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Visitou Macau, no dia 10 de Maio de 1952, um grupo de 80 escuteiros portugueses, chineses e estrangeiros de Hong Kong, hospedando-se n Colégio Yuet Wah. (1)

O Governador Comandante Joaquim Marques Esparteiro passando revista aos escuteiros de Hong Kong que foram apresentar-lhe cumprimentos no Palacete de Santa Sancha

Os escuteiros desfila perante o Governador à entrada do Palacete de Santa Sancha

Extraído de «Mosaico», IV-21/22 de Maio/Junho de 1952, p. 493

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-yuet-wah/

Concluído o Campeonato da 1.ª divisão (1), a Comissão administrativa da A. F. M. deu início ao torneiro para a disputa da Taça «Sarmento Rodrigues», magnífico trofeu oferecido pelo então Ministro do Ultramar comandante Manuel Maria Sarmento Rodrigues quando da sua visita a Macau, em 1952.

Disputado pelo sistema de eliminatórias, numa só mão, o troféu entrará na posse definitiva do clube que ganhar a prova 3 anos consecutivos ou 5 alternados. A disputa foi iniciada na época de 1952-53, tendo-se, de então para cá, apurado os seguintes vencedores:

1952-53 – Clube «Melco»:

1953-54 – Sporting Club, no encontro final, por 1 a 0, o Grupo Desportivo da Polícia.e de Macau:

1954-55 – Grupo Desportivo da Polícia.

A prova, concluída este ano a 21 de Abril, foi ganha pelo Grupo Desportivo «Negro-Rubro», após ter derrotado, no encontro final, por 1 a 0, o Grupo Desportivo da Polícia.

(1) O Campeonato da 1.ª divisão (sob a égide da Comissão Administrativa da Associação de Futebol de Macau) iniciou-se a 14 de Janeiro de 1956, com a participação de seis clubes, a duas voltas e ficou concluído no dia 25 de Março, com o Grupo Desportivo da Polícia merecidamente apurado campeão. Não houve, durante o decurso da prova, nenhum protesto dos clubes concorrentes, o que, de certo modo, contribuiu para valorizar a competição e facilitar a missão, aliás espinhosa, dos dirigentes associativos. No campo disciplinar, a Comissão Administrativa da A. F. M. teve de intervir, algumas vezes, aplicando as sanções adequadas adentro dos preceitos regulamentares.

Foi a seguinte a classificação final dos grupos contentores:

Extraído de «M.B.I.», ano III, n.º 66 de 30 de Abril de 1956,

Kâu-T´ou-U狗肚魚  (1) – Peixe barriga de cão

É uma espécie de peixe de pequeno tamanho, aspecto repugnante e carne viscosa. Refere-se ao humor mucoso que sai das ventas de certos indivíduos porcos que não lavam a cara. (2)

Kàu-T´ou狗肚 (3) – Barriga de cão

Como os ventres dos cães são bojudos e sem gordura este termo foi adoptado para se referir a um indivíduo sem meios e sem carácter. (2)

Kei-Lim-T´ông忌廉筒  (4) – Rolos de créme

A palavra kei-lim é uma reprodução deturpada da palavra inglesa cream. O termo é empregado para se referir aos canudos de cabelos encaracolados do moderno penteado das raparigas chinesas. (2)

(1) 狗肚魚 – mandarim pīnyīn: gǒu dù yú; cantonense jyutping:gau2 tou5 jyu4

(2) GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», IV-19/20 de Março e Abril de 1952, p. 401.

(3) 狗肚 – mandarim pīnyīn: gǒu dù; cantonense jyutping: gau2 tou5

(4) 忌廉筒 – mandarim pīnyīn: jì lián tǒng, ; cantonense jyutping: gei6 lim4 tung2

NOTA de 01-05-2022: agradeço a seguinte informação dada por Isaías do Rosário, acerca do peixe “Kâu-T´ou-U – 狗肚魚,
O peixe “Kâu-T´ou-U – 狗肚魚” não existe, infelizmente, em Portugal.
Um dos meus pratos chineses favoritos é esse peixe frito, apenas com sal e malagueta – “chiu Im”.
O Peixe-pato de Bombaím, é originários dos mares tropicais do Indo-Pacífico e tem o nome científico de “Harpodon nehereus”.
A origem do nome do prato é oficialmente desconhecida, embora as histórias variem conforme a região. Alguns dizem que é depois da palavra hindi para correio, dak, devido ao odor pungente do prato, que lembra os vagões de madeira do trem postal de Bombaim. Outros afirmam que o termo peixe bummalo soava rude quando oferecido como uma refeição, então os vitorianos começaram a chamar a comida de um nome semelhante a Digchick, ou arenque seco. Outros nomes para a comida em várias regiões globais incluem bamaloh, loita, bombil e bumla.
Na ìndia portuguesa é conhecido por “Bombli”
“.

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KÂM – 柑 (1) – Tangerina

Este vocábulo quando figura na palavra composta Tch´iu-tchâu-kâm  (tangerina de Tchíu-Tchâu), cuja casa é grossa e muita enrugada, sendo empregada para se referir a um indivíduo cuja pele do rosto está muita engelhada ou bexigosa. (2)

KÂM KÊOK KÁP金脚甲 (3) – Unhas dos dedos do pé douradas

Tal termo não se aplica às unhas coloridamente polidas das modernas raparigas chinesas que fazem pédicure mas às unhas dos pés dos lavradores que estão sempre incrustadas de terra amarela, por andarem a trabalhar constantemente pelos campos. (2)

KÂM LIN金蓮 (4) – Lírios dourados

A originalidade deste poético termo, que se refere aos atrofiados pés das antigas mulheres chinesas, deve-se ao imperador Tông Fân Hau (499-501 AD) que, cheio de admiração pela sua concubina P´án Fêi que estava dançando sobre lírios, exclamou entusiasmado “Cada passo seu faz nascer um lírio”. (2)

(1) mandarim pīnyīn: gān ; cantonense jyutping: gam1

(2) GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», IV-19/20 de Março e Abril de 1952, p.400.

(3) 脚甲mandarim pīnyīn: jīn jiǎo jiǎ; cantonense jyutping: gam1 goek3 gaap3

(4) mandarim pīnyīn: jīn lián; cantonense jyutping: gam1 lin4

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Ü PÉI UÀN T´ÂN  魚皮雲吞 (1) –Raviois de pele de peixe

Este termo emprega-se para se referir ao indivíduo que está sempre a intrujar os outros, para que o convidem a comer de graça. A massa que envolve os peixes destes revióis é um tanto rija. Por isso este termo emprega-se também para se referir a um indivíduo difícil de ser burlado.(2)

Ü T´OU魚肚 (3) – Barriga de peixe

Significa literalmente “barriga ou buxo de peixe” e em calão quer dizer um edredão (2)

UÂN UÓNG Ü搵黃魚 (4) – Buscar peixe amarelo

Literalmente, significa “buscar peixe amarelo”, mas na gíria, quer dizer, tomar um indivíduo por parvo, logrando-o ou burlando-o. (2)

(1) –雲吞mandarim pīnyīn: yú pí yún tūn; cantonense jyutping: jyu4  pei4  wan4 tan1

(2) GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», V-27/28 de Novembro e Dezembro de 1952, p.149.

(3) mandarim pīnyīn: yú dù; cantonense jyutping: jyu4 tou5

(4) 搵 mandarim pīnyīn: wèn huáng yú ; cantonense jyutping: wan2 wong4 jyu4

Em 9 de Fevereiro de 1946, no fim da tarde, a seita de Lei Peng Su rapta FuTak Iam, (1) que estava no templo de Kun Iam, a conversar com o bonzo do Pagode e mantem-no sequestrado cerca de cinquenta dias, numa casa da Rua Bispo de Medeiros, à espera que a sua família pague o resgate. Foram seis os pistoleiros comandados por Mak Va Ian, “bem vestidos, de cabelo cortado à escovinha e fortemente armados “ (segundo o bonzo que foi testemunha do rapto) (2) 

Para demonstrar que se tratava de um rapto espectacular e sujeito a todas as consequências, os raptores cortaram uma orelha a Fu e enviaram-na à família, que cedeu à pressão fazendo a entrega de uma elevada quantia em notas do BNU (3) (4)

As investigações apontaram para uma enorme cabala de que foram mentores agentes e graduado da PSP. “Segundo as declarações feitas mais tarde por alguns dos arguidos, do «bolo» couberam duzentas mil patacas a Sebastião Voltaire Morais, chefe da P.S.P., e cem mil a Lei Pung Su, chefe da quadrilha – os restantes negam ter recebido algum dinheiro.” (5)

(1) Fu Tak Iam 傅德蔭 (1895-1960) foi o maior acionista da sociedade Tai-Heng Limitada (também referida como Tai Hing) concessionária do jogo no Hotel Central, constituída em 20 de Abril de 1937 (ano que chegou a Macau, proveniente de Cantão) com o capital social de um milhão de patacas, das quais seiscentas e trinta e nove mil foram por ele subscritas. Era dono da ponte cais n.º 16 e do navio Tai Loy, de estabelecimentos comerciais e industriais e de prédios urbanos. A partir de 1947, principal sócio do banco Tai Fung. (3)

Foi condecorado em nome do Presidente República (general Craveiro Lopes) com o grau de Oficial da Ordem Militar de Cristo, em 27 de Junho de 1952 aquando da visita do Ministro do Ultramar, Sarmento Rodrigues a Macau. Morreu em Hong Kong em Novembro de 1960.

Anteriores referências neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fu-tak-iam-fu-laorong/

Aconselho leituras de: a) Programa da TDM – Canal Macau, 17 Outubro 2019 – Livros com João Guedes – The Fu Tak Iam Story , disponível em  https://www.youtube.com/watch?v=OMFpG4h0kbI b)ttps://hojemacau.com.mo/2018/02/02/casinos-familia-de-fu-tak-iam-primeiro-magnata-do-jogo-cria-fundacao-em-macau/

(2) “A acção do rapto é tão rocambolesca que um dos automóveis utilizados se avaria na Rua Horta e Costa, tendo os raptores tempo para o reparar sem que ninguém se aperceba do que acontece” (5).

(3) JORGE, Cecília; COELHO, Rogério Beltrão – Roque Choi Um Homem dois sistemas. Livros do Oriente, 2015, pp. 44-49)

(4) “As exigências dos raptores vão mais longe. Obrigam Fu, ainda em cativeiro, a escrever uma carta ao Governador propondo medidas para facilitar a vida das seitas e, já em liberdade, exigem mais dinheiro, sob pena de correr perigo a vida de Ho Yin, na altura sócio de Fu, que também tinham em seu poder” (3)

Os raptores obrigam Fu a escrever uma carta ao governador dando-lhe «sugestões» para o comportamento dos polícias. Segundo a missiva, o governador não deveria autorizar rusga na cidade apoiada por soldados africanos, os únicos temidos pela quadrilha” ” (5)

(5) , Luís Andrade de – A História na Bagagem, Crónicas dos Velhos Hotéis de Macau, ICM, 1989, pp. 135-139

T´ÜN K´ÜT UÓ TCH´ÔNG斷橛禾虫 (1) – Bocados de larvas dos arrozais

Uma donzela formosa na expressão do seu rosto mas de físico mal conformado e achaparrado é comparada a um bocado de uma larva dos arrozais porque sendo este bicho já pequeno, quando o seu corpo fica dividido embocados, estes serão forçosamente de tamanho insignificante.

Estas larvas de arroz, parecidas com minhocas, depois de preparadas com vários condimentos, são comidas pelos chineses na época da recolha; isto é, na estação da ceifa. Quando partidas ao meio é impossível juntar-se as duas partes em consequência da extrema vitalidade que possuem esses bichos e também pelo facto de serem extremamente escorregadios. Por isso, ao indivíduo que fale ou escreva, desorientadamente, coisas sem pés nem cabeça, isto é, sem nexo nem ligação entre si, se pode aplicar esta frase.(2)

禾虫He Chong, Fujian Fuzhou called flow trilobata, scientific name warts kiss Nereis, is annelids , polychaetes , are aquatic animals , shaped like a long centipede. The mid-autumn festival is the breeding season for the insects. The insects will emerge from the mud in the middle of the night. At this time, the insects (lime) are mature and very plump. The protein content of grass insects is very rich.”

https://baike.baidu.com/item/%E7%A6%BE%E8%99%AB/5874111

TCHÔK TCHEK ÁP竹織鴨 (3) – Pato tecido com bambu

Para os chineses a sede do pensamento encontra-se no coração. Como os patos que se fazem com hastilhas de bambu tecidas e se destinam a servir de brinquedos às crianças não têm coração, este termo é empregado para se referir a um indivíduo desmemoriado que anda sempre com a cabeça no ar. O tchôk-tchek-áp é também o nome dum petisco chinês constituído por um pato com recheio. Para se rechear o pato, desventra-se, completamente, o animal e, para que não perca a forma natural, pois são-lhe extraídos todos os ossos, introduz-se-lhe no interior um esqueleto artificial tecido com hastilhas de bambu.(2)

(1) –斷橛禾虫 mandarim pīnyīn: duàn jué hé chóng,; cantonense jyutping: dyun3 kyut3 wo4 cung4

(2) GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», V-27/28 de Novembro e Dezembro de 1952, pp. 144 e 148

(3) 竹織 mandarim pīnyīn: zhú  zhī yā; cantonense jyutping: zuk1 zik1 aap3

T´ÓNG PÁK LÂT糖不甩 (1) – Doce que não descola

É o nome dum rebuçado feto com melaço e amendoim torrado e revestido de gergelim. As pessoas que se tornam imediatamente íntimas dos indivíduos que lhes são pela primeira vez apresentados, dando-se ares de grande familiaridade, são comparadas a estes rebuçados que têm por característica principal o serem muito pegajosos.

T´ÓNG TCH´I TÂU糖黏豆 (2) – Feijão com açúcar pegajoso

Emprega-separa se referir a dois amigos muito íntimos.

T´ÓNG TCH´Í TÂU  糖黐豆 (3) – Tortas pegajosas de feijão e melaço

É o termo empregado para se referir aqueles que se tornam muito íntimos das pessoas que mal acabam de conhecer.

(1) –糖不甩mandarim pīnyīn: táng bù shuǎi;  cantonense jyutping: tong2 bat1 lat1

(2) – 糖黏豆 – mandarim pīnyīn:  táng  nián   dòu; cantonense jyutping: tong2 nim2 dau2

(3) – 糖黐豆mandarim pīnyīn: táng chī  dòucantonense jyutping: tong2 ci1 dau2

Retirado de GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», V-27/28 de Novembro e Dezembro de 1952, pp. 147-148.

TIN TÂNG TÁM電燈胆 (1) – Lâmpada eléctrica

Na gíria cantonense diz-se que um indivíduo é t´ông-hei (que deixa passar o ar), quando o mesmo for condescendente e oportunamente discreto. Porém, como o interior duma lâmpada eléctrica é um vácuo não tendo, por isso, ar, o nome de tin-tâng-tám costuma ser aplicado ao indivíduo indiscreto ou ao importuno que estorva um par de apaixonados que se encontra entretido no seu idílio amoroso. Pode também ser usado para significar um indivíduo indolente e sem vitalidade ou energia, que brilha no entanto, neste mundo, não obstante a sua insignificância e mediocridade, devido à protecção que lhe dispensam os seus padrinhos.

TÔNG-SÂN TCH´ÁU NGÂU-IÔK冬笱炒牛肉 (2) – Carne de vaca com rebentos de bambu

É um prato de carne de vaca, preparada com rebentos de bambu. Este termo é empregado para se referir à conquista de criadas de servir ainda não casadas.

TCHU HUT T´ONG豬血湯 (3) – Caldo de sangue de porco

Este termo figura na frase sek chu- ó hut -hâk-si 食豬血疴黑屎 (quem come sangue de porco  dejecta excremento negro) (3) que é empregada para dizer que uma obra foi imediatamente realizada , quando ainda mal planeada.

Retirado de GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», V-27/28 de Novembro/Dezembro de 1952, p. 145

(1)電燈胆mandarim pīnyīn: diàn deng dǎn; cantonense jyutping: din6 dang1 daam2

(2) 冬笱炒牛肉mandarim pīnyīn: dōng gǒu chǎo niú ròu; cantonense jyutping: dung1 gau2 caau2 ngau4 juk6

(3) 豬血湯mandarim pīnyīn: zhū xiě tāng; cantonense jyutping: zyu1 hyut3 tong 1

(4) 食豬血疴黑屎mandarim pīnyīn: shí zhū xiě  kē hēi, xī; cantonense jyutping: sik6 zyu1 hyut3 o1 haak1 si2

TCHÔNG UÀN KÂI春瘟鷄 (1) – Galinha empestada

As galinhas que se encontram neste estado andam sem tino, tropeçando e indo de encontro aos objectos como se não pudessem ver. Este termo aplica-se, geralmente, às pessoas que fazem as coisas com hesitação ou que tentam vários expedientes para poderem conseguir o seu fim

TCH`UN AP全鴨 (2) – Pato inteiro

É um prato que se serve nos grandes banquetes chineses, em que este palmípede é apresentado inteirinho, sendo recheado com cevada, ginçó e sementes de loto. Este termo é empregado para dizer que não há negócio.

TENG TCHI HÁI頂趾鞋 (3) – Calçado que aperta os dedos do pé

Os chineses comparam a desgraça de terem de aturar um mau filho ou uma má mulher a um calçado que magoa os pés, pois, assim como um indivíduo se vai acostumando a um calçado apertado também vai habituando a aturar um mau filho ou uma má mulher

(1) 春瘟鷄mandarim pīnyīn: chūn wēn jī ; cantonense jyutping: ceon1 wan1  gai1

(2) 全鴨mandarim pīnyīn: quán yā; cantonense jyutping: cyun4 aap3,

(3) 頂趾鞋mandarim pīnyīn: dǐng  zhǐ  xié; cantonense jyutping: deng2  zi2   haai4

Retirado de GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», V-27/28 de Novembro e Dezembro de 1952, pp. 144-145.