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Extraído de «O Correio Macaense», Vol VI, n.º 15 de 24 de Maio de 1889, p. 2.

NOTA I: O governador de Macau era Francisco Teixeira da Silva (5-02-1889 / 1890)

NOTA II: o semanário «O Correio Macaense» que se iniciou em 2-09-1883, foi suspenso em Novembro de 1888 e reapareceu em 8 de Fevereiro de 1889. O redactor principal e proprietário era António Gomes da Silva Teles

NOTA III: O Barão de Sena Fernandes (Bernardino), em 18 de Abril de 1890, foi agraciado por mercê honorífica com o título de Visconde de Sena Fernandes, por duas vidas. (https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/bernardino-de-senna-fernandes/)

Extraído de «O Independente», XI-1, 17 de Janeiro de 1889, pp. 2/3

Extraído de «O Independente», XI-1, 17 de Janeiro de 1889, pp. 2/3
Extraído da Revista “As Colónias Portuguesas” ANNO VII – n.º 19, de 20 de Outubro 1889, p. 151

Anteriores referências ao engenheiro Adolfo Loureiro: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/adolfo-loureiro/

Extraído de «BPMT»,  XXXV-39 de 26 de Set de 1889, p. 303/304
D. Carlos I entre 1890-1900 (1)

D. Carlos I, nasceu em Lisboa no dia 28 de Setembro de 1863, filho do rei Luís I de Portugal e de sua esposa a princesa Maria Pia de Saboia. Foi Rei de Portugal e Algarves desde 1889 (aclamação em 28 de Dezembro) a 1 de Fevereiro de 1908, dia do assassinato (regicídio de 1908), em que também faleceu o seu herdeiro Luís Filipe, na Praça do Comércio,

D. Carlos I entre 1890-1900 (1)

Cerimónia de aclamação de El-Rei D. Carlos, em 28 de dezembro de 1889 (1)

(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Portugal

Extraído de «O Correio Macaense», vol VI, n.º 15 de 24-05-1889, p. 2

Extraído de « O Correio Macaense», Vol VI, n.º 15 de 24-05-1889, p. 2

Denominava-se “maratha”, o “mouro” que prestava serviço na Policia de Macau. Os primeiros 41 praças mouras que chegaram em 1873 (1) deviam pertencer à casta “Maratha” pois muitos desta casta pertenciam ao exército do império Mogul (1526-1540 e 1555-1857) e depois nos diversos sultanatos da Índia.

SALGADO, Sebastião Rodolfo – Glossário Luso-Asiático

 (1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/30/noticia-de-30-de-abril-de-1873-brigue-concordia-e-o-contingente-de-mouros-i/

Extraído de «O Independente», XI-1, de 17 de Janeiro de 1889.

Anteriores referências à canhoneira Tejo em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canhoneira-tejo/

Por lei desta data, 17 de Abril de 1884, foi efectivamente concedida pelo Governo de Sua Majestade, à Irmandade do Senhor de Bom Jesus dos Passos (1) a posse do Templo de Santo Agostinho, (2) obrigando-se aquela a prover a reedificação e conservação do edifício e sustentação do culto (3) (4)
Na verdade, foi a acção de Lourenço Caetano Cortela Marques (1811-1902) que foi durante muitos anos Presidente da Confraria e que ao ver desabar essa igreja em 27 de Setembro de 1872, (5) apressou-se a requerer a posse dessa Igreja para a Confraria
Assim o Governador Visconde Sam Januário em 28 de Janeiro de 1873 por portaria n.º 16, concedeu a posse, “requerida pela Confraria do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos, da igreja de Sto Agostinho, obrigando-se a mesma Confraria a reedificar a referida igreja, e a prover de futuro a sua conservação e asseio”.

Boletim da Província de Macau e Timor, XIX, n.º 5 de 1/2/1873.

(1) A Confraria de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos terá sido constituída, logo após a chegada a Macau dos agostinhos espanhóis, vindos das Filipinas em 1586 (2) pois nesse ano já se praticava o culto da Paixão de Cristo e se efectuava a procissão dos Passos. A Igreja de Nossa Sra. Da Graça, vulgarmente conhecida por Igreja de Sto Agostinho, está a cargo da Confraria do Senhor Bom Jesus dos Passos. Esta igreja foi sempre e continua a ser o centro do culto de Nosso Senhor dos Passos, cuja imagem é ali venerada (4)
(2) Fundado em Macau o convento de S. Agostinho, em fins de 1586 ou princípios de 1587, pelo agostinho espanhol Fr. Francisco Manrique, foi entregue aos agostinhos portugueses em 22 de Agosto de 1589. Encadeados nas múltiplas hipóteses da sua transferência, total ou parcial, para o sítio onde hoje existe, há manuscritos que nos afirmam ter-se mudado o local do convento para a Colina do Mato Mofino, em 1591, sítio actual da sua existência. Embora nos refiramos ao convento de S. Agostinho, o que realmente existe hoje é apenas a igreja e seus anexos, pois o que era o convento já não faz parte deste conjunto; é presentemente a «Vila Flor», residência dos religiosos da Companhia de Jesus” (“A Colina de Santo Agostinho e o seu Convento, artigo não assinado. in MACAU, Boletim Informativo III- 59,  15 de Janeiro de 1956, pp. 4-6)
(3) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954
(4) TEIXEIRA, P. Manuel – Galeria de Macaenses Ilustres do Século XIX, 1942 p. 193-195.

Boletim da Província de Macau e Timor XXX – n.º 25 de 21 de Junho de 1884

(5) O grande incêndio que em 1872 destruiu a capela‐mor, a sacristia e várias outras dependências. Não houve perdas de vida. No ano seguinte, a Confraria do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos requereu para si a igreja, com o compromisso de reedificar as partes derrubadas. Em 1887 já as obras estavam concluídas; no entanto, em 1889 a mesa da confraria resolveu reconstruir integralmente a igreja. O engenheiro Mateus Lima foi então requisitado para fazer a necessária vistoria e elaborar o caderno de encargos, vindo a empreitada a ser arrematada pelo mestre‐de‐obras chinês ou macaense Afoo. Foram também realizadas melhorias na sacristia, na torre e na casa da confraria. O templo voltou a ter culto a 9 de janeiro de 1900.
TEIXEIRA, Padre M. – Macau e a sua Diocese Volume I -Macau e as suas Ilhas. 1940, p. 180.
Ver anterior postagem em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/27/noticias-queda-do-tecto-da-igreja-de-santo-agostinho/

Exemplo de uma dádiva à Confraria

Boletim do Governo de Macau, n.º 8 de 24 de Fevereiro de 1868 p. 46.

Referências anteriores à Igreja de Santo Agostinho e à Procissão do Senhor:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-s-agostinho/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/procissoes/<

Mais dois anúncios da Companhia de navegação «HONG KONG, CANTON, & MACAO STEAMBOAT COMPANY, LIMITED», publicados pelo jornal « The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits…»,  nos anos de 1873 e 1889. (1)

ANÚNCIO DE 1873

Neste anúncio consta como Presidente do Conselho dos Directores, o Visconde do Cercal.
O agente em Macau era a firma “A. A. de Mello & Co”, na “Praya Grande”, que tinha como dirigente, o Barão do Cercal na ausência do Visconde do Cercal  e os funcionários F. A. da Cruz e R. Pereira.
Ao serviço estavam três barcos, o «White Cloud» que fazia a ligação Hong Kong – Macau – Hong Kong e os «Kiukiang» e «Kinshan» que faziam a carreira de e para Cantão O capitão do navio a vapor “White Cloud” tinha como capitão G. Brady, o engenheiro das máquinas era W. Low e o comissário de bordo, F. Lopez.

ANÚNCIO DE 1889

O agente em Macau era F. A. da Cruz e em Cantão a «Deacon & Co»
A carreira para e de Macau eram feitas pelos navios «White Cloud», «Kiungchow» e «Chunkiang»
Anteriores referências sobre este tema:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/06/14/postal-de-1890-navio-heung-shan-atracado-em-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/a-a-de-melo-co/
(1) https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=uc1.$b581037;view=1up;seq=834

A paróquia de São Lázaro celebra hoje, a Festa de São Roque, com missa solene às 9 horas e 30, seguindo-se a procissão em devoção do “Santo Padroeiro contra a Peste”.(1)  O cortejo religioso vai percorrer algumas artérias do bairro de São Lázaro, tais como a Rua do Volong, Rua de São Miguel, Rua de São Roque e Rua Nova de São Lázaro. (2) (3)
A Festa e procissão de São Roque é tradicionalmente celebrada a 17 de Agosto, mas em Macau é sempre realizada no segundo Domingo de Julho, por causa de uma “epidemia” ocorrida em finais do século XIX. (4) Na altura, a população solicitou intervenção divina para o fim da “epidemia”, e como as doenças desapareceram, cumprindo a promessa a S. Roque, a população passou a realizar a sua festa em Julho.
(1) São Roque é o protector dos leprosos e padroeiro dos inválidos e de profissões ligadas à medicina.
(2) http://www.oclarim.com.mo/local/sao-roque-celebrado-a-8-de-julho/#more-13061
(3) A procissão em honra deste Santo só foi retomada na paróquia de S. Lázaro em 2008 (a última tinha sido em 1966), devido ao surto nesse ano, em Macau, da Síndrome Respiratória Aguda.
(4) A data é incerta, o mesmo jornal “O Clarim” (2) refere a data de 1889 mas consultando as várias fontes sobre efemérides relacionadas com Macau, não encontrei qualquer referência a enfermidades com relevância no ano de 1889.
Provavelmente estará mais relacionada com o ano de 1882 em que faz referência à preocupação das entidades oficiais face ao aumento progressivo dos “leprosos” e à dificuldade em alojá-los, (5) (6) bem como dos muitos focos de infecção nos depósitos de lixo, e valetas nas hortas do “Volong” e da «Mitra» (7), na freguesia de S. Lázaro.
(5) “6-07-1882 – Relatório do Administrador do Concelho das Ilhas, tenente José Correia de Lemos revela que o número de leprosos em Pac Sa Lan, na Ilha de D. João, é de 40 homens solteiros e 7 casados (sem as mulheres). As mulheres leprosas são 18 e foram admitidas já com a doença; 2 são casadas mas não estão com os maridos, 11 são solteiras, 5 são viúvas e 4 destas entraram já viúvas, trazendo consigo duas filhas menores. É-lhes proibida coabitação, mas é «impossível evitar que tenham correspondência». Os lázaros cultivam uma várzea para sua ocupação e sobrevivência. (8) (9)
10-07-1882O Administrador pede licença para mandar fazer 64 mudas de roupa de verão para os lázaros.É evidente o zelo, e a frequência dos contactos de acompanhamento. (8)
28-07-1882É regulada a admissão de lázaros no depósito de Pac Sa Lan, e determinadas medidas com respeito aos encontrados nas ruas. Determinado que o depósito destinado a indivíduo do sexo masculino seja completamente separado dos das mulheres. (8)
Boletim da Província de Macau e Timor, XXVIII-30 de 29 de Julho de 1882, pp. 254-255.
(6) “06-03-1884Ofício do Administrador ao Governo sugerindo Ká Hó para instalação da leprosaria e não a Ilha da Taipa. (8)
20-01-1885O Hospício para Lázaros, em Ka- Hó, depois de muita resistência e de alterações várias quanto à escolha do local, quer em Macau (D. Maria, Porta do Cerco) quer na Taipa e depois em Coloane, foi entregue pronto nesta data, com guarda e zona circundante delimitada. O apetrechamento só ficará completo em Maio deste ano.” (7)
(7) O secretário geral do Governo em 15 de Julho de 1882 (na ausência do Governador) J. A. Corte Real chamava a atenção do Presidente da Camara e administrador do concelho dos administradores de concelho e director das obras públicas para os focos de infecção por muitos e antigos depósitos de lixo, para a necessidade de limpeza e desobstrução de canos e valetas nas hortas do “Volong” e da «Mitra» e outros pontos de forma que se vão melhorando consideravelmente as condições hygienicas da cidade» e «reclamando por isso medidas extraordinárias, que colocando-os em condições materiaes regulares, possam remover-se os casebres , monturos e permanentes fôcos de infecção, que d´outra fôrma será impossível evitar»
(Boletim da Província de Macau e Timor, XXVIII- 28 de 15 de Julho de 1882, p. 238/239)
(7) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3.
(8) TEIXEIRA, P. Manuel – Taipa e Coloane, 1981, p.117 e 119.
Boletim da Província de Macau e Timor, XXVIII-30 de 29 de Julho de 1882, pp. 254-255