 – 1948) (1), na altura considerada a colecção particular mais valiosa na arte chinesa.

25, 5 cm x 19 cm x 3,5 cm

Fornece a descrição cronológica da arte chinesa e das suas principais produções em cada dinastia
No seu prólogo intitulado “EXPLICANDO “ o autor explica os motivos que o levaram a redigir esta obra sobre a arte chinesa
Macau, Setembro de 1940
J. V. JORGE

Contracapa

Diz ainda o autor:
“A MINHA COLECÇÃO
Tem cêrca de 10 000 peças, representando os principais ramos da arte chinesa – cerâmica, bronze, jade, pintura, caligrafia, escultura, esmalte, laca, bordado e mobília.
A reprodução de todas as peças tornaria esta obra muito dispendiosa e êste livro demasiadamente volumoso.
As gravuras que seguem são das principais peças e dão uma boa ideia da colecção, que, como ficou dito, me levou cêrca de 50 anos a fazer.
Acho também de interesse reproduzir alguns aspectos, em conjunto, para se poder julgar do seu valor decorativo.
Macau, Setembro de 1940.”

(1) JORGE, J. V. – Notas sobre a Arte Chinesa. 1940, Tip. Mercantil de N. T. Fernandes & Filhos Ltda., Macau, 150 p + 111 folhas com 524 gravuras de peças antigas impressas em separado. O Instituto Cultural de Macau fez uma nova edição desta obra, em 1995.

NOTA: Recordo a postagem anterior de 30-11-2014 que mostra um quadro do pintor Fausto Sampaio retratando o vestíbulo da casa de José Vicente Jorge, com a sua colecção de arte chinesa.

“O quadro mostra o vestíbulo da casa de José Vicente Jorge, com a sua colecção de arte chinesa. “Macaense de destaque na Colónia e um dedicado cultor da arte chinesa. Serviu como encarregado de Negócios de Portugal em Pequim, quando da proclamação da República, em 1910 e mais tarde, em 1912, sendo chefe de Expediente Sínico em Macau foi a Cantão várias vezes, como agente diplomático, quando do tratado de expatriação com a China …(…) A colecção de preciosidades que possue é tida como a melhor do Extremo-Oriente e já mereceu a visita do director do Museu Britânico de Londres
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/30/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-vi/

Sobre este livro algumas considerações em:
TING, Caroline Pires 丁小雨; BUENO, André – Colecionismo Orientalista como Resultado de um Processo de Interação Cultural entre China, Macau e Portugal in pp. 221 a 232 de: https://entresseculos.files.wordpress.com/2018/01/anais_versc3a3o-3_2018.pdf
TING, Caroline Pires – Exposição do Mundo Português e Divulgação da Arte Chinesa in pp. 65- 69 de:
https://books.google.pt/books?id=klg6DwAAQBAJ&pg=PA65&lpg=PA65&dq=Notas+
s%C3%B4bre+arte+chinesa+#v=onepage&q=Notas%20s%C3%B4bre%20arte%20chinesa&f=false

Duas fotografias de Macau, 1924, com legendas.

Dia 10 de Agosto é dia de S. Lourenço (São Lourenço de Huesca ou Valência nasceu em 225 e morreu a 10 de Agosto de 258, com 33 anos, martirizado em Roma) (1)

Esboço da Igreja de S. Lourenço , George Chinnery, 1830

Em sua honra, os jesuítas contruíram em meados do século XVI (1558 -1560), a igreja de S. Lourenço, uma das três igrejas mais antigas de Macau (esta, a igreja de S. António e a «igreja matriz» depois elevada a Catedral) A sua aparência actual é o resultado das obras efectuadas em 1846, o levantamento do muro do adro foi feito por Evaristo Lopes em 1869 e a construção e arranjo do jardim foi feito em 1937 por Alfredo Almeida sob as indicações de D. Laura Maria de Guimarães Lobato A Igreja tem uma estrutura neoclássica com um subtil tratamento decorativo de inspiração barroca.

Escadaria da Igreja de S. Lourenço, ao cimo da Travessa do Padre Narciso.(década de 60. Século XX)

«A igreja de S. Lourenço apresenta provavelmente o desenho mais sofisticado e intelectual de Macau e foi desenhada, sem dúvida, por alguém dotado de bom conhecimento de arquitectura, mas não familiar coma s tradições de Macau. Possui, ao mesmo tempo, grande beleza e ostenta na côr e texturas uma harmonia semelhante a qualquer igreja sertaneja da Inglaterra. Mas há certos traços arquitectónicos que revelam firmemente a fisionomia da Península Ibérica. A diferença principal que a distingue de qualquer outra igreja de Macau reside no volume da nave e na completa ausência de naves laterais. Possuiu o tecto mais extenso e ininterrupto entre as mais antigas igrejas de Macau. O edifício salienta-se também por quatro elementos dominantes. A entrada apresenta uma especto fortemente ocidental, formado por duas torres quadradas contendo o campanário e juntando-se à nave dum e doutro lado. O Altar-mor está colocado numa capela absidal, na linha central da composição; existem ainda duas capelas absidais formando assim uma fraca cruz latina à esquerda e à direita da nave. Há dois pequenos alteres colocados na parede à direita e à esquerda do Santuário.

Poço na Rua da Igreja de S. Lourenço, George Chinnery, 1836

Existe outro par de altares semelhantes aos primeiros, situados nas paredes da nave, a cerca dum terço de distância da galeria do coro e da entrada. A Igreja tem anexo um bloco de quartos e salas a ocidente. Tem ainda duas arcadas dos lados norte e sul. Esta composição está habilmente proporcionada e a interpenetração das várias estruturas foi bem executada; as mesmas paredes e a concepção da estrutura, diferente da maioria das igrejas de Macau, indica boa inteligência da qualidade dos materiais usados e das suas limitações. A espessura das paredes, por exemplo, é de três a quatro pés, mas tem conveniente adaptação para nichos, vãos e escadas, sem prejudicar de qualquer forma a sua função de suporte» (2)

(1) São Lourenço foi queimado vivo numa grelha sob um braseiro ardente. Reza a história que Lourenço manteve o bom humor até ao final, dizendo para o virarem, pois um dos lados do seu corpo já estava bem assado. Ele é o santo padroeiro dos diáconos, dos cozinheiros, dos humoristas e de Huesca em Espanha. Este santo costuma ser representado com uma grelha (instrumento do seu martírio) e uma bíblia na mão. Os seus restos mortais repousam na basílica que lhe foi dedicada, S. Lourenço, fora dos muros de Roma. https://www.calendarr.com/portugal/dia-de-sao-lourenco/

Sugiro a leitura do trabalho académico de André Simões em https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/32715/1/2%20Fogo%20l%C3%A1grimas%20Graal.pdf

(2) BRUNT, Michael Hugo – The Parish Church of St. Lawrence at Macao, 1954 p. 110. Tradução do Padre Teixeira, que afirma: este trabalho é «óptimo sob o ponto de vista arquitectónico, deixa muito a desejar sob o porno de vista histórico.»In TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, ICM, 1997, p.93.

Anteriores referências a esta igreja: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-s-lourenco/