Archives for category: Leituras

Um pequeno artigo do Governador de Macau, António José Bernardes de Miranda, (1) a propósito da Exposição Colonial do Porto de 1934, (2) publicado na “Acção Colonial“(3)
(1) Anteriores referências a este governador:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-jose-bernardes-de-miranda/
(2) Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/1-a-exposicao-colonial-portuguesa/
(3) «Acção Colonial», número comemorativo da Exposição Colonial do Porto, de 1 de Outubro de 1934. Director: Frederico Filipe

Artigo de F. Amaral publicado na revista universal “Jornal de Domingo” (1), sobre “Uma Festa Chineza em Macau
(1) Revista universal “Jornal de Domingo”, n.º 45, 25 Dezembro de 1881, p. 355-358

Trabalho científico do professor J. Carrington da Costa (1) publicado numa separata do Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, que se debruça sobre os problemas geológicos das colónias de Cabo Verde, Guiné, S. Tomé, Angola, Moçambique, Índia, Timor e Macau. (2)
Acerca de Macau, nas pp. 70-71:
1) João Carrington Simões da Costa (1891 – 1982) – geólogo, professor universitário e político português. Tendo frequentado o Colégio Militar, foi mobilizado durante a I Guerra Mundial e participado na Batalha de La Lys, França, a 9 de abril de 1918 onde acabou prisioneiro pelas tropas alemãs. Em 1919, com o fim da guerra e a sua libertação, volta a Portugal, junta-se aos republicanos e como ajudante de campo do Ministro da Guerra vai combater a revolta de Paiva Couceiro, que tencionava a restauração da Monarquia. Retoma os estudos e forma-se em Ciências Histórico-Naturais pela Universidade do Porto e pela Escola Normal Superior de Lisboa. Foi naturalista do Museu Mineralógico e Geológico da Universidade do Porto entre 1928 e 1936 e em 1931 doutorou-se em Geologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Em 1936 passa a fazer parte do corpo docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Ascendeu a professor catedrático em 1942. Foi chefe das Missões de Estudos Geológicos à Guiné nos anos de 1946 e 1947; presidente da Sociedade Geológica de Portugal; dirigiu o Centro de Mineralogia e Geologia da Comissão de Estudos de Energia Nuclear do Instituto para a Alta Cultura; presidente da Comissão Executiva da Junta de Investigações do Ultramar, entre outros cargos oficiais.
Carrington da Costa teve papel fundamental na renovação dos estudos e da investigação em Geologia em Portugal, sendo considerado como o mais importante líder da chamada “Escola de Geologia do Porto”.
http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p58.html
https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20-%20jo%C3%A3o%20carrington%20da%20costa
(2) COSTA, J. Carrington da – Problemas Geológicos Coloniais. Separata do Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, Vol. II, facs. 1, 1943, pp. 55-76.

Tal como o artigo publicado na revista ilustrada “O Occidente” de 1883 (1) sobre o “Palácio do Governo de Macau” e postado já neste blogue em (1), também nesse ano a revista ilustrada “As Colónias Portuguesas” (2) resumia assim a descrição deste palácio:
É um dos principais edifícios das nossas Colónias. Situado proximamente no centro da Praia Grande de Macau foi mandado construir pelo governador falecido visconde da Praia Grande, se bem nos recorda de empreitada por 35 mil pesos.
Não havia então na província engenheiros nem tão pouco serviço de obras públicas. Era urgente fazer-se uma residência para os governadores e nesse tempo principiava o falecido Visconde de Cercal o seu palácio. O governador que conseguira em sua administração tornar replectos de boa moeda sonante todos os cofres da província animou-se a empreender também a construção d´um edifício apropriado. Com um chin mestres d´obras (mata-pau) designou os cómmodos que desejava para esse edifício e estabeleceu as condicções a que devia satisfazer sua construção. Aquelle homem que conhecemos e também já falleceu, como sabia, lá riscou n´um papel pardo, a lápis de côres uma planta e alçado, que depois de soffrer algumas modificações, foi posto em execução.
Tem o edifício de frente, quarenta tantos metros e de suas extremidades seguem perpendicularmente à frente alas que para o lado interior fecham até certa altura o jardim do mesmo palácio, o qual depois é protegido por muros e prédios particulares, sendo os fundos do lado fronteiro ao palácio fechado pelas cavalariças e cocheiras pertencentes ao mesmo, cuja frente fica na calçada, se bem nos recorda, do Santo Agostinho. (1)
Comprehende o palacio dois pavimentos, no inferior, lado direito, são as repartições da secretaria do governo e, lado esquerdo, alojamentos dos oficiaes às ordens e adjudantes dos governadores. Nos fundos, arrecadações e quartos de ordenanças.
No primeiro pavimento à frente, salas de entrada e na primeira, à direita, mais duas sendo a do topo a do docel; à esquerda, de visitas ou dos retratos dos governadores, reservada, a gabinete particular do governador ou seu escriptorio.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/palacio-da-praia-grande/
(2) In pp. 10-12 de TEIXEIRA, Padre Manuel – Residência dos Governadores de Macau, 1982.
(3) O que se conhece hoje por Rua do Padre Luís Fróis – 傅禮士神父街 – começou por se chamar Calçada do P. Fróis. Depois mudou o nome para Calçada do Governador e já mais recentemente recuperou o nome deste jesuíta que viveu algum tempo em Macau.

Artigo sobre a “Possessão de Macau” no Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, 2ª série n.º 8 –Jan-Mar 1934.
A Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro foi fundada a 22 de Março de 1930, no Brasil e o seu Boletim que se autointitulava: «núcleo de propaganda dos valores morais, sociais e históricos das províncias ultramarinas portuguesas e suas possibilidades económica e turísticas», publicou-se de 1931 a 1939 (total 25 números) e era de distribuição gratuita.

Pequeno opúsculo de 24 páginas (23cm x 16 cm) escrito por Hugo C. de Lacerda Castelo Branco (na altura, Vice-Almirante da reserva engenheiro hidrógrafo) e publicado pela Imprensa da Armada (Lisboa) em 1932.
O autor (então como capitão dos portos) traça o historial do “projecto porto de Macau” (que defendeu desde 1912  em favor do Porto Interior), desde finais do século 19:
Fôra um muito considerado oficial da marinha, o Comandante Cinatti, então capitão dos portos de Macau, que, no último quartel do passado século, levantára o grito de alarme contra a crescente envasamento que cada vez mais entulhava o pôrto e bloqueava aquela colónia…
Parte do conteúdo foi apresentado pelo autor no Congresso Colonial da Sociedade de Geografia realizado em 1921 com a tese: “A Valorização do novo pôrto de Macau como base de maior ressurgimento da Colónia
O autor viria mais tarde após ter sido director das Obras dos Portos de Macau, a defender o porto em favor do Porto Exterior justificando que as circunstâncias iniciais eram totalmente diferentes entre as duas épocas (considerações políticas e económicas). Apresenta as razões de não ter tido maior afluência da navegação ao Porto Interior apesar das melhorias para a navegação.Na nota final , apresenta um recorte duma carta do autor escrita ao « Diário de Notícias» de 17 de Junho de 1933, a propósito das afirmações do Governador de Macau (António José Bernardes de Miranda nomeado em 21 de Junho de 1932) numa a entrevista desse jornal.
BRANCO, Hugo C. de Lacerda Castelo – Considerações sôbre o pôrto para navios em Macau. Separata dos “Anais do Club Militar Naval”. Imprensa da Armada, Lisboa, 1932, 24 p.
Anteriores referências a Hugo C. de Lacerda Castelo Branco em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hugo-lacerda-castelo-branco/

Trabalho académico de J. M. Covelo Neiva (1) publicado no “Boletim da Sociedade Geológica de Portugal em 1946 (2)
Depois da análise macroscópica e microscópia, descrição do quimismo da rocha, o autor conclui o seguinte:
(1) Prof. Doutor João Manuel Cotelo Neiva (1917- ) Licenciado em Ciências Geológicas com distinção, pela Universidade do Porto, em 1938, onde foi contratado em 1939 como assistente do Grupo de Ciências Geológicas. Doutorado nesta Universidade em 1944, foi nomeado Professor Catedrático da Universidade de Coimbra em 1949 e seu Reitor entre 1971 e 1974, tendo-se Jubilado como Professor Catedrático do Departamento de Ciências da Terra em 1987. Foi um dos fundadores da Sociedade Geológica de Portugal (1941)
Ver biografia mais pormenorizada em:
https://www.uc.pt/fctuc/dct/pessoas/fichaspessoais/joaoneiva
(2) NEIVA, J. M. Cotelo – Uma Rocha Basáltica de Macau. Bol. Soc. Geol. Port., Vol V, 1946, pp. 165 – 171.