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Extraído de «BGC» XXVI-296, Fevereiro de 1950.

As Missões Ultramarinas”, livro da autoria do Padre Albano Mendes Pedro, consultor missionário da Sociedade Portuguesa das Missões Católicas Ultramarinas, publicado pela Sociedade de Geografia de Lisboa, durante a Semana do Ultramar, em 1970.
O autor traça a acção missionária dos portugueses ao longo da história e descreve as dioceses existentes (em 1969) no então ultramar português.
Nas páginas 62-63, descreve a “Diocese de Macau”:
O primeiro chefe espiritual católico de Macau, D. Belchior Carneiro, chegou ali em 1568. Não era bispo da Diocese porque esta ainda não existia. Fundou a Santa Casa da Misericórdia e os Hospitais de S. Lázaro e de S. Rafael.
A Diocese de Macau, primeiro bispado do Extremo Oriente, foi fundada a 23 de Janeiro de 1576. Abrangia a princípio Macau, terras e ilhas adjacentes, China, Japão e Tonquim. No decurso dos tempos ficou reduzida à província portuguesa de Macau, parte do território da China, com comunidades de Singapura e Malaca.
Tem 250 000 habitantes em território português. Os católicos são 23 000.
Está dividida em dois vicariatos gerais, o de Macau e o de Shiu-Hing. Tem 9 paróquias fora da China. O pessoal missionário é composto por 147 sacerdotes, 9 irmãos e 199 religiosas.
A distribuição por organizações é a seguinte: Clero secular 57; Salesianos, 23 sacerdotes e 14 irmãos; Jesuítas, 13 sacerdotes e 2 irmãos; Franciscanos, 2 sacerdotes. Há vários outros missionários sem situação transitória.
As religiosas estão assim distribuídas: Canossianas, 41; Franciscanas Missionárias de Maria, 96; Preciosíssimo Sangue 10; Carmelitas,11; Filhas de Nossa Senhora dos Anjos, 10; Filhas de Maria Auxiliadora, 11; Dominicanas do SS.mo Rosário,11; Filhas de S. Paulo, 4; Perpétuo Socorro irmãzinhas de Jesus e Anunciadoras do Senhor, 3 e 2.
O ensino diocesano é ministrado em 1 Seminário, 17 Colégios de Ensino secundário, 1 Escola de Magistério, 2 escolas profissionais, 29 escolas primárias e 28 escolas infantis, com 20 456 alunos, ao todo.
A assistência sanitária e social é prestada em 7 orfanatos, 3 asilos, 8 creches, 2 hospitais, 1 leprosaria e 7 dispensários. Os tratamentos foram 234 613. – A imprensa católica tem O Clarim, o Boletim eclesiástico e as revistas Oásis, Rosette, etc.
Em Macau há protestantismo e comunismo.
PEDRO, Albano Mendes – As Missões Ultramarinas. Sociedade de Geografia de Lisboa, Semana do Ultramar,1970. Impresso na Escola Tipográfica das Missões Cucujães,  79 p.

Nesta data, Francisco António Pereira da Silveira oficiou ao Senado protestando contra uma fábrica de vermilhão, (2) cujo fumo incomodava os habitantes da Penha e que ali se instalara alegando estar fora da cidade:
«Com quanto eu tribute os meus sinceros respeitos aos Snres. Facultativos de que se compõem a Junta de Saúde, não só pela nobre Arte que exercem, mas them pelos méritos pessoaes de cada hum d´elles comtudo não posso acomodar-me com a exorbitância da hipótese classificando aquelle sítio como fora da Cidade, porque a Cidade chega athe a Barra, que fica mais distante do que o tanque–Mainato, e do Tanque-Mainato se faz caminho p.ª ella. O muro que há do Forte de Bomparto à Penha nunca indicou limite da Cidade, nem já mais foi considerado esse muro como limite da Cidade, mas como hum assessorio do Forte, para do mesmo Forte se fazer caminho seguro ao muro da Penha que lhe he sobranceiro; e principalmente desde o anno de 1825 em que o Governo de Macao fez romper o muro, abrindo passagem, e franqueando o terreno aos habitantes para cultivarem, e edificarem propriedade, e esses moradores à sua custa remirão sepulturas chinas, abrirão caminhos, edificarão propriedades, etc., esse muro já mais foi olhado como barreira da Cidade.
Se o aumento das propriedades chinas sobre os entulhos do lado do porto interior de Macao mereceo a protecção do Governo actual do paiz, que estabeleceo alli huma nova rua com  o titulo de rua nova d´El Rey; reputando sem duvida aquelles edifícios ainda que chinezes como fazendo parte da Cidade Portuguesa de Macao, não menos pode deixar de ser registada parte da Cidade, e o sítio do Tanque-Mainato agregado à Cidade, e à Parrochia de Sm. Lourenço pelo Governo de 1824, onde não só os chinas, mas os Nacionaes alli fabricarão suas propriedades, cultivarão-no, e fizeram a sua principal rua a que o Governo de 1847 deo o nome de rua de Tanque-Mainato – nome que qualquer pode lá ver na taboleta da porta» (3)
(1) Tanque do Mainato, área da cidade situada a leste da Colina da Penha, área que abrange a Rua do Comendador Kou Hó Neng, as Calçadas da Praia e das Chácaras e parte da Estrada de Santa Sancha. A designação da área foi conhecida até ao século XIX como Tanque do Mainato pois havia no local um tanque onde os mainatos lavavam a roupa, significando mainato “aquele que lava roupas”. Esta designação, no entanto,  caiu em desuso, especialmente na parte sul desta área, que é hoje mais conhecida por Santa Sancha (onde estava a Chácara de Santa Sancha)
(2) Francisco António Pereira da Silveira (1796-1873) nasceu em Macau na Freguesia da Sé, numa grande casa situada entre a desaparecida Rua do Gonçalo e a mais nobre das avenidas locais — a Praia Grande — filho de Gonçalo Pereira da Silveira (um abastado comerciante e armador, filho de um capitão de navios da Marinha Real de Goa, natural de Lisboa, Joaquim José da Silveira, que em Macau se casou, na Sé, em 10 de Janeiro de 1760, com uma das filhas de um dos mais conceituados homens da terra, Maria Pereira de Miranda e Sousa, constituindo família e fixando-se na cidade) que nasceu em 19 de Outubro de 1762, homem rico e casado em 1795, com Ana Joaquina, filha do homem mais rico e conceituado de Macau, Simão Vicente Rosa. Deste casamento nasceram pelo menos três filhos, Francisco António, Gonçalo e Ana Joaquina.
Francisco António casou com Francisca Ana Benedita Marques, em 15 de Agosto de 1819, e assim ficou relacionado com as famílias mais nobres e ricas de Macau, uma vez que sua mulher descendia, por um lado, em linha recta, de Domingos Pio Marques Castel-Branco, pertencente à melhor nobreza do Reino, e por outro à riquíssima família Paiva.
Deste casamento nasceram cinco filhos: uma menina, a primogénita, e quatro varões, dos quais apenas três atingiram a idade adulta.
Francisco António, depois de ter frequentado o Seminário de São José até 1818, data em que seu pai faleceu, veio a constituir família, tendo de rejeitar a ida para Coimbra para prosseguir os estudos de Direito com que sonhava (regalia que conquistara por ser um dos dois mais brilhantes alunos do seu tempo), para ocupar o lugar de chefe da família e gerir os negócios da casa. No entanto veio a perder, depois, a fortuna paterna nos riscos do mar. Foi director e administrador da Tipografia do Governo, exonerado a seu pedido em 1825.Foi almotacé da Câmara em 1815; vereador do Leal Senado em 1822; escrivão do juízo de direito de Macau em 1843; Irmão, tesoureiro e provedor da Santa Casa da Misericórdia. (4)
Ver biografia deste homem-bom, num trabalho de Ana Maria Amaro para a «Revista de Macau» , disponível em:
http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30019/1715
(3) Vermilhão ou Vermelhão: substância tintória, o mesmo que mínio ( designação vulgar do deutóxico de chumbo, também conhecido por cinábrio, zarcão ou vermelhão (Dicionário de língua Portuguesa de Cândido de Figueiredo, 1986)
Vem do francês: vermeilionpigmento opaco alaranjado que tem sido usado desde a antiguidade. O pigmento ocorrente na natureza é conhecido como cinabre. Quimicamente, o pigmento é sulfeto mercúrico (HgS) e como muitos compostos de mercúrio é tóxico. A maior parte do vermelhão produzido naturalmente vem de cinabre extraído na China, daí seu nome alternativo vermelho China ou vermelho chinês.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vermelh%C3%A3o
(4) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia da Macau, volume I, 1997, p. 419-420.
(5) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volume III, pp. 801-802,  1996.

No campanário do Seminário de S. José (1) há dois sinos fundidos em Macau no ano de 1796, pelo artista fundidor e serralheiro José António Pederiva. Era natural de Brixen (Tirol) (2); aperfeiçoou o seu ofício em Colónia, casou enviuvou e voltou a casar em Macau, onde nasceram os filhos. Aqui deixou vasto trabalho na sua arte, nomeadamente canhões, testemunhado em requerimento que sobre ele fez ao Senado em 29 de Outubro de 1796. (3)

Fachada da Igreja do Seminário de S. José – 1957

(1) Há grande divergência entre os investigadores sobre a data da sua fundação. Sabe-se que já existia em 1749, (3) podendo situar seguramente o seu começo no segundo quartel do século XVIII. Existia, então, no sítio onde se levanta o actual edifício, conhecido durante muito tempo como Monte do Mato Mofino, um grupo de 3 casitas pertencentes a um homem rico, Miguel Cordeiro, que as ofereceu aos missionários jesuítas. Nelas se instalou o primitivo Seminário e delas se foi erguendo, ano a ano, gradualmente o grandioso maciço que ainda é conhecido entre os chineses: Sam Pá Tchai ou S. Paulo Menor. (M. B. I. Ano I, n.º 31, de 15 MAR 1955).
(2) José António Pederiva era natural de Fascia ??? – Itália., segundo o sítio recente (macaumemoria.mo), que refere ter extraído de TEIXEIRA, Manuel – Igreja do Seminário, s. d.
https://www.macaumemory.mo/entries_d8509df7777b42bc8cc55dcf44402f33?token=+pb7VLGA5VT0a8FGKdkgZg==&lgType=pt
(3) “22-02-1657 Fundação, pelos jesuítas, do Seminário de S. José. A Igreja é de 1750” SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau,  Volume 2, 1997.

Continuação da anterior postagem, com a publicação da terceira parte do primeiro desenho referido em (1)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/15/leitura-desenhos-de-macau-1840-description-of-a-view-of-macao-in-china-i/

«As 5.35 horas da manhã de 13 de Agosto de 1931, (1) explodiu o Paiol da Flora, (2) devido aos grandes calores estivais. A explosão causou a morte das seguintes pessoas: 1.º sargento António Sousa Vidal, Henrique Ciríaco da Silva, funcionários das obras públicas, João Córdova, Natércia Duarte, criança de 11 anos, um filhinho do chefe da Polícia Carlos A. da Silva, um soldado africano e 15 pessoas chineses, sendo os feridos cerca de 50.(3)
O Palacete da Flora ficou reduzido a um montão de escombros; as casas fronteiriças, escalavradas; muitas casas arruinadas e muitíssimas com as janelas, portas e vidros partidos.
Nas três casas Canossianas houve muitos vidros partidos e algumas portas quebradas, mas não houve ferimentos, pois, sendo Verão, tanto as educandas como as órfãs chinesas estavam fora a passar as férias.
Uma bomba incendiária fez uma visita à Casa Canossiana de Mong Há: entrou por uma janela, forçando-a, pois, estava fechada, girou em volta da luz eléctrica, e saiu por outra janela do dormitório ds educandas, sem causar dano algum, além dum grande susto a uma rapariga, que naquela noite havia dormido ali. Atribui-se à protecção de Maria, de quem a pequena era muito devota, o não ter sido vítima do acidente. (4)
Outros estragos materiais mais significativos referenciados, para além das casas próximas do jardim que ficaram danificadas: a casa que Sun Fo tinha construído para a sua mãe, a casa memorial “Sun Yat Sen” na Av. Sidónio Pais: o coreto do jardim de Lou Lim Ioc que se encontrava em lugar diferente do actual, tinha a porta virada Av. Conselheiro Ferreira de Almeida.

A propósito dessa explosão, conta o Padre Teixeira (4) o seguinte episódio:
Nessa manhã, alguém telefonou da Taipa para Macau.
– Ouviu-se aqui um grande «estâmpido». Que aconteceu?
– O paiol da Flora foi pelos ares.
– Houve vítimas?
–  22 mortos e 50 feridos.
– Safa. Que «estâmpido» tremendo!
O caso do «estâmpido» passou de boca em boca e, durante vários dias, era «estâmpido» sem parar.
Nós tínhamos leitura no Seminário, durante as refeições. Sucedeu que o leitor foi o José Dias Bretão. Apareceu essa palavra no livro e ele, com ouvir tantas vezes pronunciar «estâmpido»., já estava um pouco confuso e leu assim mesmo.
Gargalhada geral!
O prefeito mandou que repetisse. E ele «estâmpido».
Por fim, mandou-o sair da estante, ameaçando-o com um castigo, pois julgava que estava a brincar. Só lhe levantou o castigo ao verificar que o rapaz tinha lido a sério.
Resultado: ficou sempre com a alcunha de «estâmpido».
(1) O Conselho do Governo destinou uma verba de 300 mil patacas destinado a ocorrer ao pagamento das despesas resultantes da destruição do Paiol Militar da Flora e à construção de um novo paiol nas Ilhas.
Boletim Oficial da Colónia de Macau de 14 de Agosto de 1931 – Suplemento ao n.º 32
Nomeação de uma comissão para propor as medidas a adoptar para se socorrer as vítimas da explosão do Paiol da Flora.
Boletim Oficial da Colónia de Macau de 14 de Agosto de 1931 – Suplemento ao n.º 32.
 (2) “Década de 20 – Posteriormente, no início de 20, procedeu-se à construção de um complexo sistema de túneis de características militares, que atravessam o subsolo da Colina da Guia, tendo sido instalado, na propriedade, um paiol que em 13 de Agosto de 1931, explodiu provocando a destruição do palacete da Flora “(ESTÁCIO, A. J. E e SARAIVA, A. M. P. – Jardins e Parques de Macau, p.30”
Em 28 de Junho de 1919, o governador aprovou o projecto da Repartição dos Serviços de Obras Públicas para a construção do novo paiol militar junto da Colina da Guia.

O Paiol da Flora estava situado num terreno por detrás do “Ténis da Flora” sensivelmente por detrás do actual Jardim Infantil D. José da Costa Nunes).

(3) O número de mortos e feridos variam conforme as fontes:
“Em 13 de Agosto de 1931, explodiu o paiol militar situado na Fonte de Inveja, causando 41 mortos, nos quais 7 foram crianças, e danificando um grande número de casas nos locais próximos. A explosão causou uma perda económica no valor de 400,000.00 dólares de Hong Kong para os proprietários e habitantes dos locais adjacentes”
http://www.archives.gov.mo/pt/featured/detail.aspx?id=106
11-08-1931 – Uma explosão no Paiol Novo da Flora provocou 24 mortos e 50 feridos e destruiu completamente o palacete da Flora. Várias casas ficaram em ruínas ou danificadas num raio de 3500 metros.”  (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997)
Boletim Oficial da Colónia de Macau, n.º 33 de 15 de Agosto de 1931
(4) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, pp. 221-222

O jardim do Palacete da Flora. Construção antiga melhorada em 1914-1915
1915, Fotógrafo: M. Russel, Copyright: Arquivo Histórico Ultramarino,
https://actd.iict.pt/view/actd:AHUD7626

NOTA: Recorda-se que o Palacete da Flora foi a perda material mais significativa da explosão do Paiol. Foram trinta toneladas de pólvora que destruíram tudo, num raio de 300 metros incluindo o palacete que era a residência de verão dos Governadores; na altura, estava lá instalado o Museu Luís de Camões e servia também como pavilhão de exposições de arte.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/02/06/leitura-uma-exposicao-de-arte-no-palacete-da-flora-1929/
Anteriores referências em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/paiol-da-flora/
Pode-se ver fotografias dos estragos causados pela explosão em:
http://www.archives.gov.mo/pt/featured/detail.aspx?id=106
Outras leituras e video disponíveis:
https://cronicasmacaenses.com/2012/11/08/macau-1931-explodiu-o-paiol-da-flora/
https://www.youtube.com/watch?v=ytRaoL50QEU
http://macauantigo.blogspot.com/2012/07/explosao-do-paiol-da-flora-agosto-1931.html
O «Diário de Notícias” (Portugal) datado de 12 de Setembro de 1931 falava-se da segunda edição da Volta a Portugal em bicicleta, com vitória de José Maria Nicolau na etapa Beja-Évora e conquista da camisola amarela, a campanha contra o analfabetismo, considerado “um grande problema nacional”, e também de “A Catástrofe de Macau”, sobre a terrível explosão do paiol da Flora, acompanhado da seguinte foto:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/12-set-2018/interior/contra-o-analfabetismo-9832957.html

O lançamento da emissão filatélica /1.º dia de circulação do “10º Aniversário do Centro Histórico de Macau como Património Mundial” (1) dos Correios de Macau, teve lugar no dia 15 de Julho de 2015. (2)

Sobrescrito (26 cm x 16,2 cm) com impressão alusiva à emissão com selo de 12.00 patacas com o n.º 264671, obliterado com o carimbo comemorativo do primeiro dia de circulação.

Para a emissão, composta por um conjunto de quatro selos e um bloco filatélico, foram seleccionadas imagens do Sam Kai Vui Kun (Templo de Kuan Tai), Igreja da Sé (Sé Catedral), Santa Casa da Misericórdia, Casa de Lou Kau e Largo do Senado. Aos edifícios do património arquitectónico de estilo chinês e ocidental que coexistem em Macau – um templo chinês e uma igreja cristã, uma instituição de caridade e a residência de um comerciante chinês – foram associadas figuras chinesas e portuguesas, representativas de tradições e de festividades locais. A miscigenação das culturas chinesa e ocidental, aliada à harmonia da paisagem, tornam a comunidade de Macau um exemplo de tolerância e de coexistência pacífica de diferentes religiões, culturas e costumes.

Folha (19 cm x 15,5 cm) constituída por 16 selos (quatro selos de cada valor em bloco) n.º 264671

(1) O Centro Histórico de Macau foi inscrito na “Lista do Património Mundial” da UNESCO em 15 de Julho de 2005, constituindo o 31.º sítio designado como Património Mundial da China.
(2) No acto da compra dessa emissão filatélica, nesse dia e nos locais específicos de venda, os compradores receberam também um conjunto de quatro modelos tridimensionais em papel de sítios do Património Mundial de Macau, oferecidos pelo IC.
O conjunto de quatro modelos tridimensionais em papel de sítios do Património Mundial de Macau representativos inclui: a Igreja e Seminário de S. José, o Teatro Dom Pedro V, a Casa do Mandarim e o Templo de A Má – sobre uma base quadrada que corporiza as características sino-ocidentais e a harmonia arquitectónica de Macau.
https://www.gov.mo/pt/noticias/118746/
Despacho do Chefe do Executivo n.º 139/2015
Usando da faculdade conferida pelo artigo 50.º da Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau e nos termos do n.º 2 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 88/99/M, de 29 de Novembro, o Chefe do Executivo manda:
1. Considerando o proposto pela Direcção dos Serviços de Correios, é emitida e posta em circulação, a partir do dia 15 de Julho de 2015, cumulativamente com as que estão em vigor, uma emissão extraordinária de selos designada «10.º Aniversário do Centro Histórico de Macau como Património Mundial», nas taxas e quantidades seguintes:
$ 2,00  300 000
$ 3,00  300 000
$ 4,50  300 000
$ 5,50  300 000
Bloco com selo de $ 12,00     300 000
2. Os selos são impressos em 75 000 folhas miniatura, das quais 18 750 serão mantidas completas para fins filatélicos.
29 de Maio de 2015.
O Chefe do Executivo, Chui Sai On.
https://bo.io.gov.mo/bo/i/2015/23/despce.asp?mobile=1