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Extraído de «BGM», X-1 de 4 de Janeiro de 1864, pp. 6-7

NOTA: O nascimento do futuro rei D. Carlos I foi a 28 de Setembro de 1863. Filho de D. Luís I (1838-1889; reinado 11 de Novembro de 1861 até 19 de Outubro de 1889) e Maria Pia de Saboia, reinou de 19 de Outubro de 1889 a 1 de Fevereiro de 1908, vítima de atentado mortal.

D. Carlos I – pintura de José Malhoa em 1890

Extraído de «BPMT», XIII-38 de 23 de Setembro d 1867, p. 226

“O Governador Coelho do Amaral (1863-1866), ilustre engenheiro militar (Tenente Coronel graduado em Coronel e depois Coronel do Corpo de Engenheiros e General) deu condições de salubridade, fez a demolição de parte da muralha, abriu estradas e pavimentou ruas, construiu o primeiro farol a costa da China, plantou árvores da Praia Grande e jardins, mandou construir o quartel para o batalhão de 1.ª linha no lugar do antigo convento e igreja de S. Francisco, desenvolveu e ampliou a cidade. Novos contingentes militares chegaram para renderem ou reforçarem o Batalhão (em 1863, em 1866,em 1868 e em 1874) e, em 1864, foi organizada a Companhia de Enfermeiros. Em 1869 são reorganizadas as forças do Ultramar.” (CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, p. 21

Extraído de «BGM», X-28 de 11 de Julho de 1864, p. 110

Extraído de um artigo não assinado do «M.B.I.», III-n.º 64 de 31 de Março de 1956, pp. 10-11.

“ Mesmo fronteira ao Istmo que liga Macau ao território vizinho, ergue-se, pujante de verdura e coberta de pinheiros mansos, a colina de Mong-Há, envaidecida da elegante nota de beleza que empresta àquela zona da cidade. Vivendo quase esquecida na planta de Macau, por ficar mais afastada, não tem sido menor a sua importância do que a das outras colinas que embelezam a paisagem da península. Ainda não há muitos anos, rodeavam-na quintas e hortas, agora desaparecidas, para dar lugar a uma das zonas mais atraentes da cidade nova. A seus pés estende-se o casario moderno que se tem empenhado a população em construir, neste últimos anos; e ali perto vive a maioria dos comerciantes abastados, em suas elegantes vivendas, alinhadas à beira das avenidas que correm ao longo daquela área.

Foi à sua beira que a Repartição Provincial dos Correios, Telégrafos e Telefones mandou edificar os dois bairros para os seus funcionários e pessoal menor dos Serviços, e que o Governo da Província construiu as residências para os seus funcionários. Para o Norte, está o Campo Desportivo «28 de Maio» que tem vivido horas de entusiasmo nestes últimos tempos e, mais além, os bairros sociais, agora acrescentados com encantadoras e airosas moradias para refugiados. Aqui habita a maior parte dos que alberga com a generosidade de sempre. É este o cenário que se desfruta do cimo desta colina, estendendo-se os olhares para além das muralhas da fronteira, espraiando a vista pelo rio e pelo mar que lhe são vizinhos de ambos os lados.

Esta situação privilegiada mereceu-lhe lugar de destaque entre os pontos estratégicos de protecção a Macau. Em 1864, o governador Coelho de Amaral ordenou a construção do Forte de Mong-Há no cimo dessa colina. (1) A obra, de suma importância para defesa terrestre, alcançando qualquer ponto do rio e do mar, e edificada nas escarpas graníticas, foi concluída em 1866. Daí em diante, atraiu as atenções de todos e melhorou-se a sua fortificação em 1925, com as modificações introduzidas.

Não ostenta jóias de valor histórico, mas apenas a graça da sua natureza e, por isso mesmo, mais bela e mais atraente se nos apresenta. Cativa-nos pela simplicidade do seu forte pela solidão em que está embrenhada.

(1) Os trabalhos de fortificações na colina de Mong-Há foram iniciados pelo governador Ferreira do Amaral em 1849 como uma medida preventiva de defesa contra uma temida invasão chinesa, mas não foram concluídos devido ao seu assassinato, Os trabalhos iniciaram-se de novo em 1850, mas em 1852 estavam praticamente reduzido a ruínas. Em 1864 foi construído o forte actual por ordem do Governador Coelho do Amaral e ficou concluído em 1866. Em 1925 foram levadas a cabo grandes alterações com a instalação de um projector luminoso e um armazém. O forte estava apetrechado com 2 armas, Armstrong da Marinha de tiro rápido, com o calibre de 65 mm. (GRAÇA, Jorge – Fortificações de Macau. Concepção e História, 1984, p. 101.)

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Extraído de «TSYK», I-33, 19 de Maio de 1864, p. 131.
Extraído de «TSYK», I-34, 26 de Maio de 1864, p. 134.
Extraído de «TSYK», I-29 de 21 de Abril de 1864, p. 116.
Manuel de Castro Sampaio
  • Manuel de Castro Sampaio (nascido em 1827 no Porto, † 1875 em Lisboa) foi oficial militar, jornalista, e de 1871 a 30 de agosto de 1873, foi governador do Timor, então sob administração de Macau.

Como membro do corpo médico do exército, alferes Manuel de C. Sampaio veio para Macau, onde ascendeu ao posto de capitão da guarnição. Em Macau, foi co-editor do jornal semanal “Ta-Ssi-Yang-Kuo”. Interessado em ciência e literatura, escreveu o livro “Os Chins de Macau” (1)

https://de.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Castro_Sampaio https://artigos.wiki/blog/de/Manuel_de_Castro_Sampaio

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(1) SAMPAIO, Manuel de Castro – Os Chins em Macau. Hong Kong: Typographia de Noronha e Filhos, 1867, 144 pp., 1 mapa, 215 mm.

Posteriormente, o livro foi publicado em inglês, em números sucessivos no «Far East» (Shanghai) e depois compilados e juntos num só livro: “Manners & Customs of the Chinese at Macao” (printed at the “Celestial Empire” Office, 1877, 103 p.) traduzido por Rufino F. Martins e dedicado à “Royal Asiatic Society”, da qual era correspondente.

https://de.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Castro_Sampaio https://artigos.wiki/blog/de/Manuel_de_Castro_Sampaio

Outros livros deste autor, publicados em Macau:

Memorias dos festejos realizados em Macau no Fausto Nascimento de SA o sr. D. Carlos Fernando (Macau 1864), dedicado ao governador José Rodrigues Coelho do Amaral.

Compêndio de ortographia (Macau 1864). http://purl.pt/32930/1/html/index.html#/2-3

Mais um episódio de pirataria, neste caso, as lorchas nacionais n.º 9 e 10 que seguiam, em comboio de Fuchaw (Foochow/Fuzhou/ 福州), para Shanghai/ 上海, (a n.º9) e Ningpó /寧波 (a n.º 10) se perderam, por motivo de explosão quando se batiam com 4 tamões de piratas que as atacaram na altura de Linchiu, no dia 2 de Fevereiro de 1864. Desta explosão morreram sete marinheiros portugueses e 33 chineses das suas guarnições. Os que salvaram foram recolhidos do mar pelos pescadores e levados para a ilha de Sampum.

Extraído de «BGM», X-11 de 14 de Março de 1864.
Extraído de «TSYK», 3.º Ano, n.º 5 de 3 de Novembro de 1865, p. 18

NOTA I: “26-04-1866 – Após 134 números, cessou a publicação do hebdomadário Ta Ssi Yang Kuo, importante repositório de numerosos artigos de grande interesse para a História de Macau. Principiou a publicar-se em 8 de Outubro de 1863.” (BBS Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 177)

NOTA II: O comandante da Fortaleza do Monte nesse ano de 1865 era o capitão do batalhão de Macau, José António da Costa, nomeado (interino) em 27-10-1864. Foi exonerado a 2 de Abril de 1866.

BGM X-44 de 31 de Outubro de 1864, p. 175
«BGM», XII-15 de 9 de Abril de 1866 p. 58

Na sequência da notícia publicada ontem, sobre o falecimento da menina Camila de Melo, no mesmo Boletim foi publicado uma “Elegia” de Manuel de Castro Sampaio (1) datada de 28 de Agosto de 1864.

Extraído de «BGM», X 35 de 29 de Agosto de 1864, p. 138

(1) Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-de-castro-sampaio/

Faleceu a 27 de Agosto de 1864, a filha primogénita de António Alexandrino de Melo, 2.º Barão do Cercal (1) e de Guilhermina Pamela Gonzaga, Camila Augusta Maria de Melo, nascida em S. Lourenço a 11 de Setembro de 1859 e falecida a 27 de Agosto de 1864

….Continua…        e termina o “Necrologio”:
Extraído «BGM», X -35 de 29 de Agosto de 1864, p. 138

(1) Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-alexandrino-de-melo/