Archives for category: Leituras

Artigo de Luís Gonzaga Gomes publicado no jornal “A Voz” e republicado no BGU, Fevereiro de 1953.

Retirado (disponível na net) de:
The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits …, 1904,p. 491

Outro artigo publicado no Boletim Geral das Colónias de 1950, (1) referente à acção da Repartição de Obras Públicas no ano de 1949, com inclusão de três imagens.

A nova Avenida Ouvidor Arriaga
Outro aspecto da Avenida Ouvidor Arriaga
O novo troço da Rua da Praia Grande

(1) Disponível na net
http://memoria-africa.ua.pt/Library/BGC.aspx

Artigo publicado no Boletim Geral das Colónias, em 1950 (1) e assinado pela “Secção de Propaganda da Colónia -Macau
(1) Disponível na net
http://memoria-africa.ua.pt/Library/BGC.aspx

Publicação ordenada pelo Governo da Colónia para distribuir pelos quartéis “Soldados de Portugal!” que reproduz a alocução proferida pelo General Gomes da Costa na revista passada a todos as forças da Província de Macau, em 9 de Abril de 1923, na comemoração do 5.º aniversário da Batalha de Lys.
A BATALHA DO LYS
Soldados de Portugal!
Desde 30 de Janeiro de 1917, em que saí do Tejo à frente da 1.ª Brigada Portuguesa, nos achávamos, pràticamente, em guerra contra a Alemanha. Pouco mais de uma ano depois – a 9 de Abril de 1918 – tinha lugar o grande ataque alemão às tropas portuguesas, ao sul de Armentiéres, no vasto campo de Messines.
Mais de um ano havia que o inimigo se achava paralisado em frente do sector português, travando connosco repetidos combates; havia mais de um ano que nos mantínhamos no mesmo terreno apesar dos esforços do adversário para dêle nos desalojar… (…)
Como as vagas do Oceano, correndo encapeladas, umas após outras, engrossando sucessivamente, sucessivamente tomando mais corpo e mais violência, assim as vagas da infantaria alemã vão correndo, avançando, rolando impetuosas, com um fragor medonho, alagando todo o terreno, arrastando consigo os restos da guarnição portuguesa, indo espraiar-se por todo o terreno à retaguarda, até ao Lys. Os restos da Divisão Portuguesa que não foram esmagados pelo bombardeamento, conseguiram estabelecer-se à retaguarda daquele rio, e durante dias ali se mantiveram numa luta feroz, esperando os reforços, que a ofensiva de Somme forçara o Alto Comando a desviar para lá.
Mas o inimigo não passou !
Estava cumprida a missão que incumbia às tropas portuguesas naquele campo de batalha.
Sete mil e quinhentos homens, de entre os quais 327 oficiais, foi o preço por que pagamos a glória desta Batalha que se ficou chamado do Lys, por ter sido nas margens dêste rio que nos fixamos; 7:500 homens custou a Portugal esta vitória; 7:500 homens nos custou a última e uma das mais formidáveis ofensivas alemãs; ofensiva desesperada, ofensiva de quem se sente acabar, e luta com todo o desespero… (…) 
COSTA, General Gomes da – Soldados de Portugal!. Macau, Imprensa Oficial, 1923, 14 p., 18,5 cm x 13 cm.

Conta D. Madalena da Paixão (porque veio ao mundo numa sexta-feira Santa), irmã do poeta Camilo Pessanha numa entrevista que deu a Germano Silva (1), contou um episódio curioso de Camilo Pessanha:
O meu irmão Manuel era advogado em Braga. Um dia chegou a casa e disse a Camilo que o Paiva da farmácia (homem muito conhecido e estimado naquela cidade) lhe tinha pedido a ele Manuel, para defender um pobre diabo que um outro homem sem escrúpulos levara ao tribunal. E o Manuel contou ao Camilo o que acontecera. Uma injustiça que queriam fazer ao pobre homem. E com uma expressão indignada, revoltado contra o que levara o outro a tribunal, Camilo pegou num lápis e num papel e escreveu, escreveu. No fim deu-o ao Manuel e disse-lhe «aqui tens a defesa desse pobre homem». E O Manuel leu aquilo que Camilo escrevera, decorou tudo e no tribunal reproduziu-o de cor e o homem foi absolvido.
(1) Publicado no «Jornal de Notícias», de 14 de Setembro de 1967.

Em anterior referência ao professor de inglês do Liceu Nacional Infante D. Henrique, Énio da Conceição Ramalho (1) referi que era lembrado sobretudo pela sua «Gramática de Língua Inglesa» utilizado pelos alunos de Liceu nas aulas de inglês.
Outro dos livros publicados pelo Dr. Énio Ramalho, e também muito utilizado no 2.º ciclo do Liceu para a disciplina de inglês foi o «Dicionário ESSENCIAL INGLÊS – PORTUGUÊS» (2)
Do Prefácio:
…Por isso, a solução que nos pareceu melhor foi a limitar o âmbito deste livro às exigências do programa do 2.º ciclo, considerando que o aluno faz uso do dicionário principalmente (e, na maioria dos casos, unicamente) para a tradução dos textos. Assim, ele encontrará adiante todos os vocábulos do texto nas várias acepções aí contidas, e outros que julgámos oportuno registrar sem todavia onerarmos demasiadamente o corpo do livro. …(…)

The Human Body – O Corpo Humano (fig. 3)
(Págs. VI-VII do VOCABULÁRIO ESSENCIAL ILUSTRADO)

… A parte final contém um vocabulário ilustrado que abrange o programa do 2.ºciclo e com os assuntos dispostos pela mesma ordem. Ele servirá principalmente para auxiliar o aluno nas revisões do vocabulário que julgamos essencial para esses três anos…. (…)

Football – Futebol ( Fig. 24)
(Pág XLIV do VOCABULÁRIO ESSENCIAL ILUSTRADO)

Na última página, o comprovativo da compra do livro (N.º 180434) na “afamada” livraria “Polidor”, na Travessa do Roquete n.º 5, Macau – Telefone: 2121. Se não me engano a compra efectuou-se em 1964 (ano lectivo 1964/65 – 3.º ano liceal em que se iniciava o “inglês”).
A «Polidor», iniciou actividades na Travessa do Roquete n.5 (1954?) e depois mudou-se (finais da década de 50?) para o Largo do Senado, no rés do chão do antigo edifício “Ritz Mansion” (posteriormente após restauro, foi aí instalada a “Direcção dos Serviços de Turismo de Macau”, hoje “Centro de Turismo de Negócios de Macau”
Era sobretudo uma livraria e papelaria onde se compravam os artigos, livros e manuais escolares, mas também vendia material de escritório. Durante muitos anos era o local onde se vendia os jornais vindo da “metrópole” (com algum??? atraso pois os jornais vinham por via marítima)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/enio-ramalho/
(2) RAMALHO, Énio – Dicionário Essencial Inglês-Português (223 p.) + Vocabulário Essencial Ilustrado”. Empresa Literária Fluminense, Lda., Tipografia Camões, 1962, 223 p.+ 45 p., 17,5 cm x 12,5 cm x 2 cm. Capa dura.
NOTA: Mais referências sobre Énio Ramalho, aconselho leitura do artigo de António Aresta no «Jornal Tribuna de Macau», 17de Outubro de 2014, disponível em: http://jtm.com.mo/opiniao/enio-ramalho/