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Extraído de «BPMT», XVIII-53, de 28 de Dezembro de 1872, p. 223

Por este gesto de coragem, “… lançou-se às águas do rio Cantão numa noite de forte temporal para salvar o segundo-tenente Manuel Luís Mendes Leite” foi agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada.

Extraído de «BPMT», XIX-18, de 3 de Maio de 1873, p.69

(1) José de Almeida de Ávila (Horta, 29 de Outubro de 1844 — Lisboa, 30 de Outubro de 1902) foi um oficial da Marinha de Guerra Portuguesa, na qual atingiu o posto de capitão-de-mar-e-guerra, político e administrador colonial. Foi governador civil do Distrito da Horta (1894-1895). Era filho de José de Almeida Ávila e de Sofia de Vasconcelos, neto paterno de Manuel José de Ávila (irmão do duque de Ávila e Bolama). Com o posto de segundo-tenente em 1872 foi colocado no comando naval de Macau. Neste período integrou as guarnições da canhoneira Camões, da escuna D. Carlos, da canhoneira Tejo e da corveta Duque de Bragança. Em 1874 foi transferido para a Estação Naval de Moçambique. Em Dezembro de 1883 foi nomeado para o cargo de imediato da canhoneira Tâmega, então a prestar serviço em Macau.

Permaneceu em Macau alguns anos, tendo casado em 8 de Agosto de 1885 (então capitão tenente da Armada, comandante da canhoneira «Tâmega») com Guilhermina Homem de Carvalho. (2) Este casamento voltou a ser efémero, por a esposa ter falecida de parto em 11 de Junho de 1886. No ano seguinte, pediu transferência para Lisboa, sendo em finais de 1877 colocado como capitão-tenente supranumerário na Direcção do Arsenal da Marinha e nomeado conselheiro da Escola de Alunos Marinheiros de Lisboa. Ver biografia mais pormenorizada em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Almeida_%C3%81vila https://en.wikipedia.org/wiki/Duke_of_%C3%81vila_and_Bolama

(2) Guilhermina Maria Homem de Carvalho (S. Lourenço 28-03-1865 e faleceu de parto a 11-06-1886). Filha de José Francisco Homem de Carvalho (1825-1880), negociante e proprietário. Em 1871, era um dos 40 maiores contribuintes de Macau; fundador da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), fundada em 1871. (FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volume II, 1996, pp. 217 e 219)

“A visita que cerca de 70 sócios do Clube Lusitano (1) fizeram, no dia 28 de Novembro de 1976 a Macau, constitui um acontecimento de notável importância nas relações entre a comunidade portuguesa de Macau e a residente no território vizinho de Hong Kong Foram recebidos no cais pelo Presidente do Leal Senado Sr. Rogério Artur dos santos e pelo Director do CIT, Dr. Jorge Rangel, tendo-se o Governador feito representar pelo seu ajudante em campo Capitão Costa e Silva. (…)

A Direcção do Clube Lusitano recebida pelo Governador de Macau.

A direcção da referida instituição associativa, a que preside o Comendador Arnaldo de Oliveira Sales, deslocou-se ao Palácio da Praia Grande, onde foi recebida pelo Coronel Garcia Leandro. (…)

A Direcção do Clube Lusitano e outras individualidades nas escadarias da entrada no Palácio da Praia Grande

No prosseguimento do programa da visita previamente elaborado, o Senhor Bispo da Diocese, D. Arquimínio Rodrigues da Costa, celebrou uma missa na Sé Catedral. (…)

Os visitantes no jardim Lou Lim Iok

Transportados em autocarros, foi-lhes oferecida uma digressão pela cidade incidindo esta sobretudo em pontos que para alguns deviam ser desconhecidos como é o caso do jardim Lou Lim Iok, que beneficiou de grandes melhoramentos depois da compra que o Governo fez aos seus proprietários e, consequentemente, da sua transição para o domínio público.

Os visitantes à saída do jardim Lou Lim Iok

O almoço oferecido no velho mas inconfundível Hotel Bela Vista, (2) reuniu mais duma centena de convidados, mantendo-se do princípio ao fim um ambiente acentuadamente familiar.

Almoço no Hotel Bela Vista
Oferta duma Caravela em filigrana em nome de Macau para os portugueses de Hong Kong que são os sócios do Clube Lusitano, na pessoa do seu presidente, Comendador Arnaldo de Oliveira Sales (3)

(1) “O Clube Lusitano surgiu em Hong Kong em 1866. A primeira pedra foi lançada em 1865. O Clube nasceu em 1866, sendo inaugurado oficialmente por um Governador de Macau, na altura o Conselheiro Horta” (trecho do discurso do Governador de Macau). Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/clube-lusitano-de-hong-kong/

(2) “ Escolhemos este Hotel onde nos encontramos, não por ser o Hotel mais moderno de Macau, mas precisamente por ser o Hotel mais antigo de Macau, o Hotel a que estão ligadas, com certeza, gerações e gerações de portugueses de Macau que daqui saíram para Hong Kong e, também, por durante a guerra, a segunda grande guerra mundial aqui estiveram e, julgo que neste mesmo Hotel alguns viveram durante esses dias e anos difíceis da guerra. “ (trecho do discurso do Governador de Macau)

(3) “ Não é um presente de grande valor, mas tem um grande valor simbólico. Continua a significar que é através do mar e foi através do mar que os portugueses se espalharam pelo Mundo. E esse mar que a dada altura espalhou os portugueses pelo Mundo ainda hoje serve para fazer a sua ligação.“ (trecho do discurso do Governador de Macau)

Fotos e texto extraídos de «Macau B.I.T.», XI-9/10 de Novembro/Dezembro de 1976, pp. 24-27

Extraído de «BPMT», XIII-43 de 28 d

O governador Macau homenageado era José Maria da Ponte e Horta (26-10-1866 a 2-08-1868)

Maximiano António dos Remédios filho de António dos Remédios e de Rita de Sousa Peres nasceu em S. Lourenço a 12.09.1808 e faleceu S. Lourenço a 1.02.1875. Rico negociante e proprietário, arrolado em 1871 como um dos 40 maiores contribuintes de Macau. A 17.09.1871, reuniu em sua casa um grupo de macaenses que constituíram o núcleo fundador da «Associação Promotora da Instrução dos Macaenses» (APIM). Na eleição da 1.ª direcção Maximiano dos Remédios foi eleito presidente.

Maximiano dos Remédios tinha uma propriedade na chácara de S. José, vulgarmente conhecida por chácara de Manochái sita na Calçada das Chácaras (lugar onde havia várias chácaras) local hoje junto de Santa Sancha. A 17 de Abril de 1902, o provedor da Santa Casa da Misericórdia, (SCM) propôs e a Mesa concordou em comprar por $2 000 a «Chácara de S. José» pertencente à viúva de Maximiniano António dos Remédios, contínua ao Hotel BoaVista (comprada pela SCM em 15 de Novembro de 1901 para aí instalar Hotel Sanatório) com intenção de aumentar a área de construção.

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maximiano-antonio-dos-remedios/

Informações retiradas de: FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, VOL. III, 1996, p. 40; TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Vol. I, 1997 p. 303, 311,

Extraído de «TSYK», 3.º Ano, n.º 5 de 3 de Novembro de 1865, p. 18

NOTA I: “26-04-1866 – Após 134 números, cessou a publicação do hebdomadário Ta Ssi Yang Kuo, importante repositório de numerosos artigos de grande interesse para a História de Macau. Principiou a publicar-se em 8 de Outubro de 1863.” (BBS Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 177)

NOTA II: O comandante da Fortaleza do Monte nesse ano de 1865 era o capitão do batalhão de Macau, José António da Costa, nomeado (interino) em 27-10-1864. Foi exonerado a 2 de Abril de 1866.

BGM X-44 de 31 de Outubro de 1864, p. 175
«BGM», XII-15 de 9 de Abril de 1866 p. 58

Esta fortaleza foi construída nos princípios de 1851.(1) O encarregado da sua construção foi o major de engenheiros António de Azevedo e Cunha. Tem uma só peça de artilheria de rodisio de calibre 18. Um cabo e três soldados do batalhão de Macau constituem a sua guarnição, sendo o cabo o comandante da fortaleza” (2)

Este forte está localizado no cume da colina de D. Maria II, com uma altitude de 47 metros, a dominar (no passado) a baía/praia de Cacilhas e o Istmo da Península de Macau

Forte de D. Maria II (aguarela sobre papel; Marciano Baptista c. 1875-80; Martyn Gregory Gallery

No quadro – O forte localizado no cume da colina de D. Maria II, com uma altitude de 47 metros, a dominar (no passado) a baía/praia de Cacilhas e o Istmo da Península de Macau. No canto inferior esquerdo, a primitiva estrada de Solidão (posterior Estrada de Cacilhas)

(1) Concluído o fortim novo, a 10 de Fevereiro de 1852, sobranceiro à Praia de Cacilhas, tomou este o nome de D. Maria II, segundo a «Ordem à Força Armada n.º 9» que, por este motivo, ordenou o desmantelamento do Forte de Mong Há, por se encontrar em ruínas e desnecessário, em virtude da construção do novo fortim. O forte de Mong Há foi reconstruído e reactivado mais tarde. (3)

Extraído do «BGPMTS», VII- 8 de 21 de Fevereiro de 1852

(2) «Almanach Luso Chinez de Macau para o anno de 1866», p. 43

(*) Capitão José Joaquim da Silveira Xavier pertence ao exército de Portugal, onde deve regressar, finda que seja a sua comissão de seis meses. (2)

(+) Este oficial, (major Vicente Nicolau de Mesquita), em 25 de Agosto de 1849, atacou com trinta e seis soldados o forte de Passaleão além das portas do Cerco, que estava guarnecido com alguns milhares de chinas; e, tendo a felicidade de o tomar, foi por tão distinto feito premiado por sua magestade com o posto imediato ao de 2.º tenente que então tinha, e mereceu que os seus patrícios em Hong Kong lhe oferecessem uma espada com uma legenda alusiva ao feito. Esta espada foi feita na cidade do Porto, e entregue ao sr. Mesquita em o 1.º de Setembro de 1850. (2)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 133.

Anteriores referências a este forte em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fortaleza-de-d-maria-ii/

Extraído de «BPMT»,  XIII-22 de 3 de Junho de 1867, p. 127

O alferes João Maria de Sá Camello, nomeado comandante da secção da polícia montada pertencia ao exército de Portugal, em serviço no Batalhão de Macau então comandada pelo Brigadeiro graduado João Ferreira Mendes, auxiliado pelo major Vicente Nicolau Mesquita. Os militares em serviço no Batalhão de Macau faziam uma comissão de seis anos (habitualmente) findo a qual regressariam a Portugal (informação do «Almanach Luso-Chinês de Macau» de 1866, p.41)

No ano anterior, a 28 de Janeiro (1866), o alferes Sá Camello , recitou «com bastante entusiasmo a linda poesia do Sr. António Serpa Pimentel intitulada “Camões na Gruta de Macau”» numa cerimónia para solenizar a colocação do busto de Camões, encomendado a Bordalo Pinheiro por Lourenço Marques, proprietário da gruta.  (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p 176). Ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/28/noticia-de-28-de-janeiro-de-1866-busto-de-camoes/

Gravura apresentada na revista “A Illustração Luso Brasileira” de 1856, (1) com a legenda:

ILUMINAÇÃO DO PALÁCIO DO CONSUL BRASILEIRO EM MACAU

A gravura não é acompanhada de mais informações. No mesmo número deste jornal, na página 124, encontra-se uma pequena notícia do incêndio do bazar em Macau, notícia essa, com maior desenvolvimento, foi dada pelo correspondente Carlos José Caldeira, no mesmo jornal, número 12 de 22 de Março de 1856. (ver “Grande Incêndio do Bazar Chinez em Macau” na postagem de 04-01-2015) (2)

O cônsul do Brasil em Macau, nesse ano, muito provavelmente terá sido o 1.º Barão do Cercal , Alexandrino António de Mello (1809-1877) . Não tenho informações, qual a data da sua nomeação mas no Almanach Luso-Chinez de 1866”, consta o nome do Barão embora com a indicação de ausente. (3) (4)

O filho António Alexandrino foi posteriormente, em 1875, nomeado cônsul do Brasil em Macau, lugar que foi extinto com a sua morte (5)

A residência (gravura) terá sido, o original edifício, mandado construir pelo Barão do Cercal, em 1849, (arquitecto José Tomás de Aquino) e posteriormente adquirido pelo Governo (actual Palácio do Governo, na Praia Grande).

(1) “A Illustração Luso Brasileira”, n.º 16 de 19 de Abril de 1856, p. 125.

A Illustração Luso-Brasileira”, publicou-se nos anos 1856, 1858 e 1859 (Vol. 1, n.º 1 de 5 Jan. 1856 ao Vol. 3, n.º 52 de 31 Dez. 1859), por iniciativa de António José Fernandes Lopes, também editor do Jornal “O Panorama”. http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/FichasHistoricas/IlustrLusoBr.pdf

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/04/noticia-de-4-de-janeiro-de-1856-grande-incendio-do-bazar-chinez-em-macau/

(3) “Almanach Luso-Chinez de 1866”, p. 45

NOTA: Nesse ano 1866, o cônsul da Itália em Macau era António Alexandrino, 2.º Barão do Cercal (também ausente), filho de Alexandrino António (1.º Barão)

(4) Alexandrino António de Mello (1809-1877): 1.º Visconde (Decreto de 13 de Março e Carta de 5 de Abril de 1867) e 1.º Barão do Cercal (Decreto de 11 de Dezembro de 1851 e Carta de 5 de Janeiro de 1852) em duas vidas. Faleceu no «Hotel Beauvan» em Beauvan, junto a Marselha, a 21-05-1877. (6) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/barao-visconde-do-cercal/

(5)1.º Filho: António Alexandrino de Melo (S. Lourenço 7-06-1837 – faleceu na sua casa na Calçada da Paz em S. Lourenço a 27-05-1885) – 2.º Barão de Cercal. (recebeu o título em 16 de Setembro de 1863. Foi cônsul da Itália em Macau desde 1864.

28-05-1864 – TSYK I-47 de 25 de Agosto de 1864, p. 191

TSYK I-47 de 25 de Agosto de 1864, p. 191

https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-alexandrino-de-melo/

 (6) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol II, 1996, pp. 646-647

Do diário de Harriet Low, para este dia de 2 de Abril de 1830:

George Chinnery – Forte de São Francisco com o Fortim de S. Jerónimo em 2.º plano e ao longe, o Forte da Guia, 1833

«Depois do jantar, olhando pela janela, vi um dos barcos da Companhia (East Ìndia Company) com o sol brilhando sobre as suas bem enfunadas velas. Como desejei possuir o talento para a pintura de sr. Chinnery, (1) a fim de poder esboçar para ti a linda vista que tinha diante de mim, a grande e elegante igreja, branca de leite, com uma esplêndida escadaria de pedra e cercada de árvores e arbustos (Igreja do Convento de S. Francisco). (2)

George Chinnery – Degraus da Igreja de S. Francisco , c. 1835-38
George Chinnery  – Mosteiro/ Convento e Fortaleza de S. Francisco, c. 1833-38

Pouco além, a fortaleza (de S. Francisco), (3) e a baía alongando-se. Ainda mais além, podem-se ver os barquinhos, resvalando-se sobre a superfície das águas do rio. À distância, podem-se discernir duas elevadas ilhas e um lindo barco, desmandando a sua tal alvejada pátria. Um porco mais longe está um pequeno barco europeu, navegando a toda a vela e, à vista, uma quantidade de barcos chineses. Pode agora imaginar quão agradável á a vista que gozamos do nosso terraço? (4)

E agora estou aqui sentada no meu quarto a lutar contra os mosquitos. A cada meio segundo, ponho a pena na boca, enquanto me esforço por cometer assassinatos. Os cúlis estão a “dormir bem audivelmente” debaixo do meu quarto. Não conheço ninguém que ressone tão fortemente como eles. A tia Low tem mandado lá abaixo alguém, muitas vezes, às tardes a virá-los” (5) (6)

George Chinnery – Mosteiro de S. Francisco e Fortaleza d Guia ao longe, c. 1835-38

(1) George Chinnery, pintor inglês, nascido a 05.01-1774 e falecido em 30-05-1852. Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-chinnery/

(2) A igreja com a sua elegante escadaria de pedra e o convento foram demolidos em 1864. Na mesma data foi completamente destruída a fortaleza e levantada outra, de que sé resta o muro exterior. No lugar do convento surgiu o quartel que foi concluído em 1866. Quatro colunas salomónicas e o altar do Crucifixo foram parar à Igreja do Seminário de S. José, onde ainda hoje se podem admirar. (6)

TA-SSI-YANG-KUO, Volumes I e II, 1899

(3) “… dali (da Fortaleza da Guia) volta o muro para o sul em direitura ao convento de S. Francisco, e antes de chegar a ele tem hua porta que cahe para o mar , a qual se fecha todas as noites. Está a Fortaleza de S. Francisco pegada ao convento, que te hu postigo na cerca dos Frades, e da parte de dentro a porta da Fortaleza tem hua peça de 40 libras de bronze invocada N. Snra. De Loreto, outra peça de 20 libras de bronze invocada N. Snra. do Rozario , segue-se outra peça de 18 libras de bronze, e vindo correndo o pano de muro para a p.te da Cidade, e praya grande que acaba no princípio da Povoação da Cid.e, aonde tem hua porta que sahe para o rocio (7) de S. Francisco” ( Padre José Montanha – Apparatos para a Historia de Macau”) (6) (8)

(4) Terraço da casa do tio da Harriett, sr. William Henry Low, que foi o chefe da firma Russel & Co. (desde 1 de Janeiro de 1830 até Outono de 1833, quando partiu de Macau, por causa da doença respiratória), ficava no Pátio da Sé, n.º 2, ao alto da Calçada de S. João.

(5) TEIXEIRA, Padre Manuel – Toponímia de Macau, Volume II, p. 10

(6) TEIXEIRA, Padre Manuel – Macau do Séc. XIX visto por uma jovem americana, 1981, p.6

(7) Rocio , aliás rossio é uma praça ou terreno espaçoso e refere-se ao Campo, hoje Jardim de S. Francisco..

(8) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/03/14/noticia-de-14-de-marco-de-1761-a-livraria-do-colegio-de-s-paulo-e-os-caixotes-do-irmao-jesuita-joao-alvares/

Outros enxertos do diário de Harriet Low, neste blogue, em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/harriet-low/

Extraído de «TSYK», III Ano, n.º 27 de 5 de Abril de 1866, p. 124

Anúncio datado de 1 de Março de 1867, publicado no Boletim da Província,  da “Paderia Nacional”, (1) que a 20 de Agosto de 1866 mudou para “as cazas n.º 2, pertencentes às recolhidas de Santa Roza de Lima”, (2) no “Bêcco do Senado”(3) , n.º 2,.

Extraído de «BPMT», XIII- 10 de 11 de Março de 1867, p. 54

“Biscoutinho adocicado de soda, a 8 libras por pataca, (em 20 de Novembro de 1866, os “biscoutinhos adocicados vendiam-se a “15 avos ou 140 sapecas por cate), (4) além de pão branco salobre de quatro differentes feitios e pezo, a 12 libras por pataca, sempre de genuina farinha de trigo d´America, tudo trabalhado com maior aceio e esmero possível e levedado com ingredientes não deletérios à saúde, como se levedão em todas as paderias europêas. “Havendo contrato por um ou mais anos certos, pôde-se também fornecer pão de igual maneira trabalhado e levedado, de genuína farinha somênos de trigo d´America, a 22 libras por pataca; e biscouto de marinheiro, de igual farinha trabalhado à maquina, a 3,5 (?) avos de pataca por libra. “

 (1) Há referências da sua existência, nesta morada, desde 1 de Agosto de 1865. Não encontrei informação da data de encerramento. Houve, no entanto, com o mesmo nome, “Paderia Nacional”, em 1857, noutra morada – ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/06/anuncio-de-6-de-abril-de-1868-paderia-nacional/

.(2)

Extraído de «BGM», XII- n.º 35 de 27 de Agosto de 1866, p. 142.

(3) Beco do Senado – pequena ruela estreita e curta, à direita do edifício, antigo “Leal Senado” que vai do parque de estacionamento conhecido antigamente pelo Auto-Silo do Leal Senado (edifício Pak Lane) à Avenida Almeida Ribeiro.

No cimo desta rua, á esquerda havia uma porta que dava acesso, após umas escadas, ao gabinete de projecção de cinema do Teatro Apollo (Peng On), cuja entrada principal era onde está (na foto) a loja “ESPRIT”. O Teatro Apollo ocupava uma estrutura de quatro pisos, estucada a verde, situada na Avenida Almeida Ribeiro, mesmo à frente do edificio dos Serviços de Correios. Inaugurado em 1935, tinha uma capacidade de 1038 lugares e nele projectavam-se filmes americanos e chineses sobre a guerra sino-japonesa. Foi também palco de reputados espectáculos de ópera cantonense e era ali que decorriam as celebrações anuais a assinalar o nascimento da nova china. Quando o teatro encerrou, em 1 de Fevereiro de 1993, o piso térreo foi transformado em espaço comercial e o piso superior passou a albergar a sede da Associação de Empregados da Indústria Hoteleira de Macau e a Associação de Juventude de Macau (“As Ruas Antigas de Macau”, p. 30/31)

(4)

Extraído de «BGM», XII-n.º 49 de 3 de Dezembro de 1866, p. 200.