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Extraído de «BPMT», XXIII-1 de 6 de Janeiro de 1877, p. 4

Notícia “Trágico acidente nas águas do Porto Interior” já postada anteriormente” (1), esta versão foi publicada na imprensa local “Gazeta de Macau e Timor “ (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/20/noticia-de-20-de-novembro-de-1873-tragico-acidente-nas-aguas-do-porto-interior/

(2) Extraido de «Gazeta de Macau e Timor», II-10 de 25 de Novembro de 1873

As Forças Militares e Militarizadas da Província ofereceram ao Governador Nobre de Carvalho, as estrelas de general, posto supremo da hierarquia militar a que recentemente foi promovido.

O Comandante Militar, coronel Póvoas Janeiro, entrega ao Governador, general Nobre de Carvalho, um artístico estojo com as estrelas de General.

A cerimónia que se realizou no dia 14 de Novembro de 1970, na sala verde do Palácio da Praia Grande caracterizou-se pela entrega das estrelas que se encontravam dentro dum artístico estojo, com uma inscrição alusiva ao acontecimento. Em nome de todos usou da palavra, o Comandante Militar, coronel Póvoas Janeiro, que proferiu um discurso apresentando um extracto da brilhante folha de serviços prestados pelo novo general e as distinções honoríficas com que os mesmos foram assinalados pelo Governo ou pelos competentes superiores hierárquicos. Em resposta à homenagem que lhe era prestada com a oferta das estrelas de general, o Governador proferiu um breve discurso.

Representantes dos oficiais do Exército e Marinha e elementos da P.S.P e P.M.F. que apresentaram, no Palácio da Praia Grande, cumprimentos e felicitações ao Governador
O Governador ao ser cumprimentado pelos representantes dos oficiais do Exército, Marinha e P. S. P. e agentes desta Corporação e da P. M. F

Informação e fotos extraídos de «MBIT»,VI-8/9, de Outubro/Novembro de 1970, pp. 23-24

Em 2 de Novembro de 1849, foi exonerado, por decreto, o Capitão Feliciano António Marques Pereira (1) do governo interino de Macau, para o qual havia sido nomeado, pelo decreto de 22 de Outubro de 1849, em substituição do Conselheiro e Capitão de Mar-e-Guerra, João Maria Ferreira do Amaral, que fora assassinado. (2) Nesta mesma data foi publicado o Decreto que nomeava o Capitão de Mar-e-Guerra, Pedro Alexandrino da Cunha, para o cargo de Governador de Macau. (3) (4)

(1) Feliciano António Marques Pereira (1803-1864) casado com Maria Catarina Damasio Ferreira. (5) Assentou praça na Armada como aspirante em Fevereiro de 1821 e foi despachado guarda marinha em 1823. Subiu os diversos postos até ser promovido a capitão de fragata em 1859. Foi intendente da Marinha de Goa, comandante da corveta «D. João I» e da nau «Vasco da Gama», cargo que exercia quando faleceu. Comendador da Ordem de Aviz e cavaleiro da Ordem de N.ª Sr.ª da Conceição de Vila Viçosa. (Jorge Forjaz, Vol II, p.617)

Capitão de fragata, assumiu o comando da corveta  D. João I a 1 de Agosto de 1859 e  saiu de Lisboa a 28 de Agosto de 1859 e chegou a Macau em 15 de Março de 1860,  Em 29, foi embarcar na corveta o Governador de Macau, capitão-de-mar-e-guerra Isidoro Francisco Guimarães que seguia para o Japão na qualidade de ministro plenipotenciário a negociar um tratado de paz e comércio com os japoneses. A corveta em 5 de Agosto largou para Yokohama a fim de se abastecer. Chegou a Macau a 9 de Setembro de 1860.

Desta viagem fez uma descrição e publicou-a em livro: PEREIRA, Feliciano António Marques – Viagem da Corveta Dom João I à Capital do Japão no anno de 1860. Imprensa Nacional, 1863, 222 p. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/09/noticia-de-9-de-setembro-de-1860-chegada-do-governador-no-regresso-do-japao/

Referências anteriores do capitão de fragata Feliciano António Marques Pereira e sobre a Corveta «D. João I» ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/feliciano-antonio-marques-pereira/

PEREIRA, Feliciano António Marques. [Relatório do Cônsul Geral de Portugal no Sião, Março de 1881] In: Boletim da Província de Macau e Timor. – Macau. – N.º 31 (30 de Julho 1881), p. 207-209.

 (2) Recorda-se que o assassinato do Governador João Maria Ferreira do Amaral foi a 22 de Agosto deste ano. Sucedeu-lhe, na administração da colónia, o Conselho do Governo, composto pelo Bispo da Diocese Jerónimo José da Mata, Juiz de Direito da Comarca Joaquim António de Morais Carneiro, Ludgero Joaquim de Faria Neves, Miguel Pereira Simões, José Bernardo Goularte e o procurador da cidade Manuel Pereira.

(3) 25-05-1850 – Desembarcou em Macau o Governador Capitão-de-mar-e-guerra, Pedro Alexandrino da Cunha que tomou posse, no dia 30 deste mês, vindo a falecer nesta cidade semanas depois (vítima da cólera) (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954). Padre Teixeira refere desembarque a 28-05-1850, falecendo a 6 de Julho do mesmo ano (Toponímia de Macau, Vol I, p. 16). Carlos José Caldeira em “Macau em 1850”, p.98 refere chegada do dito governador a 26 de Maio, tomada de posse a 30 e morte a 6 de Julho. António Marques Pereira nas “ Efemérides Comemorativas da História de Macau” refere tomada de posse em 29-05-1850. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pedro-alexandrino-da-cunha/

(4)GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954

(5) O único filho, António Feliciano Marques Pereira nasceu em Lisboa, a 06-1839 e faleceu em Bombaim (India) a 11 de Setembro 1881). Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-feliciano-marques-pereira/

A 9 de Setembro de 1847, foi arvorada pela primeira vez nessa ilha (Taipa) a bandeira portuguesa e essa data figura ainda na fortaleza, sob o escudo português encimando pela coroa da monarquia. (1) (2)

NOTAS: “03-10-1843 – Início do Governo de José Gregório Pegado, (3) durante o qual se iniciou a ocupação da ilha da Taipa, depois de uma memorável visita de cortesia ao vice-rei Ki-Yin, alto comissário de Cantão que prometeu «fechar os olhos» ao nosso estabelecimento na mencionada ilha. Na Taipa Pequena mandou depois Ferreira do Amaral fazer um pequeno forte (terminado em Setembro de 1847). Em 20 de Agosto de 1851, o Governador Francisco António Gonçalves Cardoso procedeu à ocupação da Taipa Grande. Só mais tarde as duas Taipas (outrora três) se uniram geograficamente. Pegado faleceu em Adem no seu regresso a Portugal de 1846, tendo embarcado em Macau, em 28 de Maio desse ano.” (2)

“1847 – O Governador Ferreira do Amaral, na sequência de conversações diplomáticas encetadas com a China pelo seu antecessor resolve ocupar a Ilha da Taipa. De resto são mesmo os comerciantes que ali habitam que pedem protecção portuguesa contra os frequentes ataques de piratas que não só atacam do mar como se açoitam em grutas do litoral, de onde organizam investidas e roubos à população. O tenente Pedro José da Silva Loureiro constrói, no actual espaço da esquadra das Forças de Segurança, uma fortaleza, tendo em vista maior eficiência da defesa. Ali se ergue pela primeira vez a bandeira portuguesa, em Setembro deste ano. Pedro Loureiro (1792-1855) natural de S. Miguel (Açores), Oficial da Marinha de Goa foi também proprietário do brigue Genoneva e Capitão do Porto de Macau.” (2)

 (1) TEIXEIRA, Padre Manuel – Taipa e Coloane, p. 5

2) (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 99,109 e 113.

(3) “03-10-1843 – Toma posse do governo d´esta cidade o chefe de divisão da armada José Gregório Pegado.” (PEREIRA, A. Marques –  Ephemerides Commemorativas…1868)

Extraído de «BPMT», XIX-36 de 6 de Setembro de 1873, p. 143

“21-08-1873 – A escuna Príncipe D. Carlos era um navio mercante inglês que fora adquirido em Hong Kong pelo Governador de Macau a fim de substituir a lorcha de guerra Amazona que se encontrava em muito mau estado. (MONTEIRO, Saturnino – Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa, Vol VIII)

21-08-1873 – Em consequência da informação prestada por Bessard, comandante duma canhoneira chinesa, o comandante da escuna Príncipe Carlos, 1.º tenente Vicente Silveira Maciel, foi atacar uma lorcha fundeada um pouco ao norte a escuna que, durante a noite deveria largar do porto de Macau com numerosos piratas, alguns dos quais pertencentes à equipagem da embarcação que apresara próximo de Lintin e uma outra de comércio, depois de terem cometido revoltantes atrocidades. Travou-se combate, conseguindo prender-se 51 piratas, tendo fugido alguns a nado e a coberto da escuridão. (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 49 de 26 de Agosto de 1873, p. 2

No dia 12 de Agosto de 1853 , teve lugar no mar da China um combate entre a lorcha (1) portuguesa de guerra «Tristão» e uma esquadra de piratas chinesas (2)

 (1) “Lorcha é o nome dado pelos portugueses à embarcação chinesa também conhecida como junco. Trata-se de uma embarcação de formas finas e elevado castelo de popa, que dispõe de dois mastros onde larga velas de esteira. De acordo com vários autores, a lorcha parece ainda ter resultado de várias modificações introduzidas no tradicional junco chinês pelos portugueses, com o objectivo de melhorar a sua velocidade, a capacidade de carga e as acomodações da respectiva guarnição”. (GONÇALVES, António – Navios Orientais Usados pelos Portugueses in pp.142-143 da «História da Marinha Portuguesa; Navios, marinheiros e arte de navegar 1669-1823» (coordenador: José Manuel Malhão Pereira), Lisboa, 2012). https://academia.marinha.pt/pt/academiademarinha/Edies/HistoriaMarinhaPortuguesa_1669-1823.pdf

(2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau,1954

Violento temporal de nordeste (classificado pelos chineses como tufão pequeno), no dia 22 de Julho de 1855, causou vários estragos à cidade e a morte do marinheiro Francisco dos Santos, por alcunha o Caparica, da corveta D. João I, que caiu ao mar, na ocasião emque,com mais alguns, tentava desembaraçar a corveta de uma embarcação chinesa que estava encostada à proa.

Extraído de «BGPMTS», I-41 de 28 de Julho de 1855, p. 162

Mais um relato do comandante da canhoneira «Camões», (1) capitão-tenente Gregório José Ribeiro sobre mais uma acção de vigilância e combate à pirataria, neste caso da possibilidade de 15 sapatiões (barcos chineses pequenos e ligeiros) dos piratas que se achavam na Ribeira da Prata (ilha de D. João) atacarem a povoação de Coloane.

Da acção somente foram encontrados dois sapatiões que foram capturados (os restantes esapareceram). Os tripulantes dos sapatiões tomados fugiram para a terra sendo impossível persegui-los. A bordo dum dos sapatiões foi encontrada uma rapariga china que se achava no poder dos piratas.

Extraído de «BPMT», XVII – 31 de 31 de Julho de 1871, p. 125

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canhoneira-camoes/

Publicação (1) do Vice-Almirante Pedro Fragoso de Matos, (2) com o título de “Acção Naval Portuguesa Contra os Piratas no Mar da China, de Maio de 1985, de 40 páginas, onde apresenta, como refere o autor na Introdução (pp. 5-6).”No presente artigo, resultante duma morosa investigação, com grande consulta de publicações e manuscritos coevos, será primeiramente apresentada uma ligeira abordagem sobre o estabelecimento dos portugueses em Malaca e Macau, o seu movimento comercial marítimo para o Extremo Oriente, e a pirataria no Mar da China, sendo, depois, referidos pequenos resumos das mais importantes acções navais para a sua repressão, tenho-as agrupado de acordo com as respectivas épocas e conforme os objectivos pretendidos, por vezes decisivos para a continuação da nossa presença naquelas conturbadas e distantes paragens do Sueste Asiático, num clima de paz e de harmonia com os nossos poderosos vizinhos.”

Contra-Almirante Pedro Fragoso de Matos, Comandante da Escola Naval (3)

(1) MATOS, Pedro Fragoso de – Acção Naval Portuguesa Contra os Piratas no Mar da China”, composto e impresso nas oficinas da Editorial Minerva, Maio de 1985, 49 p., 22,5 cm x 15,7 cm x 0,4 cm.

Adquirido na I Feira do Livro de Macau, organizada pelo Instituto Cultural de Macau, em Lisboa no Forum Picoas de 12 a 18 de Dezembro de 1988.

(2) Outras publicações deste autor relacionados com o Extremo Oriente:

O maior tufão de Macau: separata dos anais do clube militar naval: 1985 – Lisboa: Editorial Minerva, 1985. – 30 p. ; 23 cm.

Recordações do passado: Ano Novo China no porto interior de Macau – Lisboa: 1986. – 15 p.; 23 cm

A odisseia da corveta “iris” no mar da China: separata dos anais do clube militar naval: Lisboa: Editorial Minerva, 1986. – 30 p.

Navios de guerra portugueses nos tufões do Mar da China. Macau : Instituto Cultural de Macau, 1987, 128 p.

Cartas de um Comandante no Extremo Oriente. Macau: Obra Soc. Serv. da Marinha, 1987. – 195 p.

(3) http://www.reservanaval.pt/cforn17/cforn17.html