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Extraído de «A Aurora Macaense», I-12 de 1 de Abril de 1843, p. 55

A notícia saiu na “A Revolução de Setembro “ (1) no dia 15 (e não a 16) de Novembro de 1842. Este jornal citando “O Pregoeiro de Bombaim” (2) de 16 de Julho (pressupõe-se de 1842) (notícia no entanto originária do periódico “O Farol Macaense” de 1 de Julho) (3) refere que “o governador major Adrião Accacio da Silveira Pinto (4) convocara o Senado “fazendo um discurso insultante ao governo da Mãi Patria”, resignou a autoridade, e publicou à tropa esta sua deliberação”

Extraído de “A Revolução de Setembro”, n.º 589 de 15 de Novembro de 1842, p. 3

Tomou posse a 23 de Fevereiro de 1837, na Fortaleza do Monte e governou até Outubro de 1843, (1) tenho-lhe sucedido, Joze Gregório Pegado que tomou posse a 3 de Outubro de 1843.

Extraído de «O Macaista Imparcial», I- 72 de 13 de Fevereiro de 1837, p. 288

“Teve pela frente o Senado (o governador equiparou a mera câmara municipal o “Leal Senado”) e o Ouvidor unidos e, por influência externa (Ingleses), e sentiu em Macau as implicações da I Guerra do Ópio (1840-1842) ” (4) (5)

(1) O jornal “A Revolução de Setembro” ,editor responsável: J.F.S.Castro foi publicada em Lisboa de 1840 a 1901, na tipografia de J. B. da A. Gouveia.

(2) “O Pregoeiro da Liberdade”, jornal publicado em Bombaim desde 1840 até 21 de Agosto de 1844. (Annaes Marítimos e Coloniaes, 1845, p.222)

(3) Mas “O Farol Macaense”, jornal macaense, teve inicio a sua publicação em 23 de Julho de 1841, e terminou a 14 de Janeiro de 1842. O editor e redactor era Félix Feliciano da Cruz e também era proprietário da Tipografia Arménia onde era impressa o jornal. O mesmo editou na sua tipografia, um novo jornal, o semanário “ A Aurora Macaense “ que circulou de 14-01-1843 a Maio de 1844. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/felix-feliciano-da-cruz/

(4) Adrião Acácio da Silveira Pinto nomeado Governador e Capitão Geral de Macau em 4 de Março de 1836, só chegou a Macau em 14 de Fevereiro de 1837. Desembarcou na Praia Grande (com a esposa e família) tendo vindo no navio “Resolução” que saiu de Lisboa em 18 de Junho de 1836, passando por Baía (Brasil) onde esteve dois meses e por Timor onde esteve quase duas semanas.

Extraído de «O Macaista Imparcial», I- 72 de 13 de Fevereiro de 1837, p. 288

Após o seu mandato, em 2 de Outubro de 1843 Adrião Acácio da Silveira Pinto, foi nomeado pelo Governador José Gregório Pegado, em sessão do Senado de 10 de Outubro de 1843, para tratar com os comissários chineses, no sentido de se melhorarem as condições da existência política deste estabelecimento. Seguiu para Cantão no brigue de guerra «Tejo», do comando do capitão-Tenente Domingos Fortunato de Vale. Agregaram-se a esta missão, o Procurador da Cidade João Damasceno Coelho dos Santos e o intérprete interino José Martinho Marques. (6) Em 23 de Março de 1868, foi nomeado embaixador de Portugal para tratar com os plenipotenciários chineses sobre o estabelecimento de Macau. Faleceu em Lisboa, no dia 10-10-1868, no posto de Marechal de Campo. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II,2015, pp.79, 93, 94 e 99)

Ver anteriores postagens em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/adriao-a-silveira-pinto/

(5) Em 26 de Janeiro de 1841, os ingleses ocuparam a Ilha de Hong Kong  e a 29 de Janeiro, C. Elliot proclamou os direitos de S.M. Britânica sobre Hong Kong. Em 1842 com o nascimento de Hong Kong e a abertura dos cinco portos chineses nos termos do Tratado de Namquim (29 de Agosto) Macau entrou numa gradual e acelerada decadência (4)

(6)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/11/04/noticia-de-4-de-novembro-de-1843-conferencia-luso-chinesa-em-cantao/

Extraído de «TSYK», III Ano, n.º 84 de 8 de Fevereiro de 1866, p. 84

João Damasceno Coelho dos Santos, natural de Macau (S. Lourenço 11.05.1800; Sé 2.02.1866), filho de Faustino Coelho dos Santos e de Maria Josefa da Costa Lage , bacharel em Direito (U. C.). Terá sido nomeado em 1826, juiz de fora de Algoso (ex-freguesia portuguesa do concelho do Vimioso – Portugal) ( (1)

Em Macau, foi membro do Senado de Macau (desde 1841) (2 ) e depois Procurador da Cidade, entre 1843 e 1844. Foi delegado do Procurador da Coroa e Fazenda em Macau (1846-1866). (3) Foi um dos fundadores e o 1.º Presidente da direcção do Teatro D. Pedro V. Casou com Eudóxia António Joana Rangel (filha de Floriano António Rangel -1778-1843-  e de Ana Maria Antónia de Jesus Correia de Carvalho), Tiveram 7 filhos (4)

(1) Extraído de «Gazeta de Lisboa», n.º 35 de 10 de Fevereiro de 1826, p. 138

(2) Extraído de «The Chinese Repository», Volume 10, From Jan to Dec, 1841, p. 57

(3) Extraído de MAIA, José António (cirurgião pela Escola Mécio-Cirúrgica de Lisboa) – Memória sobre a franquia do porto de Macao, 1849, p. 85

(4) FORJAZ Jorge – Famílias Macaenses I e II Volumes, 1996

Anúncio (assinado: J. M. Wolff, acting manager) publicado no dia 7 de Janeiro de 1860, no «Boletim do Governo de Macau», dos espectáculos duma empresa australiana, no hipódromo de Macau, durante uma semana (seis dias) a iniciar no dia 9 de Janeiro (segunda-feira), com autorização de “Members of The Portuguese Council on the Campo de Sm. Francisco” . Os espectáculos foram realizados pela Companhia “Lewis Great Australian Hippodrome” e da trupe “Mammoth Troupe of Male and Female Star Equestrian Artists”, que, em Hong Kong, tiveram o patrocínio principal do Governador de Hong Kong Sir Hercules Robinson e sua esposa e do Comandante em Chefe da Marinha na China, Sir James Hope

O espectáculo era diário às 20h00, e a partir de 9 de Janeiro com duas actuações extras; uma “Grand Day Performance” na quarta feira, dia 11 de Janeiro, às 14h00 e outra “Farewell Day Performance” também às 14h00. Os bilhetes (50 avos; 1 pataca e 2 patacas) estavam à venda no Hotel Praia Grande (Sr. Carvalho) e no escritório do hipódromo das 15h00 às 17h00 diariamente, nessa semana

Extraído de «Boletim do Governo de Macau», VI-5 de 7 de Janeiro de 1860, p. 20

O campo aberto que daria o futuro hipódromo e onde se realizaram as primeiras corridas, feitas por amadores, (1) situava-se em terrenos junto à Porta do Cerco, numa área  que foi conquistada ao mar, ao norte da Doca da Areia Preta. Área esta mais ou menos limitada pela Estrada dos Cavaleiros e pela Estrada Marginal do Hipódromo (antiga Rua do Cerco). (2) Só em 1924/1925 surge as primeiras informações sobre o licenciamento e organização de corridas de cavalos (3) (4) (5) e depois em 1927, o Hipódromo do «Macao Jockey Club» (6)

(1) 1927 – No campo aberto do futuro Hipódromo, realizaram-se as primeiras corridas de cavalo. Ainda não se tinha erigido o “Macao Jockey Club” nem havia delineada a magnífica pista de corridas. As demarcações eram improvisadas, mas prevalecia o espírito desportivo, sobretudo, dos ingleses que traziam cavalos de corrida de Hong Kong com imensos gastos, só pelo prazer de correr, com o mesmo entusiasmo com que os vemos colaborar e participar actualmente nas corridas de automóvel do Grande Prémio. (FERNANDES, Henrique de Senna – O Cinema de Macau II in http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30018/1706

(2) Até à fundação de Hong Kong , em 1841, a Comunidade Britânica de Macau possuía junto das portas do Cerco o seu campo de corridas. Já em 1829, o mandarim da Casa Branca publicava um edital em 28 de Abril, dizendo que, tendo ido a Macau, «vira os Estrangeiros fazerem carreiras de Cavallos na praia do Porta do Cerco…». Harriet Low no seu diário , de 5 de Novembro de 1829 refere: « o campo de corridas está no lugar chamado Barreira (Porta do Ceco),que impede todos os estrangeiros de passarem além. O campo mede cerca de três quartos de milha”… » (TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997, pp.484-485).

(3) 26-04-1924 – Concessão do exclusivo da exploração de corridas de cavalos. Diploma Legislativo n.º 14 e sua correção no B. O. n.º 17, desta data. (BBS – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.162)

(4) 22-08-1924 – Construção de um campo para corridas de cavalos (Cfr. outros processos que se seguem nomeadamente o n.º 142/A da mesma série (A.H.M. – F. A. C. n.º 128-S-E) + (BBS – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.164)

(5) 09-06-1925 – Pedido de Lou Lim Ioc, Presidente da Companhia «Clube Internacional de Recreio e Corridas de Macau, Limitada» para que lhe seja arrendado um terreno junto à Porta do Cerco (A.H.M. – F. A.C. P. n.º 134 -S-C) (BBS – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.172)

(6) 19-03-1927 – Foi inaugurado o Campo de Corridas de Cavalos de Macau + (BBS – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.195)

Extraído de «Gazeta de Macao», I-31, 22 de Agosto de 1839
«O Macaísta Imparcial», de 16-06-1836

«O Macaista Imparcial» publicou-se de 09-06-1836 (preço: 50 avos) a 04-07-1838. (n.º 158)

Último número de «O Macaísta Imparcial e Registo Mercantil» II-158 de 04-07-1838

Bi-semanal até 05-05-1837 e em 05-07-1837 (n.º 106) acrescentou o subtítulo «Registo Mercantil», depois passou a hebdomadário. (1)

«O Macaísta Imparcial e Registo Mercantil» I-106 de 05-07-1837

Foi seu fundador e redactor, Félix Feliciano da Cruz. (2) Impresso na Tipografia Feliciana, do próprio fundador.  Colaborou neste jornal, José Baptista de Miranda e Lima, (4) nomeadamente com apontamentos da história de Macau na secção ”Antiguidades de Macao”. Impunha-se ser imparcial embora de feição conservadora, mas em Agosto de 1936, entrou em oposição ao jornal «Cronica de Macao» (quinzenário de 12-10-1834 a 18-11-1836) e terminou a publicação por ordem censória do governador Adrião Acácio da Silveira Pinto.

1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/o-macaista-imparcial/

(2) Félix Feliciano da Cruz nasceu na Sé, cerca de 1810 e faleceu em Hong Kong a 1 de Março de 1879. Foi Irmão da Santa Casa de Misericórdia, eleito a 29-10-1837. Publicou a «Pauta Geral da Alfândega da Cidade de Macau», em 1844. (3) Trabalhou entre Cantão e Hong Kong tendo editado o «Anglo- Chinese Kalendar and Register», em 1832 e colaborado, em Cantão, no lançamento do «Canton Press” (1835 publicado em Cantão e depois, em 1844, publicado em Macau). Depois em Macau, foi proprietário da Tipografia Feliciana e Tipografia Armenia, e fundador, em Macau, de três jornais portugueses entre 1936 e 1844: «O Macaista Imparcial» de 09-06-1836 a 04-07-1838 (Tipografia Feliciana) «O Farol Macaense» de 23-07-1841 a 14-01-1842 (Tipografia Armenia) «Aurora Macaense» 14-01-1843 A 03-02-1844, semanário (Tipografia Armenia). F. F. da Cruz foi o editor do “Canton Commercial List” com os seus filhos e “compositores tipográficos” macaenses entre 1848 e 1856. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/felix-feliciano-da-cruz/

(3) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. I, 1996, p. 965.

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-baptista-de-miranda-e-lima/

Extraído de «TSYK», III Ano, n.º 29 de 19 de Abril de 1866.

Clotilde Maria Martinho Marques (20-02-1841/ 6-09–1885) casou pela 1.ª vez em Lourenço a 15-04-1866 com William Augustus Read. (1) Deste casamento teve duas filhas, Clotilde Maria Marques Read (da Rosa) e Maria Salomé Marques Read (Leitão). Casou pela 2.ª vez em S. Lourenço a 23-11-1879 com Guilherme Augusto Barreto.

É filha de José Martinho Marques (1810 -1867) que estudou no Colégio de S. José e se especializou em chinês, seguindo depois a carreira de intérprete do Governo de Macau e de várias legações estrangeiras e de Vicência Maria Baptista (1811-1885), casamento em 1835. Tiveram 12 filhos. (2)

 (1)  William Augustus Read – 24 de Junho de 1843 (Clifton, Bristol, Gloucestershire, Inglaterra / 8 de Fevereiro de 1872 (28) São Lourenço, Macau. Filho de Henry Read e Maria Read. Irmão de Lucy Maria Read; Francis Henry Read; Frederick Hamlin Read; Charles Edward Read e Henry Arthur Read (2)

De religião protestante, engenheiro civil que trabalhou nas obras do porto de Hong Kong e depois, funcionário das Obras Públicas de Macau, responsável pelas obras do Porto Exterior. Faleceu em Macau (S. Lourenço) a 8-02-1872. (3) Está sepultado no Novo Cemitério Protestante da Bela Vista na Rampa dos Cavaleiros – campa n.º235 (4)

(2) https://www.geni.com/people/William-Read/6000000002010332548 (3) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volume II. (4) TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980

08-07-1859 – Os vapores “Fernandes“(“Shamrock” ?) (1) e “Invejado”, sob o comando do Comandante do Quartel de Força de Polícia (2) major Bernardino Sena Fernandes, (3) largaram para Colan, para resgatarem um junco mercante, o que conseguiram, após grande resistência, por parte dos piratas, travando-se vivo tiroteio, no sítio defronte de Coulan, chamado Ho-Pan” (4 )
(1) “PIRATES – From Macao we hear that the Portuguese steamers Shamrock and Invejado, destroyed four piratical junki. It is reported by the Portuguese, that a British ship, supposed to be the Jeremiah Garntlt, has been taken outside of Macao by pirates.” (Daily Alta Califórnia, Vol. XI, n.º 217, 7 August 1859)
https://cdnc.ucr.edu/cgi-bin/cdnc?a=d&d=DAC18590807.2.7

SHAMROCK

“The steamship, the “Shamrock,” 294 gross tons, 201 net. Lbd: 147’5″ x 19’4″ x 11’9″was iron paddle steamer, 3 masts, schooner rigged. Built 1841 by Bush and Beddoe at Bristol, England. Arriving Sydney 15 October 1841 under Captain George Gilmore and commenced regular coastal services from October 28th 1841. As a passenger-cargo vessel, she worked the Sydney – Morpeth trade, and in February 1842 she opened the trade to the fledgling ‘Moreton Bay’ area. 1943 saw her moved to the Sydney – Melbourne where she became most familiar. She also completed runs to Launceston and smaller ports along the New South Wales coast as Twofold Bay and Eden. In December 1857 sent to Shanghai and sold to Chinese interests. Lost in the China Sea, 23rd March 1860.”
https://www.flotilla-australia.com/hrsn.htm
(2) Por Portaria Régia de 3 de Março de 1841, foi aprovado o Regulamento Policial da Cidade e Porto de Macau. A partir daí, criou-se um departamento da polícia, composta por cidadãos que foram dispensados do “Batalhão Provisório”. O negociante chinês Aiong-Pong no intuito de proteger as suas propriedades que tinha no mercado, particularmente recrutou em 1857 europeus, formando uma pequena guarda com 50 homens.
Bernardino de Senna Fernandes e alguns chineses principais uniram-se para aumentar essa guarda, para um efectivo de 100 homens de maneira a poder vigiar e guardar também os seus bens, guarda esta, intitulada Guarda de Polícia do Bazar, que foi reconhecida pelo governo com a publicação da Portaria de 14 de Outubro de 1857. Bernardino Senna Fernandes, negociante rico da praça de Macau que armou a Guarda da Polícia à sua custa, com o armamento mandado vir propositadamente da Inglaterra, foi nomeado Comandante desta guarda, com honras de Capitão. E mais tarde, foi-lhe concedido honras de Major, por ministérios da Marinha e Ultramar e Major honorário em 18-07-1861.
Também havia uma Polícia do Bazar, criado a 29 de Setembro de 1857, um grupo civil sustentado por subscrição dos chineses interessados (4)
(3) Bernardino de Senna Fernandes nascido a 20 de Maio de 1815 e falecido em 2 de Maio de 1893, foi comandante da Guarda da Polícia, (1857- 1865) superintendente da Emigração Chinesa, inspector de Incêndios (1866-1872) presidente da Comissão Administrativa da Santa Casa da Misericórdia e sócio fundador da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses) (APIM). Foi distinguido com os títulos de Barão em 31-01-1889, de Visconde (18-04-1890) e de conde, em duas vidas (31-03-1893). Negociante da praça de Macau rico, um dos 40 maiores contribuintes de Macau durante vários anos.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/bernardino-de-senna-fernandes/
(4) GOMES, L.G.- Efemérides da História de Macau, 1954.

Notícia de 14 de Fevereiro de 1844 publicada no jornal “Friend of China
Capt Kelly of the Isabella Robertson was landing at Macau, ¼ mile from the Bar Fort, with three treasure boxes containing $7,440, when passing pirates threw fireworks into his boat. The pirates boarded in the confusion and Kelly and his Lascars jumped overboard. The pirates then took to the oars and escaped in the Isabella Robertson’s own boat with the money. Kelly had anchored Isabella Robertson in Taipa roads. The voyage to Macau from the roads by small boat is too long to go unarmed.”
Fico na dúvida se o nome do navio era «Isabella Robertson» (1) ou Isabella Robertson (2) seria uma passageira de 23 ou 24 anos, missionária protestante a caminho de Cantão. Um dos periódicos da mesma altura refere “boat of the Isabella Robertson

“The New World”, Volume 8.June 1, 1844

Outro periódico “The Singapore Free Press and Mercantile Advertiser,(1835-1869) 29 February 1844”, relatava o seguinte
Macao. a oaring act of piracy, was perpetrated in Macao harbour, on the morning ot the stb Instant Captain Kelly, of the Isabella Robertson, was landing hi boat, with three boxes ot treasure, containing $ 7,440. When within quarter of a eUkws he was attacked by pirates. …”
(1) Existiu um navio registado como “Isabella Robertson” construído em 1818, em Coringa (Índia?) e vendido na América do Sul em 1820
A Collection of Papers Relative to Ship Building in India”. Compilação de John Phipps “of the Master Attendant’s Office”, Calcutta., 1840.
https://books.google.pt/books?id=SpleAAAAcAAJ&pg=PA174&lpg=PA174&dq=Isabella+Robertson+
(2) Isabella Robertson (1820 ou 1821 – desconhece-se a data da morte) casada com o missionário protestante, Dyer Ball (1796 – 1866 em Cantão).
Dyer Ball foi missionário da «American Home Missionary Society» desde 1833, ordenou-se em 1831. Destacado para a China passou primeiro por Singapura onde estuda chinês. Em 1841 devido à doença da 1.ª mulher, parte para Macau e em 1845 para Hong Kong, onde a mulher falece. Muda-se para Cantão em 1845 e casa com Isabella Robertson, missionária escocesa, em 26 de Fevereiro de 1846. (3)
O único filho do casal, Rev. Dyer Ball and Isabella Robertson, James Dyer Ball – 波乃耶 (Cantão 1847 – Londres 1919) (4) nasceu em Cantão, era sinólogo, autor de vários livros sobre a cultura, língua e os dialectos chineses (autor dum sistema de romanização do cantonense). Trabalhou como professor e intérprete nos tribunais em Hong Kong durante 35 anos (reformou-se em 1909) e é o autor do livro “Macao: the Holy City,  the Gem of the Orient Earth”, publicado em 1905, de onde tenho retirado, por várias vezes, descrições feito pelo autor da história e dos sítios de Macau. (4)
http://en.wikipedia.org/wiki/James_Dyer_Ball
(3) Ver biografia mais pormenorizada do missionário Dyer Ball, em
http://www.newenglandballproject.com/g3/p3628.htm
(4) Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/j-dyer-ball/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/02/18/leitura-macao-the-holy-city-the-gem-of-the-orient-earth/
BALL, J. Dyer – Macao: The Holy City; The Gem of Orient Earth. Printed by The China Baptist Publication Society, Canton, 1905, 83 p.
O livro está digitalizado pelo “Internet Archive“, em 2007 e poderá consultá-lo em:
http://archive.org/details/macaoholycitygem00ballrich

POSTAL – Retrato de Camões, litografia de C. Legrand, 1841 (1)

Extraído de «Boletim do Governo de Macau»  XII n.º 5 de 1866.
(1) Colecção “MACAU – Gruta de Camões” – Co-edição do Instituto Cultural de Macau e Comissão Organizadora do Dia de Portugal, de Camões  e das Comunidades Portuguesas (1987)
Ver anteriores postais desta mesma colecção e a história da Gruta de Camões em Macau em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/06/08/postais-de-macau-a-gruta-de-camoes/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/gruta-de-camoes/

No dia 21 de Março de 1845, faleceu em Macau, antes de ser sagrado, (1) o 12.º Bispo de Diocese, D. Nicolau Rodrigues Pereira de Borja, que foi sepultado, no cemitério de S. Paulo, sendo os seus ossos transladados, em 1859, para o carneiro da capela do Santíssimo da Sé Catedral, cuja reconstrução é, em grande parte, devida ao Bispo Borja. (1) (2)
O Padre Nicolau Rodrigues Pereira de Borja (1841-1845), sacerdote da Congregação de Missão (lazarista) chegou a Macau em 1802, para Mestre na Sagrada Theologia no Real Colégio de S. José da Cidade de Macau, e desempenhou depois as funções de Reitor do mesmo Colégio. No ano 1834, devido a perseguição tanto em Portugal como em Macau, expulsando todos os religiosos e sequestrando os seus domínios, houve uma vagatura da Diocese por um período de treze anos, depois da morte do Bispo D. Francisco da Luz Chacim. O Padre Nicolau Borja, foi nomeado Bispo de Macau em 25 de Novembro de 1841, confirmado em 19 de Junho de 1843, e tomou posse do Bispado aos 14 de Novembro do mesmo ano.
(1) O Padre Manuel Teixeira – refere que a morte do Bispo Borja ocorreu a 29 de Março de 1945, baseado no ofício do Bispo D. Jerónimo José da Mata, sucessor de D. Nicolau Borja, comunicando a morte do prelado e convidando o Leal Senado para o enterro do Bispo D. Nicolau que se realizaria no dia 1 de Abril. O Bispo Nicolau Borja não chegou a ser sagrado (marcado para 8 de Setembro de 1844) encontrando-se para esse fim já em Macau D. Fr. Tomás Badia mas este falece a 1 de Setembro de 1844 e o Bispo Borja falece a 29 de Março de 1845 com 68 anos de idade. Foi sepultado no interior da Capela do cemitério de S. Paulo. Transladado depois para debaixo do altar principal da Sé Catedral.
TEIXEIRA, Pe. Manuel – Macau e a sua Diocese, II Volume, 1940, p. 393
(2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954 e PEREIRA; A. Marques –Ephemerides commemorativas da historia de Macau e das relações da China com os povos Christãos (Macau: da Silva, 1868)
Anterior referência a este prelado em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-nicolau-r-pereira-de-borja/

Para ilustrar os locais de interesse turístico de Macau, no folheto turístico de 1928 (1) o autor apresenta a fotografia do túmulo do Dr. Robert Morrison (2) no antigo cemitério dos protestantes, (3) com a seguinte nota:
a-vistors-handbook-to-romantic-macao-protestant-cemeteryTHE PROTESTANT CEMETERY – There are two Protestant Cemeteries in Macao. One is situated opposite Montanha Russa, on the way to Porta do Cerco, the other is close to Camoens´s Gradens. In this latter cemetery are interred, amongst others, the remains of:
GEORGE CHINNERY – Celebrated painter, whose pictures hang in the National Gallery , London – 1852.
Lord HENRY JOHN SPENCER CHURCHILL, R. N. – Commander of H. M. S. Druid – 1836.
EDMUND ROBERTS – U. S. A. Diplomatic Agent who concluded various friendly and comercial treaties for his country – 1843.
SIR HUMPHREY S. FLEMING SENHOUSE – Commander of the Brotish feleets in the China Seas – 1841.
The tiny chapel in the grounds is the Protestant place of Sunday worship and was recently built to replace na older one which had fallen into ruin.”
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/24/leitura-folheto-turistico-de-1928-a-visitors-handbook-to-romantic-macao/
(2) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/robert-morrison/