Archives for category: Governadores e Capitães Gerais

A 8 de Dezembro de 1989, o Governador Carlos Melancia provocou uma verdadeira explosão no território ao carregar no botão que fez deflagrar duas toneladas de explosivos para desmontar o morro da Ponta da Cabrita, assinalando assim o início formal das obras do aeroporto internacional de Macau (1)
O acontecimento foi presenciado por muitos curiosos (eu assisti da Estrada de Cacilhas, a perda de parte de uma “paisagem” diária da minha infância e adolescência)
A inauguração do aeroporto oficial (2) foi a 8 de Dezembro de 1995 (seis anos depois deste acontecimento) embora os voos tenham iniciado a 9 de Novembro de 1995.
Pormenor de um Mapa de 1934 onde se assinala a localização da Ponta Cabrita na ilha da Taipa Grande
Actualmente , embora inexistente a Ponta da Cabrita, permanece na Toponímia da Ilha da Taipa nas proximidades do Aeroporto,  a Estrada da Ponta da Cabrita – 雞頸馬路
Um trecho da estrada para a Ponta da Cabrita de autor não identificado, (data:?) do espólio do  IICT/Cartografia; Centro de Documentação e Informação.(3)
(1) Extraído do “Baú de recordações” do JTM.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aeroporto-internacional-de-macau/
(3) https://actd.iict.pt/view/actd:AHUD5114

O Comodoro Unwin em continência à Guarda de Honra, após o seu desembarque
O Comodoro Unwin na visita ao velho cemitério dos protestantes de Macau

Extraído de «BGU»  XXXII – 367, Janeiro 1956.

Fragata «HMS Cardigan Bay»

Lançamento em 28th December 1944  Início das actividades de defesa em 1945, no Mediterrâneo onde esteve até 1949. Chegou a Hong Kong a 7 de Outubro de 1949, onde esteve estacionado e depois envolvido na Guerra da Coreia 1950-1953. De novo estacionado em Hong Kong com missões em Singapura e na China em 1959-1960.
«HMS CARDIGAN BAY» entrou em reserva em 1961 e dispensado da marinha inglesa em 1962. Posteriormente vendido para uma empresa escocesa.
http://www.naval-history.net/xGM-Chrono-15Fr-Bay-CardiganBay.htm
O Comodoro J. H. Unwin D. S. C. da Royal Navy foi promovido a almirante (“Rear Admirals”) em 8 de Julho de 1957. Retirou-se em 14 de Fevereiro de 1961.
É autor do artigo “Principles of War . The Acid Test”, publicado no jornal “Royal United Services Institution,”, Vol 92, 1947, n.º 566.
Poderá ler parte deste trabalho em:
https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03071844709433990

Um soneto de Manuel da Silva Mendes (1) publicado no n.º 3 de 1 de Dezembro de 1920 na folha mensal  “A Academia”, (2) publicação da associação dos alunos do Liceu Central de Macau, denominada “Academia” (fundada por iniciativa do reitor Carlos Borges Delgado).

«O que quereis, à última da hora,
Rapazes, no jornal que vos escreva?!
Tolices? Todo o tempo não me chega
P´ra corrigir as vossas … Ora …Ora!
 
Demais a mais, sabeis que, muito embora
Eu mestre seja, tendes cá na adega
Quem melhor o licor das musas beba,
Ide, pois, lá. Deixai-me em Paz agora …
 
Ou, se não convidai as raparigas:
Há-as ahi na apolínea lira bela
Mui excelentes mestras em tangê-las.
 
Enfim, se imaginais que com cantigas
Me venceis, trêtas, pândegas, ó Rosa,
No fim do ano apanhais uma raposa».

(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-da-silva-mendes/
(2) Fundada em 5 de Outubro de 1920, a folha mensal durou até Junho de 1921 e reapareceu (depois das férias) como revista em Abril de 1922, o nº 10 (o último número segundo o Padre M. Teixeira). Tinha como director, Pedro Correia da Silva (3), editor o reitor, Carlos Borges Delgado e administrador Edmundo Carlos da Silva.
(3) Pedro Belford Correa da Silva (Paço d´Arcos) (1905-1936) advogado e poeta, foi aluno do Liceu de Macau entre 1919 e 1922 (5.º ano ao 7.º ano). Fundador do jornal “A Academia” onde também colaboraram os seus irmãos: Joaquim Belford Correa da Silva (1908-1979), ficcionista, dramaturgo, poeta, conhecido como Joaquim Paço d´Arcos e Henrique Belford Correa da Silva (1906-1993) poeta com o nome de Anrique Paço d´Arcos, Os irmãos chegaram a Macau em 1918, acompanhando o pai, o então capitão-tenente da marinha que tinha sido nomeado governador de Macau, Henrique Monteiro Corrêa da Silva (1878- 1935), nascido em Macau e governador de 1919 a 1922. (4)
(4) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/henrique-monteiro-correa-da-silva/
Extraído de TEIXEIRA, P. Manuel Teixeira – Liceu Nacional Infante D. Henrique, 1969.

“ Com a presença do Governador e família, e com os artistas portugueses Vasco Barbosa, (1) violinista, Loureiro Dinis, cantor de «lied» e Grazi Barbosa, (2) pianista, realizou-se no teatro D. Pedro V, em 22 de Novembro de 1953, o I Concerto da temporada promovido pelo Circulo de Cultura Musical (3) e integrado nos festejos do 2.º aniversário de posse do Governador. (Almirante Joaquim Marques Esparteiro)

Vasco Barbosa e sua irmã Grazi Barbosa numa das suas interpretações.

Os irmãos Grazi e Vasco Barbosa, artistas de nome feito em Portugal e no estrangeiro, constituem um apreciável conjunto que o tempo e a sua vontade de triunfar transformarão em Artistas de excepcional categoria. Vasco Barbosa  é um violinista de apurada técnica, rara sensibilidade artística e conscienciosa interpretação das obras que executa, sempre com brilho, segurança e nitidez musical. Estas qualidades de virtuoso do violino pô-las ele à prova sobretudo na terceira parte do programa, onde o Rondó Caprichosos de Saint-Saens, a Campanella de Paganini, e o Sapateado de Sarasate saíram das cordas do violino com a grandiosidade com que foram imaginadas e compostas. Perante os entusiásticos aplausos do público, Vasco Barbosa, sempre acompanhado por sus irmã, tocou extra-programa a Dança Ritual do Fogo de Falla e o Voo de Moscardo de Rimsky –Korsakov.

Francisco Loureiro Dinis concedendo autógrafos às “fans” de Macau

Francisco Loureiro Dinis é um artista de vincada personalidade, possuidor de uma voz agradável  e bem timbrada e de uma dicção  perfeita em todas as línguas em que canta.
Preencheu esta Artista a segunda parte do programa com deliciosas canções dos melhores compositores estrangeiros e nacionais, e em todas se houve com perfeito domínio do bel-canto emprestando, ora a umas ora a outras, graciosidade poética, apaixonada emoção, vigor e arrogância, simplicidade e elegância. Loureiro Dinis é um cantor romântico que tanto interpreta com emotiva sensibilidade os cantares simples da gente do povo, como põe nas obras dos inspirados compositores todo o fogo ardente da suaalma de verdadeiro artista A Jota de Falla, a Canção da Índia de Rimsky-Korsakov e a canção portuguesa Macelada são peças que, pela maneira como foram cantadas, jamais o público de Macau esquecerá. “ (4)
(1) Vasco Luís Coimbra Barbosa (1930-2016), filho do violinista Luiz Barbosa (considerado o mais importante violinista português da sua geração e fundador do Quarteto de Cordas da Emissora Nacional),  foi um dos mais importantes violinistas portugueses do século XX e “concertino honorário” da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Como concertino (violino solista) de várias orquestras portuguesas e como solista percorreu o mundo em numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com orquestra ou acompanhado de sua irmã Grazi Barbosa, em Espanha, Itália, Suiça, França, Áustria, Alemanha, Roménia, Grécia, Estados Unidos, África e Hong-Kong/Macau.
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_Barbosa
(2) Grazi Barbosa, (1922-) irmã de Vasco Barbosa, foi uma consagrada pianista que acompanhou o irmão em inúmeras digressões artísticas e professora de piano no Instituto Gregoriano de Lisboa.
(3) A delegação de Macau do Círculo de Cultura Musical (com sede na Avenida da República s/n) foi inaugurada no dia 24 de Junho de 1952, por ocasião da visita do Ministro do Ultramar, Comandante Sarmento Rodrigues a Macau. Nesse dia, foi promovido o primeiro concerto com a apresentação de dois artistas portugueses de destacado valor e conhecido relevo no meio musical: o jovem (com 16 anos de idade) pianista Sérgio Varela Cid e o Director de Orquestra e violinista Silva Pereira.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/circulo-de-cultura-musical/
(4) Extraído da reportagem inserida no «Macau Boletim Informativo» Ano I-8,  1953.

No dia 19 de Novembro de 1864, foi entusiasticamente recebido e com grandes festejos o Corpo do Voluntários Artilheiros de Hong Kong, (1) armados e com artilharia, (fizeram exercício no campo de S. Francisco) sob o Comando do Coronel Lindesay Brine. (2) Durante os três dias de permanência (chegou a 19 e partiu a 21) fizeram-se em Macau grandes festas, reinando a melhor camaradagem e cordialidade entre portugueses e ingleses. (3) (4)

“Visit of the Hong-Kong Volunteer Corps to Macao, the Parade in Front of the Pavilion” (4)

Após esta visita, o Corpo de Voluntários de Hong Kong, no dia 24 de Junho de 1866, ofereceu em Macau uma espada ao Governador José Rodrigues Coelho do Amaral como sinal de reconhecimento, pela cordial recepção que teve nesta cidade nessa visita. (5) (6)
Esta mesma visita mereceu também uma referência na “Carta da Tia Pancha a Nhim Miquela” escrita em «3 de janero de 1865» (7):
Outro dia Voluntario inglez d´Hong Kong já vem Macáo! Qui lai di bonito! eu já vai olá também. Macáo parece França, tudo gente fallá. Tem tifin (8), revista di tropa, salva de vinte un há tiro, balsa (9) à note qui bonito, gastá cô tudo aquelle flamancia três mil fóra pataca. Algum gente qui nunca gostá assilai cuza, (10) já vai olá cova de Sam Francisco Xavier (11) eu tamêm muito querê pra santo, mas nunca vai“
(1) O Regimento de Hong Kong, também conhecido como “Os Voluntários”(“The Royal Hong Kong Regiment (The Volunteers) –  皇家香港軍團(義勇軍”), foi formado em Maio de 1854 aquando da redução militar da guarnição inglesa em Hong Kong devido à Guerra da Crimeia. Devido aos frequentes ataques dos piratas na costa da China, para manutenção da ordem, foram chamados voluntários para incorporação num regimento. No total de 99 europeus foram recrutados, a maioria de nacionalidade britânica, mas também portugueses, escandinavos e alemães. O regimento foi desmobilizado e reactivado conforme as necessidades até que em 1878 definitivamente se institui uma força militar denominada “Hong Kong Artillery and Rifle Volunteer Corps” e depois em 1917 como “Hong Kong Defence Corps”- a única força militar existente em Hong Kong durante a I Grande Guerra.
https://en.wikipedia.org/wiki/Royal_Hong_Kong_Regiment
http://www.rhkr.org/history/
(2) Almirante Lindesay Brine (1834-1906) oficial da Armada Real Britânica. Tenente em 1854, “Commander” em 1862, “Captain” em 1868, Vice Almirante em 189. Retirado em 1894. Foi depois nomeado Almirante em 1897. Nomeado comandante da canhoneira “Opossum” que estava em serviço nas águas da Índias Orientais e China, em 1 de Maio de 1860 e depois colocado em Hong Kong, no Corpo de Voluntários. Em 27 de Maio de 1865 nomeado comandante do  “HMS Racer” estacionado no Mediterrâneo.
É autor do livro “The Taeping Rebellion In China; A Narrative Of Its Rise And Progress, Based Upon Original Documents And Information Obtained In China
(3) GOMES, Luís G – Efemérides da História de Macau, 1954)
(4) Ver anterior postagem sobre esta mesma visita “Notícia da visita a Macau do dia 19 a 21 de Novembro de 1864 do Corpo de Voluntários de Hong Kong”, publicada no suplemento do dia 21 de Janeiro de 1865 do jornal «The Illustrated London News»”, em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/19/noticias-de-19-a-21-de-janeiro-de-1865-visita-do-corpo-de-voluntarios-de-hong-kong-a-macau/
(5) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.
(6) Ver anterior postagem em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/24/noticia-de-24-de-junho-de-1866-oferta-duma-espada-ao-governador-coelho-do-amaral/
(7) Ta-Ssi-Yang –Kuo  Tomo I. p. 324.
(8) Tifin – o mesmo que “lunch”
(9) Balsa – fogo de artifício chinês, muito comum em Macau até à década de 20 (séc. XX) depois caiu em desuso. Este fogo de artifício era chamado porque os foguetes eram colocados em balsas ou baldes Construía-se uma armação em bambu, espécie de torre de dois ou três andares, e em cada andar punha-se uma balsa de foguetes. Acendia-se a primeira, esta ao explodir pegava fogo à segunda e assim sucessivamente. (BATALHA, Graciete Nogueira – Glossário do DIalecto Macaense. Coimbra, 1977).
(10) Assilai cuza – duma tal coisa.
(11) Cova de Sam Francisco Xavier – refere-se à antiga sepultura do Santo na Ilha de Sanchoão e à peregrinação que os macaenses fizeram a essa ilha em Novembro de 1864.
Ver anterior postagem em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/12/03/noticia-de-3-de-dezembro-de-1866-a-cruz-dos-macaenses-na-ilha-de-sanchoao

Reportagem do «Diário de Notícias» de 18 de Novembro de 1927, da visita do Governador de Macau, Artur Tamagnini Barbosa, à colónia britânica de Hong Kong e ao seu governador, Sir Cecil Clementi, (1) no dia 24 de Setembro de 1927, reproduzida depois no «Boletim Geral das Colónias» de 1927. (2) Outros jornais portugueses nomeadamente os «O Século». «A Voz», «O Comércio do Porto» e o «O Primeiro de Janeiro» bem como a imprensa de Hong Kong e Cantão fizeram também menção a esta visita do governador de Macau.

O Governador de Macau, Artur Tamagnini Barbosa acompanhado de Sir Cecil Clementi, Governador de Hong Kong, recebendo a continência da guarda de honra, na ocasião de desembarque.O Governador de Macau, Artur Tamagnini Barbosa, passando revista à guarda de honra quando da sua visita a Hong Kong, em 1927.

Sir Cecil Clementi – cerca 1930
https://en.wikipedia.org/wiki/Cecil_Clementi#/media/File:SirCecilClementi.jpg

(1) Sir Cecil Clementi (金文泰) (1875-1947) foi governador de Hong Kong de 1925 a 1930 (antes Secretário Colonial em Ceilão). Depois foi nomeado Governador e Comandante em Chefe dos Assentamentos dos Estreitos (“The Governor of the Straits Settlements”) e Alto Comissário dos Estados Federados da Malásia de 1930 a 1934. Devido à sua saúde, solicitou resignação do cargo com efeito a partir de 18 de Outubro de 1934. Sir Cecil Clementi era fluente (falada e escrita) da língua chinesa quer o mandarim quer o cantonense.
https://en.wikipedia.org/wiki/Cecil_Clementi
Ver anterior referência, neste blogue, a este Governador de Hong Kong
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/sir-cecil-clementi/
(2) Extraído de «BGC» III- n.º 30 , 1927, pp. 160-169.

Certidão de D. Sebastião Lobo da Silveira, (1) datada de 10 de Novembro de 1643, sobre a insubordinação / revolta dos soldados e a ajuda dos jesuítas:
“Lavrou a tal ponto a insubordinação e a revolta que os soldados do presídio desamparam S. Paulo. Os jesuítas saem do Colégio anexo à Fortaleza de S. Paulo, acorrem a ela e colocam-se ao lado do Capitão e ali conservam a pé firme dias e noites.
Silveira confessa que teve sempre os jesuítas a seu lado, “em particular neste último tempo que os soldados do presídio fugiram e largaram as forças (fortalezas) aleivosamente por maus conselhos dos religiosos dos três conventos, de S. Francisco, S. Agostinho e S. Domingos e de alguns seculares, que a seu tempo saberá
Achando-me só em grande aperto, me vali dos ditos Reverendos Padres da Companhia, os quais achei com particular vontade e verdadeiro ânimo para se empregarem com pessoas, vidas  e fazendas no serviço del-rei D. João IV, Nosso Senhor, acompanhando-me  de dia e de noite  neste Forte de S. Paulo, em que resido, e com sua indústria e diligência fizeram com alguns cidadãos dos principais da terra que tivessem particular cuidado de me assistirem» (2)
(1) Segundo Padre Teixeira, o capitão-geral D Sebastião Lobo da Silveira (1638-1644) não era boa peça. Essa insubordinação e revolta dos soldados deveu-se às despesas extraordinárias com a aclamação de D. João IV em 1642; para compensar, lançou mão dos soldos do presídio, que montavam a 1200 patacas mensais. Os soldados, vendo-se sem dinheiro, abandonaram os seus portos, deixando indefesas as fortalezas e revoltaram-se.(2)
Quando foi substituído em 1644 por Luís Carvalho de Sousa, o Senado da Cidade requereu ao novo governador a ao Governador do Bispado,  Padre Manuel Fernandes, a prisão de Sebastião Lobo d Silveira, por este ter sido a favor dos Espanhóis após a declaração de independência de 1640.
Dom Sebastião Lobo da Silveira saiu de Macau em 1644 e em 1647 foi embarcado em Goa rumo à Metrópole para aí ser julgado, no entanto o navio em que seguia veio a naufragar na costa do Natal. Os náufragos conseguiram passar para outro navio e seguiram para Moçambique, mas como Lobo Silveira era muito gordo, não conseguiu fazer o mesmo, deixaram-no e ele ali terá morrido.
No livro “Relaçam do naufragio que fizeram as naos Sacramento e nossa Senhora da Atalaia … de que era Capitão mór Luis de Miranda Henriques, na [sic] anno de 1647, etc”,  (3)
D Sebastião Lobo da Silveira, era assim descrito na p. 20:
D. Sebastião Lobo da Silveira era tão incapaz para marchar por ser muito pesado de gordura, e outros achaques, que lhe impediao andar poucos passos por seu pé, pelo que pediu aos grumetes, e officiaes, que o conduzissem, e por via do seu irmão D. Duarte Lobo, que de todos era bem quisto, se veio a concertar, que o acarretariao em huma rede, que se fez de linhas de pescar, dando a cada grumete oitocentos xerafins, a que se obrigou D. Duarte Lobo, e elle deu penhores de ouro…”
E sua morte assim relatado nas pp. 22-23:
(2) TEIXEIRA, Monsenhor Manuel – IV Centenário dos Dominicanos em Macau 1587-1987. Fundação Macau, 1987, 50 p.
(3) Consultável em:
https://books.google.pt/books?id=of9lAAAAcAAJ