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Relação dos navios e lorchas portugueses da praça de Macau existentes no ano de 1858, elaborado pelo Capitão interino do porto, Guarda Marina António Fernandes da Cunha  e publicado nos «Annaes do Consultivo Ultramarino» do ano de 1959.

Baía de Praia Grande c. 1855, artista chinês desconhecido, guache

No dia 20 de Janeiro de 1954, visitou (visita oficial) Macau o Comandante-em-chefe da esquadra Inglesa no Extremo-Oriente, vice-almirante Sir Charles Edward Lambe (1) tendo chegado à Rada a bordo do «HMS Alert». Regressou a Hong Kong na manhã do dia  21 de Janeiro.
Esta visita foi noticiada e publicada no «Boletim Geral do Ultramar» de Março de 1954 (2)

A esposa do governador de Macau, tendo à esquerda o almirante inglês e à direita seu marido
O almirante inglês tendo à esquerda a esposa do governador e à direita a do comandante da força naval portuguesa no Extremo Oriente.
O governador de Macau, discursando
O almirante inglês, respondendo

(1)Comandante em Chefe da esquadra inglesa no Extremo Oriente de Março de 1953 a Março de 1954 . Pode ver e ler a biografia (em inglês) de Sir Charles Edward Lambe em
https://www.youtube.com/watch?v=yG_Dt6aaz_w
https://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Lambe
(2) «Boletim Geral do Ultramar» XXIX-345, Março de 1954.

Ceia de Natal dos polícias de Macau
O Governador de Macau procedendo à distribuição do bodo (distribuição de alimentos, dinheiro e vestuário aos pobres, em dias festivos) às famílias dos bombeiros falecidos.
Festas desportivas nas escolas, realizadas no dia de Natal
Distribuição de merenda e prendas às crianças no Jardim de Camões
Aspecto da festa militar desportiva no dia de Natal

Extraído de «BGC» XXVI-296, 1950.

Acerca da explosão da fragata «D. Maria II»,já descrita em anteriores postagens, (1) no dia 19 de Outubro de 1850, na Ilha da Taipa, a «Revista Universal Lisbonense» de Portugal,  no dia 2 de Janeiro de 1951 (2) publicava o seguinte:
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fragata-d-maria-ii/
(2) «Revista Universal Lisbonense» n.º 17, 1851.

Emissão do sobrescrito de 1.º dia de circulação (e obliteração de 1.º dia) , no dia 25 de Outubro de 1985, pelos CTT,  com o seguinte motivo:

“BARCOS DE CARGA”

e o lançamento de 4 selos com o mesmo motivo, no valor de 50 avos, 70 avos, 1 pataca e 6 patacas.. O “design” é de Ng Wai Kin.
Apresento a pagela n.º 18 dos Correios e Telecomunicações de Macau.
As embarcações tradicionais chinesas designam-se genericamente por LORCHAS ou JUNCOS, e a sua diversidade é grande, não tanto pelo aspecto – que, a olhos leigos e à primeira vista se apresenta idêntico – mas em pormenores e particularidades derivados das suas aplicações na pesca, no tráfego local e outras. A presente emissão diz respeito às embarcações de tráfego local.
A construção dos barcos mais antigos, à vela, hoje raríssimos, designados por “TOUS”, é baseada inteiramente sobre a experiência de largos anos, transmitida de geração em geração. Como madeiras de construção, eram principalmente empregadas a TECA, a CÂNFORA, o CHAU e a ENTENA, que é um pinho mole e resiste bastante à água. O tabuado de grossura conveniente colocava-se sobre formas experimentadas só depois se fixando o cavername e as anteparas. As portas de leme, de grande dimensão, e de correr – o que permitia facilmente o encalhe quando necessário e inteiramente perfuradas em losangos, facilitando assim a manobra. Os barcos em geral não se pintavam. Os alojamentos do pessoal situavam-se em cubículos à popa e acima de convés. Os mastros eram colocados a chamarem o centro de impulsão vélico bastante a vante, o que permite velejar em locais estreitos. As velas eram esticadas por vergas relativamente pesadas, o que fazia dispensar os “rizes” pois, vela e vergas se arriavam só pela manobra duma simples adriça.
Actualmente, a quási totalidade das embarcações de tráfego local, utilizadas no transporte de mercadorias, são de propulsão e motor, grande parte delas construídas em madeira. Nos dois últimos anos, à medida que as antigas ponte-cais do Porto Interior vão sendo reconstruídas em betão armado, permitindo o manuseamento de contentores, as embarcações de madeira estão a ser substituídas por pequenos navios porta-contentores, em ferro, de característica adequadas às limitações hidrográficas do delta.”

Comandante João Manuel Nobre de Carvalho (1)
Director dos Serviços de Marinha de Macau.

Dados Técnicos (em português, chinês e inglês)

(1) João Nobre de Carvalho oficial da Armada Portuguesa (tendo atingido o posto de Contra-Almirante), apresentou-se- na Capitania dos Portos de Macau em 14 de Agosto de 1981, ficando a residiu na Fortaleza de Bom Parto, residência tradicional do Capitão dos Portos. Nesta data, o Chefe da Repartição dos Serviços da Marinha desempenhava simultaneamente as funções de Capitão dos Portos e Presidente do Concelho de Administração das Oficinas Navais, onde se construíam lanchas para a Polícia Marítima e outras embarcações para os serviços de Marinha. Terminou a comissão em Macau em 31 de Agosto de 1985. (Informações retiradas do livro de memórias CARVALHO, João Nobre de – Contra Ventos e Marés. Livros do Oriente ,2006, 438 p. ISBN 99937-866-0-8

O Directório de língua inglesa (1) de 1888 apresentava a lista dos navios portugueses que constituíam a esquadra naval portuguesa na China.
A corveta «Bartolomeu Dias» (2) foi uma corveta mista – com propulsão à vela e a vapor – ao serviço da Marinha Portuguesa, entre 1858 e 1905.
A corveta foi construída, em madeira, no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, em 1858, sendo a primeira corveta da Marinha Portuguesa com propulsão a vapor.
Na sua viagem inaugural, foi responsável por trazer para Portugal D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, noiva do Rei D. Pedro V de Portugal. O navio foi comandado desde a sua entrada ao serviço, pelo infante D. Luís, irmão do Rei e oficial da Marinha.
A corveta Bartolomeu Dias foi incendiada em Angola, em 1905, por já não se achar em condições de utilização.
Lançamento:2 de janeiro de 1858
Período de serviço: 1858 – 1905 (desmantelado)
Deslocamento :2377 t
Propulsão: três mastros de velas redondas
Máquina a vapor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolomeu_Dias_(corveta)

Chegada a Lisboa da Rainha Dona Estefânia a bordo da corveta “Bartolomeu Dias”
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolomeu_Dias_(corveta)#/media/File:CorvetaBartolomeuDias1859.jpg


As canhoneiras Rio Lima (1875-1910), Rio Vouga (1882-1909), Rio Sado, (1875-1921) e Rio Tâmega (1875-1921) (3) fazem parte da chamada classe «Rio Lima». A canhoneira Rio Vouga foi construída no Arsenal de Marinha em Lisboa, e as restantes em Inglaterra. (4)

A canhoneira Rio Vouga (1882-1909)

Características técnicas:
Deslocamento: 645 toneladas
Dimensões: 45,4 m comp; 8,6 m boca; 3 m calado
Armamento: 2 peças de 9 libras; 2 peças de 4 libras; 1 peça de 3 libras
Propulsão: 2 mastros de velas; 1 maq. de 500 h.p.; 1 maq. 750 h.p.; 1 veio = 10 nós
Guarnição: 100 marinheiros
http://osrikinhus.blogspot.pt/2009/10/canhoneira-rio-vouga-1882-1909.html
A canhoneira Tejo (1869 – 1900) foi construída nos estaleiros do Arsenal da Marinha em Lisboa.
Wenceslau de Morais esteve em serviço nas canhoneiras Tejo (1889 até 1891) e Rio Lima (de 8-07-1888 a 31-09-1889)
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canhoneira-tejo/

Canhoneiras “Guadiana” (1879-1892); Tejo (1869-1900) e “Faro” (1878-1912)
http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2012/07/marinha-de-guerra-no-sec-xix-1.html

O vapor Dilly (1893-1905) foi adquirido em 1891 para operar em Timor. Foi abatido ao efectivo em 1905.
Por Portaria de 17 de Dezembro de 1892 foi determinado que deveria ser considerado relativamente ao Governo de Macau e ao Comando da respectiva Divisão Naval nas mesmas circunstâncias de qualquer dos vapores da flotilha do Zambeze. Em 1899 foi entregue ao Governo do distrito autónomo de Timor.
Por Despacho Ministerial de 17 de Outubro de 1905 foi mandado abater à lista dos navios de guerra.
https://arquivohistorico.marinha.pt/details?id=5257
NOTA: Esquadra de Guerra Portuguesa em 1880:
Corveta-Couraçada: “Vasco da Gama”;
Corvetas: “Bartolomeu Dias”, “Estefânia”, “Duque da Terceira”, “Sá da Bandeira”, “Rainha de Portugal” e “Mindelo”;
Canhoneiras: “Tâmega”, “Sado”, “Rio Lima”, “Tejo”, “Douro”, “Quanza”, “Bengo”, “Mandovi”, “Rio Ave”, “Guadiana”, “Tavira”, “Faro” e “Lagos”;
Transportes à Vela: “África” e “Índia”;
Transportes a Vapor: “Guiné” e “Fulminante”;
Navios-Escola: Fragata “D. Fernando II e Glória”, Corveta “Duque de Palmela” e Corveta “Sagres”.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_navios_de_guerra_portugueses
(1) Retirado de “The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits”, 1888.
https://books.google.pt/books?id=zYpEAQAAMAAJ&printsec=frontcover&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=false
(2) Corveta – Antigo navio de guerra com três mastros; moderno navio de guerra dotado de armas antiaéreas e anti-submarinas.
Por Corveta começaram a ser designados no século XVIII os navios de guerra semelhantes às fragatas, mas de menor dimensão. Tal como as fragatas, as corvetas tinham três mastros de velame, mas, ao contrário daquelas, não dispunham de uma bateria inteira coberta de canhões.
http://salvador-nautico.blogspot.pt/2010/04/corveta_14.html
(3) O A canhoneira “Tamega” está referenciada no Directório de Macau de 1885, com a seguintde guarnição:
(4) Uma canhoneira é uma embarcação armada com um ou mais canhões. O termo é bastante genérico e foi aplicado a vários tipos de embarcações de guerra. No entanto, a partir de meados do século XIX, foi usado, sobretudo para designar as embarcações de pequeno e médio porte, usadas pelas grandes potências no policiamento naval das suas colónias.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Canhoneira

Notícia publicada no jornal de Macau “A Verdade” de 18 de Agosto de 1928 e reproduzida no Boletim Geral das Colónias (1)
NOTA: A “Royal Air Force“ (RAF) estava instalada em Kai Tak desde 1927 e tinha os hidroaviões bombardeiros  da geração doss “Fairey IIIF ” (aparelhos de dois lugares motorizados com motores “Napier Lion”), utilizados pela RAF de 1926 a 1934.  A “RAF KAI TAK”  além das missões militares actuava também no combate à pirataria nos mares da China. Foi transferida em 1938, para “Sek Kong Airfield” nos Novos Territórios onde esteve até  1999, ano da entrega de Hong Kong à RPChina. Durante a ocupação japonesa de 1941 a 1945 o aeroporto de Kai Tak foi a base dos aviões japoneses “A6M Zero”.
https://en.wikipedia.org/wiki/RAF_Kai_Tak
http://www.rafweb.org

http://asasdeferro.blogspot.pt/2015/09/fairey-iii.html

Anteriores referências ao Centro de Aviação Naval da Taipa e à Aviação Naval  em Macau:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/06/23/centro-de-aviacao-naval-de-macau-taipa-1928/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviacao-naval/
(1) «BGC», n.º 40 , Outubro de 1928.