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 “Com a presença do Governador da Província, Almirante Joaquim Marques Esparteiro e da esposa, Dra. Laurinda Marques Esparteiro, realizou-se no dia 4 de Fevereiro de 1956, o III Concerto da temporada, promovido pela Delegação de Macau do Círculo de Cultura Musical. Foram artistas dessa noite, no Teatro D. Pedro V, os dois conhecidos artistas ingleses Benjamin Britten, (1) compositor e pianista, e Peter Pears, (2) tenor de fama mundial.

Apesar do frio e da chuva miúda e impertinente, uma razoável assistência acorreu ao acolhedor Teatro D. Pedro V para ouvir os dois artistas. Peter Pears, possuidor de voz agradável e boa técnica, aguardou à assistência, cantando como emoção e perfeição plástica todos os números do programa, dos quais destacamos os cinco lieder de Schubert, e os «Sete Sonetos de Miguel Ângelo» (3) de Benjamin Britten. Este festejado compositor moderno mereceu também da assistência calorosos aplausos não só pelas suas inspiradas composições como pela forma brilhante como acompanhou ao piano o tenor Peter Pears.

Os artistas Benjamin Britten (ao piano) e Peter Pears durante o concerto que deram no Teatro D. Pedro

Dois artistas que se completam, Pears e Britten têm alcançado assinalados êxitos nas suas digressões artísticas pelo mundo, tendo somado mais um com o seu Concerto no Teatro D. Pedro V desta cidade.Os cumprimentos que receberam no final do recital foram testemunho do agrado com que a assistência os ouviu e de quanto lhes ficou devendo esses momentos de boa música.” (Extraído de «Macau B. I.», Ano III, n.º 61 de 15 de Fevereiro de 1956, p. 10).

(1) Edward Benjamin Britten (1913 — 1976), Barão Britten de Aldeburgh, foi um compositor, maestro, violista, coreógrafo e pianista britânico. Aos 14 anos teria já composto dez sonatas em piano e seis quartetos de cordas, não excluindo um oratório e um poema orquestral intitulado “Chaos and Cosmos” (o Caos e o Cosmos). Conhece, em 1936, o tenor Peter Pears de quem se tornaria amigo e companheiro para toda a vida. No Outono de 1937, Britten, cuja casa natal de Lowestoft fora vendida por morte dos pais, comprou “The Old Mill” na vila de Snape, no mesmo condado, um moinho antigo transformado em vivenda em 1933. Aí viveu, acompanhado frequentemente por Pears e outros amigos. Ver biografia mais completa em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Britten

(2) Sir Peter Neville Luard Pears, (1910 –1986) foi um tenor inglês e companheiro de toda a vida do compositor Benjamin Britten (conheceram-se em  1936, quando cantava no coro BBC Singers). Pears e Britten deram o seu primeiro recital em 1937 no Balliol College, na Universidade de Oxford. Muitas das obras de Britten foram escritas tendo em mente especificamente a voz de tenor de Pears, que foi uma fonte de inspiração e um catalisador fundamental da criatividade de Britten. Peter Pears foi considerado pela «BBC Music Magazine» um dos 10 melhores tenores de sempre. Peter Pears foi também um celebrado intérprete de lieder de Franz Schubert, tipicamente com Britten a acompanhá-lo ao piano. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Pears)

(3) Composto entre Abril e Outubro de 1940, no regresso duma viagem conjunta à América, Britten e Pears apresentaram em conjunto a obra “Seven Sonnets of Michelangelo”, de Britten, no Wigmore Hall, que posteriormente gravariam para a EMI, o seu primeiro disco em conjunto.

A Sociedade de Abastecimento de Águas (SAAM) trouxe até Macau, o grande pianista de renome mundial José Iturbi que na noite de 6 de Dezembro de 1953, deu no Teatro Oriental um Concerto de Piano. Entre a numerosa assistência, que enchia literalmente o referido teatro, estava o Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro com a esposa e filhas e o seu pessoal de Gabinete.

O produto líquido do concerto, que teve o patrocínio de D. Laurinda Marques Esparteiro, reverteu para os fundos da construção do Colégio de D. Bosco (1) e, por isso, foi de louvar a iniciativa da SAAM.

Após o concerto, o Governador e Esposa conversam com José Iturbi

 O bissemanário «O Clarim», referindo-se ao Recital de piano de José Iturbi escreveu: “O concerto constituiu uma lição magistral de verdadeira arte, que ficará, de certo, registada nas efemérides desta cidade, como facto deveras singular, dificilmente igualável. A magia com os mais harmoniosos acordes se desprendiam do instrumento, desconsertava-nos perante a aparente imobilidade das mãos de Iturbi cujos dedos vibráteis pareciam concentrar em si todo o nervosismo da sua alma de artista.

A Dança Ritual do Fogo, que tantíssimas vezes se apresenta ao público, ouvimo-la quase como uma novidade, tal a beleza que o artista conseguiu equilibradamente imprimir aos contrastes de que esta peça está impregnada; até o efeito de órgão se pôde verificar nesta celebérrima obra de Falla.

Na Rapsódia Azul pudemos apreciar tôdos os efeitos que se podem tirar do piano, tal a gama de sentimentos que o autor da peça nela reuniu e que Iturbi fez viver através as cordas do piano “ (2)

José Iturbi Báguena (1895 – 1980) pianista, regente e maestro, espanhol, considerado um dos cinco mais importantes pianistas nos EUA na primeira metade do século XX (3)

Muito popular pela sua participação em filmes musicais de Hollywood, na década de 40. “Thousands Cheer” (1943), “Music for Millions” (1944), “Anchors Aweigh” (1945), “That Midnight Kiss”(1949), and “Three Daring Daughters” (1948) (4) . No filme biográfico do compositor Frédéric Chopin, “A Song to Remember”, (1945)  (5) as cenas ao piano do actor Cornell  que interpreta Chopin, as “mãos que tocam” são de José Iturbi. https://en.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Iturbi

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-d-bosco/

(2) Extraído de «MACAU B. I.», AnoI, n.º 9 de 15de Dezembro de 1953 p. 14

(3) https://www.amazon.com/Jose-Iturbi-Life-Piano-Technique/dp/9059727894

(4) https://www.imdb.com/video/vi1630781209?ref_=nm_rvd_vi_1

(5) https://www.youtube.com/watch?v=kf6e4eoudE8

A data consagrada à memória do grande bombeiro português Guilherme Gomes Fernandes (1) – 20 de Agosto – foi, como nos anos anteriores, aproveitada pelos briosos bombeiros municipais de Macau para assinalar o «Dia do Bombeiro». Constantes dum programa cuidadosamente elaborado, os festejos deste ano tiveram brilhantismo especial, dada a presença honrosa de mais de 30 bombeiros de Hong Kong que se deslocaram a Macau, propositadamente, para assistirem às comemorações. Agrupados em duas deputações, os bombeiros visitantes pertenciam à «Hong Kong Fire Brigade» e ao «Auxiliary Fire Service», os primeiros sob o comando de Lee Pin Cheng e os últimos comandados por Henry Cheng, totalizando as duas deputações 34 homens.

Durante a romagem ao monumento-ossário dos bombeiros

De manhã foi hasteada, no mastro do quartel dos bombeiros municipais, a bandeira da corporação. Pelas 8.30 horas, o Revdo. Cónego Fernando Maciel celebrou, na capela do Cemitério de S. Miguel, uma missa em sufrágio das almas dos bombeiros falecidos, após o qual, houve uma romagem ao monumento-ossário dos bombeiros, onde várias individualidades depuseram coroas de flores naturais e onde foi observado um minuto de silêncio. Pelas 13 horas, no quartel, perante a formatura dos bombeiros, o comandante do Corpo, Sr. Manuel Dimas Pina, leu um trecho sobre a vida e personalidade de Guilherme Gomes Fernandes, cujo valor foi enaltecido com justiça.

O Bispo de Macau, benzeno, no Largo do Senado, a nova autobomba

Pelas 17 horas, no Largo do Senado e imediações, juntou-se uma enorme multidão que ali assistiu à bênção duma nova autobomba «Dennis», adquirida pelo Município de Macau para o serviço dos bombeiros. A bênção da nova viatura foi dada pelo Ver. Bispo de Macau, D. Policarpo da Costa Vaz, tendo a Da. Laurinda Marques Esparteiro servido de madrinha que pronunciou na ocasião as seguintes palavras: «Que a Divina Proveniência acompanhe sempre esta autobomba e todos os que a manejarem na sua nobre e humanitária missão». Em seguida, as viaturas do Corpo de Bombeiros Municipais desfilaram ao longo da Avenida Almeida Ribeiro, vindo prestar continência ao Governador e principais autoridades da Província, próximo do edifício do Leal Senado, em cuja varanda se encontravam.

Milhares de pessoas assistiram, no Largo do Senado, à demonstração do potencial de água

No Largo do Senado e circundando o monumento de Mesquita, houve, seguidamente, uma demonstração do potencial de água, com 12 agulhetas habilmente manejadas pelos bombeiros, demonstração que entusiasmou grandemente a enorme assistência.

No campo desportivo da Praia Grande (antigo campo dos operários; hoje ocupado pelo Hotel Grand Lisboa), realizou-se um encontro de bolinha entre o Grupo Desportivo «Negro- Rubro» e a equipa da «Hong Kong Fire Brigade», o qual terminou pela vitória do primeiro, que ganhou por 6-2. À noite, no quartel da corporação, foi servido um jantar a que assistiram os bombeiros de Hong Kong e de Macau, representantes da Imprensa e outros convidados. A festa terminou com uma animado sarau musical, levado a efeito pelo grupo «Negro-Rubro».” (2)

(1) Guilherme Gomes Fernandes (1850- 1902). Fundador, em Portugal, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (1874-75) e do Corpo de Salvação Pública, foi nomeado Comandante do Corpo de Bombeiros em 1877 e Inspector de Incêndios do Porto em 1885. De seguida, transferiu-se para a Companhia de Incêndios (designada Corpo de Salvação Pública a partir de 1889 e Batalhão de Sapadores Bombeiros de 1946 em diante), assumindo o cargo de comandante. Biografia mais completa em: https://ahbvvc.com/pt/guilherme-gomes-fernandes

(2) Retirado de «MBI», III-50 de 31 de Agosto de 1955, pp. 5-6 https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/30/leitura-corpo-de-bombeiros-municipais-de-macau-em-1955/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/18/noticia-de-18-de-agosto-de-1953-dia-do-bombeiro/

Promovida pela professora de piano, canto e dança, senhora D. Maria Margarida Gomes, (1) realizou-se, no dia 3 de Maio, no Teatro D. Pedro V, uma récita de beneficência com a colaboração de jovens amadores e sob o patrocínio da Exma. Esposa do Governador, Sra. D. Laurinda Marques Esparteiro

Os jovens artistas que colaboraram na récita
A professora D. Maria Margarida Gomes, conduzida ao palco, sendo muito aplaudida Extraído de «MOSAICO» IV – 21/22 de Maio e Junho de 1952

(1) Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maria-margarida-gomes/

No dia 28 de Janeiro de 1956, foi lançado à água a lancha «28 de Janeiro», (1) totalmente construída nos estaleiros das Oficinas Navais de Macau e destinada ao serviço da Comissão do Plano de Fomento.
“Escolhendo o dia 28 de Janeiro para a sua inauguração e baptizando a lancha com essa data, quis a Comissão prestar uma singela mas significativa homenagem ao Primeiro Magistrado desta Província e grande impulsionador do seu Fomento.
À cerimónia assistiram o Governador e Esposa acompanhados do chefe de gabinete oficial às ordens, a Comissão da Plano de Fomento, o Capitão dos Portos, o Director das Oficinas Navais, o Comandante da Polícia Marítima e Fiscal, o Chefe de Secção da Administração e Contabilidade da Marinha Privativa, o Comandante da P. S. P., o representante da casa fornecedora do motor da lancha, jornalistas portugueses e chineses e outras individualidades.
Todos os convidados foram recebidos pelo Director das Oficinas Navais, Primeiro-tenente eng-maq-naval Fernando da Silva Nunes e esposa.
A Senhora Dra. D. Laurinda Marques Esparteiro lançou sobre a quilha da lancha uma taça de espumoso português, deslizando a lancha na rampa, em direcção à água.
Na primeira viagem, sobre as águas do porto, a lancha, conduzida pelo maquinista naval Luís Nunes, levou como passageiros o Governador e sua Esposa, algumas senhoras e individualidades presentes.
Foi servida a todos os presentes, o gabinete do Director das Oficinas Navais, uma taça de espumante, acompanhada de aperitivos.
O capitão dos Portos, Comandante Coutinho Garrido, na qualidade de superintendente daqueles serviços , em breve palavras, agradeceu a Sua Ex.ª o Governador e Sua Esposa a honra que davam, assistindo àquela cerimónia, e ao Presidente da Comissão do Plano de Fomento, Dr. Pedro Lobo, a confiança que a comissão depositava nas Oficina Navais, confiando-lhes a construção da embarcação… (…)
O Governador, Almirante Marques Esparteiro, afirmou que todos estavam, por certo, , de acordo, em felicitar as Oficina Navais por aquela obra… (…)”
Extraído de «MBI», III-60 de 31 de Janeiro de 1956, p. 11.
(1) Lancha «28 de Janeiro», completamente construída nas Oficinas Navais, em 32 dias, tinha de comprimento 16,5 pés de boca máxima, e o calado de 2 pés e duas polegadas, sendo a velocidade de cruzeiro de 16 nós.
Deslocava 2 437 toneladas e tinha uma lotação para 12 pessoas com bom tempo e 8 com mau tempo. Era toda em teca com uma espessura de 12 milímetros, forrada a plástico, a cabina com estofos de plástico de cor verde claro, almofadada, e os cortinados da mesma cor. A propulsão era feita por motor «Diesel», da marca «Perking», com a força de 100 B.H.P a 2000 rotações p. m. A construção foi superiormente dirigida pelo Primeiro-tenente engenheiro naval Fernando da Silva Nunes, coadjuvado por Luís Nunes, construtor naval , diplomado pelo «British Institute of Engineering Technology» de Londres, com sede em Hong Kong.

Os festejos dos Santos Populares no ano de 1955, realizaram-se no vasto terraço do antigo mercado de S. Domingos, sob o patrocínio da Esposa do Governador, D. Laurinda Marques Esparteiro, com a realização a cargo do Leal Senado (comissão administrativa presidida por António Magalhães Coutinho)

Laurinda Marques Esparteiro corta a fita simbólica da inauguração dos festejos

Inaugurados na noite de 18 de Junho de 1955 (vigília de Santo António) os festejos repetiram-se na noite seguinte, dia em que é festejado em Macau aquele Santo, e nas subsequentes vigílias e noites de S. João e S. Pedro, respectivamente , 23, 24, 28 e 29  do mesmo mês. Devido ao grande entusiasmo verificado na última noite, houve ainda na noite de 30 um arraial à portuguesa, com o qual os organizadores fecharam com chave de oiro os festejos.

A afluência aos festejos dos Santos Populares

Na grande esplanada do terraço do mercado Municipal de S. Domingos que estava profusamente iluminado e decorado, viam-se tendas de venda de manjericos, refrescos, bebidas gasosas, quermesse, loto, tiro ao alvo, sem faltar as tendas de petiscos, doces, etc. Havia também barracas de divertimentos, de carácter inteiramente popular, e os coretos improvisados, onde a banda da Polícia de Segurança Pública, a tuna «Negro-Rubro» e uma charanga  chinesa  actuaram com os seus programas variados.

O Governador e Esposa acompanhados do Presidente do Leal Senado percorrendo o recinto dos festejos.

Nas últimas três noites os festejos culminaram com a realização de animado batuque por grupos de praças africanas do Batalhão de Caçadores n.º 2.
Todo o rendimento dos festejos dos Santos Populares destinou-se às obras de beneficência.

Os números de batuque por praças africanas foram dos que mais entusiasmaram a numerosa assistência

(1) Extraído de «MBI» II-46, 30 de Junho de 1955.

Aspecto da recepção no Palacete de Santa Sancha em que foi anunciado o casamento da Senhorita Maria Helena, filha do Governador de Macau com o tenente Lopes da Costa.
Extraído de «BGU» XXXI – 357, Março de 1955.

O Boletim Informativo “MACAU”  (1) também relatou este acontecimento embora datando-o de 5 de Março.
“Pelo Exmo. Sr Comandante Militar de Macau, Coronel Rui Pereira da Cunha em representação do pai do noivo, Sr. José Augusto Lopes da Cunha, ausente em Lisboa, foi no dia 5 do corrente, pedida em casamento para o tenente Mário Nuno do Canto Lopes da Costa, a gentil filha de Sua Exa. O Governador da Província, Senhorinha Maria Helena Botelho da Costa Marques Esparteiro.
Sua Exa. O Governador Almirante Joaquim Marques Esparteiro, e Sua Exma, Esposa,  Sra. Dra. Da. Laurinda Marques Esparteiro, ofereceram nesse mesmo dia, no Palacete de Santa Sancha, um jantar a numerosos convidados durante o qual Sua Exa. O Governador anunciou os esponsais de sua filha com o Sr. Tenente Lopes da Costa, secretário de Sua Exa.
Todos os presentes apresentaram cumprimentos aos ilustres Pais da Senhorinha Marques Esparteiro e sinceras felicitações aos distintos noivos que no meio social de Macau, gozam de justa e carinhosa simpatia A reunião decorreu naquele ambiente elegante que é timbre das recepções no palacete de Santa Sancha. “
(1) «MACAU Boletim Informativo»da R.C.S.E. II-39 de 15 de Março de 1955.

No dia 9 de Março de 1954, os capitalistas Senhores Ho Yin e Y. C. Liang e alguns empresários mais, em conjunto com a Comissão de Senhoras Pro-construção do “Colégio D. Bosco” levaram a efeito no Teatro Cheng Peng uma noite de ópera chinesa; o espectáculo, dado por profissionais, teve a acompanhá-lo, para melhor transmissão do texto cantado, uma versão escrita em português, nos programas distribuídos.
O produto da venda dos bilhetes (Patacas $ 15 044,00) reverteu como era intenção para a continuação da construção do colégio (inaugurado em 10 de Fevereiro de 1952) que, mesmo inacabado, já alberga e educação de centenas de órfãos.” (1)

A Sr.ª. Dr.ª Laurinda Marques Esparteiro, esposa do Governador, entregando uma taça a uma das principais actrizes chinesas.

Extraído de «BGU» XXIX – 347 – MAIO DE 1954 p. 205.

A Comissão de Senhoras Pro-construção do “Colégio D. Bosco” presidida quando se constitui, pela esposa do governador Albano de Oliveira, D. Helena Cremilda de Oliveira e depois pela D. Laurinda Marques Esparteiro (tendo nessa altura como tesoureira e secretária D.ª Raimunda Faria, esposa do Director da Fazenda, e a D.ª Angelina Pacheco Borges, mãe do então Subdirector do colégio Padre Albino Pacheco Borges) (2) levaram a efeito vários espectáculos, peditórios e festas, em benefício do novo colégio que ainda estava em construção como por exemplo estas referências:
07-07-1951- Realizou-se um animado arraial, no Ténis Militar e Naval em benefício do Colégio D. Bosco de Artes e Ofícios. (3)
17 e 18-03-1954 –Nestes dias realizou-se no Teatro Oriental um espectáculo a favor do fundo da construção do «Colégio D. Bosco por iniciativa do «Sport Macau e Benfica» de que é activo presidente o Sr. Alberto Dias Ferreira (4)
14 de Abril de 1954 – Entregue ao Colégio D. Bosco, para aquisição de instrumentos para a sua oficina, a quantia de patacas $ 440,85, resultante de uma subscrição junto dos alunos do Liceu, da Escola Comercial Pedro Nolasco, dos Colégios de Santa Rosa de Lima e do sagrado Coração e das Escolas Primárias Oficiais e Luso-Chinesa (5)
20-06-1954 – Recital de Canto e Piano no Teatro D. Pedro V a favor do Colégio D. Bosco (6)
20-06-1954 – Recital no Teatro D. Pedro V, da cantora Lígia Pinto Ribeiro, acompanhada pelo Prof Harry Ore. Fins beneficentes, a favor do Colégio D. Bosco) (5).
(1) «M.B.I.», I-15, 1954.
(2) «M.B.I», II -33, 1954.
(3) «MOSAICO» II- 12,1951,
(4) «M.B.I», I-16, 1954.
(5) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 5, 1998.
(6) «M.B.I» I -21, 1954.
NOTA: Anteriores referências ao Colégio D. Bosco:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-d-bosco/