Archives for category: Transportes

Notícia extraída de «A Aurora Macaense». I-40 de 14 de Outubro de 1843.

Notícia publicada em “O Commercial” do dia 12 de Setembro (1) e republicada em inglês no «The Chinese Repository» de 1840 (2) (3) – morte de um marinheiro americano na noite (21h00) do dia 9 de Setembro de 1840, que por desacatos na via pública, na Prainha, foi preso por uma patrulha policial do bairro de S. Lourenço. Enquanto era conduzido pela patrulha para a esquadra, conseguiu fugir para a praia do Manduco tendo encontrado a oposição de uma guarda de soldados e população. Foi atingido por um tiro que as forças policiais e os militares negaram ter usado, suspeitando-se ser de alguém dos que estavam a assistir ao confronto. Refere-se que este marinheiro americano pertencia ao brigue americano «Duan» (reportado como navio para o transporte de emigrantes mas também dos escravos da África para a América) mas que por actos violentos a bordo no navio e incitamento à insubordinação, foi deixado em Macau pelo capitão do navio.
(1) “ O Comercial” publicado em Macau de 1838 a 1842.
(2) «The Chinese Repository», Vol IX May 1840-Dec 1840  p. 328
(3) Este episódio é também relatado por Jonathan Porter no seu livro “the Imaginary City: Culture and Society, 1557 to Present, 1996, 240 p.
Leitura deste episódio disponível em:
https://books.google.pt/books?id=3JZNDwAAQBAJ&printsec=frontcover&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=false

Extraído de «BGC» XXVI-305, 1950

Uma das novas lanchas a motor que em 1 de Setembro de 1950 inauguraram as carreiras para as Ilhas da Taipa e Coloane. (1) Em Maio desse ano tinha sido inaugurada a nova ponte do Cais de cimento na Ilha da Taipa, bem como uma estrada de ligação com o centro da vila.
A partir de 7 de Setembro desse mesmo ano, iniciaram as carreiras de «auto-omnibus» entre a ponte cais da Taipa e a povoação da Taipa.

Extraído de «B.O. » n.º 37 de 16 de Setembro de 1950

(1) As carreiras fluviais entre Macau e Ilhas foram reiniciadas a 4 de Fevereiro de 1950 (B.O. de 04-02-1950 – DL 1112 desta data)
e o Regulamento da concessão do exclusivo das carreira fluviais para passageiros entre Macau e as Ilhas foi publicado no B.O. n.º 9 de 4 de Março, n.º 11 de 18 de Março e n.º 35 de 2 de Setembro de 1950

Extraído do «B.O.».  9 de 4 de Março de 1950
Extraído do «B.O.», 35 de 2 de Setembro de 1950,

Continuação da publicação de “ Description of a View of Macao in China, now Exhibiting at the Panorama, Leicester Square”, (1)

Hoje, o segundo desenho – a vista das águas do Porto Interior, com os diversos barcos ancorados.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/15/leitura-desenhos-de-macau-1840-description-of-a-view-of-macao-in-china-i/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/16/leitura-desenhos-de-macau-1840-description-of-a-view-of-macao-in-china-ii/

Extraído de «TSYK»,  I- 45 de 11 de Agosto.

Postais de Macau publicados no «Jornal Único» de 1898 (1)

NOTA:Os chichés das vistas photographicoas foram tirados pelo photographo amador Carlos Cabral. Todos os trabalhos respeitantes a este «Jornal Único» foram executados em Macau

Praia Grande
Palácio do governo – Edifício das repartições públicas

Extractos do artigo publicado neste mesmo jornal, “Praia Grande” de António Joaquim Basto

Porto Interior

Extractos do artigo publicado neste jornal, “O Porto Interior de Macau” de A. Talone da Costa e Silva
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jornal-unico/
http://purl.pt/32511/3/html/index.html#/1

Pequeno extracto dum artigo de 1940, (pp.127-134) escrito pelo 1.º tenente A. Gomes Namorado, comandante do Centro de Aviação Naval (1)  para a publicação “ U N de Macau”,  (137 p.) da União Nacional de Macau no ano XIV da Revolução, 1940.
“… Interessante seria registar nestas páginas as milhares de toneladas, em especial correio, e as centenas de milhares de passageiros hoje transportados por aviões. Aqui mesmo, Macau, é um exemplo, talvez quási despercebido. Efectivamente, saber-se-á que em 1938 e 1939 o número de cartas enviadas por correio ordinário e aéreo foi respectivamente de 1.829.662, 4.032.945 e 39.434 e 92.577. A consideração destes números mereceria talvez a atenção de capitais da Colónia, adiantando-se a iniciativas estranhas que à Colónia veem buscar rendimentos que nela deveriam ficar.
Macau precedeu êste movimento pro-aviação. Data de 1921 a criação da sua primeira escola de aviação, criada pelo Governador Paço d´Arcos. A sua vida foi efémera; 6 alunos pilotos a frequentaram e destes apenas 2 concluíram as provas.
Em 1939, por proposta do actual Governador, o Governador que primeiro e melhor viu as possibilidades da aviação, Sua Exa. o Ministro das Colónias, a quem a aviação nas Colónias tudo deve, criou a Escola de Aviação de Macau para formação de pilotos, mecânicos, artífices e radiotelegrafistas. Dotada, desta vez, com os meios necessários, a Escola poderá desempenhar cabalmente da sua missão, desta forma contribuindo para o desenvolvimento da Colónia.” (2)

(1) Recorda-se que nesse ano, o Serviço de Aviação de Macau tinha aparelhos velhos e dos quatro aparelhos apenas um conseguia voar e, mesmo assim não muito bem. Em 1939, a aviação tinha três pilotos em Macau, o primeiro-tenente José de Freitas Ribeiro (2.º comandante do Centro de Aviação Naval) o 1.º tenente aviador Pedro Correia de Barros e o 2.º tenente aviador Rodrigo Henriques Silveirinha (morreria no acidente aéreo em 26 de Junho de 1942, queda do Osprey n.º 6 no Bairro do Tap Seac) auxiliados pelo 1. º Sargento mecânico aviação, Joaquim Macedo Girão e os 2.ºs sargentos artífices de aviação, Rafael Afonso de Sousa e João dos Santos Louceiro.
O 1.º Comandante, capitão-tenente António Gomes Namorado júnior, encontrava-se em Lisboa a frequentar o curso naval de guerra e o Governo decidia-se pela construção de um novo hangar no Porto Exterior, onde coubessem, em condições razoáveis, os aparelhos. Namorado Júnior regressa a Macau e ao comando do Centro em 1940 até Maio de 1941, sendo substituído por Freitas Ribeiro que , por doença de sua mulher – tuberculose- pediu demissão do cargo e regressaria à metrópole, em 1941. O comando passou para o primeiro tenente Pedro Correia de Barros, então com 30 anos de idade.

A construção do hangar no Porto Exterior, cerca de 1941

Informações de Anuário de Macau 1940-1941 e SÁ, Luís Andrade de – Aviação em Macau, Um Século de Aventuras, 1990 p.79
Anteriores referências ao Centro de Aviação Naval em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-de-aviacao-naval/

https://www.marinha.pt/conteudos_externos/RevistaArmada/423/HTML/files/ra_423_sut08.pdf

(2) António Gomes Namorado Júnior (1901-?) foi um oficial de Marinha que serviu na Aviação Naval desde 1926 como piloto-aviadGomes or e deixando-a em 1948 como cap.-frag. RF
É autor de vários artigos e textos aeronáuticos (“Crónicas de Aviação”) publicados nos “Anais do Clube Militar Naval” entre 1927 e 1933 (22 dos 26 textos publicados neste período),
Participou na “Lisboa-Madeira-Açores-Lisboa”,  a primeira viagem com aviões em grupo realizada pela aviação da Armada entre 30 de junho e 31 de julho de 1935.  Tinha como objetivo o treino de manobras e navegação. Os três aviões eram tripulados por Namorado Júnior, Ferreira da Silva, Aires de Sousa, Carlos Sanches, Bernardino Nogueira, Correia Matoso, Brandão, Falcoeira e Nascimento.
Quanto às crónicas de Namorado Júnior, no seu primeiro texto de 1928 (janeiro e fevereiro) de 1928 (assinado N.J.) inserido, tal como o anterior e os restantes, na “Crónica Naval”/”Crónica Marítima” o autor defende a importância de os governos comparticiparem as viagens aéreas (raids) como forma de conhecerem melhor as suas potencialidades a nível económico e militar. Também é defendido que o desenvolvimento e apoio da aviação civil é importante no sentido em que esta pode servir os fins militares em caso de guerra”
https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/25055/1/ASPOF%20Faria%20Pinheiro%20-%20A%20Avia%C3%A7%C3%A3o%20Naval%20nos%20Anais%20do%20Clube%20Militar%20Naval.pdf