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Continuação da leitura do folheto informativo “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, já postados anteriormente, (1) (2), com fotos e textos explicativos dos diversos sinais que na altura estavam em vigor. Hoje, apresento o sinal 8 com quatro divisões.

(1) Folheto informativo (em português e chinês) “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, de 15 páginas (21 cm x 15 cm), emitido pela Protecção Civil das Forças de Segurança de Macau, sem indicação da data de emissão. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/02/18/leitura-tempestades-tropicais-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/09/25/leitura-tempestades-tropicais-ii-codigo-dos-sinais-de-tempestades-i/

Nas páginas 9-15 do folheto informativo “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, já postado anteriormente, (1) estão apresentados com fotos e texto explicativo, os diversos sinais que na altura estavam em vigor. Hoje , apresento os sinais 1 e 3.

(1) Folheto informativo (em português e chinês) “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, de 15 páginas (21 cm x 15 cm), (1) emitido pela Protecção Civil das Forças de Segurança de Macau, sem indicação da data de emissão. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/02/18/leitura-tempestades-tropicais-i/

Já referido em anteriores postagens (1) (2), esta notícia de igual teor foi extraída do «Anuário De Macau de 1924», p. 67

Anuário de Macau 1924, p. 67

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/05/noticia-de-5-de-setembro-de-1738-outro-tufao/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/09/05/noticia-de-5-de-setembro-de-1738-outro-tufao-ii/

“Enquanto estive lá notei um grande eclipse que sucedeu no ano de 1599 aos 6 de Agosto. Vi na quinta-feira de tarde a lua que se obscureceu quase toda, estando já cheia ao aparecer, a qual saiu fora do horizonte, durando cerca de duas horas: apareceu de cor vermelha muito inflamada, e o pouco que ficava claro era da banda do norte. No mesmo ano, no mês de Dezembro, vindo o tempo da partida das naus que da China vão a Goa, pensei embarcar numa delas, levando as mercadorias que tinha comprado nas duas naus que partiam naquele ano: numa das quais embarquei ara ir à Índia, como no seguinte Arrazoamento desta viagem contarei a Vossa Alteza, dando por fim a este, se não mandar o contrário.”

Referências feitas a Macau por Francisco (Francesco) Carletti nos “Arrozoamentos da minha viagem à volta do mundo” de 1598-99 in (TEIXEIRA, M. – Macau através dos séculos, pp 14-15)

Anteriores referências: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francesco-carletti/

Violento temporal de nordeste (classificado pelos chineses como tufão pequeno), no dia 22 de Julho de 1855, causou vários estragos à cidade e a morte do marinheiro Francisco dos Santos, por alcunha o Caparica, da corveta D. João I, que caiu ao mar, na ocasião emque,com mais alguns, tentava desembaraçar a corveta de uma embarcação chinesa que estava encostada à proa.

Extraído de «BGPMTS», I-41 de 28 de Julho de 1855, p. 162

Outra publicação (1) do Vice-Almirante Pedro Fragoso de Matos, (2) com o título de “O Maior Tufão de Macau”, de Novembro de 1985, de 30 páginas.

CAPA

Acerca do naufrágio da Escuna «Príncipe D. Carlos» e Canhoneira «Camões» em Macau, em 1874, refere o autor (p. 6):

 “Naturalmente, que conhecedor do Extremo-Oriente fui, desde logo, levado a considerar que aquele sinistro marítimo deveria ter sido causado pelo perigoso inimigo dos marinheiros e dos pescadores do Mar da China – o temível tufão – que, em determinadas épocas do ano – Junho a Outubro – assola com grande violência os portos de Macau e de Hong Kong. Assim, consultando vários livros e muita documentação manuscrita coeva, existente no Arquivo Geral da Marinha, foi-nos possível verificar que no ano de 1874, o porto de Macau foi assolado por um fortíssimo tufão, o mais devastador de todos os tempos, com extraordinários prejuízos, tanto no mar como em terra, como adiante se constatará. (…) ” (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/04/25/leitura-accao-naval-portuguesa-contra-os-piratas-no-mar-da-china/

Contra Almirante Pedro Fragoso de Matos, Comandante da Escola Naval

(2) MATOS, Pedro Fragoso de – O Maior Tufão de Macau, composto e impresso nas oficinas da Editorial Minerva, Novembro de 1985, 30 p., 22,5 cm x 15,5 cm x 0,1 cm. Separata dos Anais do Clube Militar Naval n.º 7 a 9 de Julho/Setembro de 1985.

Adquirido na I Feira do Livro de Macau, organizada pelo Instituto Cultural de Macau, em Lisboa no Forum Picoas de 12 a 18 de Dezembro de 1988.

Canhoneira «Camões»

(3) «Na noite de 22 para 23 de Setembro do corrente ano, o maior tufão de que há memória não só em Macau, mas nestas paragens, destruiu a maior parte desta cidade, bem como as povoações das Ilhas da Taipa e de Coloane… (B.O. n.º 41/26-9-1874)

“1874 (22 de Setembro) – Grande ciclone em Macau, causando numerosos prejuízos e desgraças, tanto no mar como em terra, e morrendo centenares de pessoas. No porto da nossa colónia afundaram-se alguns navios e entre eles a escuna de guerra «Príncipe D. Carlos» que se perdeu totalmente, e a Canhoneira «Camões». A escuna «Príncipe D. Carlos» era comandada pelo primeiro-tenente Vicente Silveira Maciel e fora lançada ao mar em1866, a canhoneira «Camões» fora lançada ao mar em 1865 e era comandada pelo segundo-tenente José Maria Teixeira Guimarães“ (Efemérides da Marinha Portuguesa, constantes da «Lista da Armada» de 1900 in p. 9 desta separata)

“(…) Entre os europeus há a lamentar a perda de três praças do Batalhão, mas entre os chinas e, principalmente no mar, há milhares de vítimas. Os edifícios públicos ficaram muito deteriorados e alguns destruídos de todo. A maior parte das casas da Praia Grande foram destruídas ou muito prejudicadas pela violência do choque das vagas. Muita artilharia das fortalezas do litoral foi arrastada para o mar depois de destruídas as muralhas. (…) A Escuna «Príncipe D. Carlos» foi perder-se a 12 milhas de Macau, jazendo desconjuntada nuns campos incultos a grande distância do Mar. A «Camões» foi também encalhar em sítio onde nunca houve navegação. Salvaram-se felizmente as tripulações. A «Tejo» conservou-se admiravelmente nas suas amarrações  e não sofreu prejuízos» (B.O. n.º 41/26-09-1874)

Anteriores referências a este tufão em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-i/

Anuário de Macau – Ano de 1977, Centro de Informação e Turismo, p. 479,

Neste dia, 13 de Abril de 1708,  a chalupa de Luís Abreu que seguia viagem com destino a Manila  conduzindo alguns padres dominicanos expulsos das missões da China pelo cardeal Tournon, Patriarca de Antióquia, (1) foi surpreendida por mau tempo, ao sair da ilha de Ladrão, indo parar a uma enseada abaixo de Tun-cam, a oeste de Macau, onde 12 cafres, que deviam ser vendidos em Manila, se revoltaram, apossando-se do barco . De volta a esta cidade, as autoridades pretenderam ao princípio, enforca-los, mas acabaram por os meter apenas na cadeia. (2)

PEREIRA, António Marques – Efemérides Comemorativas da História de Macau, pp. 34-35

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/carlos-tomas-maillard-de-tournon/ (2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)

SEXTA feira passada 31 de Março principiaraõ as chuvas, e pela madrugada houve huma de pedra, acompanhada com grandes trovões e raios, que prejudicaraõ a alguas propriedades, e no Mahá (Mong Há) foraõ mortos por hum raio hum china, e hum caõ. O tempo continua chuvoso e Thermometro 70 graos.”

Extraído de «O Macaísta Imparcial» I- 86 de 6 de Abril de 1837, p. 344
CAPA

Folheto informativo (em português e chinês) das “TEMPESTADES TROPICAIS – Cuidados a Observar”, de 15 páginas (21 cm x 15 cm), (1) emitido pela Protecção Civil das Forças de Segurança de Macau, sem indicação de data de emissão (2)

Contracapa
Capa + Contracapa
Página 1
Página 2
Página 3
MAPA DESTINADO À MARCAÇÃO DA TRAJECTÓRIA DO CENTRO DA DEPRESSÂO

(1) Nas páginas 9-15 apresentam o “Código dos Sinais de Tempestade”(a publicar em posterior postagem) com o significado dos sinais.

(2) Composição e impressão da Imprensa Oficial de Macau.