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Extraído de «BGC» XXVI-300, JUNHO de 1950, p. 270

Na noite de 7 de Maio de 1952, o Governador e sua Esposa homenagearam o brigadeiro Paulo Bénard Gudes e sua Esposa com um jantar de despedida, no Palácio da Praia Grande, ao qual assistiram altas individualidades civis e militares. (1) O Comandante Militar, coronel de infantaria, Paulo Benard Gudes (1892 – 1960) chegou a Macau a 15 de Novembro de 1950. Foi promovido ainda em Macau, a brigadeiro em 15 de Março de 1951. Foi depois promovido a General e governador-geral da Índia entre 1952 e 1958 (já em 1945 e 1946 ocupara o cargo de Governador –Geral interino). (2)

O governador Marques Esparteiro brindando pelas prosperidades do Brigadeiro Paulo Bénard Gudes e Esposa
O Brigadeiro Paulo Bénard Guedes agradecendo o brinde do Governador.

(1) Fotos extraídos de «Mosaico» IV-21/22 de Maio e Junho de 1952

(2) Anteriores referências: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/paulo-benard-guedes/

O último postal da colecção “A Harmonia das Diferenças” – fotografias do princípio aos meados do século XX (1902 -1950) – publicados pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. M / Arquivo Histórico de Macau, em 2015. (1)

De 1950, um retrato dos homens dos riquexós, (2) em tempos de chuva, “estacionados” no Largo do Senado, aguardando os clientes.

Homens dos riquexós em tempos da chuva c. 1950
Verso do postal

O meio de transporte mais popular e mais barato, em Macau, até finais da década de 40 (seculo XX) era o riquexó ou jinrixá (2). Em 1950 estavam ainda registados na cidade de Macau, 25 empresas ou locadores deste tipo de veículos, embora cada vez em menor número. Assim como exemplo o número de licenças passadas pelo Leal Senado de Macau para jinrixás de aluguer, no ano de 1948, decaíram ao longo do ano: 1.º trimestre (1106), 2.º trimestre (948), 3.º trimestre (955) e 4.º trimestre (873) e para jinrixás particulares ao longo do ano, somente 13 licenças. (Anuário de Macau, 1950)

LARGO DO SENADO c. 1940

No Largo do Senado, os riquexós de aluguer estacionados. Vê-se ainda dois automóveis ligeiros que em finais da década de 30, em Macau, já eram cerca de 200.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/postais/

(2) Anteriores referências aos riquexós/ jinrixás https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/riquexos/

Encadernação de época de lombada em papel

Livro fundamental para quem quiser saber cronologicamente por dias, meses e ano, a história de Macau, de Luís Gonzaga Gomes editado em 1954, pelo “Notícias de Macau», o XII volume da «Colecção Notícias de Macau, embora , como afirma o autor, não seja precursor, em Macau, deste tipo de documentação histórica por datas, numa sequência lógica.
Livro composto e impresso nas oficinas do Jornal «NOTÍCIAS DE MACAU», Calçada do Tronco Velho, n.º 6-8, Macau- Oriente (1)

Luís Gonzaga Gomes na sua introdução, elabora uma pequena “história” deste tipo de trabalho, e justifica a publicação do presente livro.
“ O primeiro trabalho no género do que presentemente apresentamos foi efectuado por A. Marques Pereira e publicado, e em números sucessivos do Boletim do Governo da Província de Macau e Timor de 1867. No ano seguinte, este trabalho foi editado, em forma de livro, por José da Silva, com o seguinte título “Ephemerides Comemorativas da História de Macau e das Relações com os povos christãos,”, por A. Marques Pereira, (2) antigo secretário da Legação de Portugal na China, Procurador dos Negócios Sínicos d Cidade de Macau, Membro honorário da Real Sociedade Asiática (Inglesa), Cavalheiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição, etc.
Em 1922 apareceu no Anuário de Macau um trabalho idêntico, porém, mais simplificado mas quase todo baseado nas “Ephemerides” de A. Marques Pereira.
Em 1842 a revista «Religião e Pátria» reproduziu, na íntegra, o trabalho aparecido no Anuário de Macau. Em 1944, o semanário «União» publicou trabalho idêntico mas, infelizmente, com muitas gralhas tipográficas, na parte respeitante às datas, registando, todavia, vários acontecimentos não mencionados em trabalhos anteriormente publicados.
Com o aparecimento de inúmeras obras de investigação, sobre assuntos referentes à actuação dos portugueses no Extremo-Oriente, conscienciosamente feitas por Jordão de Freitas, Frazão de Vasconcelos, Armando Cortesão, Manuel Múrias, Albert Kammerer, Dr. José C. Soares, C. R. Boxer, J. M. Braga, Pe. M. Teixeira, Pe. A. Silva Rego e outros, bem como a publicação dos “Arquivos de Macau”, surgiu a possibilidade de se elaborar um novo trabalho deste género, só com factos referentes a Macau, que publicamos, em 1950, na revista «Mosaico».
Este trabalho, depois de refundido e muito acrescentado, volta agora a aparecer, pela necessidade que existe duma obra, onde os que se interessem pela história desta província ultramarina podem encontrar breve notícia daquilo que lhes exigira muito tempo perdido em busca e rebusca por bibliotecas, pois tudo quanto se tem publicado sobre Macau…”

(1) GOMES; Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p., 18 cm x 11,5 cm x 2 cm.
Anteriores referências a L. G. Gomes em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/luis-gonzaga-gomes/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-feliciano-marques-pereira/

Ceia de Natal dos polícias de MacauO Governador de Macau, Albano de Oliveira procedendo à distribuição do bodo às famílias dos bombeiros falecidos
Festas desportivas nas escolas realizadas no dia de Natal
Distribuição de merenda e prendas às crianças no Jardim de Camões
Extraído de «BGC», XXVI-296, Fevereiro de 1950.

Notícias de Macau publicadas no «BGC » (1)
Aspecto da festa militar desportiva no dia de Natal

(1)Extraído de  «BGC», XXVI-296, Fevereiro de 1950.

Extraído de «BGC» XXVI-305, 1950

Uma das novas lanchas a motor que em 1 de Setembro de 1950 inauguraram as carreiras para as Ilhas da Taipa e Coloane. (1) Em Maio desse ano tinha sido inaugurada a nova ponte do Cais de cimento na Ilha da Taipa, bem como uma estrada de ligação com o centro da vila.
A partir de 7 de Setembro desse mesmo ano, iniciaram as carreiras de «auto-omnibus» entre a ponte cais da Taipa e a povoação da Taipa.

Extraído de «B.O. » n.º 37 de 16 de Setembro de 1950

(1) As carreiras fluviais entre Macau e Ilhas foram reiniciadas a 4 de Fevereiro de 1950 (B.O. de 04-02-1950 – DL 1112 desta data)
e o Regulamento da concessão do exclusivo das carreira fluviais para passageiros entre Macau e as Ilhas foi publicado no B.O. n.º 9 de 4 de Março, n.º 11 de 18 de Março e n.º 35 de 2 de Setembro de 1950

Extraído do «B.O.».  9 de 4 de Março de 1950
Extraído do «B.O.», 35 de 2 de Setembro de 1950,