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VIEW OF MACAO
A panorâmica da baía da Praia Grande vendo-se à esquerda o Forte de Nossa Senhora da Penha de França (demolido em 1892) (1), a meio, a Fortaleza de S. Paulo do Monte e à direita, a Fortaleza de Nossa Senhora da Guia.

Este desenho foi publicado, em 1842, no “The Illustrated London News” (2) acompanhado com uma informação: carta enviada de Macau por um oficial inglês relatando a expedição britânica na chamada I Guerra do Ópio entre 1839 e 1842.
(1) GRAÇA, Jorge – Fortificações de Macau, 1984.
(2) O primeiro jornal ilustrado semanal do mundo, publicado em Londres, com desenhos (não havia ainda fotografias) que se publicou regularmente desde 1842 até 1971 e depois sem periodicidade regular até 2003 (data final da publicação).
https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Illustrated_London_News

Retirado (disponível na net) em:
The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits … , 1904, p. 492

Outro artigo publicado no Boletim Geral das Colónias de 1950, (1) referente à acção da Repartição de Obras Públicas no ano de 1949, com inclusão de três imagens.

A nova Avenida Ouvidor Arriaga
Outro aspecto da Avenida Ouvidor Arriaga
O novo troço da Rua da Praia Grande

(1) Disponível na net
http://memoria-africa.ua.pt/Library/BGC.aspx

Quatro “slides” do meu álbum pessoal, tiradas em 4 de Abril de 2011, na Fortaleza da Guia e agora digitalizadas (resolução 600 ppp.).

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Mais um “slide” digitalizado da colecção “MACAU COLOR SLIDES – KODAK EASTMAN COLOR)” comprado na década de 60 (século XX), se não me engano , na Foto PRINCESA (1).
macau-color-slides-ix-touradaEste “slide” mostra uma das «faenas»da 1.ª Tourada realizada em Macau, em Agosto de 1966, organizada pelo empresário Alfredo Ovelha e o toureiro Manuel dos Santos e patrocinada pela STDM.
Durante nove dias do mês de Agosto desse ano, (2) a praça de touros, construída em bambu nos aterros do Porto Exterior (sensivelmente à frente do Quartel de S. Francisco onde actualmente está o comando da PSP); Hospital Conde de S. Januário na parte superior esquerda da foto e ao fundo a Fortaleza da Guia) encheu-se com lotação esgotada para ver tourear pela primeira vez. Manuel dos Santos como cabeça de cartaz.
Na corrida inaugural actuaram o cavaleiro David Pinheiro Telles e os «diestros» Manuel dos Santos e Ricardo Chibanga (o primeiro toureador africano que terminava a faena ajoelhado e de costas perante o touro). O grupo de bandarilheiros era constituído por Bacatum, António Augusto, Carlos Mabango e José Tinoca. Nos forcados, destacavam-se Carlos Besugo, José Hipólito e Carlos Anacleto.
José dos Santos Ferreira compôs as seguintes quadras acerca deste evento:

Macau já olá torada,
Co quele tanto Manólo;
Nhu-nhúm olá, ri cacada,
Nhónha susto, fichá ôlo.

Boi dôdo, preto-carvám,
Tamanhám di elefánte,
Impiná su dôs cornám,
Pa chuchú quim têm na diánti

Toréro-cáfri, cholido,
Olá tôro, capí mám;
Tôro fica burecido,
Toréro perdê calçam.

Quelóra tôro zinguá,
Nôs tudo gritá «Olé!»
China-china más gostá
Sã gritá «Hou-ié, hou-ié!» (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/decada-de-60-seculo-xx/
(2) 1, 5, 6, 10, 12, 13, 17, 19 e 20 de Agosto de 1966.
(3) Versos de José dos Santos Ferreira da poesia “Nôsso Macau de Agora”, in Qui-Nova Chencho, 1973.

Mais dois “slides”, estes referentes à Fortaleza de Guia / Farol da Guia / Capela de Nossa Senhora das Neves ou da Guia / Colina da Guia.

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No dia 9 de Outubro de 1989, os «Correios e Telecomunicações de Macau / CTT MACAU» emitiram e puseram  a circular o sobrescrito do 1.º dia de circulação (selos e carimbo) com o tema “Meios de Transporte Tradicionais – Hidroaviões” (1)
1-a-dia-circulacao-meios-de-transportes-tradicionais-hidroavioesApresento o sobrescrito (C5 – 229 mm x 163 mm) do 1.º dia de circulação com o seu motivo e da obliteração  – (frente e verso com o logótipo dos C.T.T., em relevo) – com um selo de $7.50 patacas (diferente dos quatro emitidos e que constam na folha lembrança).
1-a-dia-circulacao-meios-de-transportes-tradicionais-hidroavioes-folha-lembrancaA folha lembrança (em português, inglês e chinês; dimensões: 30 cm x 21 cm)  apresenta quatro selos com os desenhos são de Ng Wai Kim:
50 avos – hidroavião + igreja da Penha
70 avos – hidroavião + fortaleza da Guia
2,8 patacas – hidroavião + barraca de pesca
4 patacas –  hidroavião + junco chinês
1-a-dia-circulacao-meios-de-transportes-tradicionais-hidroavioes-dados-tecnicosAlém dos dados técnicos, apresenta um resumo histórico da autoria de Manuel Vilarinho (Contra-almirante) (2)
Só no princípio do século XX se conseguiu voar num avião, pois só nessa altura se soube construir um motor que permitisse ao avião elevar-se no espaço. Assim, em 1906, Santos Dumont consegue voar 270 metros. Mas é com a I Guerra Mundial que a aviação começa a demonstrar as suas potencialidades. Em Portugal começa por criar em 1914 a Escola de Aviação Militar, em Vila Nova da Rainha, e em 1916 cria-se o Centro de Aviação Naval de Lisboa. Só entre as duas guerras mundiais se começa a desenvolver a aviação civil.
Não é pois de estranhar que os primeiros aviões que voaram em Macau fossem militares e, dadas as características do território, aviões da Aviação Naval.
É certo que a 20 de Junho de 1924 sobrevoou Macau o Breguet XVI B2, Pátria que aqui não consegue aterrar, e tem que aterrar de emergência perto de Cantão. (3)
Contudo a Aviação Naval chega a Macau em 1927, fundando-se o Centro de Aviação Naval de Macau, equipado com três aviões Fairey, os n.ºos 17, 19 e 20. O Fairey 17, o Santa Cruz, era um dos três aviões que, pilotados por Sacadura Cabral e tendo Gago Coutinho por navegador, tinham tomado parte na travessia aérea Lisboa-Rio de Janeiro , em 1922. (4)
O Centro de Aviação Naval é extinto em 1933 e de novo reactivado em 1938, desta vez com aviões Osprey, primeiro os n.ºos 71 e 72, aviões que tinham embarcado nos navios Afonso de Albuquerque e Bartolomeu Dias, a que se juntam mais tarde, outros quatro aviões também Osprey.
Em 1942, em plena II Guerra Mundial, o Centro de Aviação Naval é definitivamente extinto.
Na década de 30 é a vez de a aviação civil aparecer em Macau, com os hidroaviões da Pan-American que estabelecem carreiras comerciais partindo dos Estados Unidos.  da guerra do Pacífico resultou  que pouco durassem essas carreiras.
Que se saiba, só em 1948 volta a amarrar em Macau um outro hidroavião, Catalina PBY-2. Mas a era do hidroavião tinha passado e os progressos da aviação comercial seriam feitos com aviões de rodas, primeiro a hélice, depois a jacto.
Macau voltará a ser sobrevoada por aviões quando estiver concluído o aeroporto. (5)
Neste período de 90 anos o progresso da aviação foi surpreendente e os aviões que virão a Macau não terão comparação com aqueles que aqui voaram em 1928. Também a aviação comercial é uma empresa bem estruturada e que não pára de se desenvolver e progredir.
Acabaram, assim, os tempos em que o avião era um brinquedo e voar uma aventura romântica, um  modo de morte, que atraía os que o praticavam e as multidões. Hoje é uma profissão bem estabelecida e cujos riscos são quase os de qualquer outra actividade.
1-a-dia-circulacao-meios-de-transportes-tradicionais-hidroavioes-folha-resumo(1) Portaria n.º 164/89/M – Emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária ‘Meios de Transporte Tradicionais – Hidroaviões”.
(2) Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-vilarinho/
(3) Referências anteriores aos transportes aéreos em Macau
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/transportes-aereos/
(4) Referências anteriores ao Centro de Aviação Naval em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-de-aviacao-naval/
(5) O Aeroporto Internacional de Macau foi inaugurado em Novembro de 1995