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Em 1987, por altura do 125.º aniversário natalício de Sir Robert Ho-tung (nascido em Hong Kong, no dia 22 de Dezembro de 1862) resolveu o Instituto Cultural de Macau através da Biblioteca Nacional de Macau e a Biblioteca Sir Robert Ho-tung, homenagear esse notável filantropo e amigo de Macau, com uma exposição Bibliográfica nas instalações da Biblioteca (1) com o seu nome.
Da Exposição Bibliográfica destacavam-se obras que abordam a História da China, Literatura Chinesa e dos contactos entre Portugal e a China.

CAPA

Apresento o catálogo da Exposição bibliográfica que foi inaugurada em 7 de Dezembro de 1987, editado pelo Instituto Cultural de Macau, com composição e impressão da Imprensa Oficial de Macau, em 1987. A Capa é da autoria do artista Mio Pang Fei.

PÁGINA DE ROSTO

Explicação da capa e do desenho da página de rosto:
A imprensa e tipos móveis foi inventada por Bi Sheng no período Qingli (1041-1048) do reinado do imperador Renzong da dinastia Song do Norte. O desenho reflecte o processo de tipografia quando compunham «Obras Preciosas» no Salão Wuying do Palácio Imperial no 40.º ano do reinado do imperador Qianlong (1775). (2)

CONTRA-CAPA

(1) Esta biblioteca está instalada no antigo palacete de Sir Robert Ho-Tung que, por testamento de 4 de Julho de 1955, foi legado ao Governo de Macau, com o objectvo  de vir a ser convertido numa Biblioteca pública chinesa. Para a compra dos livros, Sir Robert legou a importância de $ 25.000,00 dólares em moeda de Hong Kong, conforme consta da Portaria n.º 5:984 de 6 de Abril de 1957. A Biblioteca viria a ser aberta ao público no dia 1 de Agosto de 1958, constituído o seu acervo por cerca três mil livros escritos em chinês, ainda que alguns sejam traduções de autores europeus e americanos. A maioria desses volumes é constituída por peças de teatro, literatura, história e belas artes. Várias obras de autores chineses, muito antigas e de grande valor, fazem parte do acervo da Biblioteca «Sir Robert Ho-tung». (Nota Introdutória do Catálogo) (2)
(2) Catálogo da Exposição Bibliográfica – Documentos Sobre A História da China. Instituto Cultural de Macau/Biblioteca Nacional de Macau/Biblioteca Sir Robert Ho-Tung, 1987, 40 p. (30 cm x 21 xm)
Referências anteriores a Sir Robert Ho-tung em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/sir-robert-ho-tung/

Foi a 13 de Setembro de 1903 que o Padre José António Gomes, então Pároco de Santo António, (1) fundou nesta igreja a benemérita «Obra do Pão dos Pobres», (2) cujo jubileu se celebrou no dia 13 de Setembro de 1953, com toda a solenidade. O 50.º aniversário da fundação do Pão dos Pobres em Macau foi um dia de duplo agradecimento: a Sto. António pelos inumeráveis favores dispensados a todos os benfeitores dos seus pobres; e a todos os benfeitores desta simpática obra de caridade. Socorreu milhares de lares indigentes, continuando no ano de 1953 a minorar a fome a 200 famílias com os dez picos de arroz que lhes distribui mensalmente, além de outras esmolas particulares em dinheiro. (3) Em 1955, a acção benéfica alargava-se para 250 pobres, na sua maioria chineses e concedia esmolas, no valor de $150,00 a pobres a quem o arroz não era distribuído.

O altar do Pão dos Pobres na igreja de Santo António (1953)

Durante os 50 anos (1903 – 1953), o Pão dos Pobres de Santo António distribuiu o elevado número de 17.790 picos de arroz, estendendo também por vezes a sua caridade aos pobres das suas missões da China.
O cofre colocado na Igreja Paroquial representava a maior fonte de receitas da Ora. Tinha um letreiro com uma indicação: “pão dos pobres”. O cofre rendia, em média, mensalmente a quantia de $300,00, pelo que com as ofertas generosas de algumas pessoas, não era preciso recorrer-se a peditórios. Outra fonte da receita provinha da Comissão Central de Assistência Pública que contribuía para esta Obra a soma de $166,66 mensais. Também o soldo de Santo António, (4) como Capitão da Cidade, concedido pelo Leal Senado das Câmara de Macau, na importância de $1.200,00anuais, revertia integralmente a favor desta Obra.
(1) O aparecimento da «Obra do Pão dos Pobres» deveu-se ao Reverendo Dr. António José Gomes, sacerdote ligado às iniciativas no campo do apostolado missionário e caritativo, pois a Santa Infância e as leprosarias muito ficaram a dever a este homem. Em 1953 era pároco o padre José António Monteiro. Após o seu falecimento ficou o Cónego Manuel Pinto Basaloco.
(2) A Obra Pão dos Pobres nasceu e cresceu em Toulon (França), sob os auspícios de Santo António e rapidamente se estabeleceu em um grande número de cidades da França, depois em Itália, Espanha, Portugal e outras nações da Europa. e depois em todos os continentes. Esta obra, em Macau, encontrava-se agregada à Paróquia de Sto. António e a sua administração estava a cargo do respectivo pároco.
(3) Recebeu dos seus generosos amigos e benfeitores, durante o mesmo período, a avultada soma de $ 187.421,43, contribuição sobretudo dos católicos macaenses e chineses.
(4) É muito remota a origem da concessão deste soldo, talvez se remonte às origens desta cidade. É curioso notar que este soldo esteve interrompido durante três anos, pelos meados do último quartel do século XVIII. Por esta altura pesadas tribulações caíram sobre Macau, o que levou o povo a considerar a crise como castigo pelo corte do soldo a Santo António. O que é certo é que o Senado se viu na contingência de lhe mandar «assentar a sua praça com o vencimento de Capitão da Cidade».
Informações e fotos retiradas de «Macau B. I.»,  1953 e 1955.

A propósito do filme «Caminhos Longos» que abordei em anteriores postagens (1) (2) , encontrei outra notícia relacionada com este filme no BGU (3)
Caminhos Longos” (1955), drama, 105 minutos, produção da «Eurásia Filmes», realização e argumento de Eurico Ferreira com Chung Ching, Wong How, Irene Matos, José Pedro, Joaquim Rufino e Lola Young. Estreado no Teatro Vitória no dia 23 de Novembro de 1955.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/23/noticias-23-11-1955-caminhos-longos-uma-iniciativa-arrojada-da-eurasia-filmes/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/05/07/noticia-filme-caminhos-longos/
(3) «BGU» XXXI- 1955.

THE LIVING DESERT de Walt Disney

Estreia da “colossal produção tecnicolorida” no dia 11 de Agosto de 1955 com sessões às 14.30, 19.45 e 21.45 horas.
Espectáculo para maiores de 13 anos mas durante a exibição deste filme as crianças com mais de 6 anos puderam assistir a este, nas sessões das 14.30 e 19.45 horas.
“The Living Desert” é um filme documentário de 1953 (69 minutos) dirigido e escrito por James Algar e Winston Hibler (narrador do documentário). Mostra o dia a dia dos animais do deserto do sudoeste americano na zona de Tucson (Arizona). Venceu o Oscar de melhor documentário de longa-metragem no ano de 1954.
Antes do filme, apresentação do desenho animado de 21 minutos também da Walt Disney “Bert and Me” de 1953.

BREVEMENTE
ATHENA

Um filme musical (comédia romântica) de 1954, da MGM, cujo folheto de cinema já apresentei em (1) – filme com estreia a 19 de Agosto de 1955  – com músicas de Hugh Martin and Ralph Blane e os actores: Edmund Purdom, Vic Damone, Jane Powell e Debbie Reynolds. Dirigido por Richard Thorpe. Filme com a particularidade de ter tido LEGENDAS EM PORTUGUÊS
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/02/im-memoriam-debbie-reynolds-1932-2016/
Trailers do filme “The Living Desert
https://www.youtube.com/watch?v=_bNZKu9ic4c
http://www.tcm.com/mediaroom/video/1103081/Living-Desert-The-Movie-Clip-Across-The-Face-Of-Our-Globe.html
Trailers do filme “Athena”
https://www.youtube.com/watch?v=FRUOjmJQIdM
https://www.youtube.com/watch?v=wPYI1En_arw
https://www.youtube.com/watch?v=QnEQzgUk_to
Trailers de “Ben and Me
https://www.youtube.com/watch?v=z3rHY0l5s60
https://www.youtube.com/watch?v=bXrNYo-_H1Y

No dia 7 de Julho de 1955, um engraxador encontrou numa rua da cidade objectos de oiro, no valor de alguns milhares de patacas e teve o nobre gesto de entregar o valioso achado na Polícia.

Notícia publicada no número especial dedicado ao Governador de Macau, comemorando o 4.º aniversário do seu governo. em 1955.

Um dos empreendimentos de grande envergadura a que o Exmo. Sr. Director dos Correios e Telégrafos, António de Magalhães Coutinho, dedicou todo o seu interesse, foi a construção dum bairro económico para os empregados inferiores da sua repartição, sendo neste mês de Junho de 1951, iniciada a segunda fase da construção dos novos blocos deste bairro.
O encarregado do Governo Dr. Aires Pinto Ribeiro tendo à direita a Esposa e à esquerda a Esposa do Capitão Almor Baptista, Chefe do Gabinete e António de Magalhães Coutinho, Director dos CTT, na visita que fizeram ao Bairro Económico dos Correios.
A Sra. D. Lígia Pinto Ribeiro, esposa do Encarregado do Governo, no acto de lançamento da primeira colherada de argamassa para a construção dos novos blocos do Bairro Económico dos Correios.
Fotos e artigo retirados de «MOSAICO» VOL II – 10, 1951.

BAIRRO ECONÓMICO DOS CORREIOS – FOTO DE 1955

O Bairro Económico dos C.T.T. representou, em Macau, uma obra de vincado sentido corporativo, e marcou uma orientação firme alicerçada nos princípios orientadores do estado Novo
De: MBI III-56, 1956.

O eclipse total do sol observado em Macau no dia 20 de Junho de 1955.
A foto mostra o sol focado às 12 horas e 35 minutos.

Extraído de BGU XXXI, 1955.