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“À apresentação do «Hercules Jet», novo «jetcat» da Companhia «Hong Kong- Macau Hydrofoil» (na véspera de iniciar as suas carreiras regulares entre os dois territórios) assiste o Governador Almeida e Costa.
O «Hercules Jet» tem 215 lugares, custou 23 milhões de patacas e é o segundo de uma série de quatro já encomendados ou em funcionamento.
As próximas unidades são aguardadas em Macau, respectivamente até fins do corrente ano e na Primavera de 1983, aumentando, assim,  para 13, o número de embarcações da «Hong Kong-Macau Hydrofoil» que, actualmente, com dois «jetcat» e nove hidroplanadores tenciona realizar um total de 37 viagens de ida e volta por dia.”(1)
(1) Notícia do  Gabinete de Comunicação Social, macau 82 jornal do ano, Primeiro Semestre.

Anúncio do ano de 1952

O navio «TAI LOY» “The only up-to-date passenger and freight vesselof the line, equipped with RADAR, DEPTH-SOUNDER; also air-conditied and confortable accommodations” iniciou a carreira Hong Kong-Macau em 1951, ano da inauguração da ponte-cais n.º 16 (Tel: 3759), no Porto Interior (1). Propriedade da empresa “Tak Kee Shipping & Trading Co. Ltd”, que era do capitalista dirigente da comunidade sinófona alinhado com Pequim, e então concessionário exclusivo dos jogos de fortuna e azar em Macau (de 1933 a 1961) Fu Tak Iam (Fu Laorong). O navio partia diariamente de Macau às 3H00 da manhã (demorava cerca e três horas a viagem) para a Ponte cais TAK KEE de Hong Kong e regressava no mesmo dia às 15H00.

Anúncio do ano de 1955

Este anúncio é igual ao que publiquei em 17-06-2015, referente a um anúncio do mesmo navio, publicado na imprensa local em 1956.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/06/17/anuncio-navio-tai-loy-%E5%A4%A7%E4%BE%86/
(1) Anteriores referências ao navio «Tai Loy»
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/tai-loy/

O Aviso «Pedro Nunes» ao deixar Macau, à saída do Porto Interior (1)

O aviso «Pedro Nunes» esteve em Macau  cerca de 30 meses; partiu de Lisboa para Macau em Janeiro de 1948 conforme noticiou o BGC (2)
A canhoneira Pátria nas águas de Macau, cerca de 1930

(1) BGC XXVI-302-303, 1950.
(2) BGC XXIV- 271, 1948.

Fotografia (autor desconhecido), cerca 1890, retirada de (1) com as seguintes indicações:

Hong Kong Ferry Heung-Shan, moored at Macao

An early photograph  of the Hong Kong ferry Heung-Shan moored at Macao. On the river in the foreground there is a lot of activity with people on sampans.
– At the time pirates in the Pearl River would have made this a risky journey between Hong Kong and Macau, even on a large steam boat. A contrast to the modern day high speed Turbocat which gets you there in one hour.
Não consegui dados referentes a este navio em 1890 mas em 1892,  (2) o “Heung Shan” era propriedade da “Hong Kong, Canton & Macau Steam-Boat Company, Ld”, (3) empresa sediada em Hong Kong que tinha como seu agente em Macau, A. A. de Cruz.
O “Heung Shan” com pavilhão britânico, que fazia a carreira entre Hong Kong e Macau era um navio de 1055 toneladas, capitaneado por W. E. Clarke e entre a tripulação tinha como comissário de bordo (oficial encarregado do serviço de passageiros) o macaense C. M. d´Eça. (4)
(1) http://www.wattis.com.hk/gallery/photographs/9/6007/hong-kong-ferry-heung-shan-moored-at-macao.html
(2) The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits Settlements, Malay States, Sian, Netherlands India, Borneo, the Philippines, &c. 1892
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/06/13/anuncio-de-1904-canton-macao-and-west-river-steamers/
(4) Celidónio Maria de Eça nasceu em Hong Kong (1862) e faleceu em Macau (1909). Primeiro filho de António de Eça Vaz Bernardes (1826-1888) que foi comissário de bordo do vapor «White Cloud»,um dos primeiros barcos da empresa «Hong Kong, Canton and Macao Steamboat Co» (de que era director o seu amigo Barão do Cercal) que fazia a ligação Hong Kong –Macau. (FORJAZ, Jorge – Famílias Macaense Volume I, 1996).

The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits, 1904Do mesmo Directório, transcrevo:
“Owing to its being open to the south-west breezes and the quietude always prevailing . Macao has become a frequent retreat of invalids and business men from Hong Kong and other neighbouring ports. There are two well conducted hotels: the Boa Vista and the Macao Hotel. While neighbouring centres of population have in recent years been visited by plague or other epidemies Macao has continued to enjoy absolute immunity.”

Extraído de AMP – Ephemerides Comemorativas (1)
“… La perte aux abords de Macao, pour cause d´incendie, de la Reine des Clippers. C´est un navire frété, un superbe transport à volies, parti le 13r Janvier 1860, 1ui amenait des troupes du génie et de l´artillerie, avec dans ses flancs des habillements de rechange, du matériel de campement et surtout du matériel d´ambulance (un hôpital pour 500 malades et la pharmacie vétérinaire). Une imprudence est à l´origine de cet incendie: le cambusier préposé à la distribution était entré dans le local à eau-de-vie une bougie à la main, au lieu de la lanterne réglementaire. On fit tout pour éteindre l´incendie, en vain. En désespoir de cuase, le capitainevint échouser son navire en flammes, non loin de Macao. Toute la cargaison sera perdue, mais les 450 hommes que se trouvaient à bord s´en tireront saians et saufs ….”
BRIZAY, Bernard – Le sac du palais d’Eté: Second guerre de l’opium, L’expédition anglo-française en Chine en 1860. Editions du Rocher, 2011, 592 p. ISBN 978-2-268-07180-0
04-08-1860 -A galera transporte francesa «La Reine des Clippers” procedente de Toulon, com destino a Hong Kong e trazendo 500 homens e 1.200 toneladas de carvão, além de muitos petrechos e equipamentos para o exército expedicionário da guerra da China, encalhou na Ilha da Taipa, a 5 milhas de Macau, sendo consumida por um incêndio. Na impossibilidade de o extinguir, o comandante desembarcou toda a sua gente, que acampou em terra, armando barracas com o pano que conseguiu desenvergar. Não foi possível salvar-se o navio e a sua importante carga, não obstante os socorros prestados pela lancha de guerra “Amasona” e o vapor “Invejado” (GOMES – Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954).
(1) Sobre A. Marques Pereira, ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-feliciano-marques-pereira/

Sobre a inauguração da ponte –cais n.º 16 do Porto Interior, no dia 7 de Abril de 1951, que publiquei em anterior postagem (07-04-2016) (1) encontrei outras duas notícias (com imagens) sobre este assunto na imprensa portuguesa desse ano. (2) (3)


NOTA: O capitalista citado superiormente é FU TAK IAM (Fu Laorong), um dos dirigentes da comunidade sinófona alinhado com Pequim e que foi condecorado pelo Ministro do Ultramar aquando da sua visita ao território em 1952.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/04/07/noticia-de-7-de-abril-de-1951-inaugura-cao-da-ponte-n-o-16/
(2) BGC XXVI – 312, 1951
(3) BGC XXVII – 313, 951,