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No dia 8 de Outubro de 1960, realizou-se uma sessão de homenagem ao Infante D. Henrique. (1) À sessão, em que se fez a distribuição de prémios às alunas da secção portuguesa que mais se distinguiram nos estudos durante o ano lectivo de 1959-1960, presidiu sua Exa. o Governador da Província, tenente – coronel Jaime Silvério Marques, acompanhado de sua Exma. Esposa. O programa abriu com o Hino do Colégio, seguido de uma alocução proferida pela aluna Maria José Borges Martins.

A peça intitulada «O Infante de Sagres», (em 3 actos) adaptação de uma obra de J. Cortezão, ocupou o centro da festa. (2)

O «Infante» olhando o mar infindo
Uma cena da peça
«Frei Gaspar» (2) manifesta cepticismo

A sessão terminou com o Hino Nacional. (3)

(1) Um dos programas realizado em 1960 das “Comemorações, em Macau, do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique”, 

(2) No drama épico de Jaime Cortesão «O Infante de Sagres», representado em 4 actos pela 1.ª vez em Lisboa em Dezembro de 1916 – Frei Gaspar, Prior da Batalha vindo da corte para dissuadir o Infante (que estava em Sagres) da expedição a Tânger.

(3) Informações retiradas de “Comemorações, em Macau, do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique”, ver em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/16/leitura-comemora-coes-em-macau-do-v-centenario-da-morte-do-infante-d-henrique-ii/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/13/comemora-coes-em-macau-do-v-centenario-da-morte-do-infante-d-henrique-1460-1960-i/

Extraído de «BPMT»,  XXXV-39 de 26 de Set de 1889, p. 303/304
D. Carlos I entre 1890-1900 (1)

D. Carlos I, nasceu em Lisboa no dia 28 de Setembro de 1863, filho do rei Luís I de Portugal e de sua esposa a princesa Maria Pia de Saboia. Foi Rei de Portugal e Algarves desde 1889 (aclamação em 28 de Dezembro) a 1 de Fevereiro de 1908, dia do assassinato (regicídio de 1908), em que também faleceu o seu herdeiro Luís Filipe, na Praça do Comércio,

D. Carlos I entre 1890-1900 (1)

Cerimónia de aclamação de El-Rei D. Carlos, em 28 de dezembro de 1889 (1)

(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Portugal

Notícia assinada por “R” e publicada no «BPMT»,  XVI-26 de 27 de Junho de 1870, (p. 113), acerca do lançamento da primeira pedra do alicerce  sobre o qual iria erguer-se o padrão comemorativo na Praça da Vitória, no dia 23 de Junho de 1870 pelas 6 horas da manhã.

Monumento Comemorativo da Vitória cerca de 1910

Anteriores referências a este monumento: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-da-vitoria/

CONVITE (tipo postal – 21 cm x 15 cm)
CONVITE (verso), 21 cm x 15 cm – ICM.32/98

CONVITE (tipo postal – 21 cm x 15 cm) do Grupo de Danças e Cantares do Clube de Macau (GDCCM) para a exposição “Trajes Regionais Memórias de Um Povo” a inaugurar no dia 9 de Junho de 1998 pelas 18:00 horas no Centro de Actividades Turísticas. A exposição estava integrada nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, (1) esteve patente ao público diariamente até ao dia 30 de Junho.

Anexo: 13 cm x 15 cm
Verso do Anexo: 13 cm x 15 cm
O envelope exterior do Convite (21,8 cm x 15,5 cm)

O “Grupo de Danças e Cantares do Clube de Macau”, (GDCCM) foi fundado em Abril de 1991 e terminou em 2003, tendo os elementos do grupo fundado em 26 de Abril desse ano o “Grupo de Danças e Cantares de Macau” “(GDCM), em chinês: “澳門歌舞團”, ainda hoje em actividade.
Conforme estatutos publicados (2) o GDCM foi o beneficiário do património histórico e cultural do Grupo de Danças e Cantares do Clube de Macau.

(1) Nas celebrações do 10 de Junho de 1998 esteve presente a Ministra da Saúde Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina, em representação dos órgãos de soberania de Portugal . Maria de Belém foi administradora da Teledifusão de Macau em 1986/87.
(2) BO-RAEM, n.º 19 de 7 de Maio de 2003
https://bo.io.gov.mo/bo/ii/2003/19/anotariais.asp#184

Sessão solene no Leal Senado no dia 28 de Maio de 1955, para comemorar o golpe de estado (28 de Maio de 1926) protagonizado por militares e civis antiliberais, comandado pelo general Gomes da Costa, que resultou a queda da Primeira República Portuguesa e a instauração da Ditadura Militar. Depois legitimada na Constituição de 1933, e instauração do Estado Novo.

A mesa que presidiu à sessão solene, vendo-se o Governador Joaquim Marques Esparteiro (1) a discursar
Edmundo Senna Fernandes (2) fazendo a sua conferência sobre o tema «Salazar – A sua política de sempre»

Imagens extraídas de «BGU»,  XXXI-361-362, Julho-Agosto 1955 pp. 382

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joaquim-marques-esparteiro/

(2) Edmundo José de Senna Fernandes (1897-1981), filho de Bernardino de Senna Fernandes Jr (2.º conde) (1867-1911) e Maria Francisca Xavier do Couto. Leccionou na Escola Comercial «Pedro Nolasco», no Seminário de S. José e no Colégio do Sagrado Coração. Presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) e comendador da Instrução Pública (1979). FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volume III. ICM, 1996, p. 552. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/edmundo-de-sena-fernandes/

Relatos dos inícios dos festejos públicos em Macau no dia 9 de Abril de 1837, pelo casamento da Rainha D. Maria II (em segunda núpcias) com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, depois Rei Consorte de Portugal, como D. Fernando II, (1) realizado presencialmente na Sé Patriarcal de Lisboa em 9 de Abril de 1836 (casamento em Coburgo por procuração em 1 de janeiro de 1836). Os festejos públicos prolongaram-se até 11 de Abril, merecendo também uma notícia no mesmo jornal, (já foi postado em 11-04-2020). (2)

Extraído de «O Macaísta Imparcial», I- 87 de 10 de Abril de 1837, p. 350
Dona Maria II (1835) por John Zephaniah Bell (3)

(1) D. Maria II, em 1836 casou em segunda núpcias com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, baptizado Fernando Augusto Francisco António de Saxe-Coburgo-Gotha e Koháry, nascido em Viena em 29 de Outubro de 1816 e falecido em Lisboa a 15 de Dezembro de 1885, no Paço Real das Necessidades, estando sepultado no mosteiro de São Vicente de Fora. O contrato matrimonial foi assinado no fim de 1835. Meses depois, chegou o marido. Haviam casado em Coburgo por procuração em 1 de janeiro de 1836 e, em Lisboa, em pessoa, na Sé Patriarcal em 9 de Abril de 1836. O casamento formal deu origem à Casa Real de Bragança-Saxe-Coburgo-Gotha e o príncipe alemão passou a Rei Consorte de Portugal, como D. Fernando II, em 16 de setembro de 1837, após o nascimento de um filho varão. Regente do reino (entre 1853 e 1855) durante a menoridade do filho D. Pedro V e, depois da morte deste, até à chegada a Portugal do filho D. Luís I. Tiveram 11 filhos. https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_II_de_Portugal

D. Fernando II, Rei Consorte de Portugal, em 1861. (4)

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/11/noticia-de-11-de-abril-de-1837-festejos-pelo-consorcio-da-rainha/

(3) Por Joannes Paulus – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=63969447

(4) https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_II_de_Portugal

Continuação da leitura o número especial dedicado ao ultramar português do “Diário Popular” em 1961 (1), (2) nomeadamente nos artigos com referência mais específica a Macau que estão nas páginas 5 a 21 da sessão “Índia, Macau e Timor “ (total 4 páginas).

Páginas 10-11 (IMT): “A assistência pública está a realizar uma obra de largo alcance social e profunda repercussão política dentro do espírito cristão.

Página 12 (IMT): “O Progresso dos C.T.T.  demonstra que a Administração Portuguesa no Extremo-Oriente é inspirada por um superior critério. Um serviço de notável eficiência e uma organização de técnica modelar”.

Página 15 (IMT): “A Polícia de Segurança Pública é uma corporação modelar com alto grau de eficiência técnica.” (continuação do mesmo artigo da página 9)

As dedicadas e importantes funções da Polícia Política

(1) Ver anteriores referências em https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/diario-popular/

(2) http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/RaridadesBibliograficas/DiarioPopularDedicadoaoUltramarPortugues/DiarioPopularDedicadoaoUltramarPortugues_master/DiarioPopular_dedicadoaoUltramar.pdf

Extraído de «BGC», XXVI – 295, Janeiro de 1950, pp. 183-1888

O governador, o prelado de Macau e o comandante militar da colónia à chegada ao campo
Aspecto da missa campal
Os novos barcos alinhados, antes da bênção
O prelado de Macau no acto da bênção dos novos barcos do Centro Náutico da Mocidade Portuguesa
A menina Norma Ruth de Oliveira «baptiza» duas embarcações

NOTA – Ver anterior referência ao clube náutico em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/12/01/noticia-de-1-de-dezembro-de-1949-inaugura-cao-do-centro-nautico/

Na sequência da postagem de ontem sobre a  “soireé musical” no dia 30 de Outubro, (1) realizou-se  no dia seguinte, 31 de Outubro, a grande festa de arromba para assinalar o aniversário natalício do rei D. Luís

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 6 de Novembro de 1872 p. 2 http://purl.pt/26918/1/PT/index.html

Reproduzo a seguir a descrição do mesmo acontecimento feito por Luís Gonzaga Gomes (na continuação de anteriores crónicas “A Vida em Macau no Ano de 1872“, deste mesmo autor) (2) focando o baile dado pelo governador, Visconde de S. Januário no Palácio do Governo.

Constitui novidade a inovação de dois porta-machados a ladearem o retrato do Rei D. Luís, colocado sob o dossel, e cujos vistosos uniformes causaram grande agrado no público, que os viu marchar, pela manhã, à frente da guarda de honra. Duzentos e vinte cavalheiros com as suas impecáveis casacas ou reluzentes fardas e setenta e nove daas, elegantemente trajadas e ostentando ofuscantes brilhantes, estonteantes adereços, outras jóias de grande riqueza e raridade, emprestaram inusitado brilho a tão animado baile. As damas que apresentaram com maior elegância, distinção e bom gosto foram a esposa do Governador de Hong Kong, Lady Kennedy, com o seu lindo vestido de faille gris guarnecido de cetim da mesma cor e ricas rendas de Malines; e sua filha, senhorita Kennedy, de faille branco, encantadora na sua simplicidade; e esposa do Secretário-geral do Governo, D. Rosa Pinto Basto de moirée lilás, impondo-se pela sua esbelteza; a esposa do superintendente da emigração chinesa, D. Maria Amália Bruschy Pereira Rodrigues, de branco e azul com rendas de Bruxelas; a esposa do Cônsul do Sião D. Ana de Sena Fernandes, de cetim branco com enfeites verdes e brilhantes; a senhora Pyke, de cetim azul e rendas brancas; a senhorinha May, graciosa no seu vestido de amarelo de brilhantes; a Baronesa do Cercal, de preto e branco; e esposa do Administrador do Concelho, D. Maria Leite Baracho, de seda verde; D. Amélia Pacheco, de grenadine branco com rendas pretas e cetim amarelo, D. Florentina Carneiro, vistosa na sua toilette de faile branco, enfeitado de cetim cor de rosa; D. Idalina Velez, impante de natural elegância (ainda chegamos a conhecê-la na sua triste decadência física e económica), de preto e brilhantes e todas as restantes trajadas com requintes de ajanotamento e no último tom, num verdadeiro alarde de luxo e sumptuosidade. De entre os cavalheiros destacavam-se o Governador de Hong Kong, sir Arthur Kennedy, o General Whitefield, seu ajudante d´ordem; Mr Pauncefote, Juiz da vizinha colónia; o Barão do Cercal, D. Pedro de Lencastre; Mr. Deacon, Cônsul de Portugal em Cantão; Herr Ebel, Cônsul da Prússia, D. Juan Ortiz, Cônsul da Espanha; Alexandre Menacho, Cônsul do Peru; Comendador Bernardino de Sena Fernandes, Cônsul do Sião; João dos Remédios, Cônsul de Portugal em Hong Kong, Lourenço Pereira Marques, Presidente do Leal Senado; Júlio Pereira Pinto Basto, Procurador dos Negócios Sínicos; H. A. Pereira Rodrigues, Superintendente da Emigração Chinesa; Capitão-de-fragata João Eduardo Scarnichia, Capitão do porto; Capitão-de-fragata Tomas de Vila Nova Ferrari, comandante da estação naval e da corveta “Duque de Palmela”; Francisco de Melo Baracho, Administrador do concelho; o tenente-coronel Jerónimo Pereira Leite, Comandante da Polícia e muitas outras individualidades. Este baile deu brado e, pelos tempos adiante, ainda se referia a ele com entusiasmo e saudosas recordações, na sociedade macaense, cujo modo de vida viria a ser profundamente perturbado com a crise económica que se avizinhava. “ (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/30/noticias-de-30-e-31-de-outubro-de-1872-soiree-musical-recepcao-e-iluminacao-para-assinalar-o-aniversario-natalicio-do-rei-d-luis-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/31/noticia-de-31-de-outubro-de-1872-leitura-a-vida-em-macau-no-ano-de-1872-iii/

(3) GOMES, Luís Gonzaga – Páginas da História de Macau, 2010, p.301.

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 6 de Novembro de 1872 p. 2 http://purl.pt/26918/1/PT/index.html

A reportagem continua na postagem seguinte.