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No Campo da Caixa Escolar, realizou-se, no dia 28 de Janeiro de 1956, o «Interport» lusitano de Hóquei entre as equipas de honra do Hóquei Clube de Macau e do Clube de Recreios de Hong Kong, que terminou por 4 a 0, a favor da equipa local.

Os grupos contendores disputaram a Taça «Governador Esparteiro», lindo troféu oferecido pelo Governador da província, Almirante Joaquim Marques Esparteiro, há três anos. A Taça começou a ser disputada na época de 1952-53, tendo a equipa de Macau ganho nessa época, assim como nas duas seguintes.(1)

NOTA- desconheço a data do fim destes encontros desportivos anuais entre o Clube de Recreios de Hong Kong e o Hóquei Clube de Macau. Recorda-se que o governador Marques Esparteiro que iniciou seu governo em 23 de Novembro de 1951, terminou-o em 27 de Novembro de 1956.

(1) Extraído de «MBI», III, n.º 60 – Janeiro de 1956) p. 14

Ainda no âmbito do II Encontro das Comunidades Macaenses (1) e como a prática do desporto constitui parte importante no convívio social, decorreu no dia 26 de Outubro da parte da tarde, no Campo de Tap Seac, ex-libris do desporto de Macau de tantas memórias, um encontro de futebol entre a Casa de Macau em S. Paulo e os Veteranos de Macau.

Na mesma tarde e no mesmo lugar foi o hóquei em campo igualmente estrela, tendo por protagonistas a Casa de Macau em S. Paulo e o Hóquei Clube de Macau, tendo saído vencedora a equipa do Hóquei Clube de Macau por 3-1.

O evento desportivo decorreu debaixo da animação esperada com a adesão de muitos dos visitantes. (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/10/19/noticias-de-19-a-25-de-outubro-de-1996-ii-encontro-das-comunidades-macaenses-i/

(2) Fotos e texto extraídos de «Desporto 96», IDP, 1997, pp.43-44

“No âmbito de uma digressão à República Popular da China, a equipa de futebol do Sport Lisboa e Benfica deslocou-se até Macau para disputar um encontro frente à selecção macaense.

Fase movimentada do encontro com a bola a rondar a baliza da selecção local

O desafio, englobado nas actividades do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, marcou o regresso da equipa encarnada ao Território, levando o público local a comparecer em massa no Complexo Desportivo de Macau Canídromo, para um encontro em que o “Glorioso” venceu sem dificuldade, a selecção de Macau por oito bolas a zero.

Casa cheia para ver os craques

Aproveitando a presença da ilustre comitiva desportiva, o Tap Seac foi cenário de uma acção didática de divulgação da modalidade, envolvendo técnicos e jogadores da equipa encarnada com jovens jogadores das equipas de Território que mereceu elogio de todos os participantes e o aplaudo da imprensa em geral” (1)

Fase de aquecimento no Tap Seac
O categorizado Shéu Han, treinador adjunto do Benfica, ensinou aos jovens locais a arte de bem tratar o “esférico”

(1) Fotos e artigo extraídos da revista «DESPORTO 96», IDM, 1997, pp. 39-40

Para encerramento da época, realizaram-se, no dia 4 de Abril de 1952, no campo de Tap Seac, dois encontros de hóquei em campo entre as equipas A e B do Hockey Club de Macau e duas selecções da vizinha colónia de Hong Kong. A equipa B derrotou a selecção paquistanesa de Hong Kong por 5 a 3 e a equipa A de Macau perdeu, por 0 a 2, contra a Selecção de Kowloon (1)

As equipas paquistanesa de Hong Kong (camisola ás riscas horizontais) e a do Hockey Club de Macau B. (camisola escura). Ao fundo, a Escola Primária Ofcial Pedro Nolasco da Silva

Reconheço alguns dos jogadores macaenses: Amadeu Cordeiro, Fernando Nascimento, Dr. João dos Santos Ferreira, Eng. Humberto Rodrigues, (Rogério?) Lopes e (Mário Aureliano ?) Robarts,

A selecção de Kowloon que derrotou a equipa A do Hockey Club de Macau

O Hockey Club de Macau manteve nesta época desportiva (1951/52), vários encontros com equipas de Hong Kong (04-11-1951 com os Argonautas de HK; 6 e 7 -10-1951 com o Clube Recreio de HK; 16-12-1951 com o grupo Thunderbolts de HK; 06-01-1952 oficiais do exército britânico de HK; 14-01-1952 com “British Army” de HK. Em 28-01-1952, realizou-se o Interport (intercidades) do qual saíram vencedores as equipas de Macau. quer a equipa A que ganhou por 3 a 1 quer a equipa B que ganhou por 2 a 1. O treinador era o Dr. João dos Santos Ferreira

A Direcção do Hóckey (Oquei) Club de Macau em 1951/52: Presidente – António Emílio Rodrigues da Silva; Secretário – Engenheiro Humberto Rodrigues; Tesoureiro- Herculano Silvânio da Rocha; Vogais- FrPero Hydederico Nolasco da Silva e Pedro Hyndman Lobo

(1) Texto e fotos extraídos de «Mosaico», IV-21/22 de Maio e Junho de 1952,

“A rua chique ainda era a Rua Central, para onde se subia depois da missa das onze na Sé, aos domingos, para conhecer as “novidades” expostas nas lojas dos “mouros”. Na “Royal Silk Store” de J. H. Bejonjee, vendia-se seda riscada para camisas a $1,08 a jarda, o mesmo acontecendo com crepe de seda pesado; o crepe da China estampado custava $1,30 a jarda; o crepe de setim pesado $2,00 a jarda. Camisas de seda Fuji para homem custavam $3,50 cada e pijamas de seda Fuji para homem $4,50 cada. Os preços nas lojas vizinhas do “mouro” Elias e do “mouro” Haaji ficavam uma pela outra. E havia quem se lamentasse do custo de vida!

Para benefício da elegância das senhoras de Macau, depois que Miss Dina Rosemberg exibira, com grande sucesso, lindos vestidos no Hotel Riviera, em Dezembro do ano anterior, surge, entre nós, Madame Lebon, uma francesa imponente e refinada, que abre um atelier, salvo erro de informação, na loja “Paradis des Dames”, à Praia Grande. É claro que o melhor da sociedade macaense acorreu ao atelier e começou a vestir-se à moda de Madame Lebon, que ditou cartas, desdenhou as costureiras caseiras do burgo e pontificou com o seu prestígio parisiense, para grande arrelia das algibeiras dos maridos e dos papás. Quando alguém titubeava quanto ao preço, Madame Lebon alçava o queixo e rematava em tom profundamente superior: – “Este vestido não é para toda a gente“.

O Carnaval, caído entre fins de Fevereiro e princípio de Março, era particularmente retumbante. Já não havia a guerra nem a meningite para ensombrar os ânimos. “A Voz de Macau”, ao relatar os festejos dos clubes, os cortejos das “tunas” e os “assaltos” em casas particulares, usava um tom alegre e brejeiro que traduzia a despreocupação da época, passados os pesadelos.

Por isso é que ninguém pareceu ligar às eleições na Alemanha, onde triunfou o partido nazi e subiu ao poder um nome praticamente desconhecido, Adolfo Hitler. A notícia veio publicada em 6 de Março, mas passou-nos indiferente. A imprensa local e de Hong-Kong preocupou-se mais com o famoso julgamento, na colónia vizinha, de Cheong Kwok Yau, um playboy chinês e, parece, filho único de pais milionários, que assassinara outro milionário, George Fung. Fora um crime passional que apaixonara a opinião pública, mesmo a estrangeira, e tanto na defesa como na acusação estavam envolvidas as mais prestigiosas figuras da advocacia inglesa.

O ano de 1933 ficou marcado, no futebol, pela luta renhida de dois grupos rivais, o Argonauta e o Tenebroso, que travaram o seu primeiro desafio em 7 de Fevereiro. Venceu o Argonauta por três bolas a duas num desafio memorável, disputado com alma, genica e intenso espírito desportivo

Mas é no hóquei que Macau marca os seus melhores tentos, adquirindo fama por todo o Extremo Oriente. Entra-se na idade de ouro daquela modalidade desportiva. Praticamente todos os domingos, grupos de Hong-Kong deslocam-se ao campo de Tap Seac. O treino dos nossos rapazes é tão eficiente que Hong-Kong apenas leva daqui derrotas. Toda esta preparação dá como resultado poder-se defrontar no ano seguinte a fortíssima selecção da Malaia. Os nossos “ases” do hóquei tornam-se ídolos da mocidade. Todos os garotos sonham poder exibir um dia as suas habilidades no relvado verde do Tap Seac e receber as mesmas aclamações… (…)”

Extraído de FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau.

Convite à População do Governador da Província de Macau, Manuel Firmino de Almeida Maia Gonçalves, de 3 de Abril de 1926,  (1) para a comemoração militar do oitavo aniversário da Batalha do Lys “data fixada para a comemoração do esforço de Portugal na Grande Guerra e para a prestação de homenagem àqueles que, ao serviço da Pátria, perderam as vidas”.
A cerimónia militar realizou-se de tarde pelas 15H00 no Campo Desportivo de Tap Seac com a presença das Unidades da Guarnição em parada (700 homens) e um minuto de silêncio, marcado por dois tiros que foram dados pela Fortaleza do Monte, além das alocações proferidas pelo Governador e o Bispo de Macau, D. José da Costa Nunes. Terminou o acto com uma salva de 21 tiros.
De manhã houve missa cantada na Sé Catedral. Sobre este mesmo acontecimento, ver ainda relato do Padre Teixeira, postado em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/09/historia-9-de-abril-de-1926/
Manuel Firmino de Almeida Maia Gonçalves, (2) oficial do estado maior, governador de 18-10-1925 a 22-07-1926, demitido do cargo pela ditadura militar Foi o último Governador da 1.ª república. Devido à revolução militar de 28 de Maio de 1926, com implantação da ditadura de Marechal Gomes da Costa, ficou o governo interino de 1-08-1926 a 8-12-1926 a cargo do Vice-Almirante e engenheiro hidrógrafo  Hugo Carvalho de Lacerda Castelo Branco, (3) até à nomeação do governador Artur Tamagnini de Sousa Barbosa (apoiante entusiasta do golpe), pela 2.ª vez,  em 8-12.1926.
Maia Magalhães era um democrata, esteve contra a “Monarquia do Norte”, tendo-se distinguido na defesa de Chaves contra as tropas de Paiva Couceiro e mais tarde esteve no “Corpo Expedicionário Português” que combateu em França na “Primeira Grande Guerra Mundial”. Participou, em 1931, na fracassada “revolta da Madeira” contra a ditadura, sendo então preso. Morreria no ano seguinte. (4)
(1) Publicado no «BOGPM» n.º 14 de 3 de Abril de 1926.
(2) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-maia-magalhaes/
(3) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hugo-lacerda-castelo-branco/
(4) Sobre essa época, aconselho leitura do artigo de João Guedes, no seu blogue «Tempos do Oriente» em:
https://temposdoriente.wordpress.com/2010/07/

Extraído de «BGC» XIV-153, Março de 1938.

Realizou-se nos dias 6 e 7 de Outubro um intercâmbio desportivo entre os portugueses de Hong Kong e Macau, tendo sido disputados com grande animação e concorrência, os diversos desafios de hóquei em campo, ténis e bridge.
Macau saiu vencedora em ténis e hóquei em campo mas perdeu no bridge.
O Encarregado do Governo e esposa assistiram interessados ao desafio de hóquei em campo entre os grupos de Hong Kong e Macau, no campo do Tap Seac.
O grupo de honra do Hockey Club de Macau que derrotou o grupo visitante por 2 a 0
De pé (da esqª para dtº) Herculano da Rocha, , Augusto Jorge, César Capitulé, José Vítor do Rosário, Armando Basto, Humberto Rodrigues
1.ª fila: Luís da Cunha, Frederico Nolasco da Silva, Lourenço Ritchie, Fernando Marques Marques, Albertino Almeida
Os grupos de 2.ªs categorias do Clube de Recreio e Hockey Club de Macau
O vice-cônsul de Hong Kong, sr. Fernando Ribeiro, entregando a Taça Brazão ao Sr. António de Melo, capitão do Ténis Civil de Macau que derrotou o Club de Recreio de Hong Kong por 8 a 1.
Os numerosos convivas que participaram no jantar de confraternização
O representante do grupo de Hong Kong, Sr Jackie Noronha, agradecendo a hospitalidade de Macau.
Extraído de «Mosaico» III-15/16,1951

Hóckey (Oquei) Club de Macau – Direcção (Anuário de Macau 1951/52)
Presidente : António Emílio Rodrigues da Silva
Secretário: Engenheiro Humberto Rodrigues
Tesoureiro : Herculano Silvânio da Rocha
Vogais: Frederico Nolasco da Silva e Pedro Hyndman Lobo

Ténis Civil – Direcção (Anuário de Macau 1951/52)
Presidente – Dr Cassiano C. de Castro Fonseca
Secretário: Eduardo Batalha da Silva
Tesoureiro Armando Rodrigues da Silva.

Existiu uma Associação de Bridge de Macau, que teve como presidente foi Frederico Nolasco da Silva, mas não consegui determinar com exactidão a data da sua existência.

Henrique de Senna Fernandes nas suas memórias de Macau de 1934 descritas nos artigos “Cinema em Macau” , recordava:
A Primavera de 1934 foi assinalada por um acontecimento de máximo relevo para a vida desportiva de Macau – a vinda do famoso team de hóquei da Malaia, considerado o melhor do Extremo Oriente e, na sua modalidade, um dos melhores do mundo. A notícia foi acolhida com natural alvoroço e enorme expectativa e, durante semanas, não se falou doutra coisa. Era nos clubes, na rua, nos adros das igrejas, ao Domingo, e na mesa, quando a família se reunia para as sacramentais refeições.
A estadia dos malaios em Hong-Kong nos primeiros dias de Abril foi coroada de duas vitórias para a equipa visitante. Um grupo civil foi vencido por 3-2 e a selecção de Hong-Kong sofrera uma pesada derrota por 4-2. Como se ia portar o Macau Hóquei Clube, perante a incontestável força dos malaios, era pergunta que pairava em todas as bocas. Em 9 de Abril, realizou-se o grande jogo Macau-Malaia, no campo de Tap Seac, perante cinco mil espectadores, número que julgamos nunca mais ter sido excedido. A população portuguesa de Macau concentrou-se em peso, para apoiar os seus rapazes, vendo-se no campo pessoas que normalmente mal saíam das suas casas. Antes do jogo, reparou-se que os membros da equipa macaense não tinham a constituição física dos malaios, mas marcavam pela sua juventude e confiança.
Logo no início do jogo, se notou que as equipas se igualavam, embora os malaios se mostrassem mais experientes. Foi um certame inesquecível para todos quantos o presenciaram. Se alguma vez o hóquei atingiu as alturas de verdadeira arte foi naquele dia, num jogo intenso de vibração de alma, uma mistura de elegância e de virilidade, em todos, de parte a parte, havendo a determinação de vencer.
Macau perdeu por uma bola a zero, mas a vitória da Malaia não foi líquida, deixando dúvidas. É que o árbitro malaio anulou dois goals nossos, o último dos quais, segundo a maioria esmagadora dos espectadores e o consenso dos nossos jogadores, fora absolutamente limpo. Não foi de admirar a reacção hostil de um sector dos espectadores no fim do jogo contra o árbitro. Um empate teria sido mais justo, pela forma como ambas as equipas jogaram.
Do desafio, transcrevemos parte do artigo de Adelino da Conceição, em “A Voz de Macau” de 10 de Abril:
“Como jogo e como espectáculo não encontro positivamente termos nem adjectivos para o classificar.
Inventem os leitores os adjectivos que quiserem, compulsem livros e dicionários, que todos os termos encomiásticos podem ser justamente aplicados àquele espectáculo inolvidável.
Jamais Macau registou, nos anais da sua vida desportiva, um triunfo semelhante. É o triunfo do desporto, da mocidade, da vida, do movimento e da cultura do corpo. Fosse Macau uma terra maior, eu faria uma descrição o mais possivelmente circunstanciada do jogo. Mas julgo desnecessário. Todo o Macau hoquista esteve no campo, todos viram e vibraram inteiramente com o espectáculo que não hesito em classificar o mais belo que tenho visto.
A impressão de beleza inesquecível ficou gravada no espírito do público e dos jogadores. Esta é, igualmente, a que está gravada no meu”.
O team de Macau, o que classificamos de “linha de ouro” do hóquei de Macau, isto sem desdouro para outros grandes hoquistas que mais tarde surgiram, era constituído pelos seguintes componentes que enumeramos do guarda-redes ao ponta esquerda:
César Capitulé (Almada); Jacinto Rodrigues e Manuel Pinto Cardoso; Lino Ferreira, João dos Santos Ferreira e Alexandre Airosa (Chane); Frederico Nolasco da Silva, Fernando Ramalho, Pedro Ângelo, Rui Hugo do Rosário, Amílcar Ângelo.
O desporto local viveu uma das horas mais brilhantes da sua existência com este desafio ímpar.
FERNANDES, Henrique de Senna  – Cinema em Macau (1932-1936). Revista de Cultura N.º 23 (II Série) Abril/ Junho 1995. Instituto Cultural de Macau, pp. 133-170.

No mês de Fevereiro,de 1952,  a selecção do soft-ball de Macau visitou Hong Kong, onde saiu vitoriosa em dois encontros disputados.

A selecção de soft-ball de Macau que prestigiou em Hong Kong o desporto local

Dessa colónia vizinha veio a Macau  também no mês de Fevereiro de 1952, uma equipa de hóquei em campo composto de estudantes do Colégio Kadouri (1) que defrontou a equipa de juniores do Hockey Club de Macau, no campo de Tap Seac.

A equipa do Colégio Kodouri  que foi derrotada por 0 a 1 num encontro com a equipa de juniores do Hockey Club de Macau

Informações e foto recolhidas de «Mosaico», IV-19 e 20, 1952.
(1) O Colégio “Kadoorie” (hoje “King´s College”) foi fundado por Sir Ellis Kadoorie (1865 – 1922), judeu, negociante e filantropo, membro da família Kadoorie (2) originária de Bagdad (Iraque) com grandes negócios no Médio Oriente, Índia e China e  Hong Kong. (3)
O Colégio foi fundado em 1891 com o nome de ‘The Ellis Kadoorie School for Indians’, a primeira escola em Hong Kong  onde o “hindi” e o “urdu” foram incluídas no curriculum escolar. Durante a II Grande Guerra esteve fechada e  reabriu em 1946 com ensino em inglês e chinês. Em 1960. o nome foi alterado para “Sir Ellis Kadoorie School”
Actualmente permanece no local original a secção “Sir Ellis Kadoorie Primary School”, construída em 1980 e a secção “Sir Ellis Kadoorie Secondary a School” mudou.se para Oeste de Kowloon em 2000.
(2) Um dos membros da família, Lawrence Kadoorie, (1899-1993) também industrial, hoteleiro e filantropo em Hong Kong, foi o que contribuiu para terminar a construção da Sinagoga Kadoorie dos Anusim/Marranos (4)  da cidade do Porto (Portugal) mais conhecida como a Sinagoga do Porto /Museu Judaico do Porto na Rua Guerra Junqueiro em 1929 e inaugurada em 1938 ( a maior sinagoga da Península Ibérica e Sudoeste Europeu)
https://en.wikipedia.org/wiki/Kadoorie_family

Sinagoga do Porto /Museu Judaico do Porto

(3) https://en.wikipedia.org/wiki/Ellis_Kadoorie
(4) História dos Marranos – judeus que viviam na Península Ibérica e que foram convertidos (ou forçados a converterem) ao Cristianismo durante a Idade Média, em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Marrano