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Extraído de «TSYK» III ano, n.º 1, de 5 de Outubro de 1865 p. 2
Extraído de «TSYK» III ano, n.º 2, de 12 de Outubro de 1865 p.6

NOTA – o termo “garrar” utilizado na marinha significa:  ir a embarcação à mercê da água por ter rebentado a amarra ou por a âncora não ficar presa.

Ver a mesma notícia e outras referências deste farol em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/09/24/noticia-24-de-setembro-de-1865-farol-da-guia/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/farol-da-guia/

Sobrescrito de 1.º dia -11,4 cm x 16,2 cm (C6). Preço: 1, 5 pataca

No dia 28 de Agosto de 1986, os «Correios e Telecomunicações de Macau / CTT MACAU» emitiram e puseram em circulação selos postais alusivos à emissão “ Meios de Transportes”. (1) Trata-se de uma continuação da emissão de selos sob o tema “Meios de Transporte “ iniciado em 1984 com os “Barcos de Pesca” e terminado com os “Hidroaviões” (já publicados em anteriores postagens) (2)

As embarcações tradicionais chinesas utilizadas no transporte de passageiros entre Macau e os portos vizinhos, designavam-se genericamente por “TOU”, como qualquer embarcação de carreira, e eram construídas em madeira e de propulsão à vela. Algumas  dispunham também de uma roda da pás à popa , accionada pelos tripulantes por meio  de pedais. Os barcos de passageiros que demandam actualmente (1986) Macau são todos de propulsão a motor, e na sua maior parte fazem uso das mais modernas técnicas de sustentação dinâmica, que lhes permite reduzir do casco na água, e alcançar velocidades de cruzeiro muito elevada, com economia de combustível.” (3)

Os quatros selos desta emissão são nos valores de 10 avos (hidrofoil), 40 avos (hovermarine), 3,00 patacas (jetfoil) e 7,50 patacas (high speed ferry). Os desenhos são de  Ng Wai Kin

HYDROFOIL – é uma embarcação rápida propulsionada poe hélice, que utiliza uma técnica moderna de sustentação dinâmica. Navega à velocidade de cruzeiro de 33 nós, apoiando-se em estruturas rígidas, de formas finas, que mantêm o casco numa posição elevada em relação à superfície da água, quando em movimento rápido. O modelo em uso nas carreiras de Macau tem 30,4 m de comprimento, 5,8 m de boca e um calado que varia entre 4 m, quando parado, e 1,96m, quando em cruzeiro, e tem uma lotação de 126 passageiros, fazendo o percurso entre as duas cidades em aproximadamente 1 hora e 15 minutos. (3)

HOVERMARINE – é uma embarcação rápida, propulsionada por hélice, que navega sobre uma almofada de ar gerada pela moderna técnica de insuflação de ar no casco, especialmente adaptado, elevando-o acima da superfície da água. O modelo em uso nas carreiras de Macau é constituído em fibra de vidro reforçada, tem uma lotação de 200 passageiros e dispõe de dois motores diesel propulsores que lhe dão velocidade de cruzeiro de 36 nós, com autonomia para 200 milhas. Tem 27,2 m de comprimento, 10,2 m de boca e 1,4 m de calado quando em elevação. Faz o mesmo percurso em cerca de 1 hora. (3)

JETFOIL – é uma embarcação muito rápida que utiliza as modernas técnicas de propulsão por jacto de água e de sustentação dinâmica. Navega à velocidade de cruzeiro de42 nós, apoiando-se em estruturas rígidas, de formas finas que, quando em deslocamento rápido, mantém o casco numa posição elevada acima da superfície da água, a uma altura regulável, come estabilização automática. Tem uma lotação de 260 passageiros, cobrindo a distância entre Macau e Hong Kong em cerca de 50 minutos. As suas dimensões são: 27, 4 m de comprimento, 9,14 m de boca e 5,18 m de calado imobilizado que se reduz a 1,52 m à velocidade de cruzeiro. (3)

HIGH SPEED FERRY – é um navio convencional que atinge altas velocidades de cruzeiro para o seu tipo, devido à grande potência instalada: 12000BHP para uma tonelagem bruta de 1136 ton, atingindo uma velocidade de cruzeiro de 27 nós., fazendo o percurso entre Macau e Hong Kong em cerca 1 hora e 30 minutos. Tem uma lotação de 660 passageiros e as suas dimensões são: 57,79 m de comprimento, 10,20 m de boca e 2,66 m de calado (3)

Da folha lembrança n.º 22, sobrescrito do 1.º dia de circulação, com o seu motivo e a reprodução dos selos e da obliteração de 1.º dia.
Dados Técnicos

(1) Foram emitidos nesse dia, 4 postais com o mesmo motivo, ao preço de 60 avos.

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes-ii/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/07/15/noticia-de-15-de-julho-de-1988-filatelia-meios-de-transportes-tradicionais-2o-grupo/

(3) SOARES, Comandante António Martins  ( Director dos Serviços da Marinha) in folha lembrança n.º 22 do C.T.T.

Extraído de «Aurora Macaense», Vol. I, n.º32 de 19 de Agosto de 1843

Extraído do suplemento n.º 15 de 21 de Setembro de 1890 de «As Colónias Portuguesas», revista ilustrada de Lisboa.

Extraído de «BGPMTS», I-41 de 28 de Julho de 1855, p. 162

NOTA 1 – “Côxam” – verbo: cochar – em náutica torcer cabos

NOTA 2 – Este episódio está datado em 28-08-1855 em GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954 e SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 3, 1995 e Vol II, 2015)

NOTA 3: “Formou-se provavelmente no Pacífico e atingiu Macau vindo de E. Os chineses classificaram-no como «Tufão Pequeno» por ter produzido pouco estragos. O vento soprou de N e NE rondando mais tarde para E e SE ao mesmo tempo que diminuía de intensidade. (NATÁRIO, Agostinho Pereira – Tufões que assolaram Macau, 1957

No dia 8 de Julho de 1985, comemorou-se em Macau, o Dia da Marinha, com um programa recheado de actividades, onde os marinheiros que prestavam serviço no Território puderam comemorar a data de exaltação do seu ramo.

Jardim Vasco da Gama – monumento a Vasco da Gama Revista «Nam Van», n.º 15, 198

Até 1998, o Dia da Marinha Portuguesa era celebrado a 8 de julho, data da partida da armada de Vasco da Gama de Lisboa, em 1497. Desde 1998, este dia passou a ser celebrado a 20 de Maio, em homenagem ao grande feito de Vasco da Gama (c.1469-1524). Trata-se do dia em que a sua pioneira armada, que pela primeira vez na história ligou, por via marítima, a Europa ao Oriente, chegou a Calecute, na Índia, em 1498. Com esta alteração, pretendeu-se dar enfâse ao cumprimento do objetivo perseguido durante décadas, o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. https://www.marinha.pt/pt/a-marinha/simbolos-tradicoes/Paginas/dia-da-marinha.aspx

Em Portugal foi emitido nesse ano, uma Medalha comemorativa “DIA DA MARINHA 1985”, com as seguintes indicações: medidas – Diâmetro – 8 cm; Espessura 4 mm; Medalha Assinada – Esc. Eduardo Leitão / Gr. Adolfo CUNHARTE; Peso – 184 gramas

Anverso – DIA DA MARINHA 1985 – Nau Portuguesa Séc XV (Gravura da Época) (1)
Reverso – Pedro Reinel – 1485 , autor da mais antiga  carta portuguesa que se conhece

(1) Imagem retirada do sítio de vendas on line «coisas» https://www.coisas.com/Medalha-Dia-da-Marinha-1985,name,222534565,auction_id,auction_details

Relato sumário das acções realizadas pela Canhoneira “Tejo” desde a saída de Macau no dia 21 de Maio até voltar a 27 de Maio de 1876, período em que esteve, no dia 24 de Maio, em Hong Kong, nos festejos do aniversário natalício da Majestade Britânica (1)

Extraído de «BPMT», XXII – 23 de 3 de Junho de 1876

O primeiro tenente Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, (2) foi nomeado comandante da Canhoneira “Tejo” (3) em despacho de El-Rei de 4 de Março de 1876, em substituição do primeiro tenente da armada Fernando Augusto da Costa Cabral (4)

Extraído de «BPMT», XXII – 24 de 10 de Junho de 1876,

(1) Rainha Vitória (24 de Maio de 1819 – 22 de Janeiro de 1901) do Reino Unido de 1837 até à sua morte

(2) Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, (1844 -1923) (reformado com o posto de Almirante), filho do Governador João Maria Ferreira do Amaral, Tinha 5 anos quando o pai foi assassinado, assentou praça na marinha aos 12 anos de idade; em 1855 era aspirante; e em 1861 completou o curso sendo promovido a guarda marinha em Agosto de 1866 e a primeiro-tenente em 1874. Nesse meio tempo, comandou os seguintes navios: «Penha Firme», o couraçado «Vasco da Gama, em que foi à inauguração do canal de Kiel na Alemanha; imediato da corveta «Mindelo», da fragata «D. Fernando» e comandante da corveta «Duque da Palmela». Como comandante do vapor «Tete» participou na expedição à África Oriental, tomando parte em três combates. Governou S. Tomé e Moçâmedes em 1878 e 1879. Em 1882 nomeado governador de Angola e em 1886 governador da Índia. Ministro da Marinha em 1892 e ministro interino dos Negócios estrangeiros em 1898.

Foi comandante da Estação Naval de Macau de 1876 a 1878. Em 1878 levou a Bangkok na canhoneira «Tejo», o Governador de Macau Carlos Eugénio Correia da Silva, que lá foi em missão diplomática. Esta missão regressou a Macau a 20 de Março de 1878. Ferreira do Amaral que não se dava bem com o governador Correia da Silva, (episódio que relatarei em próxima postagem) recusou receber o mandarim da Província de Cantão que vinha a Macau, em Julho de 1878, pois não podia suportar a afronta à memória do pai. Na véspera entregou o Comando da canhoneira ao oficial imediato e foi para o Hong Kong. O governador vingou-se, pedindo a sua exoneração a El Rei, e Ferreira do Amaral foi exonerado do comando com regresso imediato ao reino. (TEIXEIRA, Mons. Manuel – Marinheiros Ilustres Relacionados com Macau, 1988, pp. 117-118.)

(3) Ver anteriores referências à Canhoneira «Tejo» em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canhoneira-tejo/

Na Revista “O Occidente”, XIII- n.º 418 de 1 de Agosto de 1890, na página 171 aparece um apontamento quanto à duração da estadia em Macau da canhoneira, na nota de rodapé do artigo “Apontamentos sobre a Marinha de Guerra dos Diversos Países – Marinha de Guerra Portuguesa”::

(4) Fernando Augusto de Costa Cabral (1839-1901), filho de António Bernardo da Costa Cabral, 1.º conde de Tomar e 1.º marquês de Tomar, instaurou o “Cabralismo” em Portugal) )   irmão de António Bernardo da Costa Cabral, 2.º conde de Tomar, foi oficial na marinha, contra-almirante, condecorado com a medalha da Crimeia e cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, e foi ajudante de campo do rei D. Carlos. O pai adoeceu gravemente em Nápoles, , em princípios de Setembro de 1885, sendo trzido para Portugal a bordo da corveta Estefânia, então sob o comando do seu filho Fernando Augusto da Costa Cabral. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Bernardo_da_Costa_Cabrall

Pequeno trecho extraído da “Noticia sobre as Lorchas de Macau” do livro “Macau em 1850 – Crónica de Viagem” de Carlos José Caldeira, Capítulos XXXI- XXXII, pp.193 e 205 (1)

“Em 25 de Abril de 1851 saiu da rada de Macau a corveta. Joaõ I, com destino para Xangai, onde havia pouco tempo fora reconhecido pelas autoridades chinesas o cônsul português, e convinha ali fazer tremular pela primeira vez o nosso pavilhão de guerra. O comandante da corveta levava instruções para recolher informações sobre o procedimento de várias das lorchas de Macau, nas costas do Norte da China, e para adoptar providências oportunas paras erem castigados os excessos e crimes por elas praticados, do que havia contínuas queixas em Macau dirigidas pelo governador de Hong Kong, que pedia ou antes exigia sérias medidas a tal respeito. Desgraçadamente estas queixas tinham em grande parte fundamento, e para elas bem se compreenderem entrarei em algumas particularidades sobre as lorchas de Macau, e importância do seu tráfego; assunto pouco conhecido, porém curioso em mais de um sentido.

Ainda em 1835 contava a praça de Macau 18 navios de longo curso: hoje tem apenas 8 e são: barcas, 2 brigues e 3 escunas. As lorchas da mesma praça andam por 60 actualmente em serviço, medindo ao todo umas 4 000 toneladas.

Há 8 lorchas de 100 toneladas para cima, contando a maior 146; há 34 de 50 a 100 toneladas, e as restantes são para menos de 100 toneladas, sendo a mais pequena de 38.

Estas lorchas montavam 557 canhões de calibres diferentes, a saber:

Calibre 1 …………..………… Canhões   35

Calibre 2 …………..……..…. Canhões   71

Calibre 3 ………………..…… Canhões   82

Calibre 4 …………..….…..… Canhões 198 

Calibre 5 ………..…………… Canhões 134

Calibre 9 …………..…………. Canhões   16

Calibre 12 ………..…..……… Canhões   15

Calibre 18 ………………..….  Canhões     5

Calibre 24 Paixhans……… Canhões     1

                           Total ……………….…..557

A lorcha de maior força montava 20 peças e tinha portinholas para mais 2: as mais pequenas tem de a 6 peças, e em quase todas estão montados em rodizio os canhões do calibre superior.

Os armamentos e apetrechos de guerra eram os seguintes:

Espingardas ………………………………….….. 304

Lanças ……………………………….……………….423

Espadas …………………………………………..….182

Machados………………………………………………81

Pistolas ……………………………………………..….54

Balas …………………………………………..….15 725

Metralha em libras portuguesas ……….14 131

Barris de pólvora …………………………..…….502

O total das lorchas, pelas matrículas correspondentes quando se fazem ao mar, levam termo médio de 380 a 420 portugueses, e de 480 a 525 chinas….(…). Estas lorchas foram feitas em Macau, e grande parte nos anos de 1847 e 1848, e algumas posteriormente. Esta cidade apresenta muitos recursos e operários para as construções navais, e em poucos meses bastantes lorchas se poderiam fazer e apetrechar. … (…)” (1)

Boletim do Governo da Província de Macau, Timor, e Solor, VI, n.º 28 de 31 de Maio de 1851, p.86

“Em 21 de Maio, com excelente tempo, viu-se entrar na rada de Macau a corveta D. João I, toda empavesada e até com sobrejoanetes largos. Causou isto geral supressa, e logo grande desgosto ao governador. A corveta vinha arribada, e falhara a comissão de Xangai. … (…). Em 27 de Maio, 5 dias depois de arribada, saiu a corveta para Vampu no rio de Cantão, onde esteve algum tempo fundeada, e dali regressou para Macau.” (1)

(1) CALDEIRA, Carlos José, Macau em 1850 – Crónica de viagem. Quetzal Editores, 1997, 342 p. Anteriores referências a este autor: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/carlos-jose-caldeira/

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I – 27 de 25 de Março de 1873
Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I – 28 de 1 de Abril de 1873

NOTA: Thomas de Villa Nova Ferrari (1814 – 1873) – curso de Matemática da Real Academia de Marinha em 1931, guarda-marinha em 1833, 2.º tenente em 1843 ,em 1846 – Governador das Ilhas de Cabo Delgado, 1.º tenente em 1850, Capitão Tenente em 1859, atingiu posto máximo de Capitão-de-fragata em 1859. Embarcou em várias corvetas (entre elas, a sua última missão a Macau no «Duque de Palmela»), (1) escunas, brigues e fragatas. Maçon, iniciação antes de 1869. (2)
Anteriores referências à corveta «Duque de Palmela” (1) em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/corveta-duque-de-palmela/
(1) D. Pedro de Sousa Holstein (1781–1850), conde (1812), 1.º Marquês de Palmela (1823) e 1.º Duque do Faial (1833),  depois 1.º Duque de Palmela, concedido em vida (1833) e depois, em 1850, foi tornado de juro e herdade. Foi militar, político, diplomata e herói das Guerras Liberais. O Duque de Palmela foi o representante de Portugal na assinatura do tratado com a Inglaterra (Lord Aberdeen) sobre a abolição da escravatura, no dia 3 de Julho de 1842.
(2) VENTURA, António – A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria. Nova Veja, Limitada,  2013, 247 p.

«BGPMTS» VII-8 de 21 de Fevereiro de 1852, p. 30

Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/brigue-mondego/
NOTA : na publicação mensal “Annaes Maritimos e Coloniaes” de 1846 (disponível na net) aparece a colocação do então Guarda Marinha, de 26 anos de idade, Augusto Eduardo d´Alincourt-Braga (1820-1832)  do «Brigue Vouga» para a nau «Vasco da Gama» e no mesmo despacho , «mandado desembarcar da Nau».