Archives for category: Relação Macau-Hong Kong

Ainda a propósito do acontecimento relatado em anterior postagem,  (1) do Arquivo do jornal de Hong Kong, «South China Morning Post» (2) recolho outro relato desse acto de pirataria com consequências nefastas.
Pirates burn ship, 300 people die
At least 300 people died when pirates tried to seize the steamer Tai On in the Pearl River estuary on April 27, 1914. The attackers, who posed as passengers, set the vessel ablaze when officers, crew and two Portuguese guards refused to surrender.
The death toll was one of the highest in the long and bloody history of piracy on the China coast. The attack occurred as the vessel, bound for Guangdong port Jiangmen from Hong Kong, prepared to enter the mouth of the West River.
The gang carried heavy Mauser pistols, sturdy and reliable guns made by the thousand in Chinese factories. At about 11pm half a dozen men stormed the bridge, which, after previous attacks, had been turned into a steel fortress. Shooting wildly through grilles, the pirates fired at the master, mate and chief engineer. Behind bullet-proof shields two Portuguese guards, both former soldiers, shot back, killing some of the attackers and driving away the rest.
Meanwhile, officers set off flares and fireworks to alert the crews of passing ships, and four other steamers headed for the Tai On. By this time about 50 pirates had begun rounding up and robbing the passengers, including one carrying $100,000 in cash for delivery to a business contact.
Passengers were also told to approach the bridge and beg the ship’s officers to surrender. If they refused they were shot dead. The pirates then began killing passengers indiscriminately, and lit fires throughout the vessel. Blazes spread rapidly, forcing the passengers, crew and pirates to leap overboard; 165 people, including some believed to be killers who had disposed of their weapons, were picked up by rescuers.
When the charred hulk of the Tai On was towed to Hong Kong, 90 kilogrammes of molten gold and silver were extracted from the hold, along with many burned human remains. An inquiry was highly critical of the ‘universal practice’ of the carrying of non-paying passengers such as cargo brokers and livestock attendants, some of whom were believed to be spies for pirate gangs.
For years the Post had called for fortification of engine rooms and bridges, the searching of all passengers, more gunboats on the Pearl River estuary and the posting of six Royal Navy sailors aboard every vessel. Its suggestions had gone largely unheeded.” (2)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/04/27/noticia-de-27-de-abril-de-1914-bravura-de-portuguez/
(2) «South China Morning Post»  1913 – 1922
http://www.scmp.com/article/433969/1913-1922

A “Revista Colonial” (1) apresentava no seu número de Junho de 1914, na sua primeira página, um artigo sobre a “Bravura de portuguez”. É relatado a acção de valentia de dois portugueses, guardas do barco “Tai On” que fazia a carreira de Hong Kong para a China e que foi assaltado no dia 27 de Abril de 1914, no Rio Oeste, por piratas. Os guardas foram o macaense Leocádio Jorge da Silva e o antigo soldado da campanha dos cuamatos (2), António Dias.
(1) «Revista Colonial» ano II, n.º 18, 25 de Junho de 1914.
(2) Capitão José A. Alves Roçadas (1865-1926) que foi Governador de Macau (1908-1909), tendo sido nomeado governador do distrito de Huíla no Sul de Angola (1905) iniciou as operações militares de ocupação das terras do povo cuamato (no sul do distrito) onde fundou o Forte Roçadas.

Retirado (disponível na net) de:
The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits …, 1904,p. 491

Dentro do intercâmbio desportivo escolar entre Macau e Hong Kong organizado pela «Associação para a Promoção do Desporto Escolar», por Macau e «Hong Kong Schools Sports Council», por Hong Kong, envolvendo sete modalidades desportivas em que os estudantes das duas cidades se encontraram, nas várias datas do ano de 1977, realizaram-se em Hong Kong, nos dias 20 e 21 de Abril, o torneio de ténis de mesa («ping-pong») e o encontro de hóquei em campo. (1)
No Ténis de mesa, as equipas masculina e feminina de Macau venceram: a masculina por 5/0 e a feminina por 3/0.

Entrega dos troféus às equipas de Macau que venceram em Ténis de Mesa pelo Secretário-Adjunto para os Assuntos Sociais e Cultura, Vítor M. de Oliveira Santos.

Em Hóquei em campo, a equipa de Macau perdeu por 4 a 3.

A equipa de hóquei em campo com os seus troféus e galhardetes e os dirigentes, José Vítor Rosário, António Lagariça e José Neves.

NOTA: nesse ano, o encontro de futebol realizou-se também em Hong Kong,no dia 16 de Maio, tenho a equipa macaense perdido por 1 a 0. Coube a Macau organizar a competição de natação, em 30 de Outubro, onde os estudantes macaenses conquistaram algumas medalhas e melhoraram os resultados em confronto com os do ano anterior; a modalidade de Badminton, que se realizou no dia 5 de Dezembro (nesta modalidade quer a equipa masculina quer a feminina de Macau perderam os respectivos encontros); e as modalidades de Voleibol e Basquetebol , nos dias 18 e 19 de Dezembro ( as equipas masculina e feminina perderam em voleibol e a equipa feminina perdeu em basquetebol; somente a equipa masculina ganhou em basquetebol)
(1) Fotos e reportagem de «MACAU B. I. T.» 1977.

Publicado na revista «Mundo Gráfico» (1), no dia 15 de Abril de 1946, (p. 19) um pequeno artigo sobre “«Hong-Kong» Escala Exótica”
Hong Kong, a grande cidade inglêsa do oriente, vizinha da nossa Macau, retomou a sua fisionomia habitual. Uma das ruas mais características, com a sua mescla humana, de asiatismo e europeísmo.
Vendem-se, também, cães no meio da rua, mas não o famoso chow-chow, oriundo da China. São foxes e pelos de arame.
Os chineses são mais industriosos e bons negociantes. Eis o que se pode classificar de bar ao ar livre.
Gulodices para crianças. Tem um sabor especial, a bétele, alcaçuz, e também de especiarias
(1) “Mundo Gráfico” revista portuguesa quinzenal de “actualidades nacionais e internacionais” publicada entre 15 de Outubro de 1940 a Fevereiro de 1948. Foi o seu primeiro director  Artur Portela (1901-1959).
“Mundo Gráfico , n.º 132, 15ABR 1946, p. 19

Artigo de Maria Ana Acciaioli Tamagnini  “Uma festa chinesa em Macau” publicado no jornal de Macau «A Pátria» (n.º 808 – Março de 1928) e republicado no Boletim Geral das Colónias, em 1928

Entre as várias fotografias que ilustram os locais de interesse turístico de Macau que é apresentado no folheto turístico de 1928 (1) constam estas duas, os monumentos de Vasco da Gama e da Vitória.
a-vistors-handbook-to-romantic-macao-jardim-de-vasco-da-gamaRetiro da parte “Historical” do mesmo folheto:
Delving into history we discover that not for nothing Macai gained its glorious title “Gem of the Orient Earth” – a title bestowed on Macao by Sir John Bowring, (2) on early Governor of majestic Hong Kong.
This lovely “Gem” has survived the test of the ages and the banners of Portugal still flutter to the breeze o´er “Holy City” of enchanting Macao, after almost four centuries of the vicissitudes of hazardous times.
Vasco da Gama, transcendent of navigators, sailed out of the Tagus one day, and discovered the Cape route to the Indies and Far Cathay: his followers went farther afield and founded Macao.
Authorities disagree regarding the date of the foundation of the Portugueses Colony. Morrison refers to Portuguese incidence as early as 1535, and sojourn in 1537; the Chinese records admit residence in 1550; but the Portuguese have adopted 1557 as the oficial date of the Colony´s establishment.
It was not till 1887, however, three hundred and thirty years later that by treaty China ratified the perpetual occupation by Portugal of the Colony of Macao and its dependencies…
a-vistors-handbook-to-romantic-macao-the-pillar-of-victory“…The Dutch were the first to invade this privileged trade centre of the Portuguese and even attempted to take Macao by force of arms. Their repulse in 1622 by a small volunteer garrison at Macau is un historical episode of considerable interest”
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/24/leitura-folheto-turistico-de-1928-a-visitors-handbook-to-romantic-macao/
john-bowring-4-o-governador-de-hk(2) Sir John Bowring 寶寧 (1792-1872), homem de muito saber (intelectual), economista político, escritor e editor, poliglota, tradutor literário, membro do Parlamento Britânico, reformador na área da educação e do próprio funcionamento do parlamento, exerceu vários cargos governamentais entre eles, foi o 4.º Governador de Hong Kong (13-04-1854 – Março de 1859). Foi durante a sua governação enérgica e “bélica” contra os chineses que desencadeou a Segunda Guerra do Ópio (1856-1860).
http://uudb.org/articles/sirjohnbowring.html
https://en.wikipedia.org/wiki/John_Bowring