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Apresento 4 pins/pinos relacionados com o Hóquei em Campo de Macau.

O primeiro (á esquerda na 1.ª foto), é a dos “VETERANOS”, já divulgado em anterior postagem.(1) O segundo (meio na foto) era o emblema oficial do Hóquei Clube de Macau. O terceiro (à direita na foto) é o mesmo emblema mas com uma legenda inferior “Associação de Hóquei de Macau

Pin/pino com cerca de 2,7 cm por 2,5 cm – maiores dimensões: vertical e horizontal
Pin/pino com cerca de 2 cm por 2,3 cm – maiores dimensões: vertical e horizontal
Pin/pino de forma triangular (lado 1,5 cm )

O 4º pino tem o formato triangular (lado 1,5 cm) com o mesmo emblema e a legenda inferior “MACAU

Dentro dum saco de plástico, feito pela empresa “Perfect” em Kowloon (Hong Kong)

(1)https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/11/27/lembranca-pin-hoquei-clube-de-macau-veteranos/

No Campo da Caixa Escolar, realizou-se, no dia 28 de Janeiro de 1956, o «Interport» lusitano de Hóquei entre as equipas de honra do Hóquei Clube de Macau e do Clube de Recreios de Hong Kong, que terminou por 4 a 0, a favor da equipa local.

Os grupos contendores disputaram a Taça «Governador Esparteiro», lindo troféu oferecido pelo Governador da província, Almirante Joaquim Marques Esparteiro, há três anos. A Taça começou a ser disputada na época de 1952-53, tendo a equipa de Macau ganho nessa época, assim como nas duas seguintes.(1)

NOTA- desconheço a data do fim destes encontros desportivos anuais entre o Clube de Recreios de Hong Kong e o Hóquei Clube de Macau. Recorda-se que o governador Marques Esparteiro que iniciou seu governo em 23 de Novembro de 1951, terminou-o em 27 de Novembro de 1956.

(1) Extraído de «MBI», III, n.º 60 – Janeiro de 1956) p. 14

Mais uma crónica de Henrique de Sena Fernandes, este referente aos jogos de hóquei em campo , da equipa de Hóquei Clube de Macau no período do dia 29 de Dezembro de 1934, a 4 de Janeiro de 1935. (1)

“Em Dezembro, as atenções de Macau desviam-se para a visita a Malaia do Macau Hóquei Clube, para uma série de jogos. Aparecem de toda a parte boas vontades para ajudar os “rapazes”. O Governo e o Leal Senado subsidiam, o mesmo procedendo entidades particulares, como Júlio Eugénio da Silva e António Maria da Silva. A Academia de Amadores do Teatro e Música leva a efeito a peça “As Alegrias do Lar”, entregando todo o produto da receita àquele clube desportivo. Na venda dos bilhetes distinguem-se Celeste Vidigal, Celsa Rodrigues e Guidinha Nolasco, que mereceu um agradecimento público do referido clube. Em 24 de Dezembro, os representantes do hóquei partiram de Hong-Kong no “Tilawa”, a caminho de Singapura. Macau ficou aguardando, com grandes expectativas, o triunfo deles. Foram quatro os jogos entre 29 de Dezembro e 4 de Janeiro de 1935. O primeiro jogo realizou-se entre Macau e a selecção de europeus de Singapura, com o resultado a nosso favor de 2-1. O segundo desafio, no último dia do ano, com resto de Singapura, isto é, uma selecção de jogadores não europeus, em que perdemos por 4-2. Para Macau foi um banho de água fria. No dia 2 de Janeiro de 1935, realizou-se em Kuala Lumpur o jogo principal: Macau-Malaia. A nossa linha era a mesma que no ano anterior enfrentara a Malaia:

Almada; Pinto Cardoso e Jacinto Rodrigues; Lino Ferreira, João dos Santos Ferreira e Alexandre Airosa; Frederico Nolasco da Silva, Laertes da Costa, Fernando Ramalho, Rui Hugo do Rosário e Amílcar Ângelo. Reservas – Pedro Ângelo Jr., João Nolasco da Silva e Leonel de Oliveira Rodrigues.

Era o jogo principal. O resultado foi duro para nós: perdemos por 3 bolas a zero; os goals metidos no primeiro quarto de hora da primeira parte. Ouçamos Filipe O’Costa: Antes do jogo, chuva. E assistimos novamente ao descalçar dos sapatos, como em Singapura. Mas houve pior. No primeiro quarto de hora, o nosso grupo, por nervosismo, por cansaço ou pelas duas causas reunidas, jogou mal como raras vezes o tenho visto jogar e os goals vieram, inexoravelmente. Eu, a arbitrar, quási que arranquei os cabelos. Mas honra lhes seja, não desanimaram e começaram a mostrar o que sabem; daí por diante o jogo foi igual e até com notável domínio nosso no final da segunda parte.Passado esse quarto de hora negro, todos jogaram bem, especialmente Ferreira, Rosário e Jacinto, embora o último não tivesse sido tão brilhante como em Singapura”. O último jogo, em 4 de Janeiro, realizou-se em Malaca, em que Macau venceu por 2-0, num “jogo agradável e regular” com “grande assistência, a maior, segundo nos disseram, que ainda presenciou um desafio de hóquei em Malaca”.

O telegrama recebido no dia 3 de Janeiro, anunciando a derrota com a Malaia, causou enorme consternação. A cidade portuguesa pareceu enlutada. No entanto, a actuação do nosso grupo em todos os desafios mereceu grandes encómios da imprensa de Singapura e de Kuala Lumpur. Macau Hóquei Clube não saiu desprestigiado e foi considerado um dos melhores grupos da Ásia. À chegada, o grupo foi recebido por uma grande massa de aficionados. A Sociedade da União Recreativa deu em honra dele, no dia 13 de Janeiro, uma “soirée dançante”, que decorreu muito animada até alta madrugada, interrompida apenas para um fino “copo de água” e para o discurso entusiástico do Presidente da Agremiação, António F. Batalha.(1)

(1) FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-1936). Revista de Cultura, N.º 23 (II Série), Abril/ Junho 1995. Instituto Cultural de Macau, pp. 133-170. http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30018/1706

Continuação das postagens anteriores sobre o 15.º Torneio internacional de Hóquei em Campo – Veteranos, (1) (2) realizado em Hong Kong, de 21 a 29 de Novembro de 1996, no  campo central do hipódromo de “Happy Valley”

Lembrança oferecida pelo capitão da equipa australiana após o encontro Austrália-Macau ao melhor jogador macaense em campo, apesar de “sofrer” cinco bolas nas suas redes.

Dimensões: 9,5 cm topo; 11,5 cm vertical

Da esqªp/dtª – de pé: Ernesto Silva, José dos Santos Ferreira Jr, Osório Cordeiro, António Almeida, Frederico de Sousa, Eduardo de Jesus, Gaspar Conceição, Filomeno Jorge, Filomeno Airosa, Fernando Silva, Rui Izidro, Manuel Assis, Jorge Silva.

1.ª Fila: António Cordeiro, Aniceto Gabriel, Vítor Pereira, Diógenes Dias, João Colaço, João Fazenda, J. Leitão Pereira, Rodolfo Dias, Paulo S. Fernandes (árbitro)

Continuação da postagem anterior sobre o 15.º Torneio internacional de Hóquei em Campo – Veteranos, (1) realizado em Hong Kong, de 21 a 29 de Novembro de 1996, no  campo central do hipódromo de “Happy Valley”

Final Draw I
Final Draw II
Reunião dos delegados das equipas participantes. À cabeceira, Ted Jones (Secretário do «International Masters» e  James Keir (Presidente da Associação de Hóquei m Campo – Veteranos de Hong Kong) – 24-11-1996
Welcome Party – 21-11-1996

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/11/21/noticias-de-21-a-29-de-novembro-de-1996-15o-torneio-internacional-de-hoquei-em-campo-veteranos-pacific-rim-international-masters-i/

CAPA – PROGRAMA (29,5 cm x 20,7 cm; 28 p.)

O 15.º Torneio Internacional de Hóquei em Campo – Veteranos, o chamado “PACIFIC RIM INTERNATIONAL MASTERS  HOCKEY TOURNAMENT”, realizou-se em Hong Kong,  de 21 a 29 de Novembro de 1996, organizado pela “Hong Kong  Hockey Association Veterans Section”, sob a presidência de James Keir. (1)

Os jogos decorreram no parte central do hipódromo de “Happy Valley”  onde existia três campos para a prática de hóquei em campo.
Contra-capa
Programação dos jogos

Neste torneio, nos “Masters 40” participaram 8 equipas que foram divididas em 2 grupos para as eliminatórias. Assim no Grupo A: Austrália, Macau, Malásia Kuala Lumpur e Coreia e no Grupo B: Malásia SAS, Hong Kong, Nova Zelândia e Singapura. No Grupo A, a equipa de Macau ficou em 2.º lugar (ganhou à «Malásia KL» por 2-0 e à Coreia por 3-0) perdendo com «Austrália» por 2-4, pelo que seguiu para a eliminatória seguinte com as equipas de «Malásia SAS» (1.º no grupo B) e Hong Kong (2.º do Grupo B). Macau perdeu ambos os jogos com estas duas formações pelo que ficou em 4.º lugar neste torneio

Resultados dos jogos (Grupo A)

(1) «Hong Kong  Hockey Association» candidatou-se para realizar este evento neste ano, para assinalar a sua participação como “colónia “ inglesa  pois a entrega de Hong Kong à China já estava marcada para 1 de Julho de 1997.

CAPA – PROGRAMA (29,8 cm x 21 cm; 32 p.)

O 11.º Torneio internacional de Hóquei em Campo – Veteranos, o chamado “PACIFIC RIM MASTERS -VETERAN HOCKEY TOURNAMENT”, realizou-se em Singapura, organizado pela “Singapore Veterans Hockey Association”. Os jogos decorreram no “Delta Sports Complex” de 2 a 7 de Novembro de 1992

Neste torneio, nos “Masters 40” participaram 4 equipas; Austrália, Macau, Malásia e Singapura e nos “Masters 50” somente três equipas: Austrália, Malásia e Singapura.

CONTRA-CAPA
Cerimónia de Abertura no dia 2 de Novembro de 1992
Programa da cerimónia de abertura, dia 2 de Novembro de 1992
Lista da comitiva macaense
À chegada ao “Delta Sports Complex” no dia 3 de Novembro de 1992

Uma homenagem aos companheiros – saudosas memórias dos que já partiram: Amadeu Cordeiro e Alberto Colaço

Programa dos jogos

Ainda no âmbito do II Encontro das Comunidades Macaenses (1) e como a prática do desporto constitui parte importante no convívio social, decorreu no dia 26 de Outubro da parte da tarde, no Campo de Tap Seac, ex-libris do desporto de Macau de tantas memórias, um encontro de futebol entre a Casa de Macau em S. Paulo e os Veteranos de Macau.

Na mesma tarde e no mesmo lugar foi o hóquei em campo igualmente estrela, tendo por protagonistas a Casa de Macau em S. Paulo e o Hóquei Clube de Macau, tendo saído vencedora a equipa do Hóquei Clube de Macau por 3-1.

O evento desportivo decorreu debaixo da animação esperada com a adesão de muitos dos visitantes. (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/10/19/noticias-de-19-a-25-de-outubro-de-1996-ii-encontro-das-comunidades-macaenses-i/

(2) Fotos e texto extraídos de «Desporto 96», IDP, 1997, pp.43-44

Após oito anos, a “Malaysian Hockey Federation “ (1) organizou de novo o torneio dos veteranos de hóquei em campo, o chamado “PACIFIC RIM MASTERS -VETERAN HOCKEY TOURNAMENT”, o 18.º, na cidade de Kuala Lumpur (Malásia) de 23 de Setembro a 1 de Outubro de 1998. O torneio englobou ainda duas outras provas: “Senior Masters” e “Ladies Tournament”. Os jogos decorreram no “Pantai Hockey Stadium”.

CAPA do programa (29,5 cm x 21 cm)
Contracapa da programa

Notas do representante dos Veteranos de Macau, na reunião dos delegados das selecções.

Apresentação dos participantes macaenses
“OFFICIAL DINNER” 30-09-1998

NOTA: a delegação de Hong Kong apresentou-se pela primeira vez neste torneio com a denominação Hong Kong/China, após a transferência da soberania a 1 de Julho de 1997

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/09/19/noticias-de-17-a-23-de-setembro-de-1990-torneio-internacional-de-hoquei-em-campo-veteranos-pacific-rim-international-masters/https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/09/24/lembranca-do-torneio-internacional-de-hoquei-em-campo-veteranos-pacific-rim-international-masters-ii/

Continuação da leitura do artigo “Resenha Histórica do Hóquei Clube de Macau”, que José dos Santos Ferreira (Adé) publicou em 1972, na revista «MACAU, Boletim de Informação e Turismo» (1) (2)

“… O primeiro «interport» contra Hong Kong efectuou-se em 1934, tendo terminado com um empate 1-1. A série dos «interports» anuais entre as selecções de Macau e Hong Kong prosseguiu, ininterruptamente até 1941, ano em que romperam as hostilidades no Pacífico. Entretanto, em 1939, o tenente Filipe O´Costa havia regressado à Metrópole. Porém, em Macau, ficaram bem vincados, entre os adeptos de várias modalidades desportivas, e quiçá para sempre, o seu nome e a sua obra, aliados à noção mais viva dos princípios do desportivismo, amor e dedicação ao desporto. É que Filipe O´Costa pugnou sempre, não apenas pela modalidade e clube que aqui havia criado, mas também pelo desenvolvimento de outras actividades desportivas nomeadamente o ténis e o atletismo.

Por ironia das circunstâncias, nunca o desporto em Macau teve tantos adeptos e tão vasta actividade como nos anos cruciantes da guerra no Pacífico. O hóquei, como não podia deixar de ser, teve o seu grande quinhão de benefício. Longe de se manter inerte, bem pelo contrário a actividade que se desenvolveu no seu único campo – o da Caixa Escolar – foi extraordinariamente intensa e profícua. Toda a promoção em prol do hóquei foi possível na medida em que os numerosos hoquistas de Hong Kong aqui refugiados quiseram e bem souberam cooperar com os elementos locais no prosseguimento da prática e tradição da modalidade.

Disputaram-se, então, torneios e campeonatos, uns após outros com a participação de dez grupos, no mínimo, de homens, e de outros tantos de meninas e de estudantes. A febre do hóquei só abrandou quando terminada a guerra, os milhares de refugiados regressaram às suas terras.

O Hóquei Clube de Macau adquiriu personalidade jurídica em 1944, com a publicação dos seus estatutos, aprovados pela Portaria n.º 3: 658 de 21 de Outubro desse mesmo ano. A série dos «interports» com Hong Kong retomou o seu prosseguimento em 1949, com a realização do 9.º encontro anual e não mais sofreu interrupção até ao ano presente (1972), em que os seleccionados de Macau, tendo-se deslocado a Hong Kong, dali regressaram com a vitória de 1 a 0. “.

A representação do País em certamente internacional foi, desde há muito, «sonho doirado» do Hóquei Clube de Macau. O clube macaense tudo fizera para estar presente nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e de 1956, em representação de Portugal. Mas circunstâncias adversas impediram que tão grande aspiração e honrosa representação se transformassem em realidade.” (1)

(1) FERREIRA, José dos Santos – «MBIT», VIII-3/4 de Maio/Junho de 1972, pp.2-3

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/09/11/leitura-resenha-historica-do-hoquei-clube-de-macau-i/