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Notícia extraída de «A Aurora Macaense». I-40 de 14 de Outubro de 1843.

A publicação “ Description of a View of Macao in China, now Exhibiting at the Panorama, Leicester Square”, de 1840, (1) apresenta dois desenhos de Robert Burford, (2) do Porto Interior de Macau.
O primeiro – uma vista do Porto Interior (da Penha à Guia), assinalando com uma numeração os principais pontos de interesse (salientando as residências dos britânicos) acompanhados depois no texto com uma pequena descrição de alguns destes pontos;
o segundo – a mesma vista mas dos barcos ancorados nas águas do Porto Interior.
Reproduzo o primeiro destes desenhos, decompondo-o em três partes, acompanhado dos textos:
………………………………………………………………………….continua
(1) “Description of a view of Macao in China now exhibiting at panorama , Leicester Square, painted by the proprietor Robert Buford, London, 1840″, 12 p. Digitalizado por “Internet Archive”/ “Google” de “The Getty Research Institute” / Cornell University
https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?d=gri.ark:/13960/t6938b464&view=1up&seq=7
https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=coo.31924023217676&view=1up&seq=16
(2) Robert Burford, 1791-1861. Artista conhecido pela série de “Panoramas” dos muitos sítios que visitou e que foi publicando de 1827 a 1846 – disponível na net.

Mais duas fotografias publicadas no Anuário de Macau de 1922 (1) (infelizmente sem grande nitidez) com o ´titulo de “MACAU ARTÍSTICO”

Vista parcial da cidade: à esquerda a Praia Grande, à direita a ilha Verde e parte do pôrto interior; no fundo a ilha da Lapa
Rada de Macau:à direita vê-se a Praia Grande; ao centro o Chunambeiro e a colina da Penha, à esquerda a ilha da Lapa e entrada do pôrto interior

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/07/09/macau-em-1922-fotografias/

Postais de Macau publicados no «Jornal Único» de 1898 (1)

NOTA:Os chichés das vistas photographicoas foram tirados pelo photographo amador Carlos Cabral. Todos os trabalhos respeitantes a este «Jornal Único» foram executados em Macau

Praia Grande
Palácio do governo – Edifício das repartições públicas

Extractos do artigo publicado neste mesmo jornal, “Praia Grande” de António Joaquim Basto

Porto Interior

Extractos do artigo publicado neste jornal, “O Porto Interior de Macau” de A. Talone da Costa e Silva
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jornal-unico/
http://purl.pt/32511/3/html/index.html#/1

Neste dia, 27 de Julho de 1862 (ver também anterior postagem de 27-07-2012) (1) perderam-se 40.000 vidas em Cantão, Hong Kong, e Macau, devido a um horrível tufão.
Retirei este extracto – descrição do temporal e os estragos – do «Boletim do Governo de Macau», VIII- n.º 35 de 2 de Agosto de 1862.

Descrição de Macau, de 1822, em inglês, com o título “Entrance to Canton from tha Sea” publicado no periódico “The Indo-Chinese Gleaner” (1) no Capítulo “I.Indo-Chinese Literature I.Annals of Canton“
(1) “The Indo-Chinese Gleaner”, n.º XX, April, 1822, pp.280-283.
https://digital.staatsbibliothek-berlin.de/werkansicht?PPN=PPN771550391&PHYSID=PHYS_0053&DMDID=DMDLOG_0001

TSYK I-38 de 23 de Junho de 1864.
TSYK I-40 de 7 de Julho de 1864.

J. De Amorie Van der Hoeven, (1825-1877) foi cônsul da Holanda em Cantão de 1855 a 1866, sucedendo a Tonco Modderman. (1) Van der Hoeven era comerciante de gengibre, especiarias e óleos de utilização na culinária, com uma empresa em Cantão desde 1848, com o seu nome ( estva registada também em Macau), no quarteirão dos estrangeiros nessa cidade. Em Fevereiro de 1856 chegaram a Cantão dois jovens holandeses Albrecht e Von Faber, mandados pelo Governo holandês para aprender a língua chinesa (os dois primeiros sinologistas holandeses) , ficando a cargo e à tutela do cônsul Van der Hoeven e em cuja casa residiram. No entanto os estudantes tiveram que sair de Cantão por causa do incidente com o barco chinês «Arrow», que viajava com bandeira inglesa. Foi tomado pelas autoridades chinesas sob o pretexto de pirataria e contrabando (doze marinheiros presos e torturados) em 8 de Outubro de 1856. Os ingleses consideraram este acto um insulto e ao falharam as negociações atacaram Cantãp em 23 de Outubro.
Os ingleses atacaram Cantão pela 2.ª vez em 3 de Dezembro e os chineses incendiaram as empresas e fábricas estrangeiras em 14-15 de Dezembro. Assim, todos os estrangeiros abandonaram Cantão. Van der Hoeven e os estudantes vieram para Macau a 8 de Novembro, mantendo Van der Hoeven oficialmente o título de cônsul de Holanda em Cantão. Em 1857 vivia numa bela mansão com um grande jardim na Praia Grande e os estudantes viviam no 2.º andar dessa residência. Depois destes dois estudantes (estiveram dois anos e meio em Macau) outros vieram para aprendizagem da língua chinesa (na correspondência do cônsul com os governantes holandeses, apontava-se a polémica de ser mais vantajosa a aprendizagem do chinês cantonense ou do mandarim).
Os ingleses e franceses ocuparam Cantão de Janeiro 1858 a Outubro de 1858. (2)
(1) Toco Modderman (1813 -1858) comerciante, que estava em Cantão desde a década de 40 foi nomeado em cônsul da Holanda nessa cidade de 1854 a 1855.
(2) KUIPER, Koos – The Early Dutch Sinologists (1854-1900) (2 vols): Training in Holland and China, Functions in the Netherlands Indies. Leiden; Boston:Brill, 2017.