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Na continuação da postagem de 12-02-2018, festejos do ano novo chinês que nesse ano de 1956 foi a 12 de Fevereiro (1), retiro do «Boletim Geral do Ultramar» (2), uma crónica macaense sobre as festas escolares realizadas nas Escolas Primárias Oficiais Luso-Chinesas Sir Robert Ho Tung
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/02/12/noticia-de-12-de-fevereiro-de-1956-dia-de-ano-novo-lunar/
(2) Extraído de «BGU», XXXII – 369,Março de 1956 pp. 166-168 e

“Slide”digitalizado da colecção “MACAU COLOR SLIDES  KODAK EASTMAN COLOR” comprado em finais da década de 60 ou princípio de 70 (séculoXX), se não me engano, na Foto Princesa (1) Foi inaugurada a 16 de Setembro de 1954, em Macau, no então recente aterro da Praia Grande, em frente do antigo Palácio das Repartições Públicas o pedestal e a estátua que foi feita em pedra liós, da autoria do escultor Euclides Vaz, ao primeiro português que veio à China, Jorge Álvares. (2) (3)
O Engenheiro José dos Santos Baptista, Chefe da Repartição Técnica da Obras Públicas discursou, tendo salientado:
“ … após abertura do concurso promulgado pelo Ministro do Ultramar , o júri do concurso classificou , em primeiro lugar, o trabalho do escultor Euclides Vaz, a quem, em Setembro de 1953 , foi feita a adjudicação da obra. Em Maio deste ano (1954) chegaram a Macau, no paquete «Índia», todas as peças do monumento.
Elaborado o projecto da sua localização e montagem pela Repartição Técnica das Obras Públicas, é a respectiva execução posta a concurso e, depois, adjudicada ao empreiteiro Vá San. A montagem foi iniciada em fins de Julho e ficou concluída em fins de Agosto…. (…)
Falou de seguida, o Presidente do Leal Senado, António de Magalhães Coutinho, que traçou resumidamente a biografia de Jorge Àlvares.
Finalmente o Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro usou da palavra, enaltecendo profundamente o acto. Saliento uma pequena passagem:
“A viagem de Jorge Álvares e a documentação que lhe confirma o lugar de pioneiro nos contactos do Ocidente com o Imperio Celeste não foram completamente esclarecidos senão há cerca de 20 anos, conservando-se o seu nome injustamente esquecido durante mais de quatro séculos. Diversas causas para tal contribuíram, salientando-se dentre elas os terramotos de Janeiro de 1531 e de Novembro de 1755 que destruíram boa parte dos arquivos de Lisboa sobre os nossos feitos na ìndia e terras do Oriente e que dificultaram consequentemente trabalho de estudiosos e investigadores.
Por sua vez, o autor Ljungstedt, que escreveu o «Esboço histórico dos Estabelecimentos Portugueses na China» – obra editada em Boston em 1836 – prestou-nos muito mau serviço pelos erros e incorrecções que deixou escrito a nosso respeito que infelizmente fizeram escola por esse mundo fora. Segundo Ljungstedt fora o português Rafael Perestrelo quem primeiramente tinha chegado à China embora se saiba que só aqui esteve pelo menos um ano mais tarde… (…)”
Findo os discursos, a esposa do Governador, D. Laurinda Marques Esparteiro puxou o laço que prendia a Bandeira Nacional descerrando assim a estátua de Jorge Álvares.
Numa das faces de pedestal estão gravadas a profecia que sobre Jorge Álvares nos deixou o cronista João de Barros:
«E peró que aquela região de idolatria coma o seu corpo, pois por honra de sua pátria em os fins da terra pôs aquele padrão e seu descobrimento, não comerá a memória da sua sepultura, enquanto esta nossa escritura durara»
Recorda-se que em 1513, Jorge Álvares que largara algum tempo antes de Malaca num junco tendo a bordo o seu filho, aportava ao largo da barra do Rio cantão e lançava ferro no ancoradouro da Ilha de Tamão (Jack Braga identificou-a como a Ilha de Lintin) que nessa época era o centro de todo o comércio da China com o exterior.
Faleceu na Ilha de Tamão na sua quarta viagem para estas paragens, tendo desembarcado em Cantão onde ficou pouco tempo, no regresso à Ilha de Tamão faleceu, a 8 de Julho de m 1521, oito anos depois de ali ter aportado, ficando ali sepultado junto do padrão que ele havia levantado e ao lado do filho que aí falecera em 1513.
NOTA: A cerimónia da inauguração da estátua Jorge Álvares foi filmada por uma equipa técnica da empresa cinematográfica «Eurásia Filmes, Limitada» (4) sob a direcção de Eurico Ferreira para um documentário, que não sei se foi exibido mas que se perdeu a cópia.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/foto-princesa/
(2) «MACAU Boletim Informativo», Ano II, n.º 28 de 30-09-1954.
(3) Ver referências anteriores a este navegador, nomeadamente à inauguração da estátua:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-alvares/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/estatua-de-jorge-alvares/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/22/leitura-caminhos-do-futuro-dos-horizontes-da-nacao-ii/
(4) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/23/noticias-23-11-1955-caminhos-longos-uma-iniciativa-arrojada-da-eurasia-filmes/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/09/03/filme-caminhos-longos-de-1955-artistas-chineses-de-cinema/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/05/07/noticia-filme-caminhos-longos/

Extraído de «BGC» XXVI-309, 1951.
NOTA: O governador da Colónia era o Capitão-tenente Albano Rodrigues de Oliveira; o Bispo da Diocese, D.João de Deus Ramalho, S. J.; o comandante militar, Coronel de Infantaria Laurénio Cotta Morais dos Reis, e o capitão dos portos, Capitão-tenente Diogo António José Leite Pereira de Melo e Alvim.
O chefe da Repartição Central dos Serviços dos Correios, Telégrafos e Telefones era António de Magalhães Coutinho.
O presidente da Associção Comercial Chinesa era o sr. Ho Yin.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/06/25/noticia-de-junho-de-1951-inicio-da-segunda-fase-do-bairro-economico-dos-correios-e-telegrafos/

Extraído de «BGC» XXVI-307, Janeiro de 1951.

António de Magalhães Coutinho foi nomeado Presidente do Leal Senado a 19 de Outubro de 1950 (B O n.º 42 de 21 de Outubro de 1950.) e terminou a 16 de Maio de 1957 (BO n.º 20 de 18 de Maio de 1957.)

Boletim Oficial de Macau, n.º 42 de 21 de Outubro de 1950.
Boletim Oficial de Macau, n.º 20 de 18 de Maio de 1957.

Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-de-magalhaes-coutinho/  

Jorge Grave Leite foi nomeado Presidente da Comissão Administrativa a 26 de Fevereiro de 1948 (BO n.º 10 de 6 de Março de 1948) e terminou a 21 de Outubro de 1950 (B O n.º 42 de 21 de Outubro de 1950)

Boletim Oficial de Macau n.º 10 de 6 de Março de 1948.
Boletim Oficial de Macau n.º 42 de 21 de Outubro de 1950.

Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-grave-leite/er

Com o fim de comemorar o restabelecimento do «Sporting Club de Macau», efectuaram-se, nos dias 13 e 16 de Setembro de 1951 dois interessantes festivais desportivos um de futebol em miniatura e outro de pugilismo, com grande concorrência do público. (1)

As equipas de “misto Militar” e o “Clube Melco”
As equipas do “Sporting” e “Lin Yee”
Os pugilistas enfrentando-se cautelosamente
Uma fase animada dum dos combates

Extraído de «Mosaico» 1951.

NOTA:O «Sporting Clube de Macau» foi fundado em 11 de Setembro de 1926, sendo a filia n.º 25 do «Sporting Clube de Portugal». Os estatutos foram aprovados pela Portaria n.º 172 de 8 de Setembro de 1926 (publicada no Boletim Oficial n.º 37, de 1926). Foi depois restaurado em 16 de Agosto de 1950 com novos estatutos aprovados pela Portaria n.º 4:935, de 10 de Março de 1951 (publicada no Boletim Oficial n.º 10, de 1951). A sede nesse ano estava situada no Edifício da caixa Escolar , 1.º andar e tinha cerca de 200 sócios.

Os corpos gerentes em 1951/1952 eram:
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL:
Presidente – Major Acácio Francisco Leão Cabreira Henriques
Vice-presidente – Alfredo José da Silva
1.º Secretário – Mário Correia de Abreu
2.º Secretário – Gregório Félix
DIRECÇÃO:
Presidente – António de Magalhães Coutinho
Vice-presidente – Capitão Carlos Loureiro Palmela
Secretário-geral – Adelino Serra de Almeida
Secretário-adjunto – Romeu Xavier
Tesoureiro – Albino Pereira da Silva
Vogais – Gióbio Pires Soares e Américo Lopes Gomes
CONSELHO FISCAL E DE SINDICÂNCIA:
Presidente – Dr. Adolfo Adroaldo Jorge
Vice-presidente – Arnaldo Rodrigues da Silva
Secretário relator – Manuel Dimas Pina

O «Clube Melco» foi fundado em 1 de Setembro de 1940.Os estatutos foram aprovados pela Portaria n.º 3:113, de 26 de Abril de 1941, publicada no B oletim Oficial n.º 17, de 1941. Tinha, nesse ano (1951), cerca de 130 sócios e a sede estava localizada na Areia Preta (Melco)

DIRECÇÃO:
Presidente – Dr. Cassiano de Castro Fonseca
Secretário – Vicente Nunes
Tesoureiro – António de Barros Pereira
Vogais – Vítor B. da Silva e King W. Chun

Um dos empreendimentos de grande envergadura a que o Exmo. Sr. Director dos Correios e Telégrafos, António de Magalhães Coutinho, dedicou todo o seu interesse, foi a construção dum bairro económico para os empregados inferiores da sua repartição, sendo neste mês de Junho de 1951, iniciada a segunda fase da construção dos novos blocos deste bairro.
O encarregado do Governo Dr. Aires Pinto Ribeiro tendo à direita a Esposa e à esquerda a Esposa do Capitão Almor Baptista, Chefe do Gabinete e António de Magalhães Coutinho, Director dos CTT, na visita que fizeram ao Bairro Económico dos Correios.
A Sra. D. Lígia Pinto Ribeiro, esposa do Encarregado do Governo, no acto de lançamento da primeira colherada de argamassa para a construção dos novos blocos do Bairro Económico dos Correios.
Fotos e artigo retirados de «MOSAICO» VOL II – 10, 1951.

BAIRRO ECONÓMICO DOS CORREIOS – FOTO DE 1955

O Bairro Económico dos C.T.T. representou, em Macau, uma obra de vincado sentido corporativo, e marcou uma orientação firme alicerçada nos princípios orientadores do estado Novo
De: MBI III-56, 1956.

No dia 1 de Novembro de 1955 deveria ter dado início às Comemorações do IV Centenário de Macau 1555 -1955, programadas para serem realizadas durante o mês de Novembro de 1955.
Sobre este cancelamento, comenta o investigador Moisés Silva Fernandes (1):
“Graças a pressões públicas e particularidades exercidas por círculos nacionalistas macaenses, a administração portuguesa de Macau, foi persuadida a comemorar o 4.º centenário de Macau, em Novembro de 1955. A China não reagiu bem às comemorações e fez saber a nível particular e em público o seu desagrado. Zhou En Lai interviu pessoalmente na matéria e a administração portuguesa viu-se na necessidade (2) de cancelar as comemorações para evitar a deterioração da situação política”
programa-das-comemoracoes-do-iv-centenario-capaO programa estabelecido pela Comissão (submetido em 2 de Março de 1955, mas sujeito a alterações) (3) iniciava essas Comemorações no dia 1 de Novembro de 1955 (Terça-feira), às 6.00 horas, com alvorada e hasteamento da bandeira nacional nas fortalezas, navios de guerra e edifícios públicos e terminava no dia 30 de Novembro (Quarta-feira), as 21.00 horas com a sessão solene do encerramento das Comemorações, falando o Governador da Província, o Presidente da Comissão das Comemorações e o Representante da Comunidade Chinesa.

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A maioria das cerimónias programadas foi cancelada e mesmo a pequena cerimónia marcada para o dia 20 de Novembro em que se assinalava os quatro séculos da presença portuguesa em Macau e que constava de uma Procissão da Sé Catedral para as Ruínas e S. Paulo não se realizou.
Estava também prevista para o dia 1 de Novembro, o lançamento de 4 selos postais comemorativos do 4.º centenário. (4)
Estava também prevista a publicação de uma edição popular da História de Macau. (5)

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O Grande Prémio de Macau que estava integrado no programa, realizou-se no dia 5 de Novembro, com provas de automobilismo (prova para principiantes, prova para senhoras) às 10.00 horas e às 15.00 horas e no domingo, dia 6 com a realização do II Grande Prémio de Macau (6) pelas 12.00 horas. O circuito nesse ano foi alargado em diversos pontos e asfaltado nos troços que eram ainda de areia. Atraiu cerca de 30 mil espectadores. Entre os 12 concorrentes (de Singapura, Hong Kong e Macau) alinhados na grelha da partida, foi vencedor Robert Ritchie, ao volante de um «Austin-Healey», completando as 60 voltas do circuito em 3h, 55m e 55,7 s. Nessa noite pelas 20.00 horas realizou-se o Jantar e distribuição de Prémios das Provas de Automobilismo, no Clube de Macau.
programa-das-comemoracoes-do-iv-centenario-comissaoA Comissão das Comemorações do IV Centenário de Macau, nomeada por Portaria de 8 de Janeiro de 1955 era composta pelas seguintes individualidades:
Presidente – Dr. Pedro José Lobo, chefe dos Serviços Económicos
Secretário – Luís Gonzaga Gomes, professor e sinólogo
Vogais – António Magalhães Coutinho, presidente do Leal Senado da Câmara e chefe dos Serviços dos C.T.T.
Engenheiro José dos Santos Baptista, chefe da Repartição Técnica das Obras Públicas
Intendente do distrito José Peile da Costa Pereira, chefe dos Serviços de Administração Civil
Capitão de artilharia João Vítor Teixeira Bragança
Padre Manuel Pinto Basaloco
Ho Yin, presidente da Associação Comercial de Macau
José Maria Braga, publicista e historiador
Primeiro-tenente da Administração Naval Manuel António Lourenço Pereira

programa-das-comemoracoes-do-iv-centenario-posse-iO Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro proferindo o discurso no acto da posse da Comissão das Comemorações do IV Centenário de Macau

A posse da Comissão realizou-se no dia 14 de Janeiro numa cerimónia pública na Sala Verde do Palácio do Governo na Praia Grande e a que presidiu o Governador Almirante Joaquim Marques Esparteiro. A este acto, assistiram o Prelado da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz, o Meritíssimo Juiz de Direito da Comarca, Dr. Alberto Rafael Marques Mano, o Comandante Militar, Coronel Rui Pereira da Cunha, membros do Conselho do Governo e do Corpo Diplomático, chefes de serviço e outros funcionários superiores, elementos da Comunidade Chinesa, representantes da Imprensa e numerosas pessoas. (7)

programa-das-comemoracoes-do-iv-centenario-posse-iiO Sr. Pedro José Lobo, Presidente da Comissão, pronunciando o seu discurso.

(1) FERNANDES, Moisés Silva – Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas, 1945-1995: Cronologia e Documentos. Fundação Oriente, Lisboa, 2000, 849 p. + |Documentos LIX|
(2) Zhou Enlai – 周恩來 (Chu En Lai) (1898- 1976) vice-presidente do partido Comunista Chinês de 1956 a 1966, primeiro-ministro de 1949 até à sua morte e de 1949 a 1958 também ministro dos Negócios Estrangeiros.
(3) Programa das Comemorações do IV Centenário de Macau 1555-1955. Comissão das Comemorações do IV Centenário de Macau, Macau-Ásia, 1955, 9 p., 26,5 cm x 19,5cm.
(4) Macau Boletim Informativo, Ano III, 1955.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/02/selos-postais-comemorativos-da-fundacao-de-macau-1955/
(5) “8-01-1955 – Comemorações do IV Centenário do estabelecimento português em Macau (B. O. n.º 2) Entre os eventos e acções previstos conta-se com a publicação de uma edição popular da História de Macau… A Comissão nomeada dá uma ideia das «eminentes» personalidades de então (B. O. n.º 25, de 18 de Junho)” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998).
(6) Ver anteriores referências a este Grande Prémio em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/05/noticia-de-5-de-novembro-de-1955-ii-grande-premio-de-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/06/noticia-de-6-de-novembro-de-1955-ii-grande-premio-de-macau/
(7) Macau Boletim Informativo, Ano II, 1955.

Pela primeira vez em Macau realizou-se no dia 12 de Junho de 1954, véspera do dia de Santo António, por iniciativa e sob o patrocínio da esposa do Governador Marques Esparteiro, a tradicional festa dos santos populares, tão em voga em Portugal.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António IA Sr.ª de Marques Esparteiro cortando a fita simbólica.

Esta festa, destinada a fins beneficentes, teve lugar no terraço do Mercado de S. Domingos, sob a organização da Comissão Administrativa do Leal Senado da Câmara de Macau , cujo presidente era António de Magalhães Coutinho.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António IIÀ porta do mercado, uma artística imagem de Santo António, rodeada de vasos com manjericos, chamava a atenção do público.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António III Varrido de ar fresco, o espaço oferecia um aspecto alegre e agradável, o que entusiasma e dispunha bem toda os assistentes. Havia divertimentos de toda a sorte e bebidas refrigerantes para os que tinham sede

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António IVA alegrar ainda mais o recinto, a Banda Policial e o grupo «Esperança» deleitaram o público com músicas portuguesas e americanas, tendo-se bailado animadamente.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António VNo dia 13, dia de Santo António, o aprazível recinto atraiu novamente grande multidão que ali foi passar algumas horas divertidas.
Naquela noite, a Banda Policial e o grupo «Negro-Rubro» marcaram a sua presença, executando vários números de música em voga, o que concorreu muito para animar a festa.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António VIReportagem e fotos de «Macau Boletim Informativo», 1954.

Trecho referente a Macau, na p. 573 (CAP VII – Portugal Ultramarino), do livro de propaganda ao Estado Novo, de 1957 (1)
“A província portuguesa de Macau tem sido verdadeiro porto de abrigo de milhares e milhares de necessitados.
Fundada em 1557, a cidade de Macau encontra-se situada na China Meridional, em dois terços de uma pequena península da ilha chinesa de Heung- San, a que os portugueses chamam Anção. Compreende esta província além da cidade de Santo Nome de Deus de Macau, as ilhas de Taipa e de Coloane.


Macau é uma cidade florescente, limpa, airosa e pitoresca. os seus edifícios e tabuletas chineses dão-lhe uma nota de exotismo, que é tanto mais viva e impressionante, quanto é certo que a fisionomia da cidade é tipicamente europeia. Possui largas avenidas, como as de vasco de Gama e de Almeida  Ribeiro – a principal artéria da cidade – , bons edifícios públicos, como o Leal Senado, a Biblioteca Pública, a Escola Primária Oficial, o Hospital Conde de S. Januário, o Tribunal de Justiça, o Palácio do Governo e a Capitania dos Portos, Fortes, cheios de recordações, histórias, templos católitos e chineses, hospitais, escolas, etc. constituem um conjunto de grande beleza e grandiosidade.
Macau é um dos mais importantes centros comerciais do Extremo-Oriente. As suas indústrias são importantes, destacando-se a da pesca que emprega cerca de 20.000 pessoas, chegando a atingir um rendimento de 5 milhões de patacas anuais.
A indústria dos pauchões ou estalos da China, os pivetes, os fósforos, os tecidos, o vinho chinês e os artefactos de malha, constituem as principais indústrias de Macau. O movimento dos portos é intensíssimo.
As gravuras que ilustram estas páginas mostram, ao alto, um pormenor do bairro económico; ao centro, o Palácio das Repartições Públicas; e em baixo o Palácio do Governo” 

A referenciação às gravuras desta página, não estão correctas pois embora a 1.ª possa ser de um bairro económico (não consegui precisar qual?), a 2.ª, não é o Palácio das Repartições, mas o Hospital S. Rafael e a 3.ª, esta sim,  Palácio das Repartições  Públicas e não o Palácio do Governo.
Quando o livro foi publicado, o Governador de Macau era Comandante Pedro Correia de Barros que governou Macau de 1957 a 1958 (Loulé 1911-1968) (2)

Numa das páginas finais do livro, na secção “saudações das entidades governativas do continente e do ultramar”, encontra-se as fotos de diversos presidentes dos municípios das “províncias ultramarinas” e entre elas, a foto do Presidente do Município de Macau.

O Presidente do Leal Senado, nessa altura, era António de Magalhães Coutinho – presidente de 25-10-1950 a 15-05-1957, data em que pediu a exoneração.
(1) GOMES, F. Matos (dir. literária) – 30 Anos de Estado Novo 1926 – 1956.  Lisboa, 1957, 639 p. + 17  páginas de anúncios + 33 p. de saudações das entidades governativas do continente e do ultramar. 28 cm x 20 cm
(2) http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Correia_de_Barros