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No número dedicado às comemorações centenárias da Fundação e da Restauração Nacional na Metrópole e no Império 1140-1640-1940, o «Boletim Geral das Colónias» no seu número 187 do volume XVIII, refere às comemorações centenárias em Macau

Extraído de «BGC» XVII- 187, Janeiro de 1941, p. 287

Nesta data, era governador: Gabriel Maurício Teixeira (5-10-1940/23-06-1947), o bispo: D. José da Costa Nunes (1920-1941), o presidente do Leal Senado: Luciano Botelho da Costa Martins (3-1-1938/2-01-1941), o chefe de serviço da Repartição Central dos Serviços de Administração Civil: Luiz de Câmara Meneses Alves e o juiz de direito da Comarca de Macau: Dr. Evaristo Fernandes Mascarenhas.

“A visita que cerca de 70 sócios do Clube Lusitano (1) fizeram, no dia 28 de Novembro de 1976 a Macau, constitui um acontecimento de notável importância nas relações entre a comunidade portuguesa de Macau e a residente no território vizinho de Hong Kong Foram recebidos no cais pelo Presidente do Leal Senado Sr. Rogério Artur dos santos e pelo Director do CIT, Dr. Jorge Rangel, tendo-se o Governador feito representar pelo seu ajudante em campo Capitão Costa e Silva. (…)

A Direcção do Clube Lusitano recebida pelo Governador de Macau.

A direcção da referida instituição associativa, a que preside o Comendador Arnaldo de Oliveira Sales, deslocou-se ao Palácio da Praia Grande, onde foi recebida pelo Coronel Garcia Leandro. (…)

A Direcção do Clube Lusitano e outras individualidades nas escadarias da entrada no Palácio da Praia Grande

No prosseguimento do programa da visita previamente elaborado, o Senhor Bispo da Diocese, D. Arquimínio Rodrigues da Costa, celebrou uma missa na Sé Catedral. (…)

Os visitantes no jardim Lou Lim Iok

Transportados em autocarros, foi-lhes oferecida uma digressão pela cidade incidindo esta sobretudo em pontos que para alguns deviam ser desconhecidos como é o caso do jardim Lou Lim Iok, que beneficiou de grandes melhoramentos depois da compra que o Governo fez aos seus proprietários e, consequentemente, da sua transição para o domínio público.

Os visitantes à saída do jardim Lou Lim Iok

O almoço oferecido no velho mas inconfundível Hotel Bela Vista, (2) reuniu mais duma centena de convidados, mantendo-se do princípio ao fim um ambiente acentuadamente familiar.

Almoço no Hotel Bela Vista
Oferta duma Caravela em filigrana em nome de Macau para os portugueses de Hong Kong que são os sócios do Clube Lusitano, na pessoa do seu presidente, Comendador Arnaldo de Oliveira Sales (3)

(1) “O Clube Lusitano surgiu em Hong Kong em 1866. A primeira pedra foi lançada em 1865. O Clube nasceu em 1866, sendo inaugurado oficialmente por um Governador de Macau, na altura o Conselheiro Horta” (trecho do discurso do Governador de Macau). Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/clube-lusitano-de-hong-kong/

(2) “ Escolhemos este Hotel onde nos encontramos, não por ser o Hotel mais moderno de Macau, mas precisamente por ser o Hotel mais antigo de Macau, o Hotel a que estão ligadas, com certeza, gerações e gerações de portugueses de Macau que daqui saíram para Hong Kong e, também, por durante a guerra, a segunda grande guerra mundial aqui estiveram e, julgo que neste mesmo Hotel alguns viveram durante esses dias e anos difíceis da guerra. “ (trecho do discurso do Governador de Macau)

(3) “ Não é um presente de grande valor, mas tem um grande valor simbólico. Continua a significar que é através do mar e foi através do mar que os portugueses se espalharam pelo Mundo. E esse mar que a dada altura espalhou os portugueses pelo Mundo ainda hoje serve para fazer a sua ligação.“ (trecho do discurso do Governador de Macau)

Fotos e texto extraídos de «Macau B.I.T.», XI-9/10 de Novembro/Dezembro de 1976, pp. 24-27

No dia 18 de Novembro de 1987, os «Correios e Telecomunicações de Macau / CTT MACAU» emitiram e puseram em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária “Meios de Transportes Tradicionais – 1. º Grupo“ e um bloco filatélico. Trata-se de uma continuação da emissão de selos sob o tema “Meios de Transporte “ iniciado em 1984 com os “Barcos de Pesca” e terminado com os “Hidroaviões” (estes já publicados em anteriores postagens (1) (2)

Os quatros selos desta emissão são nos valores de 10 avos (carro de mercadorias), 70 avos (cadeirinha) 90 avos (riquexó) e 10 patacas (triciclo) (3)

Um dos meios de transporte mais antigo e comum usado na china e em Macau foi a cadeirinha portátil. Sustentada por dois varais compridos, era conduzida por dois homens, um colocado atrás e outro à frente. Foi usada principalmente nas cidades e no campo em pequenas distâncias. A cadeirinha foi durante a maior parte da história de Macau o meio de transporte mais importante e típico”. (4)

O Bispo de Macau tinha ao seu serviço quatro cadeirinhas, reservando uma para cada estação do ano. (5)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/22/noticia-de-22-de-outubro-de-1984-filatelia-barcos-de-pesca/https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/25/noticia-de-25-de-outubro-de-1985-filatelia-barcos-de-carga/https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/08/28/noticia-de-28-de-agosto-de-1986-filatelia-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transporte-barcos-de-passageiros/https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/07/15/noticia-de-15-de-julho-de-1988-filatelia-meios-de-transportes-tradicionais-2o-grupo/https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes/https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes-ii/

(3) Portaria n.º 143/87/M de 9 de Novembro (BOM n.º 45, 1987, p. 2943) – Emite e põe em circulação selos postais e blocos alusivos aos “Meios de Transportes Terrestres Tradicionais”

(4) Texto de Jorge Cavalheiro in “Da Sampana ao Jactoplanador, Da Cadeirinha ao Automóvel”. Edição da Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações de Macau, 1990, 114 p.

(5) “O palanquim do Bispo de Macau tinha janelas de vidro e decorado com madrepérolas. Não há nenhum que ouse ser tão belo ou que se lhe possa comparar “ «Ou-Mun Kei-Leok Monografia de Macau», tradução de Luís Gonzaga Gomes, Outubro de 1979, p. 228.

Anteriores referências a triciclos e riquexós em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/triciclos/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/riquexos/

De 1-07-1823 a 23-09-1823, a cidade de Macau foi governada exclusivamente pelo Senado. A 23 de Setembro de 1823 foi dado posse, em substituição do senado, de um conselho presidido pelo Bispo D. Fr. Francisco de Nossa Senhora da Luz Chacim, dele fazendo também parte o tenente-coronel João Cabral d´Estefique e um vereador do mês do Leal Senado que durou até 1825. Em 25 de Julho de 1825 foi nomeado novo governador Joaquim Mourão Garcez Palha (até 1827). (1) (2)

Segundo os liberais do Senado, a fragata Salamandra que chegou a Macau a 23 de Setembro de 1823, era o centro do alegado movimento despótico e anticonstitucional que ameaçava Macau. Era comandada pelo futuro Governador Joaquim Mourão Garcez Palha, e trazia uma força de 200 marinheiros e oficiais vindos de Goa ocupando as fortalezas e impondo um Conselho do Governo. (1)

Extraído de «A Abelha da China», LVI-11 de Outubro de 1823

NOTA: No dia 28 de Agosto de 1823, foi judicialmente queimado às portas da Ouvidoria o virulento número desta data de «A Abelha da China» (o 1.º jornal de Macau). O editor Fr. Gonçalo Amarante deste jornal (órgão do partido constitucional) fundado pelos dominicanos, com a queda do Governo Constitucional, em 23 de Setembro de 1823, refugiou-se em Cantão com os liberais Domingos José Gomes e João Nepomuceno Maher. No dia 27 de Setembro reapareceu, jornal agora editado por António José da Rocha mas o último número (n.º 67) foi a 27-12-1823. (1)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 38 e 39.

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joaquim-mourao-garces-palha/

Na capela-mor da igreja de S. Domingos, na parede lateral da esquerda, há um a lápide que ostenta, em alto relevo, uma mitra e um báculo e diz: (1)

Extraído de TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980, p. 73.

D. Tomás Badia (O.P.), nascido em 1807, professando nos Dominicanos a 7 de Outubro de 1826, foi enviado à China em 1833 onde sofreu a perseguição de 1836-37. Em fins de 1842 passou a Macau indo receber em Penang (2) a sagração em 1843 como coadjutor de D. José Segui, Arcebispo de Manila. Regressou à sua missão de Fukien, (3)   na China; ali contraiu uma doença que o forçou a vir a Macau, onde faleceu a 1 de Setembro de 1844, antes de poder sagrar o novo bispo de Macau D. Nicolau Rodrigues Pereira de Borja, (4) como este lhe havia pedido. Este faleceu a 29 de Março de 1845 antes de ser sagrado. O corpo de Badia foi depois transladado para Manila. Em 1958, a lápide sepulcral da Badia foi removida do centro da capela-mor e fixada na parede ocidental”. (1)

(1) TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980, pp. 73-74.

(2) Penang –ilha localizada na costa peninsular da Malásia.

(3)福建 – Fujian (romanizado para Fukien) ou Hokkien

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-nicolau-r-pereira-de-borja/

Anterior referência a D. Tomás Badia  em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/08/05/noticia-de-5-de-agosto-de-1835-tufao-e-os-estragos-na-se-catedral/

Disponível para leitura uma “Carta del P. Tomás Badía al Prior Provincial Fr. Rafael Masoliver, Fogan, 24 de febrero de 1838”, com notícias de Macau em: https://www.upf.edu/asia/projectes/che/s19/av1838.htm

Em 11 de Julho de 1754, o novo Bispo D. Bartolomeu Manuel Mendes dos Reis (1720-1799; bispo de Macau de 1752 a 1772) embarcou com o seu vigário-geral (Dr. Custódio Fernando Gil) na nau N. Sr.ª do Bom Despacho, aportando a Macau nos primeiros dias de Agosto de 1754; hospedou-se no Seminário de S. José, regido pelos jesuítas; a 11 desse mês, Domingo, fez a sua entrada solene na Catedral, tendo como convidados para este acto todos os Superiores Religiosos da Cidade. Foi então viver no Paço Episcopal. (1) (2) (3)

D. Bartolomeu foi elevado ao episcopado aos 32 anos de idade sendo nomeado para Sé de Macau em 29 de Novembro de 1752, confirmado em 22 de Janeiro de 1753 e sagrado em 25 de Junho de 1753, na igreja de S. Roque, em Lisboa; a sagração foi feita pelo Arcebispo de Lacedemónia, sendo assistido pelo bispo resignatário de Macau, D. Frei Hilário de Santa Rosa, e pelo bispo de Cristina (2)

Retirou-se da Diocese de Macau, nos princípios de 1765, e não mais voltou pois foi transferido em 1772 para Mariana, Brasil. Deixou como Governador do Bispado o Padre Francisco Vaz, chantre da Sé que administrou a diocese até chegada do novo bispo, nomeado em 13 de Junho ou Julho de 1772, D. Alexandre da Silva Pedrosa Guimarães.

(1) Informações de TEIXEIRA, Pe. Manuel – Macau e a Sua Diocese II, 1940, pp. 235-250

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/12/07/noticia-de-7-de-dezembro-de-1752-novo-bispo-de-macau-d-bartolomeu-manuel-mendes-dos-reis/

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume I, 2015, p. 277

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-bartolomeu-m-mendes-dos-reis/

Extraído de «BGC», ANO XIII, Julho de 1937 p. 173-174

O bispo era D. José da Costa Nunes

NOTA: Ver anteriores referências a estas personalidades e o Instituto Canossiano https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-jose-da-costa-nunes/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maria-anna-acciaioli-tamagnini/

Foi inaugurada no dia 8 de Maio de 1957, o novo infantário do Menino Jesus, junto ao Canídromo, na Avenida Almirante Lacerda, no sopé da Colina de Mong Há. A planta era da autoria do eng. José Maria Paulo Rodrigues e a construção importou em 43.000 patacas pagas pela Catholic Welfare. Tinha capacidade para 100 crianças, ficando a cargo das Madres Canossianas. O Infantário era dotado dum magnífico parque para recreio das crianças.

O Bispo de diocese, D. Policarpo da Costa Vaz benzendo as instalações do novo infantário do Menino Jesus (1)

Segundo Padre Teixeira (2), estava anexa à “Escola Infantil do Menino Jesus” (3) também dirigida pelas Irmâs Canossianas. As Canossianas mantinham além do infantário do Menino Jesus em Macau, o infantário da Beata Madalena de Canossa em Coloane; acolhiam todos os dias 70 a 30 crianças respectivamente de 1 a 5 anos. Eram-lhes fornecidas refeições gratuitas.  As Madres substituíam as mães durante o dia, em que estas eram obrigadas a procurar no trabalho os meios de subsistência. (2)

Aspecto da inauguração do Infantário (3)

Em 1975,  o local do infantário foi transformada em Casa Mortuária.

(1) Extraído de «BGU» XXXIII- 304, Junho de 1957, pp. 301-305

(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982, pp. 342 e 347.

(3) A “Escola Infantil do Menino Jesus”, em 1981, era frequentada por 185 crianças, ensinadas por quatro professoras. As aulas de catequese eram ministradas por três legionárias.

Notas de um Irmão anónimo intituladas «Do que me lembre», assim deixou registados, entre outras circunstâncias, os últimos momentos de D. Belchior Carneiro: (1)

“Partimos de Goa na nau de D. João de Almeida … no ano de 1581 a 28 de Abril …. e chegámos a este Porto do Nome de Deus de Macau nas vésperas de Santiago de 81. Achámos aqui recolhido (em Casa de St.º António) o Padre Patriarca D. Belchior Carneiro, com grande edificação, pobreza e humildade … Só tinha um moço, de nome João, que o servia e acompanhava quando ia fora. Tinha mais outro moço, velho que parecia guzerate e lhe servia para levar o sombreiro de pé, quando ia a alguma visita … Ele comia um frango já requentado, por não poder comer … Muitas pessoas devotas se lhe ofereceram a lhe fazerem de comer em suas casas, mas de ninguém o quis aceitar … O seu cubículo era o de um padre secular, sem outra coisa mais que sua roupa que usava, o mais como qualquer padre, porque de tudo se desfez. …

Faleceu aos 19 dias do mês de Agosto de 83, de sua asma, (2) porque, como não comia, não tee forças para lançar fora um escarro, que se lhe atravessou na garganta … Era tido por um santo … só ouvi murmurar que renunciara, em vista de o acharem de menos no seu governo … por brando … “ (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-belchiormelchior-carneiro/

(2) Por um lado a falta de saúde: asma rebelde, ainda complicada de cálculos na bexiga tornarem-no um inválido e por mais de uma vez lhe puseram em risco de vida. Mas também os desentendimentos e fundas divergências, sobretudo com o Visitador Jesuíta Alexandre Vaglinani, (4) levaram-no, cerca de 1581, a renunciar às administrações a seu cargo Aquaviva, (5) o novo Geral da Companhia, pretendeu nomeá-lo Superior em Macau, mas Vaglinani discordou. (3)

Para o Dr. José Caetano Soares, clinicamente o caso afigura-se claro: – “asma intensa e prolongada, provávelmente, já com bronquiectasia ou até acentuado enfisema; pela velhice, e grande debilidade física – as habituais crises crdíacas de hipóstase e portanto fervores de secreções brônquicas espessas, dispneia forte, acessos de asfixia por espasmo, morte em síncope”. (3)

(3) SOARES, José Caetano – Macau e a Assistência, 1950, pp. 14-15.

(4) Alexandro ou Alexandre Valignano (:范礼安 Fàn Lǐ’ān) (1539 – Macau, 1606), foi um missionário jesuíta napolitano que ajudou a supervisionar a introdução do catolicismo no Extremo Oriente, especialmente no Japão. Valignano juntou-se à Companhia de Jesus em 1566 e em 1573 foi enviado como “Visitador” para o Oriente respondendo diretamente ao Superior Geral da Companhia de Jesus. A nomeação de um napolitano para supervisionar a ação missionária jesuíta do Padroado no Império português foi na época bastante controversa, e a sua nacionalidade, bem como a sua política expansionista e estratégia adaptacionista (defendia a adopção pelos jesuítas dos usos orientais – vestuário, linguagem e algumas práticas, ritos e costumes – o que mais tarde resultou na Controvérsia dos ritos na China, um conflito com a visão rígida dos dominicanos, que ditou o fim desta abordagem) levaram a muitos conflitos com o pessoal da missão. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Alessandro_Valignano)

(5) Claudio Acquaviva  (1543 – 1615), foi um padre jesuíta italiano, quinto superior geral da Companhia de Jesus, no período de 1581 a 1615

Nasceu em 15 de Abril de 1912, em Freixo de Espada à Cinta, o Padre Manuel Teixeira que ingressou no Seminário de S. José, de Macau, em 1924. Regressou a Portugal em 16 de Maio de 2001, e faleceu em Chaves a 15 de Setembro de 2003 (91 anos).

Em 15 de Abril de 1982, marcando o septuagésimo aniversário do Padre Manuel Teixeira, realizou-se uma homenagem pública no Arquivo Histórico de Macau com a abertura de uma exposição bibliográfica. A homenagem foi organizada pelas Direcções dos Serviços de Educação e Cultura e de Turismo,

Macau82 jornal do ano» 1.º semestre- GCS, 1982, p. 8

Presidida pelo Governador Almeida e Costa e com a presença do Presidente da Assembleia, dos Secretários-Adjuntos, Bispo da Diocese e muitos dos amigos do Padre Teixeira, a exposição apresentou “cerca de uma centena de obras do missionário e historiador que começou a escrever há 46 anos e prossegue a sua produção literária como mesmo vigor, o mesmo ritmo e a mesma determinação de servir este território. A sua força de vontade, o labor incansável e uma pesquisa constante da História de Macau, bem como o apoio que tem dado a todos quantos o procuram, são entre outras qualidades, acentuadas pelo Governador Almeida e Costa e pelo Director dos Serviços de Educação e Cultura, nas breves mensagens de louvor feitas, na ocasião, ao homenageado. (1)

O Padre Teixeira agradeceu ao mesmo tempo que recordou ser essa a sua primeira homenagem pública em Macau. O Governador ofereceu ao Padre Teixeira, em nome do Governo, uma salva de prata alusiva à data. A cerimónia terminou com um bolo de aniversário e o «parabéns a você» cantado por todos…

(1) Artigo não assinado em «Macau82 jornal do ano» 1.º semestre- GCS, 1982, p. 8

Anteriores referências ao Padre Manuel Teixeira em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-manuel-teixeira/