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Realizou-se nos dias 6 e 7 de Outubro um intercâmbio desportivo entre os portugueses de Hong Kong e Macau, tendo sido disputados com grande animação e concorrência, os diversos desafios de hóquei em campo, ténis e bridge.
Macau saiu vencedora em ténis e hóquei em campo mas perdeu no bridge.
O Encarregado do Governo e esposa assistiram interessados ao desafio de hóquei em campo entre os grupos de Hong Kong e Macau, no campo do Tap Seac.
O grupo de honra do Hockey Club de Macau que derrotou o grupo visitante por 2 a 0
De pé (da esqª para dtº) Herculano da Rocha, , Augusto Jorge, César Capitulé, José Vítor do Rosário, Armando Basto, Humberto Rodrigues
1.ª fila: Luís da Cunha, Frederico Nolasco da Silva, Lourenço Ritchie, Fernando Marques Marques, Albertino Almeida
Os grupos de 2.ªs categorias do Clube de Recreio e Hockey Club de Macau
O vice-cônsul de Hong Kong, sr. Fernando Ribeiro, entregando a Taça Brazão ao Sr. António de Melo, capitão do Ténis Civil de Macau que derrotou o Club de Recreio de Hong Kong por 8 a 1.
Os numerosos convivas que participaram no jantar de confraternização
O representante do grupo de Hong Kong, Sr Jackie Noronha, agradecendo a hospitalidade de Macau.
Extraído de «Mosaico» III-15/16,1951

Hóckey (Oquei) Club de Macau – Direcção (Anuário de Macau 1951/52)
Presidente : António Emílio Rodrigues da Silva
Secretário: Engenheiros Humberto Rodrigues
Tesoureiro : Herculano Silvânio da Rocha
Vogais: Frederico Nolasco da Silva e Pedro Hyndman Lobo

Ténis Civil – Direcção (Anuário de Macau 1951/52)
Presidente – Dr Cassiano C. de Castro Fonseca
Secretário: Eduardo Batalha da Silva
Tesoureiro Armando Rodrigues da Silva.

Existiu uma Associação de Bridge de Macau, que teve como presidente foi Frederico Nolasco da Silva, mas não consegui determinar com exactidão a data da sua existência.

Com uma assistência relativamente, diminuta, calculada em pouco mais de 200 pessoas, realizou-se na tarde de sábado findo, 16 do corrente, no Teatro Apollo, gentilmente cedido, a anunciada Exibição de Ginástica, promovida pelo Sr. Veríssimo do Rosário Jr. (1) em benefício do Natal das Crianças Pobres de Macau, benemérita organização do Sr. Comissário da Polícia.
Factores vários, alheios à vontade dos organizadores contribuíram infelizmente para que o festival não tivesse alcançado o sucesso que se esperava, o que porém não estranhamos num meio tacanho como o nosso onde as melhores intenções e as mais belas iniciativas costumam ser apoucadas, quando não de todo destruídas, pela baixa intriga e politiquice bairrista.
Assim com a colaboração sincera e desinteressada dum brioso núcleo de atletas locais e de algumas agremiações de cultura física existentes nesta cidade, conseguiu entreter o público durante duas horas, com um programa ameno e variado, de números curtos e agradáveis de seguir.
A Escola de Educação Física «Rosário» (2) apresentou uma exibição de pirâmides e no levantamento olímpico de pesos e alteres, em que os Srs. José Victor do Rosário, Francisco Hagatong Jr. e Reinaldo Ângelo se revelaram atletas de primeira categoria…(…); o conhecido mestre de “Sá Kong Fu” Chu Chuo Kai e os seus jovens discípulos patentearam um conjunto harmónico de equilíbrio, destreza, desembaraço e agilidade, na exibição das mais curiosas modalidades da exótica ginástica oriental, tendo uma interessante luta de tracção simulada entre uma mulher e um homem provocado, pelo seu “pitoresco”, e hilaridade geral; o quarteto constituído pelos srs. Francisco Noronha, João da Silva, Cham Pen In e Chan Kai Tong ofereceram ginástica de argolas por sinal ainda pouco desenvolvida entre nós… (…); o sr Abel Chun, representando o novel, Associação dos Jovens de Macau, mostrou-se com agrado geral um exímio ginasta das barras paralelas, e o Sr. Artur da Silva, um compatriota nosso de Hong Kong com 60 anos de idade, na exibição de contracção de músculos, parece que convenceu os presentes de que a ginástica metódica e perseverante dá mocidade e vigor à própria velhice.
Por especial deferência do seu presidente, Sr. Estanislau Alberto Carlos, abrilhantou a sessão, animando os intervalos, o simpático grupo “Euterpe” que executou com equilíbrio e correcção vários trechos populares da música ligeira americana.” (3)
(1) Sobre Veríssimo do Rosário Jr. Ver anterior referência em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/verissimo-do-rosario/
(2) O Ginásio da Escola de Educação Física “Rosário” estava na Estrada da Vitória. A escola fechou quando o Prof. Veríssimo ingressou no ensino oficial.
(3) Artigo de José Carvalho e Rêgo publicado no jornal «A Voz de Macau» de 17.06.1944 e retirado de RÊGO, José de Carvalho e – Figuras Desportivas do Passado, 1996.

Inauguração (reabertura do Colégio de S. José ?) (1) do Seminário de S. José, com oito alunos, sendo confiado aos Lazaristas ou Padres da Missão, vindos do Seminário de Chorão (Goa), e ficando Reitor, o Padre Manuel Correia Valente. (2) (3)

postal-jv-015-igreja-do-seminario-de-s-jose-1983POSTAL JV 015 – Igreja do Seminário de S. José, 1983 (4)

(1) Há grande divergência entre os investigadores sobre a data da fundação do Seminário de S. José (5) (segundo alguns autores, fundado como Colégio de S. Paulo, pelos jesuítas) mas sabe-se que já existia em 1749, podendo situar seguramente o seu começo no segundo quartel do século XVIII. Existia então no sítio, onde se levanta o actual edifício, conhecido durante muito tempo como Monte do Mato Mofino, um grupo de 3 casitas pertencentes a um homem rico, Miguel Cordeiro que as ofereceu aos missionários jesuítas. Nelas se instalou o primitivo Seminário e delas se foi erguendo, ano a ano, gradualmente o grandioso maciço que ainda é conhecido entre os chineses: Sam Pá Tchai ou S. Paulo menor.
Com a expulsão dos jesuítas, em 1762, registou-se um período de abandono, até 1784, ano em que o Seminário foi confiado aos Lazaristas ou Padres da Missão, vindos do Seminário de Chorão (Goa).
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/05/04/leitura-o-seminario-de-s-jose-em-1955/

ruinas-de-seminario-de-chorao-goa-1930Ruínas de Seminário de Chorão (Ilhas de Goa), fundado em 1671 (data da foto: 1930)
http://actd.iict.pt/view/actd:AHUD28898

(2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(3) Até 1853 (data da morte de D. José Joaquim Pereira e Miranda), o Seminário foi um brilhante viveiro de missionários, chineses e portugueses. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 2, 1997).
(4) POSTAL JV 015 – Igreja do Seminário de S. José . Com a legenda: “Fundado em 1728, a sua igreja foi construída entre 1746 e 1758″

postal-jv-015-igreja-do-seminario-de-s-jose-1983-versoCopyright 1983- Edição de J. Victor do Rosário Jr, Tel.: 89942

(5) “22-02-1657 – Fundação, pelos jesuítas, do Seminário de S. José. A Igreja é de 1750” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 1, 1997).
19-02-1783 – Foi erecto em seminário, o antigo colégio de S. José, que os padres jesuítas tinham estabelecido em 1754 com três casitas que Miguel Cordeiro doou à Missão dos Jesuítas em Nanquim“. (2)
Outras referências ao Seminário de S. José:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/seminario-de-s-jose/

No Campo da Caixa Escolar, a equipa de honra do Hóquei Clube de Macau registou neste dia, 13 de Março de 1955, uma merecida vitória, derrotando, por 4 a 1, uma forte equipa da primeira divisão de Hong Kong.
Denominada »Nav Bharat», a equipa visitante não é mais que um misto de jogadores indianos e paquistaneses, com o concurso, ainda, de um português e um britânico.
O onze do Hóquei Clube, se bem que não fez uma exibição em cheio, teve ocasião de patentear a sua superioridade, merecendo, inteiramente, a vitória.
O jogo teve um começo desastrado para a equipa de Macau, se bem que não fez exibição em cheio, teve ocasião de patentear a sua superioridade, merecendo inteiramente , a vitória…(…)
Os primeiros minutos da partida pertenceram aos visitantes, que carregaram, obstinadamente, o nosso semi-círculo, o que provocou entre os nossos, jogadas descondizentes e algumas faltas imperdoáveis.
Alguns «cantos curtos» foram, então, marcados contra Macau e, em menos de cinco minutos, Hong Kong marcava, a seu favor o primeiro tento da tarde. Rematada por Bhagat Singh, a bola, resultante de «canto curto», entrou sem defesa possível para Santos.
Os jogadores de Macau procuraram reagir e só depois de batalhar durante uns vinte minutos é que conseguiram assentar jogo. A partir desse momento, a partida passou a ter outra fisionomia. Em conclusão de um ataque bem concluído pela nossa linha avançada, Ritchie alcançou o tento de empate à custa dum remate potente. Chega o intervalo, sem alteração no marcador.
A equipa local, melhorando bastante o seu jogo, conseguiu, na 2.ª parte, exercer completo domínio sobre o «onze» adversário, que, fortemente oprimido e acusando falta de fôlego, acabou por ceder, permitindo a marcação dos tentos que deram a Macau a justa vitória.
Mais três bolas foram marcadas neste 2º período, a primeira por Augusto, a 2.ª por Ritchie e a última por Marques.
As equipas alinharam:
Rosário e A. Basto; J. Bosco, H. Rodrigues e R. Rosário; F. Nolasco, F. Marques, L. Ritchie , A. Jorge e A. Almeida.
Nav Bharat: F. Soares; Harnam e McCormack; Sarwan, B. Singh e Gurbux; Gurcharan, Manjit, Mohinder, U. S. Dillon e Uttam.
Reportagem de “Macau, Bol. Inf.“, 1955.

Na ocasião da tomada de posse da nova Direcção da Associação de Hóquei em Campo,  (1) foi realçado pelo novo presidente Filipe de Senna Fernandes  da  necessidade de reacender o interesse por esta modalidade e para isso reactivar a organização do que era o tradicional «interport» entre as selecções de hóquei em campo de Macau e Hong Kong.
Posteriormente após reunião com o “Hong Kong Hockey Association” ficou assente que esse «interport» regressaria em Março deste ano. Saúdo esta iniciativa porque  a par doutras decisões que a Direcção possa  tomar para melhorar o hóquei em campo em Macau, era e será sempre o «Interport» com Hong Kong, o que mais desejavam os hoquistas macaenses e os amantes deste desporto, em Macau.   Aliás um dos motivos do declínio desta modalidade no território foi  a decisão errada de acabar com «Interport» com Hong Kong .
E para lembrar os tempos áureos do hóquei em campo macaense, a notícia de 28 de Janeiro de 1952, foi a de mais um encontro anual (1952),o “XXI inter-cidades de Hóquei em Campo” realizado em Hong Kong. (2)
A equipa A do Hockey Clube de Macau venceu por 3 a 1 e a equipa B por 2 a 1.

MOSAICO III-17-18 1952 -Interport Hóquei em HK 28JAN1952 (I)A equipa A do Hóquei Clube de Macau com o Presidente, António Maria Rodrigues da Silva  e o treinador,  Dr. João dos Santos Ferreira.
Reconheço (da esq para a dta); em pé:  o guarda redes César Capitulé, Frederico Nolasco da Silva, Lourenço Ritchie, Dr. João dos Santos Ferreira (treinador), José Vitor Rosário, Humberto Rodrigues, Armando Bastos e o Presidente António M. Rodrigues da Silva; sentados: Herculano da Rocha. Albertino de Almeida, Alexandre Airosa, Augusto Jorge e Fernando Marques.
MOSAICO III-17-18 1952 -Interport Hóquei em HK 28JAN1952 (II)O capitão da equipa Humberto Fernando Rodrigues recebendo das mãos do Governador de Hong Kong, sir Alexander Grantham, a taça.

A Direcção do Hockey  Clube de Macau, em 1952 , era constituída por:
Presidente: Adm. António Maria Rodrigues da Silva
Secretário: Eng. Humberto Fernando Rodrigues
Tesoureiro: Herculano Silvânio da Rocha
Vogais: Frederico Nolasco da Silva e Pedro Hyndman Lobo
(1) Notícia no jornal “Ponto Final ” de 14 de Outubro de 2015.
(2) “Mosaico“, n.º 17 e 18, 1952

Na sua passagem por Hong Kong, vindo de Taipé, o célebre pugilista do Estados Unidos, Joe Louis, (1) concedeu uma entrevista ao representante do “Notícias de Macau”, sr. Veríssimo do Rosário, (2) professor de educação física das Escolas Primárias Oficiais, declarando ser grande admirador de Portugal e da sua gloriosa história.” (3)

MOSAICO III-17-18 1952 - Joe Louis em HK IO ex-campeão de pesados apertando a mão ao representante do “Notícias de Macau”

MOSAICO III-17-18 1952 - Joe Louis em HK IIJoe Louis à direita de vários professores de educação física de Hong Kong e Macau.

Joe Louis em 1941
(1) Joe LouisJoseph Louis Barrow (1914 –1981) foi um pugilista norte-americano. É considerado um dos maiores pugilistas de todos os tempos, Louis manteve o título dos pesos pesados durante doze anos (1937-1948), defendendo-o em 26 lutas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joe_Louis
(2) Veríssimo Francisco Xavier do Rosário Jr (1921 – ? ) filho de Veríssimo Francisco Xavier do Rosário que foi durante mais de duas décadas (50 e 60 do século XX), Chefe de Secretaria do Leal Senado, foi um conhecidíssimo professor de ginástica e fundador da Escola de Educação Física «Rosário», com o seu irmão José Victor do Rosário, também este um excelente atleta de ginástica e exímio no hóquei em campo. Foi depois “convidado para professor das escolas Primárias realizando um trabalho muito apreciável e durante vários anos apresentou, nos festivais realizados no Campo da Caixa Escolar, os seus pupilos com enormes enchentes por parte do público que não se cansava de aplaudir os executantes das suas lições.  Mais tarde foi para a Escola Comercial, onde realizou trabalho de relevo pois nunca deixou de apresentar as suas classe de ginástica nos festivais da comemoração da data da fundação da Escola – de cuja Associação de Instrução dos Macaenses o seu pai fazia parte. Mais tarde o Prof. Veríssimo concorreu a uma vaga de professor de Educação Física do Ultramar, sendo colocado em Lobito (Angola)(4)
A Escola de Educação Física “Rosário” que funcionava na Estrada da Vitória fechou quando o Prof. Veríssimo ingressou no ensino oficial. Numa exibição de ginástica, realizada no Teatro Apollo, em 16 de Junho de 1944, em benefício do Natal das Crianças Pobres de Macau, “a Escola do Professor Veríssimo apresentou uma exibição de pirâmides e no levantamento olímpico de pesos e alteres, em que os srs José Victor do Rosário , Francisco Hagatong Jr. e Reinaldo Ângelo se revelaram atletas de primeira categoria…(…); o quarteto constituído pelos srs. Francisco Noronha, João da Silva, Cham Pen In e Chan Kai Tong ofereceram ginástica de argolas por sinal ainda pouco desenvolvida entre nós… (…); o sr Abel Chun mostrou-se com agrado geral um exímio ginasta das barras paralelas… (4)
(3) Informação retirada da revista «Mosaico», 1952
(4) RÊGO, José de Carvalho e – Figuras Desportivas do Passado, 1996.
NOTA: No Blogue «Crónicas Macaenses» de Rogério P. D. Luz,  do arquivo de Rigoberto Rogério do Rosário (irmão de Veríssimo e José Victor) apresenta um fotografia do Grupo Juvenil Juniores de Hóquei em Campo de 1934 onde está  Veríssimo do Rosário representando o  Externato do Seminário de São José.
http://www.memoriamacaense.org/id229.html.

Reportagem do “Macau Boletim Informativo”, desse ano.

Por duas bolas a uma, a equipa de hóquei em campo de Macau, derrotou, em Hong Kong, a selecção de Hong Kong, no encontro do 14.º «Interport», entre as duas cidades vizinhas e amigas.
O encontro realizou-se no campo de Sukunpoo, em Hong Kong, perante numerosa assistência, sendo de salientar a presença do Exmo. Cônsul de Portugal em Hong Kong, Sr. Dr. Guilherme de Castilho, que dispensou à embaixada desportiva de Macau um cordial acolhimento.

As equipas alinharam:
MACAU: – César Capitulé; José Vítor do Rosário e Armando Basto; Herculano da Rocha (cap), Alexandre Airosa e Amadeu Cordeiro; Luís da Cunha, Fernando Marques, Lourenço Ritchie, Augusto Jorge e Albertino Almeida.
HONGKONG: – S.N. Ponniah; Alfredo Néry (cap) e Bhagat Singh; R. A. Colaço; M. M. J. Petters e L. Forde; Anthony S. Da Cruz, A. A. Dos Remédios Jr, Armando Marques e P.Gardner. (1)

O jogo foi, na opinião da vizinha colónia britânica, um dos mais interessantes de quantos se realizaram em Hong Kong até hoje. A equipa de Macau imprimu uma toada rápida ao jogo desde o início,obrigando Hong Kong a acompanhá-la na mesma toada e dando assim, lugar a uma partida renhida e digna de ser observada com o maior entusiasmo e emoção.
A meio da primeira parte, Ritchie avançado-centro de Macau, aproveitando um excelente centro do extremo-direito Cunha, enfiou nas redes adversárias a primeira bola da tarde sem defesa possível para Ponniah, justamente considerado o melhor guardião de Hong Kong.
Hong Kong reagiu energicamente e foi Gerard quem, ainda na primeira parte, conseguiu o tento do empate.
Ambas as equipas desenvolveram, na segunda parte, jogo estupendo, procurando, cada um por sua vez, alcançar o tento que lhe desse a vitória.
Aos impetuosos ataques dos avançados de Hong Kong respondiam os jogadores da linha defensiva de Macau com calme, perícia e excelente colocação, aliviando o mais que puderam o seu campo e desfazendo as perigosas arremetidas.
Por sua vez os avançados de Macau mostravam-se mais agressivos e desenvolviam melhor combinação.
O seu segundo golo não tardou a aparecer, sendo, novamente, Ritchie o seu autor.
Os últimos dez minutos foram de luta ardorosa… (…)

Dez cantos curtos foram marcados contra Macau nesse período derradeiro do jogo. E o ambicionato empate  de Hong Kong não se viu, não se sabe bem se por milagre, se por eficácia dos esforços sobre-humanos despendidos pelos jogadores de Macau.

14.º Int Hóquei em campo 1954

Em pé, da esquerda para a direita: o Dr  João dos Santos Ferreira, Presidente da Direcção do Hóquei Clube de Macau,  José Vítor do Rosário, Armando Basto,  César Capitulé, Herculano da Rocha (cap),  Amadeu Cordeiro e o Sr Cônsul (?)
Em primeiro plano: Luís da Cunha, Fernando Marques, Lourenço Ritchie, Augusto Jorge e Albertino Almeida.

A Associação de Hóquei de Hong Kong homenageou os hoquistas de Macau com um jantar, no Sky Room, (2)a que assistiram, além dos hoquistas e árbitros que participaram nos encontros, o Cônsul de Portugal e sua Exma Esposa, os directores da referida Associação e do Hóquei Clube de Macau e alguns convidados.”

(1) Integrava na equipa de Hong Kong, alguns jogadores macaenses.
(2) Terá sido (?) no muito popular “Sky Room Night Club”, situado no “Luna Park” também conhecido como “Great World Amusement Park” que funcionou de 1949 a 1954 (?), em “King´s Road”, na Ilha de Hong Kong.