Archives for category: Imprensa escrita

Notícia publicada no jornal “Translation The Peking Gazette”, em inglês, (1) acerca do violento tufão que assolou Macau em 22 de Setembro de 1874.
Extraído de: “Translation The Peking Gazette” de 29 Novembro de 1874, pp. 128/129
https://library.uoregon.edu/ec/e-asia/read/pg-1874.pdf

The Portuguese Brig Concordia
carried inland on to a rice field in Macao during the ravaging Typhoon of 1874 (1)

O navio “Concórdia ”que estava ancorado no Porto Interior antes da passagem do Tufão de Setembro de 1874, foi encontrado numa várzea nos arredores de Macau.
Ver anteriores referências a este tufão:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1953-te-deum-em-cumprimen-to-do-voto-macau-e-o-tremendo-tufao-de-1874/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/23/noticia-de-23-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-ii-incendio-no-bairro-de-santo-antonio/
(1) POSTAL da “Union Postale Universelle” (The Hong Kong Pictorial Postcard Co. P. O. Box N.º 4.

Um pequeno artigo do Governador de Macau, António José Bernardes de Miranda, (1) a propósito da Exposição Colonial do Porto de 1934, (2) publicado na “Acção Colonial“(3)
(1) Anteriores referências a este governador:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-jose-bernardes-de-miranda/
(2) Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/1-a-exposicao-colonial-portuguesa/
(3) «Acção Colonial», número comemorativo da Exposição Colonial do Porto, de 1 de Outubro de 1934. Director: Frederico Filipe

Tal como o artigo publicado na revista ilustrada “O Occidente” de 1883 (1) sobre o “Palácio do Governo de Macau” e postado já neste blogue em (1), também nesse ano a revista ilustrada “As Colónias Portuguesas” (2) resumia assim a descrição deste palácio:
É um dos principais edifícios das nossas Colónias. Situado proximamente no centro da Praia Grande de Macau foi mandado construir pelo governador falecido visconde da Praia Grande, se bem nos recorda de empreitada por 35 mil pesos.
Não havia então na província engenheiros nem tão pouco serviço de obras públicas. Era urgente fazer-se uma residência para os governadores e nesse tempo principiava o falecido Visconde de Cercal o seu palácio. O governador que conseguira em sua administração tornar replectos de boa moeda sonante todos os cofres da província animou-se a empreender também a construção d´um edifício apropriado. Com um chin mestres d´obras (mata-pau) designou os cómmodos que desejava para esse edifício e estabeleceu as condicções a que devia satisfazer sua construção. Aquelle homem que conhecemos e também já falleceu, como sabia, lá riscou n´um papel pardo, a lápis de côres uma planta e alçado, que depois de soffrer algumas modificações, foi posto em execução.
Tem o edifício de frente, quarenta tantos metros e de suas extremidades seguem perpendicularmente à frente alas que para o lado interior fecham até certa altura o jardim do mesmo palácio, o qual depois é protegido por muros e prédios particulares, sendo os fundos do lado fronteiro ao palácio fechado pelas cavalariças e cocheiras pertencentes ao mesmo, cuja frente fica na calçada, se bem nos recorda, do Santo Agostinho. (1)
Comprehende o palacio dois pavimentos, no inferior, lado direito, são as repartições da secretaria do governo e, lado esquerdo, alojamentos dos oficiaes às ordens e adjudantes dos governadores. Nos fundos, arrecadações e quartos de ordenanças.
No primeiro pavimento à frente, salas de entrada e na primeira, à direita, mais duas sendo a do topo a do docel; à esquerda, de visitas ou dos retratos dos governadores, reservada, a gabinete particular do governador ou seu escriptorio.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/palacio-da-praia-grande/
(2) In pp. 10-12 de TEIXEIRA, Padre Manuel – Residência dos Governadores de Macau, 1982.
(3) O que se conhece hoje por Rua do Padre Luís Fróis – 傅禮士神父街 – começou por se chamar Calçada do P. Fróis. Depois mudou o nome para Calçada do Governador e já mais recentemente recuperou o nome deste jesuíta que viveu algum tempo em Macau.

Artigo sobre a “Possessão de Macau” no Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, 2ª série n.º 8 –Jan-Mar 1934.
A Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro foi fundada a 22 de Março de 1930, no Brasil e o seu Boletim que se autointitulava: «núcleo de propaganda dos valores morais, sociais e históricos das províncias ultramarinas portuguesas e suas possibilidades económica e turísticas», publicou-se de 1931 a 1939 (total 25 números) e era de distribuição gratuita.

Duas fotos de Macau, com legendas, publicadas na imprensa estrangeira em 1935.

Embarcações de Pesca no Porto Interior
Macau – Casa Chinesa, iluminada em dia de procissão.
Infelizmente, dado ter sido tirada à noite, a foto não é bem perceptível,.

Extraído do «B. G. C.»  XI-122-123, 1935.

NOTA: «Excelsior» foi um jornal ilustrado francês que se publicou de 1910 a 1940.
https://fr.wikipedia.org/wiki/Excelsior_(journal)
Edmund Demaitre (1906-1991) jornalista, escritor e analista político, conhecido por ter coberto como jornalista a ocupação da Áustria e Checoslováquia pelos alemães e invasão da China pelos japoneses. Depois correspondente para o “Daily Express” de Londres (1940) e ingressou no “Voice of America” em 1949 até se reformar em 1976.
https://www.nytimes.com/1991/05/27/obituaries/edmund-demaitre-retired-journalist-85.html
Henry Sazenac de Forge (1874-1943) escritor francês com vários livros publicados, o mais conhecido “Ah ! la Belle France ! (Impressions du Front)” (1916); colaborador do jornal “La Dépêche coloniale ilustrée”, que se publicou durante 19 anos.
https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/cb327559237/date

Revista mensal «Tempo Livre» n.º 175 de Outubro de 2006 (2.00 euros) da Inatel (Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores) (1) cujo presidente era na altura José Alarcão Troni  (2)
Editorial de José Alarcão Troni na pág. 4 e nas pp. 14 a 19 um texto «MACAU, A CIDADE DA DEUS A-MA», da autoria de Jorge A. H. Rangel (Presidente do Instituto Internacional de Macau) com fotografias de Joaquim Castro (3)
(1) Hoje, Fundação Inatel – Investimentos e Actividades dos Tempos Livres dos Trabalhadores.
(2) José Augusto Perestrelo de Alarcão Troni foi secretário de Estado Adjunto do ministro da Educação Couto dos Santos, no XII Governo constitucional, entre 1987 e 1992, cargo que em 1992 passou a acumular com a pasta do Ensino Superior do mesmo executivo; secretário-adjunto dos Assuntos Sociais e Orçamento da Administração de Macau de 1996 a 1999 e presidente da INATEL (Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores) de 2003 a 2008.
(3) Leitura disponível em:
http://www.inatel.pt/ResourcesUser/Fundacao/tl/175.pdf