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No XI torneio intercidades de futebol entre Hong Kong e Macau, realizado em Macau, no Campo Desportivo «28 de Maio», a selecção de Macau derrotou, brilhantemente, a equipa representativa da colónia vizinha por 3 a 0.

A selecção de Macau que triunfou contra a forte selecção de Hong Kong
A briosa selecção de Hong Kong

Fotos extraídos de «MOSAICO», IV-21/22 de Maio e Junho de 1952

“O grande acontecimento social de Macau em 1933 foi a inauguração do Edifício da União Recreativa, à Areia Preta, junto do Hipódromo, a 25 de Março.

Temos a descrição do imóvel, relatado em “A Voz de Macau”: “O elegante edifício, de linhas sóbrias e bem lançadas, é bastante amplo. No terreno vasto que lhe pertence, onde, à direita, existe já um parque para estacionamento de automóveis, ficarão instalados os campos de Futebol, Ténis, Golf, Basket-Ball, Hockey, e ainda um Parque Infantil para diversão dos filhos dos sócios, estando a Direcção envidando os seus melhores esforços para conseguir a realização duma ampla piscina”.

A Sociedade da União Recreativa foi fundada em 1924 por um grupo de macaenses que se reuniam para tocar música. Eram uns vinte e, entre eles, destacamos, sem desdouro para outros, António Ferreira Batalha, Paulino A. da Silva, Pedro e Alberto Ângelo e António Galdino Dias. Do entusiamo destes vinte, nasceu a ideia de criar um Centro Musical. Pouco a pouco, pelo dinamismo dos fundadores, o número de sócios aumentou, chegando a duzentos, número importante em relação à exiguidade da população portuguesa no Território. Agora já não era apenas um centro musical, mas também um centro recreativo e desportivo. O grupo representativo da União Recreativa, no futebol, era importante nos fins dos anos 20 e só foi dispersado quando rivalidades internas levaram os seus componentes a agruparem-se no Argonauta e no Tenebroso. Não havia sede nem instalações adequadas para comportar tamanho número de sócios. As festas e outras iniciativas exigiam um novo prédio. Mais uma ideia brilhante nasceu: o plano duma espécie de country club, fora de portas, em sítio calmo e ameno, onde a Sociedade pudesse dar largas às suas actividades. A Areia Preta era então um local ideal, pelo seu sossego, pelo ar de praia que ainda possuía. É preciso lembrar que a cidade morria na orla da avenida Horta e Costa; e, dali para o mar e para a Porta do Cerco, havia apenas algumas casas, tipo vilas, o Canídromo, o Hipódromo, aldeamentos chineses e imensos terrenos baldios. A Sociedade teve o apoio incondicional do Governador Tamagnini Barbosa. O Governo subsidiou, também a Associação dos Proprietários do teatro D. Pedro V, e outros vieram da iniciativa privada.

Ficou-nos na memória a festa da inauguração. Ainda nos lembramos de ver muita gente e estarmos à frente duma mesa pejada de iguarias e guloseimas, dum riquíssimo “chá gordo”. Discursaram o Presidente da Sociedade, António Ferreira Batalha, o Encarregado do Governo, Rocha Santos, e o Dr. Américo Pacheco Jorge, como representante da mais antiga agremiação macaense, o Clube de Macau. “A Voz de Macau” remata o seu artigo de 26 de Abril, com as seguintes palavras:

“Seguiu-se a assinatura da acta da inauguração, após o que numerosas pessoas assistentes dispersaram pelo amplo edifício e campos adjacentes, formando aqui e além pequenos grupos de cavaqueira, enquanto outros, os apreciadores de danças, iniciando a série de fox-trots, steps, valsas, etc., enlaçavam as gentis senhoras e meninas, danças que se prolongaram até cerca das 21 horas, com muito pesar dos fervorosos que desejariam que elas se prolongassem pela noite adiante. Mas Roma e Pavia não se fizeram num dia; e, como outras interessantes e simpáticas festas decerto se hão-de seguir, tirarão então a desforra…”

Não nos lembramos de ter havido campos de futebol, hóquei, golfe e basquetebol. Nem a piscina projectada. O que houve e tivemos ocasião de presenciar, foram as grandes partidas de ténis nos seus courts arejados e de vista ampla. A vida da União Recreativa foi brilhante nos primeiros anos, com festas e outras actividades que ficaram notáveis. Decaiu nos anos de 30 para reviver com a Guerra do Pacífico, sob outro nome – o Clube Melco. Mas este assunto será tratado noutra ocasião.

FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau. Disponível para leitura em: ttp://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30023/1797

“A rua chique ainda era a Rua Central, para onde se subia depois da missa das onze na Sé, aos domingos, para conhecer as “novidades” expostas nas lojas dos “mouros”. Na “Royal Silk Store” de J. H. Bejonjee, vendia-se seda riscada para camisas a $1,08 a jarda, o mesmo acontecendo com crepe de seda pesado; o crepe da China estampado custava $1,30 a jarda; o crepe de setim pesado $2,00 a jarda. Camisas de seda Fuji para homem custavam $3,50 cada e pijamas de seda Fuji para homem $4,50 cada. Os preços nas lojas vizinhas do “mouro” Elias e do “mouro” Haaji ficavam uma pela outra. E havia quem se lamentasse do custo de vida!

Para benefício da elegância das senhoras de Macau, depois que Miss Dina Rosemberg exibira, com grande sucesso, lindos vestidos no Hotel Riviera, em Dezembro do ano anterior, surge, entre nós, Madame Lebon, uma francesa imponente e refinada, que abre um atelier, salvo erro de informação, na loja “Paradis des Dames”, à Praia Grande. É claro que o melhor da sociedade macaense acorreu ao atelier e começou a vestir-se à moda de Madame Lebon, que ditou cartas, desdenhou as costureiras caseiras do burgo e pontificou com o seu prestígio parisiense, para grande arrelia das algibeiras dos maridos e dos papás. Quando alguém titubeava quanto ao preço, Madame Lebon alçava o queixo e rematava em tom profundamente superior: – “Este vestido não é para toda a gente“.

O Carnaval, caído entre fins de Fevereiro e princípio de Março, era particularmente retumbante. Já não havia a guerra nem a meningite para ensombrar os ânimos. “A Voz de Macau”, ao relatar os festejos dos clubes, os cortejos das “tunas” e os “assaltos” em casas particulares, usava um tom alegre e brejeiro que traduzia a despreocupação da época, passados os pesadelos.

Por isso é que ninguém pareceu ligar às eleições na Alemanha, onde triunfou o partido nazi e subiu ao poder um nome praticamente desconhecido, Adolfo Hitler. A notícia veio publicada em 6 de Março, mas passou-nos indiferente. A imprensa local e de Hong-Kong preocupou-se mais com o famoso julgamento, na colónia vizinha, de Cheong Kwok Yau, um playboy chinês e, parece, filho único de pais milionários, que assassinara outro milionário, George Fung. Fora um crime passional que apaixonara a opinião pública, mesmo a estrangeira, e tanto na defesa como na acusação estavam envolvidas as mais prestigiosas figuras da advocacia inglesa.

O ano de 1933 ficou marcado, no futebol, pela luta renhida de dois grupos rivais, o Argonauta e o Tenebroso, que travaram o seu primeiro desafio em 7 de Fevereiro. Venceu o Argonauta por três bolas a duas num desafio memorável, disputado com alma, genica e intenso espírito desportivo

Mas é no hóquei que Macau marca os seus melhores tentos, adquirindo fama por todo o Extremo Oriente. Entra-se na idade de ouro daquela modalidade desportiva. Praticamente todos os domingos, grupos de Hong-Kong deslocam-se ao campo de Tap Seac. O treino dos nossos rapazes é tão eficiente que Hong-Kong apenas leva daqui derrotas. Toda esta preparação dá como resultado poder-se defrontar no ano seguinte a fortíssima selecção da Malaia. Os nossos “ases” do hóquei tornam-se ídolos da mocidade. Todos os garotos sonham poder exibir um dia as suas habilidades no relvado verde do Tap Seac e receber as mesmas aclamações… (…)”

Extraído de FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau.

Das crónicas de Henrique de Senna Fernandes: “O Cinema em Macau – II, 1930-31,  A Emoção do Sonoro”, relativo ao desporto em Macau, no mês de Novembro de 1929.

 “No capítulo de desporto, havia uma actividade intensa. No campal começava, ainda incipiente, a preparar-se a grande geração dos hoquistas que tanto honrariam Macau. O futebol era marcado pelo “Argonauta”, pelo “Tenebroso” e pelo “team” da Sociedade União Recreativa. Mas foi o ténis que se impôs, com os campeonatos do Ténis Civil e do Ténis Militar e o Grande Torneio de Ténis Xangai-Macau.

Este torneio de ténis, entre Xangai e Macau, realizado em fins de Novembro de 1929, não foi propriamente um despique entre as duas cidades, pois os tenistas visitantes emparceiraram com os nossos em quase todas as partidas. Os tenistas de Xangai eram Mlle. Telma Colaço, Raúl Canavarro (campeão de Xangai), Gordon Lum e Paul Kong, tendo estes dois representado a China no “Davis Cup”. Os tenistas de Macau que participaram nos jogos do Ténis Civil foram Mlle. Emília Figueiredo, D. João de Vila Franca (campeão de Portugal), José Maria de Senna Fernandes, António Melo, Raúl Xavier e Alberto Jorge. Os desafios marcaram, não só pelo vigor empenhado, como também pela elegância desportiva manifestada. A mais impressionante partida que delirou a assistência, foi o despique Portugal-China; dum lado, Raúl Canavarro e D. João de Vila Franca, e doutro, os chineses do “Davis Cup”. Ganhou a China, após luta brava.

Os visitantes conheceram o melhor da hospitalidade macaense. Começou o programa com uma recepção no Clube de Ténis da Areia Preta, onde se realizaram alguns encontros amigáveis. Houve no dia seguinte um passeio a Tong Ká (China), um porto piscatório, a 50 quilómetros, a nordeste de Macau. Os desafios propriamente ditos, tiveram lugar, durante dois dias, no Ténis Civil, terminando o programa com um jantar muito elegante no Hotel Riviera. Os visitantes ainda se demoraram mais alguns dias, a convite doutros clubes de ténis, como o Ténis Militar, o Ténis Naval, etc.. Por último, houve a desforra Portugal-China, com os mesmos parceiros, terminando com a vitória da China, que não foi fácil.”

“Promovidos pela Delegação de Macau da Cruz Vermelha Portuguesa, de colaboração com a Associação de Futebol em Miniatura de Macau, realizaram-se, nos dias 21 e 22 de Agosto, no Campo Desportivo da Praia Grande (depois denominado Campo dos Operários), dois encontros de futebol em miniatura com o fim de angariar fundos para as obras de beneficência da referida Delegação. Deslocou-se a Macau, nessa altura, a equipa do Departamento de Comércio e Indústria de Hong Kong, ou à chinesa «Kong Seng», que aqui defrontou, no primeiro dia, contra o Grupo Desportivo «Negro-Rubro» e, no segundo, contra o «Leng I» Futebol Clube. Frente ao forte agrupamento do «Negro Rubro» a equipa do Departamento de Comércio e Indústria saiu derrotada por 6 a 2, patenteando o grupo local a sua indiscutível superioridade numa exibição que a todos agradou.

Os componentes dos grupos «Negro-Rubro» e «Kong Seng» com os seus dirigentes e o presidente da Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa.

Constituída por jovens e franzinos jogadores, a equipa do «Negro Rubro» é ainda assim das melhores que Macau pode apresentar, sendo de salientar o seu grande espírito de luta e a excelente técnica do seu jogo combinado. O grupo visitante, sem dúvida, um dos melhores da vizinha colónia britânica, apesar dos seus esforços, pouco conseguiu frente a um adversário bem mais forte e enérgico. As bolas do grupo local foram marcados por Augusto Rocha (3), Rogério Assis (2),  e João Rocha (1). Chau Kit e Iong Lam forma os marcadores dos goals de Hong Kong.

No dia seguinte, 22 de Agosto, a equipa do Departamento de Comércio  e Indústria empatou com a equipa «Leng I» por 2 a 2, após uma exibição que, apesar de não ter sido melhor nem tão boa como a primeira, não deixou de agradar. Sio Mou Sam e Lok Man Vai marcaram as bolas do grupo local, tendo as de Hong Kong sido obtidas por intermédio de Iong Lam e Lei Kuong Hong. Extraído de «MBI» II-26 de 31 de Agosto de 1954. P. 13

NOTA: No ano de 1954 os Corpos Gerentes da Delegação de Macau da Cruz Vermelha Portuguesa, eram: Presidente: Dr. Alberto Pacheco Jorge; Vice-presidente: Dr Adolfo Adroaldo Jorge; Secretário: Joaquim Morais Alves; Tesoureiro: Francisco Xavier da Cruz Hagatong; Vogais: Dr. Fernando H. L. Maciel, Tenente Manuel Nunes Vieira, Lee Pou Lin, e Hermann Machado Monteiro.I

Do Grupo Desportivo «Negro-Rubro»: Presidente: Carlos Augusto Correia Pais de Assunção; Vice-presidente: Jorge Alberto Alves Estorninho; Secretário: Romeu Xavier; Tesoureiro: Luís Atanázio da Rocha; Vogais: Napoleão da Guia de Assis e Augusto Gonçalves e Director Desportivo: Manuel Dimas Pina.

Um misto de futebolistas de Hong Kong veio a Macau, na última semana de Maio sendo no primeiro encontro batido pelo Grupo Desportivo da Polícia por 3 a 1 e, no segundo, por um misto local, por 4 a 1.

As equipas do Grupo Desportivo da Polícia e do Misto de Hong Kong
Os dois mistos de Macau e Hong Kong, antes do seu encontro

Extraído de «MOSAICO» VOL. IV n.º 21 e 22 1952,

Extraído de «BGU» XLV – 523/524, 1969

Segundo o sítio do clube, «Odense Boldklub» (1) a assistência em Macau foi de 10,000.
Fui um dos espectadores (mas duvido que tenha estado a assistir 10 000 pessoas). Infelizmente já não me recordo dos jogadores de Macau que participaram neste encontro.
O clube fez um “tour asiático” de 12 de Fevereiro a 4 de Março de 1969 com a seguinte comitiva e resultados: (2)
Treinador: Jack Johnson
Jogadores: Mogens Therkelsen, Poul Johansen (goalkeepers), Jens Høj, Eskild Stasiak, Jens Plambech, Bjarne Nielsen, Curt Hansen, Erling Rasmussen, Preben Hjorth, Steen Rømer, Kurt Christensen, Ole Petersen, Hans Rasmussen, Berner Ladegaard, Henrik Kamp Madsen, Flemming Rasmussen, John Christensen.
THAILAND: 14-02-69 – Bangkok – selecção da Tailândia (1-3 OB) (Espectadores: 8,000)
HONG KONG: 17-02-69 – Hong Kong – League XI (1-0 OB) (Espectadoes: 28,000]
19-02-69 – Hong Kong (1-1 OB- Steen Rømer marcou pelo OB]
22-02-69 – Selecção Chinesa (0-0 OB) (espectadores: 25,000]
MACAU: 23-02-69 – selecção de Macau (0-0 OB) (espectadores: 10,000]
HONG KONG: 24-02-69 – Equipa de Sing Tao (0-2 OB -John Christensen x2)  (10,350)
CAMBOJA: 25-02-69 – Phnom Penh: selecção do Cambója (0-1 OB -John Christensen)
27-02-69 – Phnom Penh: Camboja (XI 3-0 OB)
MALÁSIA: 01-03-69 – Kuala Lumpur: selecção do Selangor (1-3 OB)
(1) O clube «Odense Boldklub» da Superliga Dinamarquesa, com sede em Odense, foi fundado em 1887 com o nome de «Odense Cricketklub», (club de cricket) que em 1889 alterou o nome para o actual quando se juntou o departamento de futebol e do ténis.
Em 1969 militava na 2.ª divisão. Em 1975 foi promovido à 1. Divisão onde se mantém actualmente, chamada de Superliga dinamarquesa.
Títulos conquistados:
Campeonato Dinamarquês: 3 vezes (1977, 1982 e 1989).
Vice-Campeonato Dinamarquês de Futebol: 4 vezes (1951, 1983, 1993 e 2009).
Copa da Dinamarca: 5 vezes (1983, 1991, 1993, 2002 e 2007).
Vice-Campeonato da Supercopa da Dinamarca: 1 vez (2002). (1)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Odense_Boldklub
(2) http://www.rsssf.com/tableso/ob-eastasia69.html

“Na última semana de Janeiro de 1952 esteve em Macau, no Campo Desportivo 28 de Maio, a forte equipa chinesa de futebol “Kit Chee”, de Hong Kong, (1) reforçada com vários elementos do famoso “Sing Tao”, (2) que não obstante a actuação de oito internacionais olímpicos, foi batido por 3 a 0 pelo Grupo Desportivo da Polícia.” (3)
O “Sing Tao Sports Club Limited” foi um clube de futebol de Hong Kong (1940 a 1999) com predominância nas décadas de 40 e 50 (século XX) principalmente e  que forneceu em 1948 (Jogos Olímpicos em Londres) 9 jogadores para integrar a equipa olímpica de futebol da República da China (4)
Os jogadores do“ Sing Tao SC” que participaram nesses jogos foram:
Chang King Hai (avançado); Zou Wenzhi (médio); Zhu Yongqiang (avançado); Hau Yung Sang (defesa); Ho Ying Fun (avançado); Liu Songsheng (médio); Song Lingssheng (médio): Chu Chi Shing (guarda-redes) ; Fung King Cheong ; Lai Shiu Wing  (avançado)

Tchiu-Fu, defesa direito da Polícia desfazendo uma jogada do olímpico Chiang Kam Hoi (5)
António Anok, (6) defesa esquerdo da Polícia em luta com o extremo direito olímpico Ho Ying Fan (7)

(1) A equipa de futebol da “Kitchee Sports Club” – 傑志體育會”, baseada em  Kowloon, foi fundada em 1931 e durante estes anos até agora, permanece na 1.ª divisão do futebol (profissional) de Hong Kong, sendo campeão em 9 épocas. Desde 2010, conquistou o campeonato seis vezes, foi segundo em dois anos.

Foto da equipa “Kitchee” em Macau no ano de 1959, num encontro de futebol para fins de caridade

https://en.wikipedia.org/wiki/Kitchee_SC 

(2) O Clube de futebol “Sing Tao Sports Club Limited” – 星島體育會  (propriedade de “Sing Tao Limited”, uma empresa que englobava o jornal “Sing Tao Daily”, agência de notícias e rádio “Sing Tao Chinese Radio”) – foi fundado em 1940 por Aw Hoe, director do “Sing Tai Daily” e dissolvido em 1999. Iniciou o campeonato na época 1940-41 e permaneceu sempre na 1.ª divisão (excepto em duas épocas na 2.ª divisão: 1962-63 e 1972-73). O Clube tornou-se profissional em 1968-69.
https://en.wikipedia.org/wiki/Sing_Tao_SC
(3) Extraído de «Mosaico» III-17/18 de Janeiro/Fevereiro de 1952.
(4) Em 1948, a República da China (de 1924 a 1948 com este nome) participou nos Jogos Olímpicos de Londres, com 31 atletas competindo em seis desportos em Londres. No dia 2 de Agosto de 1948, a equipa de futebol (composta maioritariamente por jogadores de Shanghai que participavam no campeonato de Hong Kong sendo 10 deles jogadores chineses que pertenciam ao clube “Sing Tao” de Hong Kong) foi eliminada logo na 1.ª ronda perdendo com a Turquia por 4-0.
Quando os jogadores regressaram à China encontraram o país numa guerra civil. Quando acabou a guerra a equipa de futebol encontrava-se dividida. Nos jogos Olímpicos de uns jogadores” pela retomou a participação olímpica, os chineses apresentaram-se com duas entidades: “Chinese National Football” e “China National Football depois denominada “Chinese Taipei National Football”.
A República Popular da China estreou-se nos Jogos Olímpicos de 1952 (Helsínquia – Finlândia) com uma equipa de futebol, outra de basquetebol e um atleta na natação. No entanto só este competiu pois os jogadores de futebol e basquetebol chegaram atrasados aos jogos marcados, por falta de ligação entre Beijing (recorda-se que a RPC fundou-se em 1949) e a Finlândia. A equipa de futebol foi convidada pela organização para dois encontros amigáveis, Os atletas estiveram 10 dias e assistiram à cerimónia de encerramento.
Em 1952, Hong Kong participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos, então como uma colônia inglesa, com 4 atletas Hong Kong participou de todas as edições dos Jogos Olímpicos de Verão desde então, exceto pelo boicote em 1980, e também participou dos Jogos Olímpicos de Inverno desde 2002.
Hong Kong e Macau estão filiados na FIFA desde 1954 e 1978 respectivamente.
https://en.wikipedia.org/wiki/Football_at_the_1948_Summer_Olympics
https://en.wikipedia.org/wiki/Hong_Kong_at_the_1952_Summer_Olympics
(5) Chang King Hai ou Cheong Kam-hoi – 張金 – futebolista profissional do clube “Sing Tao SC” começou a sua carreira em Shanghai e após a 2.ª Guerra Mundial fixou residência em Hong Kong e participou nos Jogos Olímpicos de Londres em 1948 pela equipa Nacional Chinesa. Representou depois Hong Kong em 1949 num encontro “Interport Hong Kong–Vietnam” em Saigão.
https://en.wikipedia.org/wiki/Chang_King_Hai
(6) Creio tratar-se de António de Jesus Choi Anok que chegou a Chefe de esquadra na Polícia de Segurança Pública.
(7) Ho Ying Fun (1921-2002) – 何應芬 – foi futebolista profissional no clube “Sing Tao SC” e depois treinador. Nascido em Hong Kong, representou a República da China, integrado na equipa de futebol que participou nos Jogos Olímpicos de 1948 e depois a República da China (Taiwan) em 1954 e 1958 nos Jogos Asiáticos, e 1956 e 1960 na Taça Asiática. Representou também Hong Kong num Torneio amigável em 1957 na Malásia. Foi treinador da equipa nacional da China (Taiwan) em 1966, do Laos e de Hong Kong.
https://en.wikipedia.org/wiki/Ho_Ying_Fun

No dia 27 de Setembro de 1950, efectuou-se no Campo Desportivo 28 de Maio, um festival organizado pelas colectividades (recém criadas nessa data) Sporting Clube de Macau e Sport Benfica e Macau. A festa, que foi patrocinada por uma Comissão de Honra, composta das entidades mais representativas da Colónia e presidida pelo governador, Comandante Albano Rodrigues de Oliveira., compôs-se de três partes.
Na primeira jogou-se um desafio de futebol entre o Sporting e o Benfica que fizeram a primeira apresentação em público. O jogo terminou empatado a uma bola.

O obstáculo menos agradável: a prancha

A 2.ª parte foi constituída por uma prova de gincana – automóvel. Entre os 17 concorrentes foi vencedor o par Dr. Gustavo Nolasco da Silva e Maria Teresa Ribeiro, representando o Automóvel Clube de Portugal, o qual gastou na prova o tempo “record” de 4m09s.

Outro obstáculo: a cancela e o bode.

Por último, procedeu-se à distribuição de prémios aos capitães das equipas, jogadores e vencedores da gincana
Extraído de «Mosaico» I-2,  Outubro de 1950.

Este acontecimento foi também noticiado, em Portugal, no «BGC», de Novembro de 1950.

Com o fim de comemorar o restabelecimento do «Sporting Club de Macau», efectuaram-se, nos dias 13 e 16 de Setembro de 1951 dois interessantes festivais desportivos um de futebol em miniatura e outro de pugilismo, com grande concorrência do público. (1)

As equipas de “misto Militar” e o “Clube Melco”
As equipas do “Sporting” e “Lin Yee”
Os pugilistas enfrentando-se cautelosamente
Uma fase animada dum dos combates

Extraído de «Mosaico» 1951.

NOTA:O «Sporting Clube de Macau» foi fundado em 11 de Setembro de 1926, sendo a filia n.º 25 do «Sporting Clube de Portugal». Os estatutos foram aprovados pela Portaria n.º 172 de 8 de Setembro de 1926 (publicada no Boletim Oficial n.º 37, de 1926). Foi depois restaurado em 16 de Agosto de 1950 com novos estatutos aprovados pela Portaria n.º 4:935, de 10 de Março de 1951 (publicada no Boletim Oficial n.º 10, de 1951). A sede nesse ano estava situada no Edifício da caixa Escolar , 1.º andar e tinha cerca de 200 sócios.

Os corpos gerentes em 1951/1952 eram:
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL:
Presidente – Major Acácio Francisco Leão Cabreira Henriques
Vice-presidente – Alfredo José da Silva
1.º Secretário – Mário Correia de Abreu
2.º Secretário – Gregório Félix
DIRECÇÃO:
Presidente – António de Magalhães Coutinho
Vice-presidente – Capitão Carlos Loureiro Palmela
Secretário-geral – Adelino Serra de Almeida
Secretário-adjunto – Romeu Xavier
Tesoureiro – Albino Pereira da Silva
Vogais – Gióbio Pires Soares e Américo Lopes Gomes
CONSELHO FISCAL E DE SINDICÂNCIA:
Presidente – Dr. Adolfo Adroaldo Jorge
Vice-presidente – Arnaldo Rodrigues da Silva
Secretário relator – Manuel Dimas Pina

O «Clube Melco» foi fundado em 1 de Setembro de 1940.Os estatutos foram aprovados pela Portaria n.º 3:113, de 26 de Abril de 1941, publicada no B oletim Oficial n.º 17, de 1941. Tinha, nesse ano (1951), cerca de 130 sócios e a sede estava localizada na Areia Preta (Melco)

DIRECÇÃO:
Presidente – Dr. Cassiano de Castro Fonseca
Secretário – Vicente Nunes
Tesoureiro – António de Barros Pereira
Vogais – Vítor B. da Silva e King W. Chun