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Portaria n.º 103, de 15 de Novembro de 1952, publicado no BGPMTS (1) sobre a classificação das embarcações miúdas que faziam o serviço do mar, tanto no Rio de Macau , como na Praia Grande, bem como ao pagamento das licenças a partir de 1 de Janeiro de 1853.
(1) Extraído de «BGPMTS», VII – 17 de 7 de Dezembro de 1852.

Anúncio em inglês de 28 de Outubro de 1867: excursões turísticas ou piscatórias no barco chamado “Picnic” (“fast sailing boat”) – aluguer por um dia ou em pequenos trajectos.  A inscrição fazia-se através do “Hotel Oriental” (1) (2)
(1) Extraído de «B. G.M.T.» XIV-14, 6 de Abril de 1868.
(2) Há uma nota de 18-03-1869  que noticiava um incêndio no «Oriental Hotel», situado na Praça de Ponte e Horta  (GOMES, Luís G – Efemérides da História de Macau, 1954)
Em 1909, o “Oriental Hotel” ficava na Rua da Praia Grande, com o gerente F. J. Victal.
Em 1912, o hotel era gerido por M. A. Conceição.
東方酒店 – mandarim pīnyīn: dōng fāng jiǔ diàn; cantonense jyutping:  dung1 fong1 zau2 dim3
Ver anterior citação em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/13/postais-coleccao-%e6%be%b3%e9%96%80%e8%80%81%e7%85%a7%e7%89%87-fotografias-antigas-de-macau-old-photographs-of-macao-vii-porto-interior/

Extraído de «TSYK» I-4 de 29 de Outubro de 1863

A galera «Deslumbrante» (1) partiu de Lisboa, em 10-05-1863 e a bordo trazia um contingente militar, composto de 3 alferes e 188 praças de pré, sob o comando do alferes António Baptista Tassara, (2) para reforçar o Batalhão desta cidade. Chegou a Macau em 04-09-1863, com avarias devido a um tufão no Mar da China no dia 29 de Agosto de 1863, que danificou a galera quando esta já navegava a pequena distância de Macau (3) (4)
(1) Galera portuguesa «Deslumbrante» 1863-1865
https://ccm.marinha.pt/pt/biblioteca_web/arquivohistorico_web/fundoscolecoes_web/Documents/%C3%8DNDICE%2032%20-%20Documenta%C3%A7%C3%A3o%20Avulsa%20at%C3%A9%201910%20%282014%29.pdf

Ex-voto (5) – Promessa offerecida ao Senhor dos Passos da Graça no dia 29 d’Agosto de 1863 pela tripulação da galera portugueza, «Deslumbrante», na occasião do tufão no mar da China, na Latt. N. 18º,,54′,,57′ e Long. E. de Gre. 115º,,07′,,56′.
Do Blogue “Senhor dos Passos da Graça”
https://senhorpassosgraca.blogs.sapo.pt/1908.html

(2) O Alferes António Baptista Tassara tomou posse, em 4-11-1863, (6) (7) do comando do Posto da Taipa e Coloane (até 3-06-1874), substituindo o capitão Vicente Nicolau de Mesquita que foi promovido a Major e colocado no comando da Fortaleza do Monte.
1863 – O Capitão é promovido a Major sendo louvado o seu zelo no Comando do Porto da Taipa, que então abandona, para tomar o Comando da Fortaleza do Monte, a cidadela de Macau. Em substituição fica o alferes António Baptista Tassara, também Comandante de Coloane. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995)
(3) “10-05-1863 – Partiu de Lisboa, a bordo da galera «Deslumbrante», um contingente militar, composto de 3 alferes e 188 praças de pré, sob o comando do alferes António Baptista Tassara, para reforçar o Batalhão desta cidade  “
“04-09-1863 – Chegou a galera Deslumbrante com um contingente de tropas, sob comando do Alferes António Baptista Tassara tendo saído de Lisboa, em 10 de Maio.” (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
(4) Notícia publicada no «TSYK», I-1, 8 de Outubro de 1863.
AVISO de 14 de Outubro de 1863, anunciando a partida, no dia 12 de Novembro, da galera «Deslumbrante» de 1.ª classe com o comando do capitão Manoel Francisco de Souza, publicado no «TSYK», I- 3 de 23 de Outubro de 1863.
(5) Ex-voto = consequência de um voto; quadro, figura ou objecto qualquer, suspenso em uma Igreja ou em qualquer lugar venerado, para o cumprimento de um voto ou em memória de uma graça obtida.
(6) Padre Manuel Teixeira in “Taipa e Coloane”, p. 13, aponta a data de 13-7-1864. pois indica Vicente Nicolau de Mesquita como comandante da Taipa entre 09-06-1851 e 13-07-1964 e depois desta data, o Alferes Tassara como comandante da Taipa e Coloane
(7) O jornal «TSYK» traz a seguinte notícia, indicando a data de 30-04-1864.

Extraído do TSYK I-41 de 14 de Julho de 1864.

Uma notícia publicada no «Diário Popular» de 1961, (1) publicitando a “Sociedade Oriental de Transportes e Armazéns” (S. O. T. A.)
Com duas fotos, a primeira, dos “Quatro dos mais importantes e activos sócios desta empresa, Hó In, Roberto Perez Lasala, Herman Machado Monteiro e Chong Chi Kong”
e a segunda, da inauguração do navio a motor «São Gabriel» (já publicada em anterior postagem desta Sociedade (2)
(1) «Diário Popular» de 20 de Outubro de 1961, p. 21, número dedicado ao Ultramar Português
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/12/20/noticia-de-20-de-dezembro-de-1947-sociedade-oriental-de-transportes-e-armazens-sota/

12-10-1854 – Os piratas formaram com as suas lorchas um cordão, desde Boca Tigre até Oeste. A lorcha n.º 58, que vinha do Oeste com uma valiosa carga de seda, foi atacada e roubada, no canal de Lampeão, bem perto desta cidade.” (1)
“14-10-1854 – A lorcha n.º 10 foi atacada, na sua viagem para Hong Kong, por quatro taumões, conseguindo escapar, devido à rapidez do seu andamento, sendo, porém obrigada a fazer fogo, desde 9.00 até às 12.00 horas. ” (1)
James Keenan, consul americano em Hong Kong referia, em 1854, a existência de 100.000 piratas nos mares da China (2)

Junco chinês (à esquerda) e lorcha (à direita)
De: “Tropenmuseum, part of the National Museum of World Cultures, CC BY-SA 3.0,”https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=8597415

NOTA: no ano anterior, a 10 de Maio de 1853, a corveta de guerra britânica (sloop-of-war) (3) “Rattler”, de 12 canhões, em missão na década de 50 (século XIX) no combate à pirataria marítima na costa da China, encontrou piratas ao largo de Nam Quan (perto da fronteira da China com o Vietnam). Uns dias antes, esses piratas tinham capturado um “combóio” de navios mercantes e exigiam resgate para os libertar. No combate, uma frota de 8 barcos chineses (1 lorcha capturada e 7 juncos chineses afundados) foi derrotada com a ajuda dos civis chineses em terra, e cerca de 500 chineses piratas foram mortos e feridos. Entre os britânicos além da corveta ter sofrido algum dano, morreram 3 ingleses – ficou conhecida como a “Batalha de Nam Quan”

HMS Rattler (right) and HMS Alecto in March 1845.https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Nam_Quan

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(2) MEAGHER, Arnold J. – The Coolie Trade: The Traffic in Chinese Laborers to Latin America 1847-1874. 2008
(3) “No século 18 e na maior parte do século XIX, um sloop-of-war na Marinha britânica era um navio de guerra com uma arma única que levava até dezoito armas. Como o sistema de classificação abrangeu todos os navios com 20 armas e acima, isso significava que o termo sloop-of-war abrangia realmente todos os navios de combate não classificados, incluindo os pequenos briguess e cortadores de armas.”
https://educalingo.com/pt/dic-en/sloop-of-war

Em anterior postagem (1) publiquei a folha lembrança n.º 43 e o sobrescrito formato C5  (229 mm x 163 mm,) com bloco filatélico contendo um selo, carimbado, de 7.50 patacas) do 1.º dia de circulação, da emissão – tema “Meios de Transporte Tradicionais – Hidroaviões” que os «Correios e Telecomunicações de Macau» emitiram em 9 de Outubro de 1989, com o design de Ng Wai Kin.
Hoje publico o bloco filatélico (105 mm x 83 mm) contendo um selo, sem carimbo, de 7.50 patacas
e o sobrescrito formato C6 (114 mm x 162 mm) com os quatro selos:
50 avos – hidroavião + igreja da Penha
70 avos – hidroavião + fortaleza da Guia
2,8 patacas – hidroavião + barraca de pesca
4 patacas –  hidroavião + junco chinês
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes/ 

Extraído de «BGC», XXI-24, Outubro de 1945 pp. 130-131