Archives for posts with tag: Banda de Música da P. S. P.

Continuação da leitura do número especial do “Diário Popular” dedicado ao Ultramar Português, em 1961 (1)

Os artigos com referência mais específica a Macau estão nas páginas 5 a 21 na sessão “Índia, Macau e Timor” IMT.

Página 5 (IMT): uma pequena coluna sobre o governador Comandante Marques Esparteiro e dois artigos:

– “Uma Província que atesta em terras do extremo oriente”

– “O Comercio e a indústria tem excepcional importância e deles vive a população da cidade”

Na página 6 (IMT):

– “A Santa Casa da Misericórdia tem nobres tradições de intensa obra assistencial”

– “A pesca e a cultura do arroz constituem as principais actividades dos habitantes das ilhas da Taipa e de Coloane”

– “Comércio intenso com os territórios limítrofes”

Na página 7 (IMT):

– Usos e costumes da cidade do Santo Nome de Deus onde se conserva o que a China possui de mais típico

 – Macau terra de sonho

Nas páginas 8/9 (IMT)

– “A Polícia de Segurança Pública admiravelmente organizada vela pela população e desempenha um importante papel no equilíbrio político e no bem-estar da província”

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/20/noticia-de-20-de-outubro-de-1961-diario-popular-dedicado-ao-ultramar-portugues-i/

Durante o mês de Setembro de 1955, num lugar aprazível ao Jardim de S. Francisco, a Banda da Polícia sob a batuta do seu mestre Hyndman, deu regularmente, aos domingos, concertos de música variada, atraindo ao local numerosas pessoas amantes da música. A foto mostra os componentes da Banda rodeados de ouvintes (1)
O mestre Hyndman referido na notícia, será Luís Schellas Hyndman (1891-1956), da família Hyndman cujo primeiro nome referenciado por Jorge Forjaz (2) é Henry Hyndman, natural da Escócia, general do exército britânico e que viveu algum tempo em Macau cerca de 1787.
Luís Schellas Hyndman foi oficial da Marinha Mercante Portuguesa e terá sido o 1.º instrutor da Banda da Polícia de Segurança Pública de Macau. O seu único filho, António Maria José Hyndman (1926- ?) nascido em Shanghai foi funcionário da « Jardine, Matheson & Co», em Hong Kong e depois guarda da P. S. P. em Macau (2)
(1) Extraído de «MBI» III-51, 15SET1955, p. 16
(2) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. II, 1996, p. 229 – 240

O Comodoro Unwin em continência à Guarda de Honra, após o seu desembarque
O Comodoro Unwin na visita ao velho cemitério dos protestantes de Macau

Extraído de «BGU»  XXXII – 367, Janeiro 1956.

Fragata «HMS Cardigan Bay»

Lançamento em 28th December 1944  Início das actividades de defesa em 1945, no Mediterrâneo onde esteve até 1949. Chegou a Hong Kong a 7 de Outubro de 1949, onde esteve estacionado e depois envolvido na Guerra da Coreia 1950-1953. De novo estacionado em Hong Kong com missões em Singapura e na China em 1959-1960.
«HMS CARDIGAN BAY» entrou em reserva em 1961 e dispensado da marinha inglesa em 1962. Posteriormente vendido para uma empresa escocesa.
http://www.naval-history.net/xGM-Chrono-15Fr-Bay-CardiganBay.htm
O Comodoro J. H. Unwin D. S. C. da Royal Navy foi promovido a almirante (“Rear Admirals”) em 8 de Julho de 1957. Retirou-se em 14 de Fevereiro de 1961.
É autor do artigo “Principles of War . The Acid Test”, publicado no jornal “Royal United Services Institution,”, Vol 92, 1947, n.º 566.
Poderá ler parte deste trabalho em:
https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03071844709433990

Esta notícia do arraial à maneira portuguesa que aconteceu a 7 de Julho de 1951 , (1) já a publiquei no ano passado (7-7-2016). Volto à mesma notícia agora extraída do Boletim Geral do Ultramar.(2)

Os Srs. Encarregado do Governo, Dr. Aires Pinto Ribeiro, o general Pinto Monteiro, o comandante militar Paulo Benard Guedes e esposa, e o comendador Kou Ho neng e esposa visitando as barracas.
A barraca chinesa

Barraca do «pão com chouriço»

(1) Notícia de 7 de Julho de 1951 – Arraial no ténis militar e naval
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/07/07/%EF%BB%BFnoticia-de-7-de-julho-de-1951-arraial-no-tenis-militar-e-naval/
(2) Notícia dos Serviços de Informação e Estatística de Macau, publicada BGU. XXVII -315/316, 1951.

Hoje comemora-se o centésimo aniversário do nascimento do Padre Salesiano César Brianza, (1) professor de Música e de Religião e Moral no Colégio D. Bosco. (2) Formado pelo Conservatório Nacional de Lisboa, fundou em 1959 o coral dos “Pequenos Cantadores do Colégio D. Bosco” (3) dirigindo-o durante 16 anos.
Em 1962, juntamente com o Padre Áureo Castro, fundou a “Academia de Música de São Pio X”. O Padre César Brianza também foi orientador artístico da Banda da Polícia de Segurança Pública entre 1966 e 1980.
Em sua homenagem recupero um artigo (não assinado) publicado na Revista “Macau – Boletim de Informação e Turismo, (4) acerca da viagem do Coro «Os Pequenos Cantores» às Filipinas, nos últimos dias do mês de Janeiro e primeiros dias de Fevereiro   de 1976.
Nas Filipinas repetiram os mesmos êxitos. Se bem que com menos demora por estas terras intimamente ligadas à história deste nosso território, as suas qualidades artísticas e particularmente a sua preparação como conjunto coral foram motivos de estranheza admirativa da numerosa assistência que as descobriu nos concertos a que teve oportunidade de assistir. E os aplausos com que sublinhavam o seu entusiasmo e a sua admiração, traduziam o testemunho duma autêntica consagração dos nossos jovens intérpretes duma arte que vence os limites de todas as fronteiras nacionais… (…) que nos pode representar em qualquer parte do mundo…(…)

Os «Pequenos Cantores» na execução dum concerto nas Filipinas

Claro que um bom escultor consegue transformar uma pedra tosca, bruta, dura e informe numa obra prima capaz a de desafiar os séculos e os mais desencontrados gostos humanos. E o padre Brianza, maestro do conjunto, da matéria impreparada que lhe colocaram entre mãos, teve a habilidade de a converter em vozes harmoniosas que arrebatam, com todo o seu poder de emoção, uma assistência inteira… (…)
E as nossas autoridades diplomáticas que, com compreensiva modéstia, se haviam referido ao Grupo, porque não o conheciam, convenceram-se, perante o comprovado nível artístico dos concertos executados, que tínhamos em Macau um conjunto musical de elevada categoria. (…)

Os «Pequenos Cantores» confraternizam com estudantes filipinos, na sua embaixada de arte e amizade.

(1) Foto de «JTM », Uma Vida Ligada à Música, 4 de Abril de 2014
http://jtm.com.mo/local/uma-vida-ligada-a-musica/
(2) “O Padre César Brianza iniciou os seus estudos de piano em Hong Kong sob a égide do conhecido maestro Elisio Gualdi. Partiu depois para Xangai, onde recebeu lições de Kostevich, outro grande maestro, até partir para Lisboa, em 1954, onde tirou o curso de piano no Conservatório Nacional. Dois anos mais tarde partiu para Viena, para um estágio de três meses no Augarten Palaiso, o que lhe permitiu assistir frequentemente aos ensaios do aclamado grupo coral «Viena Boys Choir» “. (1)
(3) “A sua dedicação ao grupo dos Pequenos Cantores em Macau, que fundou em 1959, teve um grande impacto não só nos próprios jovens, como também no território. Conhecido pela sua dedicação, o Padre Brianza conseguiu transmitir aos jovens do Colégio Salesiano Dom Bosco uma confiança na procura de atingir a perfeição, merecendo rasgados elogios em cada actuação. Levar os Pequenos Cantores ao Japão foi um sonho tornado realidade para o padre, mas não se ficou por aqui, havendo outras digressões às Filipinas, Portugal, Singapura e Malásia.” (1)
(4) Macau B. I. T. XI-1-2,1976
Anteriores referências a este sacerdote e à deslocação dos «Pequenos Cantores» ao Japão em:
https://www.google.pt/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-#q=nenotavaiconta+C%C3%A9sar+Brianza&*

A data «28 de Maio» – 30.º Aniversário da Revolução Nacional,  foi assinalada em Macau com as seguintes comemorações:
1.º – Às 8.00 horas – Hastear da bandeira Nacional nos edifícios das Repartições Públicas, Quartéis e Fortalezas.
2.º – Às 9.00 horas – “Te-Deum” de acção de graças pela paz e benefícios concedidos pela providência à Nação Portuguesa, celebrado pelo Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz, na Sé Catedral.
3.º – Às 10.00 horas – Parada Militar com desfile das forças diante da tribuna colocada em frente do palácio do Governo da Praia Grande, no qual tomaram parte contingentes das forças do Exército, da Polícia de Segurança, da Polícia Marítima e Fiscal, do Corpo de Bombeiros Municipais, sendo a guarda de honra o Governador prestada pela Milícia da Mocidade Portuguesa.

MBI III-68 31MAI56 COMEMORAÇÕES DE 28 DE MAIO (I)O Governador Almirante Marques Esparteiro passando revista à guarda de honra constituída por um grupo de castelos da Mocidade Portuguesa, com terno de clarins, banda e bandeira.

MBI III-68 31MAI56 COMEMORAÇÕES DE 28 DE MAIO (II)Às 10.00 precisas, o Comandante das Forças em Parada, major Mário Barata da Cruz dirigindo-se à tribuna pediu licença ao Governador para começar o desfile. Este foi   constituído apenas por forças apeadas que incluíram unidades europeias e indígenas em formatura de três, com banda de corneteiros e bandeira da guarnição da Província, um pelotão da Polícia Marítima e Fiscal, uma Companhia da Polícia de Segurança Pública e um pelotão do Corpo de Bombeiros Municipais. Desfilou por último a guarda de honra e a banda da P.S.P. que, diante da tribuna, tocara durante o desfile.
4.º – Às 10.45 horas – Lançamento da primeira pedra do novo edifício destinado ao Liceu Nacional Infante D. Henrique.

MBI III-68 31MAI56 COMEMORAÇÕES DE 28 DE MAIO (III)Lançamento da primeira pedra do novo Liceu de Macau

Na presença do Governador e principais autoridades civis, militares e eclesiástica foi colocada, cerca das 11.00 horas, a primeira pedra do novo edifício destinado ao Liceu Nacional Infante D. Henrique. assinalando o acto, discursou o Engenheiro José dos Santos Baptista, Chefe de Repartição Provincial dos Serviços de Obras Públicas.
O terreno para o novo Licei  ficava situado nos aterros da Praia Grande e compreendia os talhões limitados pela Rotunda Ferreira do Amaral, Avenida Dr. Oliveira Salazar (hoje Avenida Mário Soares) Avenida D. João IV e Avenida Infante D. Henrique . O talhão que confinava com a Rotunda Ferreira do Amaral foi destinado ao edifício (área coberta de 2 465.16 metros quadrados) e o outro , a campo de jogos dos alunos (uma superfície de 4 950.00 metros quadrados).
5.º – Às 11.45 horas – Inauguração de diversos melhoramentos públicos na Ilha da Taipa
6.º – Às 16.45 – Sessão solene promovida pela União Nacional no Salão Nobre do Leal Senado. Usou da palavra o Governador, o Dr. Henrique de Sena Fernandes e o Presidente da Comissão Provincial da União Nacional.
7.º – Às 18.15 – Final do Torneio Relâmpago Escolar no Campo Desportivo «28 de Maio», promovido pela Associação de Futebol de Macau com a colaboração da Mocidade Portuguesa.
8.º – Das 21- às 24.00 horas – Iluminação de gala nos edifícios públicos e quartéis que o puderam fazer.

Teve lugar no dia 1 de Abril de 1956, o 15.º encontro de «Interport» de futebol entre as selecções de honra de Macau e Hong Kong, que terminou pela vitória da equipa visitante por 5 a 3.
O encontro foi em Macau, no Campo Desportivo «28 de Maio», com a presença do Governador da Província, Almirante Joaquim Marques Esparteiro e Esposa, Dra. Laurinda Marques Esparteiro.
MBI III-65 15ABR1956 INTERPORT FUTEBOL (I)Antes do encontro, os jogadores de ambas as selecções e a equipa de arbitragem foram apresentados ao Governador, tendo a banda do Corpo de Polícia de Segurança Pública executado os primeiro acordes de A Portuguesa e God Save the Queen. (na foto, a selecção de Hong Kong)
O resultado de 5 a 3 não foi desonroso para Macau, nem tão-pouco desprestigiou aqueles que envergaram a camisola desta cidade, porquanto souberam lutar com denodo, energia e desportivismo.
A Associação de Futebol de Hong Kong apresentou, nesse ano, para enfrentar a selecção de Macau, uma equipa fortíssima, que podia ser considerada a melhor da vizinha colónia desses últimos anos – formada com «ases» chineses. A selecção visitante deu o máximo do seu esforço para conseguir a vitória e, consequentemente, entrar na posse definitiva da Taça «Gellion» (1)
As equipas apresentaram a seguinte constituição:
MBI III-65 15ABR1956 INTERPORT FUTEBOL (II)Macau: Francisco da Nova (Benfica); Chi Fu (Polícia) e Vítor Rodrigues (Atlético); Francisco da Cunha (Negro-Rubro), Luís da Cunha – cap. – (Polícia) e Alfredo Cotrim (Negro-Rubro); Vong Heng (Polícia), João da Rocha (Negro-Rubro), Rogério de Assis (Negro-Rubro), Luís Madeira (Polícia) e Mário Alberto (Polícia).
Hong Kong: Wai Fat Kim; Szeto Yiu e Lau Yee; Tang Sam -cap. -, Ko Po Keong e Chau Man Chi; Szeto Man, Ho Cheung Yau, Chi Wing Keong, Yu Cheok Yn e Mok Chan Va.
Nesse mesmo dia, da parte da manhã, no mesmo Campo Desportivo, realizou-se o 1.º encontro de «Interport» escolar de futebol, entre as selecções dos estudantes das duas cidades, organizado pela Comissão Administrativa da Associação de Futebol de Macau (2) com a colaboração da sua congénere de Hong Kong.

MBI III-65 15ABR1956 INTERPORT FUTEBOL (III)As selecções de estudantes de Hong Kong e Macau

A selecção escolar de Macau, constituída por estudantes com menos de 18 anos de idade, derrotou a de Hong Kong por 2 a 1, após um encontro movimentado, cheio de fases de bom jogo e de entusiasmo.
Ambas as selecções, antes do encontro, foram apresentadas ao Dr. Adelino Barbosa da Conceição (Inspector da Instrução Pública), em representação do Comissário Provincial da Mocidade Portuguesa (em 1956, era o Inspector Administrativo José Peile da Costa Pereira).

MBI III-65 15ABR1956 INTERPORT FUTEBOL (IV)O Governador entregando, no final, taças aos vencedores

À esq. do Governador está o Dr. Adelino Barbosa da Conceição e José dos Santos Ferreira (vogal – secretário da Comissão Administrativa da Associação de Futebol de Macau) (2)
De noite, a Associação de Futebol de Macau obsequiou as selecções visitantes e seus dirigentes com jantar de confraternização, a que assistiram também representantes de imprensa e dirigentes de clubes locais. (3)
(1) A Taça «Gellion», oferta de  Frederik Johnson Gellion (gerente de “The Macao Electric Lighting Co. Ltd.” desde 1916) ficava na posse definitiva da equipa que ganhasse dois anos consecutivos ou à terceira vitória. A selecção de Hong Kong ganhou em 1955, pelo resultado de 7 a 3.
(2) Na época de 1955/56, foi a Associação de Futebol de Macau dirigida por uma Comissão Administrativa, nomeada pela Portaria n.º 5740, de 5 de Novembro de 1955, publicada no Boletim Oficial n.º 45, do mesmo ano e assim constituída:
Presidente – Mário Vieira da Costa
Vogal – secretário – José dos Santos Ferreira
Vogal – tesoureiro – Joaquim Morais Alves
(3) Informações retiradas de «Macau B. I., 1956»

Em honra do Senhor Ministro do Ultramar, Comandante Sarmento Rodrigues, na sua visita a Macau em Junho de 1952, realizou-se no dia 20 de Junho um grandioso desfile militar, na qual participaram todas as forças de terra e mar que desfilaram perante a tribuna de honra (colocada à frente do Palácio do Governo), com grande variedade de viaturas, material pesado e outros engenhos bélicos. (1)
À esquerda da tribuna ministerial estava formada a guarda de honra, uma companhia do Batalhão de Caçadores n.º 1, sob o comando do capitão Marques de Carvalho e a banda de música da Polícia de Segurança Pública.
DESFILE MILITAR 20JUN1952 IÀ chegada do Ministro do Ultramar, a um toque de clarim, a guarda de honra apresentou armas e a banda musical tocou “A Portuguesa”.
DESFILE MILITAR 20JUN1952 IIO Comandante Sarmento Rodrigues acompanhado pelo Comandante Militar , tenente-coronel António Cyrne Pacheco.
DESFILE MILITAR 20JUN1952 III                                              … passou revista à guarda de honra.
Às 9,30 horas começou o desfile.
DESFILE MILITAR 20JUN1952 IVA um toque de clarim começou a marcha pela Rua da Praia Grande, abrindo com dois castelos da Mocidade Portuguesa com os respectivos estandartes.
Seguia depois um carro militar com o comandante das forças em parada, que parrou em frente à tribuna.
DESFILE MILITAR 20JUN1952 XIO comandante das forças em parada, o tenente-coronel de artilharia, Acácio V. Neves e Castro e adjunto tenente-miliciano de artilharia, Francisco F. Novo, prestaram a continência pedindo autorização para o desfile, após o que se colocaram à esquerda da Tribuna Ministerial juntamente com o ordenança, clarim e estafeta.
DESFILE MILITAR 20JUN1952 XIIDesfilou então a parte apeada com uma companhia da Marinha de Guerra com bandeira, sob o comando do 2.º tenente Caldeira Saraiva.
Depois vinha a Banda de Corneteiros composta por pessoal indígena dos batalhões de Caçadores 1 e 2. Seguidamente a Bandeira Militar tendo como porta-bandeira o tenente de artilharia Álvaro Manuel V. Cepeda e a respectiva escolta constituída por um sargento, um furriel e um 1.º cabo; um Batalhão de Caçadores sob o comando do major de infantaria, Mário dos Santos Anino, tendo como adjunto um capitão, um sargento (como porta-guião do batalhão) e uma ordenança. Depois, a 1.ª Companhia de Atiradores sob o comando do capitão Carlos Eduardo Campelo de Andrade Bandeira de Lima; a 2.ª Companhia de Atiradores a quatro pelotões, sob o comando do capitão de infantaria, Pedro de Barcelos; a 3.ª Companhia de Atiradores, a quatro pelotões, sob o comando do capitão de infantaria, Miguel Ângelo Cambraia Duarte e a 4.ª Companhia de Atiradores a quatro pelotões, sob o comando do capitão de infantaria Carlos da Costa Campos de Oliveira.
Seguiu-se a Polícia Marítima, a um pelotão sob o comando do chefe Joaquim Baptista e a Polícia de Segurança Pública, a uma companhia a três pelotões , com bandeira sob o comando do tenente José da Conceição Miguel.
Seguiu-se depois a parte motorizada.
DESFILE MILITAR 20JUN1952 VIIUma coluna sob o comando do capitão de infantaria, Mário Gustavo de Araújo Barata da Cruz, tendo como adjunto um capitão de infantaria com ordenança-estafeta; Companhia Anti-Carro, do Batalhão de Caçadores sob o comando do capitão de infantaria João Melo de Oliveira, um corneteiro e um estafeta;
DESFILE MILITAR 20JUN1952 VIII1.º Pelotão Anti-Carro a quatro secções, sob o comando do tenente miliciano de infantaria Carlos Fernandes Camacho, o 2.º pelotão Anti-Carro, a quatro secções, sob o comando do alferes miliciano de infantaria, José F. Lino.
Seguia-se o Agrupamento de Baterias de Artilharia, sob o comando do capitão de artilharia Eduardo Afonso S. Salaviza, com um 1.º sargento, porta guião e um estafeta-moto;
Bateria de Artilharia Ligeira 8,8 n.º 1, sob o comando do capitão de artilharia Adriano Vítor Hugo Landercet Cadima, a duas divisões e quatro secções;
Bateria de Artilharia Ligeira 8,8 n.º 2, sob o comando do tenente de artilharia, Joaquim Humberto da Silva Porto Oneto, a duas divisões e quatro secções;
Bateria de Artilharia Anti-Aérea de 4 cm, sob o comando do tenente de artilharia, Domingos Sebastião Gama de Câmara Stone, a duas divisões e quatro sessões.
Bateria de Artilharia Anti-Aérea de 7,5 cm, sob o comando do capitão de artilharia, Maurício Martins Lopes, a duas divisões e quatro secções.
DESFILE MILITAR 20JUN1952 IXDesfilou a seguir o Esquadrão Motorizado sob o comando do capitão de cavalaria, José Carlos Sirgado Maia, com um 1.º sargento porta-guião, clarim e estafeta-miliciano.
Depois, o Pelotão de Auto-Metralhadoras, sob o comando do alferes miliciano de cavalaria, Mário António de P. Valente;
DESFILE MILITAR 20JUN1952 XIIIo Pelotão de Metralhadoras-Auto (Brens), sob o comando do alferes miliciano de cavalaria, Rui Ferreira, pelotão auto T. T., sob o comando do alferes miliciano de cavalaria, Jácome Saavedra de O. Bruges;
Desfilou depois a Companhia de Engenharia, sob o comando do capitão de engenharia, Henrique Pedro Daniel e Aranda, com um 1.º sargento porta-guião, clarim e um estafeta -moto; Pelotão de Sapadores sob o comando do tenente de engenharia Manuel Mesquita Borges e um Pelotão de Transmissões, sob o comando do alferes miliciano de engenharia, Fernando José Brochado de Miranda;
Um pelotão de Motociclistas da Polícia de Segurança Pública e seis “jeeps”, sob o comando do tenente Francisco Maria Candeias, e uma Companhia de Bombeiros Municipais sob o comando de chefe Manuel Dimas Pina, fecharam a parada.
Dirigiu a parada o capitão Alberty Correia, subchefe do Estado Maior.
(1) Segundo testemunhos dos militares radicados em Macau, terá sido o maior desfile militar até então e nunca mais repetido nessa grandeza, quer em termos humanos quer em meios utilizados. As tropas tinham a testa da formação, junto do antigo Palácio das Repartições (depois Tribunal); as forças motorizadas e corporações militarizadas estendiam-se até ao Porto Exterior, ao longo da Avenida então chamada Dr. Oliveira Salazar.
Informações de BARROTE, David (coordenação) – A Visita do Ministro do Ultramar a Macau em Junho de 1952. Editado pela Repartição Central dos Serviços Económicos, Secção de Propaganda, 328 p.
Referências anteriores ao comandante Sarmento Rodrigues e à sua visita a Macau em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-m-sarmento-rodrigues/

Pela primeira vez em Macau realizou-se no dia 12 de Junho de 1954, véspera do dia de Santo António, por iniciativa e sob o patrocínio da esposa do Governador Marques Esparteiro, a tradicional festa dos santos populares, tão em voga em Portugal.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António IA Sr.ª de Marques Esparteiro cortando a fita simbólica.

Esta festa, destinada a fins beneficentes, teve lugar no terraço do Mercado de S. Domingos, sob a organização da Comissão Administrativa do Leal Senado da Câmara de Macau , cujo presidente era António de Magalhães Coutinho.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António IIÀ porta do mercado, uma artística imagem de Santo António, rodeada de vasos com manjericos, chamava a atenção do público.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António III Varrido de ar fresco, o espaço oferecia um aspecto alegre e agradável, o que entusiasma e dispunha bem toda os assistentes. Havia divertimentos de toda a sorte e bebidas refrigerantes para os que tinham sede

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António IVA alegrar ainda mais o recinto, a Banda Policial e o grupo «Esperança» deleitaram o público com músicas portuguesas e americanas, tendo-se bailado animadamente.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António VNo dia 13, dia de Santo António, o aprazível recinto atraiu novamente grande multidão que ali foi passar algumas horas divertidas.
Naquela noite, a Banda Policial e o grupo «Negro-Rubro» marcaram a sua presença, executando vários números de música em voga, o que concorreu muito para animar a festa.

15JUN1954 n.º 21 - Arraial Sto António VIReportagem e fotos de «Macau Boletim Informativo», 1954.

“A católica e quadrissecular Cidade do Santo Nome de Deus de Macau viveu, nos dias 18 e 19 de Fevereiro de 1956, momentos valiosos de piedade e devoção, enquanto celebrava a conclusão das festas em honra do Senhor Bom Jesus dos Passos.
Esta festividade, que se comemora através de cerimónias de rico significado religioso, é quase tão remota como a vinda dos primeiros portugueses para esta terra de cristãos.
Todas as cerimónias da festividade em honra do Senhor dos Passos se impõem pela grandiosidade da concorrência dos fiéis…(…)
Das mais piedosas são, sem dúvida, as cerimónias de que se revestem as duas procissões com que fecha tão respeitável manifestação de fé.
A população católica de Macau acorreu em massa a todas as comemorações, dando com a sua presença um exemplo extraordinário da devoção e da piedade com que os fiéis acolhem a tradicional e solene festividade….(…)

SEnhor dos Passos n.º 62 1956 IA veneranda Imagem do Senhor Bom Jesus dos Passos sai da Sé Catedral

Na velha igreja de Santo Agostinho, onde, durante nove dias, se rezou a Novena do Senhor dos Passos, os fiéis marcaram a sua presença, enchendo o templo sem deixar  único lugar vago. Durante a Novena, mais de seis mil pessoas se abeiraram da Sagrada Mesa da Comunhão.

Na noite do sábado, dia 18, um mar de gente se acercou da igreja de Santo Agostinho, aguardando pacientemente a saída da Procissão da Cruz, aprazada para as 19 horas. À multidão, concentrada no largo, se juntaram as centenas de pessoas que se encontravam no templo, caminhando todas, com piedade devotamento, atrás do andor, rigorosa e respeitavelmente coberto com ténues cortinados roxos.
A banda do Corpo de Polícia de Segurança Pública tocou durante a Procissão, quer percorreu o itinerário de todos os anos. Na Sé Catedral onde recolheu a Procissão, pregou o sermão da Cruz o Venerando Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz.

No domingo, à tarde, à hora marcada, subiu ao púlpito o Revdo P.e José Barcelos Mendes, que, com empolgante emoção, pregou o sermão do Pretório, escutado pela igreja transbordando de fiéis.
Antes da saída da Procissão dos Passos, a Verónica– cujo papel esteve este ano confiado à menina Maria Henriques da Silva – entoou, na Sé, em 1.ª estação, o cântico de «O vos omnes…»
«Ó vós que passais pelo caminho, detende-vos e vede se há dor semelhante à minha dor….»
Juntamente com o clero e seminaristas, muitos fiéis entoaram, em seguida ao cântico da Verónica, o «Parce, Domine»P e «Senhor, Deus, misericordioso»

SEnhor dos Passos n.º 62 1956 IIA Verónica faz ouvir, perante a multidão, contrita e silenciosa, a sua lamentação.

A Procissão saiu depois, levando consigo um acompanhamento calculado em mais de dez mil pessoas, das quais muitas vindas expressamente de Hong Kong, e novamente nela se incorporou a banda de Policia…(…)
Em cada uma das estações seguintes, até à sétima, se ouviu novamente por sobre a multidão, constrita e silenciosa, a lamentação da Verónica . (1)

SEnhor dos Passos n.º 62 1956 IIIDebaixo do Pálio e à frente da multidão, seguia o Prelado da Diocese levando o Santo Lenho

Recolhida a Procissão, em Santo Agostinho, pregou o sermão do Calvário, o Revdo P.e Artur das Neves, que nos disse de quanto sofreu Jesus e Maria Santíssima, Jesus pregado na cruz, no alto do Gólgota, entre o Céu e a Terra, e Maria Virgem Mãe chorando a perda do Filho Amado, Salvador do Mundo.
(1) Reportagem recolhida de Macau B. I., 1956