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Extraído de «BPMT», XX-27 de 4 de Julho de 1874, p. 110

NOTA – Algumas notas referentes ao Capitão Elias José da Silva:

“4-06-1874 – O tenente José dos Santos Vaquinhas foi nomeado no dia 4 de Junho de 1874 o 2º Comandante do Posto Militar da Taipa e Coloane, mas foi substituído pelo Capitão Elias José da Silva a 30 de Junho do mesmo ano.” (1)

“30-06-1874 – A portaria n.º 68 nomeia o Capitão Elias José da Silva para o cargo de Comandante Militar de Taipa e Coloane, que então se encontrava vago. Parece ter havido algum problema com o Tenente Vaquinhas (Cfr Portaria n.º 26 de 1874, visto ser necessário ordenar-lhe, por despacho de 30 de Outubro (cerca de 5 meses depois da publicação da presente Portaria n.º 68) que entregasse o Comando Militar da Taipa e Coloane ao Capitão Elias da Silva.” (1)

Extraído de «BPMT», XX-27 de 4 de Julho de 1874, p. 105

“2-12-1874 – O capitão Elias prendeu um mandarim «por querer exercer autoridade chinesa em terra portuguesa”. (1)

“5-12-1874 – Foi nomeado comandante provisório o 1.º sargento Joaquim Pereira Lusitano em 5 de Dezembro de 1874”. (1)

“10-12-1874 – O Comando Militar da Taipa e Coloane continua a ter problemas, que levam à exoneração, agora do Capitão Elias José da Silva e à nomeação interina, na mesma data do tenente José Procópio Martins Madeira para o referido lugar”. (1)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 211, 215 e Volume IV, 2015, pp. 66-67.

Artigo publicado pelo ICM “Macau visto pelo Conde de Arnoso”, com os comentários do Padre Manuel Teixeira (1) (

“O Conde de Arnoso (2) chegou a Macau a 23 de Junho de 1887, juntamente com Tomás de Sousa Rosa que ia a Pequim assinar o primeiro Tratado Luso-Chinês. Conta ele no seu livro Jornadas pelo Mundo (p. 113): “Embarcados na canhoneira Rio Lima, levantámos ferro do porto de Hong-Kong, pelas oito horas da manhã do dia 23 de Junho, em direcção a Macau. Navegando contra vento e corrente, cinco horas levámos a percorrer as quarenta milhas que separam as duas cidades. Pela uma hora da tarde entrávamos na rada em frente da Praia Grande. Com respeito e orgulho olhámos para essas águas, que foram sepultura dum antepassado nosso, Jorge Pinheiro de Lacerda que, pelejando ali, pelos tempos da restauração da casa de Bragança, contra os holandeses, e cedendo o esforço à multidão dos contrários, como refere o cronista, se matou deitando fogo ao paiol do navio depois de lhe arrancar os sinais do triunfo já arvorados nos mastros. Volvidos mais de dois séculos, é-nos grato a nós, que vimos de igual sangue e usamos do mesmo apelido, aportar às mesmas águas num navio da marinha portuguesa com oficiais que, em circunstâncias semelhantes, não hesitariam um só momento entre o render-se e morrer”

Alguém conhece este Jorge Pinheiro de Lacerda? A nós parece-nos que é pura fantasia do seu suposto descendente, Conde de Arnoso. Depois de 1627, nunca mais os holandeses se atreveram a atacar Macau. Na Restauração não houve combate algum com os holandeses. O nome de Lacerda não figura entre aqueles que assinaram o termo da Restauração. Não consta que nenhum capitão de navio em Macau tivesse deitado fogo ao paiol da pólvora.

Onde é que ele teria lido esse nome e esse episódio?” (1)

(1) http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30007/1514 (2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/conde-de-arnoso/

Extraído de «BPMT», XV – 24, de 14 de Junho de 1869, p. 120

NOTA I – Anton Freiherr von Petz (1819 – 1885) oficial da marinha real e imperial austríaca, atingindo o posto de vice-almirante; cavaleiro da Ordem Militar de Maria Teresa. Como comandante do navio Kaiser, é considerado herói da batalha de Lissa, em 1866. (1) Em 1869, como Ministro plenipotenciário da Áustria à China efectuou uma expedição a Asia e América do Sul. (https://en.wikipedia.org/wiki/Anton_von_Petz).

(1) https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Lissa_(1866)

NOTA II – Era governador, António Sérgio de Sousa (1868-1872) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/

O semanário «O Português» apareceu em Hong Kong em 20 de Novembro de 1913, editado por António de Vasconcelos Soares, com o fim de atacar o Governador de Macau, Aníbal Sanches de Miranda, na questão do ópio. Tendo este honrado governador ameaçado os seus adversários, «O Português» morreu de medo, a 10-01-1914, tendo uma vida bastante curta, pois publicaram apenas 7 números. (1)

Extraído da «Revista Colonial», 2.º anno, n.º 15, de 25 de Maio de 1914, p. 92

(1) TEIXEIRA, Pe. Manuel – Imprensa Periódica Portuguesa no Extremo Oriente, ICM, 1999, p. 277

Extraído de «BGC», XXII Agosto de1946, n.º 254/255, pp. 169-170

No dia 26 de Maio de 1955, realizou-se no Salão Nobre do Leal Senado a 5.ª e última sessão cultural, promovida pelo Círculo Cultural de Macau, sob o alto patrocínio e orientação do Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro. (1)

Foi conferente o oficial superior do Exército, Major Acácio Cabreira Henriques (2) que proferiu uma conferencia subordinada ao tema «Monumentos Nacionais existentes na Província de Macau»

Referente ao tema da sua conferência, na sua primeira parte: I- Monumentos Religiosos referiu o seguinte:

Postal da colecção “Ruínas de S. Paulo” (3)

“Nestes monumentos se encontram as melhores relíquias legadas pelos nossos antepassados e que são o verdadeiro testemunho dum povo que sempre tem vivido da crença e tradição religiosa”. Em primeiro lugar à maior e mais veneranda relíquia desta cidade do «Nome de Deus», as «Ruínas da Igreja da Madre de Deus (vulgo S. Paulo)», cuja história se encontra ligada à da Companhia de Jesus. Os primeiros jesuítas que aqui se estabeleceram foram os padres Francisco Peres e Manuel Teixeira que, acompanhados do irmão André Pinto, chegaram a Macau em 26 de Julho de 1562, os quais, ao que parece, foram encarregados se erigir o primeiro hospício e igreja fundados em 1565, junto da Ermida de Santo António, mas que um incêndio destruiu em 1594. Pensou.se então em construir uma nova igreja segundo um projecto de que foi autor um jesuíta genovês, o Beato Carlos Spínola, martirizado no Japão, em 10 de Setembro de 1623, sendo o projecto executado pelos cristãos japoneses refugiados em Macau. O projecto não incluía a fachada, pois esta foi baseada, talvez na fachada da igreja dos jesuítas, na Bélgica, e existente na cidade de Anvers.

Começada provavelmente em 1602, como o atesta uma lápide existente no cunhal da direita da fachada, esta nova igreja, cuja fachada foi completada em 1637, ficou com o título de Imaculada Conceição, conforme decretou em 1646 o Rei D. João IV. Da destruição do incêndio de 26 de Janeiro de 1835, apenas se salvou a fachada que ainda hoje representa o monumento de maior valor artístico da Província.” (4)

Postal da colecção “Ruínas de S. Paulo” (3)

Depois de uma breve descrição arquitectónica das actuais Ruínas, o orador afirmou:

“Pena é que a Igreja da Madre de Deus, um edifício de tanta grandiosidade, não seja reconstruído, dentro das suas primitivas linhas, para que a cidade contemple, de novo, o sumptuoso templo, levantado à honra da sua protectora, testemunho da ardente fé e devoção dos filhos de Macau. Felizmente, porém, a Providência tem servido de sentinela, velando pela conservação da fachada, a mais preciosa jóia da cidade do Nome de Deus», permitindo que há mais de três séculos venha resistindo às inúmeras tempestades, principalmente, aos tufões que têm assolado a cidade” (4)

(1) Esta conferência seria publicada integralmente pelas Edições “Circulo Cultural de Macau”, em 1956. HENRIQUES, Major Acácio Cabreira Henriques – Monumentos Nacionais Existentes na Província de Macau. Edições “Círculo Cultural de Macau”, 1956, 58 p. (23, 5 cm x17,3 cm). Ver em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/05/26/noticia-de-26-de-maio-de-1955-iii-ciclo-de-conferencias-culturais-monumentos-nacionais-existentes-na-provincia-de-macau/

(2) Em Macau, foi Comandante do Agrupamento Misto das Forças da Guarnição, chefe da secção de Justiça, Presidente da Comissão de Compras e Presidente do Conselho Administrativo do Comando Militar de Macau. Foi louvado quatro vezes pelos desempenhos das suas funções em Macau, como Chefe da Seção de Justiça, Presidente da Comissão de Compras e Presidente do Conselho Administrativo do Quartel General e ainda, pelas suas qualidades de bom senso, lealdade e camaradagem demonstradas nas inspecções por ele realizadas aos diversos materiais pertencentes ao Comando Militar da Província. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/acacio-cabreira-henriques/

(3) Uma colecção de 6 postais com a temática “Ruínas de S. Paulo”, uma edição da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau (para publicar em postagens posteriores)

(4) Informações do «MBI», ANO II, n.º 47, pp. 6-7

Extraído de «O Correio Macaense», Vol VI, n.º 15 de 24 de Maio de 1889, p. 2.

NOTA I: O governador de Macau era Francisco Teixeira da Silva (5-02-1889 / 1890)

NOTA II: o semanário «O Correio Macaense» que se iniciou em 2-09-1883, foi suspenso em Novembro de 1888 e reapareceu em 8 de Fevereiro de 1889. O redactor principal e proprietário era António Gomes da Silva Teles

NOTA III: O Barão de Sena Fernandes (Bernardino), em 18 de Abril de 1890, foi agraciado por mercê honorífica com o título de Visconde de Sena Fernandes, por duas vidas. (https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/bernardino-de-senna-fernandes/)

Visitou Macau, no dia 10 de Maio de 1952, um grupo de 80 escuteiros portugueses, chineses e estrangeiros de Hong Kong, hospedando-se n Colégio Yuet Wah. (1)

O Governador Comandante Joaquim Marques Esparteiro passando revista aos escuteiros de Hong Kong que foram apresentar-lhe cumprimentos no Palacete de Santa Sancha

Os escuteiros desfila perante o Governador à entrada do Palacete de Santa Sancha

Extraído de «Mosaico», IV-21/22 de Maio/Junho de 1952, p. 493

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-yuet-wah/

Extraído de «BGC», XIV-155, MAIO DE 1938, p. 177

Artur Tamagnini de Sousa Barbosa foi nomeado governador de Macau, pela 3.ª vez, a 19 de Dezembro de 1936 (B. O. n.º 51) tendo tomado posse a 11 de Abril de 1937 e ficou no cargo até à sua morte em 10 de Julho de 1940. A 5 de Outubro de 1940, foi nomeado novo Governador, capitão de fragata Gabriel Maurício Teixeira (B.O. n.º 40)

“ O ano de 1937 marca o início da devastadora guerra sino-japonesa. Macau exigia um governo prudente, que assegurasse a calma no território. A população portuguesa radicada em Xangai teve de refugiar-se em Macau, que teve que fazer um enorme esforço financeiro para enfrentar a despesa de hospedagem, alimentação, manutenção de roupas, pessoal auxiliar, subsídios … Lisboa colaborou com verbas e, para respostas mais musculadas, com o envio do Bartolomeu Dias e do Gonçalo Velho, com gente e meios de defesa/ataque. A polícia de Macau também foi apetrechada e posta em alerta. O vapor Mouzinho saiu de Moçambique para reforçar Macau, com tropas, oficiais e pessoal hospitalar, além de material de guerra.

Em 1937 três “destroyeres” japoneses e um cruzador desembarcaram tropas na Ilha da Montanha mas afastaram-se quando informados que se encontravam em águas portuguesas. O perigo continuou a rondar. Tamagnini foi sempre firme e e morreu ao serviço de Macau, no cargo de Governador, a 10 de Julho de 1840; pouco dias antes, abriu em Lisboa a Exposição do Mundo Português com uma sala da China e uma rua de Macau reproduzida cm enorme realismo” (1) (2)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia de História de Macau, Vol. III, 2015, pp.256-259)

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/exposicao-do-mundo-portugues-1940/

Anteriores referências a este governador em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/

Extraído de «BGM», VII-23 de 11 de Maio de 1861, p. 90

O governador de Macau nesta data era Isidoro Francisco Guimarães (19-11-1851 a 1863)  (1)

NOTA: Sir Hercules Robinson 羅士敏 (1824-1897) governou Hong Kong de 9 de Setembro de 1859 a 11 de Março de 1865.

Hercules George Robert Robinson, 1st Barão de Rosmead, foi o 5.º Governador de Hong Kong e depois, o 14.º Governador de “ New South Wales”, o 1.º Governador de Fiji, e o 8.º Governador de Nova Zelândia.   https://en.wikipedia.org/wiki/Hercules_Robinson,_1st_Baron_Rosmead

Anterior referência a este governador em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/21/noticia-de-21-de-abril-de-1866-visita-do-governador-de-hong-kong/

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/isidoro-francisco-guimaraes/