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Extraído de «BGC», XXVI – 295, Janeiro de 1950, pp. 183-1888

O governador, o prelado de Macau e o comandante militar da colónia à chegada ao campo
Aspecto da missa campal
Os novos barcos alinhados, antes da bênção
O prelado de Macau no acto da bênção dos novos barcos do Centro Náutico da Mocidade Portuguesa
A menina Norma Ruth de Oliveira «baptiza» duas embarcações

NOTA – Ver anterior referência ao clube náutico em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/12/01/noticia-de-1-de-dezembro-de-1949-inaugura-cao-do-centro-nautico/

Mário Cabral e Sá, de Goa, num artigo publicado na «Revista Nam Van» de 1984 (1) a propósito do Arquivo Histórico de Goa onde se encontra vários processos administrativos e judiciais do regime português até 1961 (data em que termina a alçada judicial que o Tribunal de Relação de Goa tinha sobre Macau e Timor), refere que entre esses processos nomeadamente numa série de «Livros de Macau» encontrou o processo n.º 113 ( o autor não aponta a data!) que relata sumariamente o seguinte: 

“O Dr. Gustavo Nolasco da Silva, (2) conservador do Registo Predial da Comarca de Macau, foi ferido, com dois tiros de revólver, por Fernando Sena Rodrigues, (3) natural de Macau, casado, comerciante. Nolasco da Silva, que era também vogal da Comissão de Terras, teria dito a Sena Rodrigues que não lhe era possível conceder os terrenos referidos porque já o haviam sido a um tal Gomes, que era financiado por uns alemães de uma sociedade em que o pai de Nolasco da Silva parecia ter interesses.”

(1) SÁ, Mário Cabral e – Há muitas maneiras de matar pulgas in «Revista Nam Vam», n.º 5, 1 de Outubro de 1984, pp. 25-26.

(2) Gustavo Nolasco da Silva (1909-1991), 2.º filho de Luis Gonzaga Nolasco da Silva (7.º filho de Pedro Nolasco da Silva e Edith Maria Angier) e proprietário da «Casa Branca», posteriormente Convento da Ordem do Precioso Sangue, era licenciado em Direito. Foi conservador do Registo Predial de Macau. Foi advogado da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia (Cartório da Santa Casa). https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/gustavo-nolasco-da-silva/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/09/postais-macau-artistico-iv/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/06/personalidade-pedro-nolasco-da-silva/

(3) Fernando de Senna Fernandes Rodrigues (1895-1945) 1.º filho de Fernando José Rodrigues e de Alina Clarissa de Senna Fernandes, proprietário e fundador da «Firma F. Rodrigues, agente de companhias de navegação e seguros. Faleceu assassinado à porta da Caixa Escolar, por Wong Kong Kit, a soldo de uma quadrilha de chineses pró japoneses em 10-09-1945. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fernando-de-senna-fernandes-rodrigues/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firma-f-rodrigues/

Emblema de pano formato oval), bordado, com 8 cm x 11 cm de maiores dimensões, da Associação de Futebol de Macau.
Este emblema terá sido uma proposta da Associação de Futebol de Macau (AFM) aquando da sua constituição na década de 50 e possivelmente terá tido (ou não) a aprovação do Conselho (?) Desporto (1) já que no verso do emblema apresenta um carimbo.(embora muito mal visualizado)
No entanto, consultando as fotografias dos encontros de futebol entre Macau e Hong Kong dessa época, o emblema utilizado nas camisolas não foi este.
(1) O Conselho de Desportos foi extinto a 8 de Dezembro de 1956, data da publicação do  Diploma Legislativo n.º 1:368, que criou o Conselho Provincial de Educação Física (sede: 1.º andar do Edifício da Caixa Escolar)
Ver anteriores referências à Associação de Futebol de Macau em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/associacao-de-futebol-de-macau/

Continuação da reportagem de Edgar Allen Forbes para o “The Nactional Geographic Magazine”de Washington em 1932, depois traduzida por Fernanda de Bastos Casimiro para o Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro (1)
Foto «MACAU – CAIXA ESCOLAR», inserida no mesmo Boletim (1)

(1) Ver  anterior postagem em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/04/leitura-macau-terra-da-doce-saudade-i/
Sobre o “Sui An”, ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/19/noticias-de-pirataria-19-de-outubro-de-1922/

Autocolante do Instituto Politécnico de Macau do início da década de 90 (século XX) (1) com o logótipo do Instituto (10 cm x 8,3 cm)

LEMA: Ab scientia ad veritatem
普專兼擅 中西融通
Knowledge, expertise and global vision
(Dilatar o conhecimento técnico-científico com base nas culturas da China e do Ocidente)

Três outros autocolantes rectangulares (20 cm x 5 cm) do mesmo Instituto

O Instituto Politécnico de Macau foi fundado em 16 de Setembro de 1991 – Decreto-Lei n.º 49/91/M (B.O. de Macau de 16 de Setembro de 1991). Teve a sua primeira sede nas antigas instalações da Autoridade Monetária de Macau junto da Caixa Escolar, defronte à Escola Primária Pedro Nolasco. Ocupou depois as instalações do Liceu de Macau na Rua de Luís Gonzaga Gomes na zona de aterros do Porto Exterior (ZAPE)

http://www.ipm.edu.mo/pt/general_information.php

Nos dias 2, 3 e 4 de 1954 no Campo da Caixa Escolar houve arraial à portuguesa promovido pela Delegação de Macau da Cruz Vermelha Portuguesa cuja receita se destinou a obras de beneficência. No recinto foram colocadas barracas típicas alusivas às várias províncias portuguesas.

MACAU Bol.INf. Ano II n.º29 1954 Arraial à portuguesaHouve, tombolas, rifas, danças regionais e descantes. Os indígenas deliciaram a assistência com as suas danças características.
Foto e reportagem de “MACAU Bol. Inf., 1954″.

O 1.º dia de Dezembro, data da Restauração da Independência Nacional, era celebrado em Macau com as características dos feriados nacionais.
Assim, a bandeira nacional era hasteada em todos os edifícios públicos da Província e nesse ano de 1955, troou compassada a artilharia com a salva de 21 tiros disparada do alto da Fortaleza do Monte e do Aviso «Pedro Nunes». Os edifícios ostentaram suas fachadas com iluminação de gala desde o fechar da noite até às 24 horas, o mesmo fazendo o «Pedro Nunes».
A Mocidade Portuguesa celebrou, neste dia, a sua festa anual, com programa escolhido ao qual presidiu o Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro que chegou ao campo de Tap Seac, pelas 9 horas onde passou revista à guarda de honra que a Mocidade lhe prestou.

MBI III-57 1955 1.º Dezembro IA seguir foi celebrada a missa campal no altar improvisado para esse fim junto ao edifício da Caixa Escolar pelo Bispo de Macau, D. Policarpo da Costa Vaz.

No final da missa, seguiu-se o desenrolar do programa de demonstrações pelos filiados da Mocidade Portuguesa, com curiosos números de ginástica e sinalagem, e entoações de números de canto coral.

MBI III-57 1955 1.º Dezembro IIEm seguida, distribui-se diplomas aos graduados promovidos e a «Bandeira da Mocidade», em formatura geral prestou continência ao Primeiro Magistrado da Província.

MBI III-57 1955 1.º Dezembro IIIEncerrou-se o programa com o Hino Nacional, cantado em coro por todos os filiados.

Informações   e fotos de Macau B. I., 1955
NOTA: Ver idêntica cerimónia , o 1º de Dezembro de 1953, em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/12/01/noticia-de-1-de-dezembro-de-1953-mocidade-portuguesa/

Hoje, dia 14 de janeiro de 1950, faleceu no Hospital Conde S. Januário, com a idade de 57 anos, Fernando Lara Reis.

Hernâni Anjos escreveu no jornal “Notícias de Macau”, do dia 17 de Janeiro de 1950”:

Professor austero e adorado; o turista tenaz e minucioso; o militar que combateue consagrou a memória dos que a seu lado tmbaram no campo da luta; o amigo sincero e firme, o companheiro amável e bem humorado, o cavaqueador que, por si só, eras pessoa para sustentar, durante, horas a animação da conversa em qualquer meio social… (…)
… Fernando de Lara Reis despediu-se esta madrugada de todos os seus inúmeros alunos, que tando o respeitavam e adoraram; de todos os imensos pontos do Mundo até onde conseguiu levar a par das múltiplas malas de viagem, a inesgotável mala da sua curiosidade… (…)
Pôs-se ontem verdadeiramente o Sol no “Sol Poente                       

Fernando Lara ReisFernando de Lara Reis (Leiria, 28-12-1892), frequentou o Colégio Militar (então chamada Escola de Guerra) e participou como tenente aviador militar na I Guerra Mundial aonde veio a sofrer um desastre que o obrigou a reformar-se com a patente de capitão.
Chegou a Macau em 1919, para ensinar no Liceu Central de Macau (nesse ano ainda instalado no Hotel da Boa Vista e depois, já no Tap Seac, em 1937, Liceu Nacional Infante D. Henrique). Professor de desenho, ciências naturais e de ginástica.
A ele ficaram a dever várias acções de âmbito escolar, tais como a fundação da “Associação Escolar do Liceu” (Estatutos publicados em 1935) que foi a sucessora da “Academia” fundada em 1920 (1) pelo reitor, Dr. Carlos Borges Delgado.
Dotado de um grande espírito de iniciativa, para diversão dos alunos, adquiriu mesas de “ping-pong”, uma mesa para xadrez e uma para damas, promoveu a construção de um campo de basquebol, um de voleibol e um de bagminton., fazim-se exposições de trabalho escolar (2) festas de convívio, passeios à China (Choi Hang) (3) (utilizando transportes de Companhia de Autocarro “Kee-Kuan”), campeonatos desportivos inter-escolares. Promotor da Feira Escolar para a construção do Campo Desportivo Escolar depois denominado Campo da Caixa Escolar para uso exclusivo dos estudantes. (4)
Partiu para Portugal em 1940 e daí para o Liceu Afonso de Albuquerque, em Goa onde permaneceu 5 anos. Após a II Guerra Mundial regressou a Macau.
Sócio-fundador do “Rotay Club de Macau”, legou à Santa Casa da Misericórdia de Macau, a sua residência “SOL POENTE” na Avenida da República. Mais tarde, por iniciativa dos rotários, foi aí instalada a Clínica «Lara Reis», o primeiro centro de luta anticancerosa (5).

Clínica Lara ReisClínica «Lara Reis» em 1988 (5)

Fundou em Macau a secção local da “Liga dos Combatentes da Grande Guerra”, tendo como sede, a torre ainda hoje existente no plano superior do Jardim de S. Francisco. (6) e a construção de um ossário–monumento dos Combatentes da Grande Guerra no Cemitério de S. Miguel.(7)

(1) “05-10-1920 – O Liceu Central começa a publicar mensalmente o jornal A Academia, que segue até o número 9 de Julho de 1921, sob a responsabilidade de Pedro Correia da Silva.”
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p (ISBN 972-8091-11-7)
(2) “19-04-1928 – O Liceu Central de Macau preparou e vai enviar trabalhos de Desenho ao Congresso Pedagógico do Professorado do Ensino Secundário em Viseu. O Prof de Desenho é Lara Reis. O Liceu mostra, além de um forte vínculo luso-oriental, enormedinamismo a nível local já que acaba de receber a visita do Reitor da Universidade de Hong Kong, Prof. Horneli, que se interessou muito pela História de Portugal, pela produção artística dos alunos, exposta, e pelo apetrechamento do Liceu, nomeadamente a colecção de História Natural” (1)
(3) “03-01-1927 – Visita dos estudantes do Liceu de Macau aos estudantes da Universidade Leng-Nám de Cantão.”
GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.
(4)  Depois denominado Campo Desportivo Coronel Mesquita (Tap Seac)
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/caixa-escolar/
(5) A Clínica «Lara Reis», foi inaugurada a 15 de Abril de 1951, após uma subscrição entre os rotários. Foi o primeiro e único centro de luta anti-cancerosa no Sul da China e também o único nas províncias ultramarinas, nessa época. O edifício foi adquirido (e mantém-se) para sede da Cruz Vermelha, em 1988. A foto de 1988 foi retirada da revista “Macau”, n.º 13, 1988.
(6) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/03/20/servico-postal-militar-em-macau/
(7) Inaugurado a 9 de Abril de 1938  e onde se encontram os seus restos mortais, após transladação em 1954.

Informação e foto retirados de BARROS, Leonel – Homens Ilustres e Benfeitores de Macau. Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), 2007, 196 p., ISBN 978-99937-778-8-5.

A 22 de Novembro de 1956, iniciaram na cidade de Melbourne (Austrália), os Jogos Olímpicos de Verão de 1956 (XVI Olimpíada) (1). Os jogos decorreram até 8 de Dezembro no Melbourne Cricket Ground.
Nesse ano de 1956, estava programada que duas representações nacionais estariam a cargo da Província de Macau: a participação nos Campeonatos Mundial de Ténis de Mesa, no Japão (2) e o hóquei em campo nos Jogos Olímpicos da Austrália.
Mas a decisão final do ministro de Educação alegando dificuldades económicas (3), deitou por terra a aspirações dos jogadores macaenses de hóquei em campo.

Pode-se portanto dizer-se que, para os macaenses, a maior desilusão no desporto macaense nomeadamente no Hóquei em Campo, foi a sua não participação nos Jogos Olímpicos de Melbourne de 1956, em representação de Portugal.

Todo o programa de preparação estava delineado e a fim de preparar melhor a equipa, a Direcção do Hóquei Clube de Macau, convidou o Ten. Filipe Augusto do Ó Costa (conhecido como o introdutor desta modalidade em Macau, em 1924) (4) que chegou 21 de Julho de 1956, para aperfeiçoar e intensificar os treinos.

Em 1955, o “Macau-Boletim Informativo” (5) informava:
Em Macau, entre quase todos os entusiastas do desporto, sempre que se fale, nos Jogos Olímpicos de Melbourne, surge como que imperdoável a seguinte pergunta: Será a representação de Portugal, no Torneio Olímpico de Hóquei em Campo, confiada aos hoquistas de Macau?
Estarão os hoquistas de Macau à altura de suportar tamanha responsabilidade, qual seja a de prestigiar o nome de Portugal nos Jogos Olímpicos de Melbourne?
Os hoquistas de Macau, que, desde há muito, vêm acalentando fortes esperanças de, um dia, serem chamados às fileiras de uma representação nacional, julgam chegada a altura de porem a claro os seus justos anseios e reclamar para si as responsabilidades duma incumbência honrosa.
Nunca Portugal se fez representar nas Olimpíadas em hóquei em campo, possivelmente porque nunca se ofereceu a oportunidade ou porque nunca se ofereceu equipa capaz de proporcionar uma representação compensadora

Em 1955, o Sr. Roland Hill, delegado da Austrália ao Congresso Internacional de Agências de Viagens, entregou ao Presidente da Câmara de Lisboa, uma mensagem do Lord Mayor de Sidney, «manifestando o interesse dos poderes constituídos e dos meios desportivos do seu país por uma representação portuguesa nos próximos jogos olímpicos de Melbourne, lembrando a propósito a possibilidade dessa representação ser entregues à equipa de hóquei em campo de Macau, cuja categoria constituía certeza antecipada de boa figura» (6)

Na verdade o hóquei em Campo, em Macau, atingira um nível e o grau de perfeição que em nenhum outro desporto (em Macau) conseguiram.
Vejamos o palmarés, em jogos internacionais, nos anos que precederam esse ano de 1955:
Na época de 1949-50 disputaram-se 15 encontros dos quais ganharam 14 e teve 1 empate. dos 10 encontros, perderam um. Os restantes 9, só foram vitórias.
Em 1950-51 em 10 jogos 9 vitórias e uma derrota.
Em 1951-52, dos 10 encontros, 8 foram vitórias, 1 empate e 1 derrota.
Em 1952-53 dos 7 encontros realizados ganharam 4, perderam 1 e consentiram 2 empates.
Em 1953-54 7 vitórias em 8 encontros (com uma derrota).
Em 1954-55 10 jogos realizados com 9 vitórias e 1 derrota.
Este é o palmarés do pequeno núcleo de desportistas macaenses (uma verdadeira queda para esta modalidade) do Hóquei Clube de Macau (em termos de comparação em Hong Kong nessa altura tinha cerca de 400 jogadores em duas dezenas ou mais de agrupamentos de hóquei.)

Hóquei 1956 Jogos OlímpicosOs hoquistas de Macau preparando fisicamente no ginásio para as exigências de uma competição olímpica

NOTA: Quanto ao nível do hóquei em campo nesse tempo, Edward Eagan que fora campeão olímpico de boxe, pesos leves nos jogos realizados em 1920, na cidade de Antuérpia, e que mais tarde, em 1932, fizera parte do quarteto americano vencedor da prova de trenó, deu um entrevista à Imprensa local quando esteve em Macau durante algumas horas, em passeio, em 1 de Julho de 1955. Declarou que conhecia bem a fama dos hoquistas macaenses antes mesmo de chegar ao Extremo Oriente e que seria uma pena se os rapazes de Macau não conseguissem representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Melbourne. Falando sobre o desporto em geral, o Sr. Eagan afirmou que a principal propaganda dum país era o desporto e que se Macau participasse nos Jogos Olímpicos, esta nossa terra, hoje tão conhecida e falada no estrangeiro, haveria de lucrar bastante.

Campo do Tap SeacO campo desportivo da Caixa Escolar, no Tap Seac  Foto tirada do Edifício da Caixa Escolar (7)

(1) Foram os primeiros Jogos Olímpicos no Hemisfério Sul. A cidade de Melbourne foi eleita cidade sede por apenas um voto de diferença ( a outra cidade era Buenos Aires).  Pela primeira vez uma das modalidades desportivas dos Jogos não foram realizadas nem na cidade nem no país  anfitrião, com o hipismo sendo transferido para Estocolmo (Suécia) e disputado cinco meses antes de Melbourne, devido às severas leis australianas relativas à quarentena de animais que impediam a entrada no país.
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_de_Ver%C3%A3o_de_1956
(2) O Campeonato do Mundo de Ténis de Mesa (pingue-pongue) realizou-se em Tóquio de 2 a 11 de Abril. A representação nacional não foi exclusivamente de atletas de Macau, já que além dos três jogadores macaenses (Raul da Rosa Duque, Augusto Gonçalves, Alberto Ló), juntou-se Manuel de Carvalho, do Benfica.
(3) Em Macau, houve uma subscrição pública para ajudar as despesas com a deslocação da equipa de Macau.
(4) Sobre Filipe Augusto do Ó  Costa ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/20/hoquei-em-campo-i-filipe-do-o-costa/
(5) Informações recolhidas de “Macau- Boletim Informativo”, 1955, 1956.
(6) O Hóquei Clube de Macau que, em 1955, filiara na Federação Portuguesa de Hóquei em Campo, argumentaria e justificaria, junto do Comité Olímpico Português assim, a escolha de Macau para representar Portugal em hóquei em campo: como Portugal, dado a distância a que se encontra da Austrália, teria provavelmente dificuldades em fazer representar-se, o envio de uma delegação desportiva de Macau seria mais fácil e financeiramente mais viável e contribuiria de forma apreciável para o desenvolvimento da modalidade e viria patentear ao mundo a realidade da sempre proclamada unidade da nação portuguesa.
(7) Foto tirada de TEIXEIRA, Monsenhor Manuel – Liceu de Macau, 3.ª edição. Direcção dos Serviços de Educação, 1986, 577p + |12|
NOTA: interessantes depoimentos sobre os primórdios do hóquei em campo em Macau  na blogosfera.
1- De  Albertino Alves de Almeida:
http://www.oclarim.com.mo/j120427/opiniao7.shtml
http://www.oclarim.com.mo/j120518/opiniao7.shtml
http://oclarim.com.mo/j120413/opiniao7.shtml
http://www.oclarim.com.mo/j120406/opiniao7.shtml  http://www.oclarim.com.mo/j120330/opiniao7.shtml
2 – De Rogério P. D. Luz: “Fernando Ramalho, dos melhores do hóquei de Macau, nos anos 30/40” e  “José dos Santos Ferreira “Adé”, entrevista de 1983 e o hockey de Macau anos 30/40” em:
http://cronicasmacaenses.com/2013/10/20/fernando-ramalho-dos-melhores-do-hoquei-de-macau-nos-anos-3040/
http://cronicasmacaenses.com/2013/08/23/jose-dos-santos-ferreira-ade-entrevista-de-1983-e-o-hockey-de-macau-anos-3040/
3 – Testemunho de João Bosco Basto da SilvaHóquei em campo (década 1950)”em:
http://macauantigo.blogspot.pt/2010/09/hoquei-em-campo-decada-1950-testemunhoi.html

Como curiosidade, uma notícia deste dia, do ano de 1921:

Pedido de Fernando de Senna Fernandes Rodrigues para lhe serem concedidos o diploma e a medalha de filantropia e generosidade, por ter auxiliado a salvar, como risco da própria vida, 10 pessoas que ficaram sob os escombros de um prédio da Avenida Almeida Ribeiro, em 29 de Março de 1917.” (1) 

NOTA: Fernando de Senna Fernandes Rodrigues (Macau, 1895-1945), filho de Fernando José Rodrigues (Funchal, 1863 – Macau, 1926) e de Alina Clarissa de Senna Fernandes (Macau, 1868-1941) foi o fundador e proprietário da «Firma F. Rodrigues» (1916), agente de companhias de navegação e seguros. Faleceu assassinado à porta da Caixa Escolar por Wong Kong Kit, a soldo de uma quadrilha de chineses pró-japoneses,  a 10 de Julho de 1945 (2) . Outra estória para um próximo “post”.

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p., ISBN 972-8091-11-7
(2) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses. Vol III. Fundação Oriente/Instituto Cultural de Macau, 1996. 1085 p. (pp. 256-257)