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Aviso de 1 de Dezembro de 1854, em português e chinês, de uma nova carreira de vapores entre Macau, Hong Kong, Vampú e Cantão, pela “Companhia Peninsular e Oriental de navegação a vapor”.(1) O vapor de Cantão para Hong Kong era aos sábados e fazia escala em Macau bem como o vapor de Hong Kong para Cantão, às terças feiras. (2) (3)

Extraído de «BGPMTS», I-8 de 9 de Dezembro de 1854, p. 32.

1 – “Peninsular and Oriental Steam Navigation Company” (Companhia Peninsular & Oriental de Navegação a Vapor) – uma das maiores companhias de navegação transoceânica a vapor em 1858 – de bandeira Britânica fundada em 1836  com 39 embarcações e toneladas: 49,416 (em 1891: 199 911 toneladas; em 1901: 313 343 toneladas). Sir Thomas Sutherland era o presidente e o maior acionista da Companhia. (MANTUANO, Thiago – A Revolução dos Vapores na Navegação Marítima Mantuano em: http://www.abphe.org.br/uploads/ABPHE%202017/3%20A%20Revolu%C3%A7%C3%A3o%20dos%20Vapores%20na%20Navega%C3%A7%C3%A3o%20Mar%C3%ADtima.pdf

(2) Extraído de «BGPMTS», I-8 de 9 de Dezembro de 1854, p. 32.

(3) “27-11-1858 – O Boletim do Governo n.º 5, desta data, publica o Regulamento dos preços de embarcação que levam passageiros, e de carga e descarga, da Praia Grande para bordo dos vapores, etc. fundeados em frente de Macau e das lorchas portuguesas entre Macau e Hong Kong, Macau-Vampú ou Cantão. O regulamento é assinado pelo procurador Lourenço Marques (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 151)

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/companhia-peninsular-e-oriental/

No seguimento da visita do Governador António Sérgio de Souza a Hong Kong no dia 5 de Novembro de 1869, para apresentar cumprimentos ao príncipe Alfredo, Duque de Edimburgo (1), este no regresso a Hong Kong, vindo de Cantão, no dia 9 de Novembro, visitou Macau (por um dia). Veio no navio “Fire Dart”, fundeando na Rada/Praia Grande, onde já estava a corveta inglesa “Rinaldo” (2) toda embandeirada em arco por ser aniversário do Príncipe de Gales (futuro rei Eduardo VII) (3) nascido em Londres a 9 de Novembro de 1841.

Extraído de «BPMT», XV-46 de 15 de Novembro de 1869, p. 206.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/11/05/noticia-de-5-de-novembro-1869-governador-de-macau-em-hong-kong-na-visita-do-principe-alfredo-da-inglaterra-i/

(2) «HMS Rinaldo», construído em Portsmouth em 1 March 1858; lançado em 26 March 1860 , esteve ao serviço da marinha inglesa até 1884. Vendido em Abril 1884, para desmantelamento.

British Camelion-class sloop HMS Rinaldo ”
https://en.wikipedia.org/wiki/Camelion-class_sloop

(3) Eduardo VII (9 de novembro de 1841 – 6 de maio de 1910) , filho da rainha Vitória e do príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, foi Rei do Reino Unido e da Irlanda, dos Domínios Britânicos e Imperador da Índia de 22 de janeiro de 1901 até sua morte, sendo o primeiro monarca britânico da Casa de Saxe-Coburgo-Gota. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_VII_do_Reino_Unido)

Notícia das comemorações, em Macau, do aniversário natalício do rei D. Luiz I, publicada no jornal “O Independente” de 6 de Novembro (1) que originalmente (na sua maior parte) foi retirada do “Boletim da Província de Macau e Timor”. (2)   

Extraído de «O Independente», Vol. I, n.º 10 de 6 de Novembro de 1868, p. 88
Rei D. Luís I, 1862

NOTA: D. Luís I (Lisboa, 31 de outubro de 1838 – Cascais, 19 de outubro de 1889), apelidado “o Popular”, foi o Rei de Portugal e Algarves de 1861 até à sua morte. Era o segundo filho da rainha D. Maria II e seu marido, o rei D. Fernando II, tendo ascendido ao trono após a morte prematura do seu irmão mais velho, o rei D. Pedro V. https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_I_de_Portugal

Ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/31/noticias-31-de-outubro-de-1872/

(1) «O Independente», Vol. I, n.º 10 de 6 de Novembro de 1868, p. 88

(2) «BPMT» XIV-44 de 2 de Novembro de 1868, p. 202

Extraído de «BPMT», XIII-40 de 7 de Outubro de 1867, p. 239

Da noite de 22 à madrugada de 23 de Setembro de 1874, um tufão violento atravessou a foz do Rio das Pérolas causando grandíssimas perdas, considerado na história de Macau como a Calamidade do Tufão de 1874.

Extraído de «BPMT», XX-39 de 26 de Setembro de 1874, p. 108

Anteriores referências a este tufão em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-i/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/23/noticia-de-23-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-ii-incendio-no-bairro-de-santo-antonio

Na tarde de 21 de Julho de 1951, no campo dos operários (pelado) (1) defrontaram-se os primeiros classificados do campeonato militar e do campeonato civil de futebol em miniatura, (2) saindo vencedor o grupo civil Leng Yee, que derrotou o adversário por 2-0

O grupo Leng Yee com a taça que ganhou
O capitão do grupo Leng Yee recebendo a taçadas mãos do sr. Ung Tchek  Ii, representante da Associação dos Cambistas Chineses, doadora da taça

Extraído de “Mosaico”, II-1 de Agosto de 1951

(1) Lugar actualmente ocupado pelo Hotel Grand Lisboa.

“Associação de Futebol em Miniatura de Macau (AFMM) – grande regozijo a notícia do despacho do Governador cedência dum terreno nos aterros da Praia Grande para a construção dum campo para a prática de futebol em miniatura” (3)

(2) Os Estatutos do Futebol em Miniatura (vulgo Bolinha) foram aprovados em 06-11-1943 – Portaria n.º 3251 (posteriormente foram actualizados a 08-05-1963, Portaria n.º 7:245, data em que o nº de equipas inscritas eram mais de 25) (4)

A.F.M.M. inaugurou a sua nova sede bem como o campo de jogos na Praia Grande a 29-08-1953, e iniciou o Campeonato de Bolinha, no dia 1 de Setembro, de 1953, o qual foi precedido dum festival desportivo de inauguração do campo de jogos e abertura do Campeonato de Macau. Inscreveram 24 grupos, 12 portugueses e 12 chineses, os quais disputaram a prova divididos em três séries diferentes. Os três primeiros classificados de cada série disputaram entre si o título de campeão, numa «poule final». O magnífico troféu posto à disputa intitulava-se “Taça Governador Joaquim Marques Esparteiro.” (3)

(3) «Macau Boletim Informativo», Ano I, n.º 2, 31 de Agosto de 1953, p. 13)

(4) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 277).

Extraído de «A Aurora Macaense», I-12 de 1 de Abril de 1843, p. 55

A notícia saiu na “A Revolução de Setembro “ (1) no dia 15 (e não a 16) de Novembro de 1842. Este jornal citando “O Pregoeiro de Bombaim” (2) de 16 de Julho (pressupõe-se de 1842) (notícia no entanto originária do periódico “O Farol Macaense” de 1 de Julho) (3) refere que “o governador major Adrião Accacio da Silveira Pinto (4) convocara o Senado “fazendo um discurso insultante ao governo da Mãi Patria”, resignou a autoridade, e publicou à tropa esta sua deliberação”

Extraído de “A Revolução de Setembro”, n.º 589 de 15 de Novembro de 1842, p. 3

Tomou posse a 23 de Fevereiro de 1837, na Fortaleza do Monte e governou até Outubro de 1843, (1) tenho-lhe sucedido, Joze Gregório Pegado que tomou posse a 3 de Outubro de 1843.

Extraído de «O Macaista Imparcial», I- 72 de 13 de Fevereiro de 1837, p. 288

“Teve pela frente o Senado (o governador equiparou a mera câmara municipal o “Leal Senado”) e o Ouvidor unidos e, por influência externa (Ingleses), e sentiu em Macau as implicações da I Guerra do Ópio (1840-1842) ” (4) (5)

(1) O jornal “A Revolução de Setembro” ,editor responsável: J.F.S.Castro foi publicada em Lisboa de 1840 a 1901, na tipografia de J. B. da A. Gouveia.

(2) “O Pregoeiro da Liberdade”, jornal publicado em Bombaim desde 1840 até 21 de Agosto de 1844. (Annaes Marítimos e Coloniaes, 1845, p.222)

(3) Mas “O Farol Macaense”, jornal macaense, teve inicio a sua publicação em 23 de Julho de 1841, e terminou a 14 de Janeiro de 1842. O editor e redactor era Félix Feliciano da Cruz e também era proprietário da Tipografia Arménia onde era impressa o jornal. O mesmo editou na sua tipografia, um novo jornal, o semanário “ A Aurora Macaense “ que circulou de 14-01-1843 a Maio de 1844. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/felix-feliciano-da-cruz/

(4) Adrião Acácio da Silveira Pinto nomeado Governador e Capitão Geral de Macau em 4 de Março de 1836, só chegou a Macau em 14 de Fevereiro de 1837. Desembarcou na Praia Grande (com a esposa e família) tendo vindo no navio “Resolução” que saiu de Lisboa em 18 de Junho de 1836, passando por Baía (Brasil) onde esteve dois meses e por Timor onde esteve quase duas semanas.

Extraído de «O Macaista Imparcial», I- 72 de 13 de Fevereiro de 1837, p. 288

Após o seu mandato, em 2 de Outubro de 1843 Adrião Acácio da Silveira Pinto, foi nomeado pelo Governador José Gregório Pegado, em sessão do Senado de 10 de Outubro de 1843, para tratar com os comissários chineses, no sentido de se melhorarem as condições da existência política deste estabelecimento. Seguiu para Cantão no brigue de guerra «Tejo», do comando do capitão-Tenente Domingos Fortunato de Vale. Agregaram-se a esta missão, o Procurador da Cidade João Damasceno Coelho dos Santos e o intérprete interino José Martinho Marques. (6) Em 23 de Março de 1868, foi nomeado embaixador de Portugal para tratar com os plenipotenciários chineses sobre o estabelecimento de Macau. Faleceu em Lisboa, no dia 10-10-1868, no posto de Marechal de Campo. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II,2015, pp.79, 93, 94 e 99)

Ver anteriores postagens em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/adriao-a-silveira-pinto/

(5) Em 26 de Janeiro de 1841, os ingleses ocuparam a Ilha de Hong Kong  e a 29 de Janeiro, C. Elliot proclamou os direitos de S.M. Britânica sobre Hong Kong. Em 1842 com o nascimento de Hong Kong e a abertura dos cinco portos chineses nos termos do Tratado de Namquim (29 de Agosto) Macau entrou numa gradual e acelerada decadência (4)

(6)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/11/04/noticia-de-4-de-novembro-de-1843-conferencia-luso-chinesa-em-cantao/

Gravura apresentada na revista “A Illustração Luso Brasileira” de 1856, (1) com a legenda:

ILUMINAÇÃO DO PALÁCIO DO CONSUL BRASILEIRO EM MACAU

A gravura não é acompanhada de mais informações. No mesmo número deste jornal, na página 124, encontra-se uma pequena notícia do incêndio do bazar em Macau, notícia essa, com maior desenvolvimento, foi dada pelo correspondente Carlos José Caldeira, no mesmo jornal, número 12 de 22 de Março de 1856. (ver “Grande Incêndio do Bazar Chinez em Macau” na postagem de 04-01-2015) (2)

O cônsul do Brasil em Macau, nesse ano, muito provavelmente terá sido o 1.º Barão do Cercal , Alexandrino António de Mello (1809-1877) . Não tenho informações, qual a data da sua nomeação mas no Almanach Luso-Chinez de 1866”, consta o nome do Barão embora com a indicação de ausente. (3) (4)

O filho António Alexandrino foi posteriormente, em 1875, nomeado cônsul do Brasil em Macau, lugar que foi extinto com a sua morte (5)

A residência (gravura) terá sido, o original edifício, mandado construir pelo Barão do Cercal, em 1849, (arquitecto José Tomás de Aquino) e posteriormente adquirido pelo Governo (actual Palácio do Governo, na Praia Grande).

(1) “A Illustração Luso Brasileira”, n.º 16 de 19 de Abril de 1856, p. 125.

A Illustração Luso-Brasileira”, publicou-se nos anos 1856, 1858 e 1859 (Vol. 1, n.º 1 de 5 Jan. 1856 ao Vol. 3, n.º 52 de 31 Dez. 1859), por iniciativa de António José Fernandes Lopes, também editor do Jornal “O Panorama”. http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/FichasHistoricas/IlustrLusoBr.pdf

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/04/noticia-de-4-de-janeiro-de-1856-grande-incendio-do-bazar-chinez-em-macau/

(3) “Almanach Luso-Chinez de 1866”, p. 45

NOTA: Nesse ano 1866, o cônsul da Itália em Macau era António Alexandrino, 2.º Barão do Cercal (também ausente), filho de Alexandrino António (1.º Barão)

(4) Alexandrino António de Mello (1809-1877): 1.º Visconde (Decreto de 13 de Março e Carta de 5 de Abril de 1867) e 1.º Barão do Cercal (Decreto de 11 de Dezembro de 1851 e Carta de 5 de Janeiro de 1852) em duas vidas. Faleceu no «Hotel Beauvan» em Beauvan, junto a Marselha, a 21-05-1877. (6) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/barao-visconde-do-cercal/

(5)1.º Filho: António Alexandrino de Melo (S. Lourenço 7-06-1837 – faleceu na sua casa na Calçada da Paz em S. Lourenço a 27-05-1885) – 2.º Barão de Cercal. (recebeu o título em 16 de Setembro de 1863. Foi cônsul da Itália em Macau desde 1864.

28-05-1864 – TSYK I-47 de 25 de Agosto de 1864, p. 191

TSYK I-47 de 25 de Agosto de 1864, p. 191

https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-alexandrino-de-melo/

 (6) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol II, 1996, pp. 646-647

Continuação da leitura de parte do diário de viagem de Théodore Adolphe Barrot, diplomata e político francês (1801-1870), nomeadamente à sua passagem por Macau, em finais de 1837. (1) (2)

“…Je pris place dans un de ces bateaux, et mon bagage fut transporté dans un autre. Mon attention se partagea bientôt entre la vue de la ville, qui se déployait devant moi, et le costume des batelières. J’avoue que ce costume m’avait d’abord un peu surpris. En voyant leurs tuniques bleues, leurs capuchons rabattus, je fus au moment de les prendre pour des moines de Saint-Francois; mais mon erreur cessa quand je les vis de plus près, et qu’échauffées par l’exercice de la rame, elles relevèrent leurs capuchons. Leur chevelure noire était rassemblée sur le derrière de la tête, en une grosse tresse qui se relevait vers le sommet ; de longues aiguilles d’or l’attachaient et la réunissaient. Leurs jambes nues et leurs bras étaient entourés de gros anneaux d’argent ou de verre. Il y avait de la coquetterie dans cet ajustement, qui se distinguait d’ailleurs presque généralement par une excessive propreté. La vie rude et laborieuse de ces femmes n’avait point altéré la délicatesse de leurs formes, leur teint seul était légèrement bruni par le soleil. Je ne pus m’empêcher de faire une comparaison entre ces Chinoises et les femmes d’Europe dont la vie est occupée à des travaux pénibles ; le résultat, je dois le dire, fut loin d’être à l’avantage de ces dernières. Les Chinois appellent ces femmes, qui appartiennent à une caste particulière, tang-kia ou tang-kar (œufs de poisson). Cette caste vit constamment dans ses bateaux ; elle ne peut habiter la terre ; jamais elle ne pénètre dans l’intérieur des villes ou des terres, ses villages se composent d’un certain nombre de vieilles barques élevées sur des pieux le long du rivage. Les hommes sont occupés à la pêche ; les femmes et les enfans les accompagnent ou gagnent leur vie en conduisant les bateaux de passage. Je dois ajouter que ces pêcheurs sont loin d’être renommés pour la pratique des vertus patriarcales : les hommes sont d’habiles voleurs ou de dangereux pirates, et les femmes mènent, du moins dans l’établissement de Macao, une vie très irrégulière. 

La seule belle rue de Macao est la plage ; on l’appelle Praga-Grande ; c’est une rangée de belles maisons européennes, qui s’étendent le long d’un quai bien bâti, sur un espace d’environ un mille. Ces maisons appartiennent toutes aux négocians anglais établis à Canton ou à de riches Portugais. De cette rue principale s’échappe une foule de petites rues étroites et montueuses. Dans l’intérieur de la ville, on trouve quelques belles maisons, quelques églises et d’autres monumens ; la construction de ces édifices annonce que la colonie a eu ses jours de richesse et de prospérité. Toutefois la plus grande partie de Macao ne consiste qu’en de misérables masures. Au centre de la ville européenne est situé le Bazar ou la ville chinoise. C’est un tissu, si je puis m’exprimer ainsi, de petites rues d’une toise de large, bordées de chaque côté de magasins et de boutiques. Ce quartier de Macao est entièrement chinois, et quelqu’un qui n’aurait vu que ce bazar pourrait se former une juste idée des villes de l’empire céleste, car on m’a assuré qu’elles étaient toutes bâties sur ce modèle. Ce que je puis affirmer, c’est que le quartier marchand de Canton, le seul qu’un Européen puisse visiter, ne diffère en rien du bazar de Macao…” (continua)

(1) Théodore-Adolphe Barrot (1801 – 1870) – diplomata, cônsul e embaixador de França em vários países entre os quais Colômbia, Filipinas, Haiti, Brasil, Portugal, Bélgica e Espanha. Tornou.se senador antes da sua reforma (1864-1870). https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Adolphe_Barrot

Ver anterior postagem em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/18/leitura-un-voyage-en-chine-de-theodore-adolphe-barrot-1837-i/

(2) BARROT, Adolphe – Un Voyage en Chine. Première partie et deuxiéme partie. Voyez la relation de son voyage dans la Revue des Deux-Mondes: T.20, Novembre 1839.

Leitura completa da primeira parte em: https://fr.wikisource.org/wiki/Voyage_en_Chine/01

Na tarde do dia 27 de Maio de 1836, chegou a Macau a armada americana composta pela corveta “Peacock” comandada pelo capitão C. K. Stribbling, e onde vinha o comodoro E. P. Kennedy, e a escuna “Enterprize” comandada pelo capitão Archibald S. Camphell (o nome do comandante no jornal não está correcta)

O comandante do “Entreprize”, Archibald S. Camphell vinha já doente e faleceu no dia 3 de Junho, vítima de uma disenteria.

Extraído de «O Macaista Imparcial», Vol. I n.º1 de 9 de Junho de 1836, p. 3

No dia 4 de Junho, pelas 5 horas da tarde, foi o funeral tendo assistido o Governador Bernardo Joze de Sousa Soares Andrea (governo: 1833-1837) tenho o Batalhão de Príncipe Regente prestado as honras fúnebres. Ficou sepultado na campa n.º 49 do Cemitério Protestante.

CAMPA N.º 49 : “The remains of Archibald S. Campbell Esq. who died at Macao in command of the Schooner Enterprize June 3d 1836. AET: 40. Erected to the memory of Lieutenant Commandant Archibald S. Campbell by the Officers of the U. S. Ship Peacock and Schooner Enterprize 1836

(TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980, p. 286)