Archives for category: Governadores e Capitães Gerais

No Quartel das Portas do Cerco existia uma lápide de bronze com esta inscrição:

BATALHÃO DE CAÇADORES N.º 1
2.ª COMPANHIA
SOLDADO INDÍGENA AFRICANO
N.º 50 –A – 335
JACINTO MUNDAU
NATURAL DE MAGUDE – DISTRITO
DE GAZA (MOÇAMBIQUE)
MORTO DO CUMPRIMENTO DO
SEU DEVER EM 25 DE JULHO
DE 1952
PRESENTE

Esta lápide foi desterrada a 25 de Outubro de 1952 pelo Governador de Macau, Joaquim Marques Esparteiro, na face exterior duma das quatro paredes que no Quartel das Portas do Cerco formam a caserna que em vida ocupou esse soldado, morto durante os incidentes na fronteira em Julho de 1952. O tiroteio entre as tropas chinesas de Chin-Sán e as nossas forças das Portas do Cerco e da Ilha Verde prolongou-se durante 1’0 dias, não havendo da nossa parte senão uma vítima, a do africano Jacinto, morto no primeiro dia à falsa fé pela sentinela chinesa que disparou sem provocação alguma. A calma voltou após dez dias de injustificadas agressões chinesas. (1)
Foi condecorado, a título póstumo, com a medalha de Cobre de Valor Militar – Portaria de 6 de Maio de 1953 (Ordem do Exército nº 9 / II Série / 1953)
Ver anterior referência em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/01/06/noticia-de-6-de-janeiro-de-1952-baptismo-de-pracas-africanos/
(1) TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980, p. 160

Extraído de «BGC III -27, 1927»

Os leitores desta notícia (em Portugal de 1927) terão tomado conhecimento que não haveria biblioteca pública em Macau até esse ano. Mas “oficialmente” em 29-11-1895, o Governando José Maria de Souza Horta e Costa criou uma comissão de professores do Liceu para fazer um Regulamento para a «Biblioteca Pública de Macau» a qual teve como primeiro bibliotecário o macaense Matheus António de Lima. (1) Há, no entanto, outras notícias anteriores de tentativas de se estabelecer em Macau uma biblioteca pública.
Em 16-07-1838, é recomendado, em portaria régia, a formação de um jardim botânico, destinado à cultura de plantas medicinais, usadas pelos chineses, e bem assim a fundação de uma biblioteca, composta principalmente de livros e mapas chineses, japoneses ou escritos em outras línguas orientais e em 27-12-1873, o Governador Visconde de S. Januário aprovou os Estatutos da Sociedade chamada «Biblioteca Macaense», que, no entanto, não se sabe se existiu na prática. (2)
(1) Em 1898, o bibliotecário, Matheus de Lima, apresentava o número de utilizadores, em Boletim Oficial. Como amostra mensal, em Fevereiro, 34 leitores e 36 volumes consultados; em Maio, 24 leitores e obras consultadas. Não estavam descriminadas se eram consultas locais ou domiciliárias. A Biblioteca Nacional de Macau estava aberta das 9 horas da manhã às 4 da tarde (2)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.

Neste dia pario a Mulher de António de Albuquerque (Maria de Moura) hum filho, e no dia 23 mandou faser comedia á sua porta. Em 26 se correrão Alcansias a Cavallo com outros divertimentos. A 27 se baptisou a creança na Freguesia de St.º António, sendo seus padrinhos Manoel Favacho e Catharina Soares a cujo acto assistio o Governador António Sequeira de Noronha com duas Companhias de Soldados mandando salvar o Monte com sette tiros na entrada à igreja e onze na saída, rematando todo este pomposo, com outro Lugubre, com a morte da parida, que no dia 31 do dito mez passou para a eternidade sendo o seu cadáver enterrado em S. Francisco com grande acompanhamento mas diferente daquele com que o filho foi Baptizado porque aquelle acabou com praser, e este com tristeza e lagrimas como quasi sempre soccede nos praseres desta vida (1)

Igreja de S. Francisco
George Chinnery
1825
Lápis sobre papel

Com grande pompa de acompanhamento, ofícios e dobre de sinos em todas as Igrejas, ficou sepultada na Igreja de S. Francisco, na mesma cova onde já estavam a filha (Inês, enterrada a 6 de Março de 1712, que vivera só 7 dias). Entretanto chegavam a termo as muitas desavenças e queixas contra António de Albuquerque Coelho, tanto para o Vice-Rei, como para El-Rei, e com o parecer do Conselheiro António Ruiz da Costa, concordaram não só os do Conselho Ultramarino, como El-Rei, no sentido de mandarem inquirir, em especial, das suas responsabilidades, por abuso de autoridade, com tal ordem se cruzou a comunicação do Vice-Rei D. Vasco de Meneses ao dar parte que o fizera recolher a Goa – «para não prejudicar a inquirição das sua culpas» (2)
António de Albuquerque Coelho viria a ser nomeado em Goa. Governador de Macau, em 05 de Agosto de 1717. Chegou a Macau a 29 de Maio de 1718. Ocuparia o lugar até à chegada de António da Silva Telo de Meneses, irmão do Conde de Aveiras) a 9 de Setembro de 1719 que havia sido provido naquela capitania de Macau em data anterior à da nomeação em Goa de Albuquerque Coelho.

Escadas que conduzem ao antigo Convento de Santo Agostinho
George Chinnery
1829
Lápis sobre papel

A igreja de S. Francisco quando foi demolido, a urna com a lápide foram transferidas para a Igreja de Santo Agostinho onde ainda hoje se encontra encaixada na parede da capela-maior
A lápide constava o seguinte:

“Nesta urna estão os ossos de D. Maria
De Moura e Vasconcelos e sua filha
Ignez e os do braço direito de seu
marido António de Albuquerque Coelho
que aqui a fez depositar vindo de Governador
e Capitão Geral das Ilhas de Solor e
Timor no ano de 1725»

(1) BRAGA, Jack M. – A Voz do Passado, 1987.
(2) SOARES, José Caetano – Macau e a Assistência, 1950.
Ver anteriores referências a António de Albuquerque Coelho:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-albuquerque-coelho/

Faleceu a 14 de Julho de 1870, dum ataque repentino que o privou dos sentidos, o padre Jorge António Lopes da Silva, nascido em Macau, em 8 de Maio de 1817. Foi muito estimado por toda a população, tendo recebido, em Manila, aos 24 anos de idade a sagrada ordem de presbítero. Na volta a Macau, regeu a cadeira de Português, no Colégio de S. José e abriu, em sua casa, uma escola, donde saíram alguns padres e muitos guarda-livros. Foi depois convidado, pela Câmara Municipal para exercer a cadeira de professor de liceu, que fora então aberto, em Macau (1)
Não foi professor de liceu pois não havia ainda liceu em Macau. O Senado de Macau convidou a 14 de Abril de 1847 o Padre Jorge António Lopes da Silva para ser um dos primeiros mestres da futura Escola Principal de Instrução Primária. (2) O Padre respondeu a 27 do mesmo mês que aceitava ser um dos mestres das primeiras letras com o ordenado de 350 patacas anuais, pondo no entanto as seguintes condições: 1) levar consigo os meninos que estudavam em sua casa; 2) os requerimentos para admissão deveriam ser dirigidos não a ele, mas ao Senado; 3) que se alterasse o horário de inverno, pois o tempo do meio-dia às 2 horas lhe parecia curto para descanso de professores e alunos”, O Senado concordou e o Padre Jorge foi nomeado director e mestre da Escola Principal de Instrução Primária que foi inaugurada a 16 de Junho de 1847. A Escola ficou instalada em metade das casas do Recolhimento de S. Rosa de Lima. (3) (4)
A 14 de Junho de 1847, dois pretendentes oficiaram ao Senado: José Vicente Pereira oferecendo-se para mestre de inglês e francês dessa escola e John Hamilton pedindo-lhe um lugar de professor; a 22 de Novembro de 1847, o Senado comunicou ao Padre Jorge a nomeação de José Pereira e perguntando-lhe se carecia de mais outro professor. A Escola compreendia 3 cadeiras: uma de ensino primário, a cargo de Joaquim Gil Pereira, outra de português a cargo do Padre Jorge Lopes da Silva e outra de inglês e francês a cargo de José Vicente Pereira (3)
Apesar do seu limitado pessoal chegou a ter mais de 300 alunos.
Em fim de 1853, o Padre Jorge António Lopes da Silva pediu a demissão de director e mestre da escola. (5) Para a direcção da Escola foi nomeado o Padre Vitorino José de Sousa Almeida (6) que ficou só um ano pois o Senado teve de o despedir, ou por ter achado nele inaptidão ou por sua severidade pois que no cabo de um ano, estava deserta a aula das línguas portuguesas e latina.

Planta da Colónia Portuguesa de Macau
1870
Desenhada  por M. Azevedo Coutinho (7)

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954
(2) A 27 de Janeiro de 1847, o Senado de Macau oficiou a José Vicente Jorge, Francisco António Pereira da Silveira, Francisco João Marques e Padre António José Victor, comunicando-lhes que haviam sido nomeados para fazer parte duma comissão a fim de elaborar um plano de educação para a mocidade deste estabelecimento. A Escola Principal de Instrução Primária foi fundada pelo Senado de Macau por meio de uma subscrição pública. O  Senado comunicou a João Maria Ferreira do Amaral, governador de Macau entre 1846 e 1849, a 17 de Fevereiro de 1847 que
deliberou com os eleitos das freguesias  solicitar dentre os moradores abastados desta Cidade
Huma subscrição, cujo produto incorporado ao Capital agora existente de $ 5 000 (doado pelo inglês james Matheson feita a Adrião Acácio da Silveira Pinto, governador de Macau de 1837 a 1843), constitua hum fundo capaz de produzir hum rendimento, que junto  ao que este Senado agora despende com a sua escola de primeiras letras seja sufficiente para cubrir as despezas de huma Escola Principal de Instrução Primária: e na qual … se ensine também as línguas Ingleza e Franceza, cujo conhecimento he hoje reconhecidamente de suma utilidade, senão indispensável neste pais”. (3)
(3) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982
(4) Em Abril de 1849, a escola foi transferida para o Convento de S. Francisco; mas a 28 do mesmo ano, o Conselho de Governo comunicou ao Senado que, tendo de aquartelar nesse convento a força auxiliar vinda de Goa, a escola devia ser mudada para outro lugar; regressou então ao Recolhimento. (3)
(5) Segundo artigo publicado no «Echo do Povo» n.º 68 de 15-07-1960, o Padre Jorge Lopes da Silva rdeixou a direcção que ocupava porque obrigaram-no a aceitar o vicariato de S. Lourenço. Foi portanto, nomeado pároco de S. Lourenço e a 5 de Fevereiro de 1866, foi nomeado Governador do Bispado. O Padre Jorge Lopes da Silva foi nomeado em 1867 presidente duma comissão encarregada de estudar as necessidades da Santa Casa de Misericórdia, nomeadamente do recolhimento das raparigas abandonas à porta da Santa Casa, que levou posteriormente ao decreto do Governador José Maria da Ponte e Horta à abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa, a 2 de Fevereiro de 1867.
(6) Padre Vitorino José de Sousa Almeida chegou a Macau a 2 de Janeiro de 1832 no Novo Paquete. Foi pároco de S. Lourenço de 1842 a 1852. (3)
(7) Ver referência a este Capitão em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/08/22/noticia-de-agosto-de-1952-clube-militar/

Baixo-relevo do governador Ferreira do Amaral do escultor Maximiano Alves, (1) autor da estátua de bronze do mesmo governador, assente sobre pedestal em pedra, inaugurada em Macau, em 24 de Junho de 1940.
Este baixo-relevo esteve exposta em 1937, na Sala Militar durante a Exposição Histórica de Ocupação e I Congresso de História de Ocupação Portuguesa no Mundo. (2)


Estátua do Governador Ferreira do Amaral, em Macau (década de 60-século XX)
Slide da colecção “MACAU COLOR SLIDES” (3)

A estátua que representava Ferreira do Amaral, Governador de Macau no momento de luta contra os assassinos (realizada pelo escultor Maximiano Alves em 1935) foi transferida para Lisboa, e colocada, sem o plinto original da autoria de Carlos Rebelo de Andrade , no Bairro da Encarnação, em Dezembro de 1999.

Mesma estátua (sem o plinto) no Jardim da Encarnação, em Lisboa

(1) Maximiano Alves (1888 — 1954) foi um escultor português. Poderá ler mais sobre este escultor em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maximiano_Alves
(2) Foto publicada em «BGC, XIII- 150 – 1937 »
Número dedicado à Exposição Histórica de Ocupação e I Congresso de História de Ocupação Portuguesa no Mundo
(3) Ver anteriores slides desta colecção em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/
NOTA: Existe uma réplica da estátua do escultor Maximiliano Alves feita pelo escultor Augusto Gil que poderá ver em:
http://augustocid.blogspot.pt/2011_04_01_archive.html

Notícia publicada no «BCG XVI-182/183,  1940,»
Anteriores referências deste Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/

Jorge Álvares morre nos braços do seu grande amigo Duarte Coelho, na tarde do dia 8 de Julho de 1521: « … e foi enterrado ao pé de hum padrão de pedra com as Armas deste Reyno, que elle mesmo Jorge Àlvares alli puzera hum ano ante que Rafael Perestrello fosse aquellas partes no qual ano que ali esteve, ele tinha enterrado hum seu filho que lhe faleceo…» (1)
« … Estando os nossos no qual trabalho em perigo, em vinte e sete de Junho de quinhentos e vinte e um, chegou Duarte Coelho em um junco seu aperecebido, e com êle outro dos moradores de Malaca. O qual, tanto que soube dos nossos o estado da terra, e como o Itau, que era Capitão-mor do Mar, os cometera já por vezes, quisera-se logo tornar a sair; mas, vendo que os nossos não estavão apercebidos pera isso, po-los ajudar a salvar, ficou com êles. E principalmente por amor de Jorge Álvares, que era grande seu amigo, o qual estava tam enfêrmo, que da chegada dêle, Duarte Coelho, a onze dias, faleceu e foi enterrado ao pé de um padrão de pedra com as armas dêste reino, que êle mesmo Jorge Álvares ali pusera um ano ante que Rafael Perestelo fêsse àquelas partes; no qual ano que ali esteve, êle tinha enterrado um seu filho que lhe faleceu…» (2)
Numa postagem anterior sobre Jorge Álvares (3) sublinhei o seguinte:
Por falar em Jorge Álvares, consta-se que foi Sarmento Rodrigues, nessa viagem a Macau, em 1952, quem mandou erguer uma estátua a Jorge Álvares. Coincidência ou não… eram ambos de Freixo de Espada à Cinta.
Ora este Jorge Álvares embora venha mencionado em muitos trabalhos como natural de Freixo de Espada à Cinta, não há documento que comprove tal facto.
Artur Basílio de Sá, autor do livro “Jorge Álvares”, (2) retrata não o Jorge Álvares (cuja naturalidade não se conhece) escrivão, por mercê do capitão de Malaca e modesto armador de um junco, primeiro europeu a aportar a China por via marítima em 1513 mas outro Jorge Álvares, este sim, natural de Freixo de Espada à Cinta, abastado mercador e capitão de um navio, homem do mar, navegador por vocação, primeiro cronista do Japão, grande amigo do padre Mestre Francisco Xavier, a quem tanto procurou auxiliar nos seus trabalhos apostólicos, pondo ao serviço do santo o seu navio, o seu saber e a sua fé de zeloso e instruído cristão.
Assim mesmo na Introdução, o mesmo autor escreve:
“Com sobejos motivos e fundamentos se interessou pois, o Sr. Comandante Sarmento Rodrigues quando ainda Ministro do Ultramar, por uma justa consagração daquele seu conterrâneo na sua vila natal. E para que naquela terra transmontana se pudesse erguer um condigno monumento ao insigne navegador dos ares do Oriente e primeiro cronista do Japão, teve intervenção decisiva e generosa o Sr. Governador de Macau, contra-almirante Joaquim Marques Esparteiro, concedendo para esse efeito um subsídio, retirado da verba destinada ao levantamento em Macau da estátua do outro Jorge Álvares, o primeiro navegador ocidental que foi à China e cuja naturalidade ainda se não conhece.”
Cita o mesmo autor: “ … no período situado entre 1511 e 1550, o nome de Jorge Álvares aparece-nos a designar alguém que desempenha ofícios vários em datas diferentes:
– Em 1511, o escrivão da nau «S. João Rumessa» chamava-se Jorge Álvares
-Em 1514, o primeiro português qua vai à China como feitor da fazenda de el-rei embarcada no junco do bendara de Malaca, chamava-se Jorge Álvares.
-Em 1518, o homem de armas que sabia a língua malaia e traduziu três cartas dos reis das Moluscas tinha igualmente o nome de Jorge Álvares.
– Finalmente, em 1548, um dos grandes amigos do Padre Mestre Francisco chama-se também Jorge Álvares., que Fernão Mendes Pinto diz ser natural de Freixo de Espada à Cinta.”
A estátua que está em Freixo de Espada à Cinta (foto anterior) é deste navegante (e não o da China) embora a escultura dele seja de Euclides da Silva Vaz (1916), o mesmo escultor que fez a estátua do Jorge Álvares colocada em  Macau (foto seguinte).

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_%C3%81lvares

A estátua foi colocada frente ao edifício das Repartições, na então zona de aterro da baía da Praia Grande, a 16 de Setembro de 1954 (data do descerramento)
(1) BARROS, João de – Da Ásia (edição de 1777), Década III, Liv VI, Cap. II in KEIL, Luís – Jorge Álvares O Primeiro Português que foi à China (1513). Instituto Cultural de Macau, 1990.
(2) SÁ, Artur Basílio de – Jorge Álvares, Quadros da sua biografia no Oriente. Agência Geral do Ultramar, 1956, 143 p.
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/01/07/noticia-de-7-de-janeiro-de-1514-leitura-jorge-alvares-o-primeiro-portugues-que-foi-a-china-1513/
Anteriores referências a Jorge Álvares
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-alvares/