Archives for posts with tag: Praia Grande

Retirado (disponível na net) em:
The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits … , 1904, p. 492

Referências anteriores a estes dois hóteis em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-bela-vista-boa-vista/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-riviera/

Retirado do BGU, Abril de 1962.

Um artigo sobre Macau numa revista portuguesa de 1922, escrito por Silvestre de Santa Martha (1)

NOTA: A foto que acompanha o artigo, já tinha sido apresentada pela mesma revista em 1920 com o título “PROVÍNCIA DE MACAU – Praia Grande (Vista geral)”.
(1) SANTA MARTHA, Silvestre – MACAU in «Revista Colonial»,  Ano X, II série, n.º 8, Fevereiro de 1922, pp. 235/236.

Foi promulgado em 20 de Março de 1588, o primeiro regimento da Ouvidoria de Macau cuja existência datava de 1580, tendo Rui Machado sido o primeiro Ouvidor. (1) (2)
Desde Rui Machado do que foi, em 1580, o primeiro ouvidor, até Amaral, que foi o último (1837), Macau andou sempre em luta com os poderes excessivos que estes ouvidores usavam.
A Ouvidoria era tão odiada e achava-se em tal contradição com o bem-estar da Colónia, que D. João V aboliu-a.
Foi porém, restabelecida mais tarde, em 1784, na pessoa de Lázaro da Silva Ferreira.
A Ouvidoria, aumentada em breve com as jurisdições concedidas pelo alvará de 26 de Março de 1803, veio a ter um poder enorme.
A Fazenda, a Câmara, a Alfândega, a Misericórdia, os Órfãos, as Confrarias, as Capelas, os Presídios , os Defuntos e Ausentes, em geral, tudo quanto era administração, estava nas suas mãos, além do próprio ofício de julgador, letrado único na terra, de quem todos dependiam.
Com tal poder, a vontade do Ouvidor era pouco menos que lei.
Não tendo superior no ramo judicial, pois que na mesma Junta de Justiça e da Coroa eram os ouvidores os primeiros vogais, relatores, intérpretes das leis, e quem as aplicava e julgava de direito e de facto, o que era um Ouvidor, desde 1784, senão um pequeno rei?
Em 1738 principiaram os bens municipais a confundir-se com os da Fazenda Real, aproveitando-se o Ouvidor A. Pereira dos Santos deste facto, para se intrometer na administração do Senado.
Publicou, pois, um artigo de lei, em que dizia que, achando-se os bens do Senado misturados e confundidos com os da Fazenda Real, era por esse facto precisa a assistência do Ouvidor na administração do Senado.
Foi deste modo que os ouvidores entraram na administração do antigo Senado.
Este, mais ou menos maniatado pelas medidas tomadas, em 1784, pelo Governo da Índia, não pôde opor-se a semelhante intrusão.” (3)

Residência do Governador no ano de 1845 e fortim de S. Sebastião (Praia Grande)

(1) O primeiro ouvidor de Macau foi Ruy Machado que tomou posse do seu cargo em 1580.Os outros membros do Senado eram dois juízes  ordinários, três vereadores e um procurador da cidade, a cujo cargo estava a gerência dos dinheiros públicos. GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(2) “Em 1580, os portugueses habitantes de Macau procederam, por iniciativa própria, à eleição do Ouvidor e impuseram leis de Portugal em Macau. Foi esta a primeira tentativa de os portugueses habitantes de Macau estabelecerem no Território uma estrutura administrativa. Em 1586, o Senado de Macau voltou a pedir a cessação do poder jurisdicional do Capitão sobre Macau, e finalmente, obteve a autorização do Rei de Espanha. Em Fevereiro de 1587, o Rei de Espanha nomeou um Ouvidor para Macau para governar os assuntos de administração e de justiça.”
HG Siu Yu – A Administração de Macau ao Longo da sua História . Administração, n.º 34, vol. IX, 1996-4.º, 1015-1028.
(3) COLOMBAN, Eudore de – Resumo da História de Macau, 1927, pp.89-91.

O prédio N.º 27 da Praia Grande, denominado Palácio do Cercal (que estava arrendada ao Estado para habitação do Governador desde 1876 (1) tendo sido penhorado em execução movida pelo Chartered Bank of Índia, Australia & China, contra a Viscondessa do Cercal, foi posto em arrematação pelo Juízo de Direito, no dia 18 de Março de 1881, para ser arrematado a quem cobrisse a importância do valor de quatro quintas partes da sua avaliação, que era de $ 25.068,66  (2)
O Governo Central aprovou a compra por arrematação em praça do Palácio do Cercal por 20.080 patacas em 17 de Maio de 1881.

Postal da década 90 (século XX), da série MACAU 澳門 – LH101 –
澳督府 (3)- Government Palace
Verso do postal: em chinês, japonês, inglês, português e francês
“Former residence of the family of Baron of Cercal in 19th century, today is the Government Palace”

(1) 11-01-1876 – Contrato de arrendamento do Palácio do Visconde de Cercal, sito na Praia Grande, para habitação do Governador. Foi depois Palácio do Governo até 1999 e após essa data, sede oficial do Chefe do Executivo de Macau e do seu Governo.
(2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(3) 澳督府mandarim pīnyīn: ào dū fǔ; cantonense jyutping: ou3 duk1 fu2
Anteriores referências ao Palácio do Cercal
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/palacio-do-governo-do-cercal/

Artigo de Maria Ana Acciaioli Tamagnini  “Uma festa chinesa em Macau” publicado no jornal de Macau «A Pátria» (n.º 808 – Março de 1928) e republicado no Boletim Geral das Colónias, em 1928