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Artigo publicado em Agosto de 1886, na revista ilustrada “As Colónias Portuguesas (1)

(1) «As Colónias Portuguesas», IV-6, Agosto de 1886.

Em 1949, no sopé da Guia, junto á Estrada dos Parses, na chamada «curva da Maternidade» para a Estrada de Cacilhas, Huang You Hao fez construir um Pavilhão,  (1) em memória de seu pai. Algumas palavras ali inscritas convidam à meditação:

«Os sons dos pinheiros são suaves. Levantam-se os olhos para ver as árvores e fica-se em êxtase perante o palácio do mar»

Hoje no pavilhão já não se ouvem sons dos pinheiros (somente poluição sonora dos veículos) … já não se vêm muitas árvores (na colina da Guia, outrora frondosa, hoje, cada vez menos árvores) … e do pavilhão, já não se vê o mar (somente betão armado)

Foto da residência de Silva Mendes (hoje: Instituto Internacional para Tecnologia de Programação da Universidade das Nações Unidas) tirada do Pavilhão.

NOTA: todas as fotos foram tiradas em Maio de 2017 e publicadas com autorização do autor.
(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4, 1997.

mbi-ii-30-31out1954-avenida-almeida-ribeiroUm trecho da Avenida Almeida Ribeiro (á esquerda o «Grand Hotel»/ Hotel Kuok Chai) (1) principal artéria de Macau, onde o exótico das tabuletas chinesas se casa admiravelmente com a imponência das construções moderna.” (2)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-kuok-chai-grande-hotel-grand-hotel/
(2) De «MACAU B. I.,1954»

Quatro “slides” do meu álbum pessoal, tiradas em 4 de Abril de 2011, na Fortaleza da Guia e agora digitalizadas (resolução 600 ppp.).

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a-vistors-handbook-to-romantic-macao-capaFolheto turístico em inglês (41 páginas), “ A Visitor´s Hanbook to Romantic Macao”, publicado em 1928, pelo “The Publicity Office Port Works Department, Macao”. Impresso no “N. T. Fernandes e Filhos” (1). Este folheto de 1928 é da 2.ª edição (a 1.ª edição foi em 1927)
PREFACE TO SECOND EDITION
The active demand for this booklet has proved the need for such a publication, and the complete exhaustion of the first edition in less than two weeks has prompted the issue of a second edition, considerably added to with new sections and much further useful information.
The additionod a Bibliography as an appendix was suggested by that in the recently publishedResumo da Historia de Macauby Eudore de Colomban and Captain Jacinto N. Moura, and it is to be hoped that visitors will find Macao sufficiently interesting to make full use of the works enumerated in the short list to gain a better knowledge of “ Romantic Macao”
                                                                           THE PUBLISHERS
                                                                      Macao, 4th February, 1928

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-1-a-pagina1-ª Página

Tópicos abordados: “The Charm of Old Macao”; “Topographical”; “Clmate”; “Historical”; “A Suggeste Itenerary”; “ Beautiful Macao”; “General Information”; “Harbour Works”; “Shipping”; “ Banking”; “ Hotels, & C.”; “Transport”; “ Commerce and Enterprise”; “ Industry and Crade”; “Buyers Guide”; “ Public Services”; “Bibliography”.

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-mapa-1928MAPA DE MACAU E ILHA DA TAIPA (escala 1:80.000)

Na página 12, uma interessante sugestão de um percurso a pé por Macau pelos pontos turísticos principais, com a romanização para o inglês dos caracteres chineses desses locais.

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-sugestao-de-itenerarioComeça na Avenida Almeida Ribeiro, passando pelo Jardim de São Francisco e Jardim de Vasco da Gama; subindo para a Colina da Guia, descendo para Flora, passando pela Montanha Russa e a Praia da Areia Preta (inexistente actualmente) até à Porta do Cerco. Depois, o Hipódromo (inexistente hoje) e o Templo Lin Fong. A seguir o Cemitério Protestante (antigo),  a Gruta de Camões e as Ruínas de S. Paulo. Depois a Sé Catedral e o Colégio de S. José, subindo para a Penha. Descida para a Santa Sancha e seguindo pela Avenida da República até ao Templo de Á Má, terminando o percurso pelo Porto Interior até à Avenida Almeida Ribeiro.

Realizou-se, no dia 5 de Dezembro de 1953, um baile no Clube Militar, presidido pelo Major Mário Barata da Cruz, em benefício do «Fundo do Natal dos Pobres de Macau».(1)
mbi-i-9-15dez1953-baile-clube-minlitar-iO baile foi organizado pela Sra. Dra. Laurinda Marques Esparteiro, revestiu-se de grande brilhantismo e tomaram parte nele cerca de cem pessoas.
mbi-i-9-15dez1953-baile-clube-militar-iiEstiveram presentes, o governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro e esposa, suas filhas, Maria Helena e Amélia Marques Esparteiro, o Chefe de Gabinete, capitão Abílio de Oliveira Ferro e esposa, o Oficial às Ordens, capitão José Vaz Dias da Silva e o secretário, tenente Mário Lopes da Costa.
mbi-i-9-15dez1953-baile-clube-militar-iiiEstiveram também presentes os mais destacados representantes da Comunidade Chinesa, vendo-se na fotografia o Comendador Kou Ho Neng (2) a receber uma das prendas que, nos intervalos do baile, foram rifadas.
Houve ainda uma interessante corrida de cavalos de madeira e muitos outros jogos eu entusiasmaram todos os presentes e contribuíram para o objectivo beneficente da festa.
(1) Fotos e reportagem de «MACAU B. I. 1953.»
(2) Sobre o Comendador Kou Ho Neng ver anterior citação em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/27/leitura-o-bairro-chines-ao-norte-da-ilha-verde-em-1929/

jardim-de-s-francisco-poema-iNuma cavaqueira com um amigo, falando de Macau, este referiu que gostava dos versos de Camões que estavam no Jardim de S. Francisco.
Perguntei-lhe: – Tens a certeza … os versos são de Camões?
Resposta pronta: – Mas é o que diz lá na placa.
Bem, apesar de muita gente, mesmo em Macau, continuar a atribuir estes versos a Camões, e assim faz supor a indicação nessa placa que foi colocada em 1883 numa parede lateral de pedra, à direita, logo após os primeiros degraus de pedra para quem sobe o actual Jardim de S. Francisco, (1) a partir da Rua de Santa Clara. Na verdade, pertencem a Almeida Garrett.  Fazem parte do livro de poesia « Camões. Poema» escrita por Almeida Garrett (1799-1854) , publicado em 1825. (2)

O “poiso” referido no poema é a Gruta do Patane «Nas penhas dessa ilha abriu natura, cava na rocha, solitária gruta…»
jardim-de-s-francisco-poema-iijardim-de-s-francisco-poema-iii

(1) O jardim de S. Francisco estava murado desde c. de 1860 e era um belíssimo campo de lazer, com três portões e uma porta pequena em frente do Convento de St. Clara. Nos finais do século XIX era local de passeio, com vista para o mar, fresco e agradável para os dias de maior calor e pontualmente com apresentação de bandas de música. Em 1927­, os muros foram-se abaixos assim como parte dos canteiros e o caramanchão, para se abrirem nele duas vias alternativas ao trânsito da rua principal, para facilitar o tráfego com o Porto Exterior. Ficou o quiosque, «falando do passado, e pouco mais» (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997).
(2) Canto IV na primeira edição do livro publicado em Paris, nas pp. 87-88. Edições e revisões posteriores, Canto XIV)
GARRETT, João Baptista da Silva Leitão d´Almeida – Camões. Poema. Paris, Livraria Nacional e Estrangeira,1825, 216 p.
Disponível para leitura em:
http://purl.pt/16/4/cam-423-p_PDF/cam-423-p_PDF_24-C-R0150/cam-423-p_0000_1-236_t24-C-R0150.pdf
“A obra «Camões» de Almeida Garret é um poema lírico-narrativo, escrito provavelmente durante o primeiro exílio do escritor e é considerada a primeira obra romântica da história da literatura portuguesa. O tema desta obra é a vida de Luís de Camões, em particular, os momentos em que Camões escreveu «Os Lusíadas»”.
http://www.livros-digitais.com/almeida-garret/camoes/sinopse
Anterior referência a este poeta em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-bsl-almeida-garrett/