Archives for category: Relação Macau-Hong Kong
Extraído de «BGC», XXIV, n.º 271, Janeiro de 1948, pp. 101-102

NOTA: Governador Albano Rodrigues de Oliveira, oficial da Marinha, em Macau de 1 de Setembro de 1947 a 18 de Abril de 1951.

Sir Alexander William George Herder Grantham (葛量洪; 1899–1978), 22.º governador de Hong Kong de 25 de Julho de 1947 a 31 de Dezembro de 1957.

Continuação das postagens anteriores (1) (2)

Em pose, o grupo «Orientais» apresenta-se nos trajes típicos do folclore português que fizeram a glória da sua actuação em terras de Hong Kong, em 15 de Outubro. As referências feitas na imprensa, por essa ocasião, foram justas e de apreço.

O grupo da Escola de S. Paulo, de Macau, num intervalo das danças, deixou-se fotografar, encenando uma das posições apresentadas na sua actuação.

Manuel Araújo canta uma melodia portuguesa para a assistência que ali ocorreu.

Todos os componentes da caravana, para celebrar o sucesso, reuniram-se no restaurante chinês «Ruby», onde lhes foi servido um jantar. (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/14/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/15/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-ii/

(3) Fotos e reportagem extraídas do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14

Continuação da postagem anterior (1)

“Numa sequência fluente, sucederam-se os números da Tuna, tendo D. Marília Tavares da Silva cantado «Uma Casa Portuguesa», a abrir a série, a que se seguiram duas danças folclóricas portuguesas para dar lugar ao Sr. Manuel Araújo que fez vibrar a sua voz na «Lisboa Antiga» … (…)

Manuel Araújo canta um dos números em que a Tuna Macaense o acompanhou, na sessão de folclore.

Chegou a vez de Araújo voltar à cena, agora em «Coimbra» que fez brotar a espontânea apreciação de Mrs Helga Burger, gerente dos programas do Arts Centre, em português, «gostei muito de recordar estas canções», Referia-se não só às cantadas por Araújo, mas também às de D. Marília Tavares da Silva que lhe recordaram a sua passagem por Portugal. Após nova actuação dos «Orientais», ouvimos a Sra. De Tavares da Silva em «Sempre que Lisboa Canta» e João Trabuco em «Lisboa Gaiata» que encerraram o programa de Macau” (2)

No terreiro, o grupo «Orientais» numa dança folclórica

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/14/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-i/

(2) Fotos e reportagem extraídas do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14

A inauguração do novo edifício do «Hong Kong Arts Centre» revestiu-se duma série de acontecimentos e espectáculos, cada um com a sua categoria e nível cultural.

A actuação de Macau enquadrou-se num programa ao ar livre, onde se previa uma assistência abundante, mas que se cifrou na multidão anónima que se aglomerou nos passeios e redondezas, frente à fachada principal do edifício. O largo da via pública foi o teatro dos espectáculos.

Na noite do dia 14, das 19 às 20 horas, o programa foi televisionado pela CTV, mas pouca gente terá aproveitado, uma vez que não ouve publicidade nesse sentido. Nessa noite para além de danças folclóricas apresentadas por várias escolas, danças do leão e da parada da «Pipes and Drums of the Queen`s Gurka Engineers», actuou o grupo folclórico do «Portas do Sol» de Macau, em danças portuguesas, patrocinado pelo Centro de Informação e Turismo, a encerrar o espectáculo.

A sessão do dia 15 preencheu o tempo das 16,00 às 18,00, numa variedade de folclore, em danças e música. Logo após uma pequena dança por alunas do Colégio de S. Paulo, de Hong Kong, iniciou-se o programa de Macau, patrocinado pelo C. I. T., em que actuaram a Tuna Macaense, o grupo folclórico «Orientais» e as alunas da Escola de S. Paulo, de Macau. Foram solistas, em acompanhamento da Tuna Macaense, a Senhora Marília Tavares da Silva, o Sr. Manuel Araújo e o Sr. João Trabuco… (continua ) (1)

D. Marília Tavares da Silva numa das interpretações de canto, acompanhada pela Tuna Macaense
No terreiro, a dança chinesa das crianças da Escola de S. Paulo, de Macau.

(1) Fotos e reportagem extraídos do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14.

No dia 11 de Outubro de 1977, Macau esteve na inauguração do “II FESTIVAL DE ARTES ASIÁTICAS 1977”, em Hong Kong, estando presentes dois alunos da Escola Comercial e uma monitora da mesma Escola (Ana Cristina dos Santos Silva e Gregório do Espírito Santo, e D. Judite Guerreiro) que foram convidados pelo Hong Kong Urban Council para ali representarem Macau, na sessão inaugural, que se realizou às 17,30 horas desse dia. Foram acompanhados dum funcionário do Centro de Informação e Turismo que ali providenciou sobre os arranjos necessários para a sua apresentação em trajos regionais portugueses, nas sessões a que assistiram.

Aquele dois alunos juntaram-se a outras crianças de vários países da Ásia que também estiveram presentes na abertura do referido festival, envergando trajes dos respectivos países.

O par que foi de Macau, nos trajos folclóricos portugueses, marcou bem a sua presença ao lado do colorido de outros regionais desta área geográfica. Aqui os vemos com crianças indianas, que pediram para serem fotografadas com o par de Macau, quando terminou a sua participação naquele acto inaugural. (1)

(1) Extraído de «MBIT», XII, 7/8 Setembro/Outubro de 1977, pp. 12 a 14.

Extraído de «BGC», XXI-244 OUT1945 pp. 135-136

Ver anteriores telegramas enviados de Macau após a guerra: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/10/10/noticias-de-10-de-outubro-de-1945-telegramas-de-macau-apos-a-guerra-i/

No dia 16 de Setembro de 1953, o cônsul inglês em Macau, Mr. E. J. Cowan, (Cônsul  de Sua Majestade Britânica em Macau) ofereceu na sua residência um «Cocktail Party» aos velejadores  desportistas do Clube Náutico de Macau, que ganharam neste ano a «Taça Cônsul Brasão» instituída por Eduardo Brasão, Cônsul de Portugal em Hong Kong. O Sr. Cowan aproveitou para fazer entrega ao referido clube de uma linda taça para o próximo «interport» (1) (2)

(1) Foto e informação extraídas de «Macau Boletim Informativo da R.C.S.E.», I-4, 30 de Setembro de 1953, p. 16. (2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 308

No dia 25 de Julho de 1954, o «Circulo Cultural de Macau» (CCM) realizou na noite, no Teatro D. Pedro V, um concerto de música europeia por artistas chineses de Hong Kong. “Esta iniciativa do Presidente do C. C. M., Dr. Pedro José Lobo, conhecido compositor e incansável animador de todas as manifestações de carácter cultural e artístico, foi extraordinariamente interessante, porquanto veio revelar ao público de Macau a existência dum apreciável grupo de chineses que, na vizinha colónia, cultivam a sério e com êxito a música europeia.

De entre este grupo destaca-se a mezzo-soprano Esther Chou, cantora de boa escola e possuidora duma voz bem colocada e com bom timbre. No conhecido cantabileMon coeur s´ouvre à ta voix» da ópera «Sansão e Dalila» de Saint-Saens, mostrou ser senhora não só de uma boa dicção como dos segredos de difícil arte de cantar. (…) Esta artista foi bisada, na canção chinesa «Os Três Desejos a uma Rosa» de Wang Tze, um lied de escrita europeia mas caracteristicamente oriental, no desenvolvimento da sua linha melódica.

Esther Chou interpretou, igualmente, com muito agrado, a conhecida e inspirada «Ave Maria» do Dr. Pedro José Lobo. Evidenciou-se também, neste concerto, o violinista Raymond Huang diplomado pelo Royal Conservatory of Music e Trinty College of Music de Londres. Este artista revelou possuir bom comando do arco, interpretando com sobriedade, rigorosa afinação e boa compreensão musical as peças que executou, acompanhado pelo professor Harry Ore sendo de salientar o mimo e a elegância que tão bem soube imprimir à deliciosa peça «Lindo Sorriso» do Dr. Pedro José Lobo, bem conhecida de todos os apreciadores de boa música, por se encontrar gravada, na magnífica interpretação de Silva Pereira-Varella Cid. Prestaram também o seu concurso a este concerto o barítono Chow Wai Sun, possuidor duma voz boa voz mas sem grande colorido; a soprano Elizabeth Leigh que mostrou ter um órgão vocal bastante cultivado; o violoncelista Ricardo Chan, senhor duma técnica segura e bem trabalhada; a pianista Ruby Woo, aluna do professor Lazarev que, por sua vez, foi discípulo de Rachmaninoff; e o tenor John Sun, que cantou de forma a agradar. Além do Professor Harry Ore acompanharam os artistas as pianistas Ruth Chow e Winnie Ling”. (1)

(1) Extraído de um artigo não assinado, publicado no «Macau Boletim Informativo», Ano I, n.º 24 de 31 de Julho de 1954, pp. 6-7)

“Esta modalidade (futebol em miniatura), já tanto em voga entre nós, conta nesta terra milhares de adeptos. Quase que não há encontro de futebol em miniatura que não atraía ao Campo Desportivo da Praia Grande numerosos espectadores. Esta curiosa inclinação do público local tornou-se bem evidente nos passados dias 19 e 20, quando da visita a Macau do famoso grupo chinês «Sete Tigres», de Hong Kong. Encheu-se completamente o vasto recinto do Campo Desportivo da Praia Grande, onde não se via um único lugar vago. Milhares de pessoas dirigiram-se, pois, àquele Campo porquanto nã só queriam assistir a dois bons desafios do seu desporto favorito como ainda se dispunham a apreciar a classe dos famosos jogadores chineses que haviam participado nos Jogos Asiáticos, em representação da China. As exibições que o público teve, então, ocasião de apreciar foram das mais agradáveis, tanto mais que, além do excelente agrupamento chinês vindo de Hong Kong , entraram também em campo duas fortes equipas locais: no primeiro dia (19 de Junho), o prestigioso Grupo Desportivo «Negro-Rubro», e no segundo dia (20 de Junho) o valoroso Clube «Leng I»

«Negro-Rubro», 3 – «Sete Tigres», 1

A equipa do «Negro-Rubro», numa tarde felicíssima, concorreu para uma exibição em cheio, que muito agradou à enorme assistência. Ambas a equipas iniciaram a partida com uma rapidez estonteante, tornando a luta renhida e equilibrada. A primeira bola da tarde, e a única dos visitantes, foi alcançada aos 7 minutos por intermédio de Yu Cheok Yin. Dez minutos depois, o «Negro-Rubro» marcava o seu 1.º golo, por intermédio de Alfredo Cotrim. Quatro minutos depois, aproveitando um passe oportuno de Cotrim, Augusto Rocha marcou o segundo tento da sua equipa. A luta tornou-se equilibrada com a reacção dos chineses, terminando a 1.ª parte com o marcador em 2-1.

Os jogadores visitantes iniciaram a 2.ª parte com mais energia, vendo-se neles apenas um objectivo: conseguir as redes adversárias. Entretanto, os elementos da defesa da equipa local tinham-se tornado como que uma barreira forte, não permitindo qualquer mudança no marcador. Em quase toda a segunda parte os visitantes dominaram, mas os locais souberam tirar excelente proveito dos seus contra-ataques. Faltava um minuto para terminar o jogo quando Rogério Assis, bem colocado, converteu em tento uma bola passada por Cunha.

As equipas alinharam:

«Negro-Rubro»: Cordeiro; Artur Cotrim; Filomeno Rocha e Francisco Cunha; Augusto Rocha, João Rocha e Alfredo Cotrim (na 2.ª parte, Rogério Assis).

«Sete Tigres»: Yu Yiu Tak; Hau Yung Sang (na 2.ª parte, Chan Fai Hung); Ho Ying Fan e Chau Man Chi; Chi Weng Keong, Yiu Cheok Yin e Hau Chin To (a 2.ª parte, Ho Cheong Iau)” (1)

(1) Extraído dum artigo não assinado, publicado em “Macau Boletim Informativo, Ano I, n.º 22, de 30 de Junho de 1954, p. 15

O semanário «O Português» apareceu em Hong Kong em 20 de Novembro de 1913, editado por António de Vasconcelos Soares, com o fim de atacar o Governador de Macau, Aníbal Sanches de Miranda, na questão do ópio. Tendo este honrado governador ameaçado os seus adversários, «O Português» morreu de medo, a 10-01-1914, tendo uma vida bastante curta, pois publicaram apenas 7 números. (1)

Extraído da «Revista Colonial», 2.º anno, n.º 15, de 25 de Maio de 1914, p. 92

(1) TEIXEIRA, Pe. Manuel – Imprensa Periódica Portuguesa no Extremo Oriente, ICM, 1999, p. 277