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Extraído de «BPMT», XXI-5 de 19 de Junho, p. 107

Continuação da apresentação da colecção de 12 postais (18,5 cm x 12,7 cm) com fotografias do fotógrafo Lei Iok Tin, editada pela Fundação Macau e Centro UNESCO de Macau (1)

Mais duas fotografias, datadas de 1958 e 1960

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/lei-iok-tin/

Extraído de «BGM», VII-25 de 25 de Maio de 1861
Extraído de «B.G.P.M.T.e S.», Vol. 6, n.º 24, 3 de Maio de 1851, p. 70.

NOTA: “02-03-1851 – Os navios mercantes de longo curso que existiam nesta data na praça de Macau eram constituídas por 3 barcas, 2 brigues e 3 escunas, além de 60 lorchas de pequena cabotagem, com 560 portugueses e 525 chineses de tripulação, sendo algumas destas com mais de 100 toneladas de arqueação.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, 2015, p. 125.

Publicação (1) do Vice-Almirante Pedro Fragoso de Matos, (2) com o título de “Acção Naval Portuguesa Contra os Piratas no Mar da China, de Maio de 1985, de 40 páginas, onde apresenta, como refere o autor na Introdução (pp. 5-6).”No presente artigo, resultante duma morosa investigação, com grande consulta de publicações e manuscritos coevos, será primeiramente apresentada uma ligeira abordagem sobre o estabelecimento dos portugueses em Malaca e Macau, o seu movimento comercial marítimo para o Extremo Oriente, e a pirataria no Mar da China, sendo, depois, referidos pequenos resumos das mais importantes acções navais para a sua repressão, tenho-as agrupado de acordo com as respectivas épocas e conforme os objectivos pretendidos, por vezes decisivos para a continuação da nossa presença naquelas conturbadas e distantes paragens do Sueste Asiático, num clima de paz e de harmonia com os nossos poderosos vizinhos.”

Contra-Almirante Pedro Fragoso de Matos, Comandante da Escola Naval (3)

(1) MATOS, Pedro Fragoso de – Acção Naval Portuguesa Contra os Piratas no Mar da China”, composto e impresso nas oficinas da Editorial Minerva, Maio de 1985, 49 p., 22,5 cm x 15,7 cm x 0,4 cm.

Adquirido na I Feira do Livro de Macau, organizada pelo Instituto Cultural de Macau, em Lisboa no Forum Picoas de 12 a 18 de Dezembro de 1988.

(2) Outras publicações deste autor relacionados com o Extremo Oriente:

O maior tufão de Macau: separata dos anais do clube militar naval: 1985 – Lisboa: Editorial Minerva, 1985. – 30 p. ; 23 cm.

Recordações do passado: Ano Novo China no porto interior de Macau – Lisboa: 1986. – 15 p.; 23 cm

A odisseia da corveta “iris” no mar da China: separata dos anais do clube militar naval: Lisboa: Editorial Minerva, 1986. – 30 p.

Navios de guerra portugueses nos tufões do Mar da China. Macau : Instituto Cultural de Macau, 1987, 128 p.

Cartas de um Comandante no Extremo Oriente. Macau: Obra Soc. Serv. da Marinha, 1987. – 195 p.

(3) http://www.reservanaval.pt/cforn17/cforn17.html

Neste dia, 13 de Abril de 1708,  a chalupa de Luís Abreu que seguia viagem com destino a Manila  conduzindo alguns padres dominicanos expulsos das missões da China pelo cardeal Tournon, Patriarca de Antióquia, (1) foi surpreendida por mau tempo, ao sair da ilha de Ladrão, indo parar a uma enseada abaixo de Tun-cam, a oeste de Macau, onde 12 cafres, que deviam ser vendidos em Manila, se revoltaram, apossando-se do barco . De volta a esta cidade, as autoridades pretenderam ao princípio, enforca-los, mas acabaram por os meter apenas na cadeia. (2)

PEREIRA, António Marques – Efemérides Comemorativas da História de Macau, pp. 34-35

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/carlos-tomas-maillard-de-tournon/ (2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)

 Continuação dos apontamentos de Jozé Baptista de Miranda e Lima (1) que foram publicados em vários números do jornal “O Macaísta Imparcial” em 1836.

Este é referente ao episódio ocorrido em Março de 1685 entre Macau e Nagasaki, na ilha da Macareira, que resultou no naufrágio de um barco de pesca japonês com doze homens a bordo, que aportaram em Macau. (2). O incidente “fez renascer de imediato as esperanças de Macau quanto à possibilidade de um regresso — material e espiritual — ao Japão após a expulsão decretada em 1639”, o que não veio acontecer (3)

NOTAS – “04-04-1685-A conselho do Capitão – Geral Belchior de Amaral e Meneses e do Governador do Bispado, António de Morais Sarmento, o Senado convocou os homens bons para discutir sobre: s forma como haveria de fazer regressar ao Japão os doze tripulantes japoneses dum barco que chegara desarvorado; a escolha do indivíduo que deveria fazer a sua entrega; e a forma como se conseguiria o dinheiro para as despesas, assentando todos em que existia toda a conveniência em repatriá-los num barco português, por existir a possibilidade de o Imperador do Japão, por reconhecimento, tornar a permitir que os barcos desta cidade voltassem a negociar naquele país, o que não se verificou. O macaense Manuel de Aguiar Pereira, cidadão categorizado, ofereceu-se para levar os japoneses, não obstante a sua avançada idade e os seus achaques.” (4)

“07-04-1685 – Reuniu-se novamente o Senado para deliberar sobre a forma de conseguir dinheiro para adquirir um barco destinado a repatriar os doze náufragos japoneses, mas não se conseguiu coisa alguma, pois o barco custaria 6 500 pardais. Porém, o Pe. Filipe Fieschi, Procurador da Província do Japão, escreveu oferecendo um barco que seria comprado por ele, pelo embaixador Pedro Vaz de Siqueira, José Pinheiro de Faria e Bernardo da Silva. Como existisse a possibilidade de os chineses e os holandeses chegarem ao Japão primeiro que os portugueses, podendo assim com as suas maquinações indispor o ânimo do Imperador contra os nossos, o Senado pediu ao embaixador que dispensasse a sua fragata São Paulo, que já não ia a tempo de seguir para Manila, para onde se destinava, por ter já passado a monção própria, pedido este que foi satisfeito”. (4)

“13-06-1685- Não obstante todos os embaraços postos pelos chineses interessados no negócio do Japão para impedirem o repatriamento dos 12 japoneses num barco português, chegando a oferecer 6 000 taéis aos mandarins do Governo de Navegação para se oporem a esta viagem., foi conseguida licença de Cantão para a partida da fragata São Paulo; e isto graças à providencial intervenção do Pe. Filipe Grimaldi,S. J. que, enviado pelo Imperador para vir buscar o célebre matemático Pe António Thomas (jesuíta belga em Macau de 1682 a 1685), tinha chegado nessa ocasião a Cantão, onde a muito custo conseguiu junto das autoridades o que pretendia; chegou mesmo a dizer que, no caso de os mandarins não concederem a licença pedida, ele mandaria seguir a fragata, estando pronto a pagar a sua cabeça, se o Imperador julgasse que ele procedera mal. Assim, em13 de Junho de 1685, pôde a fragata São Paulo fazer-se a vela para o Japão, sob o comando de João Baptista Pereira, natural de Setúbal, que exigira o posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra e de Capitão-Mor da Viagem do Japão, levando como enviado da cidade Manuel de Aguiar Pereira.” (4)

“14-06-1685 – Era tão grande a necessidade que Macau tinha de se conseguir a reabertura do comércio com o Japão que o Senado escreveu ao Governador do Bispado, António Morais Sarmento, pedindo-lhe que encomendasse a Deus a viagem da fragata São Paulo, em todas as freguesias, e que fosse feita uma solene novena a São João Baptista com a assistência do Senado. No Colégio de S. Paulo fez-se uma novena a Santo Inácio. O prior de Sto. Agostinho, Fr. João das Chagas, convidou todos os fiéis e principalmente todos os pobres mendigos para que subissem à Penha para rogarem a Deus e noutros colégios e igrejas se fizeram também orações, para impetrar o bom sucesso da viagem da mencionada fragata. “ (4)

“3-07-1685- Chegou a Nagasáqui a fragata São Paulo, que foi obrigada a regressar no dia 20 de Agosto deste ano, sem ter conseguido nada dos japoneses que se recusaram a reatar relações com os portugueses, com receio, diz-se, de estes regressarem para tornar a ensinar a doutrina de Cristo.” (4)

(1) “Antiguidades de Macao I – D. Belchior Carneiro “ no jornal “O Macaísta Imparcial”, Vol. I n.º 1 de 9 de Junho de 1836, p.3. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/06/16/leitura-antiguidades-de-macao-apontamentos-de-jose-baptista-de-miranda-e-lima-d-belchior-carneiro/

(2) “O Macaísta Imparcial”, Vol. I, n.º 3 de 16 de Junho de 1836, p. 12

(3) Comunicação de Jorge da Silva Flores “Um naufrágio e um sonho entre Macau e Nagasaki em 1685”, disponível em: https://academia.marinha.pt/pt/multimedia/sessoesculturais/Paginas/Um-naufr%C3%A1gio-e-um-sonho-entre-Macau-e-Nagasaki-em-1685.aspx

(4) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954, pp. 66, 77,111, 112, 113 e 128.

Extraído de «BGM», VI- 19 de 14 de Abril de 1860, p. 74

No dia 5 de Março de 1849 foi abolido e expulso de Macau o Hopu pequeno (alfândega chinesa), que exercia a sua jurisdição superior no Hopu da Praia Grande. Aquele era de pouca importância; porém, o segundo, conhecido pela denominação de Hopu grande, tinha o prestígio da sua antiguidade e a força de muito poderio. A Praia Pequena era o sítio hoje conhecido pelo Largo do Ponte e Horta e seus arredores.

(Anuário de Macau, 1922, p. 13)

O Governador João Maria Ferreira do Amaral (1) proibiu aos hopus (alfândega chinesa) desta cidade de cobrarem quaisquer direitos às mercadorias exportadas de Macau para os portos da China, pedindo ao Vice-Rei de Cantão que mandasse retirar aos funcionários chineses que exerciam os seus cargos em Macau, dentro do prazo de oito dias. Os hopus exerciam a sua jurisdição superior no Hopu da Praia Grande e no da Praia Pequena, sítio hoje conhecido pelo Largo da Ponte e Horta e seus arredores. (2)

 “12-03-1849 – Não tendo o Vice-Rei de Cantão ordenado a retirada dos funcionários do Hopu, o Governador João Maria Ferreira do Amaral mandou pôr travessas na porta principal do Hopu, deixando abertas as outras, para uso dos que li viviam e fez postar um piquete de soldados e uma canhoneira de mar, em frente do Hopu, para protegerem o desembarque de todas as mercadorias e viveres, acabando assim com o último vestígio da interferência chinesa na administração desta colónia.” (2)

“13-03-1849 – O Governador João Maria Ferreira do Amaral ordenou à força pública que fizesse desaparecer todos os sinais da alfândega chinesa em Macau, ordenou esta que foi cumprida, imediatamente.” (2)

(1) Já em Fevereiro desse ano, o Governador Ferreira do Amaral tinha suspendido o pagamento de foro de Macau ao Governo Imperial da China (3) e impôs deveres fiscais à população do entreposto até às Portas do Cerco. A 16 de Fevereiro, Ferreira do Amaral pede ao Vice-Rei Xu Guangjin que mande retirar o Hopu de Macau (2)

(2) SILVA; Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 115-116

(3) Na opinião do historiador A. Vasconcelos de Saldanha em “Estudos Sobre as Relações Luso-Chinesas“, (pp. 208 a 210), Ferreira do Amaral não procedeu à suspensão do foro, objectivamente o que fez foi recusar corresponder-se com o mandarim por achar que o devia fazer apenas com o Vice-Rei de Cantão. E não abrindo a correspondência, não tomou conhecimento da ordem ali expressa para pagamento do foro. (2)

NOTA: Recorde-se que o Governador Ferreira do Amaral foi assassinado a 22 de Agosto de 1849. Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-m-ferreira-do-amaral/

Foi recebida a 3 de Março de 1717, uma chapa (ofício) do Vice-Rei de Cantão pedindo a ida de quatro representantes do Senado à sua presença, a fim de lhes entregar uma chapa e ordem do Imperador, que aprovou umas decisões feitas pelo Tribunal da Milícia, nas quais se resolveu que os navios de Macau poderiam navegar e comerciar pela cinco Províncias do Imperio e mares de Este, proibindo-lhes apenas a navegação dos Mares do Sul. (1)

No dia 4 de Março, embarcaram numa barca com destino a Cantão, os ministros do senado, Gaspar Franco da Silva (ouvidor), Manuel Favacho (vereador) (2) , Paschoal da Rosa (vereador), António de Aguiar e Manuel Peres (escrivão da câmara

A. M. P.-  Ephemerides Commorativas da Historia de Macau, 1867, p.20

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954, pp.49-50

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-favacho/