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Foi concedida, em 21 de Setembro de 1924, pelo Governo da Província ao aviador inglês A. H. Rowe para aterrar em Macau e voar sobre esta cidade. (SILVA – Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 164.)

Ver anteriores postagens referentes aos transportes aéreos.

Plano Geral dos arruamentos e das novas avenidas a construir na parte norte da cidade de Macau, apresentado pelo engenheiro director das Obras Públicas, coronel Adriano Augusto Trigo, ao Conselho Técnico, em sua sessão de 15-09-1921. (1)

«Anuário de Macau de 1924», p. 198

(1) “Macau Renascente” in «Anuário de Macau de 1924» pp.194-200

Anúncios das  carreiras de navegação, do ano de 1924, estabelecidas em Hong Kong para a Europa, África e Oceânia, com serviço de passageiros e que podiam estabelecer ligações com a Metrópole, Timor e colónias da África, através do agente em Macau que era a empresa  “Herbert Dent & Co»

Extraídos de «Anuário de Macau de 1924», pp. 206-209.

Um folheto de 68 páginas “MACAU e o seu Porto Artificial atravez a IMPRENSA PORTUGUESA (VOLUME I)”, impresso na Tipografia Mercantil de N. T. Fernandes e Filhos, em 1924, (24 cm x 16 cm x 0,5 cm) (1)

O folheto apresenta uma assinatura de posse “Armando Zuzarte Cortesão 1925” (2)

Contém uma colectânea de artigos publicados até então na imprensa portuguesa sobre o porto artificial. O prefácio é do Hugo de Lacerda “Macau como Porto Marítimo e Testa de Navegação Fluvial e de Viação Acelerada”) (3) (pp.3-4)

Outros artigos:

1-O Renascimento de MacauUma riquíssima possessão, cheia de vida e com um grande futuro – Lopo Vaz de Sampayo e Mello (Do jornal “A ÉPOCA”) (pp. 5-10)

2-Portugal no Oriente. Macau serve mais alguma coisa do que para converter umas centenas de patacas numas dezenas de contos – Henrique Correia da Silva (4) (De “O Diário Notícias”) (pp. 11-15)

3-Interesses Portugueses no OrienteAs obras do porto de Macau honram a engenharia portugueza e são a maior base para o engrandecimento d´esta província ultramarina – João Barbosa Pires (5) (De “O Século-1923) (pp. 16-19)

4-O Porto de Macau – Um repórter de “A Pátria” ouve o ilustre Almirante Snr. Hugo de Lacerda (P.J.M.L. do jornal “A PÁTRIA” de Macau, 1924) (pp. 20-36)

5-A exploração do porto artificial de MacauO que a República fez e o que precisa fazer ainda – Henrique Valdez (6) (De “O Século” – 1924) (pp. 37-40)

6-Problemas NacionaisPortugal no Extremo-Oriente –Thomé Pires (Do periódico “A PÁTRIA”-1924 (pp. 14-62.

7-Sobre as obras do porto de Macau – O que sobre elas diz o seu ilustre Director o sr. Almirante Hugo de Lacerda (pp.63-68)

(1) “ Por ordem superior do Conselho de Administração das Obras nos Portos de Macau, fez a Secção de Propaganda publicar este folheto acabado de imprimir aos trinta de Novembro de 1924. “ (p. 1)

(2) “ O mais importante historiador português da cartografia antiga do século XX, como também de um dos raros especialistas de projecção internacional que ensaiaram uma análise historiográfica geral deste campo de estudos que emergiu com uma identidade disciplinar e uma actividade prática próprias a partir da década de 1930”. (Oliveira, Francisco Roque de – Armando Zuzarte Cortesão (1891-1977): vida, exílio e mapas. Academia de Marinha, 2019 In: Matos, A. T. de (coord.). Homenagem aos Fundadores da Academia de Marinha (pp. 70-105). Lisboa: Academia de Marinha. ISBN: 978-972-781-150-2.) https://repositorio.ul.pt/handle/10451/43173

(3) O Engenheiro hidráulico Almirante Hugo de Lacerda Castelo Branco foi governador interino de Macau de 1-08-1926 a 8-12-1926. Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hugo-lacerda-castelo-branco/

(4) O Capitão-tenente Henrique Monteiro Correia da Silva, foi governador de Macau de 23-08-1919 a 20-05-1922.

(5) João Barbosa Pires, jornalista vereador substituto do Leal Senado da Câmara de Macau

(6) Capitão-tenente Henrique Valdez, jornalista, senador https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/01/27/leitura-macau-e-seu-futuro-porto-1922/

Despacho de 20 de Fevereiro de 1924, do governador Rodrigo José Rodrigues , publicado no dia 23 de Fevereiro desse ano, pela Repartição do Gabinete no “Boletim Oficial” (1), em que louva o chefe da polícia de investigação criminal Lao Ngai, pela habilidade e grande zêlo nas suas diligências a que procedeu em Cantão para o descobrimento dos falsificadores de notas do Banco Nacional Ultramarino e apreensão das máquinas empregadas nesse fabrico.

 (1) «BOGPM», n.º 8 de 23 de Fevereiro de 1924, p 113

Apresento um folheto papel-cartão (cartolina) distribuído em Lisboa e Macau aquando do raid aéreo Lisboa-Macau-Lisboa, em Janeiro de 1987; em português e chinês Desenho de Carlos Marreiros. No local destinado a autógrafos, três assinaturas, não legíveis.

Dimensões: 39,5 cm (dobrada 28,8 cm) x 13,5 cm

O monomotor “Sagres” partiu de Lisboa a 11 de Janeiro de 1987 e chegou a Macau em 6 de Fevereiro, no Aterro da Concórdia em Seac Pai Van (Coloane). O regresso a Lisboa foi a 15 de Fevereiro do mesmo ano. (1) O avião com Jorge Cruz Galego, Arnaldo Alves Leal e Álvaro M. Prata Mendes, percorreu cerca de 15.000 Km em 27 dias (tempo total de vôo: 65H30), com 23 aterragens.(2)  

(1) VER postagem anterior de 15-02-2013 deste raid aéreo; https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/02/15/noticia-de-15-de-fevereiro-de-1987-partida-do-monomotor-sagres/

(2) VER postagem anterior de 06-02-2016: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/06/noticia-de-6-de-fevereiro-de-1987-autocolan-te-raid-aereo-lisboa-macau-lisboa-1987/

No dia 13 de Dezembro de 1924, seis prisioneiros chineses que estavam trabalhando na construção duma estrada na Ilha de Coloane, tentaram evadir, agredindo de surpresa e barbaramente duas praças africanas que os estavam vigiando e, depois de as terem desarmado, dirigiram-se ao quartel, onde mataram o 1.º Sargento Manuel Ferreira da Silva que comandava o posto militar da povoação de Ká-Hó, sendo depois mortos cinco e capturado um. (1) (2)

No dia 7 de Junho desse ano, tinha sido estabelecida na ilha de Coloane uma “Colónia Penal para condenados vindos de Timor, chineses ou indígenas de outras colónias portuguesas e estrangeiras, condenados pelos Tribunais desta Comarca a degredo ou outras penas, por mais de 15 dias”. Aos condenados que tivessem cumprido dois anos de pena poderia, caso tivessem tido exemplar comportamento, ser concedida pelo Governador, gratuitamente, qualquer posição de terreno a fim de o cultivar por sua conta (artigos 48.º e 49.º), “passando assim à qualificação de colono com direito a ajuda material, enquanto ela for merecida e justificável” (Diploma Legislativo n.º 24,B.O. n.º23 de 7 de Junho, p. 433). (3)

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954, p. 267.

(2) Ver esta mesma notícia em anteriores postagens: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/20/o-domingo-ilustrado-a-grande-chacina-de-macau-1924/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/12/13/noticia-de-13-de-dezembro-de-1924/

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 168

Louvor pela coragem, abnegação e sangue frio com que agiu para salvar as vidas e material do Estado confiado à sua guarda, 1.º fogueiro (encarregado de alimentar as fornalhas das caldeiras nos navios de vapor) Hermínio Gonçalves.

Extraído de «BOGPM», n.º 26 de 27 de Junho de 1925, p. 449

Após a governação do capitão médico Rodrigo José Rodrigues (5-01-1923 a 16-07-1924), ficou como governador interino, pela 2.ª vez, o coronel do Quadro de Macau e Timor, Joaquim Augusto dos Santos de 16 de Julho de 1924 a 18 de Outubro de 1925. (1) O governador seguinte, Manuel Firmino de Almeida Maia Magalhães, oficial do Estado Maior, também esteve no cargo pouco tempo (8-10-1925 a 22-07-1926). (2)

(1) O B.O. n.º 28 nomeia o Coronel Joaquim Augusto dos Santos para interinamente, substituir o Governador Rodrigo José Rodrigues, enquanto ausente. O nomeado entra em funções dois dias depois. A 29 de Julho, a Secretaria – Geral do Governo, instala-se provisoriamente no Palacete da Flora  (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 164)

(2) B.O. n.º 43, tomada de posse do cargo de Governador de Macau, Manuel Firmino de Almeida Maia Magalhães, que exerce por cerca de dez meses. O governador embarca para Lisboa a 11 de Agosto de 1926. Durante o seu curto mandato foi preciso lidar com a fome e a sede, por falta de fornecimentos, quer por via das Portas do Cerco quer por via de Hong Kong, onde as greves se multiplicavam e os piquetes atrapalhavam a circulação de pessoas e bens e também com o episódio da apreensão, em 15 de Junho de 1926, da 2.ª edição do livro “Historic Macao” (3) de Carlos Augusto Montalto de Jesus. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, pp. 174-175)

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/06/15/noticia-de-15-de-junho-de-1926-historic-macao/

Anúncio duma empresa sediada na Avenida Almeida Ribeiro (Largo do Senado) n.º 11-13, publicitando:

“Pintor, empreiteiro, fornecedor, fotógrafo, fabricante de carimbos de borracha e molduras. Conserto e pintura de imagens”

Extraído de «BOGPM»,  n.º 3 de 20 de Janeiro de 1923, p. 57

É como fotografo que aparece nos Anuários de Macau de 1922 (p. 366) e 1924 (475).

E no Anuário de Macau, 1927 (p. 316), já aparece como “atelier, vendendo artigos fotográficos”

“O grande acontecimento social de Macau em 1933 foi a inauguração do Edifício da União Recreativa, à Areia Preta, junto do Hipódromo, a 25 de Março.

Temos a descrição do imóvel, relatado em “A Voz de Macau”: “O elegante edifício, de linhas sóbrias e bem lançadas, é bastante amplo. No terreno vasto que lhe pertence, onde, à direita, existe já um parque para estacionamento de automóveis, ficarão instalados os campos de Futebol, Ténis, Golf, Basket-Ball, Hockey, e ainda um Parque Infantil para diversão dos filhos dos sócios, estando a Direcção envidando os seus melhores esforços para conseguir a realização duma ampla piscina”.

A Sociedade da União Recreativa foi fundada em 1924 por um grupo de macaenses que se reuniam para tocar música. Eram uns vinte e, entre eles, destacamos, sem desdouro para outros, António Ferreira Batalha, Paulino A. da Silva, Pedro e Alberto Ângelo e António Galdino Dias. Do entusiamo destes vinte, nasceu a ideia de criar um Centro Musical. Pouco a pouco, pelo dinamismo dos fundadores, o número de sócios aumentou, chegando a duzentos, número importante em relação à exiguidade da população portuguesa no Território. Agora já não era apenas um centro musical, mas também um centro recreativo e desportivo. O grupo representativo da União Recreativa, no futebol, era importante nos fins dos anos 20 e só foi dispersado quando rivalidades internas levaram os seus componentes a agruparem-se no Argonauta e no Tenebroso. Não havia sede nem instalações adequadas para comportar tamanho número de sócios. As festas e outras iniciativas exigiam um novo prédio. Mais uma ideia brilhante nasceu: o plano duma espécie de country club, fora de portas, em sítio calmo e ameno, onde a Sociedade pudesse dar largas às suas actividades. A Areia Preta era então um local ideal, pelo seu sossego, pelo ar de praia que ainda possuía. É preciso lembrar que a cidade morria na orla da avenida Horta e Costa; e, dali para o mar e para a Porta do Cerco, havia apenas algumas casas, tipo vilas, o Canídromo, o Hipódromo, aldeamentos chineses e imensos terrenos baldios. A Sociedade teve o apoio incondicional do Governador Tamagnini Barbosa. O Governo subsidiou, também a Associação dos Proprietários do teatro D. Pedro V, e outros vieram da iniciativa privada.

Ficou-nos na memória a festa da inauguração. Ainda nos lembramos de ver muita gente e estarmos à frente duma mesa pejada de iguarias e guloseimas, dum riquíssimo “chá gordo”. Discursaram o Presidente da Sociedade, António Ferreira Batalha, o Encarregado do Governo, Rocha Santos, e o Dr. Américo Pacheco Jorge, como representante da mais antiga agremiação macaense, o Clube de Macau. “A Voz de Macau” remata o seu artigo de 26 de Abril, com as seguintes palavras:

“Seguiu-se a assinatura da acta da inauguração, após o que numerosas pessoas assistentes dispersaram pelo amplo edifício e campos adjacentes, formando aqui e além pequenos grupos de cavaqueira, enquanto outros, os apreciadores de danças, iniciando a série de fox-trots, steps, valsas, etc., enlaçavam as gentis senhoras e meninas, danças que se prolongaram até cerca das 21 horas, com muito pesar dos fervorosos que desejariam que elas se prolongassem pela noite adiante. Mas Roma e Pavia não se fizeram num dia; e, como outras interessantes e simpáticas festas decerto se hão-de seguir, tirarão então a desforra…”

Não nos lembramos de ter havido campos de futebol, hóquei, golfe e basquetebol. Nem a piscina projectada. O que houve e tivemos ocasião de presenciar, foram as grandes partidas de ténis nos seus courts arejados e de vista ampla. A vida da União Recreativa foi brilhante nos primeiros anos, com festas e outras actividades que ficaram notáveis. Decaiu nos anos de 30 para reviver com a Guerra do Pacífico, sob outro nome – o Clube Melco. Mas este assunto será tratado noutra ocasião.

FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau. Disponível para leitura em: ttp://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30023/1797