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Em finais de Março de 1985, uma manifestação desportiva testemunhou, uma vez mais, a amizade e a cooperação existente entre as cidades de Cantão e Macau. Tratou-se da realização da primeira estafeta pedestre Cantão/Macau, organizada pelo Conselho de Desportos da província de Guangdong.

A «embaixada» da vizinha província integrou sessenta pessoas que foram portadoras de uma mensagem «a formular votos de eterna amizade entre os desportistas e a população dos dois Territórios» (Extraído de «NAM VAN», n.º 11, 1985, p. 65)

Notícia de Janeiro de 1945 revela que “à revelia dos tratados sino-portugueses vigentes e numa tentativa para obliterar no terreno o regime de extraterritorialidade portuguesa na China, as autoridades chinesas de Chongqing (重慶) detêm o macaense Lourenço Osvaldo Sena, antigo agente do corpo da PSP de Macau, sob suspeitas de ter ligações com os japoneses e com o cônsul britânico e por outros actos praticados em Macau no exercício das suas funções policiais.” (1)  

E neste dia de 16 de Janeiro de 1945, ás 9 horas da manhã, teve lugar o primeiro bombardeamento aéreo de Macau por uma esquadrilha de três aviões da «Carrier Task Force 38», da Força Aérea dos EUA, sob o comando do almirante William Halsey. (2)  O alvo principal do ataque aéreo era a destruição dos depósitos de combustível existentes no hangar do extinto Centro de Aviação Naval de Macau, construído em 1938 e situado no Porto Exterior . (1)

Recordações do Padre Teixeira desse dia:

Nam Van” n.º 10 de 1 de Março de 1985, pp.23-25

Em 1945 começou a guerra civil na China, Chiang Kai-shek –
蔣介石(1887 –1975, em mandarim como Chiang Chieh-shih ou Jiang Jieshi) lançou um golpe em Shanghai , desfazendo a aliança entre o seu partido , o Kuomitang, (國民黨), e o Partido Comunista. O conflito terminou com a vitória da facção de Mao Zedong (毛泽东) e o estabelecimento da República Popular da China em 1949. O governo de Chiang Kai-shek fugiu de Xunquim (Chongqìng) (4) em 1949 após a derrota na Guerra Civil Chinesa.

(1) (FERNANDES, Moisés Silva – Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas 1945-1995 Cronologia e Documentos, 2000. Pp. 27-28.

(2) A força naval “Carrier Task Force 38”, formada pelos aliados para dar batalha à Esquadra Japonesa do Sul, sob o comando do almirante William Halsey, tinha como núcleo, oito grandes porta aviões: Yorktoun, Hancock, Ticonderoga, Essex, Wasp, Hornet, Enterprise e Lexington; e seis porta aviões mais ligeiros como apoio: San Jacinto, Monterey, Cowpens,langley , Cabot e Independence. Estes porta aviões que levavam 850 aviões dirigiram-se para o mar da China do Sul em 10 de Janeiro de 1945 para atacar os navios e os aviões japoneses . A 14 desse mês atacaram a baía de Cam-rahn e o porto de Saigão; mas os coraçados japoneses não estavam lá; estavam em Singapura. A Task Force 38 dirigiu-se para o norte para atacar os aeródromos na costa da China do Sul, de Yulin, na ilha de Hainão até Swatow. Foi designado o Grupo 5 da Task Force 38, conhecido por T. F. 38.5 para atacar os navios e aeródromos japoneses na proximidade do Estuário do Rio das Pérolas. Isto significava ataques aso aeródromos do Hong Kong, Cantão, e infelizmente, Macau. (3)

(3) Na data desta entrevista (1985), o liceu que ficava no Tap Seac, era o edifício da Delegacia de Saúde. Hoje Instituto Cultural. TEIXEIRA, P.e Manuel – Bombardeamento de Macau 16 de Janeiro de 1945 in Nam Van” n.º 10 de 1 de Março de 1985, pp.23-25.

(4) Xunquim (重慶 ; mandarim pinyin: Chóngqìng) é uma cidade no sudoeste da China. Administrativamente, é um dos quatro municípios sob administração direta do governo central da República Popular da China (os outros três são Pequim, Xangai e Tianjin) e o único município localizado longe da costa. É a cidade mais populosa do mundo. Em 1901, criou-se uma colônia japonesa na cidade. Em 1938, Xunquim transformou-se na capital provisória da China Nacionalista durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, (1937-1945), depois da queda de Nanquim (Nanjing). Xunquim foi gravemente bombardeada pelas tropas japonesas durante esse período. https://pt.wikipedia.org/wiki/Xunquim

Anteriores referências aos bombardeamentos de Macau, na Guerra do Pacífico: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/18/noticias-de-16-e-20-janeiro-de-1945-bombardeamento-aereo-de-macau/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/01/16/noticia-de-16-de-janeiro-de-1945-bombarde-amentos-em-macau/

Mário Cabral e Sá, de Goa, num artigo publicado na «Revista Nam Van» de 1984 (1) a propósito do Arquivo Histórico de Goa onde se encontra vários processos administrativos e judiciais do regime português até 1961 (data em que termina a alçada judicial que o Tribunal de Relação de Goa tinha sobre Macau e Timor), refere que entre esses processos nomeadamente numa série de «Livros de Macau» encontrou o processo n.º 113 ( o autor não aponta a data!) que relata sumariamente o seguinte: 

“O Dr. Gustavo Nolasco da Silva, (2) conservador do Registo Predial da Comarca de Macau, foi ferido, com dois tiros de revólver, por Fernando Sena Rodrigues, (3) natural de Macau, casado, comerciante. Nolasco da Silva, que era também vogal da Comissão de Terras, teria dito a Sena Rodrigues que não lhe era possível conceder os terrenos referidos porque já o haviam sido a um tal Gomes, que era financiado por uns alemães de uma sociedade em que o pai de Nolasco da Silva parecia ter interesses.”

(1) SÁ, Mário Cabral e – Há muitas maneiras de matar pulgas in «Revista Nam Vam», n.º 5, 1 de Outubro de 1984, pp. 25-26.

(2) Gustavo Nolasco da Silva (1909-1991), 2.º filho de Luis Gonzaga Nolasco da Silva (7.º filho de Pedro Nolasco da Silva e Edith Maria Angier) e proprietário da «Casa Branca», posteriormente Convento da Ordem do Precioso Sangue, era licenciado em Direito. Foi conservador do Registo Predial de Macau. Foi advogado da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia (Cartório da Santa Casa). https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/gustavo-nolasco-da-silva/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/09/postais-macau-artistico-iv/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/06/personalidade-pedro-nolasco-da-silva/

(3) Fernando de Senna Fernandes Rodrigues (1895-1945) 1.º filho de Fernando José Rodrigues e de Alina Clarissa de Senna Fernandes, proprietário e fundador da «Firma F. Rodrigues, agente de companhias de navegação e seguros. Faleceu assassinado à porta da Caixa Escolar, por Wong Kong Kit, a soldo de uma quadrilha de chineses pró japoneses em 10-09-1945. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fernando-de-senna-fernandes-rodrigues/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firma-f-rodrigues/

“A Semana de Macau” decorreu de 7 a 15 de Junho de 1984, no Palácio de Cristal, na cidade do Porto (Portugal). Na sessão inaugural estiveram presentes o Governador de Macau Almeida e Costa, o embaixador da China em Lisboa, Lu Jixin, o Secretário-Adjunto para a Coordenação Económica de Macau e uma delegação de cerca quarenta empresários e industriais entre estes, Ma Man Kei, Victor Nang e Dias Ferreira.

O empresário Ma Man Kei explicando a maqueta de Macau ao embaixador chinês Lu Jixim, na presença do governador Almeida e Costa e convidados

Os principais responsáveis da banca portuguesa e os empresários nortenhos, ficaram a conhecer não só alguns dos principais produtos que se fabricam em Macau como tiveram oportunidade de se informar sobre o desenvolvimento do sistema financeiro de Macau e das oportunidades que a banca portuguesa e outras instituições financeiras portuguesas tiveram em ligação ao centro financeiro do extremo-Oriente.
A Semana de Macau decorreu segundo três componentes principais:
O Seminário sobre centros financeiros do Sueste Asiático, organizado pelo Instituto Emissor de Macau, realizado no Palácio da Bolsa e que incluiu uma sessão sobre economia do país, com a participação dos membros do Governo português, do Banco de Portugal e do Secretário das Finanças do Governo Regional dos Açores. A audiência era constituída por especialistas dos diferentes tipos de instituições portuguesas.

Aspecto da assitência no acto inaugural, tendo em primeiro plano o comendador Dias Ferreira (um dos empresários da missão que mais investimentos concretizou durante esta deslocação)No dia da inauguração, o Governador Almeida e Costa visitou a EXPOMACAU

A EXPOMACAU que decorreu no Palácio de Cristal, no Porto constituída por várias componentes, nomeadamente, uma exposição do património cultural, organizada pelo Instituto Cultural de Macau, uma exposição de selos de Macau, uma mostra sobre o sistema financeiro, da responsabilidade do Instituto Emissor de Macau, e ainda uma exposição da Direcção dos Serviços de Turismo que incluía uma exposição de fotografias sobre Macau. A EXPOMACAU foi visitada por dezenas de milhares de pessoas.Uma missão empresarial de Macau organizada pelo Governo de Macau, cujos elementos visitaram empresas portuguesas dos mais variados sectores: têxteis e confecções, vinhos, electrónica, construção civil, cerâmica, cortiças, curtumes, plásticos, brinquedos e embalagens metálicas. Visitaram ainda o Parque Industrial de Braga.
Informações recolhidas dum artigo não assinado e fotos de Manuel Cardoso publicado na revista «Nam Van», n.º 3 de 1 de Agosto de 1984, pp. 40-44.

Hoje, dia 25 de Junho de 2016, a Casa de Macau em Lisboa assinala o seu 50.º aniversário com um dia repleto de actividades.
Recupero um artigo (não o transcrevo pois é bem legível) publicado por Ana Melo, em 1984 (1) com o título

Casa de Macau
em Lisboa
Uma presença de vinte anos que é também a expressão ténue de uma certa nostalgia

NAM VAN n.º1 1JUN1984 - Casa de Macau em Lisboa (I)«Gostas de porco doce? Já provaste?»
«Olha para estes vegetais. São óptimos,
Agridoces. E têm um bocadinho de açafrão».

NAM VAN n.º1 1JUN1984 - Casa de Macau em Lisboa (III)NAM VAN n.º1 1JUN1984 - Casa de Macau em Lisboa (II)(1) pp. 53-54 da revista «Nam Van», n.º 1, 1 de Junho de 1984. Edição do Gabinete de Comunicação Social/Macau, 72 p..  (https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/revista-nam-van/)

No dia 1 de Junho de 1984, foi o lançamento do 1.º número de «Nam Van», revista de informação e divulgação, edição do Gabinete de Comunicação Social/Macau,  impressa na Imprensa Nacional de Macau.
A Ficha Técnica era composta por:
Director: Hândel de Oliveira, chefe do Gabinete de Comunicação Social;
Coordenador geral: João Murinello;
Direcção gráfica:  João Melo;
Redacção: Luís Ortet, Luís Sá, Peter Liu e João Murinello.
Este primeiro número tem 72 páginas. O preço era $10,00 patacas.

NAM VAN CAPA n.º 1 - 1984CAPA –  Praia Grande

Editorial do Director, Hândel de Oliveira intitulado “Diversidade e Qualidade“:
“O objectivo da revista que hoje inicia a sua publicação é muito concreto: divulgar as realidades de Macau e ser o elo de ligação entre todos os macaenses – quer os que habitam no Território, quer os que a vida levou a fixarem-se noutras terras e entre gentes. … (…)
… «Nam Van» – Praia Grande. Nela queremos reunir todos os macaenses e todos os que de uma forma ou de outra a eles estão ligados. … (…)

NAM VAN CONTRACAPA n.º 1 - 1984CONTRACAPA – Anúncio da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau (2)

Na página 3 , uma mensagem do então Governador, Vasco de Almeida e Costa. (1984-1986)
Neste primeiro número, o destaque das notícias/reportagens foi o aparecimento da Televisão de Macau (1)

NAM VAN n.º 1 - 1984 - Entrada Templo Á MÁ p.44

Excelentes fotos acompanham os artigos. Na ficha técnica da revista constam como fotógrafos: Manuel Cardoso, Franky Lei e Ip Kin Si.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/05/13/noticia-de-13-de-maio-de-1984-autocolan-te-tdm/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/01/anuncio-macau-1984/

No dia 13 de Maio de 1984 iniciaram as emissões experimentais de televisão em Macau pela Empresa Pública de Teledifusão de Macau – TDM.
Apresento um autocolante (9 cm x 7, 3 cm) que foi na altura distribuída com o lema:

TDM 1984TDM  澳廣視 SOMOS A ALTERNATIVA

NAM VAN CAPA n.º 1 - 1984A revista “Nam Van” no seu primeiro número, em 1 de Junho de 1984, dedicou sobre o aparecimento da televisão em Macau, uma reportaNAM VAN CAPA n.º 1 - 1984 TDM (II)gem logo nas primeiras páginas (pp. 4 a 14).

NAM VAN CAPA n.º 1 - 1984 TDM (III)

NAM VAN CAPA n.º 1 - 1984 TDM (I)

No dia 3 de Abril de 1982, surgia nas bancas de Macau e distribuída gratuitamente aos serviços públicos, o primeiro número experimental de uma nova revista, o semanário «sábado» (com um subtítulo: « Suplemento ao Boletim Diário de Informação»).
macau 82 -jornal do ano - revista sábadoA edição era do Gabinete de Comunicação Social (Rua da Praia Grande, n.º 31, 1.º – E. C. P. 706). A revista  «sábado» passaria a sair regularmente duas semanas depois e  manter-se-ia até 1984, altura em que o Gabinete de Comunicação Social de Macau passou a editar a revista “Nam Van” (1.º número no dia 1 de Junho de 1984)
macau 82 -jornal do ano - revistas sábadoRecorda-se que durante a publicação da revista, o governador de Macau era o contra-almirante Vasco Almeida e Costa.

No dia 15 de Agosto de 1985 foi aberto ao público o Parque de Cheoc Van. A inauguração pelo Governador Almeida e Costa foi em Setembro.

FOLHETO TURÍSTICO ROTEIRO 10 Praia Cheoc VanO Parque de Cheoc Van incluía uma piscina com cerca de 1300 metros quadrados, com os respectivos balneários, aos quais seriam acrescentados um restaurante, um bar e uma esplanada. (1)

NAM VAN n.º 16 1985 Picina Cheoc Van(1) Revista «Nam Van», 1985.

Celebra-se amanhã, dia 30 de Setembro, a Festividade do dia 15 da 8.ª lua – comemora a dupla festa da colheita e do «aniversário» da Lua. Oferece-se aos amigos e familiares, umas caixas do tradicional bolo doce característico da festa do Outono (Chong Chau Chit – 中秋節 – Festividade de Outono) (1), ou seja da 8.ª lua. A este bolo dão os chineses o nome de “UT PEANG” () (2) que corresponde, em português a «bolo lunar». Em Macau, o saboroso pastel é também conhecido por «bolo de bate-pau» e esta designação não é de todo descabida, se atendermos à explicação de que os tais bolos são feitos em formas de madeira e que os pasteleiros, na sua confecção, batem essas formas com estrondoso espalhafato. Feito de farinha grisalha (cor da Lua), o bolo é colocado no altar em número de treze, representando os meses do calendário chinês completo e, outrossim, o círculo completo da felicidade.
O «aniversário» da Lua é determinado na 8.ª lua, na estação em que, segundo a lenda chinesa, o princípio feminino, personificado pela Lua, começou a tomar conta do universo, juntamente como Sol, ou seja o YANG que é o manancial da energia viril, da luz e do calor. Assim, é nessa altura que se assinala o período de transição do calor do Verão para a frescura do Outono e da clareza do Verão para a escuridão do Inverno.
Para os chineses, é a Lua a padroeira das mulheres e é por isso que, em todas as famílias, cabe à mulheres o dever de adorar a Lua. Há um ditado chinês que diz: «Não cabe aos homens adorar a Lua, nem às mulheres sacrificar-se ao Deus da Cozinha»~
Debaixo dos olhos fiscalizadores da mãe, as filhas e noras ornamentam o altar, regra geral colocado ao ar livre, para a festa da Lua. São então colocados – maças, pêssegos, romãs, uvas, melões, etc – dado que a sua forma não só simboliza a Lua como também sugere a união da família.(3)
Na década de 50 e princípios de 60, nesta altura, durante os primeiros 15 dias da 8.ª lua, percorria-se a Avenida de Almeida Ribeiro para ver os ornamentos com alusivos à festa do «bolo lunar» colocados nas principais pastelarias. Muitos deles, mais sofisticados, já com ” figuras” que se mexiam (de noite, estavam iluminados) e quase sempre enquadradas em lendas ou histórias antigas chinesas como este em que se recorda o feito dos patriotas do Século XIV, contra a opressão dos mongóis.


As crianças percorriam as ruas com lanternas decorativas, de várias formas, imitando animais como borboletas (símbolo da longevidade), lagostas (símbolo da felicidade e fortuna), coelhos, peixes, etc (daí erradamente conhecido também como Festival das Lanternas) (4)

NOTA: As duas fotos foram retiradas dum artigo não assinado “A Festa do Bolo Lunar”, revista NAM VAN, n.º 5, 1984
(1)  中秋節 pinyin: zhong qiu jie; em cantonense jyutping: zung1 cau1 zit3
(2) 月餅 pinyin: yuè bing; em cantonense jyutping: jyut6 beng2
(3) Retirado dum artigo não assinado do M. B. I., n.º 52, 1955.
(4) O Festival das lanternas 猜燈謎 (pinyin: cāi dēng mí; cantonense jyutping: caai1 dang1 mai4) é comemorado no 15.º dia do primeiro mês do calendário lunar, data do encerramento oficial da celebração do ano novo chinês.