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Partida do Governador José Maria Lobo de Ávila (1) para Cantão, no dia 14 de Outubro de 1876, a bordo da canhoneira “Tejo”, comandada por Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, (2) para visita oficial ao vice-rei dessa província.

O «BPMT», de 21 de Outubro de 1876, dia do regresso do Governador, relata essa visita.

Extraído de «BPMT», XXII-43 de 21 de Outubro de 1876, p. 174

(1) José Maria Lobo d´Àvila (1817-1889) foi nomeado a 7 de Maio de 1874 e tomou posse de Governador de Macau a 7 de Dezembro de 1874, sucedendo a Januário Correia de Almeida, Visconde de S. Januário. Mais tarde, nomeado Ministro Plenipotenciário na China, no Sião e no Japão. Terminou a 20 de Setembro de 1876, data da nomeação do novo governador, Capitão-Tenente Carlos Eugénio Corrêa da Silva (mais tarde Visconde Paço d´Arcos, em 23-01-1879), mas manteve-se no cargo até à tomada de posse de governador deste em 31 de Dezembro de 1876.

José Maria Lobo d´Àvila, filho de Joaquim Anastácio Lobo de Ávila (? – 1884), Capitão e Coronel de Infantaria, fez toda a Guerra Peninsular e foi condecorado no campo da Batalha de Albuhera, em 16 de Maio de 1811, em que os Exércitos Aliados (anglo-Luso-Espanholas) derrotaram o Marechal francês, Nicolas Jean-de-Dieu Soult.

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(2) Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, (1844 -1923) (reformado com o posto de Almirante), filho do Governador João Maria Ferreira do Amaral, Tinha 5 anos quando o pai foi assassinado. Foi comandante da Estação Naval de Macau de 1876 a 1878. Em 1878 levou a Bangkok na canhoneira «Tejo», o Governador de Macau Carlos Eugénio Correia da Silva, que lá foi em missão diplomática. Esta missão regressou a Macau a 20 de Março de 1878.

Ferreira do Amaral que não se dava bem com o governador Correia da Silva, recusou receber o mandarim da Província de Cantão que vinha a Macau, em Julho de 1878, pois não podia suportar a afronta à memória do pai. Na véspera entregou o Comando da canhoneira ao oficial imediato e foi para o Hong Kong. O governador vingou-se, pedindo a sua exoneração a El Rei, e Ferreira do Amaral foi exonerado do comando com regresso imediato ao reino. (TEIXEIRA, Mons. Manuel – Marinheiros Ilustres Relacionados com Macau, 1988, pp 117-118)

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-joaquim-ferreira-do-amaral/

“Largaram de Macau, no dia 10 de Outubro de 1850, diversas lorchas de guerra sob o comando do guarda-marinha João de Carvalho Ribeiro, para socorrer um navio chinês que se encontrava abandonado na enseada de Tai ho depois de ter sido atacado e saqueado por piratas chineses.

É de presumir que, tendo encontrado o navio, as nossas lorchas o tenham guarnecido e tentado pôr em estado de navegar. No dia 13 apareceu um junco de piratas provavelmente o que o tinha atacado, com o qual as lorchas se bateram durante várias horas, acabando por o obrigar a render-se. Levado para Macau, esse junco foi integrado na marinha privativa da colónia. Não diz o cronista o que aconteceu ao navio inglês. Poder-se-á supor que tenha sido entregue aos Ingleses que se achavam instalados em Hong Kong desde 1841.” (1)

MAPA DE HONG KONG com a ILHA DE LANTAU, assinalado no mapa a vermelho a ilha de Tai O (大澳) na baía de Tai Ho Wan (大蠔灣) (2)

Em 1855, Os ingleses e americanos (primeira colaboração anglo-americana) travaram uma das últimas batalhas conhecida como “ Battle of Ty-ho Bay” contra uma armada de piratas chineses (36 juncos armados) (2)

Um modelo dum junco pirata armado com oito canhões  (2)

NOTA: Recorda-se que a Estação Naval de Macau, em 10-09-1850, se compunha da fragata D. Maria II, da corveta Iris e da corveta D. João, tendo os três navios 559 praças de guarnição (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 122)

Outro facto de consequências trágicas ocorrido neste Mês de Outubro de 1850 (dia 29,) foi a horrível explosão que destruiu a fragata D. Maria II, ancorada na Taipa, perecendo 188 dos 224 tripulantes, incluindo o Comandante J. de Assis e Silva. Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fragata-d-maria-ii/

(1) MONTEIRO, Saturnino – Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa, Vol VIII, p. 103 Tem um mapa do local, p. 102

(2)  https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Ty-ho_Bay https://en.wikipedia.org/wiki/Tai_O

Extraído de «BPMT», XIII-40 de 7 de Outubro de 1867, p. 239
Extraído de «BPMT», XIV-42 de 19 de Outubro de 1868, p 194

NOTA I: a primeira corveta americana “USS IDAHO”, de 3241 toneladas, construída em 1864 (nesta data considerada, o mais rápido transporte marítimo na sua categoria, iniciou actividades em 1866, foi destacada para o Oriente tendo chegado a Nagasaki a 18 de Maio de 1868. Ficou neste porto por 15 meses desempenhado funções de hospital e armazenamento da Esquadra Asiática Americana. Em Agosto de 1869 dirigiu.se para Yokohama para efectuar o regresso aos E.U.A. rumo a S. Francisco que se efectuou a 20 de Setembro. Contudo foi apanhado por um violento tufão ficando severamente danificada, e rebocada para o porto de Yokohama. Permaneceu aí até 31 de Dezembro 1873. Desmantelada foi vendida em 1874.como sucata. https://www.history.navy.mil/content/history/nhhc/research/histories/ship-histories/danfs/i/idaho-i.html

“USS Idaho” no porto naval de Nova Iorque, em 1866. https://en.wikipedia.org/wiki/USS_Idaho_(1864).

NOTA II: Bernard Thaddée Petitjean (1829 – 1884), padre (monsenhor) católico colocado no Japão, foi nomeado o primeiro bispo neste país. Chegou ao Japão – Ilhas Ryukyu onde esteve dois anos e em 1863 colocado em Yokohama. Foi professor de francês e responsável pela construção da Igreja dedicada aos “26 Mártires Japoneses”, (conhecida como Igreja Oura) em Nagasaki, inaugurada a 19 de fevereiro de 1865. Morreu em Nagasaki e enterrado no altar da Igreja Oura. https://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Petitjean

Da noite de 22 à madrugada de 23 de Setembro de 1874, um tufão violento atravessou a foz do Rio das Pérolas causando grandíssimas perdas, considerado na história de Macau como a Calamidade do Tufão de 1874.

Extraído de «BPMT», XX-39 de 26 de Setembro de 1874, p. 108

Anteriores referências a este tufão em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-i/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/23/noticia-de-23-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-ii-incendio-no-bairro-de-santo-antonio

Extraído de «BPMT»,  XIV-38 de 21 de Setembro de 1868, p. 179

O vapor de guerra chinês Chin-Chin, de 60 cavalos de força, montado com 6 peças de artilharia, e comandado por Mr. Bessard, de Cantão, deu entrada em 12 de Setembro. Saiu em 29 de Setembro de 1868. O vapor de guerra chinês Sai-Tsing, com 60 cavalos de força, montado com 5 peças de artilharia deu entrada no porto de Macau no dia 16 de Setembro , comandado por Mr. Steward, de Cantão. Saiu de Macau em 19 de Setembro. O vapor de guerra chinês Tien-Pó, de 60 cavalos de força, montado com 6 peças de artilharia, comandado por Mr. de Longeville, de Cantão, entrou em Macau em 16 de Setembro de 1868 e saiu em 26 de Setembro.

Extraído de «MBI», IV-75 de 15 de Setembro de 1956, p. 13-14
O Comandante do «João de Lisboa» e o Bispo de Macau trocando amistosos brindes
Aviso de 2.ª classe “João de Lisboa” – Desenho publicado no “Blogue dos navios e do marhttp://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2016/03/nrp-joao-de-lisboa.html

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviso-joao-lisboa/

Extraído de «MBI», IV-75 de 15 de Setembro de 1956, p. 13-14

O Encarregado do Governo durante o jantar oferecido ao Comandante e oficiais do «João de Lisboa»

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviso-joao-lisboa/

Notícia já postada em 9-09-2019, publicada em vários jornais e livro (1), o de hoje é extraída de «O Portuguez na China», Vol. 2.º, n.º 3 de 17-09-1840, (2) referindo a fonte: suplemento do jornal «Canton Press» (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/09/09/noticia-de-9-de-setembro-de-1840-morte-de-um-marinheiro-americano/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/o-portuguez-na-china-1839-1843/

(3) “Em 12-11-1835, surgiu o semanário “The Canton Press”, editado por Franklyn e depois por E. Moller. Este periódico passou também, em 1839, a ser impresso em Macau.”https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/12/22/noticia-noticia-de-22-de-dezembro-de-1835-na-imprensa-estrangeira/

A Direcção do «Clube Militar» promoveu um baile de despedida ao Comandante e oficiais do «João de Lisboa», o qual se realizou no dia 8 de Setembro de 1956, nos salões daquele Clube. Além dos homenageados, estiveram presentes quase todos os sócios do clube acompanhados de suas respectivas famílias e muito convidados. O edifício do Clube encontrava-se artisticamente ornamentado e toda a fachada iluminada por dezenas de lâmpadas. Decorreu o baile num ambiente de alegria e camaradagem, notando-se a elegância das toilettes femininas e a distinção dos cavalheiros nas suas fardas ou trajes civis.” (1)

(1) Extraído de «MBI», IV-75 de 15 de Setembro de 1956, p. 13

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviso-joao-lisboa/