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Dois anúncios inseridos no jornal “Diário Popular” de 20 de Outubro de 1961, número especial dedicado ao Ultramar Português.
A  SOCIEDADE ORIENTAL DE FOMENTO LDA. com sede em Macau na Rua da Praia Grande n.º 63 tinha duas agências no exterior: em Dili (Timor) na Rua da Praya e em Hong Kong no “Mercantile Bank Building
 A “H. NOLASCO & CIA, LDA” tinha no exterior, agências em Lisboa (João Nolasco Lda. na Praça do Município n. 19-40), em Hong Kong (H. Nolasco & Co. Ltd. no “Ice House Street, n.º 10” e em Dili ( Sth Fl. Lif  Kin Joe, Ltd., Timor).

Extraído do BGC XV – 170/171, 1939.

Sobre este Governador ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/

Extraído do «Portugal Colonial», n.º 31 Setembro de 1933
O Governador era António José Bernardes de Miranda, de 21 de Junho de 1932 a 4 de Janeiro de 1936. (1) De 29 de Fevereiro de 1936 a 19 de Dezembro desse ano esteve como governador interino, João Pereira Barbosa. Embora nomeado governador a 19 de Dezembro de 1936, Artur Tamagnini Barbosa (pela 3.º vez) somente assumiu no território esse cargo a 11 de Abril de 1937. Assim, de 19 de Dezembro de 1936 a 10 de Abril de 1937, António Joaquim Ferreira da Silva Júnior e depois João Pinto Crisóstomo estiveram como encarregados do Governo.(SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1977)
(1) Outras fontes para a data de exoneração: segundo informação na revista “Portugal Colonial ”n.º 55/56 de Setembro/Outubro de 1935 :
E na mesma revista, n.º 58 de Dezembro de 1935:

Extraído doe «As Colónias Portuguesas», Supplemento n.º 15 de 21 de Setembro de 1890.

Artigo de F. Alves de Azevedo (1) publicado no semanário “Bandarra” (2) e republicado no Boletim Geral das Colónias, XI-124, 1935, acerca de dois livros: de René Valande (3) e de Paul Morand (4)
(1) Francisco Alberto de Almeida Alves de Azevedo (1907-1992) conhecido como F. Alves de Azevedo, foi escritor, jornalista tendo colaborado em diversos jornais e revistas. Diplomado da Escola Superior Colonial, inseriu muitos artigos sobre assuntos coloniais nomeadamente na revista “Portugal Colonial” (1931-1937).
(2) “Bandarra” (1935-1936), semanário da vida portuguesa. Inicialmente dirigido por António Ferro.  Redactor principal: Pedro Corrêa Marques (a partir do n.º 40 com o jornalista Jorge Faria) Só foi publicado 43 números de 16 de Março de 1935 a 11 de Janeiro de 1936.
(3) René VALANDE (1886- 19??),  jornalista, colaborador da revista “L´Époque” em 1938. O livro «Comptoirs en Chine» compila os artigos sobre a sua viagem à China passando por Macau.Teve 4 edições entre 1935 e 1936, versão francesa e inglesa.
VALANDE, René – Comptoirs en Chine. Paris J. Peyronnet et cie éditeurs, 1935, 206 p.
(4) Paul Morand  em  1925
http://archiv.ucl.cas.cz/index.php?path=RozAvn/1.1925-1926/1/7.png
Paul Morant (1888-1976) – diplomata, académico francês, escritor, jornalista colaborador do jornal “Le Figaro”.
O livro «Rien que la Terre» (1.ª edição é de 1926) relata a viagem que o autor efectuou à volta do mundo partindo de barco de Nova-Iorque, passando por Vancouver, atravessando o Pacifico em direcção ao Japão (Yokohama, Quioto, Osaka…) depois China (Pequim, Shanghai, … Hong Kong, Macau) depois  Filipinas (Manila), Borneu, Tailândia (Bankok), Camboja, Ceilão, Adem Djibouti, Canal de Suez, Creta e terminou em Toulon.
https://fr.wikipedia.org/wiki/Paul_Morand 
Em 200o, foi publicado nova edição: MORAND, Paul – Rien que la Terre. Édité par Bernard Grasset, 2000, 224 p.,ISBN: 2246360528.

A «Gazeta das Colónias, semanário de propaganda e defeza das colónias» publicou no dia 10 de Julho de 1924, (1) na sua primeira página (era habitual em cada número do jornal, publicar um “Monumento Colonial”) uma fotografia intitulada:

«MACAU – A FACHADA DO ANTIGO CONVENTO DE S. PAULO»

Comparando esta foto com uma outra tirada cerca 1875, ainda se vê no lado direito as casas danificadas não pelo violento tufão de 1874, considerado na altura tufão mais violento de que há memória, mas sim pelo fogo que apareceu no dia seguinte, propagado pelo abatimento dos tectos sobre as fornalhas das fábricas de chá e as labaredas sopradas pelo vento. (2)

Ruínas de S. Paulo
1875
Fotografo desconhecido

“… As labaredas sopradas fogosamente pelo vento, que corria sem rumo certo e em desencontradas direcções, ganhavam as casas vizinhas e, dentro em pouco, eram bairros inteiros que ardiam. O clarão, que era enorme, espelhava-se num mar revolto e acendia as nuvens. Era belo e espantoso o espectáculo que os olhos viam, presos de horror e de maldição. Sôbre o fundo vermelho avultavam as paredes tisnadas das casas e as árvores sem copa e sem ramos. A formosa egreja de S. Paulo, edificada pelos jesuítas em louvor da Mãe Deus, numa pequena eminência, logo abaixo da fortaleza do mesmo nome, dominando uma grande parte da cidade, antes de ser tomada pelas chamas, estava deslumbrante, iluminada pelo clarão vivíssimo que a cercava. Parecia que a sua opulenta fachada, de boa fábrica arquitectónica, se afogueava num vermelho translúcido, como que engastada no anel de fogo que a rodeava. Nuvens de fumo e de poeira das derrocadas vizinhas toldavam-na de quando em quando, realçando assim, por contraste, o seu deslumbramento aos olhos de alguns de maior força de ânimo….”
A descrição do tufão e seus efeitos em Macau, baseados nos relatórios oficias de então, relatados pelo Eng. Carlos Alves (ALVES, Carlos – Os Tufões do Mar da China. Separata da Revista «Técnica», 1931, 12 p.)
(1) «GAZETA DAS COLÓNIAS», ANO I, N.º 2, Lisboa, 10 de Julho de 1924.
(2) Foi nos dias 22 e 23 de Setembro de 1874. Causou cerca de 4 000 mortos, (enterrados ou queimados para evitar epidemia), prejuízos da ordem de 1 milhão de patacas, as povoações da Taipa e Coloane quase que desapareceram. Destruiu grande parte do edifício do Leal Senado. A escuna Príncipe Carlos encalhou dentro da Ilha da Lapa; a canhoneira Camões encalhou numa várzea de arroz, a canhoneira Tejo aguentou-se apesar dos encontrões dos barcos desgarrados e foi parar à fortaleza da Barra; as vagas arrasaram a costa desde o forte de S. Francisco até à Barra arrombando das casas da Praia Grande, inundando os andares térreos. Dos estragos do tufão acrescenta-se aos do incêndio. As ruas do bazar só a nado se podia passar e graças às águas da inundação, ajudaram a extinguir os incêndios, tarefa que começou logo que o vento permitiu que as pessoas se aguentassem de pé.
Anteriores referências a este tufão em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1953-te-deum-em-cumprimen-to-do-voto-macau-e-o-tremendo-tufao-de-1874/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/09/23/noticia-de-23-de-setembro-de-1874-o-tufao-e-o-farol-da-guia/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/23/noticia-de-23-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-ii-incendio-no-bairro-de-santo-antonio/

Notícia publicada no «BCG XVI-182/183,  1940,»
Anteriores referências deste Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/